Um pouco de otimismo rumo aos 60 anos

Entramos no novo ano de 5768 com uma série de êxitos operacionais em Israel na luta contra o terrorismo. Poucas vezes são reveladas pela imprensa mundial as expectativas realistas acerca da situação da segurança de Israel e do povo judeu. Comecemos pelo terrorista suicida do Hamas, capturado há três semanas, que tinha como objetivo cometer um novo atentado suicida na cidade de Beer-Sheva. Depois, foi evitado outro atentado em Tel Aviv, quando um "menino" de 15 anos foi detido carregando explosivos em sua mochila, enquanto tentava passar pelos postos de inspeção do Exército na Judéia e na Samária. Dias atrás foi capturado um dos seqüestradores do soldado Guilad Shalit.
As tentativas do Hamas e da Jihad Islâmica de penetrar diariamente em território israelense, a partir da Faixa de Gaza, para a sorte de Israel, têm culminado em vitórias tácticas do Tzahal. Temos que aplaudir aqueles jovens postados nas fronteiras, e que trabalham dia e noite para evitar a entrada de terroristas a pé, de bicicleta, pelos túneis, ou em caminhões carregados de explosivos, ou ainda de barco e outras formas. O resultado é que até agosto de 2007 um total de 221 terroristas tiveram frustradas suas más intenções de cometer atentados, matar e mutilar gente em kibutzim ou nas cidades israelenses.
Mas Israel continua sua luta diária também contra o terrorismo no Norte do país. Recentemente, segundo informes da imprensa internacional houve uma operação aérea e terrestre no Norte da Síria. O objetivo segundo as versões jornalísticas era destruir caravanas de munição iraniana em solo sírio para a organização terrorista Hezbolá, ou um bem sucedido ataque visando danificar equipamento com tecnologia nuclear norte-coreano que teria sido adquirida pelo ditador Assad filho. De fato, os únicos dois países que condenaram a ação aparente de Israel foram a Coréia do Norte e o regime islamo-fascista iraniano. As autoridades israelenses se fecharam em copas e não falam sobre o assunto. Ou seja: onde há fumaça, há fogo.
Porém, em meio ao otimismo, o terror ainda continua causando danos como ocorre no sul do país. Todos os meses, o Hamas (ainda que a Jihad Islâmica e outros grupelhos menores assumam os lançamentos, sabe-se que o responsável é o próprio Hamas), atira cerca de 120 mísseis Kassam contra a cidade de Sderot, de 30 mil habitantes), e contra dezenas de kibutzim fronteriços de Gaza. Mas medidas defensivas já estão sendo tomadas e uma delas, recém informada pelas autoridades é o desenvolvimento de um sistema defensivo ativo contra mísseis que utiliza raio laser anti-míssil.   
Enquanto Israel tenta negociar com palestinos moderados os radicais empurram o povo palestino para a desgraça. A Jihad Islâmica e o Comitê de Resistência Popular assumiram um ataque de Kassam, numa aparente tentativa de remover a responsabilidade do Hamas pelo que acontece no território que controla, ferindo 69 soldados há poucos dias, no campo de treinamento de Zikkim, a 1 km da fronteira de Gaza. Felizmente nenhum deles morreu, embora vários tenham se ferido com gravidade. Como Israel não está mais na Faixa de Gaza, a propaganda do retrógrado Hamas continua falando da libertação total da Palestina da "ocupação sionista". Enquanto isso, Israel hoje conta com 7,2 milhões de habitantes e no ano que vem completa 60 de independência.
                                                                                                                    A Redação