Um ano novo, a guerra na mídia e a ameaça  do Irã

Estamos às portas do novo ano judaico de 5767. Rosh Hashaná, ocorre no mês de Tishrei, o sétimo do nosso calendário. Parece estranho que não inicie no mês de Nissan, que é o primeiro do ano. Mas não é. A razão, é que a Torá fez de Nissan o  mês inicial para enfatizar a importância histórica da libertação do Egito, que aconteceu no décimo quinto dia daquele mês, e que assinalou o nascimento de nossa nação. De acordo com a tradição, o mundo é que foi criado em Tishrei. Portanto, comemoramos o aniversário do mundo. Claro, Rosh Hashaná é uma celebração especial. E em Tishrei é a época do Julgamento Divino e do perdão. Disso se tira uma profunda lição: se o homem é merecedor, é tratado como um convidado de honra; se não o merece, dizem-lhe: "Não fique orgulhoso de si mesmo; até um inseto foi criado antes de você!". Um Ano Bom e Doce para todos!
Após a guerra contra o Hezbolá, a cada dia surgem novas descobertas de manipulação de noticiário e fotografias feita para incriminar Israel de todas as formas possíveis. A mais nova fraude é a história das duas ambulâncias “atacadas” pelos israelenses, uma “prova cabal da maldade judaica”. Nesta hora, parece mais oportuna do que nunca a frase lapidar de Mark Twain sobre a imprensa: "Se você não lê jornal, você está desinformado. Se você lê jornal, está mal informado". Analisando a cobertura jornalística do conflito no Líbano, a impressão que se tem é a de que só há um lado agressor, Israel. Perto da conclusão do acordo de cessar-fogo, em poucas horas, mais de cem foguetes tinham sido lançados contra Israel, e nas primeiras páginas dos jornais, na TV e na internet a manchete invariável era: “Israel ataca” e não “Hezbolá ataca”, quando este foi verdadeiramente o fato.
A luta de Israel para estabelecer a paz há quase 60 anos não tem sido fácil. Nenhum país do mundo sofreu e continua a sofrer diariamente tentativas de destruição.  Estamos no século 21, mas Nasrallah, nem se vexa de bancar o ventríloquo do patrão iraniano Ahmadinejad, em sua infame campanha de varrer Israel do mapa e exterminar os judeus, usando uma caquética linguagem anti-semita semelhante à do nazismo. O resultado mais recente dessa incessante instigação ao ódio é que até o cessar-fogo de 14 de agosto, os israelenses perderam 116 soldados e 43 civis mortos. Em 32 dias 3.970 mísseis do Hezbolá foram lançados sobre civis israelenses, dos quais 901 atingiram áreas densamente povoadas. Só em Kiryat Shmona forma mais de mil foguetes e várias centenas atingiram as imediações de outras cidades, inclusive Haifa. Houve ainda 4.262 civis feridos e 2.773 pessoas em choque. Seis mil lares foram atingidos, 300 mil residentes deslocados, e mais de 1 milhão de pessoas se viram forçadas a viver em abrigos. Quase um terço da população total de Israel — mais de 2 milhões de pessoas — ficou diretamente exposto à ameaça dos mísseis.
No Líbano também houve muitas perdas. Cerca de 1.100 civis morreram, mas entre esses, boa parte era das fileiras do Hezbolá disfarçados de civis. Como bem disse a embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, “se há uma lição a ser aprendida dessa crise, é que o mundo está encarando uma perigosa escalada do extremismo islâmico. Acabamos de testemunhar uma tentativa do regime perverso do Irã de usar seu representante Hezbolá para atrair seu inimigo declarado, Israel, a um conflito sangrento no Líbano, a fim de desestabilizar o Oriente Médio. Não por coincidência, as manobras do Irã ocorrem no momento em que o país procura distrair a comunidade internacional de sua campanha para desenvolver armas nucleares”.
                                                                                                           

A Redação