Por: Yossi Groisseoign

Dia Internacional do Holocausto
A Assembléia Geral da ONU propôs a criação de um dia internacional de recordação do assassinato de seis milhões de judeus pelos nazistas no Holocausto. A petição foi entregue por representantes de Israel, EUA, Canadá, Rússia e Austrália. Os cinco países solicitaram que o dia escolhido seja o de 27 de janeiro, data em que foi libertado o campo de extermínio de Auschwitz pelas forças soviéticas em 1945. Pediram também que a ONU desenvolva programas de educação, com aulas sobre o Holocausto, para evitar que episódios similares ocorram no futuro. (B’nai B’rith Internacional).

Rio suspende cartilha de Arafat
Osias Wurman, presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro  e vice-presidente da Conib, informa que entrou em contato com a governadora do Rio, Rosinha Garotinho, tão logo foi divulgado no Diário Oficial do RJ, em 29 de agosto, que a Secretaria de Educação estaria iniciando a distribuição de cartilha sobre a vida de Yasser Arafat, explicando a inconveniência da ação e recebeu uma resposta da governadora observando que ela também não concorda e não participou da escolha do livro, que ficou na responsabilidade da secretaria. “Agradeço a preocupação. Todos nós queremos Shalom”, disse Rosinha. Posteriormente a FEIRJ recebeu a informação, diretamente da Secretaria de Educação, que a distribuição fora suspensa. (Conib).

Zubin Mehta leva rapaz para Israel
O talento Adriano Costa Chaves, de 17 anos, que toca contrabaixo no projeto musical comunitário do Instituto Baccarelli impressionou o maestro Zubin Mehta em sua passagem pelo Brasil ao ponto de lhe oferecer uma bolsa para a Orquestra Filarmônica de Israel. Morador em Heliópolis, filho de um taxista e uma dona-de-casa, Adriano começou a estudar música clássica quando o primo desistiu do contrabaixo e precisou de substituto na orquestra Baccarelli. Ele não vê a hora de concluir o ensino médio (cursa o último ano) para poder usufruir da oferta do maestro Zubin Mehta, que veio ao Brasil com a Filarmônica de Israel. Na visita à orquestra Baccarelli, Mehta afirmou: "Meu pai trabalhou anos com jovens músicos. Sei quando encontro talentos. Se continuarem assim, estudando muito, esses jovens podem tocar onde quiserem".  (Agência Estado/Pletz.com).

Bento XVI aplaudido em sinagoga
O papa Bento XVI participou de cerimônia na sinagoga Roonstrasse de Colônia, na Alemanha. É o segundo pontífice a visitar um templo judaico, após João Paulo II em sua histórica ida à sinagoga de Roma, em 1986. Nascido na Alemanha, Bento XVI, foi aplaudido numa das mais antigas comunidades judaicas do país. E, conclamou ‘judeus e católicos a que conheçam melhor um ao outro’. Para o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Paul Spiegel, este foi um sinal ‘esperançoso’ demonstrando ‘que estamos verdadeiramente no caminho de um entendimento entre as religiões’. O papa foi recebido pelo rabino-chefe Netanel Teitelbaum e outros lideres judeus, visitou o memorial do Holocausto, e advertiu que ‘por desgraça’ atualmente estão ressurgindo sinais de anti-semitismo e hostilidade generalizada aos estrangeiros’. Condenou duramente o nazismo que qualificou de ‘demência ideológica racista’, reiterando seu desejo de melhorar as relações da Igreja Católica com o povo judeu. (EFE).
 
Recursos da ONU em propaganda política palestina
A B’nai B’rith Internacional reclamou a Kemel Dervis, coordenador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas – UNDP, contra o uso de recursos do Programa de Assistência ao Povo Palestino (PAPP) para financiar a propaganda política palestina incluindo camisetas e adesivos com o slogan: ‘Hoje Gaza, amanhã a Cisjordânia e Jerusalém’. (This Week/BBI).
 
USP prepara Museu da Tolerância
Primeira instituição do gênero na América Latina, o Museu da Tolerância será construído na USP, com inauguração prevista para final de 2006. Anita Novinsky, uma das idealizadoras do projeto LEI — Laboratório de Estudos contra a Intolerância, relata que o museu terá espaço para exposições, um acervo do Centro de Estudos -10 mil microfilmes sobre a Inquisição, entre outros e um auditório. Será um museu-escola semelhante ao Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles (EUA), e ao novo Museu da Tolerância de Jerusalém (Israel). ‘O nosso foco é educacional. Queremos que alunos da rede pública e privada tenham contato com técnicas novas para museus e sejam conscientes do abuso contra os direitos humanos. Que aprendam a não tolerar o intolerável’, enfatiza Anita Novinsky. O LEI tem como diretora executiva a professora Maria Luiza Tucci Carneiro.

Museu da Tolerância II
Alguns temas na seção permanente do museu serão: Inquisição, escravidão, massacre de colonizadores europeus contra indígenas e o Holocausto. ‘O destaque para o Holocausto vem do seu ineditismo como uma política de Estado que tinha como meta o completo extermínio de um povo’, avalia Novinsky, e mais, ‘os nazistas não só combatiam os judeus, como também perseguiram os homossexuais, os paraplégicos, os ciganos, os artistas considerados degenerados, entre outros’. A B’nai B’rith do Brasil desenvolve em parceria com o LEI, o ‘Programa Judeu no Século 21’, que insere Encontros Temáticos para professores sobre temas como ‘Presença dos judeus na formação do Brasil’ e ‘Educando para a cidadania e democracia’. (Folha de S.Paulo/Uol).

Anti-semitas tumultuam show
A cantora francesa Shirel, judia de 27 anos, foi agredida verbalmente com vaias, assobios e gritos de ‘morte aos judeus’ durante um concerto beneficente na estação de trem de Macon, ao norte de Lyon, na França, enquanto cantava sua versão de "Jerusalém", uma das músicas de seu primeiro disco. Jovens anti-semitas iniciaram a manifestação que terminou em um distúrbio e no encerramento do evento organizado pela primeira dama francesa Bernadette Chirac. Segundo Shirel, este foi “um episódio a mais entre as centenas de incidentes anti-semitas que ocorrem na França. Hoje em dia, chamar alguém de 'judeu imundo' é parte da linguagem do dia-a-dia na França. É muito difícil ser judia em meu país". (Mídia Judaica Independente).

Israel e Paquistão iniciam relações
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, encontrou-se com seu colega, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Khurshid Kasuri, dia 1º de setembro, em Istambul. Foi uma primeira reunião histórica entre os dois países e Shalom declarou na ocasião, esperar que seja o começo de um relacionamento benéfico e mútuo entre o Paquistão e Israel. ‘Reuniões como essa’ — declarou Shalom — ‘são uma fonte de grande encorajamento e esperança para o povo israelense’, acrescentando que ‘através de nossos esforços somos capazes de abrir novos canais de diálogo e construir a compreensão entre nós e todos os povos do mundo, incluindo as nações muçulmanas’. Continuando, afirmou que ‘tais contatos ajudam a fortalecer os moderados do lado palestino, os que reconhecem que o diálogo e aceitação devem sempre ser preferidos, ao invés do ódio, terrorismo e extremismo’.
(Embaixada de Israel).

Musharraf com judeus dos EUA
O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf falará aos judeus dos EUA numa iniciativa pouco usual para um líder de uma nação muçulmana. O discurso será em um jantar em Nova York, organizado pelo ‘Conselho do Judaísmo Mundial’ do Conselho Judaico Norte-Americano (AJC). ‘Alguém tem que romper o gelo, de modo que muçulmanos, judeus e outras religiões possam ter um diálogo e por fim às confrontações entre si’, disse Jack Rosen, presidente do AJC. ‘Se ele se dispôs a fazê-lo, vamos lhe dar espaço para isso’. Em maio, Rosen acompanhado por outros dois membros do Conselho se encontraram com o presidente Musharraf, em Islamabad para fazer o convite, que o líder muçulmano aceitou. (JTA).

Independência do Brasil com carnaval
A Embaixada do Brasil em Israel decidiu romper os padrões diplomáticos mais tradicionais e celebrar a independência brasileira com um carnaval de rua em Tel-Aviv. O evento incluiu desfile similar ao que acontece no sambódromo do Rio, com dezenas de dançarinos brasileiros de folclore e samba, além de capoeiristas. (Jornal Alef)

Judeus na Independência
O dia 7 de Setembro foi marcado pelos desfiles militares. No Rio de Janeiro os ex-combatentes da FEB e de nações amigas foram os mais aplaudidos. Entre os veteranos, judeus e presidentes de entidades de ex-combatentes como Gerald Goldstein, dos Estados Unidos; capitão tenente da Marinha Melquisedec Affonso de Carvalho, do Brasil; Akiba Levy, ex-combatente do Exército da França Livre do general De Gaulle; e Zygmunt Orlovski, ex-combatente do exército polonês do general Anders, na Itália e Inglaterra. Desfilaram também membros da Associação dos ex-Integrantes do Batalhão Suez, que serviram na Força de Paz das Nações Unidas, na Faixa de Gaza entre 1956 e 1967, os famosos Capacetes Azuis, que garantiram o armistício entre Israel e Egito. Ao lado deles, oficiais veteranos do CPOR/RJ, como o 1º tenente R/2 de Infantaria, Israel Zuckerman, e o 2º tenente R/2 de Artilharia, Israel Blajberg. (B’nai B’rith).
 
Tel Aviv — São Paulo
O primeiro vôo fretado (charter) da companhia aérea Arkia, de Israel, pousou há duas semanas na capital paulista. A empresa vai operar no trajeto Tel-Aviv/Salvador/São Paulo. Com 240 lugares, o vôo deve atender principalmente a crescente demanda de evangélicos que visitam a Terra Santa todos os anos. Iniciativa da agência israelense Genesis Tours, o preço estimado das passagens é de US$ 599. (agências).

Judeus chineses casam em Jerusalém
Dois chineses que adotaram os nomes de Shlomo e Dina Jin, que afirmaram ser descendentes da comunidade judaica que existiu há 2 mil anos em Kaifeng, China, casaram-se em Jerusalém. Eles se converteram de acordo com a lei judaica Halachá (retorno), realizada pelo grão-rabinato de Israel. Michael Freund, presidente da organização Shavei Israel disse: ‘depois de 200 anos que a comunidade judaica de Kaifeng deixou de existir, dois de seus descendentes se casam sob a lei judaica. Esse é o espírito indestrutível do povo judeu e seu desejo de regressar às suas raízes’. A filha dos Jins, que se converteu juntamente com seus pais, acaba de completar seu serviço voluntário no Hospital Shaarei Tzedek, de Jerusalém. Os judeus chegaram à Kaifeng há mil anos. Em seu apogeu, sob a dinastia Ming (1368-1644), a comunidade tinha 5 mil membros. Em meados do século 19, decresceu. Hoje, há cerca de 500 pessoas na cidade que aderiram à identidade judaica. (AJN/El Reloj/Jerusalem Post).