Tribo de Menashe - Em Myanmar (ex-Birmânia)
e na Índia vive a tribo de Menashe. Menashe é Manasseh,
e diz-se que a tribo de Menashe é descendente da tribo
de Manasseh, uma das Dez Tribos Perdidas de Israel. Eles têm
tradições dos antigos israelitas.
Knanitas - Na Índia há pessoas chamadas de knanites,
que quer dizer gente de Canaã. Falam o aramaico e usam
a Bíblia aramaica.
Povo Kashmiri - Na Caxemira eles têm os mesmos nomes que
tinham quando habitavam o antigo reino no Norte de Israel. Eles
têm o jantar de Páscoa e a lenda de que são
originários de Israel.
Na região montanhosa que bordeja ambos
os lados da fronteira entre Índia e Myanmar (antiga Birmânia,
também conhecida como Burma), vive a tribo Menashe (Shinlung),
algo em torno de um a dois milhões de pessoas. Casaram-se
com chineses e têm a aparência de sino-burmeses, mas
toda a tribo é consciente de sua ancestralidade israelita.
Na tribo de Menashe podemos observar o costume do sacrifício
de animais da mesma maneira que era feita entre as Dez tribos
de Israel. A palavra Menashe aparece freqüentemente na sua
poesia e nas preces. É o nome de seu ancestral, e denominam
a si mesmos filhos de Menashe (Bnei Menashe). Quando rezam, dizem:
"Oh, D-us de Menashe," referindo-se ao nome Menashe,
uma das Dez Tribos Perdidas de Israel.
Conforme a história que relatam, foram exilados para a
Assíria em 722 A.E.C., com outras tribos de Israel. Algum
tempo depois, a Assíria foi conquistada pela Babilônia
(607 A.E.C.), que mais tarde foi conquistada pela Pérsia
(457 A.E.C.), e mais tarde, a foi conquistada pela Grécia
de Alexandre Magno (331 A.E.C.), quando o povo de Menashe foi
deportado da Pérsia para o Afeganistão e outros
locais.
Tornaram-se pastores e adoradores de ídolos. Com a conquista
do Islã, foram forçados a converter-se ao islamismo.
Como falavam hebraico, foram chamados de semíticos. Durante
todo este período, possuíram um Rolo de Torá
em hebraico, guardado com os anciãos e o sacerdote.
A partir do Afeganistão, sua migração continuou
na direção Leste, até que chegaram a uma
área na fronteira sino-tibetana. Dali continuaram até
a China, seguindo o Rio Wei até atingirem a China Central.
Lá se estabeleceram por volta de 231 A.E.C.
Os chineses, porém, foram cruéis com eles, transformando-os
em escravos. Alguns escaparam e viveram em cavernas nas áreas
montanhosas chamadas Shinlung, nome este que se tornou outra denominação
para a Tribo de Menashe. Eram também chamados de povo das
cavernas, ou povo das montanhas.
O povo Menashe viveu nas grutas em total pobreza por duas gerações,
mas ainda guardavam o Rolo da Torá com eles. Começaram
então a assimilar-se e sofrer a influência dos chineses.
Mais tarde, foram expulsos da área das cavernas e rumaram
para o Oeste através da Tailândia, chegando finalmente
à área de Myanmar.
Lá chegando, vagaram ao longo do rio até que atingiram
Mandaley. A partir dali atingiram às Montanhas Chin. No
século dezoito, parte deles migrou para Manipur e Mizoram,
a Nordeste da Índia. Geralmente mantinham a tradição
nômade, e povo local logo percebeu que não eram chineses,
embora falassem o idioma local.
Chamavam a si mesmos "Lusi", que significa as Dez Tribos
("Lu" significa tribo, e "si" quer dizer dez).
Costumes israelitas na Tribo de Menashe
De acordo com a história que o povo Menashe relata, ao
serem banidos da área das cavernas perderam seu rolo da
Torá, ou talvez tenha sido roubado ou queimado pelos chineses.
Mas os sacerdotes da tribo de Menashe continuaram a passar sua
tradição oralmente, inclusive a observância
dos rituais, até o século dezenove.
Mantiveram o costume da circuncisão, mas quando isso tornou-se
difícil, não foi mais praticado; abençoavam
então a criança de oito dias de idade numa cerimônia
especial. Guardavam também dias santos, que eram muito
similares aos feriados judaicos, e também praticavam o
casamento levirato, em que o irmão mais jovem tinha que
se casar com a viúva do irmão mais velho para manter
o nome na família.
O seguinte poema os acompanhou durante todas suas migrações.
É uma canção tradicional sobre a travessia
do Mar Vermelho, escrita por seus ancestrais. Eis a tradução
aproximada:
Devemos manter a Festa de Pêssach
Porque cruzamos o Mar Vermelho pela terra seca.
À noite cruzamos com um fogo
Durante o dia com uma nuvem
Os inimigos nos perseguiam em carruagens
E o mar os tragou,
Usando-os como comida para os peixes.
E quando ficamos sedentos,
Recebemos água da rocha
O conteúdo é semelhante à
experiência dos israelitas escrita em Shemot.
Tinham um sacerdote em cada aldeia, cujo nome era sempre Aharon
(Aarão), assim como o irmão de Moshê (Moisés),
o primeiro sacerdote judeu. Um de seus deveres era prestar assistência
à aldeia. Costumava haver dois sacerdotes em aldeias maiores.
O sacerdócio era transmitido apenas por herança.
Era envolto em cultos e na oferenda de sacrifícios. O sacerdote
vestia uma túnica e um peitoral, e um casaco bordado, fechado
por um cinturão e uma coroa na cabeça. E sempre
cantavam sobre Menashe no início de cada reunião.
Em caso de doença, o sacerdote era chamado para abençoar
a pessoa enferma e para oferecer um sacrifício pela recuperação.
O sacerdote abatia uma ovelha ou cabra, e passava o sangue na
orelha, costas e pernas da pessoa doente, enquanto recitava versículos
da Torá, similar ao Vayicrá 14:14.
Para a expiação dos pecados era ofertada uma cabra
no altar, o sangue era borrifado nos cantos do altar, e a carne
servida às pessoas. Yom Kipur era guardado como um dia
de expiação uma vez ao ano, como fazem os judeus.
Os recipientes sagrados do sacerdote não eram feitos de
metal, mas de argila, tecido ou madeira.
Cerimônias especiais eram oficiadas pelo sacerdote no caso
de certas doenças. Esta é uma forma de reparação
feita com uma ave, cujas asas são sacrificadas e as penas
jogadas ao vento. Se o caso fosse de lepra, o sacerdote oferecia
uma ave no campo.
É sabido também que eles praticavam adoração
a ídolos e tinham superstições que envolviam
espíritos e demônios. Também acreditavam em
reencarnação, mas ao mesmo tempo acreditavam num
D-us que estava nos céus, a quem se voltavam em tempos
difíceis. Um destes grupo foi encontrado nas selvas de
Burma em 1963 ou 1964.
A tribo Mizo
O que surpreende é que em Burma, a tribo Mizo esteve intocada
pelos missionários, e que na origem dos Bnei Menashe, tenha
tantas cerimônias e rituais judaicos antigos, como a circuncisão,
Shabat, dias festivos, etc. Estes grupos merecem ser estudados
mais profundamente. Fica a sugestão para as universidades
israelenses enviarem uma equipe de eruditos, historiadores, antropólogos,
biólogos e rabinos para estudar os Mizo em Burma. Muito
mais poderia ser descoberto e revelado.
Em 1854, com a chegada do primeiro missionário americano,
V. Petigrore da Missão Batista, essa igreja foi ali estabelecida.
Em 1910, vieram mais missionários, e criaram igrejas na
área do norte da Índia. Como conseqüência,
o sacerdote tribal perdeu seu status e a comunidade ficou sujeita
a influências e pressões cristãs. Com a expansão
do cristianismo pelo país, ficaram novamente sujeitos a
grandes dificuldades e muitos de seus artigos religiosos foram
dispersos ou queimados pelos missionários britânicos
ou americanos entre 1854 e 1910.
Em tempos recentes teve início um retorno ao judaísmo.
Milhares de pessoas de Menashe decidiram passar a cumprir as Leis
da Torá. Eles têm sinagogas em Manipur, Assam e Mizoram.
Há também muitos que acabaram por emigrar para Israel,
mas outros milhares ainda anseiam a volta para a Terra Santa.