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Edição
N° 32 - Fevereiro de 2005 |
Por: Yossi Groisseoign
Acordo, esperança?
Em Sharm El-Sheik, no Egito, o premiê de Israel, Ariel Sharon, e o presidente
da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciaram em 9/2 um acordo verbal
para o término de quatro anos de confronto. Segundo agências noticiosas,
ambos “concordaram em pôr fim a todos os atos de violência
contra palestinos e israelenses onde quer que estejam”. Sharon disse
que foi acordado que “os palestinos irão interromper todos os
atos de violência contra israelenses e, paralelamente, Israel suspenderá todas
as atividades militares contra palestinos”. Há esperança?
Bem, acordos assinados antes nunca foram cumpridos e grupos terroristas palestinos
já disseram nada ter com o acordo. Embora sem resultado formal de cessar-fogo,
foi marcado por otimismo de ambas as partes. Só que durou pouco. O Hamas
anunciou ter feito 46 ataques a Israel, dos quais só 17 foram efetivos,
felizmente sem atingir ninguém.
Fórum Social Mundial
2005
Entre 26 e 31 de janeiro aconteceu em Porto Alegre o Fórum Social Mundial
2005. Como sempre, o evento foi trampolim para ataques a Israel, injustamente
acusado de invasor e carrasco dos palestinos em quase todos os encontros organizados
pelas esquerdas. A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs)
realizou no 1º dia uma caminhada e com o apoio da Unesco, convidou para
a Oficina ‘Dois Povos, Dois Estados - O Caminho da Negociação
no Conflito Palestino-Israelense’ os conferencistas Manuel Hassassian
(palestino) e Edward Kaufman (israelense). O movimento juvenil sionista Betar
emitiu nota à comunidade gaúcha, posicionando-se contra os convites
da Firgs aos conferencistas e manifestando seu apoio incondicional a Israel.
A jornalista Pilar Rahola (Espanha), também esteve presente e seus argumentos
causaram impacto na platéia (Veja artigo a respeito, de Pilar Rahola,
em outra parte desta edição do VJ).
Afeganistão agora só tem
um judeu
O zelador da única sinagoga do Afeganistão, Ishaq Levin, e penúltimo
judeu do país, morreu aos 80 anos, após décadas de desavenças
com o outro único israelita de Cabul, afirmou seu vizinho judeu de 45
anos, Zebulon Simentov. O corpo foi levado de avião ao Usbequistão
e depois a Israel onde foi enterrado por parentes de Levin. Israel e Afeganistão
não têm relações diplomáticas. A comunidade
judaica do Afeganistão chegou a ter 40 mil pessoas no fim do século
19, depois que judeus persas fugiram do Irã. Mas em meados do século
20, apenas 5 mil judeus restavam no país. A maioria emigrou depois da
criação de Israel em 1948. Segundo Simentov, as últimas
nove famílias saíram do Afeganistão depois da invasão
soviética de 1979. Mas Levin — o zelador da sinagoga, ou shamash — permaneceu,
mesmo durante o repressivo regime do Talibã. (Agências).
Siciliano: desculpas e retirada de livro
A Federação israelita do Rio de Janeiro (Fierj) recebeu carta
de Álvaro Silva, presidente da Siciliano S/A, ratificando o compromisso
assumido por telefone com o presidente da entidade, Osias Wurman sobre “a
retirada de comercialização do livro Minha Luta de todas as nossas
Livrarias, bem como suspendendo a compra futura de qualquer outro livro dessa
naturaza”. Em nome do Grupo Siciliano, Silva pediu desculpas pelo deslize.
Uma atitude a ser imitada e que merece parabéns. (Fierj).
Abbas antes da eleição: ‘Israel é o
inimigo sionista'
O líder palestino Mahmoud Abbas, dias antes de ser eleito novo presidente
da Autoridade Palestina, chamou Israel de "o inimigo sionista", termo
inusitado em se tratando de um político de linha relativamente moderada.
Abbas, eleito dia 9/1, fez a declaração quando estava em campanha
em Khan Younis, reduto de extremistas. Em outro comício, disse que iria
combater a corrupção. É um dos males que assolam a Autoridade
Palestina, e é um dos principais responsáveis pelo descontentamento
dos palestinos com sua situação atual. (Jerusalém Post).
Mortes no dia das eleições
No dia das eleições palestinas, quando Israel e a Autoridade
Palestina pediam calma aos grupos extremistas para que a votação
corresse tranqüila, um oficial das Forças de Defesa de Israel,
o capitão Sharon Elmakayes, foi morto por um explosivo da organização
terrorista Hezbolá na região de Har Dov, mais de um quilômetro
dentro de Israel. Nas trocas de tiro que se seguiram, um oficial francês
da ONU foi morto, e um soldado sueco também da ONU foi ferido. O ataque
do Hezbolá foi premeditado e não foi realizado em resposta a
nenhuma ação israelense, caracterizando-se mais uma tentativa
de conturbar as eleições palestinas. Há anos os terroristas
do Hezbolá, que têm apoio iraniano, vêm fazendo o máximo
para sabotar qualquer possibilidade de renovação do processo
de paz, apoiando diretamente organizações terroristas palestinas
que cometem atrocidades contra civis ou militares israelenses na fronteira
norte de Israel ou produzindo seus próprios ataques. (Haaretz).
Príncipe se desculpa
por fantasia nazista
O príncipe Harry, de 20 anos, pediu desculpas pelo uniforme nazista
que vestiu numa festa a fantasia e cujas fotos foram publicadas no jornal londrino
The Sun. "Sinto muito se causei alguma ofensa ou vergonha a alguém.
Foi uma má escolha de fantasia e me desculpo", disse o príncipe
num comunicado divulgado pela Clarence House, residência oficial de seu
pai e herdeiro ao trono, o príncipe Charles. O tablóide estampou
na primeira página a manchete "Harry, o Nazista", acompanhada
de uma foto onde se vê o jovem, com uma bebida e um charuto, vestido
com um uniforme nazista e um braçadeira com a suástica. Deputados
trabalhistas e ministros criticaram o príncipe e querem que se proiba
sua carreira na academia militar Sandhurts, a mais prestigiada do Reino Unido,
onde deveria entrar mês passado. Não foi a primeira vez que Harry
causou embaraço à família real britânica. Em outubro
passado, agrediu um fotógrafo após sair de uma discoteca, uma
semana depois que o colégio de Eton acusou o jovem de trapacear nos
exames de acesso à Universidade. (The Sun/BBC Brasil).
Charles ordena ao filho visita a Auschwitz
A imprensa britânica comentou em seguida que o príncipe Charles
teria ordenado ao filho Harry que visitasse Auschwitz, cujos 60 anos de libertação
foram celebrados dias atrás. Para marcar a data, a rainha Elizabeth
II, avó de Harry, recepcionou sobreviventes do Holocausto e veteranos
da Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, organização
judaica internacional que combate o neonazismo e anti-semitismo foi quem primeiro
exortou o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão britânica,
a visitar o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, acompanhando
uma delegação britânica para ver os resultados do odiado
símbolo que ele escolheu vestir na festa a fantasia. Charles então
corroborou o pedido. (BBC Brasil.com/El Reloj.com).
O governo brasileiro e a Autoridade Palestina
A delegação brasileira que acompanhou a eleição
para a presidência da Autoridade Palestina foi integrada por 10 pessoas,
entre elas o secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência
da República, ministro Nilmário Miranda, senadores, deputados,
representantes do Itamaraty e da sociedade civil. Miranda nem quis esconder
sua parcialidade e alegou ter presenciado dificuldades dos palestinos em votar
e que teve de esperar mais de três horas em algumas barreiras montadas
por Israel. Falou sobre uma “atitude prepotente de Israel: eles têm
a força militar e o apoio dos Estados Unidos”. Outra frase de
efeito: “Não há um Estado Palestino, há um território
cheio de assentamentos”. O ministro explicou que o envio de uma delegação
foi uma demonstração de apoio do governo brasileiro aos palestinos.
(Gazeta Mercantil).
Lançado livro sobre Pelé em
hebraico
Foi lançado no Centro Cultural Israel Brasil de Tel Aviv, o livro “Pelé,
deus de carne e osso”, de autoria do escritor israelense Ioram Meltzer,
que conta a história da vida do jogador e sua brilhante trajetória
até se tornar um mito. Marcos Wasserman, presidente da entidade, revelou
que nos anos 70, o Centro Cultural promoveu a vinda de duas bolas de futebol
autografadas por Pelé, e o então capitão da seleção
brasileira, Carlos Alberto. Uma das bolas foi adquirida por sir Aizik Wolfson,
pela quantia de US$ 10.000, e o dinheiro doado a um fundo de incentivo a esportistas.
A outra bola foi sorteada no campo de futebol por ocasião do campeonato
nacional israelense. Pelé, cujo nome em hebraico pronuncia-se péle,
significa maravilha, deu um autógrafo a Meltzer quando este tinha 7
anos. O embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima
ressaltou a importância da divulgação e valorização
da cultura brasileira no exterior. (CCIB de Tel Aviv).
Pelé nos Jogos Judaicos
Como a esposa Assíria descobriu recentemente que é judia, Pelé e
família já foram sondados para uma viagem a Israel para acompanhar
a delegação brasileira às Macabíadas (jogos realizados
a cada quatro anos em Israel, com a participação de atletas de
51 países). Pelé ainda não respondeu se aceita o convite,
pois os jogos serão realizados em junho. Assíria, entretanto,
já declarou que ele deseja participar do evento e que ele ficou bastante
surpreso com a descoberta de que a mulher é judia. “De uma hora
para outra, ele acordou cercado de judeus. A mulher, a sogra e os filhos”.
Assíria assegurou também que, embora tenha ficado contente por
saber que tem sangue materno e paterno judaico, continuará evangélica. “O
judaísmo é mais do que uma religião, é uma herança”,
disse ela.
Site racista tirado do ar
Em São Paulo, o Gradi, sob a coordenação da delegada Inês
Cunha, obteve do provedor IG a retirada do site Revista Criação,
atendendo denúncia encaminhada pela B’nai B’rith do Brasil.
No site, havia conteúdo racista e discriminatório contra os judeus. “Como
sempre o Gradi” — uma delegacia especializada em crimes de intolerância
e preconceito racial — “tomou providências imediatas”,
destacou Alberto Liberman, diretor de Direitos Humanos da B’nai B’rith.
De acordo com a legislação brasileira o site incidiu em delito
ao comparar o judaísmo e o nazismo de forma pública, com isto
praticando e permitindo incitar o preconceito contra os judeus, motivo pelo
qual foi solicitada a sua remoção. A denúncia à B’nai
B’rith contra a citada página eletrônica, foi encaminhada
pelo jornal Visão Judaica, de Curitiba. (B'nai B'rith do Brasil).
À procura de familiares
Esther Demaszko, endereço eletrônico estherdemaszko@ig.com.br
e telefone 0**(21) 2235-4265, do Rio de Janeiro, procura parentes sobreviventes
do Holocausto da família Demaszko, da cidade de Ianevich, Polônia.
Seu pai veio para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial, deixando lá pai,
quatro irmãos, cunhadas e sobrinhos. Se alguém conhecer descendentes
dessa família e tiver informações pode contatar Esther
Demaszko.
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Edição
N° 31 -Dezembro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Israel reabre consulado em SP em 2005
Dorit Shavit, diretora do Departamento da América Latina, no Ministério
das Relações Exteriores de Israel, comunicou em 11 de dezembro,
durante encontro com lideranças da comunidade judaica brasileira em
Tel Aviv, que o consulado de Israel em São Paulo será reaberto
em 2005. O consulado fechou suas portas em julho de 2003, depois de 50 anos
de existência, por determinação do Ministério das
Relações Exteriores de Israel e em conseqüência de
rigorosos cortes nas despesas governamentais. O anúncio foi feito para
Berel Aizenstein, presidente da Confederação Israelita do Brasil
(Conib), Jayme Blay e Ricardo Berkiensztat, presidente e vice-presidente da
Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e
Boris Berenstein, presidente da Federação Israelita de Pernambuco.
(Conib).
Campeonato da Liga de Futebol israelense
O campeonato da liga superior de futebol começou com estádios
quase vazios em Israel e com resultados distintos. O recém-ingresso
na primeira divisão, Bnei Saknin, empatou em 1 a 1 com o HaPoel Tel
Aviv. O Macabi Tel Aviv venceu por 2 a 0 a equipe árabe-israelense Akchei
Natzeret. Outros resultados da rodada inicial: Ashdod 2, HaPoel Petch Tikva
0; Macabi Petach Tikva 1, HaPoel Beer Sheva 2; e Ben Iehuda 2, Macabi Natania
0. Chazon Be Fandel e o irmão do jogador da seleção Chaim
Revivo foram os jogadores que sobressaíram na primeira rodada. E pelas
eliminatórias da Copa do Mundo, Israel 2 Chipre 1. (Inian Mercazi).
Fãs torcem contra com bandeiras de Israel
Bandeiras israelenses saudaram os jogadores do Maccabi Tel Aviv num jogo contra
o Ajax, em Amsterdã, em outubro. Só que a maioria delas estava
nas mãos de torcedores do time da casa. Esta é uma das mais
exóticas peculiaridades do futebol mundial, pois os torcedores do
Ajax se autodenominam ‘Superjoden’ (super judeus), um apelido
que reflete as origens judaicas do time e da cidade de Amsterdã. Um
dos gritos de guerra da torcida é ‘Superjoden! Olé! Olé!’,
e muitas vezes os torcedores visitantes são surpreendidos com o estádio
inteiro cantando o clássico ‘Hava Naguila’. Hoje, poucos
fãs do time são judeus, mas eles continuam levando a coisa
a sério. ‘É uma questão de orgulho’, diz
um deles. Antes da 2ª Guerra Mundial, a maioria dos 140 mil judeus holandeses
vivia em Amsterdã, e o estádio do Ajax ficava próximo
ao bairro judeu. Torcedores de outros times muitas vezes gritavam palavras
de ordem anti-semitas e os do Ajax defendiam seu ‘judaísmo’.
No campo, no entanto, não houve surpresa: Ajax 3x0. (Israel Insider).
Filme israelense premiado em Munique
" Hina”, filme de Idan Hovel, obteve o reconhecimento de melhor roteiro
no Festival de Cinema Estudantil da Alemanha, em Munique. Hovel, que estuda na
Escola de Cinema Sam Spigiel, em Jerusalém, ganhou três mil euros
e o prêmio de melhor roteiro por sua película. Foram exibidos no
evento 52 filmes representando 35 escolas de 25 países. O presidente do
júri deste ano foi o realizador do cinema independente norte-americano
Hal Hartley (“The Unbelievable Truth”, “Amateur”). O
filme de Hovel ganhou também o primeiro prêmio interno da escola
Sam Spigiel e foi apresentada no Festival de Jerusalém. (Iton Gadol)
Abu Mazen e o Holocausto
Para Abu Mazen, o candidato à sucessão de Arafat, o número
de judeus vítimas do Holocausto deve ser ‘ainda menor do que um
milhão`. Em 1984, Mazen, cujo nome é Mahmoud Abbas, disse isso
numa palestra no Colégio Oriental de Moscou, que dois anos depois foi
publicada em árabe, na Jordânia. Citando intelectuais conhecidos
por negar a existência das câmaras de gás, o artigo de 1984
pretende mostrar a falta de legitimidade do movimento sionista, falando sobre
pretensos “laços secretos entre suas lideranças e os nazistas”,
e indicando que ambos teriam os mesmo objetivos e teorias convergentes. (IMRA – Middle
East News & Analysis).
Escultura anti-semita em Oslo
Em agosto, uma escultura intitulada “A parede: fragmentos de história“,
de Sigurd Björn Engvik, foi exibido pela Prefeitura de Oslo na Praça
Youngstorget, no centro da cidade. A escultura continha estrelas amarelas nazistas
que gotejavam sangue, supostamente simbolizando a “natureza assassina
do Judaísmo” (embora as estrelas exibidas não fossem o
Magen David aberto mas as estrelas amarelas nazistas fechadas), o dólar,
um sinal simbolizando também supostamente a ganância judaica,
e cartas com a palavra “Holocausto” entremeada pela data de 29
de novembro de 1947 (dia da partilha da Palestina). A escultura também
inclui citações dos Dez Mandamentos e do Tanach, simbolizando
o descuido israelense aparentemente pela ética judias. A comunidade
judaica de Oslo e a Associação Norueguesa contra o Anti-semitismo
protestaram pelo uso de símbolos anti-semitas clássicos e pelo
ataque à religião judaica e o escárnio da Shoah.
Terrorista de dupla nacionalidade
O jornal “O Sul”, de Porto Alegre, arranjou um novo codinome para
terrorista: Gaúcho! Em sua edição de 25 de novembro, colocou
como chamada de capa para sua matéria de internacional, o seguinte título: "Israel
mata gaúcho na Palestina". Colocada assim, a frase dá a
entender que Israel agora persegue os gaúchos e que terroristas deixam
de ser terroristas para se transformarem em gaúchos. Com a "nacionalidade",
o jornal tentou "apagar" o passado sujo de um indivíduo que
não era um gaúcho qualquer. Israel nada tem contra os gaúchos,
mas sim contra terroristas como aquele morto pelo exército, que tem
inclusive uma longíssima ficha de crimes e de atos de violência
que não podem ser desculpados, ou apagados por sua dupla nacionalidade
brasileira/palestina. (De Olho na Mídia).
TV Hezbolá fora do ar
O primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin anunciou que seu governo
proibiu a difusão dos sinais da TV Al-Manar, do grupo terrorista Hezbolá,
por causa emissões repletas de ódio da rede via satélite,
na França. Milhares de pessoas assinaram petições ao presidente
Chirac solicitando que fosse barrada a propaganda do Hezbollah que vomita ódio
contra os judeus, e que fosse removida das ondas na França. A campanha
foi iniciada pelo Centro Simon Wiesenthal Center, chocado com a decisão
inicial de permitir as emissões da Al-Manar que incitariam os muçulmanos
franceses. Mas depois que a rede, que transmite de uma emissora baseada no
Líbano, passou a acusar Israel de disseminar Aids através do
mundo árabe, cresceram os protestos internacionais e o governo francês
finalmente resolveu puxar o fio da tomada. (Centre Simon Wiesenthal).
Yad Vashem inaugura portal na internet
Mais de 3 milhões de nomes de judeus perseguidos e mortos pelo regime
nazista podem ser acessados em 14 idiomas através do site www.yadvashem.org.
O portal visa reconstituir os nomes e a história de vida de cada uma
das vítimas. É uma corrida contra o tempo, revela Avner Shalev,
um dos diretores do Museu do Yad Vashem (Museu do Holocausto) em Israel, sobre
este trabalho iniciado há 50 anos. “Temos de coletar a maior quantidade
de dados enquanto ainda tivermos entre nós sobreviventes e a geração
dos que melhor se lembram dos fatos. Chamamos as famílias de todo o
mundo a nos ajudar a honrar a memória de nossos ancestrais, a partir
de seus nomes”, disse ele. Os dados arquivados incluem data e local de
nascimento, profissão, local de residência antes da guerra, nome
dos pais ou esposos, e onde e quando foram capturados pelos nazistas. Os internautas
também podem participar de programas educacionais. (JTA).
Mais um Justo entre as Nações
Um grupo de diplomatas da embaixada israelense em Berlim homenageou Herbert
Herden, de 89 anos, com o título de “Justo entre as Nações” e
seu nome será inscrito no Yad Vashem, memorial do Holocausto em Israel.
Ele diz que faria tudo de novo: arriscar sua vida para salvar judeus poloneses
durante o Holocausto. Mais de 350 alemães já receberam este
título.
Da realeza swazi ao rabinato ortodoxo
Nkosinathi Gamedze descende do clã real dos Swazi, da África
do Sul. Em 1988 o jovem negro estudante de idiomas da Universidade Witwatersrand,
de Joanesburgo, viu um colega escrevendo da direita para esquerda, o que mudaria
sua vida. Em 1988 decidiu aprender o idioma, um dos 13 que fala hoje e foi
bem recebido no Departamento de Hebraico da Universidade, mesmo sendo o único
não judeu. Passou a ser convidado para o shabat na casa dos colegas. “O
primeiro sinal de calor humano que recebi dos brancos foi da comunidade judaica,
mesmo na época do aparthaid na África do Sul”, conta. Depois,
a convite do professor Moshe Sharon fez seu doutorado em hebraico em Jerusalém,
na yeshivá Ohr Somayach. Mais tarde decidiu se converter, estudou e
foi aprovado por um Beit Din em Jerusalém. Hoje é Rabbi Natan
Gamedze, rabino ortodoxo, que mora em Safed, Israel e leciona no Sharei Bina
Girls Seminary. (JTA).
Palestinos matam jovem de 19 anos acusado de espionagem
Militantes palestinos mataram um rapaz de 19 anos por suspeitarem que ele colaborou
com os israelenses na captura de fugitivos. Jad al-Hindi foi morto pelas
Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, grupo violento ligado ao movimento
Fatah. Cedo, na manhã seguinte, seu corpo foi achado pela polícia
com 12 tiros na cabeça. Dezenas de palestinos já foram executados
por seus companheiros desde o início da Intifada, alguns em praça
pública, em frente a grandes multidões. (Haartez/Associated
Press).
Atitude humana e civilizada
A divisão de engenharia e munições do Exército
de Defesa de Israel, junto com uma equipe médica, e em coordenação
com a Administração Civil, socorreu, resgatou e tratou de um
menino palestino ferido em Dir Dabuan, a leste de Ramallah. As forças
israelenses foram até lá para ajudar a criança palestina
a pedido da administração civil de Ramallah. A mão do
menino fora apanhada por uma máquina de fabricação de
azeite de oliva. O exército de Israel livrou o menino, deu-lhe atendimento
médico no ato e o removeu para um hospital israelense em condições
moderadas de saúde. (IDF Spokesperson). |
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Edição
N° 30 - Novembro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Ação
contra a Unwra
O Centro Simon Wiesenthal (SWC) pediu aos EUA e Canadá a suspensão
do financiamento da Agência das Nações Unidas de Ajuda
aos Refugiados da Palestina (Unrwa) até que seja investigada a contratação
de membros da organização terrorista Hamas. O diretor da Unrwa,
Peter Hansen, admitiu que membros do Hamas estão entre o pessoal da
organização e disse não ver isso como um crime. Para ele, “o
Hamas é uma organização política e nem todos os
seus membros são militantes e nós não fazemos veto político
ou excluímos as pessoas por uma convicção”. Para
o SWC, está claro que é uma situação perigosa e
de descontrole. EUA e Canadá respondem por um terço do multimilionário
orçamento anual da Unrwa e “é preciso averiguar até que
ponto se desviou contribuições humanitárias de refugiados
para terroristas”. As investigações começaram. (SWC).
Muito interessante
Conhecem as origens dos seguintes nomes: Barcelona; Granada;
Montjuich; Calatayud; Escalona; Coin; Ibéria? Barcelona: Do hebraico bar-shela-nu, que significa "nossas
costas", referindo-se aos assentamentos na costa mediterrânea
que desde a antiguidade eram majoritariamente povoados por judeus. Montjuich:
provém das palavras compostas mont-juich, "o monte dos judeus",
por ser o lugar de localização do cemitério judeu da
cidade. Granada: Em hebraico ger-anat, "campo de refugiados". A
cidade surgiu como subúrbio de Elvira, e nele se instalavam os judeus
escapados das guerras. Quando chegaram os árabes, chamaram de Garnata
alyahud, ou seja, "Granada dos judeus". Calatayud: do árabe
qal'at-alyahud, e traduzindo, "o castelo dos judeus". Ibéria:
do hebraico Ibriya, "a hebréia". O gentílico íberos
seria sinônimo da palavra hebraico ibrim, que significa, "hebreus".
Escalona: procede de Ashkelón, ou Ascalón, cidade da Judéia.
Lei contra o anti-semitismo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush promulgou
lei determinando ao Departamento de Estado a monitoração do anti-semitismo no
mundo e a classificação dos países de acordo com o tratamento
que dão aos judeus. "Estamos nos assegurando de que o velho impulso
do anti-semitismo nunca encontrará lugar no mundo moderno", disse
Bush, durante um giro de campanha no Estado da Flórida. A população
judia na Flórida é a terceira maior no mundo, depois de Israel
e Nova York. Segundo o texto aprovado, o Departamento de Estado americano
deverá instaurar um setor especial para vigiar abusos anti-semitas
em todo o mundo, e a redigir informes anuais classificando cada país.
Conhecido como Lei de Consciência Anti-semita Global, o projeto foi
apresentado pelo representante democrata Tom Lantos, sobrevivente do Holocausto. "Defender
a liberdade também significa conter a maldade do anti-semitismo",
disse Bush. (Folha Online).
Alemanha fecha site nazista
A polícia alemã fechou um site de propaganda neonazista, produzida
na cidade de Mainaschaff (sul da Alemanha). Investigadores confiscaram um computador
usado por um jovem de 20 anos para difundir textos, imagens e músicas
ligadas ao nazismo. Na página virtual eram também glorificados
alguns personagens do ex-regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha. Durante
a batida, a polícia também encontrou cópias piratas de
filmes e de CDs de música. (Jornal Alef).
Rabinos israelenses e o Vaticano
Líderes do Vaticano e do rabinato israelense estiveram reunidos em Roma
para o encontro do Comitê para o Diálogo Religioso do Rabinato-Chefe
de Israel e a Comissão Pontifícia do Vaticano para Relações
Religiosas. Foram discutidos tópicos como a santidade e o valor da vida
nas tradições católica e judaica. Várias palestras,
entre elas uma do rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, abriram um novo
programa da Igreja Católica sobre o judaísmo e o povo judeu na
Universidade Gregoriana. (WJC).
Arns
pede providências
sobre incidente em Campinas
O senador Flávio Arns (PT/PR) encaminhou carta ao diretor geral da Polícia
Federal, Paulo Fernando da Costa Lacerda, e ao secretário de Segurança
de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, pedindo a investigação
dos atos de vandalismo cometidos na Sinagoga de Campinas. O senador atendeu
assim um pedido do ex-candidato a vereador Antonio Borges dos Reis. A Polícia
Civil já investiga a ação de um grupo anti-semita que
escreveu mensagens ofensivas aos judeus nas paredes da sociedade Petit Jacob,
em Campinas. Uma suástica nazista e a frase "Kill all jewish" ("Mate
todos os judeus").foram pichadas na parede da sinagoga. Além da
polícia, o Ministério Público também foi acionado
para investigar o caso. (VJ/BB)
Síria quer continuar ocupando o Líbano
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouq al
Shara, rejeitou a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança
da ONU, ordenando que Damasco coloque um fim à ocupação
ilegal do Líbano e retire suas tropas do país. A resolução
foi proposta no contexto da recente informação de que a Síria,
estimulada pelo Irã, estaria permitindo que a Al Qaeda estabelecesse
bases na costa libanesa, de onde pode ameaçar o sul da Europa. A ordem
segue uma resolução anterior, também não cumprida
pela Síria. Dos 15 membros do Conselho, somente Argélia e Paquistão
se abstiveram. A Síria vê a resolução, que tem caráter
não-impositivo, como ‘interferência em seus assuntos internos’.
(Maariv).
Carimbo marca data
Um carimbo postal destinado a lembrar o centenário da imigração
judaica foi lançado na Hebraica de Porto Alegre em 18 de outubro. Com
desenho da arquiteta Elaine Unikowski, que o doou para a Federação
Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs), o emblema foi utilizado na correspondência
expedida pela Agência Bom Fim dos Correios, na Avenida Venâncio
Aires, até o final de outubro. O carimbo contém os dizeres: “Centenário
da 1ª Imigração Judaica Organizada Para o Brasil – Federação
Israelita do Rio Grande do Sul 1904-2004 – Shalom”.
Pilar abre debate sobre anti-semitismo
A Liga de Amizade Israel-Portugal (www.geocities.com/israel_portugal/portugues.html),
com sede em Tel Aviv, promoveu em outubro um Encontro Internacional que debateu
virtualmente anti-semitismo e difamação. Os idiomas utilizados
foram o português e o espanhol. Dezenas de sites em todo o mundo se
inscreveram, abrangendo mais de 100 mil internautas, que puderam enviar as
suas questões sobre os temas de educação judaica, surtos
de anti-semitismo e difamação. O encontro foi aberto com a
intervenção de Pilar Rahola. As conclusões do encontro
foram divulgadas no dia 27 de outubro. (LAIP – Liga da Amizade Israel-Portugal)
Rahola esteve outra vez no Brasil
A jornalista e escritora espanhola Pilar Rahola fez palestra
no Seminário
Internacional `Intolerância e Solidariedade no Mundo Contemporâneo`,
dia 29 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Participaram da mesa redonda sobre Intolerância Política, além
de Rahola, Anita Novinsky (USP), D. Tomas Balduino, Osvaldo Coggiola (USP),
com coordenação dos trabalhos por Maria Luiza Tucci Carneiro
(USP). Também houve outra mesa redonda sobre Intolerância Religiosa,
com Nelson Ascher, Renato da Silva Queiroz, Oscar Vilhena Vieira, José Antonio
Escudero, tendo como moderador Andréa Lombardi. O evento terminou em
31/10 e conta com intensa programação de filmes. (LEI – Laboratório
de Estudos da Intolerância)
Israel
lembra 9º aniversário
da morte de Rabin
A comemoração oficial do nono aniversário da morte do
primeiro-ministro Yitzhak Rabin teve lugar em cerimônia na casa do presidente
de Israel, Moshe Katsav, com a presença de vários políticos
importantes. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, perguntou: ‘Será que
a lição foi aprendida? Terá o horror dos assassinatos
políticos desaparecido? Receio que não’. O filho de Rabin
disse: ‘É insuportável ouvir que Sharon é um traidor,
da mesma forma que o era ouvir que Rabin era um traidor’. Na cerimônia
anual realizada na praça de Tel Aviv em que Rabin foi assassinado quem
falou foi o chefe do Estado-Maior, general Moshe Yaalon. (Maariv).
Lei de cidadania saudita exclui palestinos
O Conselho de Ministros da Arábia Saudita aprovou recentemente uma série
de novas regras sobre cidadania que beneficiará milhares de estrangeiros
vivendo no país, com uma notória exceção: os palestinos.
Expatriados de todas as nacionalidades, que tenham residido na Arábia
Saudita por dez anos, passam a ter o direito de requerer cidadania. Um grupo,
no entanto, foi excluído: os 500 mil árabes provenientes da Cisjordânia
e da Faixa de Gaza. Eles não serão beneficiados porque a Liga Árabe
instrui seus membros a não oferecer cidadania aos palestinos, para ‘evitar
a dissolução de sua identidade e proteger seu direito de retorno à sua
pátria’. (Israel National News).
Campos libaneses piores que em Gaza
Ghassan Khatib, ministro do Trabalho da Autoridade Palestina
deplorou as condições
de vida nos campos de refugiados palestinos no Líbano, dizendo que elas
são piores que nos de Gaza. "Fiquei chocado com as condições
dos campos de refugiados no Líbano", disse, numa entrevista para
o jornal Beirut Daily Star. "Mesmo em Gaza e Nablus, nos territórios
ocupados, a situação é melhor que nos campos no Líbano",
disse Khatib que pediu ao presidente Emile Lahoud melhorias nas condições
de vida e de trabalho dos árabes palestinos que vivem no Líbano.
O governo libanês não concede direitos civis básicos aos
400 mil refugiados que vivem naquele país. Eles estão proibidos
de construir habitações permanentes e de exercer várias
profissões.
Música
brasileira em Israel
Surgiu recentemente em Israel um grupo denominado “Bateria Guaraná”,
formado por 17 músicos israelenses que amam o samba brasileiro. Em suas
apresentações usam palavras de Caetano Veloso: “O samba é pai
do prazer e filho da dor”. É um grupo heterogêneo, cujos
membros têm diferentes profissões, mas oferecem ao público
uma autêntica festa brasileira, com ritmos como samba, samba reggae,
baião e outros ocidentais e orientais. Tudo isso, com instrumentos autênticos,
como “surdos”, tamborins, maracás e outros. Fundado por
Juca Perpinan, cantor e percussionista de fama internacional, o grupo é independente
e é dirigido por Hadas Tadmor. Seus integrantes são amadores
que se apresentam em festivais e em festas. Pode-se ouvi-los também
todas as sextas-feiras a partir das 16 h no Parque Hayarkon, de Tel Aviv, onde
ao ar livre fazem a alegria dos transeuntes e “matam” as saudades
do Brasil. (Aurora)
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Edição
N° 29 - Outubro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Christopher Reeve: Israel impressiona
O ator Christopher Reeve, recentemente falecido, após retornar de uma
viagem a Israel em 2003, deu um interessante depoimento em entrevista ao Jewish
Telegraphic Agency (JTA): “Foi uma das viagens mais recompensadoras de
minha vida. Foi realmente um privilégio ter estado lá, não
só porque fui muito bem tratado, mas por causa das pessoas que encontrei”.
O ator disse que saiu de Israel impressionado com a coragem dos cientistas
israelenses e com a importância dada à ciência no país.
Também ficou admirado com os cidadãos comuns: “Vi as pessoas
trabalhando juntas, com grande respeito mútuo. Os israelenses são
cheios de vida, cheios de energia e parecem extrair o máximo de cada
instante”. (JTA)
Eliminatórias
da Copa de 2006
Depois de empatar com a França em 0 x 0, em Paris, a seleção
de Israel conseguiu sua primeira vitória no Grupo 4 das eliminatórias
européias para a Copa do Mundo de 2006: derrotou o Chipre por 2 x 1.
E ainda pelas eliminatórias da Copa, novo empate: Israel 2 X 2 Suíça.
(Jornal Alef)
Beduínos são
chefes em universidade de Israel
Pela primeira vez, beduínos israelenses são nomeados chefes de
departamentos universitários em Israel. Numa feliz coincidência,
os professores Aref Abu-Rabia, de Estudos do Oriente Médio, e Alean
Al-Krenawi, de Serviço Social foram escolhidos para a função
de chefia na universidade Ben Gurion, em Ber-Sheva. Eles têm visões
semelhantes sobre os planos para seus departamentos: o fortalecimento da coexistência
e tolerância entre árabes e judeus, dentro e fora da universidade. “Somos
todos israelenses trabalhando por um futuro melhor para a universidade, o Negev
e Israel”, disse Al-Krenawi. (Israel 21c)
Israelenses
não podem adotar crianças
do Brasil
O Brasil decidiu proibir a adoção de crianças brasileiras
por casais israelenses que morem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, em
colônias que a Autoridade Palestina considera ilegais. A revelação,
do jornal Maariv, irritou as autoridades israelenses, que acusam Brasília
de pender para os palestinos. Nas justificativas do governo brasileiro estão
a ‘necessidade de proteção das crianças, que estariam
indo para regiões em conflito’ e ‘o serviço militar
em Israel obrigatório’ e ‘as crianças poderiam ser
enviadas para a guerra’. Uma enfermeira israelense adotou a cearense
M.A.Y., hoje com 17 anos. Para ela, as autoridades brasileiras têm uma
visão distorcida da realidade israelense, transmitida pelas redes internacionais
de notícia. “O dia-a-dia aqui é normal, não se sente
o conflito”. Já a garota diz: “Não troco Israel por
nada nesse mundo”. (OESP)
Criticada
mostra de família
ligada a nazistas
O Conselho Judaico da Alemanha criticou duramente o chanceler
alemão
Gerhard Schroeder, por ter inaugurado a controvertida mostra de arte da coleção
Flick, uma família que fez fortuna com a indústria armamentista
do regime nazista de Adolf Hitler. “O chanceler falou durante a inauguração
sobre a fundação criada por Flick contra a xenofobia, o racismo
e a intolerância. Mas isso não pode servir de pretexto para ocultar
que o ato de Flick dá um novo estímulo aos neonazistas",
disse Michael Fuerst, membro do Conselho Judaico ao jornal on-line alemão
Netzeitung. "Flick se propõe ‘lavar com arte’ o nome
de seu avô, Friedrich Flick, o industrial que ajudou o regime nazista
de Hitler a obter armas”, completou Fuerst. A maioria dos alemães
(58%) apóia a mostra de arte da coleção Flick em Berlim,
enquanto 27% são contrários e 15% não quiseram opinar,
segundo uma pesquisa da revista Stern. A coleção foi rejeitada
antes por grandes metrópoles da arte, como Londres (Grã-Bretanha),
Zurique (Suíça) e Munique (sul da Alemanha). (Netzeitung)
Terror
intimida a mídia
David Schlesinger, editor mundial da agência Reuters, pediu à CanWest,
proprietária da maior cadeia de jornais do Canadá, que retire
o nome dos redatores da sua agência ao editar matérias se referindo
ao Hamas e às Brigadas de al-Aqsa como ‘grupos terroristas’.
A política da Reuters é utilizar termos mais ‘neutros’.
O executivo expressou preocupação com ‘sérias conseqüências’,
caso ‘as pessoas no Oriente Médio’ venham a acreditar que é a
agência que denomina tais grupos de ‘terroristas’. É a
primeira vez que a Reuters admite publicamente que seus repórteres e
editores são intimidados ao descreverem atentados terroristas. É também
um raro reconhecimento da influência da intimidação terrorista
na cobertura da mídia. (Israel Insider)
Mulher-bomba tinha programa de TV para crianças
A terrorista suicida Zeina Abu Salem, de 18 anos, que matou dois israelenses
e feriu outros 14 no atentado cometido em Jerusalém era apresentadora
de um programa infantil na TV de Nablus e filha de família rica da cidade,
proprietária do canal. O pai da jovem mulher-bomba, Abu Salem, de 50
anos, sofreu um ataque do coração ao descobrir que sua filha
havia se suicidado e morreu quando chegou ao hospital. Ele havia sido operado
do coração recentemente. O grupo extremista Brigadas dos Mártires
de Al-Aqsa, ligado ao Fatah do dirigente palestino Yasser Arafat, reivindicou
a autoria do atentado. (El Reloj)
Líder iraquiano atacado por apertar mão
de israelense
O Hezbollah atacou o primeiro-ministro iraquiano, Iyad
Allawi, por este ter apertado a mão do ministro das Relações Exteriores de
Israel, Silvan Shalom, na ONU, dizendo que ele havia ‘desgraçado’ o
Iraque e ofendido árabes e muçulmanos. ‘Esse inaceitável
aperto de mãos é um verdadeiro insulto ao povo iraquiano, sua
história, sua cultura, ao compromisso nacional e islâmico, e também
um desprezo flagrante pelo sofrimento do povo palestino e pelos sentimentos
de árabes e muçulmanos’, afirmou porta-voz do Hezbollah.
Shalom disse que foi o primeiro contato oficial entre Israel e Bagdá desde
o início da guerra no Iraque. (SWC).
Filho de Khadafi recebe diplomatas israelenses
O filho do líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se com diplomatas
israelenses, como parte do esforço para normalizar as relações
entre a Líbia e Israel. Saif Al-Islam Khadafi conversou com uma delegação
israelense durante uma convenção interparlamentar em Genebra.
A Líbia já havia oferecido aos emigrantes judeus que se estabeleceram
em Israel a possibilidade de retorno ao país como visitantes. (JTA)
Turismo
atinge marca de um milhão
em Israel
Um milhão de pessoas visitou Israel entre janeiro e agosto de 2004,
levando o turismo a seu nível mais alto desde 2001. O ingresso de turistas
cresceu 54% em relação ao mesmo período de 2003. A previsão é de
que o país receba neste ano 1,5 milhão de visitantes. O número é ainda
distante do pico de 2,4 milhões, atingido no ano 2000. O efeito da Intifada
foi mais forte em 2002, quando apenas 861 mil turistas visitaram o país.
(Jerusalem Post)
Feghali
assina petição
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) foi a primeira
a assinar, no Rio de Janeiro, a petição à ONU contra o anti-semitismo,
durante a visita que fez à Federação Israelita do Rio
de Janeiro. Após uma conversa sobre o conflito no Oriente Médio
e a coincidência de pontos de vista contrários à importação
do conflito para o Brasil, a deputada que foi recebida pelo presidente da
FIERJ, Osias Wurman, assinou o documento. E declarou-se honrada com a iniciativa,
além de acreditar numa parceria com a comunidade judaica em prol da
paz entre palestinos e israelenses. Foi um gesto importante na abertura de
novos caminhos para a preservação da convivência entre
brasileiros de origem árabe e judaica. (FIERJ)
Quatro anos de terror da Intifada
Relatório israelense informa que desde o início da Intifada,
em setembro de 2000, houve 138 ataques suicidas, 1.017 israelenses e estrangeiros
mortos, 5.598 feridos, 13.370 ataques a tiro e 460 mísseis Kassam lançados
contra o país. Houve diminuição de 84% no número
de israelenses assassinados em ataques terroristas desde a finalização
da primeira parte da barreira de segurança, em agosto de 2003. Outras
conclusões: o interrogatório de líderes terroristas presos
em Israel revelou que Arafat, em muitos casos, autorizou o financiamento de
atividades terroristas. Freqüentemente, o armamento utilizado em ataques
provinha do arsenal da Autoridade Palestina. Além disso, ‘várias
centenas’ de membros das forças de segurança palestinas
estiveram implicados em atentados, transportando terroristas e traficando armas.
(Jerusalem Post)
Hava Naguila faz 100 anos
Numa yeshivá (academia rabínica) de Jerusalém, há 100
anos um professor cantarolou uma melodia hassídica e pediu aos alunos
que escrevessem versos que se adaptassem à música. Moshe Nathanson,
de 12 anos, foi o escolhido com seu poema Hava Naguila. Ele se inspirou no
salmo bíblico 118, versículo 24: “Eis o dia que o senhor
fez/regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Nathanson emigrou para os Estados
Unidos, onde foi hazán (cantor) durante 46 anos na sinagoga do rabino
Mordechai Kaplan, fundador do Movimento Reconstrucionista. Aposentou-se no
final da década de 60 e morreu cerca de 15 anos mais tarde. Sua canção
Hava Naguila é sem dúvida a música judaica mais famosa
no mundo e foi interpretada, entre outros, por Harry Belafonte e Bob Dylan.
Já existe até versão eletrônica tocada em discotecas
e toque de celular com o ritmo da canção. (Itón Gadol)
A sucá da luz
Numa iniciativa conjunta da Prefeitura de Jerusalém e da Companhia de
Eletricidade foi construída na ampla esplanada de Kikar Safra, ao lado
da sede da Prefeitura, "a sucá da luz". Como se constata na
fotografia, a sucá pode ser considerada uma das maiores do mundo, com
uma área de 480 metros quadrados. Tem quatro quilômetros de cabos
de eletricidade e em sua construção foram utilizadas 144 mil
mini lâmpadas. Muitos dos eventos da festa de Sucót em Jerusalém,
aconteceram nessa sucá. (Haaretz)
Funcionários da ONU presos por ligação
com terror
O exército de Israel divulgou a prisão de 13 palestinos empregados
pela Unrwa (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos) por envolvimento
com atividades terroristas. Eles utilizavam ambulâncias da organização
para apoiar atividades ligadas ao terror. Peter Hansen, chefe da Unrwa, admitiu
que a agência tem entre seus funcionários alguns membros da organização
terrorista Hamas. E ele não vê problema nisso, pois alega que ‘essas
pessoas seriam afiliadas à facção política do Hamas’.
(Israel National News)
Justiça para ato terrorista na Argentina
A Federação Israelita de São Paulo entregou uma petição
ao Consulado da Argentina para a reabertura do processo do caso Amia — atentado
contra a organização judaica que matou 85 pessoas em Buenos Aires
há dez anos. A petição, entregue pelo presidente da Confederação
Israelita do Brasil (Conib) Jaime Blay e outros dirigentes, observa que “a
impunidade gera novos atentados” e exige “a revisão imediata
do caso”. Em setembro, a justiça argentina absolveu todos os 22
acusados de envolvimento no atentado ocorrido em 18 de julho de 1994 — a
maior ação terrorista da história do país. Mas
nem tudo está perdido: Um juiz argentino ratificou a vigência
da ordem internacional de captura de 12 iranianos pela suposta responsabilidade
no atentado à Amia. A ação foi adotada pelo juiz Rodolfo
Canicoba Corral ante a decisão da Interpol de suspender os pedidos de
detenção expedidos durante a investigação do ataque
terrorista. (Agência Efe)
Vereadora
eleita é ameaçada
Eleita vereadora pelo PFL, a professora Teresa Bergher
recebeu dia 13/10 em seu comitê, no bairro do Flamengo, um envelope com seu próprio
material de campanha. Os folhetos estavam todos pichados com suásticas
e a frase ''morte aos judeus''. O material, que fora postado numa agência
dos Correios em Copacabana, foi entregue no dia seguinte à Polícia
Civil para investigações. (JB)
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Edição
N° 28 - Setembro de 2004 |
100
anos de sinagoga portuguesa
O presidente de Portugal Jorge Sampaio e o rabino chefe
de Israel estiveram entre as personalidades presentes às comemorações do centenário
da sinagoga de Lisboa. Jorge Sampaio, cuja avó materna foi uma ativista
judaica, e o rabino chefe sefaradi de Israel, Moshe Amar, se encontraram com
diversos funcionários judeus e não-judeus do governo em 12 de
setembro na celebração do aniversário dos 100 anos da
Shaare-Tikva, também conhecida como Sinagoga de Lisboa, a primeira sinagoga
construída em Portugal após a expulsão dos judeus em 1497.
Site
racista é bloqueado
Um site argentino na Internet que incita ao ódio contra negros e judeus
foi bloqueado no Rio Grande do Sul. A ação, para a qual foi mobilizada
a Interpol, foi formulada pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra
e pela Federação Israelita daquele Estado. Sem dar maiores detalhes
das investigações, porque de algum modo isso
pode prejudicá-las, o procurador Renoir Cunha, da Promotoria dos Direitos
Humanos e Cidadania, disse que o responsável já está identificado. "O
caso é grave", porque o site incriminado "tem um discurso
contra os judeus e os negros e é uma referência dos neonazistas
na América Latina", acrescenta Cunha. Un grupo de provedores da
internet do Rio Grande do Sul firmou ompromisso para bloquear o site, e agora
trata de obter a adesão dos demais Estados.
Crescem
em 2004 os sites racistas
A quantidade de sites que expressam idéias racistas, extremistas ou
de ódio religioso aumentou sensivelmente desde o início de 2004.
A Surf Control, empresa de monitoração da internet, afirma que
o número de páginas promovendo o ódio contra norte-americanos,
muçulmanos, judeus, gays e afro-americanos cresceu 26% desde o início
deste ano, contra um aumento de 30% em todo o ano de 2003. A empresa informa
ainda que serviços como bolsas de estudo e matrimônio on-line
para supremacistas da raça branca, para grupos que pregam o assassinato
de homossexuais e outros tipos de extremistas cresceu cerca de 300% desde o
início da monitoração em 2000.
Hezbollah
tem sites fechados
Dois sites do Hezbollah foram fechados recentemente nos
Estados Unidos e no Reino Unido, após aplicação, por um provedor de internet
norte-americano e outro britânico, de lei que considera o grupo uma organização
terrorista. O Hezbollah está realizando contatos com outros provedores
e afirma que os sites voltarão a operar dentro de alguns dias.
Terrorista
escondido em hospital
Há notícias que nem sempre são destacadas na imprensa.
Nessa categoria entram aquelas que deixam uma má impressão da
Autoridade Palestina pelo que faz ou deixa de fazer para evitar o perigo aos
civis. E muitos são os jornalistas que para poder entrar ou sair dos
territórios palestinos, optam por não se comprometer com notícias
que depois lhes poderia ocasionar "problemas" com os palestinos.
Um exemplo disso é o caso de
Adnan Abyat, terrorista palestino de Beit Lechem (Belém), procurado
há muito tempo. Abyat foi o responsável por vários atentados
nos quais foram assassinados 8 israelenses. Ele havia sido um dos terroristas
que se refugiaram na Igreja da Natividade, e um dos que conseguiu escapar de
lá. No hospital havia um verdadeiro arsenal que incluía metralhadoras,
diversos tipos de rifles automáticos com miras telescópicas e
material para preparar artefatos explosivos. O terrorista se ocultava a poucos
metros da sala dos prematuros. Sempre se criticou Israel por colocar em perigo
a vida de "civis inocentes" ou de não respeitar lugares sagrados.
Mas quando se trata dos palestinos, o silêncio é absoluto....
Israel
ajuda os palestinos
Outro tipo de notícia quase sempre ignorada pela imprensa é aquele
em que Israel ajuda os palestinos. Exemplo? Com a anarquia que continua na
Faixa de Gaza, Tarek Abu Rayeb, comandante das Forças de Inteligência
palestinas, sofreu um atentado quando dispararam contra seu veículo.
Houve dois mortos e Tarek foi ferido gravemente. Primeiro ele foi levado a
um hospital em Gaza, mas ali os médicos viram que pouco podiam fazer,
e que era necessário trasladá-lo com urgência a um hospital
com mais recursos. Logo ele foi removido numa ambulância do Maguen David
Adon (A Estrela de Davi Vermelha) ao Hospital Barzilay de Ashkelon. Ninguém
investigou quem esteve por trás do atentado, nem publicou nada a respeito
da ajuda israelense.
Vitória importante no esporte
A equipe de futebol do Macabi Tel Aviv se classificou para a rodada da
Copa de Campeões dos Times Europeus, ao vencer no estádio de Ramat
Gan o Pauk, de Salônica, por 1 a 0. Assim, o Macabi Tel Aviv é o
primeiro time israelense a participar da fase classificatória na qual
se encontram as 32 melhores equipes do futebol europeu. No sorteio dos grupos
classificatórios, o Macabi Tel Aviv caiu na chave do Bayern Munich,
da Alemanha, do Juventus, da Itália e do Ájax, da Holanda, os
quais terá que enfrentar. Coisa pouca... A Uefa (União das Associações
Européias de Futebol) havia rejeitado o pedido feito pelo Maccabi Tel
Aviv para mudar a data do jogo contra o Bayern de Munique, cuja partida estava
marcada para a noite de Rosh Hashaná. A Uefa explicou: “Não
podemos aceitar que sejam utilizados feriados políticos, nacionais ou
religiosos como argumento para o adiamento de partidas”.
Lula
e Alckmin assinam petição contra anti-semitismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou petição
condenando o anti-semitismo e seu ressurgimento, e instando a Assembléia
Geral da ONU a adotar uma resolução que denuncia atos contra
os judeus. Na assinatura, durante o encontro de Lula com Israel Singer, presidente
do Congresso Judaico Mundial (CJM), a organização disse estar
em campanha para obter assinaturas de líderes mundiais para a petição.
Para Singer, o encontro com o presidente brasileiro foi uma “vitória
histórica em nossa atual luta global contra o anti-semitismo. O apoio
do presidente Lula em nome de seu país irá sem dúvida
ter reverberações através da região e por todo
o mundo”. A petição também já foi assinada
por Néstor Kirchner, presidente da Argentina e pelo governador de São
Paulo,
Geraldo Alckmin.
Lula
envia carta à comunidade judaica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta à comunidade
judaica do Brasil, por meio da Federação Israelita do Estado
de São Paulo, associando-se às comemorações do
ano novo judaico. O presidente agradeceu às lideranças e organizações
comunitárias pelo seu empenho em prol da solidariedade e da cidadania
e no combate à pobreza. Ele afirma estar certo de que em 5765 a comunidade
continuará trabalhando em conjunto com o governo para melhorar o Brasil
e consolidar a paz no mundo.
Jornal
egípcio: Holocausto é ‘mentira sionista’
Rif'at Sayyed Ahmad, diretor de um ‘Centro de Pesquisa’ no Cairo
e colunista do Al-Liwaa Al-Islami, jornal do Partido Democrático Nacional,
o único e no poder, no Egito, publicou um artigo em duas partes intitulado “A
mentira da incineração dos judeus”. Ele afirma, utilizando
o trabalho de revisionistas ocidentais do Holocausto, que a morte de judeus
em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial foi inventada
pelo movimento sionista para ‘extorquir’ o Ocidente e tornar possível
o estabelecimento da ‘empresa sionista’.
A medalha verde de Israel em Atenas
Cerca de 20 empresas, bem como a Polícia, Exército e a Marinha
israelenses participaram das Olimpíadas na Grécia. Os israelenses
ofereceram desde softwares especializados e proteção das fronteiras
até o sistema de irrigação para as ruas e instalações
olímpicas. A tecnologia usada para manter os desertos de Israel verdejantes
foi escolhida pelos atenienses para alimentar todo o sistema de abastecimento
de plantas e jardins. Somente água reciclada é utilizada em todo
o processo, que vinha sendo preparado desde 1998.
Quatro
israelenses salvos de linchamento
Quatro israelenses, que pegaram um caminho errado e entraram
numa região
controlada pela Autoridade Palestina foram salvos do linchamento, no último
minuto. Uma multidão de árabes começou a jogar pedras,
tubos de metal e blocos de concreto no caminhão em que eles estavam.
Somente duas pessoas se comportaram dignamente e os ajudaram. A polícia
israelense concluiu que os quatro não violaram intencionalmente a proibição
de entrada nas áreas controladas pela AP. O caminhão foi destruído,
mas não há notícia de que será investigado um possível
crime por parte da multidão. Um dos israelenses comentou: “Eles
podem andar livremente entre nós, mas se cometemos um erro e entramos
nas áreas deles, isso pode nos custar a vida”.
Polêmica:
Filme sobre 'lado humano' de Hitler
Estreou em Berlim um novo filme que está causando muita controvérsia
na Alemanha. Trata-se de um retrato de Adolf Hitler em seus últimos
12 dias, pois se propõe a mostrar o "lado humano" do ditador
que desencadeou a 2ª Guerra Mundial e ordenou o Holocausto, provocando
a morte de dezenas de milhões de seres humanos. "A Queda" ("Der
Untertag"), baseado em relatos de testemunhas e no livro do mesmo nome
do historiador Joachim Fest, estreou em setembro e é uma das primeiras
tentativas do país de caracterizar Hitler em um filme. Na atuação,
suas explosões de fúria ante a incapacidade do exército
em conter o avanço soviético em Berlim estão mescladas
de "momentos de bondade" com o pessoal feminino de seu governo e "ternura" com
Eva Braun. Só há uma referencia breve ao Holocausto.
Israel
e Vietnã firmam acordo comercial
Israel e Vietnã assinaram em Hanói um acordo para incrementar
os laços comerciais. Os dois países estabeleceram relações
diplomáticas há 11 anos. Em 2003, o volume de negócios
entre ambos foi de apenas US$ 40 milhões, o que, para o Ministério
das Relações Exteriores de Israel, não reflete o potencial
comercial do Vietnã, cuja economia está entre as que mais crescem
no mundo.
Palestino
ameaçado de morte por encontrar israelense
Membros do Comitê de Resistência Popular, organização
que abriga vários grupos terroristas, ameaçaram matar o ministro
das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, se ele retornar à Faixa
de Gaza. Eles o acusam de traidor e corrupto. Shaath encontrou-se com o ministro
das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, em Rimini,
na Itália.
Arafat
desvia dinheiro
Líderes políticos alemães solicitaram à União
Européia (UE) que congele a ajuda à Autoridade Palestina depois
que circularam denúncias, apoiadas por documentos, de que Yasser Arafat
transferiu mais de US$ 5 milhões para uma conta bancária pessoal
no Egito. Armin Laschet, diretor do Comitê Parlamentar da União
Européia que controla a ajuda aos palestinos, disse que estão
se utilizando os fundos ilegalmente. E admitiu que a UE cometeu “graves
erros” em seu financiamento a Arafat.
Ex-ministro
do Kuwait defende sionismo
O jornalista e ex-ministro de Comunicações do Kuwait, Sa'ad bin
Tefla, foi entrevistado pela televisão jordaniana sobre a cultura de
violência nos países árabes. Tefla rechaçou a noção
de que ela seja causada por Israel ou pelos Estados Unidos e culpou as raízes
culturais, a frustração e o extremismo religioso. Eis alguns
trechos da entrevista: “O sionismo e o imperialismo não têm
nada a ver com nossa cultura de violência”. “É errado
dizer que a violência é fruto da ocupação. Os franceses
deixaram a Argélia depois que um milhão de pessoas morreram e,
em menos de uma década, 10.000 argelinos foram massacrados por outros
argelinos, em nome do Islã - isso é muito mais do que Israel
possa ter matado durante o período da Intifada”. “A violência
tem raízes culturais e não está relacionada com a ocupação.
Não estou defendendo ou justificando a ocupação. Mas digo
que esta lógica, que refuto, é utilizada como justificativa para
a violência que ocorre no Iraque e em outros lugares”.
ONU
pede retirada síria do Líbano; Brasil se
abstém
O Conselho de Segurança da ONU adotou por pequena margem, uma resolução
que pede a retirada das tropas sírias do Líbano, a dispersão
do Hezbollah e adverte também contra a interferência estrangeira
nas próximas eleições presidenciais em Beirute. Houve
nove votos favoráveis, número mínimo para aprovação,
e seis abstenções. Essa foi a primeira resolução
do Conselho de Segurança claramente direcionada contra um país árabe.
Também foi a primeira vez que o Conselho referiu-se ao Hezbollah. A
resolução foi patrocinada por EUA e França. Também
votaram a favor Alemanha, Angola, Benin, Chile, Reino Unido, Romênia
e Espanha. Abstiveram-se Brasil, Argélia, China, Filipinas, Paquistão
e Rússia. O Líbano reagiu dizendo que os 17.000 soldados sírios
estão lá a pedido do governo, para proteger contra ‘ação
radical vinda de Israel’.
Decisão
rápida salvou vidas
Em Beer-Sheva, dois ônibus se encontravam um ao lado do outro quando
se produziu a explosão no primeiro deles. Jacob Cohen, o motorista do
segundo ônibus escutou a explosão, viu a fumaça saindo
do ônibus ao lado do seu e a primeira coisa que atinou foi apertar o
acelerador e sair do lugar. Já fora do local da explosão, abriu
as portas do ônibus e gritou aos passageiros para que descessem rapidamente.
Enquanto o ônibus ia se esvaziando se produziu a segunda explosão.
O terrorista suicida era um dos seus passageiros. Tudo isto ocorreu em poucos
segundos. A rápida decisão de Cohen permitiu que muitos de seus
passageiros salvassem suas vidas.
A sorte e a tragédia
Nissim Vaknin era um dos passageiros de um dos ônibus. Nissim estava
sentado atrás do motorista ao lado de um jovem rapaz de cabelo comprido.
Em um dos pontos subiu uma senhora e como o ônibus estava quase cheio,
Nissim lhe ofereceu seu lugar. Em pouco tempo aconteceu a explosão.
Nissim salvou sua vida. O jovem de cabelo comprido, descobriu-se depois, era
o terrorista suicida. A mulher a quem Nissim havia oferecido seu assento, Tamara
Debrashvili foi uma das 16 vítimas fatais do duplo atentado. Como já é costume, à medida
que se conhecia o tamanho do atentado e a quantidade de mortos e feridos que
iam aumentando nas informações da TV, chegavam também
as notícias de que em Gaza a população palestina recebia
com alegria e com festejos a notícia dos criminosos atos.
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Edição
N° 27 - Agosto de 2004 |
Arábia
Saudita ainda financia o terrorismo
Em decorrência de dois atentados em 2003 e outro em abril de 2004, a
Arábia Saudita começou a levar a sério a questão
do terrorismo. Ela foi o último país do Conselho de Cooperação
do Golfo a aceitar um inquérito imposto pelo G7 (grupo dos sete países
mais desenvolvidos) para lutar contra a lavagem de dinheiro e o financiamento
do terrorismo. Desde então, as autoridades sauditas estabeleceram um
controle mais rígido dos clientes dos bancos, além de procedimentos
para detectar e embargar ativos de terroristas e enquadrar órgãos
caritativos. Ao longo dos últimos dez anos, a Arábia dotou-se
de um quadro legislativo relativamente abrangente para vigiar as movimentações
financeiras. Mas a definição das infrações contida
nos textos não corresponde aos padrões internacionais, tal como
estipulados na convenção da ONU sobre a supressão do financiamento
do terrorismo – a qual, por sinal, não foi ratificada por Riad.
Propaganda
anti-semita não cessa na mídia árabe
Caricaturas e temas anti-semitas continuam sendo bastante
comuns na mídia árabe.
Imagens demoníacas dos judeus, teorias conspiratórias afirmando
que os judeus planejam controlar o mundo, equalização de judeus
com nazistas enchem as páginas de publicações no Egito,
Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio. Recentemente,
um suposto controle judaico/israelense sobre a política externa dos
EUA, especialmente com relação ao Iraque, e referências
ao filme de Mel Gibson, ‘A Paixão de Cristo’, com Israel
representado crucificando os árabes, tem sido os principais temas. Uma
compilação das matérias publicadas em maio de 2004 foi
feita, concluindo-se que o anti-semitismo está amplamente difundido
no mundo árabe e muçulmano e se manifesta em todos os segmentos
da sociedade.
A "Justiça" na
Autoridade Palestina
O lugar: a aldeia palestina de Kabattya ao norte do Shomron.
Sexta-feira, 2 de julho de 2004, ao meio-dia, a praça do centro da aldeia é o
local mais concorrido. É o dia de descanso para os muçulmanos
e é a hora em que muitos saem da oração do meio-dia na
mesquita central. J'amal Abu-Rob, que está à frente do grupo
Fatah de Jenin, o mesmo grupo terrorista do qual Arafat é o dirigente
máximo, aparece arrastando Muhamad Rafik Abd E-Razek. J'amal Abu-Rob,
mais conhecido por seu apelido "Hitler", dirige-se aos presentes: "...
Confessado que colaborava com a inteligência israelense... Que propõem
que lhe façamos?" O "público" em uníssono
grita "matá-lo.... Matá-lo..." O mesmo J'amal se encarrega
da primeira descarga de seu Kalachnikov que despedaça a vítima
no mesmo lugar, ante os gritos de aprovação dos presentes. Os
companheiros de J'amal, um após outro também descarregam seus
fuzis contra o corpo de Muhamad Rafik... Não é a primeira vez
que acontece algo assim. É o exemplo da "justiça" na
Autoridade Palestina.
Resistindo
ao terror
Na aldeia palestina de Beit Janun, na Faixa de Gaza,
o grupo terrorista Mártires
de Al-Aksa, pretendia disparar alguns mísseis Kassam em direção à cidade
de Sderót, em Israel. Mas as famílias do lugar demonstraram de
viva voz sua desconformidade com essa ação pelas conseqüências
que os disparos depois trazem sobre elas com as reações israelenses.
Das palavras passou-se aos golpes e a coisa não parou aí; um
dos terroristas atirou com seu fuzil e feriu de morte um jovem palestino de
18 anos do lugar.
Nem sempre as notícias que deixam prejudicados os palestinos transcendem
pela imprensa.
Celebridades
A mega modelo Naomi Campbell está participando da campanha mundial contra
o anti-semitismo “Anti-Semitism is Anti-Me”. Steven Spielberg deixou
a universidade há mais de 30 anos para seguir a carreira de cineasta.
Agora, aos 55 anos, ele acaba de receber seu diploma em artes do cinema e artes
eletrônicas da Universidade de Long Beach. A cantora Madonna irá a
Israel e passará os feriados do Ano Novo judaico em Tel Aviv. Ela tinha
agendado dois shows para setembro em Israel, mas cancelou-os após ter
sido ameaçada de morte por terroristas palestinos. É possível
que a atriz Demi Moore também vá a Israel. Os israelenses vêem
com bons olhos a visita de celebridades, pois elas fazem um excelente serviço
de relações públicas para encorajar o turismo no país.
Arafat
em apuros
O presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat tenta
acabar com as eleições
internas do movimento Al-Fatah que serão realizadas na Faixa de Gaza,
onde seus partidários perderam apoio. A denúncia foi feita por
Kadura Fares, deputado pela cidade de Ramala. Fares disse que Arafat se opõe
a qualquer tipo de eleições. Por sua vez a ONU advertiu em 13
de julho sobre o risco de colapso da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se
suas forças de segurança não forem reformadas como previsto
no plano do "Mapa da Estrada".
A declaração foi feita pelo coordenador especial da ONU no Oriente
Médio, Terje Larsen, que apresentou ao Conselho de Segurança
seu relatório periódico sobre a situação dos palestinos
e israelenses.
Arafat
em apuros II
Larsen criticou duramente a ANP por não adotar ações imediatas
para frear a violência e combater o terrorismo, assim como por não
dar os passos necessários para a reforma das instituições
e reorganização de seu gabinete. Foi a primeira vez que isso
aconteceu e Larsen ainda condenou “a falta de vontade política
de Arafat”. O coordenador disse que a paralisia da ANP é cada
vez mais clara e que a deterioração da lei e da ordem nos territórios
palestinos é preocupante. Como exemplo, citou os confrontos entre as
próprias forças de segurança palestinas na Faixa de Gaza, "onde
a autoridade da ANP se desvanece rapidamente pelo crescente poder das armas,
do dinheiro e da intimidação". Larsen destacou que o fato
de o líder da ANP, Yasser Arafat, permanecer confinado em Ramala não é desculpa
para a passividade e a inércia.
Reações
de Arafat
Ante o relatório de Larsen, que antigamente era contumaz crítico
de Israel e que agora corrige suas constantes críticas unilaterais,
Arafat, o “dono” da AP declarou o coordenador Larsen "persona
non grata" na palestina... Já Moussa Arafat, o sobrinho que tinha
sido indicado por ele para chefe da segurança, não assumiu o
cargo. O líder palestino rendeu-se aos crescentes protestos e mudou,
mais uma vez, a chefia do serviço de segurança da Autoridade
Palestina, reconduzindo ao posto o homem que ele tinha demitido, o general
Abdel Razek Al-Majeida. A indicação do sobrinho fez aumentar
os protestos violentos especialmente na Faixa de Gaza.
Começo
do fim?
O diário israelense Maariv afirmou em editorial que Yasser Arafat, vive
um processo de ‘desintegração’. Após uma semana
de violência e de combates entre facções palestinas na
Faixa de Gaza, o líder palestino está tentando dar a impressão
de reabilitação, com mudanças na Autoridade Palestina,
mas ‘está trocando uma leva de velhos corruptos por outra’,
disse o jornal. O diário conclui que a tensão no território
palestino ‘talvez seja o começo do fim’ de Yasser Arafat.
Dezoito pessoas ficaram feridas em choques entre militantes e membros da equipe
de segurança num fim de semana. E Arafat ainda enfrentou outra crise
depois de se recusar a aceitar a renúncia do primeiro-ministro Ahmed
Korei, que se demitiu em meio a desentendimentos sobre o controle da segurança.
Retirada
de Gaza
A proposta do governo israelense de retirar as suas tropas
e seus assentamentos da Faixa de Gaza – algo que pode ocorrer até 2005 – e o
surgimento de novas forças políticas estão ajudando a
intensificar novas e antigas rivalidades entre palestinos.
A perspectiva da saída israelense da região, acendeu a luta dos
movimentos para determinar como será o controle dessa área pelos
palestinos. O mais recente confronto entre eles é reflexo dessa disputa
e da complexa rede de relações da política palestina e
das lutas pelo poder entre Arafat, o primeiro-ministro Ahmed Korei, altos integrantes
da Autoridade Palestina e organizações terroristas islâmicas.
Parte da revolta está, inclusive, emergindo de dentro da Fatah, o grupo
de terror liderado pelo próprio Arafat.
BBC
muda tom e critica Autoridade Palestina
Quem está acostumado a ler, ouvir, ou assistir a BBC (tanto a Internacional,
quanto a do Brasil), sabe que a rede nunca teve opinião muito favorável
a Israel. Tanto isto é verdade, que até bem pouco tempo atrás
a BBC foi banida das coletivas de imprensa do governo israelense. Mas surpreendentemente
durante um programa "De Olho No Mundo", da BBC, transmitido pela
Rádio Eldorado, o representante palestino entrevistado ao vivo foi encurralado
com perguntas sobre a corrupção e o caos reinante na ANP, e desta
vez a "ocupação" não serviu nem como desculpa,
nem como resposta.
Marcos
Losekann e a cobertura imparcial
Quando um veículo acerta e procura caminhar em direção
da imparcialidade e do bom jornalismo, deve-se comentar o fato. Este é o
caso da Globo, ao enviar o correspondente internacional Marcos Losekann para
o Oriente Médio. Perfeição não existe, mas o competente
profissional em pouco tempo conseguiu mudar para melhor a cobertura do conflito árabe-israelense
daquela emissora do nosso país.
Novo
selo postal de Israel
Como faz todo os anos às vésperas das celebrações
do Ano Novo Judaico, o Serviço Filatélico de Israel vai emitir
dia 31 de agosto um selo postal alusivo. A peça constituirá mais
um da série Moadim Le Simcha (Felizes Festas) para o Novo Ano 5765.
O valor facial será de 2.70 shekalim e mostrará um pão
assado. Na banda (tab) alusiva, foi impressa parte da oração
de agradecimento por nosso pão de cada dia: "... HaMotzi lechem
min Haharetz..."
Vôo
charter entre Tel Aviv e RJ
O governo de Israel autorizou o estabelecimento de vôo charter entre
Tel Aviv e Rio de Janeiro. A concretização ainda depende do interesse
das empresas privadas que fixarão a freqüência dos vôos
a partir da procura dos passageiros. A idéia de encurtar a viagem do
Brasil a Israel, que hoje é feita com escala e troca de avião
em cidades européias, foi lançada pela governadora Rosinha Matheus
durante sua visita a Israel, em fevereiro. O novo vôo facilitaria a vida
de turistas e peregrinos que costumam visitar Israel e executivos em viagens
de negócios. Segundo o Ministério do Turismo israelense, 30 mil
passageiros viajam entre os dois países anualmente.
A votação na Assembléia Geral
A Assembléia Geral da ONU aprovou por 150 a 6 e 10 abstenções
uma resolução sobre a opinião consultiva da Corte Internacional
de Haia, que havia determinado que a cerca de segurança de Israel não é legal.
A resolução foi apresentada pela Jordânia e votaram com
Israel, Estados Unidos, Austrália, Micronésia, Ilhas Marshall
e Tuvalu. As abstenções: Canadá, Uruguai, Camarões,
Uganda, Vanuatu, El Salvador, Tonga, Papua Nova Guiné, Nauru e Ilhas
Salomão. A União Européia diz que apoiou a resolução
porque a mesma também inclui um chamamento aos palestinos para combater
o terrorismo e reafirma o direito de Israel à defesa própria
ou a autodefesa.
Tentativa para impedir resolução contra anti-semitismo
Países árabes estão tentando evitar que seja aprovada
na Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro, uma
resolução condenando o anti-semitismo. Os árabes também
criticaram um seminário sobre o anti-semitismo realizado em junho e
organizado pelo secretário-geral, Kofi Annan. O observador palestino
na ONU, Nasser al-Kidwe, condenou fortemente Annan, por este ter demonstrado
orgulho em anular a resolução de 1975, que igualou sionismo e
racismo.
União
Européia investiga fraudes na AP
A União Européia (UE) investiga a extensão do desvio para
atividades terroristas dos fundos fornecidos pelo bloco à Autoridade
Palestina. Uma equipe da UE pediu recentemente a Israel permissão para
interrogar em suas prisões membros do movimento Fatah, de Arafat. Colocar
sob foco internacional as provas cabais das ligações de Arafat
com o terrorismo é o que mais querem os israelenses que há muito
já sabem das práticas sinistras do líder palestino.
Saddam não terá advogado judeu, diz sua filha
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein poderá contratar um advogado norte-americano,
mas ‘somente se ele não for judeu’, disse sua filha Raghdad
a um jornalista israelense. A única coisa que ela quer é que
o pai tenha um julgamento justo. Raghdad se queixou dos valores exorbitantes
pedidos pelos advogados de Saddam e pensou em contratar um advogado nos EUA.
Após ter ouvido uma lista de nomes, ela disse: ‘Excelente, mas
ele é judeu. Você deve entender que meu pai jamais permitiria
isso. Não julgo as pessoas, mas não posso trabalhar com judeus’.
Tel
Aviv é patrimônio mundial da humanidade
Tel Aviv foi reconhecida pela Unesco como ‘patrimônio da humanidade’.
Precedida por Brasília, é a segunda cidade moderna a ter tal
qualificação. O fato veio como uma inesperada surpresa: não
só porque os israelenses não depositam confiança na ONU,
mas também porque a cidade nunca se deu ao trabalho de uma auto-avaliação.
Trata-se do excepcional acervo da arquitetura dos anos 30, um dos mais significativos
existentes. Praticamente toda a cidade daquela época, razoavelmente
preservada, é hoje um documento vivo da Bauhaus, do Movimento Moderno
ou ‘Estilo Internacional’. O núcleo dos anos 30, com sua
escala humana e suas arquiteturas claras, despretensiosas e únicas,
agora protegido por um pacto de preservação, permanece como um
marco orientador para políticos, arquitetos e urbanistas. Através
de Visão Judaica e de seu colaborador, o arquiteto Vittorio Corinaldi,
em julho, os leitores tomaram conhecimento antecipado disso.
Cidades
irmãs
A prefeita Marta Suplicy assinou lei, em 16 de julho,
declarando como cidades-irmãs
Tel Aviv e São Paulo. O projeto foi da autoria do vereador Gilberto
Natalini (PSDB). A lei serve como base para a realização de acordos
e programas de intercâmbio social, cultural e econômico, em especial
os relativos à organização, administração
e gestão urbana; para convênios nos campos da ciência, tecnologia,
turismo e desenvolvimento; para a facilitação dos contatos entre
empresas ou instituições e o incremento do intercâmbio
estudantil entre as escolas municipais.
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Edição
N° 26 - Julho de 2004 |
Terror
em declínio, motivação em alta
Segundo o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz,
a capacidade de ação
dos terroristas palestinos contra Israel foi reduzida, na medida em que foram
desarticulados e a cerca é construída. Isto levou a uma drástica
diminuição no número de atentados, que em relação
ao mesmo período de 2003, registraram uma queda de 90%. No entanto,
a pressão continuará, pois a motivação destes grupos
permanece em alta. Mofaz revelou que as forças de segurança apreenderam
58 potenciais suicidas-bomba, com os rigorosos procedimentos de fiscalização,
especialmente nos portões de passagem entre a Cisjordânia e Israel.
Morto
o líder da Al Aqsa
Numa ofensiva na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, no final
de junho, o exército israelense conseguiu pôr as mãos no
dirigente máximo das Brigadas de Al Aqsa na Cisjordânia. Nayef
Abu Charekh, o líder da Al Aqsa, o mais procurado dos terroristas, foi
surpreendido durante a revista de uma casa na Cashba, a parte histórica
da cidade de Nablus, junto com seis companheiros. As Brigadas dos Mártires
de Al Aqsa são a milícia armada da Al Fatah, a maior das organizações
palestinas, fundada por Yasser Arafat. Ao lado do Hamas e da Jihad Islâmica,
dois grupos de inspiração religiosa, tem realizado atos de terror
contra israelenses. O Hamas tem suas bases principais na faixa de Gaza, enquanto
as Brigadas atuam principalmente na Cisjordânia.
Ray
Charles apoiava Israel
O grande e inesquecível cantor e pianista Ray Charles, recentemente
falecido em sua residência em Beverly Hills, Estados Unidos, aos 73 anos
de idade, declarou certa vez: Israel é uma das poucas coisas que gosto
de apoiar. Os negros e os judeus estão ligados por uma história
comum de perseguições.
Economia
otimista
Não se trata de tirar conclusões apressadas, mas depois de um
bom tempo, os dados econômicos de Israel estão mostrando uma melhora
sensível em sua situação econômica. O maior destaque
de todos é que durante o primeiro quadrimestre de 2004 houve um crescimento
de 5,5%, bem acima das estimativas mais otimistas. As exportações
no mesmo período aumentaram em 49,5%. E o que também resulta
em outro dado alentador é que a quantidade de turistas chegados a Israel
aumentou em 88% em comparação com o ano anterior. O ministro
da Economia, Bibi Netanyahu, assegura que o país vai por um "bom
caminho"...
França:
destruído mural de crianças judias
Vândalos profanaram um mural pintado por crianças judias durante
a Segunda Guerra Mundial em um campo de trânsito no o sul da França
onde foram mantidas prisioneiras antes de serem deportadas para a Alemanha.
A profanação, segundo informou um historiador à polícia, é mais
uma na estatística crescente dos delitos anti-semitas na França,
onde vive a maior comunidade judaica da Europa, de cerca de 600 mil pessoas.
O mural, de uma cena no campo, foi encontrado quase totalmente destruído.
O ministro do Interior Dominique de Villepin condenou o ataque e pediu ao prefeito
local que encontre os responsáveis.
Base
de dados sobre vítimas da Shoá
“ A iniciativa consiste em obter uma espécie de panorama integral
do que foi a comunidade judaica durante a Shoá e, na medida do possível
averiguar para o registro da História o nome de cada vítima”,
disse Bobby Brown, diretor do Escritório de Israel do Congresso Judaico
Mundial. A propósito, o Governo da Hungria pôs em marcha um projeto
baseado em arquivos similares sobre as vítimas judaicas alemãs
e italianas, criados através dos esforços do Congresso Judaico
Mundial e do Instituto de Recordação do Holocausto Yad Vashem,
de Israel. O projeto húngaro pretende entregar ao Yad Vashem o arquivo
de 55 milhões de documentos, e facilitar a colaboração de
especialistas do Museu e Centro de Documentação de Budapeste. Quando
o empreendimento estiver completo, os nomes das vítimas judaicas na Hungria
se somarão aos do Salão dos Nomes no Yad Vashem.
Arafat
agora aceita Israel
O jornal Haaretz publicou entrevista na qual Yasser Arafat
afirma "definitivamente" entender
que Israel deve preservar seu caráter como Estado Judeu. Esta foi a
primeira vez que Arafat disse reconhecer o caráter judeu do Estado.
Na entrevista o presidente da Autoridade Nacional Palestina abordou também
o problema dos refugiados palestinos, baseada na Resolução 194
da Assembléia Geral da ONU. Mas ele não quis dizer quantos refugiados
ele insistiria que Israel absorvesse como uma condição para qualquer
acordo de paz. Amos Malka, antigo chefe da Inteligência Militar de Israel,
disse também ao Haaretz que Arafat estaria disposto a aceitar um compromisso
de retorno de apenas 20 a 30 mil refugiados para Israel.
Arafat
II
Com relação a fronteiras, Arafat essencialmente confirmou as
colocações de Malka - que ele poderia assinar um acordo sob o
qual Israel iria se retirar de 97 a 98% da Cisjordânia e que desse aos
palestinos territórios equivalentes em tamanho e qualidade aos 2 ou
3% que ficariam com Israel. Ele concorda que Israel iria manter a soberania
sobre o Muro das Lamentações e o Quarteirão Judeu da Cidade
Velha de Jerusalém, e os israelenses ganhariam liberdade de acesso aos
lugares sagrados sob controle palestino.
Homenagem
do Amazonas a Israel
Em Manaus, a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas realizou uma
sessão solene, por moção do deputado estadual Wanderley
Dallas, para homenagear o 56° aniversário da Independência
do Estado de Israel. Além do deputado Dallas, integraram a mesa de honra
da sessão o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Gazit; a governadora
em exercício, desembargadora Marinildes Lima de Mendonça; o presidente
em exercício do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador
Hossana Silva; o deputado federal Reinaldo Santos e Silva; o presidente da
Assembléia Legislativa, Lino Chixaro; o vereador Isaac Tayah, representando
a Câmara Municipal de Manaus; o presidente do Ciam (Comitê Israelita
do Amazonas), Celso Assayag; e o primeiro-secretário da Confederação
Israelita do Brasil (Conib), Flávio Unikowsky.
Fizeram uso da palavra na ocasião o deputado Dallas, o embaixador Gazit
e Assayag. A desembargadora Marinildes Lima de Mendonça fez a entrega
de uma placa comemorativa.
Annan
vê "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações
Unidas), Kofi Annan, afirmou que há um "ressurgimento alarmante" do
anti-semitismo em todo o mundo. "Quando procuramos justiça para
os palestinos, devemos repudiar qualquer um que tente usar a causa para incitar
o ódio contra os judeus, em Israel ou em qualquer outro lugar",
afirmou Annan durante a inauguração da primeira conferência
da ONU dedicada totalmente à discussão do anti-semitismo. Annan
disse que é difícil acreditar que 60 anos depois do Holocausto
o anti-semitismo estivesse "levantando sua cabeça".
Annan
II
" Mas é evidente que assistimos ao ressurgimento alarmante desse
fenômeno sob novas formas e novas manifestações", declarou. "Desta
vez, o mundo não pode e não deve ficar em silêncio”.
Annan pediu que os membros da ONU adotem uma resolução para combater
o anti-semitismo, parecida com uma aprovada em abril pela Organização
para a Segurança e a Cooperação na Europa. "Temas
políticos incluindo aqueles em Israel e em qualquer lugar no Oriente
Médio nunca justificam o anti-semitismo." Annan também disse
que a Comissão de Direitos Humanos, com base em Genebra (Suíça),
deveria estudar o anti-semitismo com a mesma preocupação dada
ao racismo contra muçulmanos em várias partes do mundo. "Os
judeus não devem receber o mesmo grau de preocupação e
proteção?" Questionou Annan, cujo discurso foi várias
vezes interrompido por aplausos da platéia, que incluía diversos
líderes judeus americanos e representantes de outras religiões.
Rossi
no Muro das Lamentações
O padre Marcelo Rossi esteve em Israel filmando cenas
de seu próximo
filme "Amigos de fé".
O grupo de 12 brasileiros inclui dois jornalistas e a viagem a Israel teve
apoio operacional da Federação Israelita do Estado do Rio de
Janeiro — Fierj (via Varig e El-Al). Em Jerusalém, Marcelo Rossi
visitou o Muro das Lamentações.
Museu
da Shoá, na casa de Musssolini
Roma terá um Museu da Shoá em um local emblemático: Villa
Torlonia, onde viveu o ditador fascista Benito Mussolini. A cidade foi ocupada
pelos alemães em 8 de setembro de 1943 e em 16 de outubro foram deportadas
quase 1.100 pessoas do gueto ao campo de concentração de Auschwitz,
na Polônia, dos quais retornaram apenas 16. Entre as muitas matanças
efetuadas pelos nazistas em todo o território italiano se destaca a
das Fossas Ardeatinas, em Roma, onde em 24 de março de 1944, 332 pessoas
foram mortas com tiros na nuca, entre eles um rapaz de 16 anos, além
de 70 judeus que estavam para ser deportados. O ato foi uma represália
a um atentado da Resistência na capital no dia anterior, que matou 33
soldados alemães. Hitler ordenou que fossem mortos 10 italianos para
cada alemão. Dois foram assassinados apenas por terem presenciado o
fato.
Ataque
de foguetes contra Sderot
Na manhã de 28 de junho terroristas mais uma vez
atacaram Sderot, uma cidade ao sul de Israel.
Um dos foguetes explodiu perto de um Jardim de Infância. Duas pessoas
morreram; uma delas um menino de 4 anos, a caminho da escola. Sua mãe
ficou muito ferida e dez outras pessoas foram feridas também. Os terroristas
disparam contra comunidades Israelenses quase todos os dias. As organizações
terroristas estão tentando tornar a Faixa de Gaza uma base a partir
da qual eles poderão disparar contra centros de população
bem no interior de Israel, matando e aterrorizando as pessoas. O terrorismo
em forma de lançamento de foguetes, como qualquer outro tipo de terrorismo,
faz parte dos esforços de sabotar qualquer iniciativa política
de acalmar a região. Enquanto a Autoridade Palestina falha em cumprir
suas obrigações dentro do Mapa do Caminho para desmantelar a
infra-estrutura terrorista, Israel continuará a cumprir sua obrigação
de proteger seus cidadãos, lutando contra o terrorismo.
Vaticano
vê anti-sionismo como anti-semitismo
Líderes do Vaticano assinaram um comunicado expressando ‘total
rejeição ao anti-semitismo em todas as suas formas, incluindo
o anti-sionismo como a mais recente manifestação do anti-semitismo’.
O texto foi emitido ao final do 18º Encontro Judaico-Católico,
realizado na semana passada em Buenos Aires. Líderes católicos
e judeus decidiram também juntar esforços para trabalhar pela
justiça e pela beneficência. ‘Viemos à América
Latina e conseguimos uma mudança profunda. O governo e a Igreja Católica,
as duas instituições mais importantes da região, estão
nos apoiando’, disse o vice-presidente do Congresso Judaico Mundial,
Elan Steinberg. Líderes da B’nai B’rith Internacional, latino-americana
e local, participaram do evento.
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Edição N° 25
- Junho de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Descoberta
rede de falsas ambulâncias
Na noite de 28 de maio a polícia israelense descobriu mais duas falsas
ambulâncias, suspeitando que se trata de uma rede usada pela Autoridade
Palestina para levar pessoas disfarçadas para Israel, inclusive terroristas.
Foram encontradas no povoado de Azarie, a leste de Jerusalém, onde seria
a sede da rede. Segundo revelações da polícia, as falsas
ambulâncias foram usadas para transportar 17 terroristas para Israel,
incluindo membros das forças de Arafat. Os ‘pacientes’ usavam
máscaras de oxigênio e outros dispositivos médicos para
mostrar que necessitavam de atendimento urgente. Os motoristas tinham licenças
médicas e documentação falsa dos automóveis.
Ambulância
da ONU carrega armas
A agência de notícias Reuters disponibilizou um vídeo mostrando
a utilização de uma ambulância da ONU por homens armados,
em fuga. As imagens foram feitas em maio no distrito Zeitoun, em Gaza. A Autoridade
Palestina nega as acusações, mas representantes da Reuters informam
que na manhã do dia 8 de maio, editaram o filme em seu escritório
em Jerusalém, escolhendo apenas algumas cenas, sem no entanto alterá-las.
O material está circulando na internet e pode ser visto em: http://e.tln0.com/ame/archives/reuters_UN_amblulances_11_may_04.wmv
Condenar
uso indevido de ambulâncias
A Organização Sionista da América do Norte (ZOA) conclamou
entidades da área da saúde, como a Associação Médica
Americana e Médicos pelos Direitos Humanos a se manifestarem contra
o uso de ambulâncias para acobertar atividades terroristas. O ministro
da Defesa de Israel Shaul Mofaz revelou ao jornal Ma'ariv que depois da morte
dos 11 soldados israelenses em Gaza, os terroristas espalharam algumas das
partes dos corpos dilacerados na área em que operam as ambulâncias
da Unrwa – organismo da ONU para os refugiados, pedindo ao secretário
geral da ONU que se manifestasse a respeito. O Canal 10 da TV israelense mostrou
o uso das ambulâncias da Unrwa por terroristas palestinos armados, que
também pode ser visto em www1.idf.il/DOVER/site/mainpage.asp?sl=EN&id=7&docid=31540.EN
Ronaldinho
Gaúcho e Israel
OneFamilyFund, um fundo em Israel que ajuda financeiramente,
legalmente e emocionalmente as vítimas do terror palestino, recebeu uma ajuda especial do jogador
de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que joga no Barcelona. Ele
mostrou que tem bom coração. Através de um comentarista
esportivo em Barcelona, e um amigo que ajuda o OneFamilyFund, Ronaldinho decidiu
autografar bolas de futebol e mandá-las para Israel, para serem dadas
a crianças vítimas do terror. Mas não eram simples autógrafos.
Ronaldinho dedicou cada bola a uma determinada criança, com uma mensagem
desejando uma pronta recuperação a cada uma individualmente.
Aumenta
o anti-semitismo na França
Mesmo que as autoridades neguem, o Ministério do Interior francês
divulgou um relatório que aponta 67 atos de violência contra judeus
no primeiro trimestre de 2004 contra 42 no mesmo período de 2003. E
no dia 2 de maio, dois dias após o ataque contra 127 túmulos
do cemitério judaico, também o cemitério católico
romano da vila de Niederhaslach teve 20 túmulos pichados com suásticas.
Mas a polícia francesa não vê ligação entre
os dois incidentes.
Ataques
também no Canadá
Várias pedras tumulares do cemitério judaico mais antigo do Canadá,
em Montreal, foram pichadas com suásticas e a palavra "Hitler".
Alvo de vários ataques semelhantes no início dos anos 1990, o
cemitério vinha sendo mantido sem incidentes nos últimos anos.
Em março, dezenas de pedras tumulares foram derrubadas no cemitério
judaico de Toronto, além de várias casas de judeus e uma sinagoga
terem sido pichadas com suásticas e slogans. Cinco pessoas foram presas
no ataque em Montreal e a polícia também prendeu quatro homens
e uma mulher acusados pelo ataque com coquetel molotov contra a escola United
Talmud Torah no dia 5 de abril. Em Edmonton, ainda no Canadá, a polícia
fechou o site do Western Canada for Us, que estava recrutando membros, promovendo
supremacia racial branca e propaganda nazista.
Tadjiquistão
quer demolir sinagoga
A única sinagoga de Dushanbe, capital do Tadjiquistão, com mais
de 100 anos de existência e centro da comunidade local de apenas 500
judeus recebeu uma notificação da prefeitura de que será demolida
como parte da reurbanização do centro velho da cidade. Em seu
local será
construído um palácio.
EUA
e Polônia preservarão locais judaicos
Os dois países assinaram um acordo de cooperação para
a preservação de locais culturais judaicos e cemitérios
remanescentes da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.
Richard Armitage, secretário de Estado norte-americano em exercício,
disse que o pacto demonstra que a Polônia é "um parceiro,
um amigo e um aliado em todas as coisas". Ele declarou que esse foi um
passo importante na preservação da herança cultural ancestral
dos judeus que foram assassinados ou que fugiram da Polônia durante o
regime nazista e se tornaram cidadãos americanos.
Hezbollah
teria achado túmulo de Ron Arad
O Hezbollah afirmou ter encontrado o túmulo do aviador desaparecido
Ron Arad, no Vale de Bekaa, no Líbano, e aguarda confirmação
de que um fragmento de osso enviado a Israel na semana passada seja realmente
de Arad, segundo revelou Al-Sharq al-Awsat, um dos mais conhecidos jornais árabes.
Mísseis
da Síria com maior alcance
Fontes diplomáticas ocidentais disseram que Pequim enviou diversas delegações
de técnicos para a Síria desde o final de 2003, com a finalidade
de acelerar o programa de aumento de alcance dos mísseis Scud sírios.
A ajuda chinesa parece estar substituindo os norte-
coreanos, que desenvolveram os Scuds C e D para a Síria.
Ataque
suicida impedido
Murad Utman Muhamed Fadel, 19 anos, residente no campo
de refugiados de Balata e Muhamed Abdulla Abid, de 18
anos, residente no campo de refugiados de Askar,
foram presos num chekpoint do Exército de Israel, em 11 de maio, num
táxi, com cinturões contendo 20 kg de explosivos. Os dois tentavam
atravessar para Israel em Hawara, mas a segurança estava reforçada.
Ambos confessaram que seu alvo seria o primeiro restaurante ou supermercado
que encontrassem em Israel. Também disseram ter sido financiados e orientados
por terroristas do Hezbollah, do Líbano.
Agitação sobre o Oriente Médio no Rio
O radicalismo de esquerda no Rio de Janeiro promoveu um coquetel na sede
da CUT-RJ para o lançamento de "A Questão Palestina — da
Diáspora ao Mapa do Caminho" de Emílio Genanari. O autor é o
tradutor de "Comandante Marcos" e textos zapatistas mexicanos para
o português e agora envereda em defesa do fundamentalismo teocrático
islâmico e sua massa de manobra palestina. O Comitê de Solidariedade
ao Povo Palestino, composto por diversos movimentos da esquerda fluminense
(partidos políticos ou não, como o MST e o PCML) assinou o evento.
Novo órgão
combate a discriminação
Foi lançado oficialmente o site De Olho na Mídia (www.deolhonamidia.org.br).
Esta nova fonte de informação tem como meta garantir uma cobertura
imparcial, justa e verdadeira sobre a posição e situação
do Estado de Israel no conflito do Oriente Médio, bem como da comunidade
judaica em geral. Também combate o antijudaísmo, o anti-sionismo
e a ignorância com argumentos sólidos e esclarecimentos, através
de uma visão realista do Judaísmo e do Estado de Israel. De Olho
na Mídia acompanhará os órgãos da mídia
brasileira, identificando manifestações tendenciosas de cunho
anti-semita e preparando respostas explicativas que defendam a isenção
e a imparcialidade na cobertura de notícias relativas ao Estado de Israel
e do povo judeu.
Sharon inocentado e Gaza sem judeus
Como adiantáramos na edição de maio de Visão Judaica,
o primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon e agora também seu filho,
foram totalmente inocentados pela promotoria de qualquer acusação
de corrupção. Sharon, que anunciou estar determinado a implementar
a retirada dos colonos judeus de Gaza até o final de 2005, apesar da
oposição de alguns de seus ministros, poderá agora voltar
a ter maioria no Knesset (Parlamento) com o apoio dos trabalhistas.
Kerry
diz que não negociará com Arafat
O candidato democrata à presidência dos EUA, senador John Kerry
disse que ele não negociaria com o presidente da Autoridade Palestina,
Yasser Arafat. Segundo publicado no jornal norte-americano USA Today. Ele reiterou
a posição do presidente Bush de que Israel tem pleno direito
de erguer uma cerca de defesa e afirmou o seu apoio à negativa de Israel
negociar com Arafat.
Yael
Dayan no Brasil
A vice-prefeita de Tel Aviv e militante pacifista Yael
Dayan, filha do general Moshe Dayan z”l, herói da Guerra dos Seis Dias, em 1967, esteve
no Brasil para participar da 3ª Feira e Congresso Internacional das Cidades
(Urbes), no Teatro da PUC, em São Paulo, onde deu uma palestra sobre
o tema palestino-israelense, dia 17/6, denominada Dois Estados para Dois Povos,
que contou, inclusive, com a presença do embaixador da Autoridade Palestina
no Brasil, Musa Odeh. Participante do Movimento Paz Agora ela defende a retirada
de Israel para as fronteiras anteriores a 1967 e é crítica do
governo do premiê Ariel Sharon. Ela integrava o Partido Trabalhista,
mas ingressou no recém-criado Yahad, partido social-democrata que atualmente
tem seis deputados no Knesset.
Judeus
condenam ataque a cemitério muçulmano
O Centro Simon Wiesenthal condenou veementemente a profanação
de um cemitério muçulmano em Strasburgo, França. Numa
declaração divulgada em Paris os dirigentes da entidade afirmam
que “aqueles que não respeitam a morte, nunca aprenderão
como viver em paz e em respeito com os vivos. Esperamos que os responsáveis
por este crime sejam rapidamente levados à justiça”. A
B’nai B’rith Internacional também se manifestou contra o
ataque ao cemitério muçulmano, onde mais de 50 túmulos
foram profanados, com inscrições de ‘HH’ (Heil Hitler),
frases ameaçadoras aos líderes árabes da região. |
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Edição N° 24
- Maio de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Juiz árabe-israelense
na Corte Suprema
O Ministério da Justiça de Israel anunciou a designação
do primeiro magistrado árabe israelense na corte suprema. Salim Jubran,
de 57 anos, é um dos quatro novos juízes nomeados para a alta
magistratura. Árabe cristão da cidade de Haifa, já atuou
por ano como temporário na Corte. Vivem em Israel cerca 1,3 milhão
de árabes israelenses, ou seja, 20% da população. Eles
têm direito a voto e ser votados, recebem serviços sociais e quaisquer
outros benefícios iguais aos cidadãos israelenses.
Argentina
nega legalização a partido nazista
Foi recusada a legalização do partido nazista na Argentina. Assim,
não receberá subsídios e nem poderá participar
de eleições. O juiz Rodolfo Canicota Corral, emitiu sentença
não reconhecendo o Partido Nuevo Triunfo (PNT) como instituição
jurídico-política. A organização é liderada
pelo autodenominado führer Alejandro Biondini. Também foi proibido
o uso da suástica. A tentativa de legalizar o partido na Argentina já dura
quase 15 anos. O PNT tentou burlar a justiça apresentando um programa
fictício para obter a legalização, mas a fraude foi descoberta
e o juiz declarou que a identificação do grupo com o regime instaurado
por Hitler é bastante nítida, pois remete a um regime genocida
e antidemocrático que de modo algum é compatível com a
Constituição argentina.
Posição de Bush
Em seguida ao retorno do primeiro-ministro Ariel Sharon, de Washington,
onde recebeu do presidente George W. Bush palavras de reforço ao plano de
retirada das colônias israelenses de Gaza — recusado mais tarde
em votação pelos membros filiados ao partido Likud —, o
primeiro-ministro palestino Ahmed Korei enviou carta a Bush pedindo a ele que
reconsidere o apoio dado a Israel, principalmente na manutenção
de colônias judaicas na Cisjordânia. A propósito, o presidente
americano disse que "o mundo deve um muito obrigado a Sharon" pelo
plano dele para Gaza e Cisjordânia. E acusou a liderança palestina
de ter "falhado, ano apôs ano" ao não evitar ataques
terroristas contra Israel.
Kerry
e israelenses
O candidato democrata à presidência dos EUA criticou os laços
com a Arábia Saudita, a quem acusa de financiar terror. Foi o que bastou
para que a imprensa árabe dissesse que ele estava cortejando o voto
judaico norte-americano. Mas John Kerry defendeu firme apoio à relação
especial entre os EUA e Israel. “Todos os presidentes do último
século fizeram um trabalho de política externa melhor do que
o atual", disse ele, criticando Bush por manter os laços de amizade
com a Arábia Saudita.
Outra
votação
Logo após a consulta ao Likud, na qual sofreu derrota, Sharon ainda
foi submetido à votação de uma moção de
desconfiança no Parlamento (o Knesset), apresentada pelos partidos de
esquerda e árabes israelenses, acusando o governo de "fracasso
socioeconômico e diplomático". Sharon venceu fácil
por 62 a 46, numa mostra de que mantém o apoio da grande maioria em
sua coalizão, que possui 68 deputados. Sharon anunciou mudanças
em seu plano de desocupação, mas não disse quais mudanças
eram elas. "Não há dúvida de que o desengajamento é inevitável
e não poderá ser interrompido", disse o vice-primeiro-ministro
Ehud Olmert à Rádio Israel. "No fim, será feito,
porque a alternativa é mais assassinato, terrorismo e ataques, sem que
nós tenhamos nenhuma resposta sábia para o que 7.500 judeus estão
fazendo entre 1,2 milhão de palestinos."
Não
há provas
Se por um lado Ariel Sharon sofreu um revés com a maioria do Likud se
posicionando contra seu plano de desocupação de Gaza, por outro,
ele obteve uma vitória. A Procuradoria-geral de Israel concluiu não
haver provas suficientes para iniciar um processo por corrupção
contra o primeiro-ministro, informou a TV estatal israelense. O procurador-geral
Menahem Mazuz vinha investigando o papel do chefe do governo israelense no
que seria um escândalo de fraude conhecido no país como "o
caso da ilha grega". Mazuz queria saber até onde a posição
política de Sharon influiu em supostos favores obtidos pela família
dele de um empresário. Contudo, pelo que foi levantado, não há provas
contra o primeiro-ministro. As acusações foram feitas por adversários.
Árabes
contra nome de Herzl
A Liga Árabe protestou no início deste mês contra o projeto
da Prefeitura de Viena dar o nome de Theodor Herzl, pai do sionismo, a uma
das praças da cidade, no transcurso do centenário da morte dele,
que ocorre em 3 de julho. "Os vereadores de Viena devem reconsiderar a
decisão a fim de manter boas relações com o mundo árabe",
disse a Liga Árabe. As autoridades austríacas, entretanto, reagiram
destacando que a "queixa muçulmana" chegou tarde demais. Os
vereadores já estavam votando a iniciativa quando o pedido de rejeição árabe
foi recebido.
Formação
de líderes etíopes
Cinqüenta e um estudantes de origem etíope completaram seu primeiro
ano de estudo em Leis e Administração de Empresas na carreira
acadêmica em Kiriat Ono, Israel. O objetivo do programa experimental é estimular
os emigrantes da Etiópia a seguirem com estudos universitários,
na esperança de que os graduados venham a se tornar líderes da
comunidade etíope no futuro, servindo de exemplo aos demais jovens e
que se envolvam na atuação social em prol de sua comunidade.
Cemitério
judaico atacado na França
O governo francês disse que vai encontrar e punir os vândalos que
profanaram o cemitério judaico da cidade de Colmar, onde 127 túmulos
foram pichados com suásticas e inscrições com a data de
30/4, dia em que Hitler teria se suicidado. Em alguns túmulos foram
pichados "Adolf" e "Hitler" e na entrada do cemitério,
numa placa com uma oração, pintaram "Fora Judeus" em
alemão.
Annan
a Arafat: dê uma chance à paz
O secretário-geral da ONU Kofi Annan exortou o líder palestino
Yasser Arafat a dar uma chance ao plano israelense de retirada de Gaza, afirmando
que os palestinos deveriam conter a violência e ajudar nos esforços
de paz na região. Annan também criticou Arafat por não
cumprir obrigações estipuladas por um plano de paz apoiado pelos
EUA, incluindo reformas de segurança e o fim dos ataques suicidas. Segundo
ele, Israel tem que conduzir sua parte no plano, desmontar assentamentos judaicos
e congelar a construção de outros. Mas o lado palestino também
tem obrigações que não são cumpridas, reclamou,
acrescentando: "a Autoridade Palestina deveria começar imediatamente
a tomar medidas efetivas para conter o terrorismo e a violência."
Mais
10 na Comunidade Européia
A entrada de mais 10 nações sob a legislação da
União Européia, obriga-as a adotarem as leis de combate ao racismo
e ao anti-semitismo comuns a todos os membros. Com isso, revisionistas do Holocausto
e neonazistas abrigados em vários destes países vão poder
ser processados.
Inaugurado
centro judaico em Berlim
O rabino Yudi Tiechtel, representante do Chabad-Lubavitch
em Berlim, oficiou a cerimônia de colocação da mezuzá no batente da
porta do Shlomo Elbaum Jewish Educational Center, o primeiro aberto na capital
alemã desde a Segunda Guerra Mundial. O ex-prefeito de Nova Iorque,
Ed Koch participou da inauguração.
Crowe
ajuda escola de Montreal
O premiado ator Russel Crowe (Gladiador e Uma mente brilhante,
entre outros), que está filmando no Canadá, afirmou ter ficado muito chocado
com o ataque por coquetel molotov, que destruiu a biblioteca da escola United
Talmud Torah e garantiu ajuda financeira para que a biblioteca seja reconstituída
e reaberta em agosto.
A
linha que não pode ser cruzada
Na conferência com representantes de 55 países realizada em Berlim,
o combate ao anti-semitismo foi um dos grandes temas em discussão. Criticar
Israel e sua política é anti-semitismo ou não? Para o
secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, a linha a ser cruzada
para que a crítica se torne racismo é a demonização
dos líderes israelenses e dos judeus, além do uso de símbolos
nazistas para representar Israel. A crítica é democrática,
os meios, nem sempre. Vai haver uma definição formal e um documento.
Com isso, aquela camiseta do PSTU em apoio à Palestina com a gravura
de um palestino com a estrela de David cravada em suas costas formando a sombra
de uma suástica vai ser oficialmente considerada como uma manifestação
anti-semita.
Casa
de Mussolini, Museu do Holocausto
A Shoah Foundation, estabelecida há 10 anos atrás pelo diretor
Steven Spielberg, e a comunidade judaica italiana vão transformar a
Villa Torlonia, antiga residência do ditador fascista Benito Mussolini
num memorial do Holocausto. Embaixo da vila ficam parte dos mais de 7 km de
catacumbas judaicas dos séculos 3 e 4, que preservam pinturas e inscrições
da comunidade judaica da época. Parte das catacumbas foi transformada
num bunker para o ditador durante a Segunda Guerra Mundial.
Arnold
em Israel
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ator de O Exterminador
do Futuro, esteve em Israel na semana passada. Além de se encontrar
com Ariel Sharon, Arnold participou do lançamento da pedra fundamental
do Centro para a Dignidade Humana—Museu da Tolerância, em Jerusalém,
um projeto do Centro Simon Wiesenthal, projetado pelo arquiteto Frank Gehry
e que vai custar cerca de 200 milhões de dólares.
Google
e site anti-semita
Uma mobilização mundial tirou um site anti-semita da primeira
posição na busca do Google. O sistema foi criticado por recusar-se
a tirá-lo de seu banco de dados, dizendo que não podia negar
acesso a usuários porque isso trairia o compromisso de fornecer informações
imparciais, independentemente de quão detestáveis sejam. Mas
o que teve efeito foi a atitude de ativistas judeus, que ao explorarem uma "fraqueza" do
Google rebaixaram o site anti-semita no ranking das buscas do termo "jew".
O site usava a técnica apelidada de "Google bombing", em que
determinado termo é utilizado em várias páginas, remetendo
ao mesmo link, para ser considerado relevante pelos algoritmos do Google e
aparecer em primeiro lugar. Com conhecimento de edição de HTML,
a mesma técnica foi utilizada para o rebaixamento.
Atentado
com vírus da Aids é frustrado
A polícia israelense frustrou vários atentados que os palestinos
preparavam, incluindo uma bomba infectada com o vírus da Aids. Investigações
indicaram que por trás da intenção do atentado estavam
as Brigadas Al Aqsa, organização terrorista do Al-Fatah, ligada
a Arafat. A bomba conteria sangue contaminado com Aids e o objetivo dos militantes
era fazê-la explodir num local muito freqüentado de Israel, provavelmente
em Tel Aviv, para contagiar o maior número possível de israelenses.
Fontes do Ministério da Saúde, disseram que as chances de sucesso
desse intento eram escassas, dado que em um prazo de 72 horas aos infectados
poder-se-ia ministrar medicamentos que anulam os efeitos do vírus.
Atentados
II
A Polícia revelou que no mesmo período foram frustrados outros
atentados preparados para fazê-los coincidir com as festas da Páscoa
judaica. Um deles seria feito por um palestino de 19 anos, Said Salah, que
ia infiltrar-se em Israel a partir do Egito, disfarçado de soldado e
acompanhado de cúmplices, para cometer atentados suicidas. Outro atentado
suicida seria cometido por Tahani Halil, uma jovem casada de 25 anos, do norte
da Cisjordânia, que manteve relações sexuais fora do casamento.
Os terroristas ofereceram a Tahani a possibilidade de escolher entre morrer
como “mártir” ou ser executada por seus familiares. Tahani
foi capturada num controle militar quando se dispunha a entrar em Israel com
uma bomba.
O
retrato da barbárie
Família Hatuel. Era uma família feliz com profundo sentimento
sionista. Foi destruída pelo ódio irracional e covarde. A mãe
e suas quatro filhas foram assassinadas com tiros na cabeça perto de
onde moravam. Os tiros foram disparados por terroristas palestinos que abriram
fogo na estrada que conduz à colônia de Gush Katif, na Faixa de
Gaza, contra o veículo em que viajavam. Morreram Tali Hatuel, de 34
anos e grávida de 8 meses, e suas filhas Hila (11), Hadar (9), Roni
(7) e Mirav (2). Tanto as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, afiliadas à Al-Fatah,
o partido de Arafat, como a Jihad Islâmica e o Hamas reivindicaram a
autoria do crime. A Anistia Internacional divulgou nota condenando veementemente
o brutal assassinato, enquanto uma rádio palestina de Gaza, sem citar
quem eram as vítimas glorificava os carniceiros que foram mortos a seguir
por soldados do Exército israelense.
Macabi campeão da Liga Européia
O Macabi Tel Aviv passou por cima do Skipper Bolonha numa final como nunca
se viu, devido à diferença entre as duas equipes, encerrando
o jogo com 45 pontos de vantagem em relação aos italianos. Foi
o quarto título obtido pelos israelenses na Liga Européia de
basquete.
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Edição N° 23
- Abril de 2004 |
Por:Yossi
Groisseoign
Melhor
que coleção de selos?
Uma exposição de Pessach (Páscoa) no Clube Israelita do
Rio de Janeiro exibiu 63 hagadot (plural de hagadah) diferentes. A mostra de
18 dias, iniciou em 30 de março e durou até 15 de abril, incluía
uma hagadah (livro que relata história da libertação do
povo judeu da escravidão no Egito) no formato de acordeão e escrito
num idioma africano. “A exibição é importante por
fazer as pessoas interessadas estudarem os vários aspectos do Êxodo
e os múltiplos comentários que foram escritos pelos sábios
de todas as gerações,” declarou David Gorodovits. que reuniu
a coleção durante mais de 30 anos. A exibição teve
o apoio do Museu Judaico do Rio de Janeiro Museu judeu e da Federação
Israelita. Medidas
e pesos diferentes
O objetivo declarado do Hamas, um grupo terrorista
radical é destruir
Israel e criar em seu lugar um estado islâmico na região. Teriam
entre 200 e 300 militantes e realizaram mais de 400 ataques causando a morte
de 377 pessoas e ferindo 2.076 civis e soldados. Foram 52 ataques suicidas
que mataram 288 e feriram 1646. Fazem muito barulho e ganham muito espaço
na mídia européia. Seus líderes rejeitam qualquer negociação
de paz e dizem com todas as letras que o objetivo é destruir Israel
e matar os judeus. Israel tem o direito de defender-se e matou o líderes
do grupo, sheik Ahmad Yassin dia 22 de março e Abdel–Aziz Rantissi,
seu sucessor, em 17 de abril. A mídia tem denominado isso de “assassinatos
seletivos”, mas quando morrem civis inocentes em atentados, não
os chama de “assassinatos indiscriminados”. MST
e Hamas
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), o paranaense Roberto Busato, comparou no dia
29/3 as ameaças de invasões de
terras feitas pelo líder do MST João Pedro Stédile, às
promessas de ataque aos Estados Unidos e Israel anunciadas pelo então
novo líder do movimento fundamentalista Hamas, Abdel-Aziz Rantissi (ele
ainda não tinha sido morto). Stédile havia dito que “abril
vai pegar fogo”. “Hoje de manhã liguei a TV e vi o novo
líder do grupo terrorista Hamas dizendo a mesma coisa, que vai transformar
abril em um mês de sangue, em um abril vermelho”, comentou Busato. Voltando
atrás
Bastou o anúncio de que a Inglaterra e os Estados Unidos congelaram
as conta de cinco líderes do Hamas, incluindo o do líder do grupo
em Gaza, Rantissi (antes de sua morte), por envolvimento com o terrorismo para
que este voltasse atrás em sua declaração de que o grupo
pretendia atacar também interesses dos EUA. Os outros quatro que tiveram
contas bloqueadas são Musa Abu Marzouk, Imad Khalil Al-Alami, Usama
Hamdan e Khalid Mishaal. Embaixador
fala de Israel
“ Israel na Política Externa Brasileira” foi tema de palestra
proferida pelo embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira
Lima, em evento promovido pela Câmara Brasil-Israel de Comércio
e Indústria, Rotary Club de São Paulo-Oeste e Rotaract-Oeste. O
embaixador falou para 150 empresários em 16 de março. Moreira Lima
analisou o atual intercâmbio entre o Brasil e Israel, ressaltando as oportunidades
ainda não exploradas pelo empresariado dos dois países.
Mostrou-se otimista com as possibilidades de ampliação da pauta
das exportações do País para Israel. E destacou que, comparando
o resultado da balança comercial de 2002 e 2003 entre as duas nações,
houve um crescimento de 30% nas vendas do Brasil para o mercado israelense
neste último ano. Em janeiro de 2004, em relação ao mesmo
período de 2003, registrou-se um aumento de 70% nas exportações
brasileiras para Israel. O aumento inclui componentes eletrônicos e grãos
como a soja. Rio
recebe missão da Ness
A viagem da governadora do Rio, Rosinha Matheus a Israel,
no inicio de 2004, já reverteu na visita ao Detran de executivos da Ness Technologies,
internacionalmente reconhecida por sua excelência na área de software.
Os israelenses vieram conhecer o sistema integrado de informação
na área de segurança pública relacionado a roubos e furtos
de automóveis. E receberam informações sobre o Registro
Nacional de Veículos Automotores e Registro Nacional de Carteiras de
Habilitação, conhecidos como sistemas seguros. Além da
instituição, a missão da Ness visitou delegacias legais,
a Coordenadoria de Recursos Especiais e o Departamento de Fiscalização
de Armas e Explosivos da Polícia Civil. O Rio de Janeiro receberá,
ainda no primeiro semestre, uma missão da Ormat, empresa israelense
que atua no segmento de energia. O objetivo do grupo é analisar a possibilidade
da usar a tecnologia desenvolvida da companhia em áreas rurais para
populações de baixa renda. Convênio
com Haifa
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ),
através do reitor
Nival de Almeida, e a Universidade de Haifa (Israel), através do reitor
Aharon Ben-Zeev, assinaram um Convênio de Cooperação, cujo
objetivo é estreitar relações de cooperação
técnico-científica e cultural entre as partes, na área
de estudos históricos. O acordo prevê, além do intercâmbio
de docentes e alunos de graduação e pós-graduação,
o desenvolvimento de atividades conjuntas, como cursos, seminários,
pesquisas e publicações. O convênio abre mais um capítulo
na história das relações entre Brasil e Israel, objetivando
consolidar, pela cooperação universitária, a amizade e
a integração entre os dois países. A coordenação
do projeto em Israel está a cargo da professora Graciela Ben-Dror e,
no Brasil, do professor Edgard Leite, do Departamento de História. Formação
de líderes etíopes
Cinqüenta e um estudantes de origem etíope completaram seu primeiro
ano de estudo em Leis e Administração de Empresas na carreira
acadêmica em Kiriat Ono, Israel. O objetivo do programa experimental é estimular
os emigrantes da Etiópia a seguir com estudos universitários,
na esperança de que os graduados venham a se tornar líderes da
comunidade etíope no futuro, servindo de exemplo aos demais jovens e
que se envolvam na atuação social em prol de sua comunidade. Extradição
de suspeitos da fronteira
Foi solicitada pela entidade-mãe da comunidade judaica argentina a captura
e extradição de quatro libaneses de Cidade do Leste, no Paraguai,
suspeitos de serem integrantes do extremismo islâmico na Tríplice
Fronteira, ligados ao atentado que destruiu a Amia em julho de 1994. Conforme
dados da Interpol eles seriam Assad Ahmad Barakat, Farouk Omairi, Ali Khalil
Merhi e Imad Mougnieh, que estariam ligados com a “guerra santa”,
através do Hezbolá, segundo informações de fontes
de segurança do Mercosul. Questão
familiar no NYT
Israel suspendeu a deportação de um palestino que vive ilegalmente
no país, mas tem um filho que serve no exército israelense. A
Alta Corte de Justiça decidiu suspender os procedimentos contra Adel
Hussein, nativo de Tulkarem, pois quando se casou com Stella Peretz, uma judia
israelense eles tiveram um filho, Mohammed Hussein, que atualmente serve no
batalhão beduíno do exército israelense. Hussein pai disse
ao Tribunal que poderia ser morto caso fosse forçado a voltar à Margem
Ocidental. A história da família foi publicada recentemente no
jornal New York Times. Uso
de crianças para atentados
Soldados de Israel frustraram um ataque terrorista
suicida em 16/3, quando um menino palestino de 11 anos
de idade, Abdalah Kouran foi parado porque levava
uma mochila contendo 10 kg de explosivos. Ele recebeu um dólar para
levar a bolsa através do posto de fiscalização e foi justamente
a bolsa que causou suspeita. Membros da Tanzim (que atua em atentados terroristas),
da cidade de Nablus, tiraram proveito da aparência inocente do menino
e sem o conhecimento dele, o usaram para transportar um dispositivo explosivo
pelo posto de fiscalização. Ele iria morrer, pois os explosivos
tinham um detonador acionado por telefone celular quando se aproximasse de
um grupo de judeus. O jovem foi interrogado e libertado a seguir. Crianças
II
Essa atitude execrável de utilizar crianças também causa
sérios danos à população palestina inocente, que
atravessa os postos de fiscalização diariamente e fica cada vez
mais evidente a necessidade de fazer as checagens nos postos de fiscalização.
O frustrado ataque terrorista, mostra o modo pelo qual as organizações
terroristas abusam das crianças palestinas e dos jovens que têm
mais facilidades para passar pelos postos, e sem suspeita em áreas mais
densas. Desde o começo da violência em 2000, 29 ataques suicidas
foram levados a cabo por jovens com menos de 18 de idade. Desde maio de 2001,
22 ataques com disparos de armas e ataques utilizando dispositivos explosivos
foram levados a efeito por garotos com menos de 18 de idade. E desde o começo
de 2001, mais de 40 jovens com idade inferior a 18 anos estiveram envolvidos
em tentativas frustradas de ataques terroristas suicidas a bomba, três
deles durante 2004.
Spielberg contra-ataca
O diretor de cinema Steven Spielberg vai contra-atacar Mel
Gibson por este abastecer o combustível do anti-semitismo no mundo com seu filme sobre
Jesus. Ele fará um filme sobre as Cruzadas. Para converter judeus e
muçulmanos ao cristianismo, cristãos atravessaram a Europa em
direção ao Oriente Médio usando extrema violência
com “os descrentes”. Ao longo do caminho eles estupraram, espancaram,
mutilaram, torturaram e assassinaram centenas de milhares homens, mulheres
e crianças inocentes. Será um filme sobre a brutalidade cristã de
forma realista, gráfica e ensangüentada. Para Spielberg,Gibson
quer acusar os judeus pela morte de uma pessoa que nós não matamos. “Mostrarei
a desumana brutalidade de cristãos, contra pessoas de outras fés,
tema sobre o qual historicamente não há ambigüidade sobre
quem são os culpados”. Outro filme programado por Spielberg é o
que vai abordar as torturas e o assassinato de judeus pela Inquisição
espanhola. Pesquisa
da Super Interessante
Na sexta-feira santa, a Revista Super Interessante
colocou em seu site a seguinte enquete: “Você acha que os judeus devem ser culpados pela morte
de Jesus?”. No domingo de Páscoa,
com mais de 10.500 pessoas que passaram pelo site, o resultado da votação
era: Sim 83,1% e
não 16,9%. A Federação Israelita de São Paulo convenceu
a revista de que as pesquisa não contribui em nada para o bom relacionamento
entre as comunidades cristã e judaica do Brasil, servindo apenas para
alimentar o preconceito. A pesquisa foi retirada do ar dia 14/4. Seleções
e Gibson
Já a edição de abril da revista Seleções
Reader’s Digest, traz entrevista exclusiva com Mel Gibson muito esclarecedora.
Por ela, ficamos sabendo que não é só Hutton, o Gibson
pai, que minimiza o Holocausto. O próprio Mel também. A repórter
Peggy Noonan, a certa altura questiona o ator-diretor sobre as declarações
do pai sobre o tema. Ele desconversa alegando que o pai nunca lhe mentiu, que
lutou na 2ª Guerra Mundial em Guadalcanal contra o fascismo, foi ferido
e ficou doente. A jornalista insiste. Gibson então diz: “tenho
amigos e conheço pais de outros amigos que têm números
marcados no braço” e que teve um professor de espanhol sobrevivente
do Holocausto. Ante a pergunta se o Holocausto aconteceu, respondeu: ”Sim, é claro.
Atrocidades aconteceram. A guerra é uma coisa horrível. A 2ª Guerra
Mundial matou dezenas de milhões de pessoas. Alguns deles eram judeus
em campos de concentração. Na Ucrânia, milhões morreram
de fome entre 1932 e 1933. No século passado 20 milhões de pessoas
foram dizimadas na União Soviética”. Ou seja, para Gibson,
os judeus a morte dos foi uma gota no oceano...
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Edição N° 22 - Março
de 2004 |
| Por:Yossi
Groisseoign
Investigadas
contas de Arafat e esposa
Fiscais franceses investigam a transferência de US$ 11,5 milhões
da Suíça para contas bancárias na França em nome
de Suha Arafat, esposa de Yasser Arafat, entre julho de 2002 e julho de 2003.
A investigação teve início em outubro passado, pelo órgão
governamental de combate à lavagem de dinheiro, quando o Banco da França
avisou a Justiça. Vários legisladores da Autoridade Palestina
se queixaram das transferências de Arafat a sua esposa, que leva uma
vida luxuosa, mas ela nunca foi investigada pela AP. ‘A investigação
poderá trazer muitas respostas’, disse um membro do Conselho Legislativo
Palestino, explicando que a AP destina muitas verbas a Arafat e não
há controle sobre como este dinheiro é gasto. Se ficar demonstrada
malversação dos recursos provenientes de doações,
mais uma faceta de Arafat será desmascarada.
UE confirma vínculos entre AP
e o terrorismo
A Unidade Antifraude da União Européia (OLAF) acredita que os
documentos que Israel possui mostrando que a Autoridade Palestina apóia
o terrorismo, são autênticos. O jornal alemão Die Welt,
noticiou que crescem as suspeitas do envio de dinheiro do escritório
de Yasser Arafat para organizações terroristas. Isto significa
que fundos da União Européia foram usados para ajudar a financiar
o terrorismo nos primeiros anos do atual ciclo de violência. Desde o
outono de 2000, quando começou a atual Intifada, a EU vinha financiando
a AP com 10 milhões de euros por mês. Os pagamentos foram suspensos
no outono de 2002 quando surgiram as suspeitas sobre como os recursos estariam
sendo usados. Os documentos foram obtidos no escritório de Arafat, durante
a operação realizada pelo exército israelense em março
de 2002 e entregues por Israel à União Européia.
Abstenção
no processo de Haia
A União Européia (UE) se absteve no processo iniciado dia 23
de fevereiro na Corte Internacional de Justiça de Haia, sobre a cerca
de segurança de Israel em resposta a uma solicitação da
Assembléia Geral da ONU. A petição de 8 de dezembro de
2003 solicitava às autoridades judiciais de Haia a sua opinião
sobre as implicações legais da construção. A UE
considera que transferir o conflito para a área legal não fará avançar
o processo de paz. Para o ministro de Assuntos Europeus da EU Dick Roche, há poucas
melhoras no processo de paz e as perspectivas em curto prazo não são
alentadoras. Insistiu que a EU continue tendo um papel ativo no Quarteto.
‘ Arma’ para coibir atentados em ônibus
A polícia israelense está estudando a colocação
de sacos cheios de banha de porco nos ônibus para dissuadir os suicidas
palestinos de perpetrar atentados. Aos acionar os cinturões explosivos,
eles se sujariam com a gordura do animal considerado impuro pela religião
muçulmana. Segundo o jornal Maariv, a polícia obteve autorização
das autoridades rabínicas para esta ‘arma revolucionária’,
apesar de que o judaísmo também considera este animal impuro
e não adequado para consumo. O rabino Eliezer Moshe Fisher, que dirige
importante instituto de estudos talmúdicos em Jerusalém emitiu
uma declaração dizendo que `a utilização de sacos
com banha de porco para a proteção de lugares públicos é legítima,
uma vez que estão em jogo vidas humanas`.
Katzav: ‘Sem separação
de interesses’’
O presidente de Israel, Moshe Katzav declarou que ‘Não podem ser
separados totalmente os interesses dos palestinos e dos israelenses. Temos
interesses comuns’, durante um encontro com os representantes da Medef
(Movimento de Empresas da França) e uma delegação empresarial
israelense, que pediu aos seus colegas franceses que invistam na região,
pois assim estarão contribuindo para a paz. ‘Nosso futuro necessita
de relações estreitas com nossos vizinhos’, explicou Katzav,
adiantando que no futuro seu país pacificará suas relações
com todo o mundo árabe, como já fez com Egito e Jordânia.
O presidente de Israel fez uma visita oficial de quatro dias à França,
destinada a estreitar os laços entre os dois países.
Peres
faz previsões e elogia Lula
O líder do Partido Trabalhista de Israel, Shimon Peres está convencido
de que o traçado do muro Israel e a Cisjordânia será alterado
nos próximos dias e até o final do ano serão dados passos
importantes em direção à paz entre israelenses e palestinos
porque a crise atingiu seu ápice e precisa ser resolvida com a fórmula
de dois estados para dois povos. As afirmações foram feitas durante
encontro de mais de uma hora com um grupo de 20 deputados e senadores brasileiros
em visita a Israel. Peres elogiou Lula afirmando que ‘o Brasil é uma
grande esperança do mundo socialista. O presidente carrega consigo uma
grande mensagem de tolerância e, em nenhum lugar como o Brasil, é possível
viver um relacionamento entre os diversos grupos de forma que sejam garantidos
a todos o direito de serem iguais e os mesmos direitos a que todos sejam desiguais’.
Falando em nome do grupo de parlamentares brasileiros o deputado federal Walter
Pinheiro (PT-BA), informou que Lula deverá visitar Israel em data a
ser ainda marcada.
Vista
a museu, instituto e creche
A construção da cerca entre Israel e a Cisjordânia dominou
parte dos encontros dos parlamentares brasileiros. Em discurso no Parlamento,
o embaixador brasileiro em Israel, Sérgio Moreira Lima, afirmou que
o Brasil não é contra a construção da cerca, mas
que questiona o traçado do mesmo. Os deputados se emocionaram na visita
ao Museu do Holocausto e ficaram muito impressionados com toda a tecnologia
do Instituto Weizmann. As esposas dos parlamentares visitaram a creche da Na´amat
em Yaffo, onde tiveram a oportunidade de conferir o tratamento oferecido tanto às
crianças judias quanto às palestinas.
Gibson:
uma questão de família?
Será acaso o anti-semitismo do ator, diretor e produtor Mel Gibson,
como ficou expresso no recém-lançado filme ‘A Paixão
de Cristo’ que estimula o preconceito aos judeus? Ou será algo
já enraizado na família? O pai do ator, Hitton Gibson, nega que
Osama Bin Laden possa ter qualquer relação com os ataques às
torres do World Trade Center, em 11 de setembro. Ele também questiona
que possam ter sido assassinados 6 milhões de judeus nos campos de extermínio
nazistas, e sua mãe, Joye Gibson, disse ao jornal The Times que o Holocausto
foi um “arranjo entre Hitler e ‘financistas’ para tirar os
judeus da Alemanha para que fossem ao Oriente Médio, lutar contra os árabes”,
ressaltando que nem havia tantos judeus assim na Europa.
Grão-Rabino
pede atitude da Igreja
O grão-rabino de Israel, Iona Metzger pediu a intervenção
do Papa João Paulo II na polêmica suscitada pelo filme de Gibson.
Metzger esteve reunido com o papa em fevereiro e pediu uma atitude apropriada
para evitar manifestações contra o povo judeu. Segundo nota oficial
entregue ao núncio apostólico em Tel Aviv, o bispo Pietro Sambi,
conforme o jornal Jerusalem Post. O grão-rabino destacou que quando
esteve no Vaticano o papa se referiu aos judeus como ‘nossos irmãos
maiores’. ‘Por isso é lamentável que um filme tendencioso
arruíne o progresso das relações judaico-cristãs’,
considera ele, lembrando que o Papa João XXIII determinou em 1965 que
fosse retirado o estigma de povo deicida que pairava sobre os judeus, fato
que motivou inúmeras perseguições e matanças na
Europa.
Protesta
contra anti-semitismo na Lituânia
O Ministério das Relações Exteriores de Israel protestou
junto ao embaixador da Lituânia Alfonsos Eidintas contra a série
de artigos anti-semitas no principal jornal daquele país, Respublika.
Reclamou também de que o levou mais de uma semana para o primeiro-ministro
lituano se manifestar sobre o assunto e que ele foi o único a fazê-lo.
Eidintas, professor que escreveu sobre a Lituânia e o Holocausto ouviu
dos israelenses o desapontamento sobre o artigo, o primeiro de uma série
de três escritos pelo editor do jornal Vytas Tomkus. Há leis na
Lituânia contra o incitamento a discriminação étnica
e ao ódio, mas o Ministério da Justiça nada fez a respeito
do caso, que é ainda mais grave porque se trata do principal jornal
do país..
Kirchner
quer esclarecer caso Amia
O presidente argentino Néstor Kirchner assegurou que a busca do esclarecimento
dos atentados terroristas à embaixada de Israel e da entidade judaica
AMIA é uma ‘questão de estado’ e ‘nos coloca
em luta frontal contra o terrorismo internacional’. Lembrou seu posicionamento
frente aos legisladores para impedir que os fatos fossem encobertos (como aconteceu
no governo de Carlos Menem) e a sua firme disposição para a abertura
total dos arquivos. A declaração foi efetuada após o cancelamento
de sua reunião com o presidente do Irã, Mohamed Jatami Jatami,
que seria realizada em Caracas, na Venezuela. Segundo a agência Reuters,
Jatami disse que estaria ‘enojado porque Buenos Aires acusa o Irã envolvimento
no atentado à Amia’.
Expedição
de paz à Antártida
Quatro israelenses e quarto palestinos iniciaram uma
viagem à Antártida.
Eles escalarão uma montanha de cerca de 2 mil metros numa singular expedição
pela paz. Os seis homens e as duas mulheres que integram a ‘missão
de paz’ saíram de Puerto Williams, no extremo sul do Chile em
direção às Ilhas Shetland do Sul. Ao chegar à Antártida,
após uma semana de navegação no perigoso Mar de Drake,
viajarão dez dias por terra para chegar à montanha, que desejam
batizar com uma bandeira de Israel e outra da Palestina. Todas as etapas da
viagem intitulada por seus protagonistas de `Quebrando o gelo` estão
sendo filmadas.
Programa
escolar para a Paz
Outra iniciativa para a Paz: Em um programa conjunto,
seis institutos de ensino secundário israelenses e professores palestinos de Belém, Hebron
e Jerusalém começaram a ministrar aulas abrangendo tanto a história
tradicional de Israel e do sionismo, quanto a visão dos palestinos sobre
o conflito do Oriente Médio. A iniciativa está causando polêmica,
pois não houve uma aprovação do Ministério da Educação
israelense ao projeto. O programa foi estabelecido em vários encontros
conjuntos dos professores, que vêem se reunindo nos últimos anos,
em Jerusalém Oriental e na Turquia, com o apoio do Instituto Prime sediado
Bet Yala, distrito de Belém, na Cisjordânia, segundo o jornal
Maariv.
Aliados
poderiam ter poupado vidas
Fotografias tiradas por pilotos britânicos em 1944, no auge do Holocausto,
revelaram a veracidade das reclamações dos judeus de que os Aliados
poderiam ter bombardeado as vias férreas que conduziam os judeus aos
campos de concentração nazista, e até mesmo as próprias
câmaras de gás. Os arquivos de 5 milhões de fotos estão
sendo disponibilizados na internet no site www.evidenceincamera.co.uk. Algumas
mostram claramente as colunas de fumaça que saem do crematório
de Auschwitz, enquanto outras as fossas onde foram jogados os corpos dos que
não foram levados aos fornos.O diretor do Yad Vashem (O Museu do Holocausto
de Jerusalém) disse que o museu tinha fotos dos pilotos norte-americanos
e sul-africanos, nas quais podia ser vista a fumaça. Atualmente o site
está congestionado, pois os acessos superaram as expectativas.
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Edição
N° 21 - Fevereiro de 2004 |
Por:Yossi
Groisseoign
Pesquisa
sugere anti-semitismo
Uma pesquisa feita em nove países europeus indica um
elevado sentimento anti-semita no continente. Para 46% dos
entrevistados, os judeus possuem "um estilo de vida e
uma mentalidade diferente" da deles. Segundo o levantamento
do instituto Ipsos encomendado pelo jornal italiano "Corriere
della Sera", 35,7% dos entrevistados disseram que os
judeus deveriam parar de fazer o papel "de vítimas
do Holocausto", isso, um dia antes data da lembrança
das vítimas do Holocausto na Europa. A pesquisa indicou
que 18% acham o judaísmo uma religião intolerante
e 17% não consideram os judeus "verdadeiros compatriotas".
Para 40,5%, os judeus têm uma relação
"particularmente especial com o dinheiro".
Pesquisa
II
A pesquisa também trouxe números sobre o conflito
palestino-sraelense, com 71% dos entrevistados dizendo que
Israel deveria se retirar dos territórios ocupados
em 1967 (Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém
Oriental) e que os palestinos deveriam parar de atacar os
israelenses. Para 68%, Israel tem o direito de existir (15%
afirmaram o contrário). Líderes judeus expressaram
preocupação com os resultados do levantamento,
realizado na Itália, na França, na Bélgica,
na Áustria, na Espanha, na Holanda, em Luxemburgo,
na Alemanha e no Reino Unido. Para o
rabino britânico David Rosen, diretor de assuntos inter-religiosos
do Comitê Judaico Americano, que vive em Israel, o crescimento
do anti-semitismo se deve ao fato de a Segunda Guerra ter
ocorrido há quase 60 anos.
Kaddafi mudou? Ou não?
Uma notícia publicada no jornal A-Siasa, do Kwait,
diz que em breve uma comissão israelense viajará
à Líbia para tratar da oferta de Muammar Kaddafi
de entregar uma compensação financeira aos judeus
que tiveram suas propriedades confiscadas na Revolução
Líbia em 1969. A matéria, citando fontes européias
disse que o primeiro encontro entre diplomatas líbios
e israelenses já ocorreu no mês passado em Viena.
Os acordos acertados no final de janeiro com renúncia
à fabricação de armas de destruição
em massa encerraram o estado de hostilidade entre a Líbia
e os Estados Unidos. Os dois países estão normalizando
as relações diplomáticas.
Olha
ele aí de novo
Mas em se tratando de Kaddafi, todo cuidado é pouco.
Ele também acusou Israel difundir drogas em uma entrevista
ao jornal italiano La Repubblica, Falando um dia depois que
uma delegação de advogados dos EUA chegara a
Tripoli para reativar o relacionamento e por fim às
sanções econômicas ao país, ele
disse que Israel enche os países árabes com
drogas. 'Os israelenses estes difundindo o haxixe na costa
egípcia, na Síria e no Norte da África.
Talvez mesmo o que chega na Líbia venha de Israel'.
Entretanto, parece ter se esquecido de que o haxixe é
largamente produzido e consumido nos países árabes,
inclusive no Líbano, onde estão estacionadas
tropas sírias, sendo muito importante na economia de
alguns destes países e não em Israel.
Israelense
vence concurso para monumento ao WTC
Mais de 5.200 propostas foram analisadas pelo júri
para a construção do monumento onde ficavam
as torres do World Trade Center em Nova York. O projeto vencedor
tem a co-autoria do arquiteto israelense Mijael Arad, de 34
anos. Os trabalhos vieram do EUA e mais outros 60 países.
Ao final do ano passado haviam sido escolhidos oito finalistas.
O júri composto por 13 pessoas deliberou durante quase
12 horas e se decidiu pelo projeto `Refletindo a Ausência`.
O arquiteto, que trabalha para a prefeitura da cidade, é filho
do ex-embaixador israelense nos EUA, Moshe Arad.
Palestinos
cada vez mais contra suicidas
Bilal al-Masri perdeu seu filho de 15 anos, Amjad, seu sobrinho
adolescente e outro filho de 16 anos que saiu em busca de
vingança e matou apenas a si mesmo. Revoltado, Masri,
de 44 anos que trabalha em uma farmácia, criticou severamente
os palestinos que fizeram de seu filho Iyad um homem-bomba.
Numa entrevista pelo telefone, de Nablus, na Cisjordânia,
disse que 'eles precisavam entender sua situação
e impedi-lo de fazer isso, mesmo que pedisse', acreditando
que não deviam ter explorado o sofrimento do filho,
roubando mais um adolescente da mesma família. Ele
se referia aos movimentos terroristas. Este sentimento é
compartilhado também por muitos moradores de Nablus,
um centro de militância palestina, de onde nos últimos
três anos, os palestinos executaram mais de 100 ataques
suicidas, matando centenas de civis israelenses. Nesse período,
uma forte maioria de palestinos defendeu os atentados. Entretanto,
é cada vez mais comum ouvir palestinos criticando esta
prática.
Vacina
contra a pólio impedida na Nigéria
Em Batakaye, uma aldeia de 3 mil habitantes na Nigéria,
o mutirão final para erradicar a poliomelite da face
da terra, que está lidando com os 667 últimos
casos existentes no mundo, enfrenta a batalha mais difícil
desde o início da campanha em 1988, quando o vírus
se alastrou por 125 países e afetou 370 mil crianças.
Cerca de metade dos casos remanescentes foram detectados na
Nigéria, mas os clérigos muçulmanos da
região obrigam os aldeões a rejeitarem a vacina
contra a pólio, alegando que esta faz parte de um `complô
americano`. Em centenas de aldeias eles limitaram ou interromperam
de vez a vacinação domiciliar, dizendo que
estavam infectadas.
Tráfico
de órgãos
Em resposta às alegações na imprensa
sobre o suposto envolvimento do Governo israelense com o tráfico
de órgãos, a Embaixada de Israel declara oficialmente
que esta prática não é permitida, de
nenhum modo em Israel. Os cidadãos israelenses podem
realizar transplantes, de maneira legal, e seguindo normas
internacionais, fora de Israel, em caso de emergência
médica, onde recebem apoio financeiro do seu Seguro
Médico. Contudo, no momento em que existir a menor
suspeita de tráfico de órgãos, o seguro
médico israelense está proibido de efetuar qualquer
tipo de pagamento, e as pessoas que praticam tal ato estão
sujeitas a ser processadas.
Campanha
de João Paulo II contra o anti-semitismo
Atendendo a um pedido dos grandes rabinos de Israel,
Shlomo Amar e Iona Metzger, o papa João Paulo II promoverá
uma campanha contra o anti-semitismo nas igrejas de todo mundo.
Elas deverão dedicar um dia por ano ao combate do preconceito
contra os judeus. Autoridades máximas do judaísmo
e da Igreja Católica Apostólica Romana reuniram
para tratar do tema. Os rabinos também solicitaram
ao papa o empréstimo dos manuscritos do filósofo
e médico judeu-espanhol Maimônides, em poder
do Vaticano e foi pedido ao papa que fosse feita uma pesquisa
sobre relíquias judaicas que podem estar no Vaticano,
entre elas o candelabro de sete braços (menorá)
que o imperador Tito teria levado para Roma após a
destruição do Templo de Jerusalém, há 1.933
anos.
Brasileiros
visitam Israel
Para aprender sobre métodos de irrigação
e segurança a governadora do Rio, Rosinha Garotinho
e um grupo de seus secretários esteve em Israel em
6 de fevereiro. No grupo estava seu marido, o ex-governador
do Rio e secretário de Segurança Anthony Garotinho.
Ainda em fevereiro segue para Israel uma caravana de empresários
e congressistas
`
Corte condena o Hamas
Em um julgamento exemplar, o juiz norte-americano Ronald
Lagueux manteve a decisão de julho de 2003, responsabilizando
o Hamas pelas mortes de Yaron Ungar, cidadão dos EUA
e sua esposa israelense Efrat, por terroristas perto de Bet
Shemesh ao voltarem de um casamento. Os representantes do
Hamas não compareceram ao tribunal embora o advogado
da família Ungar, David Strajman, afirme que os oficiais
do Hamas em Gaza e em Damasco foram notificados. Uma corte
de Israel acusou quatro membros do Hamas pelo ataque de 9
de junho de 1996. `Agora as vítimas têm o poder
da lei federal para ajudar em sua luta`, comemorou o advogado.
Saddam
financiou o MR-8
O grupo brasileiro MR-8 (Movimento Revolucionário 8
de Outubro) aparece na lista publicada pelo jornal Al Mada
em Bagdá, de 270 entidades e políticos de 44
países aos quais Saddam Hussein teria presenteado com
petróleo, em recompensa pelo apoio ao seu regime. Nelson
Chaves, 59, secretário de relações internacionais
do MR-8, confirmou a participação na venda de
petróleo de 1990 a 2003. Por meio de seu jornal, Hora
do Povo, o MR-8 sempre apoiou a ditadura iraquiana. O MR-8
surgiu como organização clandestina de esquerda
durante o regime militar. Não se tornou partido político
e é hoje uma tendência abrigada pelo PMDB. Seu
jornal, publicou artigo de Nathaniel Braia em 30/09/2003,
condenado a B´nai B´rith e a sua presidente na
época Edda Bergmann, por seu artigo difundido na Revista
Com.Shalom, sobre o terrorismo islâmico, por ocasião
do atentado que matou o brasileiro Sérgio Vieira de
Mello. O jornal Hora do Povo chamou Edda Bergmann de racista,
mas nunca publicou a resposta veemente da ex-presidente. Agora
fica entendido que não era ideologia, mas mera questão
monetária.
Cemitério
vira campo de futebol
Alexander Rosenberg, líder da União de Religiosa
Judaica de Bielorússia enviou carta a um jornal israelense
afirmando que o antigo cemitério judaico da cidade
de Rahachow, foi mais que pofanado. As pedras tumulares foram
retiradas do lugar e empilhadas nos cantos abrindo espaço
para um campo de futebol, com traves, redes e marcação
das linhas. O último enterro neste cemitério
foi nos anos 80 do século 20. Como muitas famílias
judias brasileiras vieram da Bielorússia, é
provável que seus antepassados estejam servindo de
piso para o jogo de bola...
Praça
Palestina tem mapa de Israel
Uma denúncia do Congresso Judaico Latino-americano
advertiu sobre a construção de uma praça
chamada "Palestina" e que contem o mapa de Israel.
A prefeitura de São Salvador inaugurou a praça,
em cuja placa, além do mapa de Israel aparece a legenda
"Palestina, terra santa". Ela se encontra a poucos
metros da Praça Estado de Israel. As autoridades da
prefeitura se negam a corrigir esta tergiversação.
Em março de 2004 haverá eleições
presidenciais em El Salvador, e os dois principais candidatos,
ambos de origem palestina apóiam o monumento. No país
vivem 200 judeus e cerca de 60.000 palestinos. El Salvador
e Costa Rica são os únicos países do
mundo que têm suas embaixadas em Israel na cidade de
Jerusalém.
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Edição
N° 20 - Dezembro de 2003 |
Por:
Yossi Groisseoign
Série
anti-semita é condenada
Uma minissérie anti-semita denominada 'Al-Shalat' (A
Diáspora) foi exibida pela TV estatal síria
durante o mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadan.
Foi uma exposição preconceituosa sobre o sionismo
apresentada como baseada em fontes judaicas, mas na realidade
sua inspiração é a infame falsificação
conhecida como "Os Protocolos dos Sábios de Sião",
muito popular hoje em dia nos países árabes.
Começava com Theodor Herzl, um dos personagens principais,
mostrado como judeu ambicioso que "casa com sua própria
irmã e quer controlar e manipular os líderes
europeus". Na série se dizia que os judeus esqueceram
a Bíblia. Para o rabino Abraham Cooper do Centro Simon
Wiesenthal é a continuação de uma campanha
para deslegitimizar os judeus, sua terra e sua religião,
seguindo os passos de outra minissérie exibida no
Egito, em 2002.
Schwarzenegger inclui rabino na equipe
Quando Arnold Schwarzenegger foi atacado durante a campanha
para o governo da Califórnia por acusações
de vinculação com o nazismo no passado, um de
seus defensores foi o Centro Simon Wiesenthal. Schwarzenegger
retribuiu o apoio antes de assumir seu cargo no mês
passado, ao anunciar a formação de sua equipe
de transição. Entre os 68 membros da equipe
está o rabino Abraham Cooper, deão do Centro
que fica em Los Angeles. A instituição que trabalha
na promoção da tolerância e na conscientização
sobre o que foi o Holocausto sempre recebeu apoio e contribuição
de Schwarzenegger.
Barreto
filma imigração judaica no RS
Depois de O Quatrilho e Jacobina, ambientados nas colônias
italianas e alemãs, o diretor Fábio Barreto
volta ao Rio Grande do Sul para contar a história de
imigrantes judeus, desta vez em parceria com o gaúcho
Ricardo Zimmer. Baseado no livro de Moacyr Scliar, o filme
'O Exército de Um Homem Só' mostrará
o bairro Bom Fim, em Porto Alegre, onde o idealista e visionário
Mayer Guinzburg, interpretado por Luciano Szafir, sonha construir
uma comunidade socialista e, ao mesmo tempo, vive a tentação
de ficar rico. A trajetória de Guinzburg, de 1917 a
1970, mostrará a influência de momentos históricos,
como a criação do Estado de Israel e perseguições
de integralistas. O filme será lançado em 2004,
ano em que se comemora o centenário da imigração
judaica para o RS.
Doações
sauditas investigadas
Em 2002 Khalid Mishaal, alto dirigente do Hamas, reuniu-se
com o príncipe Abdala, o governante de fato da Arábia
Saudita, para levantar fundos em Riad. Uma ata do encontro
registra Mishaal e outros representantes do Hamas agradecendo
os sauditas por continuar "a dar sua ajuda aos civis
e aos organismos populares, apesar das pressões americanas".
"Esta é realmente uma posição de
bravura que merece nossa apreciação", disseram
os dirigentes do Hamas. Mishaal, que recentemente foi incluído
na lista de financiadores do terror feita pelo Departamento
do Tesouro americano, está agora no controle da facção
do Hamas que defende a continuação da confrontação
violenta com Israel. A Arábia Saudita está agora
sob nova e rigorosa investigação dos americanos
e europeus para apurar detalhes de seu apoio político
e financeiro ao grupo palestino. Pelo menos 50% do atual orçamento
de operações do Hamas, de cerca de US$ 10 milhões,
vêm da Arábia Saudita, de acordo com estimativas
de funcionários judiciais dos EUA, diplomatas americanos
no Oriente Médio e o governo israelense.
Geisel
anti-semita
O livro "Ilusões armadas - A ditadura derrotada",
de Elio Gaspari, revelou que o falecido presidente Ernesto
Geisel apoiou o extermínio de militantes de esquerda
e isso deve mudar significativamente a imagem que ele deixou
na história. Mas também revelou seu anti-semitismo.
O presidente da Federação Israelita do Rio de
Janeiro (Fierj), Osias Wurman, comentou referências
aos judeus feitas por Geisel em dois trechos do livro. No
primeiro, ao reclamar do economista Eugênio Gudin, o
general o chamou de "judeu sem-vergonha" (Gudin
não era judeu). Em outro trecho, ao falar sobre os
conflitos no Oriente Médio, disse que era a favor dos
árabes por achar que "o judeu era um intruso".
"O ódio anti-semita é cego e Geisel é
uma prova disso. Ele chegou a mudar uma posição
histórica do país sobre Israel ao orientar o
seu chanceler, Azeredo da Silveira, a votar na ONU contra
o sionismo. Ele sempre foi antipático ao judaísmo",
disse Osias.
Arafat
controla verbas e dá mesada de US$ 100 mil
Cerca de 34 milhões de dólares do orçamento
da Autoridade Palestina são geridos apenas por Yasser
Arafat, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O relatório, publicado no jornal Há'aretz, diz
que Arafat distribui os recursos para 'organizações'
e 'pessoas' que não podem ser identificadas. O FMI
diz que entre 1955 e 2000, cerca de US$ 900 milhões
da AP 'desapareceram'. O relatório foi divulgado depois
que o Programa '60 minutos' da CBS afirmou que US$ 800 milhões
de ajuda monetária à Autoridade Palestina foram
desviados para uma conta particular da família de Arafat
em Paris. Aliás, Yasser Arafat, transfere todo mês
US$ 100 mil de fundos da ANP para a sua esposa, Suha, que
vive em Paris com a filha do casal. As denúncias, também
foram feitas pela TV americana CBS.
Debate em Curitiba
Em novembro, no auditório das Faculdades Integradas
Curitiba - FIC - houve debate sobre o conflito Israel-Palestina
promovido pelo Centro Acadêmico do Curso de Relações
Internacionais, dentro da Semana Temática de Relações
Internacionais. Os professores Marcelo Vieira Walsh, da cadeira
de Relações Internacionais da FIC, Sérgio
Feldman, de História da Universidade Tuiuti e Luiz
Fernando Lopes Pereira, de Antropologia Cultural, da FIC,
debateram a questão, defendendo este último
as posições dos palestinos. Houve diversas intervenções
da platéia e Walsh considerou este o melhor da semana.
Cyla
Wiesenthal
Morreu aos 95 anos de idade, em Viena, Cyla Wiesenthal, mulher
do famoso caçador de nazistas Simon Wiesenthal. Estavam
casados desde 1936, mas viveram separados durante grande parte
da Segunda Guerra Mundial, quando ele foi prisioneiro em campos
de extermínio. Com documentos falsos e graças
ao cabelo ruivo e seu aspecto "ariano", foi possível
a Cyla viver a partir de 1942 em Varsóvia, sob o nome
de Irene Kowalska. Sua identidade judaica nunca foi descoberta
pelos nazistas, mas foi enviada mais tarde pelos alemães
na Polônia como trabalhadora forçada na Alemanha,
onde sobreviveu a guerra. O casal só voltou a se ver
em Viena em 1945, para surpresa de ambos, já que cada
um acreditava que o outro havia morrido nos campos de concentração.
Em 1946 nasceu em Viena a única filha do casal, Pauline.
Nos últimos anos, a família vivia retirada em
seu apartamento no centro da capital austríaca. Simon
Wiesenthal completará no próximo 31 de dezembro
95 anos. Em 1947, ele fundou o Centro de Documentação
Judaica que se dedica a esclarecer os crimes do regime nazista
e a perseguir seus autores, como Adolf Eichmann, detido em
1960.
Memorial
de Berlim continua
Os responsáveis pela construção do memorial
do Holocausto no centro de Berlim decidiram dar prosseguimento
às obras. A decisão foi tomada depois da controvérsia
em torno de uma empresa subcontratada, Degussa, cuja subsidária
Degesch fabricava o gás venenoso Zyklon B usado nos
campos de concentração nazistas para matar milhões
de pessoas. Sobreviventes do Holocausto disseram que isto
os impediria de visitar o memorial.
Recessão
israelense acabou
O ministro das Finanças de Israel Benjamin Netanyahu
afirmou que a recessão no país acabou. A notícia
foi dada após o anúncio da Central Israelense
de Estatísticas de que o produto interno bruto cresceu
2,7 % no terceiro trimestre do ano. Segundo o jornal Haaretz,
a Central de Estatísticas informou também que
a importação de bens e serviços cresceu
27,5 % no mesmo período.
A Rede Globo
de Televisão passará a contar com um correspondente
em Israel, sediado em Jerusalém. Trata-se de Marcos
Losekann, que atualmente está em Londres. O objetivo
é ter uma cobertura local, própria e com uma
característica especialíssima, através
de uma testemunha ocular e confiável da história.
A implantação do projeto deve ocorrer no primeiro
semestre de 2004. Como profissional extremamente competente
e sério, Losekann pretende ampliar a propagação
da verdade, relatando com isenção os fatos históricos
provindos do Oriente Médio. Independentemente de credos,
política ou poder econômico, o jornalista brasileiro
viverá a realidade local, os sonhos e projetos dos
povos que vivem na região, com a enorme vantagem de
reportar diretamente, sem intermediários.
Cruz
Vermelha muda sobre Israel
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está
analisando a inclusão da Maguen David Adom, instituição
de atendimento de emergência israelense na federação
formada pela Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, conforme
informou em um encontro na Suíça o vice-presidente
do comitê, Jacques Forster. Ele disse que o comitê
preparou uma resolução permitindo aos países
membros usar o símbolo de sua escolha, dentro de um
diamante vermelho. A medida é direcionada aos muçulmanos
que têm objeções em usar o símbolo
da Estrela de David, do serviço israelense, em suas
ambulâncias. No entanto, a questão ainda não
foi resolvida devido à oposição dos muçulmanos,
mas representa um importante passo rumo à inclusão
dos israelenses na federação.
Aumentam
os turistas
O número de turistas estrangeiros que visita Israel
continua em ascensão. Segundo dados do Escritório
Central de Estatísticas do país, houve um aumento
de 19,2% no total de visitantes no bimestre setembro-outubro
de 2003 em comparação ao mesmo período
do ano passado, com um fluxo mensal de aproximadamente 113
mil pessoas. De janeiro a setembro de 2003, foi registrado
um crescimento de 17,4% em comparação com o
ano de 2002; e o total de pernoites nos hotéis turísticos
aumentou 16,4%.
A comitiva
de Lula ao Oriente Médio
A coluna do jornalista Carlos Brickmann, publicada no
Diário
do Grande ABC diz que "Lula prometeu abrir uma Embaixada
em Ramallah, onde fica a sede da Autoridade Palestina - isso
no momento em que foi cortada a luz do seu Ministério
das Relações Exteriores, por falta de dinheiro
para pagar a conta. Mas problemas de dinheiro não incomodam
Sua Excelência: a comitiva, inchadíssima, incluiu
Valéria Perillo, esposa do governador de Goiás,
Marconi Perillo; Cristina Gomes, esposa do prefeito de Vitória,
Paulo Hartung; e Miriam Laila, filha de Mohammed Laila, amigo
do presidente".
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Edição
N° 19 - Novembro de 2003 |
Por: Yossi Groisseoign
Morte
do garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos,
garoto brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10,
por uma explosão, mostra como é possível
distorcer a opinião pública quando o assunto
é Israel. Tanto faz ser a poderosa central de jornalismo
da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista Hora do Povo, ou
o partido no poder - o PT, que a desinformatzia é a
mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela morte
e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só
o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à
carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto
ao publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa
da criança era "um foguete Katiusha, do mesmo
tipo normalmente utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias
do norte de Israel". Uma investigação da
Missão Interina da ONU - quem diria, a ONU - no Sul
do Líbano (Unifil) constatou que o foguete era um Katiusha.
Como se sabe, Israel não usa velhos Katiushas que não
têm um mínimo de precisão em matéria
de pontaria.
Garoto
brasileiro II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não
se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando
já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah,
que vive lançando projéteis contra residências
israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado
da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado
(PT-MG), secretário executivo de relações
internacionais do partido é uma peça esdrúxula.
Após manifestar consternação pela morte
do garoto diz: "Há uma escalada do mal radical
na região, alimentada pela irracionalidade da luta
política e pela incapacidade das Nações
Unidas corrigir os rumos que produziram o Estado de Israel,
mas não criaram o Estado Palestino e as zonas desmilitarizadas
historicamente acordadas desde o final da Segunda Guerra Mundial".
Ou seja, por vias tortas, culpa também Israel. Já
o Itamaraty também divulgou nota no dia 10/10, lamentando
a morte da criança, mas foi mais decente. Disse que
ela foi morta vítima dos conflitos na fronteira do
Líbano com Israel, "atingida por um míssil
que teria sido disparado de território libanês
em direção a Israel". Deixou no condicional.
Argentina
legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar
o principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo
Triunfo (PNT). O partido informa que já conseguiu as
quatro mil assinaturas necessárias para sua oficialização,
fato que não recebeu contestações. Tal
como Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é
chamado de führer (líder). Biondini é também
responsável por um provedor de Internet que abriga
na Argentina uma série de sites de cunho neonazista,
difundindo mensagens anti-semitas e racistas. Calcula-se na
Argentina que o PNT teria de 4 mil a 5 mil simpatizantes.
O próprio site partido faz intensa propaganda contra
o sionismo e os imigrantes, além de comemorar cada
20 de abril o aniversário de Hitler. Durante a 2ª
Guerra Mundial o partido nazista argentino contou com 60 mil
simpatizantes, que realizavam constantes manifestações
pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina
transformou-se no refúgio de milhares de criminosos
de guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália,
Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas
colaboraram com o governo do general Juan Domingo Perón,
especialmente no know-how de tortura de opositores políticos.
Neonazistas
nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às
eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista
'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos
às eleições em 2004 numa tentativa de
promover o desenvolvimento político da organização.
"Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a
porta-voz Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade
de Santiago. O partido fundado em 1999 e seus membros usam
símbolos nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa
de ganhar reconhecimento como partido político, veio
depois que o presidente chileno Ricardo Largos vetou a realização
de uma conferência internacional do movimento em abril
de 2001.
Renúncia
confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também
renunciou ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei
disse que pretende deixar o cargo em três semanas, afastando
ainda mais as esperanças de se reviver o plano de paz
conhecido por "Mapa da Estrada". A tensão
entre Arafat e Korei reflete as divergências sobre a
quantidade de controle que Arafat, presidente da Autoridade
Palestina, quer manter sobre as Forças Armadas palestinas,
assim como sobre procedimentos e questões pessoais.
As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades
para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo.
Arafat é quem devia renunciar, pois seu mandato de
presidente eleito (indiretamente, por um congresso de representantes),
terminou formalmente em 1996.
Lendas
e mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de
jornalistas do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas
- cujo objetivo é liquidar com Israel - é financiado
e subsidiado pelos Estados Unidos e por Israel para matar
seus próprios cidadãos em atentados suicidas
a bomba; ou de "Caros Amigos", que publicou artigo
de Georges Bourdokan afirmando que Israel foi fundado pelos
nazistas alemães, temos novidades. A mais nova dessas
lendas é do jornal Los Angeles Times: Submarinos israelenses
teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal, autoridades israelenses
admitiram ter armazenado mísseis de cruzeiro Harpoon
americanos, armados com ogivas nucleares. Só que o
ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh, em entrevista
à Rádio do Exército israelense disse
que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento
de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá
ser armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".
Colonos
israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus
a penas de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir
uma escola para meninas árabes em Jerusalém
Oriental. Dois deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos
em abril de 2002 quando iam deixar um trailer carregado de
explosivos perto da escola e de um hospital adjacente. Eles
foram condenados a 15 anos de prisão; um terceiro
extremista, Yarden Morag, que os ajudou no planejamento,
pegou 12 anos.
Irã
corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais
e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres
o ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte
das investigações do atentado contra a AMIA
- União Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos
e centenas de feridos. Há dois meses o Irã colocou
em suas licitações de compra a proibição
para os produtos argentinos. O Irã também acusou
o 'sionismo internacional' de tentar 'impressionar e manipular'
o governo de Nestor Kirchner para gerar uma ruptura em suas
relações com a Argentina. Foi uma reação
direta aos discursos dos dirigentes da comunidade judaica
na solenidade do 9º aniversário do atentado a
Amia.
Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça
a extradição dos torturadores argentinos da
ditadura de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación,
Efraim Zaddof, representante em Israel da Associação
de Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate
aconteceu quando foi entregue um relatório sobre os
desaparecidos e sobre o empenho da embaixada neste período,
elaborado por uma comissão especial criada há
dois anos, no próprio Parlamento. O relatório
inclui o testemunho de familiares e vítimas de tortura
que se encontram hoje na Argentina e em Israel. Entre as recomendações
está a de abrir os túmulos de todas as pessoas
não identificadas, que pereceram nas mãos dos
militares naquele período.
A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será
executada: a sentença de morte por lapidação
(enterrada até o pescoço, seria apedrejada)
foi suspensa depois que o tribunal de apelação
islâmico de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu
de adultério em função da forte campanha
da Anistia Internacional, instituições judaicas
de direitos humanos e grupos de discussão na internet.
Amina tinha sido condenada pela lei muçulmana que determina
a morte para mulheres que mantenham relações
sexuais fora do casamento. Estuprada, ela engravidou. Haverá,
entretanto, novo julgamento.
Solto,
terrorista mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa,
que resultou em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica
também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado
no início do Ano Novo judaico à colônia
judaica israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas,
inclusive um bebê. Os disparos foram efetuados por um
homem de 22 anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul
da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Hamedan saíra
da prisão há três meses, após cumprir
pena de 14 meses, na libertação de presos como
gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo de paz conhecido
como Mapa da Estrada.
Israel
na comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito
junto a uma Comissão da Assembléia Geral da
ONU. Tal Becker foi eleito por consenso para ser um dos três
vice-presidentes da Comissão de Assuntos Legais. Entre
as questões tratadas nesta comissão insere-se
a discussão do terrorismo internacional, imunidade
nas cortes criminais internacionais e clonagem. 'Considero
que este é um importante passo rumo à aceitação
de Israel como membro efetivo e igual aos demais países
dentro da ONU', disse Becker, afirmando que 'a ONU não
diz respeito apenas ao conflito árabe-israelense'.
Regime
nazista matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras
de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas
num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos
no Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás,
drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria,
Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo
a agência de notícias Associated Press (AP).
Bandeira
de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções
Internacional de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel
tremulando entre as dos principais participantes do evento
anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
Dubai que deseja estabelecer-se como um centro financeiro
líder do Golfo Pérsico, permitiu a participação
da delegação israelense, embora os Emirados
Árabes Unidos não reconheçam o Estado
de Israel. No entanto, o ministro israelense das Finanças,
Benjamin Netanyahu, alegando razões de segurança,
não quis participar do encontro, o que contrariou muitos
homens de negócios, que acreditam que o país
perdeu uma oportunidade de apresentar o seu ponto de vista
ao mundo árabe. Já a imprensa árabe reclamou
que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade
Palestina é convidada apenas como observadora.
Mostrando
o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi,
disse que seu povo tem o direito da luta armada contra os
israelenses por qualquer meio. Representante palestino na
reunião da Organização da Conferência
Islâmica, Kaddoumi disse que exortará os 56 outros
países membros a cortarem ligações econômicas
e políticas com Israel por causa da repressão
aos palestinos. Alguém ainda acredita que os atuais
dirigentes palestinos desejam realmente a paz?
Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e
politicamente mais qualificados", disse o presidente
Lula a grupo de estudantes brasileiros com os quais se encontrou
durante sua recente visita a Fidel Castro, em setembro. Afora
o fato de ter que ouvir isso ser uma humilhação
para o povo brasileiro que ajudou a elegê-lo presidente,
Cuba é o país que tem mais jornalistas presos
no mundo. São cerca de 30, todos eles encarcerados
por crime de opinião. Além deles há um
cidadão brasileiro preso em Havana há nove meses,
sem uma acusação formal. Há seis meses,
três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras
dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de
fazer oposição ao regime. Os estudantes vão
mesmo voltar mais qualificados?
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Edição
N° 18 - Outubro de 2003 |
Por: Yossi Groisseoign
Morte
do garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos,
garoto brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10,
por uma explosão, mostra como é possível
distorcer a opinião pública quando o assunto
é Israel. Tanto faz ser a poderosa central de jornalismo
da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista Hora do Povo, ou
o partido no poder - o PT, que a desinformatzia é a
mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela morte
e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só
o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à
carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto
ao publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa
da criança era "um foguete Katiusha, do mesmo
tipo normalmente utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias
do norte de Israel". Uma investigação da
Missão Interina da ONU - quem diria, a ONU - no Sul
do Líbano (Unifil) constatou que o foguete era um Katiusha.
Como se sabe, Israel não usa velhos Katiushas que não
têm um mínimo de precisão em matéria
de pontaria.
Garoto
brasileiro II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não
se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando
já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah,
que vive lançando projéteis contra residências
israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado
da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado
(PT-MG), secretário executivo de relações
internacionais do partido é uma peça esdrúxula.
Após manifestar consternação pela morte
do garoto diz: "Há uma escalada do mal radical
na região, alimentada pela irracionalidade da luta
política e pela incapacidade das Nações
Unidas corrigir os rumos que produziram o Estado de Israel,
mas não criaram o Estado Palestino e as zonas desmilitarizadas
historicamente acordadas desde o final da Segunda Guerra Mundial".
Ou seja, por vias tortas, culpa também Israel. Já
o Itamaraty também divulgou nota no dia 10/10, lamentando
a morte da criança, mas foi mais decente. Disse que
ela foi morta vítima dos conflitos na fronteira do
Líbano com Israel, "atingida por um míssil
que teria sido disparado de território libanês
em direção a Israel". Deixou no condicional.
Argentina
legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar
o principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo
Triunfo (PNT). O partido informa que já conseguiu as
quatro mil assinaturas necessárias para sua oficialização,
fato que não recebeu contestações. Tal
como Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é
chamado de führer (líder). Biondini é também
responsável por um provedor de Internet que abriga
na Argentina uma série de sites de cunho neonazista,
difundindo mensagens anti-semitas e racistas. Calcula-se na
Argentina que o PNT teria de 4 mil a 5 mil simpatizantes.
O próprio site partido faz intensa propaganda contra
o sionismo e os imigrantes, além de comemorar cada
20 de abril o aniversário de Hitler. Durante a 2ª
Guerra Mundial o partido nazista argentino contou com 60 mil
simpatizantes, que realizavam constantes manifestações
pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina
transformou-se no refúgio de milhares de criminosos
de guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália,
Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas
colaboraram com o governo do general Juan Domingo Perón,
especialmente no know-how de tortura de opositores políticos.
Neonazistas
nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às
eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista
'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos
às eleições em 2004 numa tentativa de
promover o desenvolvimento político da organização.
"Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a
porta-voz Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade
de Santiago. O partido fundado em 1999 e seus membros usam
símbolos nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa
de ganhar reconhecimento como partido político, veio
depois que o presidente chileno Ricardo Largos vetou a realização
de uma conferência internacional do movimento em abril
de 2001.
Renúncia
confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também
renunciou ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei
disse que pretende deixar o cargo em três semanas, afastando
ainda mais as esperanças de se reviver o plano de paz
conhecido por "Mapa da Estrada". A tensão
entre Arafat e Korei reflete as divergências sobre a
quantidade de controle que Arafat, presidente da Autoridade
Palestina, quer manter sobre as Forças Armadas palestinas,
assim como sobre procedimentos e questões pessoais.
As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades
para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo.
Arafat é quem devia renunciar, pois seu mandato de
presidente eleito (indiretamente, por um congresso de representantes),
terminou formalmente em 1996.
Lendas
e mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de
jornalistas do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas
- cujo objetivo é liquidar com Israel - é financiado
e subsidiado pelos Estados Unidos e por Israel para matar
seus próprios cidadãos em atentados suicidas
a bomba; ou de "Caros Amigos", que publicou artigo
de Georges Bourdokan afirmando que Israel foi fundado pelos
nazistas alemães, temos novidades. A mais nova dessas
lendas é do jornal Los Angeles Times: Submarinos israelenses
teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal, autoridades israelenses
admitiram ter armazenado mísseis de cruzeiro Harpoon
americanos, armados com ogivas nucleares. Só que o
ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh, em entrevista
à Rádio do Exército israelense disse
que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento
de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá
ser armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".
Colonos
israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus
a penas de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir
uma escola para meninas árabes em Jerusalém
Oriental. Dois deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos
em abril de 2002 quando iam deixar um trailer carregado de
explosivos perto da escola e de um hospital adjacente. Eles
foram condenados a 15 anos de prisão; um terceiro
extremista, Yarden Morag, que os ajudou no planejamento,
pegou 12 anos.
Irã
corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais
e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres
o ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte
das investigações do atentado contra a AMIA
- União Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos
e centenas de feridos. Há dois meses o Irã colocou
em suas licitações de compra a proibição
para os produtos argentinos. O Irã também acusou
o 'sionismo internacional' de tentar 'impressionar e manipular'
o governo de Nestor Kirchner para gerar uma ruptura em suas
relações com a Argentina. Foi uma reação
direta aos discursos dos dirigentes da comunidade judaica
na solenidade do 9º aniversário do atentado a
Amia.
Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça
a extradição dos torturadores argentinos da
ditadura de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación,
Efraim Zaddof, representante em Israel da Associação
de Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate
aconteceu quando foi entregue um relatório sobre os
desaparecidos e sobre o empenho da embaixada neste período,
elaborado por uma comissão especial criada há
dois anos, no próprio Parlamento. O relatório
inclui o testemunho de familiares e vítimas de tortura
que se encontram hoje na Argentina e em Israel. Entre as recomendações
está a de abrir os túmulos de todas as pessoas
não identificadas, que pereceram nas mãos dos
militares naquele período.
A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será
executada: a sentença de morte por lapidação
(enterrada até o pescoço, seria apedrejada)
foi suspensa depois que o tribunal de apelação
islâmico de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu
de adultério em função da forte campanha
da Anistia Internacional, instituições judaicas
de direitos humanos e grupos de discussão na internet.
Amina tinha sido condenada pela lei muçulmana que determina
a morte para mulheres que mantenham relações
sexuais fora do casamento. Estuprada, ela engravidou. Haverá,
entretanto, novo julgamento.
Solto,
terrorista mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa,
que resultou em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica
também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado
no início do Ano Novo judaico à colônia
judaica israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas,
inclusive um bebê. Os disparos foram efetuados por um
homem de 22 anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul
da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Hamedan saíra
da prisão há três meses, após cumprir
pena de 14 meses, na libertação de presos como
gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo de paz conhecido
como Mapa da Estrada.
Israel
na comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito
junto a uma Comissão da Assembléia Geral da
ONU. Tal Becker foi eleito por consenso para ser um dos três
vice-presidentes da Comissão de Assuntos Legais. Entre
as questões tratadas nesta comissão insere-se
a discussão do terrorismo internacional, imunidade
nas cortes criminais internacionais e clonagem. 'Considero
que este é um importante passo rumo à aceitação
de Israel como membro efetivo e igual aos demais países
dentro da ONU', disse Becker, afirmando que 'a ONU não
diz respeito apenas ao conflito árabe-israelense'.
Regime
nazista matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras
de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas
num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos
no Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás,
drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria,
Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo
a agência de notícias Associated Press (AP).
Bandeira
de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções
Internacional de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel
tremulando entre as dos principais participantes do evento
anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
Dubai que deseja estabelecer-se como um centro financeiro
líder do Golfo Pérsico, permitiu a participação
da delegação israelense, embora os Emirados
Árabes Unidos não reconheçam o Estado
de Israel. No entanto, o ministro israelense das Finanças,
Benjamin Netanyahu, alegando razões de segurança,
não quis participar do encontro, o que contrariou muitos
homens de negócios, que acreditam que o país
perdeu uma oportunidade de apresentar o seu ponto de vista
ao mundo árabe. Já a imprensa árabe reclamou
que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade
Palestina é convidada apenas como observadora.
Mostrando
o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi,
disse que seu povo tem o direito da luta armada contra os
israelenses por qualquer meio. Representante palestino na
reunião da Organização da Conferência
Islâmica, Kaddoumi disse que exortará os 56 outros
países membros a cortarem ligações econômicas
e políticas com Israel por causa da repressão
aos palestinos. Alguém ainda acredita que os atuais
dirigentes palestinos desejam realmente a paz?
Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e
politicamente mais qualificados", disse o presidente
Lula a grupo de estudantes brasileiros com os quais se encontrou
durante sua recente visita a Fidel Castro, em setembro. Afora
o fato de ter que ouvir isso ser uma humilhação
para o povo brasileiro que ajudou a elegê-lo presidente,
Cuba é o país que tem mais jornalistas presos
no mundo. São cerca de 30, todos eles encarcerados
por crime de opinião. Além deles há um
cidadão brasileiro preso em Havana há nove meses,
sem uma acusação formal. Há seis meses,
três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras
dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de
fazer oposição ao regime. Os estudantes vão
mesmo voltar mais qualificados?
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Edição
N° 17 - Setembro de 2003 |
Dois
atentados num só dia
Dois atentados suicidas sacudiram Israel na terça-feira
9, matando 14 israelenses e ferindo mais de 50, numa das mais
virulentas atitudes terroristas dos últimos meses.
Os ataques ocorreram perto de Tel Aviv e em Jerusalém
com apenas seis horas de diferença. O grupo extremista
palestino Hamas assumiu a autoria. O primeiro foi em um ponto
de ônibus lotado perto da base militar do Exército
de Tzifin, no subúrbio de Rishon Letzion, a Sudoeste
de Tel Aviv. O segundo foi por volta das 23h20 (horário
local) do lado de fora de um café na parte Oeste de
Jerusalém. A explosão destruiu parte do recém-inaugurado
Café Hillel, na Rua Emek Refaim, área repleta
de cafés e restaurantes da colônia judaica alemã,
muito popular entre jovens.
Sem
Vieira de Mello
Um atentado à sede da Organização das
Nações Unidas (ONU) em Bagdá, dia 19/8,
matou o embaixador Sérgio Vieira de Mello, brasileiro
que chefiava a missão da ONU no Iraque. Morreram ainda
outros 22 funcionários das Nações Unidas,
além de dezenas de feridos. Vieira de Mello era uma
das mais respeitadas figuras da diplomacia internacional e
era cotado para o cargo de secretário-geral das Nações
Unidas. Ele ficou gravemente ferido no momento da explosão
e resistiu por mais quatro horas sob os escombros. Nenhum
grupo assumiu a autoria do ataque, mas uma fonte do Pentágono
afirmou que os principais suspeitos são o grupo radical
Ansar al-Islam, ligada à Al-Qaeda de Osama bin Laden
e os remanescentes do exército de Saddam Hussein.
Mísseis
atingem Askhelon
Um dos quatro mísseis de fabricação caseira,
lançados a partir da Faixa de Gaza atingiu a área
industrial da cidade de Askhelon, cobrindo-a de branco. Não
houve feridos nem danos à população de
116 mil pessoas, mas o clima de tensão na fronteira
aumentou. Os primeiros mísseis rudimentares foram aperfeiçoados
e alcançam agora 15 km, ao invés dos 5 anteriores.
É a prova de que na trégua - a hudna de quase
50 dias - os grupos terroristas palestinos aproveitaram para
o seu rearmamento. Fontes de Israel afirmam que no último
ataque foram disparados a partir de Gaza mais de 15 projeteis
de vários tipos. E, pela primeira vez foi atingida
um das grandes cidades do país.
França
não considera o Hamas terrorista
A França se opõem aos esforços dos EUA
e de Israel de colocar os braços políticos do
Hamas e da Jihad Islâmica na lista da União Européia
de organizações terroristas. O país vê
uma diferença entre os grupos militares e o setor político
destes movimentos. O presidente Bush congelou os bens de seis
membros do Hamas e de cinco instituições ligadas
ao grupo, e deseja persuadir outros países a fazerem
o mesmo.
Soldados,
de um até 100 anos
Em uma entrevista ao Jerusalém Post, em Hebron, cidade
de cerca de 100 mil palestinos, ninguém expressou simpatia
pelas vítimas dos atentados suicidas ou suas famílias.
Em Hebron morava Raed Abdel-Hamed Mesk, que matou 20 pessoas
no recente atentado em Jerusalém. Nos últimos
três anos, cerca de vinte homens bomba partiram desta
cidade ou tentaram fazê-lo. Embora seja conhecido que
o ataque traria mais sofrimento para a cidade, eles continuam
apoiando desafiadoramente os 'mártires'. Nabil Mesk,
primo do assassino, disse que a decisão fora de Abdel-Hamed,
um muçulmano que conhecia o Corão de cor. Perguntado
se não ficava chocado com a morte de civis, respondeu:
`Em Israel todos são soldados, desde um até 100
anos`.
TV Hezbollah em Bariloche
A operadora Video Cable transmite o sinal do canal de TV
do Hezbollah, denominado Al Manar, ininterruptamente em Bariloche,
Argentina. A programação em árabe divulga
grande quantidade de material anti-israelense e anti-judaico
e estimula a violência e os atentados. Isto acontece
num país vítima de dois terríveis atentados.
A denúncia foi feita por um telespectador que se deteve
ao ver um programa de música infantil em árabe,
e em seguida estas crianças e adolescentes atirando
pedras contra um alvo que não se vê, e daí
aparece uma bandeira de Israel sendo pisoteada. O interessante
é que o canal 72 não aparece na revista da rede
de TV a Cabo. Em Bariloche há mais judeus do que muçulmanos.
Com
Síndrome de Down e conquista ouro
Quando Shachar Gdalizon subiu ao pódio dos vencedores
em Dublin, na Irlanda no mês passado com uma medalha
de ouro orgulhosamente pendurada no pescoço seus pais
riram e choraram ao mesmo tempo. Sachar de 18 anos sofre da
Síndrome de Down e ganhou a competição
de 100 metros de nado livre nas Olimpíadas Especiais.
Em seguida conquistou uma medalha de prata nos 50 metros de
nado livre. Ao voltar para Israel foi recebida com uma grande
festa. Ela foi educada num kibbutz no norte do país.
Ia para escola junto com as outras crianças, cujos
pais consideravam que ao crescer junto com alguém como
ela, as crianças se tornariam seres humanos melhores.
Mas foi quando ela descobriu a natação que se
realizou. Os pais estão convencidos que nunca chegaria
a este ponto se não fosse a importante experiência
em termos de socialização que pôde vivenciar
no kibbutz.
Patrimônio
histórico mundial
A Unesco, a organização educacional, cientifica
e cultural da ONU, designou a "arquitetura da cidade
branca" de Tel Aviv como um dos novos 24 patrimônios
históricos mundiais, de "excepcional valor universal".
O ministro do Turismo, Benny Elon, destacou o fato ressaltando
que praticamente todos os outros locais de patrimônio
histórico da Unesco são pontos da natureza ou
sítios arqueológicos. "A designação
de Tel Aviv é um dos poucos reconhecimentos da Unesco
de um fenômeno do século 20 - e isto nos faz
muito orgulhosos. A criação da cidade é
um dos maiores símbolos e sucessos do movimento sionista".
Hong Hong lança roupas com suásticas
Uma empresa de moda de Hong Kong lançou uma linha de
roupas com desenhos de suásticas. Autoridades israelenses
e alemãs se manifestaram junto à empresa contra
a nova coleção. Segundo a Associated Press,
a coleção chegou a 14 lojas de Hong Kong, uma
das quais projetou filmes de propaganda nazista no departamento
de vendas assim que começou a comercializar as novas
roupas.
Afirmações de Menem contestadas
O ex-presidente argentino Carlos Menem publicou uma nota
assinada por ele no jornal `Ambito Financiero`, no dia
25 de julho,
intitulada `A única verdade`. Nela, entre outras considerações,
destaca que entre as condecorações e distinções
que recebeu estaria uma outorgada pela Daia - Associação
Israelita Argentina. A entidade rebateu esta afirmação
com um comunicado, onde diz que 'o ex-presidente está
faltando com a verdade. A Daia nunca lhe entregou nenhuma
condecoração ou distinção'. E,
que o ex-presidente se esqueceu de mencionar que na reunião
que entidade teve com ele em fins de março lhe fez
saber do profundo mal-estar existente na comunidade judaica
pela falta de compromisso de seu governo com a investigação
sobre os graves atentados à embaixada de Israel e ao
edifício da Amia. 'Esta é a única verdade',
diz o comunicado da Daia.
Identificado motorista que destruiu a Amia
O governo de Israel confirmou que os dados do relatório
secreto enviado pelo juiz federal argentino Juan José
Galeano sobre o motorista que dirigia a Traffic levando a
bomba que explodiu no atentado à Amia coincidem com
seus registros sobre terroristas islâmicos. O motorista
seria Ibrahim Hussein Berro. Em 1994, sua família vivia
no bairro de Al-OuzaI em Beirute. Seus outros oito irmãos,
membros de grupos terroristas do partido libanês pró-Hezbollah,
também teriam se imolado neste tipo de atentado. Em
uma praça no sul do Líbano com seu nome, consta
que faleceu ao integrar um comando suicida morto por israelenses,
afirmação esta negada por Israel. Segundo a
advogada da Daia, esta placa visa confundir as investigações.
Berro teria sido trazido em 1944 do Líbano até
a Tríplice Fronteira, onde contou com o apoio do comerciante
libanês Assad Barakat, detido no Brasil com um pedido
de extradição do Paraguai por contrabando.
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Edição
N° 16 - Agosto de 2003 |
Bélgica
derruba lei polêmica
O primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, que recém
assumiu o cargo eliminou a polêmica lei de "competência
universal", que havia irritado os EUA e Israel. Ele disse
que o objetivo era evitar abusos da lei, sob a qual foram
apresentadas acusações contra o presidente americano,
George W. Bush, o primeiro-ministro britânico, Tony
Blair e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. A lei,
de 1993, permitia aos tribunais belgas julgar autores que
os belgas considerassem de crimes de guerra ou contra a humanidade
e de genocídio e sem importar onde eles foram cometidos.
(Reuters)
Presidente
Kirchner no ato da Amia
Com o soar de sirenas, a leitura da lista dos nomes das vítimas
fatais e um minuto de silêncio teve lugar no novo edifício
da Asociación Mutual Israelita Argentina (Amia), o
ato em recordação aos mortos no atentado que
destruiu sua sede, na capital argentina, no dia 18 de julho
de 1994. A cerimônia marcou 9 anos do atentado terrorista,
que tirou a vida de 85 pessoas e está até hoje
impune, contou com a presença do Presidente da República
Argentina, Néstor Kirchner, sua esposa Cristina, senadora
da República e membros do gabinete nacional.
Amia
II
Estão sendo movidas várias ações
judiciais contra antigos altos funcionários argentinos,
envolvendo o ex-presidente Menem, pelo acobertamento dos responsáveis
pelo atentado. Durante uma coletiva à imprensa, o presidente
Kirchner ratificou seu compromisso de "garantir a justiça
e evitar a impunidade" e sustentou que esta será
"uma política de Estado, uma luta de cada minuto,
de cada hora, de cada dia". Kirchner ressaltou que "é
uma vergonha nacional que não se tenha esclarecido"
o atentado à Amia nem tampouco o que em 1992 arrasou
a embaixada de Israel.
Restrição
à cidadania dos palestinos
O Knesset (Parlamento
israelense) aprovou lei que nega o direito de cidadania
ou
de fixar residência permanente no Estado de Israel aos
palestinos casados com israelenses. A lei é válida
por um ano e pode ser renovada. Ao contrário do que
alguns jornais noticiaram, não se trata de discriminação,
mas a medida teve que ser tomada desde o atentado efetuado
por um terrorista do Hamas que se tornou cidadão de
Israel ao se casar com uma árabe israelense. A medida
foi aprovada por 53 a 25 votos. Sob esta lei, o ministro do
Interior terá direito de aprovar a concessão
da cidadania para palestinos ou membros de suas famílias
que "se identificam com Israel", Podem ser autorizadas
visitas para tratamento médico ou trabalho. Entidades
internacionais de direitos humanos se manifestaram contra
a nova lei. (Jerusalém Post).
Acordo
entre Maguen David Adom e Cruz Vermelha
O jornal Maariv informou que a Cruz Vermelha e sua congênere
israelense Maguen David Adom assinaram um acordo de cooperação
mútua. Para o diretor executivo da organização
judaica, Iochanan Gur, "Este foi um dia histórico",
pois durante muitos anos a instituição não
teve nenhum contato com as similares católicas e muçulmanas,
por interferência dos países árabes. Um
dos itens do acordo é o de que a Cruz Vermelha fornecerá
apoio econômico à medicação de
emergência do Maguen David Adom.
Cinema
brasileiro em Israel
O III Festival de Cinema Brasileiro em Israel está
acontecendo de 3 a 25 de agosto nas cinematecas de Tel Aviv,
Haifa e Jerusalém. O filme Durval Discos, da diretora
Ana Muylaert abriu a programação nos três
locais. O evento conta com a presença de cineastas,
atores, atrizes, jornalistas e outros membros da indústria
cinematográfica brasileira. Os filmes são legendados,
em sua maioria, em inglês e hebraico. O festival tem
o apoio do Ministério da Cultura e da Embaixada do
Brasil em Israel.
Daniela
Mercury em Israel Daniela Mercury foi a principal
atração dos israelenses no final de julho. Depois
de ser homenageada pelo embaixador do Brasil Sergio Moreira
Lima, ela se encontrou com o público numa cidade perto
de Tel Aviv. "Chegou gente de todos os cantos para ouvi-la
e vê-la", diz Nahum Sirotsky, que acrescentou:
"botou os judeus cantando e rebolando o samba baiano.
Uma loucura o que acontece. Derruba qualquer tristeza com
seu trejeito". Até a policia esqueceu do horário
enquanto Daniela, "embaixadora das Nações
Unidas" voltava, voltava e voltava ao palco, comentou
o jornalista, colaborador de Visão Judaica. (IG).
Christopher Reeve também lá
O ator americano Christopher Reeve, conhecido por protagonizar
o Super-Homem no cinema, passou quatro dias em Israel, numa
visita que iniciou dia 28/7 a Jerusalém. Além
de se solidarizar com os inválidos do país,
muitos deles por causa dos atentados terroristas, ele se informou
sobre os avanços israelenses no tratamento de lesões
medulares. Há oito anos, Reeve ficou tetraplégico,
por causa da queda de um cavalo. Ele já investiu US$
45 milhões na fundação que preside e
que financia investigações sobre paraplegia.
Para ele Israel é o centro mundial em pesquisas nesta
área na qual detém a liderança assim
como importante fonte de informações de novas
terapias e medicamentos que poderão beneficiar milhões
de pessoas que vivem com paralisia em todo o mundo. (EFE)
Com
quem andamos
Incrível: o Brasil ajudou a excluir a organização
Repórteres sem Fronteiras da Comissão dos Direitos
Humanos da ONU e colocou-se ao lado de Cuba, Irã, Uganda,
China e Líbia. O motivo foi porque a organização,
que luta internacionalmente pela liberdade de imprensa protestou
contra a entrega da presidência da Comissão dos
Direitos Humanos da ONU a uma ditadura, a Líbia. Por
que o Brasil se coloca ao lado das ditaduras contra as democracias?
Cuba e Brasil foram os únicos países da América
Latina que votaram pela suspensão.
Anti-semitismo em Israel
Sinagogas de B´nai Brak marcadas com suásticas?
Túmulos depredados em Beit Shemesh? Um adolescente
acossado por ser judeu a caminho da escola em Netivot? Todos
estes fatos aconteceram em Israel. De acordo com a organização
não-governamental Centro de Informação
para Vítimas de Anti-semitismo em Israel, houve cerca
de 500 incidentes deste tipo nos últimos três
anos. "Os jornais em russo reportam uma história
destas todas as semanas, e no mesmo período as delegacias
de polícia no país registram pelo menos um caso
de anti-semitismo` diz Zalman Gilichinsky, diretor do Centro
de Informação. Algumas vítimas são
imigrantes da ex-União Soviética que foram alvo
de agressão por parte de anti-semitas pela primeira
vez na vida. O ministro da Justiça, Yosef Lapid ordenou
uma investigação sobre o assunto. (JTA)
Sharon
e Bush
O primeiro ministro Ariel Sharon disse ao presidente
Bush que Israel continuará a construir o muro de segurança
na Cisjordânia, apesar dos EUA estarem preocupados que
esta barreira possa travar o processo de paz no Oriente Médio.
O prêmier israelense garantiu, no entanto, que isto
terá um impacto mínimo no dia-a-dia dos palestinos,
promessa que o presidente norte-americano considerou bem-vinda,
embora acredite que o muro dificulte o estabelecimento da
confiança mútua entre as partes envolvidas no
conflito."Boas cercas fazem bons vizinhos", teria
dito Sharon no encontro na Casa Branca, segundo informou
um
oficial. (Reuters)
Mapa antigo
O presidente americano, George W. Bush, presenteou
o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, com um mapa
da Terra Santa de 1678, que englobava em suas fronteiras
a
vários países como a Babilônia (hoje Iraque).
Sharon agradeceu o presente brincando: Posso lhe assegurar,
senhor presidente, que este mapa teria obtido, sem nenhum
problema, a aprovação do meu governo.
O plano atômico do Irã
Ariel Sharon entregou ao presidente Bush documentos secretos
sobre um suposto programa nuclear do Irã e sua possível
ligação do Hezbolah com o Líbano e facções
islâmicas da resistência palestina, segundo informou
a imprensa israelense, citando fontes da comitiva de Sharon
aos EUA. Os documentos mencionam o esforço do Irã
para conseguir urânio enriquecido, e uma aparente referência
a um novo míssil com alcance de 3.500 km, raio que
inclui Israel, parte da Europa e bases os EUA no Oriente Médio.
(Iton Gadol)
A Aliá dos judeus iraquianos
Seis dos 35 judeus remanescentes no Iraque fizeram
aliá (imigração). Um avião fretado
especialmente deixou Bagdá na última sexta-feira
de julho chegando em Israel antes do Shabat. Todos têm
idade avançada. A bordo estava também Rachel
Zelon, vice-presidente da Sociedade Judaica de Ajuda aos Imigrantes
(Hebrew Immigrant Aid Society - Hias) que coordenou esta operação
juntamente com a Agência Judaica. De acordo com a Hias,
uma mulher, a última judia da cidade de Basra, chorou
quando lhe disseram que poderia ir para Israel. "Vocês
são a resposta às minhas orações
de muitos anos", afirmou a senhora. (Haaretz)
Judeus mortos por Saddam
Parentes dos judeus iraquianos mortos por Saddam
Hussein solicitam que os restos mortaisdeles sejam enterrados
em Israel. Muitos pereceram há décadas, acusados
de supostas atividades sionistas. Para isto, os parentes das
vítimas pediram ajuda ao Conselho Rabínico Ortodoxo
dos EUA (RCA), em Nova York, conforme noticiado pelo Jerusalém
Post. O presidente do RCA Rabbi Hershel Billet, disse que
muitos destes familiares vivem emIsrael e que esperam que
o novo regime iraquiano permita que esta expectativa se concretize.
Buscando
a paz
Israelenses e palestinos operam em conjunto a nova rádio
Voz da Paz, que começa a transmitir em 4 de novembro
de seus estúdios em Betunia, perto de Ramallah (capital
da Autoridade Palestina). O projeto nasce de um acordo entre
o instituto árabe-judaico de Givat Haviva e o semanário
palestino Jerusalem Times, e seu objetivo é mostrar
que cidadãos dos dois povos podem trabalhar juntos,
com metas comuns.
Americano liga Tríplice Fronteira ao terrorismo
O diplomata americano Steven Monblatt, secretário-executivo
do Comitê Interamericano contra o Terrorismo da OEA
(Organização dos Estados Americanos), declarou
que a comunidade muçulmana da Tríplice Fronteira
(Brasil, Argentina e Paraguai) ajuda, mesmo que indiretamente,
a financiar grupos terroristas islâmicos no Oriente
Médio. A afirmação foi feita em Foz de
Iguaçu, onde o ex-subsecretário anti-terrorismo
do Departamento de Estado dos EUA na administração
George Bush participou de encontro com líderes árabes
locais. A comunidade árabe esperava que a presença
do diplomata na região representasse um atestado de
que a Tríplice Fronteira está fora da rota das
atividades de grupos radicais do Oriente Médio. (Agência
Estado)
Primeiros
ataque após a hudna
Uma mulher de 39 anos e seus três filhos foram atingidos
quando vários homens abriram fogo contra o carro em
que estavam na noite domingo (3/8) na estrada do Monte Gilo,
ao sul de Jerusalém. A mulher está internada
em estado grave no Hospital Universitário Hadassa.
Os dois filhos tiveram leves escoriações, e
a menina de nove anos ferimentos moderados. Este foi o primeiro
ataque na área de Belém, depois que a segurança
passou para as mãos da Autoridade Palestina e que os
grupos radicais palestinos declararam a hudna, ou seja uma
trégua.As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa,
grupo palestino extremista ligado ao movimento Fatah de Yasser
Arafat, reivindicou o ataque.
A gafe diplomática de Suplicy
O senador Eduardo Suplicy cometeu uma gafe diplomática
quando esteve em Israel na qualidade de presidente da Comissão
de Relações Exteriores do Congresso para participar
de seminário de orientação sobre o conflito
do Oriente Médio. Ao desembarcar, em Tel Aviv, ele
não foi para o seminário para correu para Ramallah,
encontrar-se com o "rais" Yasser Arafat. O governo
israelense só tomou conhecimento do fato um dia após,
pela imprensa brasileira e a considerou uma visita "pirata".
Diante das queixas da Chancelaria israelense, Suplicy alegou
que tinha uma carta do presidente Lula para entregar a Arafat
e também uma para Sharon. Este se encontrava em Londres.
De qualquer forma, Sharon não o receberia, pois todos
sabem que qualquer autoridade estrangeira que se encontre
com Arafat perde a possibilidade de ser recebido por representante
oficial de Israel. (Aurora)
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Edição
N° 15 - Julho de 2003 |
Com
informações das agências AP,
Reuters, AFP,EFE e jornal Alef da internet
Por Yossi Groisseoign
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Indenizações
Sobreviventes
do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, em 31 países,
receberão US$ 15 milhões em ajuda, neste ano,
de seguradoras alemãs. Serão dez pagamentos
anuais. dinheiro deverá ser usado para pagar atendimento
médico domiciliar e outros serviços para os
sobreviventes do Holocausto. Do total distribuído neste
ano, US$ 6 milhões irão para Israel e US$ 2,4
milhões para os Estados Unidos.
:.
Ela foi ao paraíso
A
Autoridade Palestina divulgou que evitou um ataque suicida.
No relatório dizem que uma moça de 18 anos de
idade deixou um bilhete de despedida para sua família
dizendo estar a caminho um ataque suicida contra israelenses.
A família chamou a polícia palestina que iniciou
uma caçada de várias horas até encontrá-la
no posto de fronteira de
Karni e prender a moça com o cinturão de explosivos
dela. Pouco depois, a agência Reuters divulgou uma nota
onde a polícia palestina soltou a coitadinha que não
conseguiu se explodir e a mandou para casa.
:.
Os “alvos militares”
Horas
antes da entrada em vigor do “Road Map”, um atentado
feriu mortalmente um motorista que dirigia seu carro na região
de Jerusalém. Nele estava uma família de judeus
norte-americanos da qual Tzvi Goldstein, 47 anos, pai do noivo,
morreu e seu pais, idosos, com 73 anos foram gravemente feridos
a bala. Mesmo ferido, Tzvi acelerou e conseguiu tirar o carro
da zona de matança, salvando a vida de sua esposa e
seus pais. Mas o tiro que tomou no peito foi fatal e cerca
de 8 km depois Tzvi perdeu o controle do carro e capotou.
Estavam a caminho do Holyland Hotel, onde além da festa
do casamento, haveria a festa de 50 anos de casado de seus
pais, e os 27 anos de seu próprio casamento. A emboscada
covarde ocorreu perto de Ofra, ao norte de Ramallah. Os “heróis”
da resistência do Hamas assumiram a autoria e disseram
tratar-se de...alvos militares...
:.
Quem apóia o Hamas?
Sabe
quem apóia o Hamas? É o país da Igualdade,
LIberdade e Fraternidade. Isso mesmo: a França. Ela
se posicionou contra a União Européia quando
esta quis colocar o Hamas na lista dos fora-da-lei e cortar
a ajuda financeira; a França é palco dos mais
violentos incidentes contra a comunidade judaica desde a década
de 1930 com a perseguição na Alemanha Nazista.
Nos últimos 3 anos, mais de 1.800 incidentes violentos
foram registrados (desde espancamento e apedrejamento de judeus
até incêndios criminosos de sinagogas que as
queimaram até os alicerces); o governo francês
diz que não existe anti-semitismo na França;
a Meca-Cola, manobra para financiar indiretamente os grupos
palestinos, ongs de apoio e anti-americanas, patrocinar manifestações
anti-globalização, anti-americanas e contra
a guerra no Iraque é produzida na França.
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Palestinos anunciam “cessar-fogo”
A
Fatah, organização liderada por Yasser Arafat
anunciou sua adesão ao Road Map, que também
foi declarada horas antes pelos grupos palestinos radicais
Hamas e Jihad Islâmica. Só uma célula
de um ramo da Fatah, as Brigadas dos Mártires da Al-Aksa,
não aceitou o cessar-fogo e executaram um ataque no
mesmo dia em que entrou em vigência, matando um trabalhador
búlgaro. Além disso, foguetes continua sendo
disparados e caindo em Israel. Ainda assim, Israel retirou
suas tropas de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza e de
Belém, dando novo impulso ao plano de paz, o chamado
"mapa da estrada".
Apesar de saudarem a trégua anunciada pelos três
movimentos palestinos, os EUA insistiram que o desmantelamento
da infra-estrutura terrorista continua sendo necessário.
Nas declarações das três organizações
responsáveis pelos atentados em Israel nenhuma palavra
à eliminação do terrorismo ou mesmo
de reconhecimento de Israel.
:.
Aliah da Índia
Em 3 de junho foi realizada no Muro das Lamentações
uma cerimônia religiosa especial pela chegada de 50
novos imigrantes que dizem ser Bnei Menashe, Filhos de Menashe,
uma das 10 tribos perdidas. O grupo veio do Estado de Mizoram,
na Índia. Atualmente a cerca de cinco mil integrantes
deste grupo vivem como judeus no Nordeste da Índia.
Com essa chegada dos novos olim (emigrantes) essa comunidade
em Israel sobe para 750 pessoas.
:. Campeão europeu de judô
Arik
Zeevi venceu o campeonato europeu de judô na categoria
de 100 kg, derrotando o campeão holandês Elco
van der Geest em 69 segundos de luta. A final aconteceu no
dia 28 de maio em Weiseldorf, Alemanha.
:. Fechamento do consulado
A
deputada Célia Leão, presidente do Comitê
de Assuntos Internacionais da Assembléia Legislativa
do Estado de São Paulo e o vereador paulistano Gilberto
Natalini, do PSDB, autor do projeto de lei estabelecendo laços
de “cidades-irmãs” entre São Paulo
e Tel Aviv, como forma de promover o intercâmbio no
campo da saúde, da educação e da gestão
dos recursos hídricos, manifestaram-se ao Ministério
das Relações Exteriores de Israel contra o fechamento
do consulado israelense em São Paulo. Além disso,
dirigentes de entidades judaicas de todo o Brasil e abaixo-assinados
percorrem as comunidades do País na tentativa de reverter
a decisão do fechamento do consulado, considerado
importante ponto de apoio pelos judeus brasileiros.
:.
Sanções à BBC
O
governo israelense anunciou ter cortado contatos com a
rede
de rádio e TV britânica BBC por causa do que
qualificou de cobertura comparável à "propaganda
nazista". A decisão foi tomada depois que um documentário
da rede, intitulado "A Arma Secreta de Israel" e
transmitido internacionalmente no fim de semana, acusou o
país de armazenar secretamente armas químicas
e nucleares. Israel considera que o documentário é
o mais recente de uma série de programas da BBC que
questionam o direito de Israel de existir.
A rede britânica respondeu que apoiava seu programa
e lamentava qualquer resposta que imponha obstáculos
a seu jornalismo. O Escritório de Imprensa, a Chancelaria
e o escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon não
vão mais autorizar entrevistas exclusivas a jornalistas
da BBC nem lhes oferecer serviços prestados a outros
correspondentes estrangeiros. A rede britânica, entretanto,
poderá continuar transmitindo de Israel e acompanhando
entrevistas coletivas do governo.
E agora?
Israel
saiu de Gaza e de Belé, deu autonomia aos palestinos,
libertou em junho 70 presos e mais 300 na semana passada,
excetoterroristas do Hamas e Jihad Islâmica. Abu Mazen
foi convidado a visitar o Knesset pelo partido Shinui e, em
contrapartida o que recebeu em troca? Os palestinos falam
em hudna (a mídia traduz como trégua), a Jihad
Islâmica quebra a “trégua” e realiza
atentado em Tel Aviv e mata uma senhora de 65 anos, Arafat
recebe US$ 30 milhões dos EUA e mais 10 milhões
de euros da EU, Abu Mazen ameaça renunciar depois de
criticado por Arafat e seu grupo Fatah. Enquanto não
soltarem os terroristas do Jihad e Hamas a hudna persiste
e o Irã realiza teste de mísseis e diz abertamente
que é para atingir Israel. E agora? Alguém viu
por a[í os pacifistas? Que tal uma manifestação
na porta da casa do Arafat?
:.
Pesquisas
O
Instituto de Pesquisas Harry Truman para o Avanço da
Paz, da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro
Palestino de Pesquisas para Política publicaram os
resultados de suas últimas pesquisas de opinião
pública israelense e palestina, mostrando grande apoio
à solução de Dois Estados para Dois Povos
e ao Road Map. Israelenses e palestinos foram questionados
sobre se haveria um reconhecimento mútuo: 52% dos palestinos
concordaram e 46% discordaram da proposta, enquanto 65% dos
israelenses concordaram e 33% discordaram. Entre os palestinos
56% querem o fim do incitamento contra Israel e 36% apóiam
a prisão dos que conduzem ataques contra israelenses;
30% Entre os israelenses, 65% apóiam a retirada do
exército de Israel para suas posições
anteriores à Intifada e a transferência da segurança
dessas áreas para a Autoridade Palestina; 54% apóia
a reabertura de instituições palestinas em Jerusalém
Oriental que foram fechadas; e 61% apóiam o desmantelamento
de postos avançados de assentamentos.
:. É ou não é?
O
ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ainda
estuda o pedido de extradição do governo paraguaio
para Assad Ahmad Barakat, apontado por aquele país
como líder do grupo xiita Hezbollah na Tríplice
Fronteira. Libanês naturalizado paraguaio e residente
em Foz do Iguaçu, Barakat é um embaraço
ao Brasil. Na visita que fez em junho ao país, o primeiro-ministro
do Líbano, Rafik Hariri, intercedeu por Barakat. E
disse que o Hezbollah não é uma organização
terrorista, mas um partido político, uma entidade religiosa
e assistencialista. Mas não é a opinião
do Departamento de Estado americano, que mantém o Hezbollah
na lista das organizações terroristas. Para
os EUA, Barakat é o caso mais concreto do envolvimento
com terrorismo de membros da comunidade árabe da fronteira
Brasil-Paraguai-Argentina. Barakat assume ter arrecadado dinheiro
para entidades de assistência aos familiares de militantes
mortos em ações do Hezbollah. Ou seja, além
de partido político e entidade religiosa, promove “ações”.
Que ações? Terroristas, evidentemente. As arrecadações
teriam somado milhões de dólares por ano.
:.
Museu judaico
Quando
esteve em Curitiba, em junho, o rabino Simon Moguilevksy
convocou
a comunidade e incentivou as lideranças de Curitiba
a preservar as lembranças das famílias judaicas
num museu, nos moldes do existente em Buenos Aires. A idéia
é que as famílias doem objetos cerimoniais e
peças como candelabros, chanukiót, baixelas,
toalhas de mesa toalhas que cobrem chalót trazidas
da Europa, livros antigos, fotografias de época da
família, passaportes etc. O Museu Judio de Buenos Aires
“Dr. Salvador Kibrick” que pertence á Congregação
Israelita Argentina existe desde 1967 e já tem inclusive
um boletim quinzenal de notícias e funciona com voluntários
sob o lema: “Museu é memória ou esquecimento
— você escolhe”. Todos os visitantes, desde
escolares, até universitário e pesquisadores
recebem um folheto explicativo bilíngüe. Resta
saber qual a escolha de Curitiba.
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