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Edição
N° 32 - Fevereiro de 2005 |
Por: Yossi Groisseoign
Acordo, esperança?
Em Sharm El-Sheik, no Egito, o premiê de Israel, Ariel Sharon, e o presidente
da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciaram em 9/2 um acordo verbal
para o término de quatro anos de confronto. Segundo agências noticiosas,
ambos “concordaram em pôr fim a todos os atos de violência
contra palestinos e israelenses onde quer que estejam”. Sharon disse
que foi acordado que “os palestinos irão interromper todos os
atos de violência contra israelenses e, paralelamente, Israel suspenderá todas
as atividades militares contra palestinos”. Há esperança?
Bem, acordos assinados antes nunca foram cumpridos e grupos terroristas palestinos
já disseram nada ter com o acordo. Embora sem resultado formal de cessar-fogo,
foi marcado por otimismo de ambas as partes. Só que durou pouco. O Hamas
anunciou ter feito 46 ataques a Israel, dos quais só 17 foram efetivos,
felizmente sem atingir ninguém.
Fórum Social Mundial
2005
Entre 26 e 31 de janeiro aconteceu em Porto Alegre o Fórum Social Mundial
2005. Como sempre, o evento foi trampolim para ataques a Israel, injustamente
acusado de invasor e carrasco dos palestinos em quase todos os encontros organizados
pelas esquerdas. A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs)
realizou no 1º dia uma caminhada e com o apoio da Unesco, convidou para
a Oficina ‘Dois Povos, Dois Estados - O Caminho da Negociação
no Conflito Palestino-Israelense’ os conferencistas Manuel Hassassian
(palestino) e Edward Kaufman (israelense). O movimento juvenil sionista Betar
emitiu nota à comunidade gaúcha, posicionando-se contra os convites
da Firgs aos conferencistas e manifestando seu apoio incondicional a Israel.
A jornalista Pilar Rahola (Espanha), também esteve presente e seus argumentos
causaram impacto na platéia (Veja artigo a respeito, de Pilar Rahola,
em outra parte desta edição do VJ).
Afeganistão agora só tem
um judeu
O zelador da única sinagoga do Afeganistão, Ishaq Levin, e penúltimo
judeu do país, morreu aos 80 anos, após décadas de desavenças
com o outro único israelita de Cabul, afirmou seu vizinho judeu de 45
anos, Zebulon Simentov. O corpo foi levado de avião ao Usbequistão
e depois a Israel onde foi enterrado por parentes de Levin. Israel e Afeganistão
não têm relações diplomáticas. A comunidade
judaica do Afeganistão chegou a ter 40 mil pessoas no fim do século
19, depois que judeus persas fugiram do Irã. Mas em meados do século
20, apenas 5 mil judeus restavam no país. A maioria emigrou depois da
criação de Israel em 1948. Segundo Simentov, as últimas
nove famílias saíram do Afeganistão depois da invasão
soviética de 1979. Mas Levin — o zelador da sinagoga, ou shamash — permaneceu,
mesmo durante o repressivo regime do Talibã. (Agências).
Siciliano: desculpas e retirada de livro
A Federação israelita do Rio de Janeiro (Fierj) recebeu carta
de Álvaro Silva, presidente da Siciliano S/A, ratificando o compromisso
assumido por telefone com o presidente da entidade, Osias Wurman sobre “a
retirada de comercialização do livro Minha Luta de todas as nossas
Livrarias, bem como suspendendo a compra futura de qualquer outro livro dessa
naturaza”. Em nome do Grupo Siciliano, Silva pediu desculpas pelo deslize.
Uma atitude a ser imitada e que merece parabéns. (Fierj).
Abbas antes da eleição: ‘Israel é o
inimigo sionista'
O líder palestino Mahmoud Abbas, dias antes de ser eleito novo presidente
da Autoridade Palestina, chamou Israel de "o inimigo sionista", termo
inusitado em se tratando de um político de linha relativamente moderada.
Abbas, eleito dia 9/1, fez a declaração quando estava em campanha
em Khan Younis, reduto de extremistas. Em outro comício, disse que iria
combater a corrupção. É um dos males que assolam a Autoridade
Palestina, e é um dos principais responsáveis pelo descontentamento
dos palestinos com sua situação atual. (Jerusalém Post).
Mortes no dia das eleições
No dia das eleições palestinas, quando Israel e a Autoridade
Palestina pediam calma aos grupos extremistas para que a votação
corresse tranqüila, um oficial das Forças de Defesa de Israel,
o capitão Sharon Elmakayes, foi morto por um explosivo da organização
terrorista Hezbolá na região de Har Dov, mais de um quilômetro
dentro de Israel. Nas trocas de tiro que se seguiram, um oficial francês
da ONU foi morto, e um soldado sueco também da ONU foi ferido. O ataque
do Hezbolá foi premeditado e não foi realizado em resposta a
nenhuma ação israelense, caracterizando-se mais uma tentativa
de conturbar as eleições palestinas. Há anos os terroristas
do Hezbolá, que têm apoio iraniano, vêm fazendo o máximo
para sabotar qualquer possibilidade de renovação do processo
de paz, apoiando diretamente organizações terroristas palestinas
que cometem atrocidades contra civis ou militares israelenses na fronteira
norte de Israel ou produzindo seus próprios ataques. (Haaretz).
Príncipe se desculpa
por fantasia nazista
O príncipe Harry, de 20 anos, pediu desculpas pelo uniforme nazista
que vestiu numa festa a fantasia e cujas fotos foram publicadas no jornal londrino
The Sun. "Sinto muito se causei alguma ofensa ou vergonha a alguém.
Foi uma má escolha de fantasia e me desculpo", disse o príncipe
num comunicado divulgado pela Clarence House, residência oficial de seu
pai e herdeiro ao trono, o príncipe Charles. O tablóide estampou
na primeira página a manchete "Harry, o Nazista", acompanhada
de uma foto onde se vê o jovem, com uma bebida e um charuto, vestido
com um uniforme nazista e um braçadeira com a suástica. Deputados
trabalhistas e ministros criticaram o príncipe e querem que se proiba
sua carreira na academia militar Sandhurts, a mais prestigiada do Reino Unido,
onde deveria entrar mês passado. Não foi a primeira vez que Harry
causou embaraço à família real britânica. Em outubro
passado, agrediu um fotógrafo após sair de uma discoteca, uma
semana depois que o colégio de Eton acusou o jovem de trapacear nos
exames de acesso à Universidade. (The Sun/BBC Brasil).
Charles ordena ao filho visita a Auschwitz
A imprensa britânica comentou em seguida que o príncipe Charles
teria ordenado ao filho Harry que visitasse Auschwitz, cujos 60 anos de libertação
foram celebrados dias atrás. Para marcar a data, a rainha Elizabeth
II, avó de Harry, recepcionou sobreviventes do Holocausto e veteranos
da Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, organização
judaica internacional que combate o neonazismo e anti-semitismo foi quem primeiro
exortou o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão britânica,
a visitar o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, acompanhando
uma delegação britânica para ver os resultados do odiado
símbolo que ele escolheu vestir na festa a fantasia. Charles então
corroborou o pedido. (BBC Brasil.com/El Reloj.com).
O governo brasileiro e a Autoridade Palestina
A delegação brasileira que acompanhou a eleição
para a presidência da Autoridade Palestina foi integrada por 10 pessoas,
entre elas o secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência
da República, ministro Nilmário Miranda, senadores, deputados,
representantes do Itamaraty e da sociedade civil. Miranda nem quis esconder
sua parcialidade e alegou ter presenciado dificuldades dos palestinos em votar
e que teve de esperar mais de três horas em algumas barreiras montadas
por Israel. Falou sobre uma “atitude prepotente de Israel: eles têm
a força militar e o apoio dos Estados Unidos”. Outra frase de
efeito: “Não há um Estado Palestino, há um território
cheio de assentamentos”. O ministro explicou que o envio de uma delegação
foi uma demonstração de apoio do governo brasileiro aos palestinos.
(Gazeta Mercantil).
Lançado livro sobre Pelé em
hebraico
Foi lançado no Centro Cultural Israel Brasil de Tel Aviv, o livro “Pelé,
deus de carne e osso”, de autoria do escritor israelense Ioram Meltzer,
que conta a história da vida do jogador e sua brilhante trajetória
até se tornar um mito. Marcos Wasserman, presidente da entidade, revelou
que nos anos 70, o Centro Cultural promoveu a vinda de duas bolas de futebol
autografadas por Pelé, e o então capitão da seleção
brasileira, Carlos Alberto. Uma das bolas foi adquirida por sir Aizik Wolfson,
pela quantia de US$ 10.000, e o dinheiro doado a um fundo de incentivo a esportistas.
A outra bola foi sorteada no campo de futebol por ocasião do campeonato
nacional israelense. Pelé, cujo nome em hebraico pronuncia-se péle,
significa maravilha, deu um autógrafo a Meltzer quando este tinha 7
anos. O embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima
ressaltou a importância da divulgação e valorização
da cultura brasileira no exterior. (CCIB de Tel Aviv).
Pelé nos Jogos Judaicos
Como a esposa Assíria descobriu recentemente que é judia, Pelé e
família já foram sondados para uma viagem a Israel para acompanhar
a delegação brasileira às Macabíadas (jogos realizados
a cada quatro anos em Israel, com a participação de atletas de
51 países). Pelé ainda não respondeu se aceita o convite,
pois os jogos serão realizados em junho. Assíria, entretanto,
já declarou que ele deseja participar do evento e que ele ficou bastante
surpreso com a descoberta de que a mulher é judia. “De uma hora
para outra, ele acordou cercado de judeus. A mulher, a sogra e os filhos”.
Assíria assegurou também que, embora tenha ficado contente por
saber que tem sangue materno e paterno judaico, continuará evangélica. “O
judaísmo é mais do que uma religião, é uma herança”,
disse ela.
Site racista tirado do ar
Em São Paulo, o Gradi, sob a coordenação da delegada Inês
Cunha, obteve do provedor IG a retirada do site Revista Criação,
atendendo denúncia encaminhada pela B’nai B’rith do Brasil.
No site, havia conteúdo racista e discriminatório contra os judeus. “Como
sempre o Gradi” — uma delegacia especializada em crimes de intolerância
e preconceito racial — “tomou providências imediatas”,
destacou Alberto Liberman, diretor de Direitos Humanos da B’nai B’rith.
De acordo com a legislação brasileira o site incidiu em delito
ao comparar o judaísmo e o nazismo de forma pública, com isto
praticando e permitindo incitar o preconceito contra os judeus, motivo pelo
qual foi solicitada a sua remoção. A denúncia à B’nai
B’rith contra a citada página eletrônica, foi encaminhada
pelo jornal Visão Judaica, de Curitiba. (B'nai B'rith do Brasil).
À procura de familiares
Esther Demaszko, endereço eletrônico estherdemaszko@ig.com.br
e telefone 0**(21) 2235-4265, do Rio de Janeiro, procura parentes sobreviventes
do Holocausto da família Demaszko, da cidade de Ianevich, Polônia.
Seu pai veio para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial, deixando lá pai,
quatro irmãos, cunhadas e sobrinhos. Se alguém conhecer descendentes
dessa família e tiver informações pode contatar Esther
Demaszko.
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Edição
N° 31 -Dezembro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Israel reabre consulado em SP em 2005
Dorit Shavit, diretora do Departamento da América Latina, no Ministério
das Relações Exteriores de Israel, comunicou em 11 de dezembro,
durante encontro com lideranças da comunidade judaica brasileira em
Tel Aviv, que o consulado de Israel em São Paulo será reaberto
em 2005. O consulado fechou suas portas em julho de 2003, depois de 50 anos
de existência, por determinação do Ministério das
Relações Exteriores de Israel e em conseqüência de
rigorosos cortes nas despesas governamentais. O anúncio foi feito para
Berel Aizenstein, presidente da Confederação Israelita do Brasil
(Conib), Jayme Blay e Ricardo Berkiensztat, presidente e vice-presidente da
Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e
Boris Berenstein, presidente da Federação Israelita de Pernambuco.
(Conib).
Campeonato da Liga de Futebol israelense
O campeonato da liga superior de futebol começou com estádios
quase vazios em Israel e com resultados distintos. O recém-ingresso
na primeira divisão, Bnei Saknin, empatou em 1 a 1 com o HaPoel Tel
Aviv. O Macabi Tel Aviv venceu por 2 a 0 a equipe árabe-israelense Akchei
Natzeret. Outros resultados da rodada inicial: Ashdod 2, HaPoel Petch Tikva
0; Macabi Petach Tikva 1, HaPoel Beer Sheva 2; e Ben Iehuda 2, Macabi Natania
0. Chazon Be Fandel e o irmão do jogador da seleção Chaim
Revivo foram os jogadores que sobressaíram na primeira rodada. E pelas
eliminatórias da Copa do Mundo, Israel 2 Chipre 1. (Inian Mercazi).
Fãs torcem contra com bandeiras de Israel
Bandeiras israelenses saudaram os jogadores do Maccabi Tel Aviv num jogo contra
o Ajax, em Amsterdã, em outubro. Só que a maioria delas estava
nas mãos de torcedores do time da casa. Esta é uma das mais
exóticas peculiaridades do futebol mundial, pois os torcedores do
Ajax se autodenominam ‘Superjoden’ (super judeus), um apelido
que reflete as origens judaicas do time e da cidade de Amsterdã. Um
dos gritos de guerra da torcida é ‘Superjoden! Olé! Olé!’,
e muitas vezes os torcedores visitantes são surpreendidos com o estádio
inteiro cantando o clássico ‘Hava Naguila’. Hoje, poucos
fãs do time são judeus, mas eles continuam levando a coisa
a sério. ‘É uma questão de orgulho’, diz
um deles. Antes da 2ª Guerra Mundial, a maioria dos 140 mil judeus holandeses
vivia em Amsterdã, e o estádio do Ajax ficava próximo
ao bairro judeu. Torcedores de outros times muitas vezes gritavam palavras
de ordem anti-semitas e os do Ajax defendiam seu ‘judaísmo’.
No campo, no entanto, não houve surpresa: Ajax 3x0. (Israel Insider).
Filme israelense premiado em Munique
" Hina”, filme de Idan Hovel, obteve o reconhecimento de melhor roteiro
no Festival de Cinema Estudantil da Alemanha, em Munique. Hovel, que estuda na
Escola de Cinema Sam Spigiel, em Jerusalém, ganhou três mil euros
e o prêmio de melhor roteiro por sua película. Foram exibidos no
evento 52 filmes representando 35 escolas de 25 países. O presidente do
júri deste ano foi o realizador do cinema independente norte-americano
Hal Hartley (“The Unbelievable Truth”, “Amateur”). O
filme de Hovel ganhou também o primeiro prêmio interno da escola
Sam Spigiel e foi apresentada no Festival de Jerusalém. (Iton Gadol)
Abu Mazen e o Holocausto
Para Abu Mazen, o candidato à sucessão de Arafat, o número
de judeus vítimas do Holocausto deve ser ‘ainda menor do que um
milhão`. Em 1984, Mazen, cujo nome é Mahmoud Abbas, disse isso
numa palestra no Colégio Oriental de Moscou, que dois anos depois foi
publicada em árabe, na Jordânia. Citando intelectuais conhecidos
por negar a existência das câmaras de gás, o artigo de 1984
pretende mostrar a falta de legitimidade do movimento sionista, falando sobre
pretensos “laços secretos entre suas lideranças e os nazistas”,
e indicando que ambos teriam os mesmo objetivos e teorias convergentes. (IMRA – Middle
East News & Analysis).
Escultura anti-semita em Oslo
Em agosto, uma escultura intitulada “A parede: fragmentos de história“,
de Sigurd Björn Engvik, foi exibido pela Prefeitura de Oslo na Praça
Youngstorget, no centro da cidade. A escultura continha estrelas amarelas nazistas
que gotejavam sangue, supostamente simbolizando a “natureza assassina
do Judaísmo” (embora as estrelas exibidas não fossem o
Magen David aberto mas as estrelas amarelas nazistas fechadas), o dólar,
um sinal simbolizando também supostamente a ganância judaica,
e cartas com a palavra “Holocausto” entremeada pela data de 29
de novembro de 1947 (dia da partilha da Palestina). A escultura também
inclui citações dos Dez Mandamentos e do Tanach, simbolizando
o descuido israelense aparentemente pela ética judias. A comunidade
judaica de Oslo e a Associação Norueguesa contra o Anti-semitismo
protestaram pelo uso de símbolos anti-semitas clássicos e pelo
ataque à religião judaica e o escárnio da Shoah.
Terrorista de dupla nacionalidade
O jornal “O Sul”, de Porto Alegre, arranjou um novo codinome para
terrorista: Gaúcho! Em sua edição de 25 de novembro, colocou
como chamada de capa para sua matéria de internacional, o seguinte título: "Israel
mata gaúcho na Palestina". Colocada assim, a frase dá a
entender que Israel agora persegue os gaúchos e que terroristas deixam
de ser terroristas para se transformarem em gaúchos. Com a "nacionalidade",
o jornal tentou "apagar" o passado sujo de um indivíduo que
não era um gaúcho qualquer. Israel nada tem contra os gaúchos,
mas sim contra terroristas como aquele morto pelo exército, que tem
inclusive uma longíssima ficha de crimes e de atos de violência
que não podem ser desculpados, ou apagados por sua dupla nacionalidade
brasileira/palestina. (De Olho na Mídia).
TV Hezbolá fora do ar
O primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin anunciou que seu governo
proibiu a difusão dos sinais da TV Al-Manar, do grupo terrorista Hezbolá,
por causa emissões repletas de ódio da rede via satélite,
na França. Milhares de pessoas assinaram petições ao presidente
Chirac solicitando que fosse barrada a propaganda do Hezbollah que vomita ódio
contra os judeus, e que fosse removida das ondas na França. A campanha
foi iniciada pelo Centro Simon Wiesenthal Center, chocado com a decisão
inicial de permitir as emissões da Al-Manar que incitariam os muçulmanos
franceses. Mas depois que a rede, que transmite de uma emissora baseada no
Líbano, passou a acusar Israel de disseminar Aids através do
mundo árabe, cresceram os protestos internacionais e o governo francês
finalmente resolveu puxar o fio da tomada. (Centre Simon Wiesenthal).
Yad Vashem inaugura portal na internet
Mais de 3 milhões de nomes de judeus perseguidos e mortos pelo regime
nazista podem ser acessados em 14 idiomas através do site www.yadvashem.org.
O portal visa reconstituir os nomes e a história de vida de cada uma
das vítimas. É uma corrida contra o tempo, revela Avner Shalev,
um dos diretores do Museu do Yad Vashem (Museu do Holocausto) em Israel, sobre
este trabalho iniciado há 50 anos. “Temos de coletar a maior quantidade
de dados enquanto ainda tivermos entre nós sobreviventes e a geração
dos que melhor se lembram dos fatos. Chamamos as famílias de todo o
mundo a nos ajudar a honrar a memória de nossos ancestrais, a partir
de seus nomes”, disse ele. Os dados arquivados incluem data e local de
nascimento, profissão, local de residência antes da guerra, nome
dos pais ou esposos, e onde e quando foram capturados pelos nazistas. Os internautas
também podem participar de programas educacionais. (JTA).
Mais um Justo entre as Nações
Um grupo de diplomatas da embaixada israelense em Berlim homenageou Herbert
Herden, de 89 anos, com o título de “Justo entre as Nações” e
seu nome será inscrito no Yad Vashem, memorial do Holocausto em Israel.
Ele diz que faria tudo de novo: arriscar sua vida para salvar judeus poloneses
durante o Holocausto. Mais de 350 alemães já receberam este
título.
Da realeza swazi ao rabinato ortodoxo
Nkosinathi Gamedze descende do clã real dos Swazi, da África
do Sul. Em 1988 o jovem negro estudante de idiomas da Universidade Witwatersrand,
de Joanesburgo, viu um colega escrevendo da direita para esquerda, o que mudaria
sua vida. Em 1988 decidiu aprender o idioma, um dos 13 que fala hoje e foi
bem recebido no Departamento de Hebraico da Universidade, mesmo sendo o único
não judeu. Passou a ser convidado para o shabat na casa dos colegas. “O
primeiro sinal de calor humano que recebi dos brancos foi da comunidade judaica,
mesmo na época do aparthaid na África do Sul”, conta. Depois,
a convite do professor Moshe Sharon fez seu doutorado em hebraico em Jerusalém,
na yeshivá Ohr Somayach. Mais tarde decidiu se converter, estudou e
foi aprovado por um Beit Din em Jerusalém. Hoje é Rabbi Natan
Gamedze, rabino ortodoxo, que mora em Safed, Israel e leciona no Sharei Bina
Girls Seminary. (JTA).
Palestinos matam jovem de 19 anos acusado de espionagem
Militantes palestinos mataram um rapaz de 19 anos por suspeitarem que ele colaborou
com os israelenses na captura de fugitivos. Jad al-Hindi foi morto pelas
Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, grupo violento ligado ao movimento
Fatah. Cedo, na manhã seguinte, seu corpo foi achado pela polícia
com 12 tiros na cabeça. Dezenas de palestinos já foram executados
por seus companheiros desde o início da Intifada, alguns em praça
pública, em frente a grandes multidões. (Haartez/Associated
Press).
Atitude humana e civilizada
A divisão de engenharia e munições do Exército
de Defesa de Israel, junto com uma equipe médica, e em coordenação
com a Administração Civil, socorreu, resgatou e tratou de um
menino palestino ferido em Dir Dabuan, a leste de Ramallah. As forças
israelenses foram até lá para ajudar a criança palestina
a pedido da administração civil de Ramallah. A mão do
menino fora apanhada por uma máquina de fabricação de
azeite de oliva. O exército de Israel livrou o menino, deu-lhe atendimento
médico no ato e o removeu para um hospital israelense em condições
moderadas de saúde. (IDF Spokesperson). |
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Edição
N° 30 - Novembro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Ação
contra a Unwra
O Centro Simon Wiesenthal (SWC) pediu aos EUA e Canadá a suspensão
do financiamento da Agência das Nações Unidas de Ajuda
aos Refugiados da Palestina (Unrwa) até que seja investigada a contratação
de membros da organização terrorista Hamas. O diretor da Unrwa,
Peter Hansen, admitiu que membros do Hamas estão entre o pessoal da
organização e disse não ver isso como um crime. Para ele, “o
Hamas é uma organização política e nem todos os
seus membros são militantes e nós não fazemos veto político
ou excluímos as pessoas por uma convicção”. Para
o SWC, está claro que é uma situação perigosa e
de descontrole. EUA e Canadá respondem por um terço do multimilionário
orçamento anual da Unrwa e “é preciso averiguar até que
ponto se desviou contribuições humanitárias de refugiados
para terroristas”. As investigações começaram. (SWC).
Muito interessante
Conhecem as origens dos seguintes nomes: Barcelona; Granada;
Montjuich; Calatayud; Escalona; Coin; Ibéria? Barcelona: Do hebraico bar-shela-nu, que significa "nossas
costas", referindo-se aos assentamentos na costa mediterrânea
que desde a antiguidade eram majoritariamente povoados por judeus. Montjuich:
provém das palavras compostas mont-juich, "o monte dos judeus",
por ser o lugar de localização do cemitério judeu da
cidade. Granada: Em hebraico ger-anat, "campo de refugiados". A
cidade surgiu como subúrbio de Elvira, e nele se instalavam os judeus
escapados das guerras. Quando chegaram os árabes, chamaram de Garnata
alyahud, ou seja, "Granada dos judeus". Calatayud: do árabe
qal'at-alyahud, e traduzindo, "o castelo dos judeus". Ibéria:
do hebraico Ibriya, "a hebréia". O gentílico íberos
seria sinônimo da palavra hebraico ibrim, que significa, "hebreus".
Escalona: procede de Ashkelón, ou Ascalón, cidade da Judéia.
Lei contra o anti-semitismo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush promulgou
lei determinando ao Departamento de Estado a monitoração do anti-semitismo no
mundo e a classificação dos países de acordo com o tratamento
que dão aos judeus. "Estamos nos assegurando de que o velho impulso
do anti-semitismo nunca encontrará lugar no mundo moderno", disse
Bush, durante um giro de campanha no Estado da Flórida. A população
judia na Flórida é a terceira maior no mundo, depois de Israel
e Nova York. Segundo o texto aprovado, o Departamento de Estado americano
deverá instaurar um setor especial para vigiar abusos anti-semitas
em todo o mundo, e a redigir informes anuais classificando cada país.
Conhecido como Lei de Consciência Anti-semita Global, o projeto foi
apresentado pelo representante democrata Tom Lantos, sobrevivente do Holocausto. "Defender
a liberdade também significa conter a maldade do anti-semitismo",
disse Bush. (Folha Online).
Alemanha fecha site nazista
A polícia alemã fechou um site de propaganda neonazista, produzida
na cidade de Mainaschaff (sul da Alemanha). Investigadores confiscaram um computador
usado por um jovem de 20 anos para difundir textos, imagens e músicas
ligadas ao nazismo. Na página virtual eram também glorificados
alguns personagens do ex-regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha. Durante
a batida, a polícia também encontrou cópias piratas de
filmes e de CDs de música. (Jornal Alef).
Rabinos israelenses e o Vaticano
Líderes do Vaticano e do rabinato israelense estiveram reunidos em Roma
para o encontro do Comitê para o Diálogo Religioso do Rabinato-Chefe
de Israel e a Comissão Pontifícia do Vaticano para Relações
Religiosas. Foram discutidos tópicos como a santidade e o valor da vida
nas tradições católica e judaica. Várias palestras,
entre elas uma do rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, abriram um novo
programa da Igreja Católica sobre o judaísmo e o povo judeu na
Universidade Gregoriana. (WJC).
Arns
pede providências
sobre incidente em Campinas
O senador Flávio Arns (PT/PR) encaminhou carta ao diretor geral da Polícia
Federal, Paulo Fernando da Costa Lacerda, e ao secretário de Segurança
de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, pedindo a investigação
dos atos de vandalismo cometidos na Sinagoga de Campinas. O senador atendeu
assim um pedido do ex-candidato a vereador Antonio Borges dos Reis. A Polícia
Civil já investiga a ação de um grupo anti-semita que
escreveu mensagens ofensivas aos judeus nas paredes da sociedade Petit Jacob,
em Campinas. Uma suástica nazista e a frase "Kill all jewish" ("Mate
todos os judeus").foram pichadas na parede da sinagoga. Além da
polícia, o Ministério Público também foi acionado
para investigar o caso. (VJ/BB)
Síria quer continuar ocupando o Líbano
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouq al
Shara, rejeitou a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança
da ONU, ordenando que Damasco coloque um fim à ocupação
ilegal do Líbano e retire suas tropas do país. A resolução
foi proposta no contexto da recente informação de que a Síria,
estimulada pelo Irã, estaria permitindo que a Al Qaeda estabelecesse
bases na costa libanesa, de onde pode ameaçar o sul da Europa. A ordem
segue uma resolução anterior, também não cumprida
pela Síria. Dos 15 membros do Conselho, somente Argélia e Paquistão
se abstiveram. A Síria vê a resolução, que tem caráter
não-impositivo, como ‘interferência em seus assuntos internos’.
(Maariv).
Carimbo marca data
Um carimbo postal destinado a lembrar o centenário da imigração
judaica foi lançado na Hebraica de Porto Alegre em 18 de outubro. Com
desenho da arquiteta Elaine Unikowski, que o doou para a Federação
Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs), o emblema foi utilizado na correspondência
expedida pela Agência Bom Fim dos Correios, na Avenida Venâncio
Aires, até o final de outubro. O carimbo contém os dizeres: “Centenário
da 1ª Imigração Judaica Organizada Para o Brasil – Federação
Israelita do Rio Grande do Sul 1904-2004 – Shalom”.
Pilar abre debate sobre anti-semitismo
A Liga de Amizade Israel-Portugal (www.geocities.com/israel_portugal/portugues.html),
com sede em Tel Aviv, promoveu em outubro um Encontro Internacional que debateu
virtualmente anti-semitismo e difamação. Os idiomas utilizados
foram o português e o espanhol. Dezenas de sites em todo o mundo se
inscreveram, abrangendo mais de 100 mil internautas, que puderam enviar as
suas questões sobre os temas de educação judaica, surtos
de anti-semitismo e difamação. O encontro foi aberto com a
intervenção de Pilar Rahola. As conclusões do encontro
foram divulgadas no dia 27 de outubro. (LAIP – Liga da Amizade Israel-Portugal)
Rahola esteve outra vez no Brasil
A jornalista e escritora espanhola Pilar Rahola fez palestra
no Seminário
Internacional `Intolerância e Solidariedade no Mundo Contemporâneo`,
dia 29 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo.
Participaram da mesa redonda sobre Intolerância Política, além
de Rahola, Anita Novinsky (USP), D. Tomas Balduino, Osvaldo Coggiola (USP),
com coordenação dos trabalhos por Maria Luiza Tucci Carneiro
(USP). Também houve outra mesa redonda sobre Intolerância Religiosa,
com Nelson Ascher, Renato da Silva Queiroz, Oscar Vilhena Vieira, José Antonio
Escudero, tendo como moderador Andréa Lombardi. O evento terminou em
31/10 e conta com intensa programação de filmes. (LEI – Laboratório
de Estudos da Intolerância)
Israel
lembra 9º aniversário
da morte de Rabin
A comemoração oficial do nono aniversário da morte do
primeiro-ministro Yitzhak Rabin teve lugar em cerimônia na casa do presidente
de Israel, Moshe Katsav, com a presença de vários políticos
importantes. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, perguntou: ‘Será que
a lição foi aprendida? Terá o horror dos assassinatos
políticos desaparecido? Receio que não’. O filho de Rabin
disse: ‘É insuportável ouvir que Sharon é um traidor,
da mesma forma que o era ouvir que Rabin era um traidor’. Na cerimônia
anual realizada na praça de Tel Aviv em que Rabin foi assassinado quem
falou foi o chefe do Estado-Maior, general Moshe Yaalon. (Maariv).
Lei de cidadania saudita exclui palestinos
O Conselho de Ministros da Arábia Saudita aprovou recentemente uma série
de novas regras sobre cidadania que beneficiará milhares de estrangeiros
vivendo no país, com uma notória exceção: os palestinos.
Expatriados de todas as nacionalidades, que tenham residido na Arábia
Saudita por dez anos, passam a ter o direito de requerer cidadania. Um grupo,
no entanto, foi excluído: os 500 mil árabes provenientes da Cisjordânia
e da Faixa de Gaza. Eles não serão beneficiados porque a Liga Árabe
instrui seus membros a não oferecer cidadania aos palestinos, para ‘evitar
a dissolução de sua identidade e proteger seu direito de retorno à sua
pátria’. (Israel National News).
Campos libaneses piores que em Gaza
Ghassan Khatib, ministro do Trabalho da Autoridade Palestina
deplorou as condições
de vida nos campos de refugiados palestinos no Líbano, dizendo que elas
são piores que nos de Gaza. "Fiquei chocado com as condições
dos campos de refugiados no Líbano", disse, numa entrevista para
o jornal Beirut Daily Star. "Mesmo em Gaza e Nablus, nos territórios
ocupados, a situação é melhor que nos campos no Líbano",
disse Khatib que pediu ao presidente Emile Lahoud melhorias nas condições
de vida e de trabalho dos árabes palestinos que vivem no Líbano.
O governo libanês não concede direitos civis básicos aos
400 mil refugiados que vivem naquele país. Eles estão proibidos
de construir habitações permanentes e de exercer várias
profissões.
Música
brasileira em Israel
Surgiu recentemente em Israel um grupo denominado “Bateria Guaraná”,
formado por 17 músicos israelenses que amam o samba brasileiro. Em suas
apresentações usam palavras de Caetano Veloso: “O samba é pai
do prazer e filho da dor”. É um grupo heterogêneo, cujos
membros têm diferentes profissões, mas oferecem ao público
uma autêntica festa brasileira, com ritmos como samba, samba reggae,
baião e outros ocidentais e orientais. Tudo isso, com instrumentos autênticos,
como “surdos”, tamborins, maracás e outros. Fundado por
Juca Perpinan, cantor e percussionista de fama internacional, o grupo é independente
e é dirigido por Hadas Tadmor. Seus integrantes são amadores
que se apresentam em festivais e em festas. Pode-se ouvi-los também
todas as sextas-feiras a partir das 16 h no Parque Hayarkon, de Tel Aviv, onde
ao ar livre fazem a alegria dos transeuntes e “matam” as saudades
do Brasil. (Aurora)
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Edição
N° 29 - Outubro de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Christopher Reeve: Israel impressiona
O ator Christopher Reeve, recentemente falecido, após retornar de uma
viagem a Israel em 2003, deu um interessante depoimento em entrevista ao Jewish
Telegraphic Agency (JTA): “Foi uma das viagens mais recompensadoras de
minha vida. Foi realmente um privilégio ter estado lá, não
só porque fui muito bem tratado, mas por causa das pessoas que encontrei”.
O ator disse que saiu de Israel impressionado com a coragem dos cientistas
israelenses e com a importância dada à ciência no país.
Também ficou admirado com os cidadãos comuns: “Vi as pessoas
trabalhando juntas, com grande respeito mútuo. Os israelenses são
cheios de vida, cheios de energia e parecem extrair o máximo de cada
instante”. (JTA)
Eliminatórias
da Copa de 2006
Depois de empatar com a França em 0 x 0, em Paris, a seleção
de Israel conseguiu sua primeira vitória no Grupo 4 das eliminatórias
européias para a Copa do Mundo de 2006: derrotou o Chipre por 2 x 1.
E ainda pelas eliminatórias da Copa, novo empate: Israel 2 X 2 Suíça.
(Jornal Alef)
Beduínos são
chefes em universidade de Israel
Pela primeira vez, beduínos israelenses são nomeados chefes de
departamentos universitários em Israel. Numa feliz coincidência,
os professores Aref Abu-Rabia, de Estudos do Oriente Médio, e Alean
Al-Krenawi, de Serviço Social foram escolhidos para a função
de chefia na universidade Ben Gurion, em Ber-Sheva. Eles têm visões
semelhantes sobre os planos para seus departamentos: o fortalecimento da coexistência
e tolerância entre árabes e judeus, dentro e fora da universidade. “Somos
todos israelenses trabalhando por um futuro melhor para a universidade, o Negev
e Israel”, disse Al-Krenawi. (Israel 21c)
Israelenses
não podem adotar crianças
do Brasil
O Brasil decidiu proibir a adoção de crianças brasileiras
por casais israelenses que morem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, em
colônias que a Autoridade Palestina considera ilegais. A revelação,
do jornal Maariv, irritou as autoridades israelenses, que acusam Brasília
de pender para os palestinos. Nas justificativas do governo brasileiro estão
a ‘necessidade de proteção das crianças, que estariam
indo para regiões em conflito’ e ‘o serviço militar
em Israel obrigatório’ e ‘as crianças poderiam ser
enviadas para a guerra’. Uma enfermeira israelense adotou a cearense
M.A.Y., hoje com 17 anos. Para ela, as autoridades brasileiras têm uma
visão distorcida da realidade israelense, transmitida pelas redes internacionais
de notícia. “O dia-a-dia aqui é normal, não se sente
o conflito”. Já a garota diz: “Não troco Israel por
nada nesse mundo”. (OESP)
Criticada
mostra de família
ligada a nazistas
O Conselho Judaico da Alemanha criticou duramente o chanceler
alemão
Gerhard Schroeder, por ter inaugurado a controvertida mostra de arte da coleção
Flick, uma família que fez fortuna com a indústria armamentista
do regime nazista de Adolf Hitler. “O chanceler falou durante a inauguração
sobre a fundação criada por Flick contra a xenofobia, o racismo
e a intolerância. Mas isso não pode servir de pretexto para ocultar
que o ato de Flick dá um novo estímulo aos neonazistas",
disse Michael Fuerst, membro do Conselho Judaico ao jornal on-line alemão
Netzeitung. "Flick se propõe ‘lavar com arte’ o nome
de seu avô, Friedrich Flick, o industrial que ajudou o regime nazista
de Hitler a obter armas”, completou Fuerst. A maioria dos alemães
(58%) apóia a mostra de arte da coleção Flick em Berlim,
enquanto 27% são contrários e 15% não quiseram opinar,
segundo uma pesquisa da revista Stern. A coleção foi rejeitada
antes por grandes metrópoles da arte, como Londres (Grã-Bretanha),
Zurique (Suíça) e Munique (sul da Alemanha). (Netzeitung)
Terror
intimida a mídia
David Schlesinger, editor mundial da agência Reuters, pediu à CanWest,
proprietária da maior cadeia de jornais do Canadá, que retire
o nome dos redatores da sua agência ao editar matérias se referindo
ao Hamas e às Brigadas de al-Aqsa como ‘grupos terroristas’.
A política da Reuters é utilizar termos mais ‘neutros’.
O executivo expressou preocupação com ‘sérias conseqüências’,
caso ‘as pessoas no Oriente Médio’ venham a acreditar que é a
agência que denomina tais grupos de ‘terroristas’. É a
primeira vez que a Reuters admite publicamente que seus repórteres e
editores são intimidados ao descreverem atentados terroristas. É também
um raro reconhecimento da influência da intimidação terrorista
na cobertura da mídia. (Israel Insider)
Mulher-bomba tinha programa de TV para crianças
A terrorista suicida Zeina Abu Salem, de 18 anos, que matou dois israelenses
e feriu outros 14 no atentado cometido em Jerusalém era apresentadora
de um programa infantil na TV de Nablus e filha de família rica da cidade,
proprietária do canal. O pai da jovem mulher-bomba, Abu Salem, de 50
anos, sofreu um ataque do coração ao descobrir que sua filha
havia se suicidado e morreu quando chegou ao hospital. Ele havia sido operado
do coração recentemente. O grupo extremista Brigadas dos Mártires
de Al-Aqsa, ligado ao Fatah do dirigente palestino Yasser Arafat, reivindicou
a autoria do atentado. (El Reloj)
Líder iraquiano atacado por apertar mão
de israelense
O Hezbollah atacou o primeiro-ministro iraquiano, Iyad
Allawi, por este ter apertado a mão do ministro das Relações Exteriores de
Israel, Silvan Shalom, na ONU, dizendo que ele havia ‘desgraçado’ o
Iraque e ofendido árabes e muçulmanos. ‘Esse inaceitável
aperto de mãos é um verdadeiro insulto ao povo iraquiano, sua
história, sua cultura, ao compromisso nacional e islâmico, e também
um desprezo flagrante pelo sofrimento do povo palestino e pelos sentimentos
de árabes e muçulmanos’, afirmou porta-voz do Hezbollah.
Shalom disse que foi o primeiro contato oficial entre Israel e Bagdá desde
o início da guerra no Iraque. (SWC).
Filho de Khadafi recebe diplomatas israelenses
O filho do líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se com diplomatas
israelenses, como parte do esforço para normalizar as relações
entre a Líbia e Israel. Saif Al-Islam Khadafi conversou com uma delegação
israelense durante uma convenção interparlamentar em Genebra.
A Líbia já havia oferecido aos emigrantes judeus que se estabeleceram
em Israel a possibilidade de retorno ao país como visitantes. (JTA)
Turismo
atinge marca de um milhão
em Israel
Um milhão de pessoas visitou Israel entre janeiro e agosto de 2004,
levando o turismo a seu nível mais alto desde 2001. O ingresso de turistas
cresceu 54% em relação ao mesmo período de 2003. A previsão é de
que o país receba neste ano 1,5 milhão de visitantes. O número é ainda
distante do pico de 2,4 milhões, atingido no ano 2000. O efeito da Intifada
foi mais forte em 2002, quando apenas 861 mil turistas visitaram o país.
(Jerusalem Post)
Feghali
assina petição
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) foi a primeira
a assinar, no Rio de Janeiro, a petição à ONU contra o anti-semitismo,
durante a visita que fez à Federação Israelita do Rio
de Janeiro. Após uma conversa sobre o conflito no Oriente Médio
e a coincidência de pontos de vista contrários à importação
do conflito para o Brasil, a deputada que foi recebida pelo presidente da
FIERJ, Osias Wurman, assinou o documento. E declarou-se honrada com a iniciativa,
além de acreditar numa parceria com a comunidade judaica em prol da
paz entre palestinos e israelenses. Foi um gesto importante na abertura de
novos caminhos para a preservação da convivência entre
brasileiros de origem árabe e judaica. (FIERJ)
Quatro anos de terror da Intifada
Relatório israelense informa que desde o início da Intifada,
em setembro de 2000, houve 138 ataques suicidas, 1.017 israelenses e estrangeiros
mortos, 5.598 feridos, 13.370 ataques a tiro e 460 mísseis Kassam lançados
contra o país. Houve diminuição de 84% no número
de israelenses assassinados em ataques terroristas desde a finalização
da primeira parte da barreira de segurança, em agosto de 2003. Outras
conclusões: o interrogatório de líderes terroristas presos
em Israel revelou que Arafat, em muitos casos, autorizou o financiamento de
atividades terroristas. Freqüentemente, o armamento utilizado em ataques
provinha do arsenal da Autoridade Palestina. Além disso, ‘várias
centenas’ de membros das forças de segurança palestinas
estiveram implicados em atentados, transportando terroristas e traficando armas.
(Jerusalem Post)
Hava Naguila faz 100 anos
Numa yeshivá (academia rabínica) de Jerusalém, há 100
anos um professor cantarolou uma melodia hassídica e pediu aos alunos
que escrevessem versos que se adaptassem à música. Moshe Nathanson,
de 12 anos, foi o escolhido com seu poema Hava Naguila. Ele se inspirou no
salmo bíblico 118, versículo 24: “Eis o dia que o senhor
fez/regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Nathanson emigrou para os Estados
Unidos, onde foi hazán (cantor) durante 46 anos na sinagoga do rabino
Mordechai Kaplan, fundador do Movimento Reconstrucionista. Aposentou-se no
final da década de 60 e morreu cerca de 15 anos mais tarde. Sua canção
Hava Naguila é sem dúvida a música judaica mais famosa
no mundo e foi interpretada, entre outros, por Harry Belafonte e Bob Dylan.
Já existe até versão eletrônica tocada em discotecas
e toque de celular com o ritmo da canção. (Itón Gadol)
A sucá da luz
Numa iniciativa conjunta da Prefeitura de Jerusalém e da Companhia de
Eletricidade foi construída na ampla esplanada de Kikar Safra, ao lado
da sede da Prefeitura, "a sucá da luz". Como se constata na
fotografia, a sucá pode ser considerada uma das maiores do mundo, com
uma área de 480 metros quadrados. Tem quatro quilômetros de cabos
de eletricidade e em sua construção foram utilizadas 144 mil
mini lâmpadas. Muitos dos eventos da festa de Sucót em Jerusalém,
aconteceram nessa sucá. (Haaretz)
Funcionários da ONU presos por ligação
com terror
O exército de Israel divulgou a prisão de 13 palestinos empregados
pela Unrwa (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos) por envolvimento
com atividades terroristas. Eles utilizavam ambulâncias da organização
para apoiar atividades ligadas ao terror. Peter Hansen, chefe da Unrwa, admitiu
que a agência tem entre seus funcionários alguns membros da organização
terrorista Hamas. E ele não vê problema nisso, pois alega que ‘essas
pessoas seriam afiliadas à facção política do Hamas’.
(Israel National News)
Justiça para ato terrorista na Argentina
A Federação Israelita de São Paulo entregou uma petição
ao Consulado da Argentina para a reabertura do processo do caso Amia — atentado
contra a organização judaica que matou 85 pessoas em Buenos Aires
há dez anos. A petição, entregue pelo presidente da Confederação
Israelita do Brasil (Conib) Jaime Blay e outros dirigentes, observa que “a
impunidade gera novos atentados” e exige “a revisão imediata
do caso”. Em setembro, a justiça argentina absolveu todos os 22
acusados de envolvimento no atentado ocorrido em 18 de julho de 1994 — a
maior ação terrorista da história do país. Mas
nem tudo está perdido: Um juiz argentino ratificou a vigência
da ordem internacional de captura de 12 iranianos pela suposta responsabilidade
no atentado à Amia. A ação foi adotada pelo juiz Rodolfo
Canicoba Corral ante a decisão da Interpol de suspender os pedidos de
detenção expedidos durante a investigação do ataque
terrorista. (Agência Efe)
Vereadora
eleita é ameaçada
Eleita vereadora pelo PFL, a professora Teresa Bergher
recebeu dia 13/10 em seu comitê, no bairro do Flamengo, um envelope com seu próprio
material de campanha. Os folhetos estavam todos pichados com suásticas
e a frase ''morte aos judeus''. O material, que fora postado numa agência
dos Correios em Copacabana, foi entregue no dia seguinte à Polícia
Civil para investigações. (JB)
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Edição
N° 28 - Setembro de 2004 |
100
anos de sinagoga portuguesa
O presidente de Portugal Jorge Sampaio e o rabino chefe
de Israel estiveram entre as personalidades presentes às comemorações do centenário
da sinagoga de Lisboa. Jorge Sampaio, cuja avó materna foi uma ativista
judaica, e o rabino chefe sefaradi de Israel, Moshe Amar, se encontraram com
diversos funcionários judeus e não-judeus do governo em 12 de
setembro na celebração do aniversário dos 100 anos da
Shaare-Tikva, também conhecida como Sinagoga de Lisboa, a primeira sinagoga
construída em Portugal após a expulsão dos judeus em 1497.
Site
racista é bloqueado
Um site argentino na Internet que incita ao ódio contra negros e judeus
foi bloqueado no Rio Grande do Sul. A ação, para a qual foi mobilizada
a Interpol, foi formulada pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra
e pela Federação Israelita daquele Estado. Sem dar maiores detalhes
das investigações, porque de algum modo isso
pode prejudicá-las, o procurador Renoir Cunha, da Promotoria dos Direitos
Humanos e Cidadania, disse que o responsável já está identificado. "O
caso é grave", porque o site incriminado "tem um discurso
contra os judeus e os negros e é uma referência dos neonazistas
na América Latina", acrescenta Cunha. Un grupo de provedores da
internet do Rio Grande do Sul firmou ompromisso para bloquear o site, e agora
trata de obter a adesão dos demais Estados.
Crescem
em 2004 os sites racistas
A quantidade de sites que expressam idéias racistas, extremistas ou
de ódio religioso aumentou sensivelmente desde o início de 2004.
A Surf Control, empresa de monitoração da internet, afirma que
o número de páginas promovendo o ódio contra norte-americanos,
muçulmanos, judeus, gays e afro-americanos cresceu 26% desde o início
deste ano, contra um aumento de 30% em todo o ano de 2003. A empresa informa
ainda que serviços como bolsas de estudo e matrimônio on-line
para supremacistas da raça branca, para grupos que pregam o assassinato
de homossexuais e outros tipos de extremistas cresceu cerca de 300% desde o
início da monitoração em 2000.
Hezbollah
tem sites fechados
Dois sites do Hezbollah foram fechados recentemente nos
Estados Unidos e no Reino Unido, após aplicação, por um provedor de internet
norte-americano e outro britânico, de lei que considera o grupo uma organização
terrorista. O Hezbollah está realizando contatos com outros provedores
e afirma que os sites voltarão a operar dentro de alguns dias.
Terrorista
escondido em hospital
Há notícias que nem sempre são destacadas na imprensa.
Nessa categoria entram aquelas que deixam uma má impressão da
Autoridade Palestina pelo que faz ou deixa de fazer para evitar o perigo aos
civis. E muitos são os jornalistas que para poder entrar ou sair dos
territórios palestinos, optam por não se comprometer com notícias
que depois lhes poderia ocasionar "problemas" com os palestinos.
Um exemplo disso é o caso de
Adnan Abyat, terrorista palestino de Beit Lechem (Belém), procurado
há muito tempo. Abyat foi o responsável por vários atentados
nos quais foram assassinados 8 israelenses. Ele havia sido um dos terroristas
que se refugiaram na Igreja da Natividade, e um dos que conseguiu escapar de
lá. No hospital havia um verdadeiro arsenal que incluía metralhadoras,
diversos tipos de rifles automáticos com miras telescópicas e
material para preparar artefatos explosivos. O terrorista se ocultava a poucos
metros da sala dos prematuros. Sempre se criticou Israel por colocar em perigo
a vida de "civis inocentes" ou de não respeitar lugares sagrados.
Mas quando se trata dos palestinos, o silêncio é absoluto....
Israel
ajuda os palestinos
Outro tipo de notícia quase sempre ignorada pela imprensa é aquele
em que Israel ajuda os palestinos. Exemplo? Com a anarquia que continua na
Faixa de Gaza, Tarek Abu Rayeb, comandante das Forças de Inteligência
palestinas, sofreu um atentado quando dispararam contra seu veículo.
Houve dois mortos e Tarek foi ferido gravemente. Primeiro ele foi levado a
um hospital em Gaza, mas ali os médicos viram que pouco podiam fazer,
e que era necessário trasladá-lo com urgência a um hospital
com mais recursos. Logo ele foi removido numa ambulância do Maguen David
Adon (A Estrela de Davi Vermelha) ao Hospital Barzilay de Ashkelon. Ninguém
investigou quem esteve por trás do atentado, nem publicou nada a respeito
da ajuda israelense.
Vitória importante no esporte
A equipe de futebol do Macabi Tel Aviv se classificou para a rodada da
Copa de Campeões dos Times Europeus, ao vencer no estádio de Ramat
Gan o Pauk, de Salônica, por 1 a 0. Assim, o Macabi Tel Aviv é o
primeiro time israelense a participar da fase classificatória na qual
se encontram as 32 melhores equipes do futebol europeu. No sorteio dos grupos
classificatórios, o Macabi Tel Aviv caiu na chave do Bayern Munich,
da Alemanha, do Juventus, da Itália e do Ájax, da Holanda, os
quais terá que enfrentar. Coisa pouca... A Uefa (União das Associações
Européias de Futebol) havia rejeitado o pedido feito pelo Maccabi Tel
Aviv para mudar a data do jogo contra o Bayern de Munique, cuja partida estava
marcada para a noite de Rosh Hashaná. A Uefa explicou: “Não
podemos aceitar que sejam utilizados feriados políticos, nacionais ou
religiosos como argumento para o adiamento de partidas”.
Lula
e Alckmin assinam petição contra anti-semitismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou petição
condenando o anti-semitismo e seu ressurgimento, e instando a Assembléia
Geral da ONU a adotar uma resolução que denuncia atos contra
os judeus. Na assinatura, durante o encontro de Lula com Israel Singer, presidente
do Congresso Judaico Mundial (CJM), a organização disse estar
em campanha para obter assinaturas de líderes mundiais para a petição.
Para Singer, o encontro com o presidente brasileiro foi uma “vitória
histórica em nossa atual luta global contra o anti-semitismo. O apoio
do presidente Lula em nome de seu país irá sem dúvida
ter reverberações através da região e por todo
o mundo”. A petição também já foi assinada
por Néstor Kirchner, presidente da Argentina e pelo governador de São
Paulo,
Geraldo Alckmin.
Lula
envia carta à comunidade judaica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta à comunidade
judaica do Brasil, por meio da Federação Israelita do Estado
de São Paulo, associando-se às comemorações do
ano novo judaico. O presidente agradeceu às lideranças e organizações
comunitárias pelo seu empenho em prol da solidariedade e da cidadania
e no combate à pobreza. Ele afirma estar certo de que em 5765 a comunidade
continuará trabalhando em conjunto com o governo para melhorar o Brasil
e consolidar a paz no mundo.
Jornal
egípcio: Holocausto é ‘mentira sionista’
Rif'at Sayyed Ahmad, diretor de um ‘Centro de Pesquisa’ no Cairo
e colunista do Al-Liwaa Al-Islami, jornal do Partido Democrático Nacional,
o único e no poder, no Egito, publicou um artigo em duas partes intitulado “A
mentira da incineração dos judeus”. Ele afirma, utilizando
o trabalho de revisionistas ocidentais do Holocausto, que a morte de judeus
em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial foi inventada
pelo movimento sionista para ‘extorquir’ o Ocidente e tornar possível
o estabelecimento da ‘empresa sionista’.
A medalha verde de Israel em Atenas
Cerca de 20 empresas, bem como a Polícia, Exército e a Marinha
israelenses participaram das Olimpíadas na Grécia. Os israelenses
ofereceram desde softwares especializados e proteção das fronteiras
até o sistema de irrigação para as ruas e instalações
olímpicas. A tecnologia usada para manter os desertos de Israel verdejantes
foi escolhida pelos atenienses para alimentar todo o sistema de abastecimento
de plantas e jardins. Somente água reciclada é utilizada em todo
o processo, que vinha sendo preparado desde 1998.
Quatro
israelenses salvos de linchamento
Quatro israelenses, que pegaram um caminho errado e entraram
numa região
controlada pela Autoridade Palestina foram salvos do linchamento, no último
minuto. Uma multidão de árabes começou a jogar pedras,
tubos de metal e blocos de concreto no caminhão em que eles estavam.
Somente duas pessoas se comportaram dignamente e os ajudaram. A polícia
israelense concluiu que os quatro não violaram intencionalmente a proibição
de entrada nas áreas controladas pela AP. O caminhão foi destruído,
mas não há notícia de que será investigado um possível
crime por parte da multidão. Um dos israelenses comentou: “Eles
podem andar livremente entre nós, mas se cometemos um erro e entramos
nas áreas deles, isso pode nos custar a vida”.
Polêmica:
Filme sobre 'lado humano' de Hitler
Estreou em Berlim um novo filme que está causando muita controvérsia
na Alemanha. Trata-se de um retrato de Adolf Hitler em seus últimos
12 dias, pois se propõe a mostrar o "lado humano" do ditador
que desencadeou a 2ª Guerra Mundial e ordenou o Holocausto, provocando
a morte de dezenas de milhões de seres humanos. "A Queda" ("Der
Untertag"), baseado em relatos de testemunhas e no livro do mesmo nome
do historiador Joachim Fest, estreou em setembro e é uma das primeiras
tentativas do país de caracterizar Hitler em um filme. Na atuação,
suas explosões de fúria ante a incapacidade do exército
em conter o avanço soviético em Berlim estão mescladas
de "momentos de bondade" com o pessoal feminino de seu governo e "ternura" com
Eva Braun. Só há uma referencia breve ao Holocausto.
Israel
e Vietnã firmam acordo comercial
Israel e Vietnã assinaram em Hanói um acordo para incrementar
os laços comerciais. Os dois países estabeleceram relações
diplomáticas há 11 anos. Em 2003, o volume de negócios
entre ambos foi de apenas US$ 40 milhões, o que, para o Ministério
das Relações Exteriores de Israel, não reflete o potencial
comercial do Vietnã, cuja economia está entre as que mais crescem
no mundo.
Palestino
ameaçado de morte por encontrar israelense
Membros do Comitê de Resistência Popular, organização
que abriga vários grupos terroristas, ameaçaram matar o ministro
das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, se ele retornar à Faixa
de Gaza. Eles o acusam de traidor e corrupto. Shaath encontrou-se com o ministro
das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, em Rimini,
na Itália.
Arafat
desvia dinheiro
Líderes políticos alemães solicitaram à União
Européia (UE) que congele a ajuda à Autoridade Palestina depois
que circularam denúncias, apoiadas por documentos, de que Yasser Arafat
transferiu mais de US$ 5 milhões para uma conta bancária pessoal
no Egito. Armin Laschet, diretor do Comitê Parlamentar da União
Européia que controla a ajuda aos palestinos, disse que estão
se utilizando os fundos ilegalmente. E admitiu que a UE cometeu “graves
erros” em seu financiamento a Arafat.
Ex-ministro
do Kuwait defende sionismo
O jornalista e ex-ministro de Comunicações do Kuwait, Sa'ad bin
Tefla, foi entrevistado pela televisão jordaniana sobre a cultura de
violência nos países árabes. Tefla rechaçou a noção
de que ela seja causada por Israel ou pelos Estados Unidos e culpou as raízes
culturais, a frustração e o extremismo religioso. Eis alguns
trechos da entrevista: “O sionismo e o imperialismo não têm
nada a ver com nossa cultura de violência”. “É errado
dizer que a violência é fruto da ocupação. Os franceses
deixaram a Argélia depois que um milhão de pessoas morreram e,
em menos de uma década, 10.000 argelinos foram massacrados por outros
argelinos, em nome do Islã - isso é muito mais do que Israel
possa ter matado durante o período da Intifada”. “A violência
tem raízes culturais e não está relacionada com a ocupação.
Não estou defendendo ou justificando a ocupação. Mas digo
que esta lógica, que refuto, é utilizada como justificativa para
a violência que ocorre no Iraque e em outros lugares”.
ONU
pede retirada síria do Líbano; Brasil se
abstém
O Conselho de Segurança da ONU adotou por pequena margem, uma resolução
que pede a retirada das tropas sírias do Líbano, a dispersão
do Hezbollah e adverte também contra a interferência estrangeira
nas próximas eleições presidenciais em Beirute. Houve
nove votos favoráveis, número mínimo para aprovação,
e seis abstenções. Essa foi a primeira resolução
do Conselho de Segurança claramente direcionada contra um país árabe.
Também foi a primeira vez que o Conselho referiu-se ao Hezbollah. A
resolução foi patrocinada por EUA e França. Também
votaram a favor Alemanha, Angola, Benin, Chile, Reino Unido, Romênia
e Espanha. Abstiveram-se Brasil, Argélia, China, Filipinas, Paquistão
e Rússia. O Líbano reagiu dizendo que os 17.000 soldados sírios
estão lá a pedido do governo, para proteger contra ‘ação
radical vinda de Israel’.
Decisão
rápida salvou vidas
Em Beer-Sheva, dois ônibus se encontravam um ao lado do outro quando
se produziu a explosão no primeiro deles. Jacob Cohen, o motorista do
segundo ônibus escutou a explosão, viu a fumaça saindo
do ônibus ao lado do seu e a primeira coisa que atinou foi apertar o
acelerador e sair do lugar. Já fora do local da explosão, abriu
as portas do ônibus e gritou aos passageiros para que descessem rapidamente.
Enquanto o ônibus ia se esvaziando se produziu a segunda explosão.
O terrorista suicida era um dos seus passageiros. Tudo isto ocorreu em poucos
segundos. A rápida decisão de Cohen permitiu que muitos de seus
passageiros salvassem suas vidas.
A sorte e a tragédia
Nissim Vaknin era um dos passageiros de um dos ônibus. Nissim estava
sentado atrás do motorista ao lado de um jovem rapaz de cabelo comprido.
Em um dos pontos subiu uma senhora e como o ônibus estava quase cheio,
Nissim lhe ofereceu seu lugar. Em pouco tempo aconteceu a explosão.
Nissim salvou sua vida. O jovem de cabelo comprido, descobriu-se depois, era
o terrorista suicida. A mulher a quem Nissim havia oferecido seu assento, Tamara
Debrashvili foi uma das 16 vítimas fatais do duplo atentado. Como já é costume, à medida
que se conhecia o tamanho do atentado e a quantidade de mortos e feridos que
iam aumentando nas informações da TV, chegavam também
as notícias de que em Gaza a população palestina recebia
com alegria e com festejos a notícia dos criminosos atos.
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Edição
N° 27 - Agosto de 2004 |
Arábia
Saudita ainda financia o terrorismo
Em decorrência de dois atentados em 2003 e outro em abril de 2004, a
Arábia Saudita começou a levar a sério a questão
do terrorismo. Ela foi o último país do Conselho de Cooperação
do Golfo a aceitar um inquérito imposto pelo G7 (grupo dos sete países
mais desenvolvidos) para lutar contra a lavagem de dinheiro e o financiamento
do terrorismo. Desde então, as autoridades sauditas estabeleceram um
controle mais rígido dos clientes dos bancos, além de procedimentos
para detectar e embargar ativos de terroristas e enquadrar órgãos
caritativos. Ao longo dos últimos dez anos, a Arábia dotou-se
de um quadro legislativo relativamente abrangente para vigiar as movimentações
financeiras. Mas a definição das infrações contida
nos textos não corresponde aos padrões internacionais, tal como
estipulados na convenção da ONU sobre a supressão do financiamento
do terrorismo – a qual, por sinal, não foi ratificada por Riad.
Propaganda
anti-semita não cessa na mídia árabe
Caricaturas e temas anti-semitas continuam sendo bastante
comuns na mídia árabe.
Imagens demoníacas dos judeus, teorias conspiratórias afirmando
que os judeus planejam controlar o mundo, equalização de judeus
com nazistas enchem as páginas de publicações no Egito,
Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio. Recentemente,
um suposto controle judaico/israelense sobre a política externa dos
EUA, especialmente com relação ao Iraque, e referências
ao filme de Mel Gibson, ‘A Paixão de Cristo’, com Israel
representado crucificando os árabes, tem sido os principais temas. Uma
compilação das matérias publicadas em maio de 2004 foi
feita, concluindo-se que o anti-semitismo está amplamente difundido
no mundo árabe e muçulmano e se manifesta em todos os segmentos
da sociedade.
A "Justiça" na
Autoridade Palestina
O lugar: a aldeia palestina de Kabattya ao norte do Shomron.
Sexta-feira, 2 de julho de 2004, ao meio-dia, a praça do centro da aldeia é o
local mais concorrido. É o dia de descanso para os muçulmanos
e é a hora em que muitos saem da oração do meio-dia na
mesquita central. J'amal Abu-Rob, que está à frente do grupo
Fatah de Jenin, o mesmo grupo terrorista do qual Arafat é o dirigente
máximo, aparece arrastando Muhamad Rafik Abd E-Razek. J'amal Abu-Rob,
mais conhecido por seu apelido "Hitler", dirige-se aos presentes: "...
Confessado que colaborava com a inteligência israelense... Que propõem
que lhe façamos?" O "público" em uníssono
grita "matá-lo.... Matá-lo..." O mesmo J'amal se encarrega
da primeira descarga de seu Kalachnikov que despedaça a vítima
no mesmo lugar, ante os gritos de aprovação dos presentes. Os
companheiros de J'amal, um após outro também descarregam seus
fuzis contra o corpo de Muhamad Rafik... Não é a primeira vez
que acontece algo assim. É o exemplo da "justiça" na
Autoridade Palestina.
Resistindo
ao terror
Na aldeia palestina de Beit Janun, na Faixa de Gaza,
o grupo terrorista Mártires
de Al-Aksa, pretendia disparar alguns mísseis Kassam em direção à cidade
de Sderót, em Israel. Mas as famílias do lugar demonstraram de
viva voz sua desconformidade com essa ação pelas conseqüências
que os disparos depois trazem sobre elas com as reações israelenses.
Das palavras passou-se aos golpes e a coisa não parou aí; um
dos terroristas atirou com seu fuzil e feriu de morte um jovem palestino de
18 anos do lugar.
Nem sempre as notícias que deixam prejudicados os palestinos transcendem
pela imprensa.
Celebridades
A mega modelo Naomi Campbell está participando da campanha mundial contra
o anti-semitismo “Anti-Semitism is Anti-Me”. Steven Spielberg deixou
a universidade há mais de 30 anos para seguir a carreira de cineasta.
Agora, aos 55 anos, ele acaba de receber seu diploma em artes do cinema e artes
eletrônicas da Universidade de Long Beach. A cantora Madonna irá a
Israel e passará os feriados do Ano Novo judaico em Tel Aviv. Ela tinha
agendado dois shows para setembro em Israel, mas cancelou-os após ter
sido ameaçada de morte por terroristas palestinos. É possível
que a atriz Demi Moore também vá a Israel. Os israelenses vêem
com bons olhos a visita de celebridades, pois elas fazem um excelente serviço
de relações públicas para encorajar o turismo no país.
Arafat
em apuros
O presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat tenta
acabar com as eleições
internas do movimento Al-Fatah que serão realizadas na Faixa de Gaza,
onde seus partidários perderam apoio. A denúncia foi feita por
Kadura Fares, deputado pela cidade de Ramala. Fares disse que Arafat se opõe
a qualquer tipo de eleições. Por sua vez a ONU advertiu em 13
de julho sobre o risco de colapso da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se
suas forças de segurança não forem reformadas como previsto
no plano do "Mapa da Estrada".
A declaração foi feita pelo coordenador especial da ONU no Oriente
Médio, Terje Larsen, que apresentou ao Conselho de Segurança
seu relatório periódico sobre a situação dos palestinos
e israelenses.
Arafat
em apuros II
Larsen criticou duramente a ANP por não adotar ações imediatas
para frear a violência e combater o terrorismo, assim como por não
dar os passos necessários para a reforma das instituições
e reorganização de seu gabinete. Foi a primeira vez que isso
aconteceu e Larsen ainda condenou “a falta de vontade política
de Arafat”. O coordenador disse que a paralisia da ANP é cada
vez mais clara e que a deterioração da lei e da ordem nos territórios
palestinos é preocupante. Como exemplo, citou os confrontos entre as
próprias forças de segurança palestinas na Faixa de Gaza, "onde
a autoridade da ANP se desvanece rapidamente pelo crescente poder das armas,
do dinheiro e da intimidação". Larsen destacou que o fato
de o líder da ANP, Yasser Arafat, permanecer confinado em Ramala não é desculpa
para a passividade e a inércia.
Reações
de Arafat
Ante o relatório de Larsen, que antigamente era contumaz crítico
de Israel e que agora corrige suas constantes críticas unilaterais,
Arafat, o “dono” da AP declarou o coordenador Larsen "persona
non grata" na palestina... Já Moussa Arafat, o sobrinho que tinha
sido indicado por ele para chefe da segurança, não assumiu o
cargo. O líder palestino rendeu-se aos crescentes protestos e mudou,
mais uma vez, a chefia do serviço de segurança da Autoridade
Palestina, reconduzindo ao posto o homem que ele tinha demitido, o general
Abdel Razek Al-Majeida. A indicação do sobrinho fez aumentar
os protestos violentos especialmente na Faixa de Gaza.
Começo
do fim?
O diário israelense Maariv afirmou em editorial que Yasser Arafat, vive
um processo de ‘desintegração’. Após uma semana
de violência e de combates entre facções palestinas na
Faixa de Gaza, o líder palestino está tentando dar a impressão
de reabilitação, com mudanças na Autoridade Palestina,
mas ‘está trocando uma leva de velhos corruptos por outra’,
disse o jornal. O diário conclui que a tensão no território
palestino ‘talvez seja o começo do fim’ de Yasser Arafat.
Dezoito pessoas ficaram feridas em choques entre militantes e membros da equipe
de segurança num fim de semana. E Arafat ainda enfrentou outra crise
depois de se recusar a aceitar a renúncia do primeiro-ministro Ahmed
Korei, que se demitiu em meio a desentendimentos sobre o controle da segurança.
Retirada
de Gaza
A proposta do governo israelense de retirar as suas tropas
e seus assentamentos da Faixa de Gaza – algo que pode ocorrer até 2005 – e o
surgimento de novas forças políticas estão ajudando a
intensificar novas e antigas rivalidades entre palestinos.
A perspectiva da saída israelense da região, acendeu a luta dos
movimentos para determinar como será o controle dessa área pelos
palestinos. O mais recente confronto entre eles é reflexo dessa disputa
e da complexa rede de relações da política palestina e
das lutas pelo poder entre Arafat, o primeiro-ministro Ahmed Korei, altos integrantes
da Autoridade Palestina e organizações terroristas islâmicas.
Parte da revolta está, inclusive, emergindo de dentro da Fatah, o grupo
de terror liderado pelo próprio Arafat.
BBC
muda tom e critica Autoridade Palestina
Quem está acostumado a ler, ouvir, ou assistir a BBC (tanto a Internacional,
quanto a do Brasil), sabe que a rede nunca teve opinião muito favorável
a Israel. Tanto isto é verdade, que até bem pouco tempo atrás
a BBC foi banida das coletivas de imprensa do governo israelense. Mas surpreendentemente
durante um programa "De Olho No Mundo", da BBC, transmitido pela
Rádio Eldorado, o representante palestino entrevistado ao vivo foi encurralado
com perguntas sobre a corrupção e o caos reinante na ANP, e desta
vez a "ocupação" não serviu nem como desculpa,
nem como resposta.
Marcos
Losekann e a cobertura imparcial
Quando um veículo acerta e procura caminhar em direção
da imparcialidade e do bom jornalismo, deve-se comentar o fato. Este é o
caso da Globo, ao enviar o correspondente internacional Marcos Losekann para
o Oriente Médio. Perfeição não existe, mas o competente
profissional em pouco tempo conseguiu mudar para melhor a cobertura do conflito árabe-israelense
daquela emissora do nosso país.
Novo
selo postal de Israel
Como faz todo os anos às vésperas das celebrações
do Ano Novo Judaico, o Serviço Filatélico de Israel vai emitir
dia 31 de agosto um selo postal alusivo. A peça constituirá mais
um da série Moadim Le Simcha (Felizes Festas) para o Novo Ano 5765.
O valor facial será de 2.70 shekalim e mostrará um pão
assado. Na banda (tab) alusiva, foi impressa parte da oração
de agradecimento por nosso pão de cada dia: "... HaMotzi lechem
min Haharetz..."
Vôo
charter entre Tel Aviv e RJ
O governo de Israel autorizou o estabelecimento de vôo charter entre
Tel Aviv e Rio de Janeiro. A concretização ainda depende do interesse
das empresas privadas que fixarão a freqüência dos vôos
a partir da procura dos passageiros. A idéia de encurtar a viagem do
Brasil a Israel, que hoje é feita com escala e troca de avião
em cidades européias, foi lançada pela governadora Rosinha Matheus
durante sua visita a Israel, em fevereiro. O novo vôo facilitaria a vida
de turistas e peregrinos que costumam visitar Israel e executivos em viagens
de negócios. Segundo o Ministério do Turismo israelense, 30 mil
passageiros viajam entre os dois países anualmente.
A votação na Assembléia Geral
A Assembléia Geral da ONU aprovou por 150 a 6 e 10 abstenções
uma resolução sobre a opinião consultiva da Corte Internacional
de Haia, que havia determinado que a cerca de segurança de Israel não é legal.
A resolução foi apresentada pela Jordânia e votaram com
Israel, Estados Unidos, Austrália, Micronésia, Ilhas Marshall
e Tuvalu. As abstenções: Canadá, Uruguai, Camarões,
Uganda, Vanuatu, El Salvador, Tonga, Papua Nova Guiné, Nauru e Ilhas
Salomão. A União Européia diz que apoiou a resolução
porque a mesma também inclui um chamamento aos palestinos para combater
o terrorismo e reafirma o direito de Israel à defesa própria
ou a autodefesa.
Tentativa para impedir resolução contra anti-semitismo
Países árabes estão tentando evitar que seja aprovada
na Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro, uma
resolução condenando o anti-semitismo. Os árabes também
criticaram um seminário sobre o anti-semitismo realizado em junho e
organizado pelo secretário-geral, Kofi Annan. O observador palestino
na ONU, Nasser al-Kidwe, condenou fortemente Annan, por este ter demonstrado
orgulho em anular a resolução de 1975, que igualou sionismo e
racismo.
União
Européia investiga fraudes na AP
A União Européia (UE) investiga a extensão do desvio para
atividades terroristas dos fundos fornecidos pelo bloco à Autoridade
Palestina. Uma equipe da UE pediu recentemente a Israel permissão para
interrogar em suas prisões membros do movimento Fatah, de Arafat. Colocar
sob foco internacional as provas cabais das ligações de Arafat
com o terrorismo é o que mais querem os israelenses que há muito
já sabem das práticas sinistras do líder palestino.
Saddam não terá advogado judeu, diz sua filha
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein poderá contratar um advogado norte-americano,
mas ‘somente se ele não for judeu’, disse sua filha Raghdad
a um jornalista israelense. A única coisa que ela quer é que
o pai tenha um julgamento justo. Raghdad se queixou dos valores exorbitantes
pedidos pelos advogados de Saddam e pensou em contratar um advogado nos EUA.
Após ter ouvido uma lista de nomes, ela disse: ‘Excelente, mas
ele é judeu. Você deve entender que meu pai jamais permitiria
isso. Não julgo as pessoas, mas não posso trabalhar com judeus’.
Tel
Aviv é patrimônio mundial da humanidade
Tel Aviv foi reconhecida pela Unesco como ‘patrimônio da humanidade’.
Precedida por Brasília, é a segunda cidade moderna a ter tal
qualificação. O fato veio como uma inesperada surpresa: não
só porque os israelenses não depositam confiança na ONU,
mas também porque a cidade nunca se deu ao trabalho de uma auto-avaliação.
Trata-se do excepcional acervo da arquitetura dos anos 30, um dos mais significativos
existentes. Praticamente toda a cidade daquela época, razoavelmente
preservada, é hoje um documento vivo da Bauhaus, do Movimento Moderno
ou ‘Estilo Internacional’. O núcleo dos anos 30, com sua
escala humana e suas arquiteturas claras, despretensiosas e únicas,
agora protegido por um pacto de preservação, permanece como um
marco orientador para políticos, arquitetos e urbanistas. Através
de Visão Judaica e de seu colaborador, o arquiteto Vittorio Corinaldi,
em julho, os leitores tomaram conhecimento antecipado disso.
Cidades
irmãs
A prefeita Marta Suplicy assinou lei, em 16 de julho,
declarando como cidades-irmãs
Tel Aviv e São Paulo. O projeto foi da autoria do vereador Gilberto
Natalini (PSDB). A lei serve como base para a realização de acordos
e programas de intercâmbio social, cultural e econômico, em especial
os relativos à organização, administração
e gestão urbana; para convênios nos campos da ciência, tecnologia,
turismo e desenvolvimento; para a facilitação dos contatos entre
empresas ou instituições e o incremento do intercâmbio
estudantil entre as escolas municipais.
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Edição
N° 26 - Julho de 2004 |
Terror
em declínio, motivação em alta
Segundo o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz,
a capacidade de ação
dos terroristas palestinos contra Israel foi reduzida, na medida em que foram
desarticulados e a cerca é construída. Isto levou a uma drástica
diminuição no número de atentados, que em relação
ao mesmo período de 2003, registraram uma queda de 90%. No entanto,
a pressão continuará, pois a motivação destes grupos
permanece em alta. Mofaz revelou que as forças de segurança apreenderam
58 potenciais suicidas-bomba, com os rigorosos procedimentos de fiscalização,
especialmente nos portões de passagem entre a Cisjordânia e Israel.
Morto
o líder da Al Aqsa
Numa ofensiva na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, no final
de junho, o exército israelense conseguiu pôr as mãos no
dirigente máximo das Brigadas de Al Aqsa na Cisjordânia. Nayef
Abu Charekh, o líder da Al Aqsa, o mais procurado dos terroristas, foi
surpreendido durante a revista de uma casa na Cashba, a parte histórica
da cidade de Nablus, junto com seis companheiros. As Brigadas dos Mártires
de Al Aqsa são a milícia armada da Al Fatah, a maior das organizações
palestinas, fundada por Yasser Arafat. Ao lado do Hamas e da Jihad Islâmica,
dois grupos de inspiração religiosa, tem realizado atos de terror
contra israelenses. O Hamas tem suas bases principais na faixa de Gaza, enquanto
as Brigadas atuam principalmente na Cisjordânia.
Ray
Charles apoiava Israel
O grande e inesquecível cantor e pianista Ray Charles, recentemente
falecido em sua residência em Beverly Hills, Estados Unidos, aos 73 anos
de idade, declarou certa vez: Israel é uma das poucas coisas que gosto
de apoiar. Os negros e os judeus estão ligados por uma história
comum de perseguições.
Economia
otimista
Não se trata de tirar conclusões apressadas, mas depois de um
bom tempo, os dados econômicos de Israel estão mostrando uma melhora
sensível em sua situação econômica. O maior destaque
de todos é que durante o primeiro quadrimestre de 2004 houve um crescimento
de 5,5%, bem acima das estimativas mais otimistas. As exportações
no mesmo período aumentaram em 49,5%. E o que também resulta
em outro dado alentador é que a quantidade de turistas chegados a Israel
aumentou em 88% em comparação com o ano anterior. O ministro
da Economia, Bibi Netanyahu, assegura que o país vai por um "bom
caminho"...
França:
destruído mural de crianças judias
Vândalos profanaram um mural pintado por crianças judias durante
a Segunda Guerra Mundial em um campo de trânsito no o sul da França
onde foram mantidas prisioneiras antes de serem deportadas para a Alemanha.
A profanação, segundo informou um historiador à polícia, é mais
uma na estatística crescente dos delitos anti-semitas na França,
onde vive a maior comunidade judaica da Europa, de cerca de 600 mil pessoas.
O mural, de uma cena no campo, foi encontrado quase totalmente destruído.
O ministro do Interior Dominique de Villepin condenou o ataque e pediu ao prefeito
local que encontre os responsáveis.
Base
de dados sobre vítimas da Shoá
“ A iniciativa consiste em obter uma espécie de panorama integral
do que foi a comunidade judaica durante a Shoá e, na medida do possível
averiguar para o registro da História o nome de cada vítima”,
disse Bobby Brown, diretor do Escritório de Israel do Congresso Judaico
Mundial. A propósito, o Governo da Hungria pôs em marcha um projeto
baseado em arquivos similares sobre as vítimas judaicas alemãs
e italianas, criados através dos esforços do Congresso Judaico
Mundial e do Instituto de Recordação do Holocausto Yad Vashem,
de Israel. O projeto húngaro pretende entregar ao Yad Vashem o arquivo
de 55 milhões de documentos, e facilitar a colaboração de
especialistas do Museu e Centro de Documentação de Budapeste. Quando
o empreendimento estiver completo, os nomes das vítimas judaicas na Hungria
se somarão aos do Salão dos Nomes no Yad Vashem.
Arafat
agora aceita Israel
O jornal Haaretz publicou entrevista na qual Yasser Arafat
afirma "definitivamente" entender
que Israel deve preservar seu caráter como Estado Judeu. Esta foi a
primeira vez que Arafat disse reconhecer o caráter judeu do Estado.
Na entrevista o presidente da Autoridade Nacional Palestina abordou também
o problema dos refugiados palestinos, baseada na Resolução 194
da Assembléia Geral da ONU. Mas ele não quis dizer quantos refugiados
ele insistiria que Israel absorvesse como uma condição para qualquer
acordo de paz. Amos Malka, antigo chefe da Inteligência Militar de Israel,
disse também ao Haaretz que Arafat estaria disposto a aceitar um compromisso
de retorno de apenas 20 a 30 mil refugiados para Israel.
Arafat
II
Com relação a fronteiras, Arafat essencialmente confirmou as
colocações de Malka - que ele poderia assinar um acordo sob o
qual Israel iria se retirar de 97 a 98% da Cisjordânia e que desse aos
palestinos territórios equivalentes em tamanho e qualidade aos 2 ou
3% que ficariam com Israel. Ele concorda que Israel iria manter a soberania
sobre o Muro das Lamentações e o Quarteirão Judeu da Cidade
Velha de Jerusalém, e os israelenses ganhariam liberdade de acesso aos
lugares sagrados sob controle palestino.
Homenagem
do Amazonas a Israel
Em Manaus, a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas realizou uma
sessão solene, por moção do deputado estadual Wanderley
Dallas, para homenagear o 56° aniversário da Independência
do Estado de Israel. Além do deputado Dallas, integraram a mesa de honra
da sessão o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Gazit; a governadora
em exercício, desembargadora Marinildes Lima de Mendonça; o presidente
em exercício do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador
Hossana Silva; o deputado federal Reinaldo Santos e Silva; o presidente da
Assembléia Legislativa, Lino Chixaro; o vereador Isaac Tayah, representando
a Câmara Municipal de Manaus; o presidente do Ciam (Comitê Israelita
do Amazonas), Celso Assayag; e o primeiro-secretário da Confederação
Israelita do Brasil (Conib), Flávio Unikowsky.
Fizeram uso da palavra na ocasião o deputado Dallas, o embaixador Gazit
e Assayag. A desembargadora Marinildes Lima de Mendonça fez a entrega
de uma placa comemorativa.
Annan
vê "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações
Unidas), Kofi Annan, afirmou que há um "ressurgimento alarmante" do
anti-semitismo em todo o mundo. "Quando procuramos justiça para
os palestinos, devemos repudiar qualquer um que tente usar a causa para incitar
o ódio contra os judeus, em Israel ou em qualquer outro lugar",
afirmou Annan durante a inauguração da primeira conferência
da ONU dedicada totalmente à discussão do anti-semitismo. Annan
disse que é difícil acreditar que 60 anos depois do Holocausto
o anti-semitismo estivesse "levantando sua cabeça".
Annan
II
" Mas é evidente que assistimos ao ressurgimento alarmante desse
fenômeno sob novas formas e novas manifestações", declarou. "Desta
vez, o mundo não pode e não deve ficar em silêncio”.
Annan pediu que os membros da ONU adotem uma resolução para combater
o anti-semitismo, parecida com uma aprovada em abril pela Organização
para a Segurança e a Cooperação na Europa. "Temas
políticos incluindo aqueles em Israel e em qualquer lugar no Oriente
Médio nunca justificam o anti-semitismo." Annan também disse
que a Comissão de Direitos Humanos, com base em Genebra (Suíça),
deveria estudar o anti-semitismo com a mesma preocupação dada
ao racismo contra muçulmanos em várias partes do mundo. "Os
judeus não devem receber o mesmo grau de preocupação e
proteção?" Questionou Annan, cujo discurso foi várias
vezes interrompido por aplausos da platéia, que incluía diversos
líderes judeus americanos e representantes de outras religiões.
Rossi
no Muro das Lamentações
O padre Marcelo Rossi esteve em Israel filmando cenas
de seu próximo
filme "Amigos de fé".
O grupo de 12 brasileiros inclui dois jornalistas e a viagem a Israel teve
apoio operacional da Federação Israelita do Estado do Rio de
Janeiro — Fierj (via Varig e El-Al). Em Jerusalém, Marcelo Rossi
visitou o Muro das Lamentações.
Museu
da Shoá, na casa de Musssolini
Roma terá um Museu da Shoá em um local emblemático: Villa
Torlonia, onde viveu o ditador fascista Benito Mussolini. A cidade foi ocupada
pelos alemães em 8 de setembro de 1943 e em 16 de outubro foram deportadas
quase 1.100 pessoas do gueto ao campo de concentração de Auschwitz,
na Polônia, dos quais retornaram apenas 16. Entre as muitas matanças
efetuadas pelos nazistas em todo o território italiano se destaca a
das Fossas Ardeatinas, em Roma, onde em 24 de março de 1944, 332 pessoas
foram mortas com tiros na nuca, entre eles um rapaz de 16 anos, além
de 70 judeus que estavam para ser deportados. O ato foi uma represália
a um atentado da Resistência na capital no dia anterior, que matou 33
soldados alemães. Hitler ordenou que fossem mortos 10 italianos para
cada alemão. Dois foram assassinados apenas por terem presenciado o
fato.
Ataque
de foguetes contra Sderot
Na manhã de 28 de junho terroristas mais uma vez
atacaram Sderot, uma cidade ao sul de Israel.
Um dos foguetes explodiu perto de um Jardim de Infância. Duas pessoas
morreram; uma delas um menino de 4 anos, a caminho da escola. Sua mãe
ficou muito ferida e dez outras pessoas foram feridas também. Os terroristas
disparam contra comunidades Israelenses quase todos os dias. As organizações
terroristas estão tentando tornar a Faixa de Gaza uma base a partir
da qual eles poderão disparar contra centros de população
bem no interior de Israel, matando e aterrorizando as pessoas. O terrorismo
em forma de lançamento de foguetes, como qualquer outro tipo de terrorismo,
faz parte dos esforços de sabotar qualquer iniciativa política
de acalmar a região. Enquanto a Autoridade Palestina falha em cumprir
suas obrigações dentro do Mapa do Caminho para desmantelar a
infra-estrutura terrorista, Israel continuará a cumprir sua obrigação
de proteger seus cidadãos, lutando contra o terrorismo.
Vaticano
vê anti-sionismo como anti-semitismo
Líderes do Vaticano assinaram um comunicado expressando ‘total
rejeição ao anti-semitismo em todas as suas formas, incluindo
o anti-sionismo como a mais recente manifestação do anti-semitismo’.
O texto foi emitido ao final do 18º Encontro Judaico-Católico,
realizado na semana passada em Buenos Aires. Líderes católicos
e judeus decidiram também juntar esforços para trabalhar pela
justiça e pela beneficência. ‘Viemos à América
Latina e conseguimos uma mudança profunda. O governo e a Igreja Católica,
as duas instituições mais importantes da região, estão
nos apoiando’, disse o vice-presidente do Congresso Judaico Mundial,
Elan Steinberg. Líderes da B’nai B’rith Internacional, latino-americana
e local, participaram do evento.
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Edição N° 25
- Junho de 2004 |
Por:
Yossi Groisseoign
Descoberta
rede de falsas ambulâncias
Na noite de 28 de maio a polícia israelense descobriu mais duas falsas
ambulâncias, suspeitando que se trata de uma rede usada pela Autoridade
Palestina para levar pessoas disfarçadas para Israel, inclusive terroristas.
Foram encontradas no povoado de Azarie, a leste de Jerusalém, onde seria
a sede da rede. Segundo revelações da polícia, as falsas
ambulâncias foram usadas para transportar 17 terroristas para Israel,
incluindo membros das forças de Arafat. Os ‘pacientes’ usavam
máscaras de oxigênio e outros dispositivos médicos para
mostrar que necessitavam de atendimento urgente. Os motoristas tinham licenças
médicas e documentação falsa dos automóveis.
Ambulância
da ONU carrega armas
A agência de notícias Reuters disponibilizou um vídeo mostrando
a utilização de uma ambulância da ONU por homens armados,
em fuga. As imagens foram feitas em maio no distrito Zeitoun, em Gaza. A Autoridade
Palestina nega as acusações, mas representantes da Reuters informam
que na manhã do dia 8 de maio, editaram o filme em seu escritório
em Jerusalém, escolhendo apenas algumas cenas, sem no entanto alterá-las.
O material está circulando na internet e pode ser visto em: http://e.tln0.com/ame/archives/reuters_UN_amblulances_11_may_04.wmv
Condenar
uso indevido de ambulâncias
A Organização Sionista da América do Norte (ZOA) conclamou
entidades da área da saúde, como a Associação Médica
Americana e Médicos pelos Direitos Humanos a se manifestarem contra
o uso de ambulâncias para acobertar atividades terroristas. O ministro
da Defesa de Israel Shaul Mofaz revelou ao jornal Ma'ariv que depois da morte
dos 11 soldados israelenses em Gaza, os terroristas espalharam algumas das
partes dos corpos dilacerados na área em que operam as ambulâncias
da Unrwa – organismo da ONU para os refugiados, pedindo ao secretário
geral da ONU que se manifestasse a respeito. O Canal 10 da TV israelense mostrou
o uso das ambulâncias da Unrwa por terroristas palestinos armados, que
também pode ser visto em www1.idf.il/DOVER/site/mainpage.asp?sl=EN&id=7&docid=31540.EN
Ronaldinho
Gaúcho e Israel
OneFamilyFund, um fundo em Israel que ajuda financeiramente,
legalmente e emocionalmente as vítimas do terror palestino, recebeu uma ajuda especial do jogador
de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que joga no Barcelona. Ele
mostrou que tem bom coração. Através de um comentarista
esportivo em Barcelona, e um amigo que ajuda o OneFamilyFund, Ronaldinho decidiu
autografar bolas de futebol e mandá-las para Israel, para serem dadas
a crianças vítimas do terror. Mas não eram simples autógrafos.
Ronaldinho dedicou cada bola a uma determinada criança, com uma mensagem
desejando uma pronta recuperação a cada uma individualmente.
Aumenta
o anti-semitismo na França
Mesmo que as autoridades neguem, o Ministério do Interior francês
divulgou um relatório que aponta 67 atos de violência contra judeus
no primeiro trimestre de 2004 contra 42 no mesmo período de 2003. E
no dia 2 de maio, dois dias após o ataque contra 127 túmulos
do cemitério judaico, também o cemitério católico
romano da vila de Niederhaslach teve 20 túmulos pichados com suásticas.
Mas a polícia francesa não vê ligação entre
os dois incidentes.
Ataques
também no Canadá
Várias pedras tumulares do cemitério judaico mais antigo do Canadá,
em Montreal, foram pichadas com suásticas e a palavra "Hitler".
Alvo de vários ataques semelhantes no início dos anos 1990, o
cemitério vinha sendo mantido sem incidentes nos últimos anos.
Em março, dezenas de pedras tumulares foram derrubadas no cemitério
judaico de Toronto, além de várias casas de judeus e uma sinagoga
terem sido pichadas com suásticas e slogans. Cinco pessoas foram presas
no ataque em Montreal e a polícia também prendeu quatro homens
e uma mulher acusados pelo ataque com coquetel molotov contra a escola United
Talmud Torah no dia 5 de abril. Em Edmonton, ainda no Canadá, a polícia
fechou o site do Western Canada for Us, que estava recrutando membros, promovendo
supremacia racial branca e propaganda nazista.
Tadjiquistão
quer demolir sinagoga
A única sinagoga de Dushanbe, capital do Tadjiquistão, com mais
de 100 anos de existência e centro da comunidade local de apenas 500
judeus recebeu uma notificação da prefeitura de que será demolida
como parte da reurbanização do centro velho da cidade. Em seu
local será
construído um palácio.
EUA
e Polônia preservarão locais judaicos
Os dois países assinaram um acordo de cooperação para
a preservação de locais culturais judaicos e cemitérios
remanescentes da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.
Richard Armitage, secretário de Estado norte-americano em exercício,
disse que o pacto demonstra que a Polônia é "um parceiro,
um amigo e um aliado em todas as coisas". Ele declarou que esse foi um
passo importante na preservação da herança cultural ancestral
dos judeus que foram assassinados ou que fugiram da Polônia durante o
regime nazista e se tornaram cidadãos americanos.
Hezbollah
teria achado túmulo de Ron Arad
O Hezbollah afirmou ter encontrado o túmulo do aviador desaparecido
Ron Arad, no Vale de Bekaa, no Líbano, e aguarda confirmação
de que um fragmento de osso enviado a Israel na semana passada seja realmente
de Arad, segundo revelou Al-Sharq al-Awsat, um dos mais conhecidos jornais árabes.
Mísseis
da Síria com maior alcance
Fontes diplomáticas ocidentais disseram que Pequim enviou diversas delegações
de técnicos para a Síria desde o final de 2003, com a finalidade
de acelerar o programa de aumento de alcance dos mísseis Scud sírios.
A ajuda chinesa parece estar substituindo os norte-
coreanos, que desenvolveram os Scuds C e D para a Síria.
Ataque
suicida impedido
Murad Utman Muhamed Fadel, 19 anos, residente no campo
de refugiados de Balata e Muhamed Abdulla Abid, de 18
anos, residente no campo de refugiados de Askar,
foram presos num chekpoint do Exército de Israel, em 11 de maio, num
táxi, com cinturões contendo 20 kg de explosivos. Os dois tentavam
atravessar para Israel em Hawara, mas a segurança estava reforçada.
Ambos confessaram que seu alvo seria o primeiro restaurante ou supermercado
que encontrassem em Israel. Também disseram ter sido financiados e orientados
por terroristas do Hezbollah, do Líbano.
Agitação sobre o Oriente Médio no Rio
O radicalismo de esquerda no Rio de Janeiro promoveu um coquetel na sede
da CUT-RJ para o lançamento de "A Questão Palestina — da
Diáspora ao Mapa do Caminho" de Emílio Genanari. O autor é o
tradutor de "Comandante Marcos" e textos zapatistas mexicanos para
o português e agora envereda em defesa do fundamentalismo teocrático
islâmico e sua massa de manobra palestina. O Comitê de Solidariedade
ao Povo Palestino, composto por diversos movimentos da esquerda fluminense
(partidos políticos ou não, como o MST e o PCML) assinou o evento.
Novo órgão
combate a discriminação
Foi lançado oficialmente o site De Olho na Mídia (www.deolhonamidia.org.br).
Esta nova fonte de informação tem como meta garantir uma cobertura
imparcial, justa e verdadeira sobre a posição e situação
do Estado de Israel no conflito do Oriente Médio, bem como da comunidade
judaica em geral. Também combate o antijuda&iac | | |