Dois atentados num
só dia
Dois atentados suicidas sacudiram Israel na terça-feira
9, matando 14 israelenses e ferindo mais de 50, numa das mais
virulentas atitudes terroristas dos últimos meses.
Os ataques ocorreram perto de Tel Aviv e em Jerusalém com
apenas seis horas de diferença. O grupo extremista palestino
Hamas assumiu a autoria. O primeiro foi em um ponto de ônibus
lotado perto da base militar do Exército de Tzifin, no
subúrbio de Rishon Letzion, a Sudoeste de Tel Aviv. O segundo
foi por volta das 23h20 (horário local) do lado de fora
de um café na parte Oeste de Jerusalém. A explosão
destruiu parte do recém-inaugurado Café Hillel,
na Rua Emek Refaim, área repleta de cafés e restaurantes
da colônia judaica alemã, muito popular entre jovens.
Sem Vieira
de Mello
Um atentado à sede da Organização das Nações
Unidas (ONU) em Bagdá, dia 19/8, matou o embaixador Sérgio
Vieira de Mello, brasileiro que chefiava a missão da ONU
no Iraque. Morreram ainda outros 22 funcionários das Nações
Unidas, além de dezenas de feridos. Vieira de Mello era
uma das mais respeitadas figuras da diplomacia internacional e
era cotado para o cargo de secretário-geral das Nações
Unidas. Ele ficou gravemente ferido no momento da explosão
e resistiu por mais quatro horas sob os escombros. Nenhum grupo
assumiu a autoria do ataque, mas uma fonte do Pentágono
afirmou que os principais suspeitos são o grupo radical
Ansar al-Islam, ligada à Al-Qaeda de Osama bin Laden e
os remanescentes do exército de Saddam Hussein.
Mísseis
atingem Askhelon
Um dos quatro mísseis de fabricação caseira,
lançados a partir da Faixa de Gaza atingiu a área
industrial da cidade de Askhelon, cobrindo-a de branco. Não
houve feridos nem danos à população de 116
mil pessoas, mas o clima de tensão na fronteira aumentou.
Os primeiros mísseis rudimentares foram aperfeiçoados
e alcançam agora 15 km, ao invés dos 5 anteriores.
É a prova de que na trégua - a hudna de quase 50
dias - os grupos terroristas palestinos aproveitaram para o seu
rearmamento. Fontes de Israel afirmam que no último ataque
foram disparados a partir de Gaza mais de 15 projeteis de vários
tipos. E, pela primeira vez foi atingida um das grandes cidades
do país.
França
não considera o Hamas terrorista
A França se opõem aos esforços dos EUA e
de Israel de colocar os braços políticos do Hamas
e da Jihad Islâmica na lista da União Européia
de organizações terroristas. O país vê
uma diferença entre os grupos militares e o setor político
destes movimentos. O presidente Bush congelou os bens de seis
membros do Hamas e de cinco instituições ligadas
ao grupo, e deseja persuadir outros países a fazerem o
mesmo.
Soldados,
de um até 100 anos
Em uma entrevista ao Jerusalém Post, em Hebron, cidade
de cerca de 100 mil palestinos, ninguém expressou simpatia
pelas vítimas dos atentados suicidas ou suas famílias.
Em Hebron morava Raed Abdel-Hamed Mesk, que matou 20 pessoas no
recente atentado em Jerusalém. Nos últimos três
anos, cerca de vinte homens bomba partiram desta cidade ou tentaram
fazê-lo. Embora seja conhecido que o ataque traria mais
sofrimento para a cidade, eles continuam apoiando desafiadoramente
os 'mártires'. Nabil Mesk, primo do assassino, disse que
a decisão fora de Abdel-Hamed, um muçulmano que
conhecia o Corão de cor. Perguntado se não ficava
chocado com a morte de civis, respondeu: `Em Israel todos são
soldados, desde um até 100 anos`.
TV Hezbollah em Bariloche
A operadora Video Cable transmite o sinal do canal de TV do Hezbollah,
denominado Al Manar, ininterruptamente em Bariloche, Argentina.
A programação em árabe divulga grande quantidade
de material anti-israelense e anti-judaico e estimula a violência
e os atentados. Isto acontece num país vítima de
dois terríveis atentados. A denúncia foi feita por
um telespectador que se deteve ao ver um programa de música
infantil em árabe, e em seguida estas crianças e
adolescentes atirando pedras contra um alvo que não se
vê, e daí aparece uma bandeira de Israel sendo pisoteada.
O interessante é que o canal 72 não aparece na revista
da rede de TV a Cabo. Em Bariloche há mais judeus do que
muçulmanos.
Com Síndrome
de Down e conquista ouro
Quando Shachar Gdalizon subiu ao pódio dos vencedores em
Dublin, na Irlanda no mês passado com uma medalha de ouro
orgulhosamente pendurada no pescoço seus pais riram e choraram
ao mesmo tempo. Sachar de 18 anos sofre da Síndrome de
Down e ganhou a competição de 100 metros de nado
livre nas Olimpíadas Especiais. Em seguida conquistou uma
medalha de prata nos 50 metros de nado livre. Ao voltar para Israel
foi recebida com uma grande festa. Ela foi educada num kibbutz
no norte do país. Ia para escola junto com as outras crianças,
cujos pais consideravam que ao crescer junto com alguém
como ela, as crianças se tornariam seres humanos melhores.
Mas foi quando ela descobriu a natação que se realizou.
Os pais estão convencidos que nunca chegaria a este ponto
se não fosse a importante experiência em termos de
socialização que pôde vivenciar no kibbutz.
Patrimônio
histórico mundial
A Unesco, a organização educacional, cientifica
e cultural da ONU, designou a "arquitetura da cidade branca"
de Tel Aviv como um dos novos 24 patrimônios históricos
mundiais, de "excepcional valor universal". O ministro
do Turismo, Benny Elon, destacou o fato ressaltando que praticamente
todos os outros locais de patrimônio histórico da
Unesco são pontos da natureza ou sítios arqueológicos.
"A designação de Tel Aviv é um dos poucos
reconhecimentos da Unesco de um fenômeno do século
20 - e isto nos faz muito orgulhosos. A criação
da cidade é um dos maiores símbolos e sucessos do
movimento sionista".
Hong Hong lança roupas com suásticas
Uma empresa de moda de Hong Kong lançou uma linha de roupas
com desenhos de suásticas. Autoridades israelenses e alemãs
se manifestaram junto à empresa contra a nova coleção.
Segundo a Associated Press, a coleção chegou a 14
lojas de Hong Kong, uma das quais projetou filmes de propaganda
nazista no departamento de vendas assim que começou a comercializar
as novas roupas.
Afirmações de Menem contestadas
O ex-presidente argentino Carlos Menem publicou uma nota assinada
por ele no jornal `Ambito Financiero`, no dia 25 de julho, intitulada
`A única verdade`. Nela, entre outras considerações,
destaca que entre as condecorações e distinções
que recebeu estaria uma outorgada pela Daia - Associação
Israelita Argentina. A entidade rebateu esta afirmação
com um comunicado, onde diz que 'o ex-presidente está faltando
com a verdade. A Daia nunca lhe entregou nenhuma condecoração
ou distinção'. E, que o ex-presidente se esqueceu
de mencionar que na reunião que entidade teve com ele em
fins de março lhe fez saber do profundo mal-estar existente
na comunidade judaica pela falta de compromisso de seu governo
com a investigação sobre os graves atentados à
embaixada de Israel e ao edifício da Amia. 'Esta é
a única verdade', diz o comunicado da Daia.
Identificado motorista que destruiu a Amia
O governo de Israel confirmou que os dados do relatório
secreto enviado pelo juiz federal argentino Juan José Galeano
sobre o motorista que dirigia a Traffic levando a bomba que explodiu
no atentado à Amia coincidem com seus registros sobre terroristas
islâmicos. O motorista seria Ibrahim Hussein Berro. Em 1994,
sua família vivia no bairro de Al-OuzaI em Beirute. Seus
outros oito irmãos, membros de grupos terroristas do partido
libanês pró-Hezbollah, também teriam se imolado
neste tipo de atentado. Em uma praça no sul do Líbano
com seu nome, consta que faleceu ao integrar um comando suicida
morto por israelenses, afirmação esta negada por
Israel. Segundo a advogada da Daia, esta placa visa confundir
as investigações. Berro teria sido trazido em 1944
do Líbano até a Tríplice Fronteira, onde
contou com o apoio do comerciante libanês Assad Barakat,
detido no Brasil com um pedido de extradição do
Paraguai por contrabando.