História e política
Por: Edda Bergmann *

O embasamento histórico da ação e atuação política mundial, regional e individual torna-se uma ciência à parte, pertencente ao conjunto dos pensamentos humanos individuais e coletivos, referência dinâmica e estruturada das ciências do pensamento, da dissertação e dos valores.

Nem sempre aquilo que deu certo ou errado no passado continua a sua contingência através do pensamento individual ou coletivo, através da história dos povos ou das nações, mas se nos apresentar como algo básico e individualmente engajado em premissas, valores, opiniões, dúvidas ou valores universais presentes em determinados momentos e movimentos da historiografia antiga ou moderna.

O movimento histórico é um e único no decorrer da história, não existem dois movimentos ou duas épocas iguais, algo será sempre diferente e diferenciado, algo será sempre individualizado ou coletivamente diferente, na experiência histórica do momento presente.

Viver a história ou estudá-la e conhecê-la são versões diferenciadas e diferentes da cultura e educação de um povo, de uma época, de uma etnia, ou de processos diversos do aprendizado ou participação, são facetas diferenciadas de movimentos intelectuais e diversos a diversificados e fazem com que cada indivíduo, cada povo, cada nação tenha a sua visão individual da história, vivida, estudada, aprendida ou diversificadamente sentida pelo ser humano ou por seus identificadores sociais do pertencer.

Pertencer a este ou aquele grupo, a esta ou aquela parte da humanidade com mais ou menos presença coletiva, com maior ou menor noção de poder ou de mando, de metas superiores ou de aperfeiçoamentos individuais ou coletivos, de conhecimentos globais.

Hoje é um momento preciso, especial, individual e coletivo, no qual os nossos políticos ou os nossos analistas políticos nem sempre têm dados históricos ao seu alcance ou conhecimentos que os leve a tal posição.

Dentro do contexto da política e da mídia mundial o próprio jornalista ou formador de opinião se perde à procura de dados históricos recentes e consistentes não os eventos, os  deturpa, de forma consciente ou inconsciente, de forma às vezes estranha, mas muitas outras vezes numa deturpação até consciente da história por achá-la mais plausível e mais diversificada dentro do contexto mundial  das idéias e das premissas dos fatos, fatores e acontecimentos, de algo difícil de ser analisado e de consciências positivas complicadas de serem utilizadas e transplantadas.
É preciso conhecer a história, mas não apenas conhecê-la detalhada, mas esmiuçá-la e tirar dela aquilo que hoje volta a tona, a ser deliberado com intuito em provar ou comprovar fatos, idéias e acontecimentos de forma factual, verídica e plausível.

Cabe ao Professor tornar a história vivida, viva, atraente e uma excelente auxiliar de toda política em jogo do mundo moderno da internacional à nacional, da coletiva à individual, das premissas de valores às suas conseqüências, dos fatos aos seus acontecimentos, das experiências à sua previsão, do fato histórico nos dias de hoje em previsões e conseqüências graves, por vezes repetidas, mas sempre com enfoques diferentes, diferenciados e coletivamente vivenciados.

Ser político é ser humano, atual, bem informado, bem preparado, com experiências individuais e coletivas, é ser alguém que se preocupa com o próximo seus perfis, suas inconstâncias, suas atribuições.

Ser político e conhecer a história é a plenitude da realização positiva do intelectual ou a premissa do individualista preparado para utilizar a experiência e a noção dos séculos, das experiências da formação do pensamento.

Adaptá-las, atualizá-las, captá-las com inteligência e sabedoria, criá-las, estruturá-las, formatá-las de acordo com as necessidades e as premissas do presente.

Conhecendo e atualizando o passado, vislumbrando o futuro e prevendo-o.

O povo judeu tem um passado rico e diversificado, tem um presente cheio de valores individuais e coletivos, de experiências trágicas e desmoralizantes levadas a esmo pelo desvario dos indivíduos que odiaram o pensamento humano individual e coletivo e têm um futuro brilhante à sua frente, podendo se desenvolver em premissas válidas de termos individuais e coletivos de Direitos Humanos no qual eleve o valor máximo a ser atingido.

Lutar pelos valores da vida, pela dádiva da vida e a eliminação dos desvios individuais e coletivos dessas premissas, dessas doenças metafísicas do ser humano é responsabilidade dos professores de hoje e de todos os tempos, e sua cobrança é um direito de todos nós.

* Edda Bergmann é professora e vice-presidente Internacional da B’nai B’rith.