Visão Judaica - Edição N° 17
:. Basta de conversas de paz .:

 

Por: Joseph Farah

O que levará israelenses e americanos a entenderem que não se pode negociar com terroristas? Quanto sangue inocente precisará ser derramado até que reconheçamos que o "processo de paz" falhou? Quantas pequenas crianças e pessoas de idade têm que ser explodidas por maníacos suicidas antes que nós digamos: "Chega, já basta!"
Estas são as perguntas que passam por minha mente um dia depois dos mais recentes ataques terroristas em Jerusalém e Bagdá.
Desde o início dos Acordos de Oslo em 1993, Israel cumpriu todos os seus compromissos para paz:
* Deu à Autoridade Palestina o controle sobre os territórios da Margem Ocidental e na Faixa de Gaza;
* desmantelou as comunidades judaicas em terras historicamente judias;
* libertou prisioneiros que estavam condenados por cometer atos de terrorismo contra o estado judeu;
* usou suas escolas e suas mídia para promover a paz e a harmonia com os árabes mesmo para adversários terroristas de longa data como Yasser Arafat;
* proveu armas e munição à polícia palestina, uma milícia que realmente jurou destruir Israel;
* continuou negociando com seus adversários de boa-fé apesar de um aumento do terrorismo;
* colocou-se numa posição por concessões de terras nas quais suas próprias autoridades militares não estão mais certas de poder defender a segurança nacional;
* propôs, pela causa da paz, acordos até maiores, como até mesmo oferecimento de parte de sua própria cidade sagrada e capital para os árabes;
* muito tempo antes disso, Israel concedeu autoridade administrativa a seus inimigos sobre o local mais sagrado do Judaísmo, o Monte de Templo.
O que recebeu Israel em troca? Derramamento de sangue. Nada mais. Quanto mais Israel dá, mais violência experimenta das mãos de seus inimigos.
Esta é a verdade sobre o denominado "ciclo da violência" que nós temos ouvido a partir de Washington. Israel concede, Israel sangra.
Está na hora de parar esta loucura.
Os Estados Unidos enviaram tropas ao redor do mundo para responder o terrorismo que veio à tona sobre seus ombros em 11 de setembro de 2001. Os Estados Unidos derrubaram dois governos e ocuparam duas nações a meio caminho em torno do mundo em sua guerra a esses que a atacaram.
Enquanto isso, os Estados Unidos continuam exigindo que Israel mostre contenção em face a estes continuados ataques inflexíveis dos terroristas no meio de sua população civil, inimigos identificáveis que operam dentro do país e do território vizinho que Israel deu a seus inimigos numa busca desesperada pela paz.
Não há dois lados nesta história. Nem um minuto a mais. Isso é o certo versus o errado. A única solução agora é acabar de uma vez por todas com a violência terrorista.
Mahmoud Abbas, às vezes conhecido pelo seu "nome de guerra" Abu Mazen, contou a um senador norte-americano semanas atrás que Arafat o está arruinando como primeiro-ministro da Autoridade Palestina. Ele admite que não tem controle. Isso prova que nós estamos de volta ao lugar onde nós sempre estivemos no conflito. Arafat é o terrorista responsável.
Está na hora de Washington livrar Israel.
A única influência real de Israel sobre seus inimigos é sua máquina de guerra. É o que manteve Israel vivo durante os últimos 55 anos. E é a única coisa que pode preservar o minúsculo bastião de real liberdade no Oriente Médio.
Eu não digo isto porque eu amo Israel, mas porque eu amo a liberdade e porque eu amo a América.
Este país está numa luta por sua vida contra as forças da escuridão deste mundo. Nós só podemos prevalecer com perseverança, coragem e fazendo o que é certo.
A coisa certa a fazer é ser persistente, ser forte. Isso significa abandonar as políticas que falharam no passado. Isso significa ter um padrão de aplicações igualmente para os Estados Unidos e para Israel que está numa luta mais precária e desesperada para sua vida.

* Joseph Farah é um árabe cristão. Ele é o editor do bem conhecido site World Net Daily (www.worldnetdaily.com)

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