Edição N° 32 - Fevereiro de 2005

Por: Yossi Groisseoign

Acordo, esperança?
Em Sharm El-Sheik, no Egito, o premiê de Israel, Ariel Sharon, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciaram em 9/2 um acordo verbal para o término de quatro anos de confronto. Segundo agências noticiosas, ambos “concordaram em pôr fim a todos os atos de violência contra palestinos e israelenses onde quer que estejam”. Sharon disse que foi acordado que “os palestinos irão interromper todos os atos de violência contra israelenses e, paralelamente, Israel suspenderá todas as atividades militares contra palestinos”. Há esperança? Bem, acordos assinados antes nunca foram cumpridos e grupos terroristas palestinos já disseram nada ter com o acordo. Embora sem resultado formal de cessar-fogo, foi marcado por otimismo de ambas as partes. Só que durou pouco. O Hamas anunciou ter feito 46 ataques a Israel, dos quais só 17 foram efetivos, felizmente sem atingir ninguém.

Fórum Social Mundial 2005
Entre 26 e 31 de janeiro aconteceu em Porto Alegre o Fórum Social Mundial 2005. Como sempre, o evento foi trampolim para ataques a Israel, injustamente acusado de invasor e carrasco dos palestinos em quase todos os encontros organizados pelas esquerdas. A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs) realizou no 1º dia uma caminhada e com o apoio da Unesco, convidou para a Oficina ‘Dois Povos, Dois Estados - O Caminho da Negociação no Conflito Palestino-Israelense’ os conferencistas Manuel Hassassian (palestino) e Edward Kaufman (israelense). O movimento juvenil sionista Betar emitiu nota à comunidade gaúcha, posicionando-se contra os convites da Firgs aos conferencistas e manifestando seu apoio incondicional a Israel. A jornalista Pilar Rahola (Espanha), também esteve presente e seus argumentos causaram impacto na platéia (Veja artigo a respeito, de Pilar Rahola, em outra parte desta edição do VJ).

Afeganistão agora só tem um judeu
O zelador da única sinagoga do Afeganistão, Ishaq Levin, e penúltimo judeu do país, morreu aos 80 anos, após décadas de desavenças com o outro único israelita de Cabul, afirmou seu vizinho judeu de 45 anos, Zebulon Simentov. O corpo foi levado de avião ao Usbequistão e depois a Israel onde foi enterrado por parentes de Levin. Israel e Afeganistão não têm relações diplomáticas. A comunidade judaica do Afeganistão chegou a ter 40 mil pessoas no fim do século 19, depois que judeus persas fugiram do Irã. Mas em meados do século 20, apenas 5 mil judeus restavam no país. A maioria emigrou depois da criação de Israel em 1948. Segundo Simentov, as últimas nove famílias saíram do Afeganistão depois da invasão soviética de 1979. Mas Levin — o zelador da sinagoga, ou shamash — permaneceu, mesmo durante o repressivo regime do Talibã. (Agências).

Siciliano: desculpas e retirada de livro
A Federação israelita do Rio de Janeiro (Fierj) recebeu carta de Álvaro Silva, presidente da Siciliano S/A, ratificando o compromisso assumido por telefone com o presidente da entidade, Osias Wurman sobre “a retirada de comercialização do livro Minha Luta de todas as nossas Livrarias, bem como suspendendo a compra futura de qualquer outro livro dessa naturaza”. Em nome do Grupo Siciliano, Silva pediu desculpas pelo deslize. Uma atitude a ser imitada e que merece parabéns. (Fierj).

Abbas antes da eleição: ‘Israel é o inimigo sionista'
O líder palestino Mahmoud Abbas, dias antes de ser eleito novo presidente da Autoridade Palestina, chamou Israel de "o inimigo sionista", termo inusitado em se tratando de um político de linha relativamente moderada. Abbas, eleito dia 9/1, fez a declaração quando estava em campanha em Khan Younis, reduto de extremistas. Em outro comício, disse que iria combater a corrupção. É um dos males que assolam a Autoridade Palestina, e é um dos principais responsáveis pelo descontentamento dos palestinos com sua situação atual. (Jerusalém Post).

Mortes no dia das eleições
No dia das eleições palestinas, quando Israel e a Autoridade Palestina pediam calma aos grupos extremistas para que a votação corresse tranqüila, um oficial das Forças de Defesa de Israel, o capitão Sharon Elmakayes, foi morto por um explosivo da organização terrorista Hezbolá na região de Har Dov, mais de um quilômetro dentro de Israel. Nas trocas de tiro que se seguiram, um oficial francês da ONU foi morto, e um soldado sueco também da ONU foi ferido. O ataque do Hezbolá foi premeditado e não foi realizado em resposta a nenhuma ação israelense, caracterizando-se mais uma tentativa de conturbar as eleições palestinas. Há anos os terroristas do Hezbolá, que têm apoio iraniano, vêm fazendo o máximo para sabotar qualquer possibilidade de renovação do processo de paz, apoiando diretamente organizações terroristas palestinas que cometem atrocidades contra civis ou militares israelenses na fronteira norte de Israel ou produzindo seus próprios ataques. (Haaretz).

Príncipe se desculpa por fantasia nazista
O príncipe Harry, de 20 anos, pediu desculpas pelo uniforme nazista que vestiu numa festa a fantasia e cujas fotos foram publicadas no jornal londrino The Sun. "Sinto muito se causei alguma ofensa ou vergonha a alguém. Foi uma má escolha de fantasia e me desculpo", disse o príncipe num comunicado divulgado pela Clarence House, residência oficial de seu pai e herdeiro ao trono, o príncipe Charles. O tablóide estampou na primeira página a manchete "Harry, o Nazista", acompanhada de uma foto onde se vê o jovem, com uma bebida e um charuto, vestido com um uniforme nazista e um braçadeira com a suástica. Deputados trabalhistas e ministros criticaram o príncipe e querem que se proiba sua carreira na academia militar Sandhurts, a mais prestigiada do Reino Unido, onde deveria entrar mês passado. Não foi a primeira vez que Harry causou embaraço à família real britânica. Em outubro passado, agrediu um fotógrafo após sair de uma discoteca, uma semana depois que o colégio de Eton acusou o jovem de trapacear nos exames de acesso à Universidade. (The Sun/BBC Brasil).

Charles ordena ao filho visita a Auschwitz
A imprensa britânica comentou em seguida que o príncipe Charles teria ordenado ao filho Harry que visitasse Auschwitz, cujos 60 anos de libertação foram celebrados dias atrás. Para marcar a data, a rainha Elizabeth II, avó de Harry, recepcionou sobreviventes do Holocausto e veteranos da Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica internacional que combate o neonazismo e anti-semitismo foi quem primeiro exortou o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão britânica, a visitar o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, acompanhando uma delegação britânica para ver os resultados do odiado símbolo que ele escolheu vestir na festa a fantasia. Charles então corroborou o pedido. (BBC Brasil.com/El Reloj.com).

O governo brasileiro e a Autoridade Palestina
A delegação brasileira que acompanhou a eleição para a presidência da Autoridade Palestina foi integrada por 10 pessoas, entre elas o secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Nilmário Miranda, senadores, deputados, representantes do Itamaraty e da sociedade civil. Miranda nem quis esconder sua parcialidade e alegou ter presenciado dificuldades dos palestinos em votar e que teve de esperar mais de três horas em algumas barreiras montadas por Israel. Falou sobre uma “atitude prepotente de Israel: eles têm a força militar e o apoio dos Estados Unidos”. Outra frase de efeito: “Não há um Estado Palestino, há um território cheio de assentamentos”. O ministro explicou que o envio de uma delegação foi uma demonstração de apoio do governo brasileiro aos palestinos. (Gazeta Mercantil).

Lançado livro sobre Pelé em hebraico
Foi lançado no Centro Cultural Israel Brasil de Tel Aviv, o livro “Pelé, deus de carne e osso”, de autoria do escritor israelense Ioram Meltzer, que conta a história da vida do jogador e sua brilhante trajetória até se tornar um mito. Marcos Wasserman, presidente da entidade, revelou que nos anos 70, o Centro Cultural promoveu a vinda de duas bolas de futebol autografadas por Pelé, e o então capitão da seleção brasileira, Carlos Alberto. Uma das bolas foi adquirida por sir Aizik Wolfson, pela quantia de US$ 10.000, e o dinheiro doado a um fundo de incentivo a esportistas. A outra bola foi sorteada no campo de futebol por ocasião do campeonato nacional israelense. Pelé, cujo nome em hebraico pronuncia-se péle, significa maravilha, deu um autógrafo a Meltzer quando este tinha 7 anos. O embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima ressaltou a importância da divulgação e valorização da cultura brasileira no exterior. (CCIB de Tel Aviv).

Pelé nos Jogos Judaicos
Como a esposa Assíria descobriu recentemente que é judia, Pelé e família já foram sondados para uma viagem a Israel para acompanhar a delegação brasileira às Macabíadas (jogos realizados a cada quatro anos em Israel, com a participação de atletas de 51 países). Pelé ainda não respondeu se aceita o convite, pois os jogos serão realizados em junho. Assíria, entretanto, já declarou que ele deseja participar do evento e que ele ficou bastante surpreso com a descoberta de que a mulher é judia. “De uma hora para outra, ele acordou cercado de judeus. A mulher, a sogra e os filhos”. Assíria assegurou também que, embora tenha ficado contente por saber que tem sangue materno e paterno judaico, continuará evangélica. “O judaísmo é mais do que uma religião, é uma herança”, disse ela.

Site racista tirado do ar
Em São Paulo, o Gradi, sob a coordenação da delegada Inês Cunha, obteve do provedor IG a retirada do site Revista Criação, atendendo denúncia encaminhada pela B’nai B’rith do Brasil. No site, havia conteúdo racista e discriminatório contra os judeus. “Como sempre o Gradi” — uma delegacia especializada em crimes de intolerância e preconceito racial — “tomou providências imediatas”, destacou Alberto Liberman, diretor de Direitos Humanos da B’nai B’rith. De acordo com a legislação brasileira o site incidiu em delito ao comparar o judaísmo e o nazismo de forma pública, com isto praticando e permitindo incitar o preconceito contra os judeus, motivo pelo qual foi solicitada a sua remoção. A denúncia à B’nai B’rith contra a citada página eletrônica, foi encaminhada pelo jornal Visão Judaica, de Curitiba. (B'nai B'rith do Brasil).

À procura de familiares
Esther Demaszko, endereço eletrônico estherdemaszko@ig.com.br e telefone 0**(21) 2235-4265, do Rio de Janeiro, procura parentes sobreviventes do Holocausto da família Demaszko, da cidade de Ianevich, Polônia. Seu pai veio para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial, deixando lá pai, quatro irmãos, cunhadas e sobrinhos. Se alguém conhecer descendentes dessa família e tiver informações pode contatar Esther Demaszko.

Edição N° 31 -Dezembro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Israel reabre consulado em SP em 2005
Dorit Shavit, diretora do Departamento da América Latina, no Ministério das Relações Exteriores de Israel, comunicou em 11 de dezembro, durante encontro com lideranças da comunidade judaica brasileira em Tel Aviv, que o consulado de Israel em São Paulo será reaberto em 2005. O consulado fechou suas portas em julho de 2003, depois de 50 anos de existência, por determinação do Ministério das Relações Exteriores de Israel e em conseqüência de rigorosos cortes nas despesas governamentais. O anúncio foi feito para Berel Aizenstein, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Jayme Blay e Ricardo Berkiensztat, presidente e vice-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e Boris Berenstein, presidente da Federação Israelita de Pernambuco.
(Conib).

Campeonato da Liga de Futebol israelense
O campeonato da liga superior de futebol começou com estádios quase vazios em Israel e com resultados distintos. O recém-ingresso na primeira divisão, Bnei Saknin, empatou em 1 a 1 com o HaPoel Tel Aviv. O Macabi Tel Aviv venceu por 2 a 0 a equipe árabe-israelense Akchei Natzeret. Outros resultados da rodada inicial: Ashdod 2, HaPoel Petch Tikva 0; Macabi Petach Tikva 1, HaPoel Beer Sheva 2; e Ben Iehuda 2, Macabi Natania 0. Chazon Be Fandel e o irmão do jogador da seleção Chaim Revivo foram os jogadores que sobressaíram na primeira rodada. E pelas eliminatórias da Copa do Mundo, Israel 2 Chipre 1. (Inian Mercazi).

Fãs torcem contra com bandeiras de Israel
Bandeiras israelenses saudaram os jogadores do Maccabi Tel Aviv num jogo contra o Ajax, em Amsterdã, em outubro. Só que a maioria delas estava nas mãos de torcedores do time da casa. Esta é uma das mais exóticas peculiaridades do futebol mundial, pois os torcedores do Ajax se autodenominam ‘Superjoden’ (super judeus), um apelido que reflete as origens judaicas do time e da cidade de Amsterdã. Um dos gritos de guerra da torcida é ‘Superjoden! Olé! Olé!’, e muitas vezes os torcedores visitantes são surpreendidos com o estádio inteiro cantando o clássico ‘Hava Naguila’. Hoje, poucos fãs do time são judeus, mas eles continuam levando a coisa a sério. ‘É uma questão de orgulho’, diz um deles. Antes da 2ª Guerra Mundial, a maioria dos 140 mil judeus holandeses vivia em Amsterdã, e o estádio do Ajax ficava próximo ao bairro judeu. Torcedores de outros times muitas vezes gritavam palavras de ordem anti-semitas e os do Ajax defendiam seu ‘judaísmo’. No campo, no entanto, não houve surpresa: Ajax 3x0. (Israel Insider).

Filme israelense premiado em Munique
" Hina”, filme de Idan Hovel, obteve o reconhecimento de melhor roteiro no Festival de Cinema Estudantil da Alemanha, em Munique. Hovel, que estuda na Escola de Cinema Sam Spigiel, em Jerusalém, ganhou três mil euros e o prêmio de melhor roteiro por sua película. Foram exibidos no evento 52 filmes representando 35 escolas de 25 países. O presidente do júri deste ano foi o realizador do cinema independente norte-americano Hal Hartley (“The Unbelievable Truth”, “Amateur”). O filme de Hovel ganhou também o primeiro prêmio interno da escola Sam Spigiel e foi apresentada no Festival de Jerusalém. (Iton Gadol)

Abu Mazen e o Holocausto
Para Abu Mazen, o candidato à sucessão de Arafat, o número de judeus vítimas do Holocausto deve ser ‘ainda menor do que um milhão`. Em 1984, Mazen, cujo nome é Mahmoud Abbas, disse isso numa palestra no Colégio Oriental de Moscou, que dois anos depois foi publicada em árabe, na Jordânia. Citando intelectuais conhecidos por negar a existência das câmaras de gás, o artigo de 1984 pretende mostrar a falta de legitimidade do movimento sionista, falando sobre pretensos “laços secretos entre suas lideranças e os nazistas”, e indicando que ambos teriam os mesmo objetivos e teorias convergentes. (IMRA – Middle East News & Analysis).

Escultura anti-semita em Oslo
Em agosto, uma escultura intitulada “A parede: fragmentos de história“, de Sigurd Björn Engvik, foi exibido pela Prefeitura de Oslo na Praça Youngstorget, no centro da cidade. A escultura continha estrelas amarelas nazistas que gotejavam sangue, supostamente simbolizando a “natureza assassina do Judaísmo” (embora as estrelas exibidas não fossem o Magen David aberto mas as estrelas amarelas nazistas fechadas), o dólar, um sinal simbolizando também supostamente a ganância judaica, e cartas com a palavra “Holocausto” entremeada pela data de 29 de novembro de 1947 (dia da partilha da Palestina). A escultura também inclui citações dos Dez Mandamentos e do Tanach, simbolizando o descuido israelense aparentemente pela ética judias. A comunidade judaica de Oslo e a Associação Norueguesa contra o Anti-semitismo protestaram pelo uso de símbolos anti-semitas clássicos e pelo ataque à religião judaica e o escárnio da Shoah.

Terrorista de dupla nacionalidade
O jornal “O Sul”, de Porto Alegre, arranjou um novo codinome para terrorista: Gaúcho! Em sua edição de 25 de novembro, colocou como chamada de capa para sua matéria de internacional, o seguinte título: "Israel mata gaúcho na Palestina". Colocada assim, a frase dá a entender que Israel agora persegue os gaúchos e que terroristas deixam de ser terroristas para se transformarem em gaúchos. Com a "nacionalidade", o jornal tentou "apagar" o passado sujo de um indivíduo que não era um gaúcho qualquer. Israel nada tem contra os gaúchos, mas sim contra terroristas como aquele morto pelo exército, que tem inclusive uma longíssima ficha de crimes e de atos de violência que não podem ser desculpados, ou apagados por sua dupla nacionalidade brasileira/palestina. (De Olho na Mídia).

TV Hezbolá fora do ar
O primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin anunciou que seu governo proibiu a difusão dos sinais da TV Al-Manar, do grupo terrorista Hezbolá, por causa emissões repletas de ódio da rede via satélite, na França. Milhares de pessoas assinaram petições ao presidente Chirac solicitando que fosse barrada a propaganda do Hezbollah que vomita ódio contra os judeus, e que fosse removida das ondas na França. A campanha foi iniciada pelo Centro Simon Wiesenthal Center, chocado com a decisão inicial de permitir as emissões da Al-Manar que incitariam os muçulmanos franceses. Mas depois que a rede, que transmite de uma emissora baseada no Líbano, passou a acusar Israel de disseminar Aids através do mundo árabe, cresceram os protestos internacionais e o governo francês finalmente resolveu puxar o fio da tomada. (Centre Simon Wiesenthal).

Yad Vashem inaugura portal na internet
Mais de 3 milhões de nomes de judeus perseguidos e mortos pelo regime nazista podem ser acessados em 14 idiomas através do site www.yadvashem.org. O portal visa reconstituir os nomes e a história de vida de cada uma das vítimas. É uma corrida contra o tempo, revela Avner Shalev, um dos diretores do Museu do Yad Vashem (Museu do Holocausto) em Israel, sobre este trabalho iniciado há 50 anos. “Temos de coletar a maior quantidade de dados enquanto ainda tivermos entre nós sobreviventes e a geração dos que melhor se lembram dos fatos. Chamamos as famílias de todo o mundo a nos ajudar a honrar a memória de nossos ancestrais, a partir de seus nomes”, disse ele. Os dados arquivados incluem data e local de nascimento, profissão, local de residência antes da guerra, nome dos pais ou esposos, e onde e quando foram capturados pelos nazistas. Os internautas também podem participar de programas educacionais. (JTA).

Mais um Justo entre as Nações
Um grupo de diplomatas da embaixada israelense em Berlim homenageou Herbert Herden, de 89 anos, com o título de “Justo entre as Nações” e seu nome será inscrito no Yad Vashem, memorial do Holocausto em Israel. Ele diz que faria tudo de novo: arriscar sua vida para salvar judeus poloneses durante o Holocausto. Mais de 350 alemães já receberam este título.

Da realeza swazi ao rabinato ortodoxo
Nkosinathi Gamedze descende do clã real dos Swazi, da África do Sul. Em 1988 o jovem negro estudante de idiomas da Universidade Witwatersrand, de Joanesburgo, viu um colega escrevendo da direita para esquerda, o que mudaria sua vida. Em 1988 decidiu aprender o idioma, um dos 13 que fala hoje e foi bem recebido no Departamento de Hebraico da Universidade, mesmo sendo o único não judeu. Passou a ser convidado para o shabat na casa dos colegas. “O primeiro sinal de calor humano que recebi dos brancos foi da comunidade judaica, mesmo na época do aparthaid na África do Sul”, conta. Depois, a convite do professor Moshe Sharon fez seu doutorado em hebraico em Jerusalém, na yeshivá Ohr Somayach. Mais tarde decidiu se converter, estudou e foi aprovado por um Beit Din em Jerusalém. Hoje é Rabbi Natan Gamedze, rabino ortodoxo, que mora em Safed, Israel e leciona no Sharei Bina Girls Seminary. (JTA).

Palestinos matam jovem de 19 anos acusado de espionagem
Militantes palestinos mataram um rapaz de 19 anos por suspeitarem que ele colaborou com os israelenses na captura de fugitivos. Jad al-Hindi foi morto pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, grupo violento ligado ao movimento Fatah. Cedo, na manhã seguinte, seu corpo foi achado pela polícia com 12 tiros na cabeça. Dezenas de palestinos já foram executados por seus companheiros desde o início da Intifada, alguns em praça pública, em frente a grandes multidões. (Haartez/Associated Press).

Atitude humana e civilizada
A divisão de engenharia e munições do Exército de Defesa de Israel, junto com uma equipe médica, e em coordenação com a Administração Civil, socorreu, resgatou e tratou de um menino palestino ferido em Dir Dabuan, a leste de Ramallah. As forças israelenses foram até lá para ajudar a criança palestina a pedido da administração civil de Ramallah. A mão do menino fora apanhada por uma máquina de fabricação de azeite de oliva. O exército de Israel livrou o menino, deu-lhe atendimento médico no ato e o removeu para um hospital israelense em condições moderadas de saúde. (IDF Spokesperson).

Edição N° 30 - Novembro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Ação contra a Unwra
O Centro Simon Wiesenthal (SWC) pediu aos EUA e Canadá a suspensão do financiamento da Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados da Palestina (Unrwa) até que seja investigada a contratação de membros da organização terrorista Hamas. O diretor da Unrwa, Peter Hansen, admitiu que membros do Hamas estão entre o pessoal da organização e disse não ver isso como um crime. Para ele, “o Hamas é uma organização política e nem todos os seus membros são militantes e nós não fazemos veto político ou excluímos as pessoas por uma convicção”. Para o SWC, está claro que é uma situação perigosa e de descontrole. EUA e Canadá respondem por um terço do multimilionário orçamento anual da Unrwa e “é preciso averiguar até que ponto se desviou contribuições humanitárias de refugiados para terroristas”. As investigações começaram. (SWC).

Muito interessante
Conhecem as origens dos seguintes nomes: Barcelona; Granada; Montjuich; Calatayud; Escalona; Coin; Ibéria? Barcelona: Do hebraico bar-shela-nu, que significa "nossas costas", referindo-se aos assentamentos na costa mediterrânea que desde a antiguidade eram majoritariamente povoados por judeus. Montjuich: provém das palavras compostas mont-juich, "o monte dos judeus", por ser o lugar de localização do cemitério judeu da cidade. Granada: Em hebraico ger-anat, "campo de refugiados". A cidade surgiu como subúrbio de Elvira, e nele se instalavam os judeus escapados das guerras. Quando chegaram os árabes, chamaram de Garnata alyahud, ou seja, "Granada dos judeus". Calatayud: do árabe qal'at-alyahud, e traduzindo, "o castelo dos judeus". Ibéria: do hebraico Ibriya, "a hebréia". O gentílico íberos seria sinônimo da palavra hebraico ibrim, que significa, "hebreus". Escalona: procede de Ashkelón, ou Ascalón, cidade da Judéia.

Lei contra o anti-semitismo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush promulgou lei determinando ao Departamento de Estado a monitoração do anti-semitismo no mundo e a classificação dos países de acordo com o tratamento que dão aos judeus. "Estamos nos assegurando de que o velho impulso do anti-semitismo nunca encontrará lugar no mundo moderno", disse Bush, durante um giro de campanha no Estado da Flórida. A população judia na Flórida é a terceira maior no mundo, depois de Israel e Nova York. Segundo o texto aprovado, o Departamento de Estado americano deverá instaurar um setor especial para vigiar abusos anti-semitas em todo o mundo, e a redigir informes anuais classificando cada país. Conhecido como Lei de Consciência Anti-semita Global, o projeto foi apresentado pelo representante democrata Tom Lantos, sobrevivente do Holocausto. "Defender a liberdade também significa conter a maldade do anti-semitismo", disse Bush. (Folha Online).

Alemanha fecha site nazista
A polícia alemã fechou um site de propaganda neonazista, produzida na cidade de Mainaschaff (sul da Alemanha). Investigadores confiscaram um computador usado por um jovem de 20 anos para difundir textos, imagens e músicas ligadas ao nazismo. Na página virtual eram também glorificados alguns personagens do ex-regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha. Durante a batida, a polícia também encontrou cópias piratas de filmes e de CDs de música. (Jornal Alef).

Rabinos israelenses e o Vaticano
Líderes do Vaticano e do rabinato israelense estiveram reunidos em Roma para o encontro do Comitê para o Diálogo Religioso do Rabinato-Chefe de Israel e a Comissão Pontifícia do Vaticano para Relações Religiosas. Foram discutidos tópicos como a santidade e o valor da vida nas tradições católica e judaica. Várias palestras, entre elas uma do rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, abriram um novo programa da Igreja Católica sobre o judaísmo e o povo judeu na Universidade Gregoriana. (WJC).

Arns pede providências sobre incidente em Campinas
O senador Flávio Arns (PT/PR) encaminhou carta ao diretor geral da Polícia Federal, Paulo Fernando da Costa Lacerda, e ao secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, pedindo a investigação dos atos de vandalismo cometidos na Sinagoga de Campinas. O senador atendeu assim um pedido do ex-candidato a vereador Antonio Borges dos Reis. A Polícia Civil já investiga a ação de um grupo anti-semita que escreveu mensagens ofensivas aos judeus nas paredes da sociedade Petit Jacob, em Campinas. Uma suástica nazista e a frase "Kill all jewish" ("Mate todos os judeus").foram pichadas na parede da sinagoga. Além da polícia, o Ministério Público também foi acionado para investigar o caso. (VJ/BB)

Síria quer continuar ocupando o Líbano
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouq al Shara, rejeitou a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, ordenando que Damasco coloque um fim à ocupação ilegal do Líbano e retire suas tropas do país. A resolução foi proposta no contexto da recente informação de que a Síria, estimulada pelo Irã, estaria permitindo que a Al Qaeda estabelecesse bases na costa libanesa, de onde pode ameaçar o sul da Europa. A ordem segue uma resolução anterior, também não cumprida pela Síria. Dos 15 membros do Conselho, somente Argélia e Paquistão se abstiveram. A Síria vê a resolução, que tem caráter não-impositivo, como ‘interferência em seus assuntos internos’. (Maariv).

Carimbo marca data
Um carimbo postal destinado a lembrar o centenário da imigração judaica foi lançado na Hebraica de Porto Alegre em 18 de outubro. Com desenho da arquiteta Elaine Unikowski, que o doou para a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs), o emblema foi utilizado na correspondência expedida pela Agência Bom Fim dos Correios, na Avenida Venâncio Aires, até o final de outubro. O carimbo contém os dizeres: “Centenário da 1ª Imigração Judaica Organizada Para o Brasil – Federação Israelita do Rio Grande do Sul 1904-2004 – Shalom”.

Pilar abre debate sobre anti-semitismo
A Liga de Amizade Israel-Portugal (www.geocities.com/israel_portugal/portugues.html), com sede em Tel Aviv, promoveu em outubro um Encontro Internacional que debateu virtualmente anti-semitismo e difamação. Os idiomas utilizados foram o português e o espanhol. Dezenas de sites em todo o mundo se inscreveram, abrangendo mais de 100 mil internautas, que puderam enviar as suas questões sobre os temas de educação judaica, surtos de anti-semitismo e difamação. O encontro foi aberto com a intervenção de Pilar Rahola. As conclusões do encontro foram divulgadas no dia 27 de outubro. (LAIP – Liga da Amizade Israel-Portugal)

Rahola esteve outra vez no Brasil
A jornalista e escritora espanhola Pilar Rahola fez palestra no Seminário Internacional `Intolerância e Solidariedade no Mundo Contemporâneo`, dia 29 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Participaram da mesa redonda sobre Intolerância Política, além de Rahola, Anita Novinsky (USP), D. Tomas Balduino, Osvaldo Coggiola (USP), com coordenação dos trabalhos por Maria Luiza Tucci Carneiro (USP). Também houve outra mesa redonda sobre Intolerância Religiosa, com Nelson Ascher, Renato da Silva Queiroz, Oscar Vilhena Vieira, José Antonio Escudero, tendo como moderador Andréa Lombardi. O evento terminou em 31/10 e conta com intensa programação de filmes. (LEI – Laboratório de Estudos da Intolerância)

Israel lembra 9º aniversário da morte de Rabin
A comemoração oficial do nono aniversário da morte do primeiro-ministro Yitzhak Rabin teve lugar em cerimônia na casa do presidente de Israel, Moshe Katsav, com a presença de vários políticos importantes. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, perguntou: ‘Será que a lição foi aprendida? Terá o horror dos assassinatos políticos desaparecido? Receio que não’. O filho de Rabin disse: ‘É insuportável ouvir que Sharon é um traidor, da mesma forma que o era ouvir que Rabin era um traidor’. Na cerimônia anual realizada na praça de Tel Aviv em que Rabin foi assassinado quem falou foi o chefe do Estado-Maior, general Moshe Yaalon. (Maariv).

Lei de cidadania saudita exclui palestinos
O Conselho de Ministros da Arábia Saudita aprovou recentemente uma série de novas regras sobre cidadania que beneficiará milhares de estrangeiros vivendo no país, com uma notória exceção: os palestinos. Expatriados de todas as nacionalidades, que tenham residido na Arábia Saudita por dez anos, passam a ter o direito de requerer cidadania. Um grupo, no entanto, foi excluído: os 500 mil árabes provenientes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Eles não serão beneficiados porque a Liga Árabe instrui seus membros a não oferecer cidadania aos palestinos, para ‘evitar a dissolução de sua identidade e proteger seu direito de retorno à sua pátria’. (Israel National News).

Campos libaneses piores que em Gaza
Ghassan Khatib, ministro do Trabalho da Autoridade Palestina deplorou as condições de vida nos campos de refugiados palestinos no Líbano, dizendo que elas são piores que nos de Gaza. "Fiquei chocado com as condições dos campos de refugiados no Líbano", disse, numa entrevista para o jornal Beirut Daily Star. "Mesmo em Gaza e Nablus, nos territórios ocupados, a situação é melhor que nos campos no Líbano", disse Khatib que pediu ao presidente Emile Lahoud melhorias nas condições de vida e de trabalho dos árabes palestinos que vivem no Líbano. O governo libanês não concede direitos civis básicos aos 400 mil refugiados que vivem naquele país. Eles estão proibidos de construir habitações permanentes e de exercer várias profissões.

Música brasileira em Israel
Surgiu recentemente em Israel um grupo denominado “Bateria Guaraná”, formado por 17 músicos israelenses que amam o samba brasileiro. Em suas apresentações usam palavras de Caetano Veloso: “O samba é pai do prazer e filho da dor”. É um grupo heterogêneo, cujos membros têm diferentes profissões, mas oferecem ao público uma autêntica festa brasileira, com ritmos como samba, samba reggae, baião e outros ocidentais e orientais. Tudo isso, com instrumentos autênticos, como “surdos”, tamborins, maracás e outros. Fundado por Juca Perpinan, cantor e percussionista de fama internacional, o grupo é independente e é dirigido por Hadas Tadmor. Seus integrantes são amadores que se apresentam em festivais e em festas. Pode-se ouvi-los também todas as sextas-feiras a partir das 16 h no Parque Hayarkon, de Tel Aviv, onde ao ar livre fazem a alegria dos transeuntes e “matam” as saudades do Brasil. (Aurora)

 
Edição N° 29 - Outubro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Christopher Reeve: Israel impressiona
O ator Christopher Reeve, recentemente falecido, após retornar de uma viagem a Israel em 2003, deu um interessante depoimento em entrevista ao Jewish Telegraphic Agency (JTA): “Foi uma das viagens mais recompensadoras de minha vida. Foi realmente um privilégio ter estado lá, não só porque fui muito bem tratado, mas por causa das pessoas que encontrei”. O ator disse que saiu de Israel impressionado com a coragem dos cientistas israelenses e com a importância dada à ciência no país. Também ficou admirado com os cidadãos comuns: “Vi as pessoas trabalhando juntas, com grande respeito mútuo. Os israelenses são cheios de vida, cheios de energia e parecem extrair o máximo de cada instante”. (JTA)

Eliminatórias da Copa de 2006
Depois de empatar com a França em 0 x 0, em Paris, a seleção de Israel conseguiu sua primeira vitória no Grupo 4 das eliminatórias européias para a Copa do Mundo de 2006: derrotou o Chipre por 2 x 1. E ainda pelas eliminatórias da Copa, novo empate: Israel 2 X 2 Suíça. (Jornal Alef)

Beduínos são chefes em universidade de Israel
Pela primeira vez, beduínos israelenses são nomeados chefes de departamentos universitários em Israel. Numa feliz coincidência, os professores Aref Abu-Rabia, de Estudos do Oriente Médio, e Alean Al-Krenawi, de Serviço Social foram escolhidos para a função de chefia na universidade Ben Gurion, em Ber-Sheva. Eles têm visões semelhantes sobre os planos para seus departamentos: o fortalecimento da coexistência e tolerância entre árabes e judeus, dentro e fora da universidade. “Somos todos israelenses trabalhando por um futuro melhor para a universidade, o Negev e Israel”, disse Al-Krenawi. (Israel 21c)

Israelenses não podem adotar crianças do Brasil
O Brasil decidiu proibir a adoção de crianças brasileiras por casais israelenses que morem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, em colônias que a Autoridade Palestina considera ilegais. A revelação, do jornal Maariv, irritou as autoridades israelenses, que acusam Brasília de pender para os palestinos. Nas justificativas do governo brasileiro estão a ‘necessidade de proteção das crianças, que estariam indo para regiões em conflito’ e ‘o serviço militar em Israel obrigatório’ e ‘as crianças poderiam ser enviadas para a guerra’. Uma enfermeira israelense adotou a cearense M.A.Y., hoje com 17 anos. Para ela, as autoridades brasileiras têm uma visão distorcida da realidade israelense, transmitida pelas redes internacionais de notícia. “O dia-a-dia aqui é normal, não se sente o conflito”. Já a garota diz: “Não troco Israel por nada nesse mundo”. (OESP)

Criticada mostra de família ligada a nazistas
O Conselho Judaico da Alemanha criticou duramente o chanceler alemão Gerhard Schroeder, por ter inaugurado a controvertida mostra de arte da coleção Flick, uma família que fez fortuna com a indústria armamentista do regime nazista de Adolf Hitler. “O chanceler falou durante a inauguração sobre a fundação criada por Flick contra a xenofobia, o racismo e a intolerância. Mas isso não pode servir de pretexto para ocultar que o ato de Flick dá um novo estímulo aos neonazistas", disse Michael Fuerst, membro do Conselho Judaico ao jornal on-line alemão Netzeitung. "Flick se propõe ‘lavar com arte’ o nome de seu avô, Friedrich Flick, o industrial que ajudou o regime nazista de Hitler a obter armas”, completou Fuerst. A maioria dos alemães (58%) apóia a mostra de arte da coleção Flick em Berlim, enquanto 27% são contrários e 15% não quiseram opinar, segundo uma pesquisa da revista Stern. A coleção foi rejeitada antes por grandes metrópoles da arte, como Londres (Grã-Bretanha), Zurique (Suíça) e Munique (sul da Alemanha). (Netzeitung)

Terror intimida a mídia
David Schlesinger, editor mundial da agência Reuters, pediu à CanWest, proprietária da maior cadeia de jornais do Canadá, que retire o nome dos redatores da sua agência ao editar matérias se referindo ao Hamas e às Brigadas de al-Aqsa como ‘grupos terroristas’. A política da Reuters é utilizar termos mais ‘neutros’. O executivo expressou preocupação com ‘sérias conseqüências’, caso ‘as pessoas no Oriente Médio’ venham a acreditar que é a agência que denomina tais grupos de ‘terroristas’. É a primeira vez que a Reuters admite publicamente que seus repórteres e editores são intimidados ao descreverem atentados terroristas. É também um raro reconhecimento da influência da intimidação terrorista na cobertura da mídia. (Israel Insider)

Mulher-bomba tinha programa de TV para crianças

A terrorista suicida Zeina Abu Salem, de 18 anos, que matou dois israelenses e feriu outros 14 no atentado cometido em Jerusalém era apresentadora de um programa infantil na TV de Nablus e filha de família rica da cidade, proprietária do canal. O pai da jovem mulher-bomba, Abu Salem, de 50 anos, sofreu um ataque do coração ao descobrir que sua filha havia se suicidado e morreu quando chegou ao hospital. Ele havia sido operado do coração recentemente. O grupo extremista Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligado ao Fatah do dirigente palestino Yasser Arafat, reivindicou a autoria do atentado. (El Reloj)

Líder iraquiano atacado por apertar mão de israelense
O Hezbollah atacou o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, por este ter apertado a mão do ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, na ONU, dizendo que ele havia ‘desgraçado’ o Iraque e ofendido árabes e muçulmanos. ‘Esse inaceitável aperto de mãos é um verdadeiro insulto ao povo iraquiano, sua história, sua cultura, ao compromisso nacional e islâmico, e também um desprezo flagrante pelo sofrimento do povo palestino e pelos sentimentos de árabes e muçulmanos’, afirmou porta-voz do Hezbollah. Shalom disse que foi o primeiro contato oficial entre Israel e Bagdá desde o início da guerra no Iraque. (SWC).

Filho de Khadafi recebe diplomatas israelenses
O filho do líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se com diplomatas israelenses, como parte do esforço para normalizar as relações entre a Líbia e Israel. Saif Al-Islam Khadafi conversou com uma delegação israelense durante uma convenção interparlamentar em Genebra. A Líbia já havia oferecido aos emigrantes judeus que se estabeleceram em Israel a possibilidade de retorno ao país como visitantes. (JTA)

Turismo atinge marca de um milhão em Israel
Um milhão de pessoas visitou Israel entre janeiro e agosto de 2004, levando o turismo a seu nível mais alto desde 2001. O ingresso de turistas cresceu 54% em relação ao mesmo período de 2003. A previsão é de que o país receba neste ano 1,5 milhão de visitantes. O número é ainda distante do pico de 2,4 milhões, atingido no ano 2000. O efeito da Intifada foi mais forte em 2002, quando apenas 861 mil turistas visitaram o país.
(Jerusalem Post)

Feghali assina petição
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) foi a primeira a assinar, no Rio de Janeiro, a petição à ONU contra o anti-semitismo, durante a visita que fez à Federação Israelita do Rio de Janeiro. Após uma conversa sobre o conflito no Oriente Médio e a coincidência de pontos de vista contrários à importação do conflito para o Brasil, a deputada que foi recebida pelo presidente da FIERJ, Osias Wurman, assinou o documento. E declarou-se honrada com a iniciativa, além de acreditar numa parceria com a comunidade judaica em prol da paz entre palestinos e israelenses. Foi um gesto importante na abertura de novos caminhos para a preservação da convivência entre brasileiros de origem árabe e judaica. (FIERJ)

Quatro anos de terror da Intifada
Relatório israelense informa que desde o início da Intifada, em setembro de 2000, houve 138 ataques suicidas, 1.017 israelenses e estrangeiros mortos, 5.598 feridos, 13.370 ataques a tiro e 460 mísseis Kassam lançados contra o país. Houve diminuição de 84% no número de israelenses assassinados em ataques terroristas desde a finalização da primeira parte da barreira de segurança, em agosto de 2003. Outras conclusões: o interrogatório de líderes terroristas presos em Israel revelou que Arafat, em muitos casos, autorizou o financiamento de atividades terroristas. Freqüentemente, o armamento utilizado em ataques provinha do arsenal da Autoridade Palestina. Além disso, ‘várias centenas’ de membros das forças de segurança palestinas estiveram implicados em atentados, transportando terroristas e traficando armas. (Jerusalem Post)

Hava Naguila faz 100 anos
Numa yeshivá (academia rabínica) de Jerusalém, há 100 anos um professor cantarolou uma melodia hassídica e pediu aos alunos que escrevessem versos que se adaptassem à música. Moshe Nathanson, de 12 anos, foi o escolhido com seu poema Hava Naguila. Ele se inspirou no salmo bíblico 118, versículo 24: “Eis o dia que o senhor fez/regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Nathanson emigrou para os Estados Unidos, onde foi hazán (cantor) durante 46 anos na sinagoga do rabino Mordechai Kaplan, fundador do Movimento Reconstrucionista. Aposentou-se no final da década de 60 e morreu cerca de 15 anos mais tarde. Sua canção Hava Naguila é sem dúvida a música judaica mais famosa no mundo e foi interpretada, entre outros, por Harry Belafonte e Bob Dylan. Já existe até versão eletrônica tocada em discotecas e toque de celular com o ritmo da canção. (Itón Gadol)

A sucá da luz
Numa iniciativa conjunta da Prefeitura de Jerusalém e da Companhia de Eletricidade foi construída na ampla esplanada de Kikar Safra, ao lado da sede da Prefeitura, "a sucá da luz". Como se constata na fotografia, a sucá pode ser considerada uma das maiores do mundo, com uma área de 480 metros quadrados. Tem quatro quilômetros de cabos de eletricidade e em sua construção foram utilizadas 144 mil mini lâmpadas. Muitos dos eventos da festa de Sucót em Jerusalém, aconteceram nessa sucá. (Haaretz)

Funcionários da ONU presos por ligação com terror
O exército de Israel divulgou a prisão de 13 palestinos empregados pela Unrwa (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos) por envolvimento com atividades terroristas. Eles utilizavam ambulâncias da organização para apoiar atividades ligadas ao terror. Peter Hansen, chefe da Unrwa, admitiu que a agência tem entre seus funcionários alguns membros da organização terrorista Hamas. E ele não vê problema nisso, pois alega que ‘essas pessoas seriam afiliadas à facção política do Hamas’. (Israel National News)

Justiça para ato terrorista na Argentina

A Federação Israelita de São Paulo entregou uma petição ao Consulado da Argentina para a reabertura do processo do caso Amia — atentado contra a organização judaica que matou 85 pessoas em Buenos Aires há dez anos. A petição, entregue pelo presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) Jaime Blay e outros dirigentes, observa que “a impunidade gera novos atentados” e exige “a revisão imediata do caso”. Em setembro, a justiça argentina absolveu todos os 22 acusados de envolvimento no atentado ocorrido em 18 de julho de 1994 — a maior ação terrorista da história do país. Mas nem tudo está perdido: Um juiz argentino ratificou a vigência da ordem internacional de captura de 12 iranianos pela suposta responsabilidade no atentado à Amia. A ação foi adotada pelo juiz Rodolfo Canicoba Corral ante a decisão da Interpol de suspender os pedidos de detenção expedidos durante a investigação do ataque terrorista. (Agência Efe)

Vereadora eleita é ameaçada
Eleita vereadora pelo PFL, a professora Teresa Bergher recebeu dia 13/10 em seu comitê, no bairro do Flamengo, um envelope com seu próprio material de campanha. Os folhetos estavam todos pichados com suásticas e a frase ''morte aos judeus''. O material, que fora postado numa agência dos Correios em Copacabana, foi entregue no dia seguinte à Polícia Civil para investigações. (JB)

Edição N° 28 - Setembro de 2004


100 anos de sinagoga portuguesa

O presidente de Portugal Jorge Sampaio e o rabino chefe de Israel estiveram entre as personalidades presentes às comemorações do centenário da sinagoga de Lisboa. Jorge Sampaio, cuja avó materna foi uma ativista judaica, e o rabino chefe sefaradi de Israel, Moshe Amar, se encontraram com diversos funcionários judeus e não-judeus do governo em 12 de setembro na celebração do aniversário dos 100 anos da Shaare-Tikva, também conhecida como Sinagoga de Lisboa, a primeira sinagoga construída em Portugal após a expulsão dos judeus em 1497.

Site racista é bloqueado
Um site argentino na Internet que incita ao ódio contra negros e judeus foi bloqueado no Rio Grande do Sul. A ação, para a qual foi mobilizada a Interpol, foi formulada pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra e pela Federação Israelita daquele Estado. Sem dar maiores detalhes das investigações, porque de algum modo isso
pode prejudicá-las, o procurador Renoir Cunha, da Promotoria dos Direitos Humanos e Cidadania, disse que o responsável já está identificado. "O caso é grave", porque o site incriminado "tem um discurso contra os judeus e os negros e é uma referência dos neonazistas na América Latina", acrescenta Cunha. Un grupo de provedores da internet do Rio Grande do Sul firmou ompromisso para bloquear o site, e agora trata de obter a adesão dos demais Estados.

Crescem em 2004 os sites racistas
A quantidade de sites que expressam idéias racistas, extremistas ou de ódio religioso aumentou sensivelmente desde o início de 2004. A Surf Control, empresa de monitoração da internet, afirma que o número de páginas promovendo o ódio contra norte-americanos, muçulmanos, judeus, gays e afro-americanos cresceu 26% desde o início deste ano, contra um aumento de 30% em todo o ano de 2003. A empresa informa ainda que serviços como bolsas de estudo e matrimônio on-line para supremacistas da raça branca, para grupos que pregam o assassinato de homossexuais e outros tipos de extremistas cresceu cerca de 300% desde o início da monitoração em 2000.

Hezbollah tem sites fechados
Dois sites do Hezbollah foram fechados recentemente nos Estados Unidos e no Reino Unido, após aplicação, por um provedor de internet norte-americano e outro britânico, de lei que considera o grupo uma organização terrorista. O Hezbollah está realizando contatos com outros provedores e afirma que os sites voltarão a operar dentro de alguns dias.

Terrorista escondido em hospital
Há notícias que nem sempre são destacadas na imprensa. Nessa categoria entram aquelas que deixam uma má impressão da Autoridade Palestina pelo que faz ou deixa de fazer para evitar o perigo aos civis. E muitos são os jornalistas que para poder entrar ou sair dos territórios palestinos, optam por não se comprometer com notícias que depois lhes poderia ocasionar "problemas" com os palestinos. Um exemplo disso é o caso de
Adnan Abyat, terrorista palestino de Beit Lechem (Belém), procurado há muito tempo. Abyat foi o responsável por vários atentados nos quais foram assassinados 8 israelenses. Ele havia sido um dos terroristas que se refugiaram na Igreja da Natividade, e um dos que conseguiu escapar de lá. No hospital havia um verdadeiro arsenal que incluía metralhadoras, diversos tipos de rifles automáticos com miras telescópicas e material para preparar artefatos explosivos. O terrorista se ocultava a poucos metros da sala dos prematuros. Sempre se criticou Israel por colocar em perigo a vida de "civis inocentes" ou de não respeitar lugares sagrados. Mas quando se trata dos palestinos, o silêncio é absoluto....

Israel ajuda os palestinos
Outro tipo de notícia quase sempre ignorada pela imprensa é aquele em que Israel ajuda os palestinos. Exemplo? Com a anarquia que continua na Faixa de Gaza, Tarek Abu Rayeb, comandante das Forças de Inteligência palestinas, sofreu um atentado quando dispararam contra seu veículo. Houve dois mortos e Tarek foi ferido gravemente. Primeiro ele foi levado a um hospital em Gaza, mas ali os médicos viram que pouco podiam fazer, e que era necessário trasladá-lo com urgência a um hospital com mais recursos. Logo ele foi removido numa ambulância do Maguen David Adon (A Estrela de Davi Vermelha) ao Hospital Barzilay de Ashkelon. Ninguém investigou quem esteve por trás do atentado, nem publicou nada a respeito da ajuda israelense.

Vitória importante no esporte
A equipe de futebol do Macabi Tel Aviv se classificou para a rodada da Copa de Campeões dos Times Europeus, ao vencer no estádio de Ramat Gan o Pauk, de Salônica, por 1 a 0. Assim, o Macabi Tel Aviv é o primeiro time israelense a participar da fase classificatória na qual se encontram as 32 melhores equipes do futebol europeu. No sorteio dos grupos classificatórios, o Macabi Tel Aviv caiu na chave do Bayern Munich, da Alemanha, do Juventus, da Itália e do Ájax, da Holanda, os quais terá que enfrentar. Coisa pouca... A Uefa (União das Associações Européias de Futebol) havia rejeitado o pedido feito pelo Maccabi Tel Aviv para mudar a data do jogo contra o Bayern de Munique, cuja partida estava marcada para a noite de Rosh Hashaná. A Uefa explicou: “Não podemos aceitar que sejam utilizados feriados políticos, nacionais ou religiosos como argumento para o adiamento de partidas”.

Lula e Alckmin assinam petição contra anti-semitismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou petição condenando o anti-semitismo e seu ressurgimento, e instando a Assembléia Geral da ONU a adotar uma resolução que denuncia atos contra os judeus. Na assinatura, durante o encontro de Lula com Israel Singer, presidente do Congresso Judaico Mundial (CJM), a organização disse estar em campanha para obter assinaturas de líderes mundiais para a petição. Para Singer, o encontro com o presidente brasileiro foi uma “vitória histórica em nossa atual luta global contra o anti-semitismo. O apoio do presidente Lula em nome de seu país irá sem dúvida ter reverberações através da região e por todo o mundo”. A petição também já foi assinada por Néstor Kirchner, presidente da Argentina e pelo governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin.

Lula envia carta à comunidade judaica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta à comunidade judaica do Brasil, por meio da Federação Israelita do Estado de São Paulo, associando-se às comemorações do ano novo judaico. O presidente agradeceu às lideranças e organizações comunitárias pelo seu empenho em prol da solidariedade e da cidadania e no combate à pobreza. Ele afirma estar certo de que em 5765 a comunidade continuará trabalhando em conjunto com o governo para melhorar o Brasil e consolidar a paz no mundo.

Jornal egípcio: Holocausto é ‘mentira sionista’
Rif'at Sayyed Ahmad, diretor de um ‘Centro de Pesquisa’ no Cairo e colunista do Al-Liwaa Al-Islami, jornal do Partido Democrático Nacional, o único e no poder, no Egito, publicou um artigo em duas partes intitulado “A mentira da incineração dos judeus”. Ele afirma, utilizando o trabalho de revisionistas ocidentais do Holocausto, que a morte de judeus em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial foi inventada pelo movimento sionista para ‘extorquir’ o Ocidente e tornar possível o estabelecimento da ‘empresa sionista’.

A medalha verde de Israel em Atenas
Cerca de 20 empresas, bem como a Polícia, Exército e a Marinha israelenses participaram das Olimpíadas na Grécia. Os israelenses ofereceram desde softwares especializados e proteção das fronteiras até o sistema de irrigação para as ruas e instalações olímpicas. A tecnologia usada para manter os desertos de Israel verdejantes foi escolhida pelos atenienses para alimentar todo o sistema de abastecimento de plantas e jardins. Somente água reciclada é utilizada em todo o processo, que vinha sendo preparado desde 1998.

Quatro israelenses salvos de linchamento
Quatro israelenses, que pegaram um caminho errado e entraram numa região controlada pela Autoridade Palestina foram salvos do linchamento, no último minuto. Uma multidão de árabes começou a jogar pedras, tubos de metal e blocos de concreto no caminhão em que eles estavam. Somente duas pessoas se comportaram dignamente e os ajudaram. A polícia israelense concluiu que os quatro não violaram intencionalmente a proibição de entrada nas áreas controladas pela AP. O caminhão foi destruído, mas não há notícia de que será investigado um possível crime por parte da multidão. Um dos israelenses comentou: “Eles podem andar livremente entre nós, mas se cometemos um erro e entramos nas áreas deles, isso pode nos custar a vida”.

Polêmica: Filme sobre 'lado humano' de Hitler
Estreou em Berlim um novo filme que está causando muita controvérsia na Alemanha. Trata-se de um retrato de Adolf Hitler em seus últimos 12 dias, pois se propõe a mostrar o "lado humano" do ditador que desencadeou a 2ª Guerra Mundial e ordenou o Holocausto, provocando a morte de dezenas de milhões de seres humanos. "A Queda" ("Der Untertag"), baseado em relatos de testemunhas e no livro do mesmo nome do historiador Joachim Fest, estreou em setembro e é uma das primeiras tentativas do país de caracterizar Hitler em um filme. Na atuação, suas explosões de fúria ante a incapacidade do exército em conter o avanço soviético em Berlim estão mescladas de "momentos de bondade" com o pessoal feminino de seu governo e "ternura" com Eva Braun. Só há uma referencia breve ao Holocausto.

Israel e Vietnã firmam acordo comercial
Israel e Vietnã assinaram em Hanói um acordo para incrementar os laços comerciais. Os dois países estabeleceram relações diplomáticas há 11 anos. Em 2003, o volume de negócios entre ambos foi de apenas US$ 40 milhões, o que, para o Ministério das Relações Exteriores de Israel, não reflete o potencial comercial do Vietnã, cuja economia está entre as que mais crescem no mundo.

Palestino ameaçado de morte por encontrar israelense
Membros do Comitê de Resistência Popular, organização que abriga vários grupos terroristas, ameaçaram matar o ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, se ele retornar à Faixa de Gaza. Eles o acusam de traidor e corrupto. Shaath encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, em Rimini, na Itália.

Arafat desvia dinheiro
Líderes políticos alemães solicitaram à União Européia (UE) que congele a ajuda à Autoridade Palestina depois que circularam denúncias, apoiadas por documentos, de que Yasser Arafat transferiu mais de US$ 5 milhões para uma conta bancária pessoal no Egito. Armin Laschet, diretor do Comitê Parlamentar da União Européia que controla a ajuda aos palestinos, disse que estão se utilizando os fundos ilegalmente. E admitiu que a UE cometeu “graves erros” em seu financiamento a Arafat.

Ex-ministro do Kuwait defende sionismo
O jornalista e ex-ministro de Comunicações do Kuwait, Sa'ad bin Tefla, foi entrevistado pela televisão jordaniana sobre a cultura de violência nos países árabes. Tefla rechaçou a noção de que ela seja causada por Israel ou pelos Estados Unidos e culpou as raízes culturais, a frustração e o extremismo religioso. Eis alguns trechos da entrevista: “O sionismo e o imperialismo não têm nada a ver com nossa cultura de violência”. “É errado dizer que a violência é fruto da ocupação. Os franceses deixaram a Argélia depois que um milhão de pessoas morreram e, em menos de uma década, 10.000 argelinos foram massacrados por outros argelinos, em nome do Islã - isso é muito mais do que Israel possa ter matado durante o período da Intifada”. “A violência tem raízes culturais e não está relacionada com a ocupação. Não estou defendendo ou justificando a ocupação. Mas digo que esta lógica, que refuto, é utilizada como justificativa para a violência que ocorre no Iraque e em outros lugares”.

ONU pede retirada síria do Líbano; Brasil se abstém
O Conselho de Segurança da ONU adotou por pequena margem, uma resolução que pede a retirada das tropas sírias do Líbano, a dispersão do Hezbollah e adverte também contra a interferência estrangeira nas próximas eleições presidenciais em Beirute. Houve nove votos favoráveis, número mínimo para aprovação, e seis abstenções. Essa foi a primeira resolução do Conselho de Segurança claramente direcionada contra um país árabe. Também foi a primeira vez que o Conselho referiu-se ao Hezbollah. A resolução foi patrocinada por EUA e França. Também votaram a favor Alemanha, Angola, Benin, Chile, Reino Unido, Romênia e Espanha. Abstiveram-se Brasil, Argélia, China, Filipinas, Paquistão e Rússia. O Líbano reagiu dizendo que os 17.000 soldados sírios estão lá a pedido do governo, para proteger contra ‘ação radical vinda de Israel’.

Decisão rápida salvou vidas
Em Beer-Sheva, dois ônibus se encontravam um ao lado do outro quando se produziu a explosão no primeiro deles. Jacob Cohen, o motorista do segundo ônibus escutou a explosão, viu a fumaça saindo do ônibus ao lado do seu e a primeira coisa que atinou foi apertar o acelerador e sair do lugar. Já fora do local da explosão, abriu as portas do ônibus e gritou aos passageiros para que descessem rapidamente. Enquanto o ônibus ia se esvaziando se produziu a segunda explosão. O terrorista suicida era um dos seus passageiros. Tudo isto ocorreu em poucos segundos. A rápida decisão de Cohen permitiu que muitos de seus passageiros salvassem suas vidas.

A sorte e a tragédia

Nissim Vaknin era um dos passageiros de um dos ônibus. Nissim estava sentado atrás do motorista ao lado de um jovem rapaz de cabelo comprido. Em um dos pontos subiu uma senhora e como o ônibus estava quase cheio, Nissim lhe ofereceu seu lugar. Em pouco tempo aconteceu a explosão. Nissim salvou sua vida. O jovem de cabelo comprido, descobriu-se depois, era o terrorista suicida. A mulher a quem Nissim havia oferecido seu assento, Tamara Debrashvili foi uma das 16 vítimas fatais do duplo atentado. Como já é costume, à medida que se conhecia o tamanho do atentado e a quantidade de mortos e feridos que iam aumentando nas informações da TV, chegavam também as notícias de que em Gaza a população palestina recebia com alegria e com festejos a notícia dos criminosos atos.

Edição N° 27 - Agosto de 2004


Arábia Saudita ainda financia o terrorismo

Em decorrência de dois atentados em 2003 e outro em abril de 2004, a Arábia Saudita começou a levar a sério a questão do terrorismo. Ela foi o último país do Conselho de Cooperação do Golfo a aceitar um inquérito imposto pelo G7 (grupo dos sete países mais desenvolvidos) para lutar contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Desde então, as autoridades sauditas estabeleceram um controle mais rígido dos clientes dos bancos, além de procedimentos para detectar e embargar ativos de terroristas e enquadrar órgãos caritativos. Ao longo dos últimos dez anos, a Arábia dotou-se de um quadro legislativo relativamente abrangente para vigiar as movimentações financeiras. Mas a definição das infrações contida nos textos não corresponde aos padrões internacionais, tal como estipulados na convenção da ONU sobre a supressão do financiamento do terrorismo – a qual, por sinal, não foi ratificada por Riad.

Propaganda anti-semita não cessa na mídia árabe
Caricaturas e temas anti-semitas continuam sendo bastante comuns na mídia árabe. Imagens demoníacas dos judeus, teorias conspiratórias afirmando que os judeus planejam controlar o mundo, equalização de judeus com nazistas enchem as páginas de publicações no Egito, Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio. Recentemente, um suposto controle judaico/israelense sobre a política externa dos EUA, especialmente com relação ao Iraque, e referências ao filme de Mel Gibson, ‘A Paixão de Cristo’, com Israel representado crucificando os árabes, tem sido os principais temas. Uma compilação das matérias publicadas em maio de 2004 foi feita, concluindo-se que o anti-semitismo está amplamente difundido no mundo árabe e muçulmano e se manifesta em todos os segmentos da sociedade.

A "Justiça" na Autoridade Palestina
O lugar: a aldeia palestina de Kabattya ao norte do Shomron. Sexta-feira, 2 de julho de 2004, ao meio-dia, a praça do centro da aldeia é o local mais concorrido. É o dia de descanso para os muçulmanos e é a hora em que muitos saem da oração do meio-dia na mesquita central. J'amal Abu-Rob, que está à frente do grupo Fatah de Jenin, o mesmo grupo terrorista do qual Arafat é o dirigente máximo, aparece arrastando Muhamad Rafik Abd E-Razek. J'amal Abu-Rob, mais conhecido por seu apelido "Hitler", dirige-se aos presentes: "... Confessado que colaborava com a inteligência israelense... Que propõem que lhe façamos?" O "público" em uníssono grita "matá-lo.... Matá-lo..." O mesmo J'amal se encarrega da primeira descarga de seu Kalachnikov que despedaça a vítima no mesmo lugar, ante os gritos de aprovação dos presentes. Os companheiros de J'amal, um após outro também descarregam seus fuzis contra o corpo de Muhamad Rafik... Não é a primeira vez que acontece algo assim. É o exemplo da "justiça" na Autoridade Palestina.

Resistindo ao terror
Na aldeia palestina de Beit Janun, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Mártires de Al-Aksa, pretendia disparar alguns mísseis Kassam em direção à cidade de Sderót, em Israel. Mas as famílias do lugar demonstraram de viva voz sua desconformidade com essa ação pelas conseqüências que os disparos depois trazem sobre elas com as reações israelenses. Das palavras passou-se aos golpes e a coisa não parou aí; um dos terroristas atirou com seu fuzil e feriu de morte um jovem palestino de 18 anos do lugar.
Nem sempre as notícias que deixam prejudicados os palestinos transcendem pela imprensa.

Celebridades
A mega modelo Naomi Campbell está participando da campanha mundial contra o anti-semitismo “Anti-Semitism is Anti-Me”. Steven Spielberg deixou a universidade há mais de 30 anos para seguir a carreira de cineasta. Agora, aos 55 anos, ele acaba de receber seu diploma em artes do cinema e artes eletrônicas da Universidade de Long Beach. A cantora Madonna irá a Israel e passará os feriados do Ano Novo judaico em Tel Aviv. Ela tinha agendado dois shows para setembro em Israel, mas cancelou-os após ter sido ameaçada de morte por terroristas palestinos. É possível que a atriz Demi Moore também vá a Israel. Os israelenses vêem com bons olhos a visita de celebridades, pois elas fazem um excelente serviço de relações públicas para encorajar o turismo no país.

Arafat em apuros
O presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat tenta acabar com as eleições internas do movimento Al-Fatah que serão realizadas na Faixa de Gaza, onde seus partidários perderam apoio. A denúncia foi feita por Kadura Fares, deputado pela cidade de Ramala. Fares disse que Arafat se opõe a qualquer tipo de eleições. Por sua vez a ONU advertiu em 13 de julho sobre o risco de colapso da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se suas forças de segurança não forem reformadas como previsto no plano do "Mapa da Estrada".
A declaração foi feita pelo coordenador especial da ONU no Oriente Médio, Terje Larsen, que apresentou ao Conselho de Segurança seu relatório periódico sobre a situação dos palestinos e israelenses.

Arafat em apuros II
Larsen criticou duramente a ANP por não adotar ações imediatas para frear a violência e combater o terrorismo, assim como por não dar os passos necessários para a reforma das instituições e reorganização de seu gabinete. Foi a primeira vez que isso aconteceu e Larsen ainda condenou “a falta de vontade política de Arafat”. O coordenador disse que a paralisia da ANP é cada vez mais clara e que a deterioração da lei e da ordem nos territórios palestinos é preocupante. Como exemplo, citou os confrontos entre as próprias forças de segurança palestinas na Faixa de Gaza, "onde a autoridade da ANP se desvanece rapidamente pelo crescente poder das armas, do dinheiro e da intimidação". Larsen destacou que o fato de o líder da ANP, Yasser Arafat, permanecer confinado em Ramala não é desculpa para a passividade e a inércia.

Reações de Arafat
Ante o relatório de Larsen, que antigamente era contumaz crítico de Israel e que agora corrige suas constantes críticas unilaterais, Arafat, o “dono” da AP declarou o coordenador Larsen "persona non grata" na palestina... Já Moussa Arafat, o sobrinho que tinha sido indicado por ele para chefe da segurança, não assumiu o cargo. O líder palestino rendeu-se aos crescentes protestos e mudou, mais uma vez, a chefia do serviço de segurança da Autoridade Palestina, reconduzindo ao posto o homem que ele tinha demitido, o general Abdel Razek Al-Majeida. A indicação do sobrinho fez aumentar os protestos violentos especialmente na Faixa de Gaza.

Começo do fim?
O diário israelense Maariv afirmou em editorial que Yasser Arafat, vive um processo de ‘desintegração’. Após uma semana de violência e de combates entre facções palestinas na Faixa de Gaza, o líder palestino está tentando dar a impressão de reabilitação, com mudanças na Autoridade Palestina, mas ‘está trocando uma leva de velhos corruptos por outra’, disse o jornal. O diário conclui que a tensão no território palestino ‘talvez seja o começo do fim’ de Yasser Arafat. Dezoito pessoas ficaram feridas em choques entre militantes e membros da equipe de segurança num fim de semana. E Arafat ainda enfrentou outra crise depois de se recusar a aceitar a renúncia do primeiro-ministro Ahmed Korei, que se demitiu em meio a desentendimentos sobre o controle da segurança.

Retirada de Gaza
A proposta do governo israelense de retirar as suas tropas e seus assentamentos da Faixa de Gaza – algo que pode ocorrer até 2005 – e o surgimento de novas forças políticas estão ajudando a intensificar novas e antigas rivalidades entre palestinos.
A perspectiva da saída israelense da região, acendeu a luta dos movimentos para determinar como será o controle dessa área pelos palestinos. O mais recente confronto entre eles é reflexo dessa disputa e da complexa rede de relações da política palestina e das lutas pelo poder entre Arafat, o primeiro-ministro Ahmed Korei, altos integrantes da Autoridade Palestina e organizações terroristas islâmicas. Parte da revolta está, inclusive, emergindo de dentro da Fatah, o grupo de terror liderado pelo próprio Arafat.

BBC muda tom e critica Autoridade Palestina
Quem está acostumado a ler, ouvir, ou assistir a BBC (tanto a Internacional, quanto a do Brasil), sabe que a rede nunca teve opinião muito favorável a Israel. Tanto isto é verdade, que até bem pouco tempo atrás a BBC foi banida das coletivas de imprensa do governo israelense. Mas surpreendentemente durante um programa "De Olho No Mundo", da BBC, transmitido pela Rádio Eldorado, o representante palestino entrevistado ao vivo foi encurralado com perguntas sobre a corrupção e o caos reinante na ANP, e desta vez a "ocupação" não serviu nem como desculpa, nem como resposta.

Marcos Losekann e a cobertura imparcial
Quando um veículo acerta e procura caminhar em direção da imparcialidade e do bom jornalismo, deve-se comentar o fato. Este é o caso da Globo, ao enviar o correspondente internacional Marcos Losekann para o Oriente Médio. Perfeição não existe, mas o competente profissional em pouco tempo conseguiu mudar para melhor a cobertura do conflito árabe-israelense daquela emissora do nosso país.

Novo selo postal de Israel
Como faz todo os anos às vésperas das celebrações do Ano Novo Judaico, o Serviço Filatélico de Israel vai emitir dia 31 de agosto um selo postal alusivo. A peça constituirá mais um da série Moadim Le Simcha (Felizes Festas) para o Novo Ano 5765. O valor facial será de 2.70 shekalim e mostrará um pão assado. Na banda (tab) alusiva, foi impressa parte da oração de agradecimento por nosso pão de cada dia: "... HaMotzi lechem min Haharetz..."

Vôo charter entre Tel Aviv e RJ
O governo de Israel autorizou o estabelecimento de vôo charter entre Tel Aviv e Rio de Janeiro. A concretização ainda depende do interesse das empresas privadas que fixarão a freqüência dos vôos a partir da procura dos passageiros. A idéia de encurtar a viagem do Brasil a Israel, que hoje é feita com escala e troca de avião em cidades européias, foi lançada pela governadora Rosinha Matheus durante sua visita a Israel, em fevereiro. O novo vôo facilitaria a vida de turistas e peregrinos que costumam visitar Israel e executivos em viagens de negócios. Segundo o Ministério do Turismo israelense, 30 mil passageiros viajam entre os dois países anualmente.

A votação na Assembléia Geral

A Assembléia Geral da ONU aprovou por 150 a 6 e 10 abstenções uma resolução sobre a opinião consultiva da Corte Internacional de Haia, que havia determinado que a cerca de segurança de Israel não é legal. A resolução foi apresentada pela Jordânia e votaram com Israel, Estados Unidos, Austrália, Micronésia, Ilhas Marshall e Tuvalu. As abstenções: Canadá, Uruguai, Camarões, Uganda, Vanuatu, El Salvador, Tonga, Papua Nova Guiné, Nauru e Ilhas Salomão. A União Européia diz que apoiou a resolução porque a mesma também inclui um chamamento aos palestinos para combater o terrorismo e reafirma o direito de Israel à defesa própria ou a autodefesa.

Tentativa para impedir resolução contra anti-semitismo
Países árabes estão tentando evitar que seja aprovada na Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro, uma resolução condenando o anti-semitismo. Os árabes também criticaram um seminário sobre o anti-semitismo realizado em junho e organizado pelo secretário-geral, Kofi Annan. O observador palestino na ONU, Nasser al-Kidwe, condenou fortemente Annan, por este ter demonstrado orgulho em anular a resolução de 1975, que igualou sionismo e racismo.

União Européia investiga fraudes na AP
A União Européia (UE) investiga a extensão do desvio para atividades terroristas dos fundos fornecidos pelo bloco à Autoridade Palestina. Uma equipe da UE pediu recentemente a Israel permissão para interrogar em suas prisões membros do movimento Fatah, de Arafat. Colocar sob foco internacional as provas cabais das ligações de Arafat com o terrorismo é o que mais querem os israelenses que há muito já sabem das práticas sinistras do líder palestino.

Saddam não terá advogado judeu, diz sua filha
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein poderá contratar um advogado norte-americano, mas ‘somente se ele não for judeu’, disse sua filha Raghdad a um jornalista israelense. A única coisa que ela quer é que o pai tenha um julgamento justo. Raghdad se queixou dos valores exorbitantes pedidos pelos advogados de Saddam e pensou em contratar um advogado nos EUA. Após ter ouvido uma lista de nomes, ela disse: ‘Excelente, mas ele é judeu. Você deve entender que meu pai jamais permitiria isso. Não julgo as pessoas, mas não posso trabalhar com judeus’.

Tel Aviv é patrimônio mundial da humanidade
Tel Aviv foi reconhecida pela Unesco como ‘patrimônio da humanidade’. Precedida por Brasília, é a segunda cidade moderna a ter tal qualificação. O fato veio como uma inesperada surpresa: não só porque os israelenses não depositam confiança na ONU, mas também porque a cidade nunca se deu ao trabalho de uma auto-avaliação. Trata-se do excepcional acervo da arquitetura dos anos 30, um dos mais significativos existentes. Praticamente toda a cidade daquela época, razoavelmente preservada, é hoje um documento vivo da Bauhaus, do Movimento Moderno ou ‘Estilo Internacional’. O núcleo dos anos 30, com sua escala humana e suas arquiteturas claras, despretensiosas e únicas, agora protegido por um pacto de preservação, permanece como um marco orientador para políticos, arquitetos e urbanistas. Através de Visão Judaica e de seu colaborador, o arquiteto Vittorio Corinaldi, em julho, os leitores tomaram conhecimento antecipado disso.

Cidades irmãs
A prefeita Marta Suplicy assinou lei, em 16 de julho, declarando como cidades-irmãs Tel Aviv e São Paulo. O projeto foi da autoria do vereador Gilberto Natalini (PSDB). A lei serve como base para a realização de acordos e programas de intercâmbio social, cultural e econômico, em especial os relativos à organização, administração e gestão urbana; para convênios nos campos da ciência, tecnologia, turismo e desenvolvimento; para a facilitação dos contatos entre empresas ou instituições e o incremento do intercâmbio estudantil entre as escolas municipais.

Edição N° 26 - Julho de 2004

Terror em declínio, motivação em alta
Segundo o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, a capacidade de ação dos terroristas palestinos contra Israel foi reduzida, na medida em que foram desarticulados e a cerca é construída. Isto levou a uma drástica diminuição no número de atentados, que em relação ao mesmo período de 2003, registraram uma queda de 90%. No entanto, a pressão continuará, pois a motivação destes grupos permanece em alta. Mofaz revelou que as forças de segurança apreenderam 58 potenciais suicidas-bomba, com os rigorosos procedimentos de fiscalização, especialmente nos portões de passagem entre a Cisjordânia e Israel.

Morto o líder da Al Aqsa
Numa ofensiva na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, no final de junho, o exército israelense conseguiu pôr as mãos no dirigente máximo das Brigadas de Al Aqsa na Cisjordânia. Nayef Abu Charekh, o líder da Al Aqsa, o mais procurado dos terroristas, foi surpreendido durante a revista de uma casa na Cashba, a parte histórica da cidade de Nablus, junto com seis companheiros. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa são a milícia armada da Al Fatah, a maior das organizações palestinas, fundada por Yasser Arafat. Ao lado do Hamas e da Jihad Islâmica, dois grupos de inspiração religiosa, tem realizado atos de terror contra israelenses. O Hamas tem suas bases principais na faixa de Gaza, enquanto as Brigadas atuam principalmente na Cisjordânia.

Ray Charles apoiava Israel
O grande e inesquecível cantor e pianista Ray Charles, recentemente falecido em sua residência em Beverly Hills, Estados Unidos, aos 73 anos de idade, declarou certa vez: Israel é uma das poucas coisas que gosto de apoiar. Os negros e os judeus estão ligados por uma história comum de perseguições.

Economia otimista
Não se trata de tirar conclusões apressadas, mas depois de um bom tempo, os dados econômicos de Israel estão mostrando uma melhora sensível em sua situação econômica. O maior destaque de todos é que durante o primeiro quadrimestre de 2004 houve um crescimento de 5,5%, bem acima das estimativas mais otimistas. As exportações no mesmo período aumentaram em 49,5%. E o que também resulta em outro dado alentador é que a quantidade de turistas chegados a Israel aumentou em 88% em comparação com o ano anterior. O ministro da Economia, Bibi Netanyahu, assegura que o país vai por um "bom caminho"...

França: destruído mural de crianças judias
Vândalos profanaram um mural pintado por crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial em um campo de trânsito no o sul da França onde foram mantidas prisioneiras antes de serem deportadas para a Alemanha. A profanação, segundo informou um historiador à polícia, é mais uma na estatística crescente dos delitos anti-semitas na França, onde vive a maior comunidade judaica da Europa, de cerca de 600 mil pessoas. O mural, de uma cena no campo, foi encontrado quase totalmente destruído. O ministro do Interior Dominique de Villepin condenou o ataque e pediu ao prefeito local que encontre os responsáveis.

Base de dados sobre vítimas da Shoá
“ A iniciativa consiste em obter uma espécie de panorama integral do que foi a comunidade judaica durante a Shoá e, na medida do possível averiguar para o registro da História o nome de cada vítima”, disse Bobby Brown, diretor do Escritório de Israel do Congresso Judaico Mundial. A propósito, o Governo da Hungria pôs em marcha um projeto baseado em arquivos similares sobre as vítimas judaicas alemãs e italianas, criados através dos esforços do Congresso Judaico Mundial e do Instituto de Recordação do Holocausto Yad Vashem, de Israel. O projeto húngaro pretende entregar ao Yad Vashem o arquivo de 55 milhões de documentos, e facilitar a colaboração de especialistas do Museu e Centro de Documentação de Budapeste. Quando o empreendimento estiver completo, os nomes das vítimas judaicas na Hungria se somarão aos do Salão dos Nomes no Yad Vashem.

Arafat agora aceita Israel
O jornal Haaretz publicou entrevista na qual Yasser Arafat afirma "definitivamente" entender que Israel deve preservar seu caráter como Estado Judeu. Esta foi a primeira vez que Arafat disse reconhecer o caráter judeu do Estado. Na entrevista o presidente da Autoridade Nacional Palestina abordou também o problema dos refugiados palestinos, baseada na Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU. Mas ele não quis dizer quantos refugiados ele insistiria que Israel absorvesse como uma condição para qualquer acordo de paz. Amos Malka, antigo chefe da Inteligência Militar de Israel, disse também ao Haaretz que Arafat estaria disposto a aceitar um compromisso de retorno de apenas 20 a 30 mil refugiados para Israel.

Arafat II
Com relação a fronteiras, Arafat essencialmente confirmou as colocações de Malka - que ele poderia assinar um acordo sob o qual Israel iria se retirar de 97 a 98% da Cisjordânia e que desse aos palestinos territórios equivalentes em tamanho e qualidade aos 2 ou 3% que ficariam com Israel. Ele concorda que Israel iria manter a soberania sobre o Muro das Lamentações e o Quarteirão Judeu da Cidade Velha de Jerusalém, e os israelenses ganhariam liberdade de acesso aos lugares sagrados sob controle palestino.

Homenagem do Amazonas a Israel
Em Manaus, a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas realizou uma sessão solene, por moção do deputado estadual Wanderley Dallas, para homenagear o 56° aniversário da Independência do Estado de Israel. Além do deputado Dallas, integraram a mesa de honra da sessão o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Gazit; a governadora em exercício, desembargadora Marinildes Lima de Mendonça; o presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Hossana Silva; o deputado federal Reinaldo Santos e Silva; o presidente da Assembléia Legislativa, Lino Chixaro; o vereador Isaac Tayah, representando a Câmara Municipal de Manaus; o presidente do Ciam (Comitê Israelita do Amazonas), Celso Assayag; e o primeiro-secretário da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Flávio Unikowsky.
Fizeram uso da palavra na ocasião o deputado Dallas, o embaixador Gazit e Assayag. A desembargadora Marinildes Lima de Mendonça fez a entrega de uma placa comemorativa.

Annan vê "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, afirmou que há um "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo em todo o mundo. "Quando procuramos justiça para os palestinos, devemos repudiar qualquer um que tente usar a causa para incitar o ódio contra os judeus, em Israel ou em qualquer outro lugar", afirmou Annan durante a inauguração da primeira conferência da ONU dedicada totalmente à discussão do anti-semitismo. Annan disse que é difícil acreditar que 60 anos depois do Holocausto o anti-semitismo estivesse "levantando sua cabeça".

Annan II
" Mas é evidente que assistimos ao ressurgimento alarmante desse fenômeno sob novas formas e novas manifestações", declarou. "Desta vez, o mundo não pode e não deve ficar em silêncio”.
Annan pediu que os membros da ONU adotem uma resolução para combater o anti-semitismo, parecida com uma aprovada em abril pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa. "Temas políticos incluindo aqueles em Israel e em qualquer lugar no Oriente Médio nunca justificam o anti-semitismo." Annan também disse que a Comissão de Direitos Humanos, com base em Genebra (Suíça), deveria estudar o anti-semitismo com a mesma preocupação dada ao racismo contra muçulmanos em várias partes do mundo. "Os judeus não devem receber o mesmo grau de preocupação e proteção?" Questionou Annan, cujo discurso foi várias vezes interrompido por aplausos da platéia, que incluía diversos líderes judeus americanos e representantes de outras religiões.

Rossi no Muro das Lamentações
O padre Marcelo Rossi esteve em Israel filmando cenas de seu próximo filme "Amigos de fé".
O grupo de 12 brasileiros inclui dois jornalistas e a viagem a Israel teve apoio operacional da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro — Fierj (via Varig e El-Al). Em Jerusalém, Marcelo Rossi visitou o Muro das Lamentações.

Museu da Shoá, na casa de Musssolini
Roma terá um Museu da Shoá em um local emblemático: Villa Torlonia, onde viveu o ditador fascista Benito Mussolini. A cidade foi ocupada pelos alemães em 8 de setembro de 1943 e em 16 de outubro foram deportadas quase 1.100 pessoas do gueto ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, dos quais retornaram apenas 16. Entre as muitas matanças efetuadas pelos nazistas em todo o território italiano se destaca a das Fossas Ardeatinas, em Roma, onde em 24 de março de 1944, 332 pessoas foram mortas com tiros na nuca, entre eles um rapaz de 16 anos, além de 70 judeus que estavam para ser deportados. O ato foi uma represália a um atentado da Resistência na capital no dia anterior, que matou 33 soldados alemães. Hitler ordenou que fossem mortos 10 italianos para cada alemão. Dois foram assassinados apenas por terem presenciado o fato.

Ataque de foguetes contra Sderot
Na manhã de 28 de junho terroristas mais uma vez atacaram Sderot, uma cidade ao sul de Israel.
Um dos foguetes explodiu perto de um Jardim de Infância. Duas pessoas morreram; uma delas um menino de 4 anos, a caminho da escola. Sua mãe ficou muito ferida e dez outras pessoas foram feridas também. Os terroristas disparam contra comunidades Israelenses quase todos os dias. As organizações terroristas estão tentando tornar a Faixa de Gaza uma base a partir da qual eles poderão disparar contra centros de população bem no interior de Israel, matando e aterrorizando as pessoas. O terrorismo em forma de lançamento de foguetes, como qualquer outro tipo de terrorismo, faz parte dos esforços de sabotar qualquer iniciativa política de acalmar a região. Enquanto a Autoridade Palestina falha em cumprir suas obrigações dentro do Mapa do Caminho para desmantelar a infra-estrutura terrorista, Israel continuará a cumprir sua obrigação de proteger seus cidadãos, lutando contra o terrorismo.

Vaticano vê anti-sionismo como anti-semitismo
Líderes do Vaticano assinaram um comunicado expressando ‘total rejeição ao anti-semitismo em todas as suas formas, incluindo o anti-sionismo como a mais recente manifestação do anti-semitismo’. O texto foi emitido ao final do 18º Encontro Judaico-Católico, realizado na semana passada em Buenos Aires. Líderes católicos e judeus decidiram também juntar esforços para trabalhar pela justiça e pela beneficência. ‘Viemos à América Latina e conseguimos uma mudança profunda. O governo e a Igreja Católica, as duas instituições mais importantes da região, estão nos apoiando’, disse o vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, Elan Steinberg. Líderes da B’nai B’rith Internacional, latino-americana e local, participaram do evento.

Edição N° 25 - Junho de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Descoberta rede de falsas ambulâncias
Na noite de 28 de maio a polícia israelense descobriu mais duas falsas ambulâncias, suspeitando que se trata de uma rede usada pela Autoridade Palestina para levar pessoas disfarçadas para Israel, inclusive terroristas. Foram encontradas no povoado de Azarie, a leste de Jerusalém, onde seria a sede da rede. Segundo revelações da polícia, as falsas ambulâncias foram usadas para transportar 17 terroristas para Israel, incluindo membros das forças de Arafat. Os ‘pacientes’ usavam máscaras de oxigênio e outros dispositivos médicos para mostrar que necessitavam de atendimento urgente. Os motoristas tinham licenças médicas e documentação falsa dos automóveis.

Ambulância da ONU carrega armas
A agência de notícias Reuters disponibilizou um vídeo mostrando a utilização de uma ambulância da ONU por homens armados, em fuga. As imagens foram feitas em maio no distrito Zeitoun, em Gaza. A Autoridade Palestina nega as acusações, mas representantes da Reuters informam que na manhã do dia 8 de maio, editaram o filme em seu escritório em Jerusalém, escolhendo apenas algumas cenas, sem no entanto alterá-las. O material está circulando na internet e pode ser visto em: http://e.tln0.com/ame/archives/reuters_UN_amblulances_11_may_04.wmv

Condenar uso indevido de ambulâncias
A Organização Sionista da América do Norte (ZOA) conclamou entidades da área da saúde, como a Associação Médica Americana e Médicos pelos Direitos Humanos a se manifestarem contra o uso de ambulâncias para acobertar atividades terroristas. O ministro da Defesa de Israel Shaul Mofaz revelou ao jornal Ma'ariv que depois da morte dos 11 soldados israelenses em Gaza, os terroristas espalharam algumas das partes dos corpos dilacerados na área em que operam as ambulâncias da Unrwa – organismo da ONU para os refugiados, pedindo ao secretário geral da ONU que se manifestasse a respeito. O Canal 10 da TV israelense mostrou o uso das ambulâncias da Unrwa por terroristas palestinos armados, que também pode ser visto em www1.idf.il/DOVER/site/mainpage.asp?sl=EN&id=7&docid=31540.EN

Ronaldinho Gaúcho e Israel
OneFamilyFund, um fundo em Israel que ajuda financeiramente, legalmente e emocionalmente as vítimas do terror palestino, recebeu uma ajuda especial do jogador de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que joga no Barcelona. Ele mostrou que tem bom coração. Através de um comentarista esportivo em Barcelona, e um amigo que ajuda o OneFamilyFund, Ronaldinho decidiu autografar bolas de futebol e mandá-las para Israel, para serem dadas a crianças vítimas do terror. Mas não eram simples autógrafos. Ronaldinho dedicou cada bola a uma determinada criança, com uma mensagem desejando uma pronta recuperação a cada uma individualmente.

Aumenta o anti-semitismo na França
Mesmo que as autoridades neguem, o Ministério do Interior francês divulgou um relatório que aponta 67 atos de violência contra judeus no primeiro trimestre de 2004 contra 42 no mesmo período de 2003. E no dia 2 de maio, dois dias após o ataque contra 127 túmulos do cemitério judaico, também o cemitério católico romano da vila de Niederhaslach teve 20 túmulos pichados com suásticas. Mas a polícia francesa não vê ligação entre os dois incidentes.

Ataques também no Canadá
Várias pedras tumulares do cemitério judaico mais antigo do Canadá, em Montreal, foram pichadas com suásticas e a palavra "Hitler". Alvo de vários ataques semelhantes no início dos anos 1990, o cemitério vinha sendo mantido sem incidentes nos últimos anos. Em março, dezenas de pedras tumulares foram derrubadas no cemitério judaico de Toronto, além de várias casas de judeus e uma sinagoga terem sido pichadas com suásticas e slogans. Cinco pessoas foram presas no ataque em Montreal e a polícia também prendeu quatro homens e uma mulher acusados pelo ataque com coquetel molotov contra a escola United Talmud Torah no dia 5 de abril. Em Edmonton, ainda no Canadá, a polícia fechou o site do Western Canada for Us, que estava recrutando membros, promovendo supremacia racial branca e propaganda nazista.

Tadjiquistão quer demolir sinagoga
A única sinagoga de Dushanbe, capital do Tadjiquistão, com mais de 100 anos de existência e centro da comunidade local de apenas 500 judeus recebeu uma notificação da prefeitura de que será demolida como parte da reurbanização do centro velho da cidade. Em seu local será
construído um palácio.

EUA e Polônia preservarão locais judaicos
Os dois países assinaram um acordo de cooperação para a preservação de locais culturais judaicos e cemitérios remanescentes da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. Richard Armitage, secretário de Estado norte-americano em exercício, disse que o pacto demonstra que a Polônia é "um parceiro, um amigo e um aliado em todas as coisas". Ele declarou que esse foi um passo importante na preservação da herança cultural ancestral dos judeus que foram assassinados ou que fugiram da Polônia durante o regime nazista e se tornaram cidadãos americanos.

Hezbollah teria achado túmulo de Ron Arad
O Hezbollah afirmou ter encontrado o túmulo do aviador desaparecido Ron Arad, no Vale de Bekaa, no Líbano, e aguarda confirmação de que um fragmento de osso enviado a Israel na semana passada seja realmente de Arad, segundo revelou Al-Sharq al-Awsat, um dos mais conhecidos jornais árabes.

Mísseis da Síria com maior alcance
Fontes diplomáticas ocidentais disseram que Pequim enviou diversas delegações de técnicos para a Síria desde o final de 2003, com a finalidade de acelerar o programa de aumento de alcance dos mísseis Scud sírios. A ajuda chinesa parece estar substituindo os norte-
coreanos, que desenvolveram os Scuds C e D para a Síria.

Ataque suicida impedido
Murad Utman Muhamed Fadel, 19 anos, residente no campo de refugiados de Balata e Muhamed Abdulla Abid, de 18 anos, residente no campo de refugiados de Askar, foram presos num chekpoint do Exército de Israel, em 11 de maio, num táxi, com cinturões contendo 20 kg de explosivos. Os dois tentavam atravessar para Israel em Hawara, mas a segurança estava reforçada. Ambos confessaram que seu alvo seria o primeiro restaurante ou supermercado que encontrassem em Israel. Também disseram ter sido financiados e orientados por terroristas do Hezbollah, do Líbano.

Agitação sobre o Oriente Médio no Rio
O radicalismo de esquerda no Rio de Janeiro promoveu um coquetel na sede da CUT-RJ para o lançamento de "A Questão Palestina — da Diáspora ao Mapa do Caminho" de Emílio Genanari. O autor é o tradutor de "Comandante Marcos" e textos zapatistas mexicanos para o português e agora envereda em defesa do fundamentalismo teocrático islâmico e sua massa de manobra palestina. O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, composto por diversos movimentos da esquerda fluminense (partidos políticos ou não, como o MST e o PCML) assinou o evento.

Novo órgão combate a discriminação
Foi lançado oficialmente o site De Olho na Mídia (www.deolhonamidia.org.br). Esta nova fonte de informação tem como meta garantir uma cobertura imparcial, justa e verdadeira sobre a posição e situação do Estado de Israel no conflito do Oriente Médio, bem como da comunidade judaica em geral. Também combate o antijuda&iac