Remessa de comida e medicamentos aos desabrigados nos EUA
Uma missão de especialistas em catástrofes viajou ao sudeste norte-americano para avaliar as necessidades das áreas alagadas e propor planos operacionais de execução imediata.
"Quero destacar que os Estados Unidos sempre se fez presente às necessidades de Israel, e por isso nosso dever básico é estender-lhes nossa máxima ajuda nesta grave emergência, especialmente naqueles setores que os israelenses têm uma vasta experiência. Por isso, esta semana uma delegação de funcionários dos ministérios de Defesa e da Saúde partiram a fim de coordenar no que podemos ajudar lá", disse Ariel Sharon na reunião dominical do gabinete. E acrescentou: “Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para ajudar nesta difícil situação na qual tantos cidadãos dos Estados Unidos se encontram”.
Dessa forma, o primeiro-ministro comunicou que os especialistas israelenses participam das tarefas de resgate, ajuda e recomposição dos danos ocasionados pelo furacão Katrina, que deixou um dano humano e material que até o momento não conseguiu ser completamente medido, mas que se estima como o maior desastre natural da história dos Estados Unidos.
O Maguen David Adom – o equivalente israelense da Cruz Vermelha, confirmou que está em contato permanente com o serviço de emergências médicas norte-americanas e que equipes de primeiros socorros, entre eles várias dezenas de para-médicos israelenses se encontravam prontos para viajar a Nova Orleans, quando assim dispusessem as autoridades locais.
Não só agências governamentais, mas também ONGs israelenses se mobilizaram para ajudar. O IsraAID, o grupo que coordena organizações israelenses que atuam em desenvolvimento e trabalho de alívio, preparou uma delegação de 25 pessoas entre médicos e psicólogos, e selecionou trabalhadores das áreas salvamento. As linhas aéreas israelenses estão fazendo o transporte gratuito deles para ajudar nos esforços.
Outra organização israelense que também ofereceu ajuda numa das tarefas mais difíceis - remoção dos corpos espalhados nas ruas de Nova Orleans é a Zaka, especializada também em identificação dos corpos, devido aos numerosos atentados terroristas em Israel.
Cinco universidades israelenses anunciaram que darão boas-vindas aos estudantes das áreas afetadas pelo desastre natural. A Agência Judaica de Israel declarou que vai agilizar para que estudantes deslocados pelo furacão possam continuar seus estudos em Israel, em particular, acadêmicos de medicina que não poderão freqüentar a Universidade de Tulane, em Nova Orleans, poderão freqüentar a Escola Sackler da Universidade de Medicina, em Tel Aviv, pois esse e outros cursos são ministrados também em inglês.
Por sua vez, o ministro israelense da Saúde, Danny Naveh, esclareceu que a missão da delegação, formada por médicos do Exército, especialistas de seu Ministério e do da Defesa, é localizar as áreas específicas nas que Israel poderia oferecer uma ótima ajuda.
"Nestes momentos não falamos da remessa de equipamentos ou médicos, porque não temos certeza de que os americanos precisem deste tipo de assistência", declarou.
As equipes profissionais israelenses atuam usualmente em situações semelhantes que se apresentam em qualquer lugar do globo. Seu aporte é considerado essencial pelo Grau de profissionalismo demonstrado nas operações de diversas naturezas.
Só a título ilustrativo, vale recordar que ainda hoje equipes de médicos e sanitaristas de três hospitais israelenses continuam oferecendo assistência de forma rotativa às vítimas do tsunami ocorrido na última semana de 2004 no sudeste asiático.
Da mesma forma, várias comunidades judaicas norte-americanas abriram suas portas e casas para albergar as famílias judaicas que escaparam do furacão demolidor.
Em Nova Orleans viviam mais de 20 mil judeus, deles, aproximadamente 12 mil integrantes da coletividade, conseguiram refugiar-se na vizinha Houston, boa parte deles em casas de familiares, e os restantes em centros assistenciais dirigidos pelos rabinos da organização Chabad.
Cerca de outras 100 famílias judaicas procuraram ajuda no Mississipi. Ainda hoje se desconhece o número de vítimas judaicas em Nova Orleans.
O consulado israelense em Houston assegura que várias dezenas de famílias judaicas residentes na área do desastre se encontram a salvo, desconhecendo-se até o momento o paradeiro de uma só família de judeus. (Tzvi Neumann, de Jerusalém, Orlando Sentinel, Diário de Leon e Israel 21c).