Por: Yossi Groisseoign
Cinismo a toda prova
O chefe da organização terrorista Hezbolá, Hassan Nasrallah, disse que não teria ordenado a captura de dois soldados israelenses no dia 12 de julho, se imaginasse que a ação levaria à guerra no Líbano. "Não achamos que havia sequer 1% de chance de que a captura levaria a uma guerra desta escala e magnitude", disse Nasrallah, em entrevista a uma TV libanesa. "Se me perguntarem, caso hoje fosse 11 de julho (véspera da ação) e houvesse 1% de chance de que o seqüestro levaria a uma guerra como a que ocorreu, você iria em frente com o seqüestro? Não, definitivamente não, por razões humanas, morais, sociais, de segurança, militares e políticas", afirmou o terrorista. Cerca de 1.100 libaneses e 154 israelenses morreram em 34 dias de guerra. (Agência Estado).
Em defesa de Alberto Dines
O Committee to Protect Journalists (Comitê de Proteção aos Jornalistas) enviou correspondência expressando apoio ao jornalista Alberto Dines, editor-responsável do Observatório da Imprensa, que está sendo ameaçado de processo, por crime de opinião, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal. A carta assinada por Carlos Lauría, traduzida, diz o seguinte: “Gostaríamos de expressar o apoio de nossa organização a Alberto Dines. Consideramos que jornalistas não podem ser acionados por participarem de um debate público. Gostaríamos de ser informados sobre o andamento do processo. Muito obrigado” Dines criticara a posição de dirigentes do sindicato no conflito do Oriente Médio. (CPJ).
Importação do conflito
Durante o Simpósio Brasileiro de Urgências em Pediatria, em Curitiba, dia 25/8 o conferencista Calil Kairalla Farhat, da Escola Paulista de Medicina (SP), falando para mil pessoas, projetou fotos publicadas na mídia sobre o resultado do bombardeio de Israel sobre o Líbano, na guerra contra o Hezbolá. De imediato levantou-se o médico pediatra Ismar Strachman, ex-professor da PUCPR e secretário da Sociedade Paranaense de Pediatria, e interpelou o conferencista para que parasse o assunto visto não ser o tema em debate. Farhat ignorou a solicitação e continuou a exibir as fotos, Strachman interpelou-o novamente, lembrando-o que se discutia um assunto científico e não escudos humanos, que o Hezbolá deveria assumir. Antes de sentar-se, foi aplaudido, mas ainda assim Farhat insistiu prosseguindo mesmo após o presidente da mesa tomar a palavra para por ordem na pauta. (VJ)
Importação do conflito II
Como Calil Farhat continuava, sem que o som do microfone fosse cortado, pois era controlado de fora do local, outro médico da comunidade judaica de Curitiba, Victor Feferbaum, interrompeu-o e, em voz alta, o chamou de ignorante. A seguir foi encerrada a sessão. Depois, o médico Ismar Strachman foi até a mesa e se identificou ao palestrante observando que já o conhecia de outra ocasião, inclusive mencionando seu parentesco com o também pediatra da Escola Paulista de Medicina, Benjamin Kopelman, amigo comum. Farah não respondeu, mas Strachman sentiu nele surpresa e palidez em sua expressão. O fato foi comunicado à Federação Israelita do Paraná e um relato do ocorrido foi enviado ao professor Albert, líder na área médica contra o anti-semitismo, do Scholars for Peace in the Middle East. Visão Judaica cumprimenta os dois médicos curitibanos que não se calaram e cuja atuação serve de exemplo para toda a comunidade em situações semelhantes. (VJ).
Hezbolá versus cristãos libaneses
O Hezbolá usou aldeias cristãs como Ain Ebel, Rmeish, Alma Alshaab e outras para lançamento de mísseis, ‘repetindo o mesmo padrão que praticou contra Israel em 1996’, declarou o ex-comandante do exército libanês, coronel Charbel Barkat. ‘O Hezbolá está escondido entre a população civil e atacando por trás de escudos humanos’. Um cristão de Ain Ebel, que não quis se identificar por temer retaliações, descobriu que estavam instalando uma base de lançamento de mísseis katyusha no telhado de sua casa. Ignorando seu apelo para que parassem, eles dispararam os mísseis. O cristão imediatamente reuniu sua família e fugiu de casa, que foi bombardeada e destruída 15 minutos depois por um ataque aéreo israelense. Além de terem suas casas confiscadas para servirem de bases de ataques do Hezbolá, os cristãos têm sido impedidos de fugir de suas aldeias. (Evangelical News).
Hezbolá versus cristãos libaneses II
No dia 28 de julho elementos o Hezbolá dispararam contra alguns cristãos que fugiam de Rmeish com suas famílias, deixando duas pessoas feridas, segundo informações de uma fonte no sul do Líbano. As aldeias cristãs têm sofrido com a negligência e falta de infra-estrutura sob o “governo” do Hezbolá no Sul. Embora os cristãos paguem seus impostos para terem direito aos serviços básicos do governo, como reparo em estradas e outros serviços públicos, esses benefícios raramente são fornecidos. Por outro lado, as aldeias xiitas que apóiam o Hezbolá não pagam impostos e têm acesso à infra-estrutura desenvolvida, casas novas e construções comerciais. A população cristã, que já foi maioria no Líbano, caiu para menos de 40% devido às pressões das milícias islâmicas apoiadas pelo Irã e pela Síria. (Evangelical News).
Informações deturpadas
‘O Hezbolá é a questão’, adverte o reverendo Keith Roderick, representante em Washington da Solidariedade Cristã Internacional e secretário geral da Coalizão para Defesa dos Direitos Humanos. Há um processo de deturpação da posição da maioria dos cristãos libaneses. Sami El-Khoury, presidente da União Mundial Maronita, afirma: ‘ao contrário do que a imprensa ocidental noticia, indicando altas porcentagens de cristãos apoiando o Hezbolá, 90% dos cristãos, 80% dos sunitas e 40% dos xiitas do Líbano se opõem ao grupo’, assegura o líder maronita. A Solidariedade Cristã lamenta a destruição e violência infligida ao Líbano e admite que a comunidade internacional deve desempenhar seu papel na restauração do país, e reconhece que se o Hezbolá não for desarmado, o futuro dos cristãos libaneses será incerto e todos os que apóiam a democracia estarão expostos. (Evangelical News).
Em Haifa, jornal árabe é atingido
Um dos foguetes disparados pelo Hezbolá atingiu o edifico do jornal árabe ‘Al Ittihad’, em Haifa, periódico que tem acusado Israel de agressor. Muitos arquivos foram destruídos pelo ataque, e o editor, Ahmed Saad pediu ao prefeito da cidade, Yona Yahav, que o edifício não seja derrubado, pois segundo ele, constitui patrimônio histórico. Entre os que passaram pelo prédio está o poeta Mahmoud Darwish, conhecido por sua postura extrema anti-Israel e antijudaica. Ao ser indagado pelo jornal Yediot Aharonot, se teria uma mensagem para o líder do Hezbolá, Hassan Nassrallah, Saad disse que é um cidadão israelense e estava interessado em enviar uma mensagem ao governo israelense ‘para que pare com esta guerra, que não resulta em nada, além de vítimas’. (Yediot Aharonot).
Campinas repudia atentado
A comunidade judaica de Campinas compareceu em peso à Sessão da Câmara Municipal da cidade, onde entregou dois documentos ao presidente da Casa, vereador Dário Saadi. O primeiro é um manifesto da comunidade de repúdio à violência e ao anti-semitismo e ao ato de terror do qual foi vítima a Sinagoga de Campinas que foi covardemente atacada com bombas. O outro, é um memorando da comunidade judaica local contra a moção apresentada pelo vereador do PSOL Paulo Búfalo, solicitando ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a condenação pública de Israel. (B’nai B’rith).
Retirada da Cisjordânia é adiada
O premiê israelense Ehud Olmert, resolveu segurar, por enquanto, o plano de retirada de partes da Cisjordânia ocupada. A imprensa israelense noticiou o fato citando conversas particulares entre Olmert e outros ministros e membros do partido, após a guerra do Líbano e mencionou o premiê dizendo que a questão não estava mais no topo de sua agenda. Segundo a fonte, no topo da agenda do governo de Israel está a recuperação dos prejuízos econômicos no norte de Israel, provocados por um mês de ataques com foguetes lançados pelo Hezbolá. Segundo o plano para a Cisjordânia, Israel, na ausência de um parceiro de paz palestino, removeria dezenas de assentamentos isolados e aumentaria enclaves que pretende manter em uma nova fronteira do país, a ser estabelecida até 2010. Mas a violência que ressurgiu em Gaza, e o conflito no Líbano parecem ter afastado a idéia por enquanto. (Haaretz).
Major Roi Klein, um herói
O pouco que se pode fazer por alguém que sacrificou a sua vida de modo tão heróico é contar a sua história. O major Roi Klein, subcomandante do Batalhão 51 de Infantaria Golani, era o superior hierárquico dos combatentes em Bint Jebail. Na batalha ele percebeu que uma granada havia sido lançada em direção dos seus soldados. Não havia mais tempo de se proteger e evitar o dano, assim, Roi jogou o próprio corpo para cobrir a granada e abafar a explosão e a maioria dos seus soldados se salvou. Os soldados contaram depois que suas últimas palavras foram Sh'ma Israel (Escuta Ó Israel) na hora que se lançou sobre a granada. Klein foi enterrado no dia do seu 31º aniversário. Contam seus amigos que era um excelente saxofonista, homem brilhante, que terminou os estudos de engenharia com distinção, era modesto e delicado. Sua viúva disse que tudo o que ela deseja e que os seus filhos se assemelhem ao pai. (Ynet News).
‘Detenham o terrorismo a qualquer preço’
Nomes famosos como Silvester Stallone, James Woods, Bruce Willis, o diretor Riddley Scott, a tenista Serena Williams, Nicole Kidman, Michael Douglas, Dennis Hopper, William Hurt, Josh Malina, Kelly Preston, Danny De Vito, Don Johnson e outros, fizeram parte da lista de artistas e executivos da indústria cinematográfica que assinaram uma declaração culpando o Hamas e o Hezbolá pelo terrorismo no Oriente Médio, pela guerra no Líbano e pelas vítimas inocentes. Um anúncio foi publicado nos jornais Hollywood Reporter, Los Angeles Times, revista Variety e em diversos periódicos dos EUA. O texto da declaração diz: ‘Nós, abaixo-assinados, estamos tristes e desolados pela perda de civis em Israel e no Líbano causada por ações terroristas iniciadas por organizações terroristas como o Hezbolá e o Hamas. Se não formos bem-sucedidos em deter o terrorismo ao redor do mundo, o caos reinará e pessoas inocentes continuarão a morrer. Precisamos apoiar sociedades democráticas e parar o terrorismo a qualquer preço’. (Jerusalem Post).
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