A histórica retirada - No limiar de um novo ano de esperanças

O dia 12 de setembro de 2005 passa à história de Israel. A desconexão de Gaza terminou. Os soldados cruzaram a fronteira e voltaram para casa, encerrando um episódio que durou 38 anos. Ninguém agora pode dizer que Israel ocupa Gaza. O primeiro ministro Sharon cumpriu o prometido e com um custo político alto. Assumiu a responsabilidade pelo fato, mas todos sabem que isso não se concretizaria sem a participação do Parlamento e o devido consenso da maioria da população. Isto é Israel, onde existe democracia e liberdade.
A atitude de Sharon levou países como o Paquistão e o Emirado de Dubai a estabelecerem relações diplomáticas com Israel, que já mantém acordos de paz ou relações com os também muçulmanos Egito, Jordânia, Turquia e Mauritânia, na África. Mas bastou Israel sair de Gaza e uma horda de palestinos desenfreados incendiou as sinagogas deixadas para que fossem "protegidas" pela Autoridade Palestina... É provável que tenha sido uma prova… E é claro que não passou.
Em Israel há muitas mesquitas fechadas e que não têm atividade. Mas estão sob a proteção do governo como lugares sagrados. Nunca houve turbas ensandecidas de judeus que as queimassem. E nem haverá. Esta é a diferença fundamental num país civilizado, democrático e livre, onde convivem, em harmonia, judeus e árabes israelenses.
A jornalista espanhola Pilar Rahola, que esteve em Curitiba em agosto último, ao responder uma questão durante palestra que fez na Universidade Tuiuti, disse que não haveria problema algum se 8 mil judeus permanecessem vivendo em Gaza, na futura Palestina, desde que esse país fosse uma democracia. De certa forma, já antevia a destruição das sinagogas, das estufas (que lhes serviriam) e dos prédios públicos deixados para trás pelos judeus. Se ficassem lá após a retirada fatalmente seriam trucidados, como resultado da judeufobia institucional e religiosa, e da maciça propaganda contra Israel encetadas ao longo das últimas décadas pela Autoridade Palestina e países árabes. Nem policiais palestinos, nem egípcios os detiveram.
Soldados e policiais israelenses foram desarmados tirar os colonos judeus de Gush Katif. Não houve uma só vítima. Pelo contrário, ver soldados abraçando colonos que choravam deu “nó na garganta” de muita gente, mas também encheu de orgulho, tanto os judeus que estavam a favor ou eram contra a desconexão...
Mas as expectativas de paz ainda são inexistentes por ora. Israel pede o desarme dos grupos terroristas? Fazem ouvidos moucos, ou então morrem de rir… Mahmud El Zahar, líder do Hamas, volta a ameaçar (veja a entrevista nesta edição). Ameaças às quais Israel está acostumado e não se assusta. Agora, o novo sonho é possuir Tel Aviv, imagem do cosmopolitismo e pujança de Israel. Os palestinos poderiam ter feito o mesmo após a Independência de Israel, mas só se dedicaram a criar uma cultura de morte e estagnar em séculos de atraso. Por que não ergueram um país como lsrael?
Todos os aspectos, ângulos e facetas da histórica retirada de Israel de Gaza, o leitor encontrará nesta edição especial de Visão Judaica, comemorativa às grandes festas de Rosh Hashaná, Iom Kipur e Sucot. Boa leitura!
A Redação