Edição N° 32 - Fevereiro de 2005

Por: Yossi Groisseoign

Acordo, esperança?
Em Sharm El-Sheik, no Egito, o premiê de Israel, Ariel Sharon, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciaram em 9/2 um acordo verbal para o término de quatro anos de confronto. Segundo agências noticiosas, ambos “concordaram em pôr fim a todos os atos de violência contra palestinos e israelenses onde quer que estejam”. Sharon disse que foi acordado que “os palestinos irão interromper todos os atos de violência contra israelenses e, paralelamente, Israel suspenderá todas as atividades militares contra palestinos”. Há esperança? Bem, acordos assinados antes nunca foram cumpridos e grupos terroristas palestinos já disseram nada ter com o acordo. Embora sem resultado formal de cessar-fogo, foi marcado por otimismo de ambas as partes. Só que durou pouco. O Hamas anunciou ter feito 46 ataques a Israel, dos quais só 17 foram efetivos, felizmente sem atingir ninguém.

Fórum Social Mundial 2005
Entre 26 e 31 de janeiro aconteceu em Porto Alegre o Fórum Social Mundial 2005. Como sempre, o evento foi trampolim para ataques a Israel, injustamente acusado de invasor e carrasco dos palestinos em quase todos os encontros organizados pelas esquerdas. A Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs) realizou no 1º dia uma caminhada e com o apoio da Unesco, convidou para a Oficina ‘Dois Povos, Dois Estados - O Caminho da Negociação no Conflito Palestino-Israelense’ os conferencistas Manuel Hassassian (palestino) e Edward Kaufman (israelense). O movimento juvenil sionista Betar emitiu nota à comunidade gaúcha, posicionando-se contra os convites da Firgs aos conferencistas e manifestando seu apoio incondicional a Israel. A jornalista Pilar Rahola (Espanha), também esteve presente e seus argumentos causaram impacto na platéia (Veja artigo a respeito, de Pilar Rahola, em outra parte desta edição do VJ).

Afeganistão agora só tem um judeu
O zelador da única sinagoga do Afeganistão, Ishaq Levin, e penúltimo judeu do país, morreu aos 80 anos, após décadas de desavenças com o outro único israelita de Cabul, afirmou seu vizinho judeu de 45 anos, Zebulon Simentov. O corpo foi levado de avião ao Usbequistão e depois a Israel onde foi enterrado por parentes de Levin. Israel e Afeganistão não têm relações diplomáticas. A comunidade judaica do Afeganistão chegou a ter 40 mil pessoas no fim do século 19, depois que judeus persas fugiram do Irã. Mas em meados do século 20, apenas 5 mil judeus restavam no país. A maioria emigrou depois da criação de Israel em 1948. Segundo Simentov, as últimas nove famílias saíram do Afeganistão depois da invasão soviética de 1979. Mas Levin — o zelador da sinagoga, ou shamash — permaneceu, mesmo durante o repressivo regime do Talibã. (Agências).

Siciliano: desculpas e retirada de livro
A Federação israelita do Rio de Janeiro (Fierj) recebeu carta de Álvaro Silva, presidente da Siciliano S/A, ratificando o compromisso assumido por telefone com o presidente da entidade, Osias Wurman sobre “a retirada de comercialização do livro Minha Luta de todas as nossas Livrarias, bem como suspendendo a compra futura de qualquer outro livro dessa naturaza”. Em nome do Grupo Siciliano, Silva pediu desculpas pelo deslize. Uma atitude a ser imitada e que merece parabéns. (Fierj).

Abbas antes da eleição: ‘Israel é o inimigo sionista'
O líder palestino Mahmoud Abbas, dias antes de ser eleito novo presidente da Autoridade Palestina, chamou Israel de "o inimigo sionista", termo inusitado em se tratando de um político de linha relativamente moderada. Abbas, eleito dia 9/1, fez a declaração quando estava em campanha em Khan Younis, reduto de extremistas. Em outro comício, disse que iria combater a corrupção. É um dos males que assolam a Autoridade Palestina, e é um dos principais responsáveis pelo descontentamento dos palestinos com sua situação atual. (Jerusalém Post).

Mortes no dia das eleições
No dia das eleições palestinas, quando Israel e a Autoridade Palestina pediam calma aos grupos extremistas para que a votação corresse tranqüila, um oficial das Forças de Defesa de Israel, o capitão Sharon Elmakayes, foi morto por um explosivo da organização terrorista Hezbolá na região de Har Dov, mais de um quilômetro dentro de Israel. Nas trocas de tiro que se seguiram, um oficial francês da ONU foi morto, e um soldado sueco também da ONU foi ferido. O ataque do Hezbolá foi premeditado e não foi realizado em resposta a nenhuma ação israelense, caracterizando-se mais uma tentativa de conturbar as eleições palestinas. Há anos os terroristas do Hezbolá, que têm apoio iraniano, vêm fazendo o máximo para sabotar qualquer possibilidade de renovação do processo de paz, apoiando diretamente organizações terroristas palestinas que cometem atrocidades contra civis ou militares israelenses na fronteira norte de Israel ou produzindo seus próprios ataques. (Haaretz).

Príncipe se desculpa por fantasia nazista
O príncipe Harry, de 20 anos, pediu desculpas pelo uniforme nazista que vestiu numa festa a fantasia e cujas fotos foram publicadas no jornal londrino The Sun. "Sinto muito se causei alguma ofensa ou vergonha a alguém. Foi uma má escolha de fantasia e me desculpo", disse o príncipe num comunicado divulgado pela Clarence House, residência oficial de seu pai e herdeiro ao trono, o príncipe Charles. O tablóide estampou na primeira página a manchete "Harry, o Nazista", acompanhada de uma foto onde se vê o jovem, com uma bebida e um charuto, vestido com um uniforme nazista e um braçadeira com a suástica. Deputados trabalhistas e ministros criticaram o príncipe e querem que se proiba sua carreira na academia militar Sandhurts, a mais prestigiada do Reino Unido, onde deveria entrar mês passado. Não foi a primeira vez que Harry causou embaraço à família real britânica. Em outubro passado, agrediu um fotógrafo após sair de uma discoteca, uma semana depois que o colégio de Eton acusou o jovem de trapacear nos exames de acesso à Universidade. (The Sun/BBC Brasil).

Charles ordena ao filho visita a Auschwitz
A imprensa britânica comentou em seguida que o príncipe Charles teria ordenado ao filho Harry que visitasse Auschwitz, cujos 60 anos de libertação foram celebrados dias atrás. Para marcar a data, a rainha Elizabeth II, avó de Harry, recepcionou sobreviventes do Holocausto e veteranos da Segunda Guerra Mundial. O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica internacional que combate o neonazismo e anti-semitismo foi quem primeiro exortou o príncipe Harry, terceiro na linha de sucessão britânica, a visitar o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, acompanhando uma delegação britânica para ver os resultados do odiado símbolo que ele escolheu vestir na festa a fantasia. Charles então corroborou o pedido. (BBC Brasil.com/El Reloj.com).

O governo brasileiro e a Autoridade Palestina
A delegação brasileira que acompanhou a eleição para a presidência da Autoridade Palestina foi integrada por 10 pessoas, entre elas o secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Nilmário Miranda, senadores, deputados, representantes do Itamaraty e da sociedade civil. Miranda nem quis esconder sua parcialidade e alegou ter presenciado dificuldades dos palestinos em votar e que teve de esperar mais de três horas em algumas barreiras montadas por Israel. Falou sobre uma “atitude prepotente de Israel: eles têm a força militar e o apoio dos Estados Unidos”. Outra frase de efeito: “Não há um Estado Palestino, há um território cheio de assentamentos”. O ministro explicou que o envio de uma delegação foi uma demonstração de apoio do governo brasileiro aos palestinos. (Gazeta Mercantil).

Lançado livro sobre Pelé em hebraico
Foi lançado no Centro Cultural Israel Brasil de Tel Aviv, o livro “Pelé, deus de carne e osso”, de autoria do escritor israelense Ioram Meltzer, que conta a história da vida do jogador e sua brilhante trajetória até se tornar um mito. Marcos Wasserman, presidente da entidade, revelou que nos anos 70, o Centro Cultural promoveu a vinda de duas bolas de futebol autografadas por Pelé, e o então capitão da seleção brasileira, Carlos Alberto. Uma das bolas foi adquirida por sir Aizik Wolfson, pela quantia de US$ 10.000, e o dinheiro doado a um fundo de incentivo a esportistas. A outra bola foi sorteada no campo de futebol por ocasião do campeonato nacional israelense. Pelé, cujo nome em hebraico pronuncia-se péle, significa maravilha, deu um autógrafo a Meltzer quando este tinha 7 anos. O embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima ressaltou a importância da divulgação e valorização da cultura brasileira no exterior. (CCIB de Tel Aviv).

Pelé nos Jogos Judaicos
Como a esposa Assíria descobriu recentemente que é judia, Pelé e família já foram sondados para uma viagem a Israel para acompanhar a delegação brasileira às Macabíadas (jogos realizados a cada quatro anos em Israel, com a participação de atletas de 51 países). Pelé ainda não respondeu se aceita o convite, pois os jogos serão realizados em junho. Assíria, entretanto, já declarou que ele deseja participar do evento e que ele ficou bastante surpreso com a descoberta de que a mulher é judia. “De uma hora para outra, ele acordou cercado de judeus. A mulher, a sogra e os filhos”. Assíria assegurou também que, embora tenha ficado contente por saber que tem sangue materno e paterno judaico, continuará evangélica. “O judaísmo é mais do que uma religião, é uma herança”, disse ela.

Site racista tirado do ar
Em São Paulo, o Gradi, sob a coordenação da delegada Inês Cunha, obteve do provedor IG a retirada do site Revista Criação, atendendo denúncia encaminhada pela B’nai B’rith do Brasil. No site, havia conteúdo racista e discriminatório contra os judeus. “Como sempre o Gradi” — uma delegacia especializada em crimes de intolerância e preconceito racial — “tomou providências imediatas”, destacou Alberto Liberman, diretor de Direitos Humanos da B’nai B’rith. De acordo com a legislação brasileira o site incidiu em delito ao comparar o judaísmo e o nazismo de forma pública, com isto praticando e permitindo incitar o preconceito contra os judeus, motivo pelo qual foi solicitada a sua remoção. A denúncia à B’nai B’rith contra a citada página eletrônica, foi encaminhada pelo jornal Visão Judaica, de Curitiba. (B'nai B'rith do Brasil).

À procura de familiares
Esther Demaszko, endereço eletrônico estherdemaszko@ig.com.br e telefone 0**(21) 2235-4265, do Rio de Janeiro, procura parentes sobreviventes do Holocausto da família Demaszko, da cidade de Ianevich, Polônia. Seu pai veio para o Brasil antes da Segunda Guerra Mundial, deixando lá pai, quatro irmãos, cunhadas e sobrinhos. Se alguém conhecer descendentes dessa família e tiver informações pode contatar Esther Demaszko.

Edição N° 31 -Dezembro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Israel reabre consulado em SP em 2005
Dorit Shavit, diretora do Departamento da América Latina, no Ministério das Relações Exteriores de Israel, comunicou em 11 de dezembro, durante encontro com lideranças da comunidade judaica brasileira em Tel Aviv, que o consulado de Israel em São Paulo será reaberto em 2005. O consulado fechou suas portas em julho de 2003, depois de 50 anos de existência, por determinação do Ministério das Relações Exteriores de Israel e em conseqüência de rigorosos cortes nas despesas governamentais. O anúncio foi feito para Berel Aizenstein, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Jayme Blay e Ricardo Berkiensztat, presidente e vice-presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e Boris Berenstein, presidente da Federação Israelita de Pernambuco.
(Conib).

Campeonato da Liga de Futebol israelense
O campeonato da liga superior de futebol começou com estádios quase vazios em Israel e com resultados distintos. O recém-ingresso na primeira divisão, Bnei Saknin, empatou em 1 a 1 com o HaPoel Tel Aviv. O Macabi Tel Aviv venceu por 2 a 0 a equipe árabe-israelense Akchei Natzeret. Outros resultados da rodada inicial: Ashdod 2, HaPoel Petch Tikva 0; Macabi Petach Tikva 1, HaPoel Beer Sheva 2; e Ben Iehuda 2, Macabi Natania 0. Chazon Be Fandel e o irmão do jogador da seleção Chaim Revivo foram os jogadores que sobressaíram na primeira rodada. E pelas eliminatórias da Copa do Mundo, Israel 2 Chipre 1. (Inian Mercazi).

Fãs torcem contra com bandeiras de Israel
Bandeiras israelenses saudaram os jogadores do Maccabi Tel Aviv num jogo contra o Ajax, em Amsterdã, em outubro. Só que a maioria delas estava nas mãos de torcedores do time da casa. Esta é uma das mais exóticas peculiaridades do futebol mundial, pois os torcedores do Ajax se autodenominam ‘Superjoden’ (super judeus), um apelido que reflete as origens judaicas do time e da cidade de Amsterdã. Um dos gritos de guerra da torcida é ‘Superjoden! Olé! Olé!’, e muitas vezes os torcedores visitantes são surpreendidos com o estádio inteiro cantando o clássico ‘Hava Naguila’. Hoje, poucos fãs do time são judeus, mas eles continuam levando a coisa a sério. ‘É uma questão de orgulho’, diz um deles. Antes da 2ª Guerra Mundial, a maioria dos 140 mil judeus holandeses vivia em Amsterdã, e o estádio do Ajax ficava próximo ao bairro judeu. Torcedores de outros times muitas vezes gritavam palavras de ordem anti-semitas e os do Ajax defendiam seu ‘judaísmo’. No campo, no entanto, não houve surpresa: Ajax 3x0. (Israel Insider).

Filme israelense premiado em Munique
" Hina”, filme de Idan Hovel, obteve o reconhecimento de melhor roteiro no Festival de Cinema Estudantil da Alemanha, em Munique. Hovel, que estuda na Escola de Cinema Sam Spigiel, em Jerusalém, ganhou três mil euros e o prêmio de melhor roteiro por sua película. Foram exibidos no evento 52 filmes representando 35 escolas de 25 países. O presidente do júri deste ano foi o realizador do cinema independente norte-americano Hal Hartley (“The Unbelievable Truth”, “Amateur”). O filme de Hovel ganhou também o primeiro prêmio interno da escola Sam Spigiel e foi apresentada no Festival de Jerusalém. (Iton Gadol)

Abu Mazen e o Holocausto
Para Abu Mazen, o candidato à sucessão de Arafat, o número de judeus vítimas do Holocausto deve ser ‘ainda menor do que um milhão`. Em 1984, Mazen, cujo nome é Mahmoud Abbas, disse isso numa palestra no Colégio Oriental de Moscou, que dois anos depois foi publicada em árabe, na Jordânia. Citando intelectuais conhecidos por negar a existência das câmaras de gás, o artigo de 1984 pretende mostrar a falta de legitimidade do movimento sionista, falando sobre pretensos “laços secretos entre suas lideranças e os nazistas”, e indicando que ambos teriam os mesmo objetivos e teorias convergentes. (IMRA – Middle East News & Analysis).

Escultura anti-semita em Oslo
Em agosto, uma escultura intitulada “A parede: fragmentos de história“, de Sigurd Björn Engvik, foi exibido pela Prefeitura de Oslo na Praça Youngstorget, no centro da cidade. A escultura continha estrelas amarelas nazistas que gotejavam sangue, supostamente simbolizando a “natureza assassina do Judaísmo” (embora as estrelas exibidas não fossem o Magen David aberto mas as estrelas amarelas nazistas fechadas), o dólar, um sinal simbolizando também supostamente a ganância judaica, e cartas com a palavra “Holocausto” entremeada pela data de 29 de novembro de 1947 (dia da partilha da Palestina). A escultura também inclui citações dos Dez Mandamentos e do Tanach, simbolizando o descuido israelense aparentemente pela ética judias. A comunidade judaica de Oslo e a Associação Norueguesa contra o Anti-semitismo protestaram pelo uso de símbolos anti-semitas clássicos e pelo ataque à religião judaica e o escárnio da Shoah.

Terrorista de dupla nacionalidade
O jornal “O Sul”, de Porto Alegre, arranjou um novo codinome para terrorista: Gaúcho! Em sua edição de 25 de novembro, colocou como chamada de capa para sua matéria de internacional, o seguinte título: "Israel mata gaúcho na Palestina". Colocada assim, a frase dá a entender que Israel agora persegue os gaúchos e que terroristas deixam de ser terroristas para se transformarem em gaúchos. Com a "nacionalidade", o jornal tentou "apagar" o passado sujo de um indivíduo que não era um gaúcho qualquer. Israel nada tem contra os gaúchos, mas sim contra terroristas como aquele morto pelo exército, que tem inclusive uma longíssima ficha de crimes e de atos de violência que não podem ser desculpados, ou apagados por sua dupla nacionalidade brasileira/palestina. (De Olho na Mídia).

TV Hezbolá fora do ar
O primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin anunciou que seu governo proibiu a difusão dos sinais da TV Al-Manar, do grupo terrorista Hezbolá, por causa emissões repletas de ódio da rede via satélite, na França. Milhares de pessoas assinaram petições ao presidente Chirac solicitando que fosse barrada a propaganda do Hezbollah que vomita ódio contra os judeus, e que fosse removida das ondas na França. A campanha foi iniciada pelo Centro Simon Wiesenthal Center, chocado com a decisão inicial de permitir as emissões da Al-Manar que incitariam os muçulmanos franceses. Mas depois que a rede, que transmite de uma emissora baseada no Líbano, passou a acusar Israel de disseminar Aids através do mundo árabe, cresceram os protestos internacionais e o governo francês finalmente resolveu puxar o fio da tomada. (Centre Simon Wiesenthal).

Yad Vashem inaugura portal na internet
Mais de 3 milhões de nomes de judeus perseguidos e mortos pelo regime nazista podem ser acessados em 14 idiomas através do site www.yadvashem.org. O portal visa reconstituir os nomes e a história de vida de cada uma das vítimas. É uma corrida contra o tempo, revela Avner Shalev, um dos diretores do Museu do Yad Vashem (Museu do Holocausto) em Israel, sobre este trabalho iniciado há 50 anos. “Temos de coletar a maior quantidade de dados enquanto ainda tivermos entre nós sobreviventes e a geração dos que melhor se lembram dos fatos. Chamamos as famílias de todo o mundo a nos ajudar a honrar a memória de nossos ancestrais, a partir de seus nomes”, disse ele. Os dados arquivados incluem data e local de nascimento, profissão, local de residência antes da guerra, nome dos pais ou esposos, e onde e quando foram capturados pelos nazistas. Os internautas também podem participar de programas educacionais. (JTA).

Mais um Justo entre as Nações
Um grupo de diplomatas da embaixada israelense em Berlim homenageou Herbert Herden, de 89 anos, com o título de “Justo entre as Nações” e seu nome será inscrito no Yad Vashem, memorial do Holocausto em Israel. Ele diz que faria tudo de novo: arriscar sua vida para salvar judeus poloneses durante o Holocausto. Mais de 350 alemães já receberam este título.

Da realeza swazi ao rabinato ortodoxo
Nkosinathi Gamedze descende do clã real dos Swazi, da África do Sul. Em 1988 o jovem negro estudante de idiomas da Universidade Witwatersrand, de Joanesburgo, viu um colega escrevendo da direita para esquerda, o que mudaria sua vida. Em 1988 decidiu aprender o idioma, um dos 13 que fala hoje e foi bem recebido no Departamento de Hebraico da Universidade, mesmo sendo o único não judeu. Passou a ser convidado para o shabat na casa dos colegas. “O primeiro sinal de calor humano que recebi dos brancos foi da comunidade judaica, mesmo na época do aparthaid na África do Sul”, conta. Depois, a convite do professor Moshe Sharon fez seu doutorado em hebraico em Jerusalém, na yeshivá Ohr Somayach. Mais tarde decidiu se converter, estudou e foi aprovado por um Beit Din em Jerusalém. Hoje é Rabbi Natan Gamedze, rabino ortodoxo, que mora em Safed, Israel e leciona no Sharei Bina Girls Seminary. (JTA).

Palestinos matam jovem de 19 anos acusado de espionagem
Militantes palestinos mataram um rapaz de 19 anos por suspeitarem que ele colaborou com os israelenses na captura de fugitivos. Jad al-Hindi foi morto pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aksa, grupo violento ligado ao movimento Fatah. Cedo, na manhã seguinte, seu corpo foi achado pela polícia com 12 tiros na cabeça. Dezenas de palestinos já foram executados por seus companheiros desde o início da Intifada, alguns em praça pública, em frente a grandes multidões. (Haartez/Associated Press).

Atitude humana e civilizada
A divisão de engenharia e munições do Exército de Defesa de Israel, junto com uma equipe médica, e em coordenação com a Administração Civil, socorreu, resgatou e tratou de um menino palestino ferido em Dir Dabuan, a leste de Ramallah. As forças israelenses foram até lá para ajudar a criança palestina a pedido da administração civil de Ramallah. A mão do menino fora apanhada por uma máquina de fabricação de azeite de oliva. O exército de Israel livrou o menino, deu-lhe atendimento médico no ato e o removeu para um hospital israelense em condições moderadas de saúde. (IDF Spokesperson).

Edição N° 30 - Novembro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Ação contra a Unwra
O Centro Simon Wiesenthal (SWC) pediu aos EUA e Canadá a suspensão do financiamento da Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados da Palestina (Unrwa) até que seja investigada a contratação de membros da organização terrorista Hamas. O diretor da Unrwa, Peter Hansen, admitiu que membros do Hamas estão entre o pessoal da organização e disse não ver isso como um crime. Para ele, “o Hamas é uma organização política e nem todos os seus membros são militantes e nós não fazemos veto político ou excluímos as pessoas por uma convicção”. Para o SWC, está claro que é uma situação perigosa e de descontrole. EUA e Canadá respondem por um terço do multimilionário orçamento anual da Unrwa e “é preciso averiguar até que ponto se desviou contribuições humanitárias de refugiados para terroristas”. As investigações começaram. (SWC).

Muito interessante
Conhecem as origens dos seguintes nomes: Barcelona; Granada; Montjuich; Calatayud; Escalona; Coin; Ibéria? Barcelona: Do hebraico bar-shela-nu, que significa "nossas costas", referindo-se aos assentamentos na costa mediterrânea que desde a antiguidade eram majoritariamente povoados por judeus. Montjuich: provém das palavras compostas mont-juich, "o monte dos judeus", por ser o lugar de localização do cemitério judeu da cidade. Granada: Em hebraico ger-anat, "campo de refugiados". A cidade surgiu como subúrbio de Elvira, e nele se instalavam os judeus escapados das guerras. Quando chegaram os árabes, chamaram de Garnata alyahud, ou seja, "Granada dos judeus". Calatayud: do árabe qal'at-alyahud, e traduzindo, "o castelo dos judeus". Ibéria: do hebraico Ibriya, "a hebréia". O gentílico íberos seria sinônimo da palavra hebraico ibrim, que significa, "hebreus". Escalona: procede de Ashkelón, ou Ascalón, cidade da Judéia.

Lei contra o anti-semitismo
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush promulgou lei determinando ao Departamento de Estado a monitoração do anti-semitismo no mundo e a classificação dos países de acordo com o tratamento que dão aos judeus. "Estamos nos assegurando de que o velho impulso do anti-semitismo nunca encontrará lugar no mundo moderno", disse Bush, durante um giro de campanha no Estado da Flórida. A população judia na Flórida é a terceira maior no mundo, depois de Israel e Nova York. Segundo o texto aprovado, o Departamento de Estado americano deverá instaurar um setor especial para vigiar abusos anti-semitas em todo o mundo, e a redigir informes anuais classificando cada país. Conhecido como Lei de Consciência Anti-semita Global, o projeto foi apresentado pelo representante democrata Tom Lantos, sobrevivente do Holocausto. "Defender a liberdade também significa conter a maldade do anti-semitismo", disse Bush. (Folha Online).

Alemanha fecha site nazista
A polícia alemã fechou um site de propaganda neonazista, produzida na cidade de Mainaschaff (sul da Alemanha). Investigadores confiscaram um computador usado por um jovem de 20 anos para difundir textos, imagens e músicas ligadas ao nazismo. Na página virtual eram também glorificados alguns personagens do ex-regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha. Durante a batida, a polícia também encontrou cópias piratas de filmes e de CDs de música. (Jornal Alef).

Rabinos israelenses e o Vaticano
Líderes do Vaticano e do rabinato israelense estiveram reunidos em Roma para o encontro do Comitê para o Diálogo Religioso do Rabinato-Chefe de Israel e a Comissão Pontifícia do Vaticano para Relações Religiosas. Foram discutidos tópicos como a santidade e o valor da vida nas tradições católica e judaica. Várias palestras, entre elas uma do rabino-chefe de Roma, Riccardo Di Segni, abriram um novo programa da Igreja Católica sobre o judaísmo e o povo judeu na Universidade Gregoriana. (WJC).

Arns pede providências sobre incidente em Campinas
O senador Flávio Arns (PT/PR) encaminhou carta ao diretor geral da Polícia Federal, Paulo Fernando da Costa Lacerda, e ao secretário de Segurança de São Paulo, Saulo de Castro Abreu Filho, pedindo a investigação dos atos de vandalismo cometidos na Sinagoga de Campinas. O senador atendeu assim um pedido do ex-candidato a vereador Antonio Borges dos Reis. A Polícia Civil já investiga a ação de um grupo anti-semita que escreveu mensagens ofensivas aos judeus nas paredes da sociedade Petit Jacob, em Campinas. Uma suástica nazista e a frase "Kill all jewish" ("Mate todos os judeus").foram pichadas na parede da sinagoga. Além da polícia, o Ministério Público também foi acionado para investigar o caso. (VJ/BB)

Síria quer continuar ocupando o Líbano
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Farouq al Shara, rejeitou a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, ordenando que Damasco coloque um fim à ocupação ilegal do Líbano e retire suas tropas do país. A resolução foi proposta no contexto da recente informação de que a Síria, estimulada pelo Irã, estaria permitindo que a Al Qaeda estabelecesse bases na costa libanesa, de onde pode ameaçar o sul da Europa. A ordem segue uma resolução anterior, também não cumprida pela Síria. Dos 15 membros do Conselho, somente Argélia e Paquistão se abstiveram. A Síria vê a resolução, que tem caráter não-impositivo, como ‘interferência em seus assuntos internos’. (Maariv).

Carimbo marca data
Um carimbo postal destinado a lembrar o centenário da imigração judaica foi lançado na Hebraica de Porto Alegre em 18 de outubro. Com desenho da arquiteta Elaine Unikowski, que o doou para a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firgs), o emblema foi utilizado na correspondência expedida pela Agência Bom Fim dos Correios, na Avenida Venâncio Aires, até o final de outubro. O carimbo contém os dizeres: “Centenário da 1ª Imigração Judaica Organizada Para o Brasil – Federação Israelita do Rio Grande do Sul 1904-2004 – Shalom”.

Pilar abre debate sobre anti-semitismo
A Liga de Amizade Israel-Portugal (www.geocities.com/israel_portugal/portugues.html), com sede em Tel Aviv, promoveu em outubro um Encontro Internacional que debateu virtualmente anti-semitismo e difamação. Os idiomas utilizados foram o português e o espanhol. Dezenas de sites em todo o mundo se inscreveram, abrangendo mais de 100 mil internautas, que puderam enviar as suas questões sobre os temas de educação judaica, surtos de anti-semitismo e difamação. O encontro foi aberto com a intervenção de Pilar Rahola. As conclusões do encontro foram divulgadas no dia 27 de outubro. (LAIP – Liga da Amizade Israel-Portugal)

Rahola esteve outra vez no Brasil
A jornalista e escritora espanhola Pilar Rahola fez palestra no Seminário Internacional `Intolerância e Solidariedade no Mundo Contemporâneo`, dia 29 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo. Participaram da mesa redonda sobre Intolerância Política, além de Rahola, Anita Novinsky (USP), D. Tomas Balduino, Osvaldo Coggiola (USP), com coordenação dos trabalhos por Maria Luiza Tucci Carneiro (USP). Também houve outra mesa redonda sobre Intolerância Religiosa, com Nelson Ascher, Renato da Silva Queiroz, Oscar Vilhena Vieira, José Antonio Escudero, tendo como moderador Andréa Lombardi. O evento terminou em 31/10 e conta com intensa programação de filmes. (LEI – Laboratório de Estudos da Intolerância)

Israel lembra 9º aniversário da morte de Rabin
A comemoração oficial do nono aniversário da morte do primeiro-ministro Yitzhak Rabin teve lugar em cerimônia na casa do presidente de Israel, Moshe Katsav, com a presença de vários políticos importantes. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, perguntou: ‘Será que a lição foi aprendida? Terá o horror dos assassinatos políticos desaparecido? Receio que não’. O filho de Rabin disse: ‘É insuportável ouvir que Sharon é um traidor, da mesma forma que o era ouvir que Rabin era um traidor’. Na cerimônia anual realizada na praça de Tel Aviv em que Rabin foi assassinado quem falou foi o chefe do Estado-Maior, general Moshe Yaalon. (Maariv).

Lei de cidadania saudita exclui palestinos
O Conselho de Ministros da Arábia Saudita aprovou recentemente uma série de novas regras sobre cidadania que beneficiará milhares de estrangeiros vivendo no país, com uma notória exceção: os palestinos. Expatriados de todas as nacionalidades, que tenham residido na Arábia Saudita por dez anos, passam a ter o direito de requerer cidadania. Um grupo, no entanto, foi excluído: os 500 mil árabes provenientes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Eles não serão beneficiados porque a Liga Árabe instrui seus membros a não oferecer cidadania aos palestinos, para ‘evitar a dissolução de sua identidade e proteger seu direito de retorno à sua pátria’. (Israel National News).

Campos libaneses piores que em Gaza
Ghassan Khatib, ministro do Trabalho da Autoridade Palestina deplorou as condições de vida nos campos de refugiados palestinos no Líbano, dizendo que elas são piores que nos de Gaza. "Fiquei chocado com as condições dos campos de refugiados no Líbano", disse, numa entrevista para o jornal Beirut Daily Star. "Mesmo em Gaza e Nablus, nos territórios ocupados, a situação é melhor que nos campos no Líbano", disse Khatib que pediu ao presidente Emile Lahoud melhorias nas condições de vida e de trabalho dos árabes palestinos que vivem no Líbano. O governo libanês não concede direitos civis básicos aos 400 mil refugiados que vivem naquele país. Eles estão proibidos de construir habitações permanentes e de exercer várias profissões.

Música brasileira em Israel
Surgiu recentemente em Israel um grupo denominado “Bateria Guaraná”, formado por 17 músicos israelenses que amam o samba brasileiro. Em suas apresentações usam palavras de Caetano Veloso: “O samba é pai do prazer e filho da dor”. É um grupo heterogêneo, cujos membros têm diferentes profissões, mas oferecem ao público uma autêntica festa brasileira, com ritmos como samba, samba reggae, baião e outros ocidentais e orientais. Tudo isso, com instrumentos autênticos, como “surdos”, tamborins, maracás e outros. Fundado por Juca Perpinan, cantor e percussionista de fama internacional, o grupo é independente e é dirigido por Hadas Tadmor. Seus integrantes são amadores que se apresentam em festivais e em festas. Pode-se ouvi-los também todas as sextas-feiras a partir das 16 h no Parque Hayarkon, de Tel Aviv, onde ao ar livre fazem a alegria dos transeuntes e “matam” as saudades do Brasil. (Aurora)

 
Edição N° 29 - Outubro de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Christopher Reeve: Israel impressiona
O ator Christopher Reeve, recentemente falecido, após retornar de uma viagem a Israel em 2003, deu um interessante depoimento em entrevista ao Jewish Telegraphic Agency (JTA): “Foi uma das viagens mais recompensadoras de minha vida. Foi realmente um privilégio ter estado lá, não só porque fui muito bem tratado, mas por causa das pessoas que encontrei”. O ator disse que saiu de Israel impressionado com a coragem dos cientistas israelenses e com a importância dada à ciência no país. Também ficou admirado com os cidadãos comuns: “Vi as pessoas trabalhando juntas, com grande respeito mútuo. Os israelenses são cheios de vida, cheios de energia e parecem extrair o máximo de cada instante”. (JTA)

Eliminatórias da Copa de 2006
Depois de empatar com a França em 0 x 0, em Paris, a seleção de Israel conseguiu sua primeira vitória no Grupo 4 das eliminatórias européias para a Copa do Mundo de 2006: derrotou o Chipre por 2 x 1. E ainda pelas eliminatórias da Copa, novo empate: Israel 2 X 2 Suíça. (Jornal Alef)

Beduínos são chefes em universidade de Israel
Pela primeira vez, beduínos israelenses são nomeados chefes de departamentos universitários em Israel. Numa feliz coincidência, os professores Aref Abu-Rabia, de Estudos do Oriente Médio, e Alean Al-Krenawi, de Serviço Social foram escolhidos para a função de chefia na universidade Ben Gurion, em Ber-Sheva. Eles têm visões semelhantes sobre os planos para seus departamentos: o fortalecimento da coexistência e tolerância entre árabes e judeus, dentro e fora da universidade. “Somos todos israelenses trabalhando por um futuro melhor para a universidade, o Negev e Israel”, disse Al-Krenawi. (Israel 21c)

Israelenses não podem adotar crianças do Brasil
O Brasil decidiu proibir a adoção de crianças brasileiras por casais israelenses que morem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, em colônias que a Autoridade Palestina considera ilegais. A revelação, do jornal Maariv, irritou as autoridades israelenses, que acusam Brasília de pender para os palestinos. Nas justificativas do governo brasileiro estão a ‘necessidade de proteção das crianças, que estariam indo para regiões em conflito’ e ‘o serviço militar em Israel obrigatório’ e ‘as crianças poderiam ser enviadas para a guerra’. Uma enfermeira israelense adotou a cearense M.A.Y., hoje com 17 anos. Para ela, as autoridades brasileiras têm uma visão distorcida da realidade israelense, transmitida pelas redes internacionais de notícia. “O dia-a-dia aqui é normal, não se sente o conflito”. Já a garota diz: “Não troco Israel por nada nesse mundo”. (OESP)

Criticada mostra de família ligada a nazistas
O Conselho Judaico da Alemanha criticou duramente o chanceler alemão Gerhard Schroeder, por ter inaugurado a controvertida mostra de arte da coleção Flick, uma família que fez fortuna com a indústria armamentista do regime nazista de Adolf Hitler. “O chanceler falou durante a inauguração sobre a fundação criada por Flick contra a xenofobia, o racismo e a intolerância. Mas isso não pode servir de pretexto para ocultar que o ato de Flick dá um novo estímulo aos neonazistas", disse Michael Fuerst, membro do Conselho Judaico ao jornal on-line alemão Netzeitung. "Flick se propõe ‘lavar com arte’ o nome de seu avô, Friedrich Flick, o industrial que ajudou o regime nazista de Hitler a obter armas”, completou Fuerst. A maioria dos alemães (58%) apóia a mostra de arte da coleção Flick em Berlim, enquanto 27% são contrários e 15% não quiseram opinar, segundo uma pesquisa da revista Stern. A coleção foi rejeitada antes por grandes metrópoles da arte, como Londres (Grã-Bretanha), Zurique (Suíça) e Munique (sul da Alemanha). (Netzeitung)

Terror intimida a mídia
David Schlesinger, editor mundial da agência Reuters, pediu à CanWest, proprietária da maior cadeia de jornais do Canadá, que retire o nome dos redatores da sua agência ao editar matérias se referindo ao Hamas e às Brigadas de al-Aqsa como ‘grupos terroristas’. A política da Reuters é utilizar termos mais ‘neutros’. O executivo expressou preocupação com ‘sérias conseqüências’, caso ‘as pessoas no Oriente Médio’ venham a acreditar que é a agência que denomina tais grupos de ‘terroristas’. É a primeira vez que a Reuters admite publicamente que seus repórteres e editores são intimidados ao descreverem atentados terroristas. É também um raro reconhecimento da influência da intimidação terrorista na cobertura da mídia. (Israel Insider)

Mulher-bomba tinha programa de TV para crianças

A terrorista suicida Zeina Abu Salem, de 18 anos, que matou dois israelenses e feriu outros 14 no atentado cometido em Jerusalém era apresentadora de um programa infantil na TV de Nablus e filha de família rica da cidade, proprietária do canal. O pai da jovem mulher-bomba, Abu Salem, de 50 anos, sofreu um ataque do coração ao descobrir que sua filha havia se suicidado e morreu quando chegou ao hospital. Ele havia sido operado do coração recentemente. O grupo extremista Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, ligado ao Fatah do dirigente palestino Yasser Arafat, reivindicou a autoria do atentado. (El Reloj)

Líder iraquiano atacado por apertar mão de israelense
O Hezbollah atacou o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, por este ter apertado a mão do ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, na ONU, dizendo que ele havia ‘desgraçado’ o Iraque e ofendido árabes e muçulmanos. ‘Esse inaceitável aperto de mãos é um verdadeiro insulto ao povo iraquiano, sua história, sua cultura, ao compromisso nacional e islâmico, e também um desprezo flagrante pelo sofrimento do povo palestino e pelos sentimentos de árabes e muçulmanos’, afirmou porta-voz do Hezbollah. Shalom disse que foi o primeiro contato oficial entre Israel e Bagdá desde o início da guerra no Iraque. (SWC).

Filho de Khadafi recebe diplomatas israelenses
O filho do líder líbio Muammar Khadafi encontrou-se com diplomatas israelenses, como parte do esforço para normalizar as relações entre a Líbia e Israel. Saif Al-Islam Khadafi conversou com uma delegação israelense durante uma convenção interparlamentar em Genebra. A Líbia já havia oferecido aos emigrantes judeus que se estabeleceram em Israel a possibilidade de retorno ao país como visitantes. (JTA)

Turismo atinge marca de um milhão em Israel
Um milhão de pessoas visitou Israel entre janeiro e agosto de 2004, levando o turismo a seu nível mais alto desde 2001. O ingresso de turistas cresceu 54% em relação ao mesmo período de 2003. A previsão é de que o país receba neste ano 1,5 milhão de visitantes. O número é ainda distante do pico de 2,4 milhões, atingido no ano 2000. O efeito da Intifada foi mais forte em 2002, quando apenas 861 mil turistas visitaram o país.
(Jerusalem Post)

Feghali assina petição
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) foi a primeira a assinar, no Rio de Janeiro, a petição à ONU contra o anti-semitismo, durante a visita que fez à Federação Israelita do Rio de Janeiro. Após uma conversa sobre o conflito no Oriente Médio e a coincidência de pontos de vista contrários à importação do conflito para o Brasil, a deputada que foi recebida pelo presidente da FIERJ, Osias Wurman, assinou o documento. E declarou-se honrada com a iniciativa, além de acreditar numa parceria com a comunidade judaica em prol da paz entre palestinos e israelenses. Foi um gesto importante na abertura de novos caminhos para a preservação da convivência entre brasileiros de origem árabe e judaica. (FIERJ)

Quatro anos de terror da Intifada
Relatório israelense informa que desde o início da Intifada, em setembro de 2000, houve 138 ataques suicidas, 1.017 israelenses e estrangeiros mortos, 5.598 feridos, 13.370 ataques a tiro e 460 mísseis Kassam lançados contra o país. Houve diminuição de 84% no número de israelenses assassinados em ataques terroristas desde a finalização da primeira parte da barreira de segurança, em agosto de 2003. Outras conclusões: o interrogatório de líderes terroristas presos em Israel revelou que Arafat, em muitos casos, autorizou o financiamento de atividades terroristas. Freqüentemente, o armamento utilizado em ataques provinha do arsenal da Autoridade Palestina. Além disso, ‘várias centenas’ de membros das forças de segurança palestinas estiveram implicados em atentados, transportando terroristas e traficando armas. (Jerusalem Post)

Hava Naguila faz 100 anos
Numa yeshivá (academia rabínica) de Jerusalém, há 100 anos um professor cantarolou uma melodia hassídica e pediu aos alunos que escrevessem versos que se adaptassem à música. Moshe Nathanson, de 12 anos, foi o escolhido com seu poema Hava Naguila. Ele se inspirou no salmo bíblico 118, versículo 24: “Eis o dia que o senhor fez/regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Nathanson emigrou para os Estados Unidos, onde foi hazán (cantor) durante 46 anos na sinagoga do rabino Mordechai Kaplan, fundador do Movimento Reconstrucionista. Aposentou-se no final da década de 60 e morreu cerca de 15 anos mais tarde. Sua canção Hava Naguila é sem dúvida a música judaica mais famosa no mundo e foi interpretada, entre outros, por Harry Belafonte e Bob Dylan. Já existe até versão eletrônica tocada em discotecas e toque de celular com o ritmo da canção. (Itón Gadol)

A sucá da luz
Numa iniciativa conjunta da Prefeitura de Jerusalém e da Companhia de Eletricidade foi construída na ampla esplanada de Kikar Safra, ao lado da sede da Prefeitura, "a sucá da luz". Como se constata na fotografia, a sucá pode ser considerada uma das maiores do mundo, com uma área de 480 metros quadrados. Tem quatro quilômetros de cabos de eletricidade e em sua construção foram utilizadas 144 mil mini lâmpadas. Muitos dos eventos da festa de Sucót em Jerusalém, aconteceram nessa sucá. (Haaretz)

Funcionários da ONU presos por ligação com terror
O exército de Israel divulgou a prisão de 13 palestinos empregados pela Unrwa (Agência da ONU para os Refugiados Palestinos) por envolvimento com atividades terroristas. Eles utilizavam ambulâncias da organização para apoiar atividades ligadas ao terror. Peter Hansen, chefe da Unrwa, admitiu que a agência tem entre seus funcionários alguns membros da organização terrorista Hamas. E ele não vê problema nisso, pois alega que ‘essas pessoas seriam afiliadas à facção política do Hamas’. (Israel National News)

Justiça para ato terrorista na Argentina

A Federação Israelita de São Paulo entregou uma petição ao Consulado da Argentina para a reabertura do processo do caso Amia — atentado contra a organização judaica que matou 85 pessoas em Buenos Aires há dez anos. A petição, entregue pelo presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib) Jaime Blay e outros dirigentes, observa que “a impunidade gera novos atentados” e exige “a revisão imediata do caso”. Em setembro, a justiça argentina absolveu todos os 22 acusados de envolvimento no atentado ocorrido em 18 de julho de 1994 — a maior ação terrorista da história do país. Mas nem tudo está perdido: Um juiz argentino ratificou a vigência da ordem internacional de captura de 12 iranianos pela suposta responsabilidade no atentado à Amia. A ação foi adotada pelo juiz Rodolfo Canicoba Corral ante a decisão da Interpol de suspender os pedidos de detenção expedidos durante a investigação do ataque terrorista. (Agência Efe)

Vereadora eleita é ameaçada
Eleita vereadora pelo PFL, a professora Teresa Bergher recebeu dia 13/10 em seu comitê, no bairro do Flamengo, um envelope com seu próprio material de campanha. Os folhetos estavam todos pichados com suásticas e a frase ''morte aos judeus''. O material, que fora postado numa agência dos Correios em Copacabana, foi entregue no dia seguinte à Polícia Civil para investigações. (JB)

Edição N° 28 - Setembro de 2004


100 anos de sinagoga portuguesa

O presidente de Portugal Jorge Sampaio e o rabino chefe de Israel estiveram entre as personalidades presentes às comemorações do centenário da sinagoga de Lisboa. Jorge Sampaio, cuja avó materna foi uma ativista judaica, e o rabino chefe sefaradi de Israel, Moshe Amar, se encontraram com diversos funcionários judeus e não-judeus do governo em 12 de setembro na celebração do aniversário dos 100 anos da Shaare-Tikva, também conhecida como Sinagoga de Lisboa, a primeira sinagoga construída em Portugal após a expulsão dos judeus em 1497.

Site racista é bloqueado
Um site argentino na Internet que incita ao ódio contra negros e judeus foi bloqueado no Rio Grande do Sul. A ação, para a qual foi mobilizada a Interpol, foi formulada pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra e pela Federação Israelita daquele Estado. Sem dar maiores detalhes das investigações, porque de algum modo isso
pode prejudicá-las, o procurador Renoir Cunha, da Promotoria dos Direitos Humanos e Cidadania, disse que o responsável já está identificado. "O caso é grave", porque o site incriminado "tem um discurso contra os judeus e os negros e é uma referência dos neonazistas na América Latina", acrescenta Cunha. Un grupo de provedores da internet do Rio Grande do Sul firmou ompromisso para bloquear o site, e agora trata de obter a adesão dos demais Estados.

Crescem em 2004 os sites racistas
A quantidade de sites que expressam idéias racistas, extremistas ou de ódio religioso aumentou sensivelmente desde o início de 2004. A Surf Control, empresa de monitoração da internet, afirma que o número de páginas promovendo o ódio contra norte-americanos, muçulmanos, judeus, gays e afro-americanos cresceu 26% desde o início deste ano, contra um aumento de 30% em todo o ano de 2003. A empresa informa ainda que serviços como bolsas de estudo e matrimônio on-line para supremacistas da raça branca, para grupos que pregam o assassinato de homossexuais e outros tipos de extremistas cresceu cerca de 300% desde o início da monitoração em 2000.

Hezbollah tem sites fechados
Dois sites do Hezbollah foram fechados recentemente nos Estados Unidos e no Reino Unido, após aplicação, por um provedor de internet norte-americano e outro britânico, de lei que considera o grupo uma organização terrorista. O Hezbollah está realizando contatos com outros provedores e afirma que os sites voltarão a operar dentro de alguns dias.

Terrorista escondido em hospital
Há notícias que nem sempre são destacadas na imprensa. Nessa categoria entram aquelas que deixam uma má impressão da Autoridade Palestina pelo que faz ou deixa de fazer para evitar o perigo aos civis. E muitos são os jornalistas que para poder entrar ou sair dos territórios palestinos, optam por não se comprometer com notícias que depois lhes poderia ocasionar "problemas" com os palestinos. Um exemplo disso é o caso de
Adnan Abyat, terrorista palestino de Beit Lechem (Belém), procurado há muito tempo. Abyat foi o responsável por vários atentados nos quais foram assassinados 8 israelenses. Ele havia sido um dos terroristas que se refugiaram na Igreja da Natividade, e um dos que conseguiu escapar de lá. No hospital havia um verdadeiro arsenal que incluía metralhadoras, diversos tipos de rifles automáticos com miras telescópicas e material para preparar artefatos explosivos. O terrorista se ocultava a poucos metros da sala dos prematuros. Sempre se criticou Israel por colocar em perigo a vida de "civis inocentes" ou de não respeitar lugares sagrados. Mas quando se trata dos palestinos, o silêncio é absoluto....

Israel ajuda os palestinos
Outro tipo de notícia quase sempre ignorada pela imprensa é aquele em que Israel ajuda os palestinos. Exemplo? Com a anarquia que continua na Faixa de Gaza, Tarek Abu Rayeb, comandante das Forças de Inteligência palestinas, sofreu um atentado quando dispararam contra seu veículo. Houve dois mortos e Tarek foi ferido gravemente. Primeiro ele foi levado a um hospital em Gaza, mas ali os médicos viram que pouco podiam fazer, e que era necessário trasladá-lo com urgência a um hospital com mais recursos. Logo ele foi removido numa ambulância do Maguen David Adon (A Estrela de Davi Vermelha) ao Hospital Barzilay de Ashkelon. Ninguém investigou quem esteve por trás do atentado, nem publicou nada a respeito da ajuda israelense.

Vitória importante no esporte
A equipe de futebol do Macabi Tel Aviv se classificou para a rodada da Copa de Campeões dos Times Europeus, ao vencer no estádio de Ramat Gan o Pauk, de Salônica, por 1 a 0. Assim, o Macabi Tel Aviv é o primeiro time israelense a participar da fase classificatória na qual se encontram as 32 melhores equipes do futebol europeu. No sorteio dos grupos classificatórios, o Macabi Tel Aviv caiu na chave do Bayern Munich, da Alemanha, do Juventus, da Itália e do Ájax, da Holanda, os quais terá que enfrentar. Coisa pouca... A Uefa (União das Associações Européias de Futebol) havia rejeitado o pedido feito pelo Maccabi Tel Aviv para mudar a data do jogo contra o Bayern de Munique, cuja partida estava marcada para a noite de Rosh Hashaná. A Uefa explicou: “Não podemos aceitar que sejam utilizados feriados políticos, nacionais ou religiosos como argumento para o adiamento de partidas”.

Lula e Alckmin assinam petição contra anti-semitismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou petição condenando o anti-semitismo e seu ressurgimento, e instando a Assembléia Geral da ONU a adotar uma resolução que denuncia atos contra os judeus. Na assinatura, durante o encontro de Lula com Israel Singer, presidente do Congresso Judaico Mundial (CJM), a organização disse estar em campanha para obter assinaturas de líderes mundiais para a petição. Para Singer, o encontro com o presidente brasileiro foi uma “vitória histórica em nossa atual luta global contra o anti-semitismo. O apoio do presidente Lula em nome de seu país irá sem dúvida ter reverberações através da região e por todo o mundo”. A petição também já foi assinada por Néstor Kirchner, presidente da Argentina e pelo governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin.

Lula envia carta à comunidade judaica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta à comunidade judaica do Brasil, por meio da Federação Israelita do Estado de São Paulo, associando-se às comemorações do ano novo judaico. O presidente agradeceu às lideranças e organizações comunitárias pelo seu empenho em prol da solidariedade e da cidadania e no combate à pobreza. Ele afirma estar certo de que em 5765 a comunidade continuará trabalhando em conjunto com o governo para melhorar o Brasil e consolidar a paz no mundo.

Jornal egípcio: Holocausto é ‘mentira sionista’
Rif'at Sayyed Ahmad, diretor de um ‘Centro de Pesquisa’ no Cairo e colunista do Al-Liwaa Al-Islami, jornal do Partido Democrático Nacional, o único e no poder, no Egito, publicou um artigo em duas partes intitulado “A mentira da incineração dos judeus”. Ele afirma, utilizando o trabalho de revisionistas ocidentais do Holocausto, que a morte de judeus em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial foi inventada pelo movimento sionista para ‘extorquir’ o Ocidente e tornar possível o estabelecimento da ‘empresa sionista’.

A medalha verde de Israel em Atenas
Cerca de 20 empresas, bem como a Polícia, Exército e a Marinha israelenses participaram das Olimpíadas na Grécia. Os israelenses ofereceram desde softwares especializados e proteção das fronteiras até o sistema de irrigação para as ruas e instalações olímpicas. A tecnologia usada para manter os desertos de Israel verdejantes foi escolhida pelos atenienses para alimentar todo o sistema de abastecimento de plantas e jardins. Somente água reciclada é utilizada em todo o processo, que vinha sendo preparado desde 1998.

Quatro israelenses salvos de linchamento
Quatro israelenses, que pegaram um caminho errado e entraram numa região controlada pela Autoridade Palestina foram salvos do linchamento, no último minuto. Uma multidão de árabes começou a jogar pedras, tubos de metal e blocos de concreto no caminhão em que eles estavam. Somente duas pessoas se comportaram dignamente e os ajudaram. A polícia israelense concluiu que os quatro não violaram intencionalmente a proibição de entrada nas áreas controladas pela AP. O caminhão foi destruído, mas não há notícia de que será investigado um possível crime por parte da multidão. Um dos israelenses comentou: “Eles podem andar livremente entre nós, mas se cometemos um erro e entramos nas áreas deles, isso pode nos custar a vida”.

Polêmica: Filme sobre 'lado humano' de Hitler
Estreou em Berlim um novo filme que está causando muita controvérsia na Alemanha. Trata-se de um retrato de Adolf Hitler em seus últimos 12 dias, pois se propõe a mostrar o "lado humano" do ditador que desencadeou a 2ª Guerra Mundial e ordenou o Holocausto, provocando a morte de dezenas de milhões de seres humanos. "A Queda" ("Der Untertag"), baseado em relatos de testemunhas e no livro do mesmo nome do historiador Joachim Fest, estreou em setembro e é uma das primeiras tentativas do país de caracterizar Hitler em um filme. Na atuação, suas explosões de fúria ante a incapacidade do exército em conter o avanço soviético em Berlim estão mescladas de "momentos de bondade" com o pessoal feminino de seu governo e "ternura" com Eva Braun. Só há uma referencia breve ao Holocausto.

Israel e Vietnã firmam acordo comercial
Israel e Vietnã assinaram em Hanói um acordo para incrementar os laços comerciais. Os dois países estabeleceram relações diplomáticas há 11 anos. Em 2003, o volume de negócios entre ambos foi de apenas US$ 40 milhões, o que, para o Ministério das Relações Exteriores de Israel, não reflete o potencial comercial do Vietnã, cuja economia está entre as que mais crescem no mundo.

Palestino ameaçado de morte por encontrar israelense
Membros do Comitê de Resistência Popular, organização que abriga vários grupos terroristas, ameaçaram matar o ministro das Relações Exteriores palestino, Nabil Shaath, se ele retornar à Faixa de Gaza. Eles o acusam de traidor e corrupto. Shaath encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, em Rimini, na Itália.

Arafat desvia dinheiro
Líderes políticos alemães solicitaram à União Européia (UE) que congele a ajuda à Autoridade Palestina depois que circularam denúncias, apoiadas por documentos, de que Yasser Arafat transferiu mais de US$ 5 milhões para uma conta bancária pessoal no Egito. Armin Laschet, diretor do Comitê Parlamentar da União Européia que controla a ajuda aos palestinos, disse que estão se utilizando os fundos ilegalmente. E admitiu que a UE cometeu “graves erros” em seu financiamento a Arafat.

Ex-ministro do Kuwait defende sionismo
O jornalista e ex-ministro de Comunicações do Kuwait, Sa'ad bin Tefla, foi entrevistado pela televisão jordaniana sobre a cultura de violência nos países árabes. Tefla rechaçou a noção de que ela seja causada por Israel ou pelos Estados Unidos e culpou as raízes culturais, a frustração e o extremismo religioso. Eis alguns trechos da entrevista: “O sionismo e o imperialismo não têm nada a ver com nossa cultura de violência”. “É errado dizer que a violência é fruto da ocupação. Os franceses deixaram a Argélia depois que um milhão de pessoas morreram e, em menos de uma década, 10.000 argelinos foram massacrados por outros argelinos, em nome do Islã - isso é muito mais do que Israel possa ter matado durante o período da Intifada”. “A violência tem raízes culturais e não está relacionada com a ocupação. Não estou defendendo ou justificando a ocupação. Mas digo que esta lógica, que refuto, é utilizada como justificativa para a violência que ocorre no Iraque e em outros lugares”.

ONU pede retirada síria do Líbano; Brasil se abstém
O Conselho de Segurança da ONU adotou por pequena margem, uma resolução que pede a retirada das tropas sírias do Líbano, a dispersão do Hezbollah e adverte também contra a interferência estrangeira nas próximas eleições presidenciais em Beirute. Houve nove votos favoráveis, número mínimo para aprovação, e seis abstenções. Essa foi a primeira resolução do Conselho de Segurança claramente direcionada contra um país árabe. Também foi a primeira vez que o Conselho referiu-se ao Hezbollah. A resolução foi patrocinada por EUA e França. Também votaram a favor Alemanha, Angola, Benin, Chile, Reino Unido, Romênia e Espanha. Abstiveram-se Brasil, Argélia, China, Filipinas, Paquistão e Rússia. O Líbano reagiu dizendo que os 17.000 soldados sírios estão lá a pedido do governo, para proteger contra ‘ação radical vinda de Israel’.

Decisão rápida salvou vidas
Em Beer-Sheva, dois ônibus se encontravam um ao lado do outro quando se produziu a explosão no primeiro deles. Jacob Cohen, o motorista do segundo ônibus escutou a explosão, viu a fumaça saindo do ônibus ao lado do seu e a primeira coisa que atinou foi apertar o acelerador e sair do lugar. Já fora do local da explosão, abriu as portas do ônibus e gritou aos passageiros para que descessem rapidamente. Enquanto o ônibus ia se esvaziando se produziu a segunda explosão. O terrorista suicida era um dos seus passageiros. Tudo isto ocorreu em poucos segundos. A rápida decisão de Cohen permitiu que muitos de seus passageiros salvassem suas vidas.

A sorte e a tragédia

Nissim Vaknin era um dos passageiros de um dos ônibus. Nissim estava sentado atrás do motorista ao lado de um jovem rapaz de cabelo comprido. Em um dos pontos subiu uma senhora e como o ônibus estava quase cheio, Nissim lhe ofereceu seu lugar. Em pouco tempo aconteceu a explosão. Nissim salvou sua vida. O jovem de cabelo comprido, descobriu-se depois, era o terrorista suicida. A mulher a quem Nissim havia oferecido seu assento, Tamara Debrashvili foi uma das 16 vítimas fatais do duplo atentado. Como já é costume, à medida que se conhecia o tamanho do atentado e a quantidade de mortos e feridos que iam aumentando nas informações da TV, chegavam também as notícias de que em Gaza a população palestina recebia com alegria e com festejos a notícia dos criminosos atos.

Edição N° 27 - Agosto de 2004


Arábia Saudita ainda financia o terrorismo

Em decorrência de dois atentados em 2003 e outro em abril de 2004, a Arábia Saudita começou a levar a sério a questão do terrorismo. Ela foi o último país do Conselho de Cooperação do Golfo a aceitar um inquérito imposto pelo G7 (grupo dos sete países mais desenvolvidos) para lutar contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Desde então, as autoridades sauditas estabeleceram um controle mais rígido dos clientes dos bancos, além de procedimentos para detectar e embargar ativos de terroristas e enquadrar órgãos caritativos. Ao longo dos últimos dez anos, a Arábia dotou-se de um quadro legislativo relativamente abrangente para vigiar as movimentações financeiras. Mas a definição das infrações contida nos textos não corresponde aos padrões internacionais, tal como estipulados na convenção da ONU sobre a supressão do financiamento do terrorismo – a qual, por sinal, não foi ratificada por Riad.

Propaganda anti-semita não cessa na mídia árabe
Caricaturas e temas anti-semitas continuam sendo bastante comuns na mídia árabe. Imagens demoníacas dos judeus, teorias conspiratórias afirmando que os judeus planejam controlar o mundo, equalização de judeus com nazistas enchem as páginas de publicações no Egito, Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio. Recentemente, um suposto controle judaico/israelense sobre a política externa dos EUA, especialmente com relação ao Iraque, e referências ao filme de Mel Gibson, ‘A Paixão de Cristo’, com Israel representado crucificando os árabes, tem sido os principais temas. Uma compilação das matérias publicadas em maio de 2004 foi feita, concluindo-se que o anti-semitismo está amplamente difundido no mundo árabe e muçulmano e se manifesta em todos os segmentos da sociedade.

A "Justiça" na Autoridade Palestina
O lugar: a aldeia palestina de Kabattya ao norte do Shomron. Sexta-feira, 2 de julho de 2004, ao meio-dia, a praça do centro da aldeia é o local mais concorrido. É o dia de descanso para os muçulmanos e é a hora em que muitos saem da oração do meio-dia na mesquita central. J'amal Abu-Rob, que está à frente do grupo Fatah de Jenin, o mesmo grupo terrorista do qual Arafat é o dirigente máximo, aparece arrastando Muhamad Rafik Abd E-Razek. J'amal Abu-Rob, mais conhecido por seu apelido "Hitler", dirige-se aos presentes: "... Confessado que colaborava com a inteligência israelense... Que propõem que lhe façamos?" O "público" em uníssono grita "matá-lo.... Matá-lo..." O mesmo J'amal se encarrega da primeira descarga de seu Kalachnikov que despedaça a vítima no mesmo lugar, ante os gritos de aprovação dos presentes. Os companheiros de J'amal, um após outro também descarregam seus fuzis contra o corpo de Muhamad Rafik... Não é a primeira vez que acontece algo assim. É o exemplo da "justiça" na Autoridade Palestina.

Resistindo ao terror
Na aldeia palestina de Beit Janun, na Faixa de Gaza, o grupo terrorista Mártires de Al-Aksa, pretendia disparar alguns mísseis Kassam em direção à cidade de Sderót, em Israel. Mas as famílias do lugar demonstraram de viva voz sua desconformidade com essa ação pelas conseqüências que os disparos depois trazem sobre elas com as reações israelenses. Das palavras passou-se aos golpes e a coisa não parou aí; um dos terroristas atirou com seu fuzil e feriu de morte um jovem palestino de 18 anos do lugar.
Nem sempre as notícias que deixam prejudicados os palestinos transcendem pela imprensa.

Celebridades
A mega modelo Naomi Campbell está participando da campanha mundial contra o anti-semitismo “Anti-Semitism is Anti-Me”. Steven Spielberg deixou a universidade há mais de 30 anos para seguir a carreira de cineasta. Agora, aos 55 anos, ele acaba de receber seu diploma em artes do cinema e artes eletrônicas da Universidade de Long Beach. A cantora Madonna irá a Israel e passará os feriados do Ano Novo judaico em Tel Aviv. Ela tinha agendado dois shows para setembro em Israel, mas cancelou-os após ter sido ameaçada de morte por terroristas palestinos. É possível que a atriz Demi Moore também vá a Israel. Os israelenses vêem com bons olhos a visita de celebridades, pois elas fazem um excelente serviço de relações públicas para encorajar o turismo no país.

Arafat em apuros
O presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat tenta acabar com as eleições internas do movimento Al-Fatah que serão realizadas na Faixa de Gaza, onde seus partidários perderam apoio. A denúncia foi feita por Kadura Fares, deputado pela cidade de Ramala. Fares disse que Arafat se opõe a qualquer tipo de eleições. Por sua vez a ONU advertiu em 13 de julho sobre o risco de colapso da Autoridade Nacional Palestina (ANP) se suas forças de segurança não forem reformadas como previsto no plano do "Mapa da Estrada".
A declaração foi feita pelo coordenador especial da ONU no Oriente Médio, Terje Larsen, que apresentou ao Conselho de Segurança seu relatório periódico sobre a situação dos palestinos e israelenses.

Arafat em apuros II
Larsen criticou duramente a ANP por não adotar ações imediatas para frear a violência e combater o terrorismo, assim como por não dar os passos necessários para a reforma das instituições e reorganização de seu gabinete. Foi a primeira vez que isso aconteceu e Larsen ainda condenou “a falta de vontade política de Arafat”. O coordenador disse que a paralisia da ANP é cada vez mais clara e que a deterioração da lei e da ordem nos territórios palestinos é preocupante. Como exemplo, citou os confrontos entre as próprias forças de segurança palestinas na Faixa de Gaza, "onde a autoridade da ANP se desvanece rapidamente pelo crescente poder das armas, do dinheiro e da intimidação". Larsen destacou que o fato de o líder da ANP, Yasser Arafat, permanecer confinado em Ramala não é desculpa para a passividade e a inércia.

Reações de Arafat
Ante o relatório de Larsen, que antigamente era contumaz crítico de Israel e que agora corrige suas constantes críticas unilaterais, Arafat, o “dono” da AP declarou o coordenador Larsen "persona non grata" na palestina... Já Moussa Arafat, o sobrinho que tinha sido indicado por ele para chefe da segurança, não assumiu o cargo. O líder palestino rendeu-se aos crescentes protestos e mudou, mais uma vez, a chefia do serviço de segurança da Autoridade Palestina, reconduzindo ao posto o homem que ele tinha demitido, o general Abdel Razek Al-Majeida. A indicação do sobrinho fez aumentar os protestos violentos especialmente na Faixa de Gaza.

Começo do fim?
O diário israelense Maariv afirmou em editorial que Yasser Arafat, vive um processo de ‘desintegração’. Após uma semana de violência e de combates entre facções palestinas na Faixa de Gaza, o líder palestino está tentando dar a impressão de reabilitação, com mudanças na Autoridade Palestina, mas ‘está trocando uma leva de velhos corruptos por outra’, disse o jornal. O diário conclui que a tensão no território palestino ‘talvez seja o começo do fim’ de Yasser Arafat. Dezoito pessoas ficaram feridas em choques entre militantes e membros da equipe de segurança num fim de semana. E Arafat ainda enfrentou outra crise depois de se recusar a aceitar a renúncia do primeiro-ministro Ahmed Korei, que se demitiu em meio a desentendimentos sobre o controle da segurança.

Retirada de Gaza
A proposta do governo israelense de retirar as suas tropas e seus assentamentos da Faixa de Gaza – algo que pode ocorrer até 2005 – e o surgimento de novas forças políticas estão ajudando a intensificar novas e antigas rivalidades entre palestinos.
A perspectiva da saída israelense da região, acendeu a luta dos movimentos para determinar como será o controle dessa área pelos palestinos. O mais recente confronto entre eles é reflexo dessa disputa e da complexa rede de relações da política palestina e das lutas pelo poder entre Arafat, o primeiro-ministro Ahmed Korei, altos integrantes da Autoridade Palestina e organizações terroristas islâmicas. Parte da revolta está, inclusive, emergindo de dentro da Fatah, o grupo de terror liderado pelo próprio Arafat.

BBC muda tom e critica Autoridade Palestina
Quem está acostumado a ler, ouvir, ou assistir a BBC (tanto a Internacional, quanto a do Brasil), sabe que a rede nunca teve opinião muito favorável a Israel. Tanto isto é verdade, que até bem pouco tempo atrás a BBC foi banida das coletivas de imprensa do governo israelense. Mas surpreendentemente durante um programa "De Olho No Mundo", da BBC, transmitido pela Rádio Eldorado, o representante palestino entrevistado ao vivo foi encurralado com perguntas sobre a corrupção e o caos reinante na ANP, e desta vez a "ocupação" não serviu nem como desculpa, nem como resposta.

Marcos Losekann e a cobertura imparcial
Quando um veículo acerta e procura caminhar em direção da imparcialidade e do bom jornalismo, deve-se comentar o fato. Este é o caso da Globo, ao enviar o correspondente internacional Marcos Losekann para o Oriente Médio. Perfeição não existe, mas o competente profissional em pouco tempo conseguiu mudar para melhor a cobertura do conflito árabe-israelense daquela emissora do nosso país.

Novo selo postal de Israel
Como faz todo os anos às vésperas das celebrações do Ano Novo Judaico, o Serviço Filatélico de Israel vai emitir dia 31 de agosto um selo postal alusivo. A peça constituirá mais um da série Moadim Le Simcha (Felizes Festas) para o Novo Ano 5765. O valor facial será de 2.70 shekalim e mostrará um pão assado. Na banda (tab) alusiva, foi impressa parte da oração de agradecimento por nosso pão de cada dia: "... HaMotzi lechem min Haharetz..."

Vôo charter entre Tel Aviv e RJ
O governo de Israel autorizou o estabelecimento de vôo charter entre Tel Aviv e Rio de Janeiro. A concretização ainda depende do interesse das empresas privadas que fixarão a freqüência dos vôos a partir da procura dos passageiros. A idéia de encurtar a viagem do Brasil a Israel, que hoje é feita com escala e troca de avião em cidades européias, foi lançada pela governadora Rosinha Matheus durante sua visita a Israel, em fevereiro. O novo vôo facilitaria a vida de turistas e peregrinos que costumam visitar Israel e executivos em viagens de negócios. Segundo o Ministério do Turismo israelense, 30 mil passageiros viajam entre os dois países anualmente.

A votação na Assembléia Geral

A Assembléia Geral da ONU aprovou por 150 a 6 e 10 abstenções uma resolução sobre a opinião consultiva da Corte Internacional de Haia, que havia determinado que a cerca de segurança de Israel não é legal. A resolução foi apresentada pela Jordânia e votaram com Israel, Estados Unidos, Austrália, Micronésia, Ilhas Marshall e Tuvalu. As abstenções: Canadá, Uruguai, Camarões, Uganda, Vanuatu, El Salvador, Tonga, Papua Nova Guiné, Nauru e Ilhas Salomão. A União Européia diz que apoiou a resolução porque a mesma também inclui um chamamento aos palestinos para combater o terrorismo e reafirma o direito de Israel à defesa própria ou a autodefesa.

Tentativa para impedir resolução contra anti-semitismo
Países árabes estão tentando evitar que seja aprovada na Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro, uma resolução condenando o anti-semitismo. Os árabes também criticaram um seminário sobre o anti-semitismo realizado em junho e organizado pelo secretário-geral, Kofi Annan. O observador palestino na ONU, Nasser al-Kidwe, condenou fortemente Annan, por este ter demonstrado orgulho em anular a resolução de 1975, que igualou sionismo e racismo.

União Européia investiga fraudes na AP
A União Européia (UE) investiga a extensão do desvio para atividades terroristas dos fundos fornecidos pelo bloco à Autoridade Palestina. Uma equipe da UE pediu recentemente a Israel permissão para interrogar em suas prisões membros do movimento Fatah, de Arafat. Colocar sob foco internacional as provas cabais das ligações de Arafat com o terrorismo é o que mais querem os israelenses que há muito já sabem das práticas sinistras do líder palestino.

Saddam não terá advogado judeu, diz sua filha
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein poderá contratar um advogado norte-americano, mas ‘somente se ele não for judeu’, disse sua filha Raghdad a um jornalista israelense. A única coisa que ela quer é que o pai tenha um julgamento justo. Raghdad se queixou dos valores exorbitantes pedidos pelos advogados de Saddam e pensou em contratar um advogado nos EUA. Após ter ouvido uma lista de nomes, ela disse: ‘Excelente, mas ele é judeu. Você deve entender que meu pai jamais permitiria isso. Não julgo as pessoas, mas não posso trabalhar com judeus’.

Tel Aviv é patrimônio mundial da humanidade
Tel Aviv foi reconhecida pela Unesco como ‘patrimônio da humanidade’. Precedida por Brasília, é a segunda cidade moderna a ter tal qualificação. O fato veio como uma inesperada surpresa: não só porque os israelenses não depositam confiança na ONU, mas também porque a cidade nunca se deu ao trabalho de uma auto-avaliação. Trata-se do excepcional acervo da arquitetura dos anos 30, um dos mais significativos existentes. Praticamente toda a cidade daquela época, razoavelmente preservada, é hoje um documento vivo da Bauhaus, do Movimento Moderno ou ‘Estilo Internacional’. O núcleo dos anos 30, com sua escala humana e suas arquiteturas claras, despretensiosas e únicas, agora protegido por um pacto de preservação, permanece como um marco orientador para políticos, arquitetos e urbanistas. Através de Visão Judaica e de seu colaborador, o arquiteto Vittorio Corinaldi, em julho, os leitores tomaram conhecimento antecipado disso.

Cidades irmãs
A prefeita Marta Suplicy assinou lei, em 16 de julho, declarando como cidades-irmãs Tel Aviv e São Paulo. O projeto foi da autoria do vereador Gilberto Natalini (PSDB). A lei serve como base para a realização de acordos e programas de intercâmbio social, cultural e econômico, em especial os relativos à organização, administração e gestão urbana; para convênios nos campos da ciência, tecnologia, turismo e desenvolvimento; para a facilitação dos contatos entre empresas ou instituições e o incremento do intercâmbio estudantil entre as escolas municipais.

Edição N° 26 - Julho de 2004

Terror em declínio, motivação em alta
Segundo o ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, a capacidade de ação dos terroristas palestinos contra Israel foi reduzida, na medida em que foram desarticulados e a cerca é construída. Isto levou a uma drástica diminuição no número de atentados, que em relação ao mesmo período de 2003, registraram uma queda de 90%. No entanto, a pressão continuará, pois a motivação destes grupos permanece em alta. Mofaz revelou que as forças de segurança apreenderam 58 potenciais suicidas-bomba, com os rigorosos procedimentos de fiscalização, especialmente nos portões de passagem entre a Cisjordânia e Israel.

Morto o líder da Al Aqsa
Numa ofensiva na cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, no final de junho, o exército israelense conseguiu pôr as mãos no dirigente máximo das Brigadas de Al Aqsa na Cisjordânia. Nayef Abu Charekh, o líder da Al Aqsa, o mais procurado dos terroristas, foi surpreendido durante a revista de uma casa na Cashba, a parte histórica da cidade de Nablus, junto com seis companheiros. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa são a milícia armada da Al Fatah, a maior das organizações palestinas, fundada por Yasser Arafat. Ao lado do Hamas e da Jihad Islâmica, dois grupos de inspiração religiosa, tem realizado atos de terror contra israelenses. O Hamas tem suas bases principais na faixa de Gaza, enquanto as Brigadas atuam principalmente na Cisjordânia.

Ray Charles apoiava Israel
O grande e inesquecível cantor e pianista Ray Charles, recentemente falecido em sua residência em Beverly Hills, Estados Unidos, aos 73 anos de idade, declarou certa vez: Israel é uma das poucas coisas que gosto de apoiar. Os negros e os judeus estão ligados por uma história comum de perseguições.

Economia otimista
Não se trata de tirar conclusões apressadas, mas depois de um bom tempo, os dados econômicos de Israel estão mostrando uma melhora sensível em sua situação econômica. O maior destaque de todos é que durante o primeiro quadrimestre de 2004 houve um crescimento de 5,5%, bem acima das estimativas mais otimistas. As exportações no mesmo período aumentaram em 49,5%. E o que também resulta em outro dado alentador é que a quantidade de turistas chegados a Israel aumentou em 88% em comparação com o ano anterior. O ministro da Economia, Bibi Netanyahu, assegura que o país vai por um "bom caminho"...

França: destruído mural de crianças judias
Vândalos profanaram um mural pintado por crianças judias durante a Segunda Guerra Mundial em um campo de trânsito no o sul da França onde foram mantidas prisioneiras antes de serem deportadas para a Alemanha. A profanação, segundo informou um historiador à polícia, é mais uma na estatística crescente dos delitos anti-semitas na França, onde vive a maior comunidade judaica da Europa, de cerca de 600 mil pessoas. O mural, de uma cena no campo, foi encontrado quase totalmente destruído. O ministro do Interior Dominique de Villepin condenou o ataque e pediu ao prefeito local que encontre os responsáveis.

Base de dados sobre vítimas da Shoá
“ A iniciativa consiste em obter uma espécie de panorama integral do que foi a comunidade judaica durante a Shoá e, na medida do possível averiguar para o registro da História o nome de cada vítima”, disse Bobby Brown, diretor do Escritório de Israel do Congresso Judaico Mundial. A propósito, o Governo da Hungria pôs em marcha um projeto baseado em arquivos similares sobre as vítimas judaicas alemãs e italianas, criados através dos esforços do Congresso Judaico Mundial e do Instituto de Recordação do Holocausto Yad Vashem, de Israel. O projeto húngaro pretende entregar ao Yad Vashem o arquivo de 55 milhões de documentos, e facilitar a colaboração de especialistas do Museu e Centro de Documentação de Budapeste. Quando o empreendimento estiver completo, os nomes das vítimas judaicas na Hungria se somarão aos do Salão dos Nomes no Yad Vashem.

Arafat agora aceita Israel
O jornal Haaretz publicou entrevista na qual Yasser Arafat afirma "definitivamente" entender que Israel deve preservar seu caráter como Estado Judeu. Esta foi a primeira vez que Arafat disse reconhecer o caráter judeu do Estado. Na entrevista o presidente da Autoridade Nacional Palestina abordou também o problema dos refugiados palestinos, baseada na Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU. Mas ele não quis dizer quantos refugiados ele insistiria que Israel absorvesse como uma condição para qualquer acordo de paz. Amos Malka, antigo chefe da Inteligência Militar de Israel, disse também ao Haaretz que Arafat estaria disposto a aceitar um compromisso de retorno de apenas 20 a 30 mil refugiados para Israel.

Arafat II
Com relação a fronteiras, Arafat essencialmente confirmou as colocações de Malka - que ele poderia assinar um acordo sob o qual Israel iria se retirar de 97 a 98% da Cisjordânia e que desse aos palestinos territórios equivalentes em tamanho e qualidade aos 2 ou 3% que ficariam com Israel. Ele concorda que Israel iria manter a soberania sobre o Muro das Lamentações e o Quarteirão Judeu da Cidade Velha de Jerusalém, e os israelenses ganhariam liberdade de acesso aos lugares sagrados sob controle palestino.

Homenagem do Amazonas a Israel
Em Manaus, a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas realizou uma sessão solene, por moção do deputado estadual Wanderley Dallas, para homenagear o 56° aniversário da Independência do Estado de Israel. Além do deputado Dallas, integraram a mesa de honra da sessão o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Gazit; a governadora em exercício, desembargadora Marinildes Lima de Mendonça; o presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Hossana Silva; o deputado federal Reinaldo Santos e Silva; o presidente da Assembléia Legislativa, Lino Chixaro; o vereador Isaac Tayah, representando a Câmara Municipal de Manaus; o presidente do Ciam (Comitê Israelita do Amazonas), Celso Assayag; e o primeiro-secretário da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Flávio Unikowsky.
Fizeram uso da palavra na ocasião o deputado Dallas, o embaixador Gazit e Assayag. A desembargadora Marinildes Lima de Mendonça fez a entrega de uma placa comemorativa.

Annan vê "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo
O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, afirmou que há um "ressurgimento alarmante" do anti-semitismo em todo o mundo. "Quando procuramos justiça para os palestinos, devemos repudiar qualquer um que tente usar a causa para incitar o ódio contra os judeus, em Israel ou em qualquer outro lugar", afirmou Annan durante a inauguração da primeira conferência da ONU dedicada totalmente à discussão do anti-semitismo. Annan disse que é difícil acreditar que 60 anos depois do Holocausto o anti-semitismo estivesse "levantando sua cabeça".

Annan II
" Mas é evidente que assistimos ao ressurgimento alarmante desse fenômeno sob novas formas e novas manifestações", declarou. "Desta vez, o mundo não pode e não deve ficar em silêncio”.
Annan pediu que os membros da ONU adotem uma resolução para combater o anti-semitismo, parecida com uma aprovada em abril pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa. "Temas políticos incluindo aqueles em Israel e em qualquer lugar no Oriente Médio nunca justificam o anti-semitismo." Annan também disse que a Comissão de Direitos Humanos, com base em Genebra (Suíça), deveria estudar o anti-semitismo com a mesma preocupação dada ao racismo contra muçulmanos em várias partes do mundo. "Os judeus não devem receber o mesmo grau de preocupação e proteção?" Questionou Annan, cujo discurso foi várias vezes interrompido por aplausos da platéia, que incluía diversos líderes judeus americanos e representantes de outras religiões.

Rossi no Muro das Lamentações
O padre Marcelo Rossi esteve em Israel filmando cenas de seu próximo filme "Amigos de fé".
O grupo de 12 brasileiros inclui dois jornalistas e a viagem a Israel teve apoio operacional da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro — Fierj (via Varig e El-Al). Em Jerusalém, Marcelo Rossi visitou o Muro das Lamentações.

Museu da Shoá, na casa de Musssolini
Roma terá um Museu da Shoá em um local emblemático: Villa Torlonia, onde viveu o ditador fascista Benito Mussolini. A cidade foi ocupada pelos alemães em 8 de setembro de 1943 e em 16 de outubro foram deportadas quase 1.100 pessoas do gueto ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, dos quais retornaram apenas 16. Entre as muitas matanças efetuadas pelos nazistas em todo o território italiano se destaca a das Fossas Ardeatinas, em Roma, onde em 24 de março de 1944, 332 pessoas foram mortas com tiros na nuca, entre eles um rapaz de 16 anos, além de 70 judeus que estavam para ser deportados. O ato foi uma represália a um atentado da Resistência na capital no dia anterior, que matou 33 soldados alemães. Hitler ordenou que fossem mortos 10 italianos para cada alemão. Dois foram assassinados apenas por terem presenciado o fato.

Ataque de foguetes contra Sderot
Na manhã de 28 de junho terroristas mais uma vez atacaram Sderot, uma cidade ao sul de Israel.
Um dos foguetes explodiu perto de um Jardim de Infância. Duas pessoas morreram; uma delas um menino de 4 anos, a caminho da escola. Sua mãe ficou muito ferida e dez outras pessoas foram feridas também. Os terroristas disparam contra comunidades Israelenses quase todos os dias. As organizações terroristas estão tentando tornar a Faixa de Gaza uma base a partir da qual eles poderão disparar contra centros de população bem no interior de Israel, matando e aterrorizando as pessoas. O terrorismo em forma de lançamento de foguetes, como qualquer outro tipo de terrorismo, faz parte dos esforços de sabotar qualquer iniciativa política de acalmar a região. Enquanto a Autoridade Palestina falha em cumprir suas obrigações dentro do Mapa do Caminho para desmantelar a infra-estrutura terrorista, Israel continuará a cumprir sua obrigação de proteger seus cidadãos, lutando contra o terrorismo.

Vaticano vê anti-sionismo como anti-semitismo
Líderes do Vaticano assinaram um comunicado expressando ‘total rejeição ao anti-semitismo em todas as suas formas, incluindo o anti-sionismo como a mais recente manifestação do anti-semitismo’. O texto foi emitido ao final do 18º Encontro Judaico-Católico, realizado na semana passada em Buenos Aires. Líderes católicos e judeus decidiram também juntar esforços para trabalhar pela justiça e pela beneficência. ‘Viemos à América Latina e conseguimos uma mudança profunda. O governo e a Igreja Católica, as duas instituições mais importantes da região, estão nos apoiando’, disse o vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, Elan Steinberg. Líderes da B’nai B’rith Internacional, latino-americana e local, participaram do evento.

Edição N° 25 - Junho de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Descoberta rede de falsas ambulâncias
Na noite de 28 de maio a polícia israelense descobriu mais duas falsas ambulâncias, suspeitando que se trata de uma rede usada pela Autoridade Palestina para levar pessoas disfarçadas para Israel, inclusive terroristas. Foram encontradas no povoado de Azarie, a leste de Jerusalém, onde seria a sede da rede. Segundo revelações da polícia, as falsas ambulâncias foram usadas para transportar 17 terroristas para Israel, incluindo membros das forças de Arafat. Os ‘pacientes’ usavam máscaras de oxigênio e outros dispositivos médicos para mostrar que necessitavam de atendimento urgente. Os motoristas tinham licenças médicas e documentação falsa dos automóveis.

Ambulância da ONU carrega armas
A agência de notícias Reuters disponibilizou um vídeo mostrando a utilização de uma ambulância da ONU por homens armados, em fuga. As imagens foram feitas em maio no distrito Zeitoun, em Gaza. A Autoridade Palestina nega as acusações, mas representantes da Reuters informam que na manhã do dia 8 de maio, editaram o filme em seu escritório em Jerusalém, escolhendo apenas algumas cenas, sem no entanto alterá-las. O material está circulando na internet e pode ser visto em: http://e.tln0.com/ame/archives/reuters_UN_amblulances_11_may_04.wmv

Condenar uso indevido de ambulâncias
A Organização Sionista da América do Norte (ZOA) conclamou entidades da área da saúde, como a Associação Médica Americana e Médicos pelos Direitos Humanos a se manifestarem contra o uso de ambulâncias para acobertar atividades terroristas. O ministro da Defesa de Israel Shaul Mofaz revelou ao jornal Ma'ariv que depois da morte dos 11 soldados israelenses em Gaza, os terroristas espalharam algumas das partes dos corpos dilacerados na área em que operam as ambulâncias da Unrwa – organismo da ONU para os refugiados, pedindo ao secretário geral da ONU que se manifestasse a respeito. O Canal 10 da TV israelense mostrou o uso das ambulâncias da Unrwa por terroristas palestinos armados, que também pode ser visto em www1.idf.il/DOVER/site/mainpage.asp?sl=EN&id=7&docid=31540.EN

Ronaldinho Gaúcho e Israel
OneFamilyFund, um fundo em Israel que ajuda financeiramente, legalmente e emocionalmente as vítimas do terror palestino, recebeu uma ajuda especial do jogador de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho, que joga no Barcelona. Ele mostrou que tem bom coração. Através de um comentarista esportivo em Barcelona, e um amigo que ajuda o OneFamilyFund, Ronaldinho decidiu autografar bolas de futebol e mandá-las para Israel, para serem dadas a crianças vítimas do terror. Mas não eram simples autógrafos. Ronaldinho dedicou cada bola a uma determinada criança, com uma mensagem desejando uma pronta recuperação a cada uma individualmente.

Aumenta o anti-semitismo na França
Mesmo que as autoridades neguem, o Ministério do Interior francês divulgou um relatório que aponta 67 atos de violência contra judeus no primeiro trimestre de 2004 contra 42 no mesmo período de 2003. E no dia 2 de maio, dois dias após o ataque contra 127 túmulos do cemitério judaico, também o cemitério católico romano da vila de Niederhaslach teve 20 túmulos pichados com suásticas. Mas a polícia francesa não vê ligação entre os dois incidentes.

Ataques também no Canadá
Várias pedras tumulares do cemitério judaico mais antigo do Canadá, em Montreal, foram pichadas com suásticas e a palavra "Hitler". Alvo de vários ataques semelhantes no início dos anos 1990, o cemitério vinha sendo mantido sem incidentes nos últimos anos. Em março, dezenas de pedras tumulares foram derrubadas no cemitério judaico de Toronto, além de várias casas de judeus e uma sinagoga terem sido pichadas com suásticas e slogans. Cinco pessoas foram presas no ataque em Montreal e a polícia também prendeu quatro homens e uma mulher acusados pelo ataque com coquetel molotov contra a escola United Talmud Torah no dia 5 de abril. Em Edmonton, ainda no Canadá, a polícia fechou o site do Western Canada for Us, que estava recrutando membros, promovendo supremacia racial branca e propaganda nazista.

Tadjiquistão quer demolir sinagoga
A única sinagoga de Dushanbe, capital do Tadjiquistão, com mais de 100 anos de existência e centro da comunidade local de apenas 500 judeus recebeu uma notificação da prefeitura de que será demolida como parte da reurbanização do centro velho da cidade. Em seu local será
construído um palácio.

EUA e Polônia preservarão locais judaicos
Os dois países assinaram um acordo de cooperação para a preservação de locais culturais judaicos e cemitérios remanescentes da ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. Richard Armitage, secretário de Estado norte-americano em exercício, disse que o pacto demonstra que a Polônia é "um parceiro, um amigo e um aliado em todas as coisas". Ele declarou que esse foi um passo importante na preservação da herança cultural ancestral dos judeus que foram assassinados ou que fugiram da Polônia durante o regime nazista e se tornaram cidadãos americanos.

Hezbollah teria achado túmulo de Ron Arad
O Hezbollah afirmou ter encontrado o túmulo do aviador desaparecido Ron Arad, no Vale de Bekaa, no Líbano, e aguarda confirmação de que um fragmento de osso enviado a Israel na semana passada seja realmente de Arad, segundo revelou Al-Sharq al-Awsat, um dos mais conhecidos jornais árabes.

Mísseis da Síria com maior alcance
Fontes diplomáticas ocidentais disseram que Pequim enviou diversas delegações de técnicos para a Síria desde o final de 2003, com a finalidade de acelerar o programa de aumento de alcance dos mísseis Scud sírios. A ajuda chinesa parece estar substituindo os norte-
coreanos, que desenvolveram os Scuds C e D para a Síria.

Ataque suicida impedido
Murad Utman Muhamed Fadel, 19 anos, residente no campo de refugiados de Balata e Muhamed Abdulla Abid, de 18 anos, residente no campo de refugiados de Askar, foram presos num chekpoint do Exército de Israel, em 11 de maio, num táxi, com cinturões contendo 20 kg de explosivos. Os dois tentavam atravessar para Israel em Hawara, mas a segurança estava reforçada. Ambos confessaram que seu alvo seria o primeiro restaurante ou supermercado que encontrassem em Israel. Também disseram ter sido financiados e orientados por terroristas do Hezbollah, do Líbano.

Agitação sobre o Oriente Médio no Rio
O radicalismo de esquerda no Rio de Janeiro promoveu um coquetel na sede da CUT-RJ para o lançamento de "A Questão Palestina — da Diáspora ao Mapa do Caminho" de Emílio Genanari. O autor é o tradutor de "Comandante Marcos" e textos zapatistas mexicanos para o português e agora envereda em defesa do fundamentalismo teocrático islâmico e sua massa de manobra palestina. O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, composto por diversos movimentos da esquerda fluminense (partidos políticos ou não, como o MST e o PCML) assinou o evento.

Novo órgão combate a discriminação
Foi lançado oficialmente o site De Olho na Mídia (www.deolhonamidia.org.br). Esta nova fonte de informação tem como meta garantir uma cobertura imparcial, justa e verdadeira sobre a posição e situação do Estado de Israel no conflito do Oriente Médio, bem como da comunidade judaica em geral. Também combate o antijudaísmo, o anti-sionismo e a ignorância com argumentos sólidos e esclarecimentos, através de uma visão realista do Judaísmo e do Estado de Israel. De Olho na Mídia acompanhará os órgãos da mídia brasileira, identificando manifestações tendenciosas de cunho anti-semita e preparando respostas explicativas que defendam a isenção e a imparcialidade na cobertura de notícias relativas ao Estado de Israel e do povo judeu.

Sharon inocentado e Gaza sem judeus
Como adiantáramos na edição de maio de Visão Judaica, o primeiro-ministro de Israel Ariel Sharon e agora também seu filho, foram totalmente inocentados pela promotoria de qualquer acusação de corrupção. Sharon, que anunciou estar determinado a implementar a retirada dos colonos judeus de Gaza até o final de 2005, apesar da oposição de alguns de seus ministros, poderá agora voltar a ter maioria no Knesset (Parlamento) com o apoio dos trabalhistas.

Kerry diz que não negociará com Arafat
O candidato democrata à presidência dos EUA, senador John Kerry disse que ele não negociaria com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Segundo publicado no jornal norte-americano USA Today. Ele reiterou a posição do presidente Bush de que Israel tem pleno direito de erguer uma cerca de defesa e afirmou o seu apoio à negativa de Israel negociar com Arafat.

Yael Dayan no Brasil
A vice-prefeita de Tel Aviv e militante pacifista Yael Dayan, filha do general Moshe Dayan z”l, herói da Guerra dos Seis Dias, em 1967, esteve no Brasil para participar da 3ª Feira e Congresso Internacional das Cidades (Urbes), no Teatro da PUC, em São Paulo, onde deu uma palestra sobre o tema palestino-israelense, dia 17/6, denominada Dois Estados para Dois Povos, que contou, inclusive, com a presença do embaixador da Autoridade Palestina no Brasil, Musa Odeh. Participante do Movimento Paz Agora ela defende a retirada de Israel para as fronteiras anteriores a 1967 e é crítica do governo do premiê Ariel Sharon. Ela integrava o Partido Trabalhista, mas ingressou no recém-criado Yahad, partido social-democrata que atualmente tem seis deputados no Knesset.

Judeus condenam ataque a cemitério muçulmano
O Centro Simon Wiesenthal condenou veementemente a profanação de um cemitério muçulmano em Strasburgo, França. Numa declaração divulgada em Paris os dirigentes da entidade afirmam que “aqueles que não respeitam a morte, nunca aprenderão como viver em paz e em respeito com os vivos. Esperamos que os responsáveis por este crime sejam rapidamente levados à justiça”. A B’nai B’rith Internacional também se manifestou contra o ataque ao cemitério muçulmano, onde mais de 50 túmulos foram profanados, com inscrições de ‘HH’ (Heil Hitler), frases ameaçadoras aos líderes árabes da região.

Edição N° 24 - Maio de 2004

Por: Yossi Groisseoign

Juiz árabe-israelense na Corte Suprema
O Ministério da Justiça de Israel anunciou a designação do primeiro magistrado árabe israelense na corte suprema. Salim Jubran, de 57 anos, é um dos quatro novos juízes nomeados para a alta magistratura. Árabe cristão da cidade de Haifa, já atuou por ano como temporário na Corte. Vivem em Israel cerca 1,3 milhão de árabes israelenses, ou seja, 20% da população. Eles têm direito a voto e ser votados, recebem serviços sociais e quaisquer outros benefícios iguais aos cidadãos israelenses.

Argentina nega legalização a partido nazista
Foi recusada a legalização do partido nazista na Argentina. Assim, não receberá subsídios e nem poderá participar de eleições. O juiz Rodolfo Canicota Corral, emitiu sentença não reconhecendo o Partido Nuevo Triunfo (PNT) como instituição jurídico-política. A organização é liderada pelo autodenominado führer Alejandro Biondini. Também foi proibido o uso da suástica. A tentativa de legalizar o partido na Argentina já dura quase 15 anos. O PNT tentou burlar a justiça apresentando um programa fictício para obter a legalização, mas a fraude foi descoberta e o juiz declarou que a identificação do grupo com o regime instaurado por Hitler é bastante nítida, pois remete a um regime genocida e antidemocrático que de modo algum é compatível com a Constituição argentina.

Posição de Bush
Em seguida ao retorno do primeiro-ministro Ariel Sharon, de Washington, onde recebeu do presidente George W. Bush palavras de reforço ao plano de retirada das colônias israelenses de Gaza — recusado mais tarde em votação pelos membros filiados ao partido Likud —, o primeiro-ministro palestino Ahmed Korei enviou carta a Bush pedindo a ele que reconsidere o apoio dado a Israel, principalmente na manutenção de colônias judaicas na Cisjordânia. A propósito, o presidente americano disse que "o mundo deve um muito obrigado a Sharon" pelo plano dele para Gaza e Cisjordânia. E acusou a liderança palestina de ter "falhado, ano apôs ano" ao não evitar ataques terroristas contra Israel.

Kerry e israelenses
O candidato democrata à presidência dos EUA criticou os laços com a Arábia Saudita, a quem acusa de financiar terror. Foi o que bastou para que a imprensa árabe dissesse que ele estava cortejando o voto judaico norte-americano. Mas John Kerry defendeu firme apoio à relação especial entre os EUA e Israel. “Todos os presidentes do último século fizeram um trabalho de política externa melhor do que o atual", disse ele, criticando Bush por manter os laços de amizade com a Arábia Saudita.

Outra votação
Logo após a consulta ao Likud, na qual sofreu derrota, Sharon ainda foi submetido à votação de uma moção de desconfiança no Parlamento (o Knesset), apresentada pelos partidos de esquerda e árabes israelenses, acusando o governo de "fracasso socioeconômico e diplomático". Sharon venceu fácil por 62 a 46, numa mostra de que mantém o apoio da grande maioria em sua coalizão, que possui 68 deputados. Sharon anunciou mudanças em seu plano de desocupação, mas não disse quais mudanças eram elas. "Não há dúvida de que o desengajamento é inevitável e não poderá ser interrompido", disse o vice-primeiro-ministro Ehud Olmert à Rádio Israel. "No fim, será feito, porque a alternativa é mais assassinato, terrorismo e ataques, sem que nós tenhamos nenhuma resposta sábia para o que 7.500 judeus estão fazendo entre 1,2 milhão de palestinos."

Não há provas
Se por um lado Ariel Sharon sofreu um revés com a maioria do Likud se posicionando contra seu plano de desocupação de Gaza, por outro, ele obteve uma vitória. A Procuradoria-geral de Israel concluiu não haver provas suficientes para iniciar um processo por corrupção contra o primeiro-ministro, informou a TV estatal israelense. O procurador-geral Menahem Mazuz vinha investigando o papel do chefe do governo israelense no que seria um escândalo de fraude conhecido no país como "o caso da ilha grega". Mazuz queria saber até onde a posição política de Sharon influiu em supostos favores obtidos pela família dele de um empresário. Contudo, pelo que foi levantado, não há provas contra o primeiro-ministro. As acusações foram feitas por adversários.

Árabes contra nome de Herzl
A Liga Árabe protestou no início deste mês contra o projeto da Prefeitura de Viena dar o nome de Theodor Herzl, pai do sionismo, a uma das praças da cidade, no transcurso do centenário da morte dele, que ocorre em 3 de julho. "Os vereadores de Viena devem reconsiderar a decisão a fim de manter boas relações com o mundo árabe", disse a Liga Árabe. As autoridades austríacas, entretanto, reagiram destacando que a "queixa muçulmana" chegou tarde demais. Os vereadores já estavam votando a iniciativa quando o pedido de rejeição árabe foi recebido.

Formação de líderes etíopes
Cinqüenta e um estudantes de origem etíope completaram seu primeiro ano de estudo em Leis e Administração de Empresas na carreira acadêmica em Kiriat Ono, Israel. O objetivo do programa experimental é estimular os emigrantes da Etiópia a seguirem com estudos universitários, na esperança de que os graduados venham a se tornar líderes da comunidade etíope no futuro, servindo de exemplo aos demais jovens e que se envolvam na atuação social em prol de sua comunidade.

Cemitério judaico atacado na França
O governo francês disse que vai encontrar e punir os vândalos que profanaram o cemitério judaico da cidade de Colmar, onde 127 túmulos foram pichados com suásticas e inscrições com a data de 30/4, dia em que Hitler teria se suicidado. Em alguns túmulos foram pichados "Adolf" e "Hitler" e na entrada do cemitério, numa placa com uma oração, pintaram "Fora Judeus" em alemão.

Annan a Arafat: dê uma chance à paz
O secretário-geral da ONU Kofi Annan exortou o líder palestino Yasser Arafat a dar uma chance ao plano israelense de retirada de Gaza, afirmando que os palestinos deveriam conter a violência e ajudar nos esforços de paz na região. Annan também criticou Arafat por não cumprir obrigações estipuladas por um plano de paz apoiado pelos EUA, incluindo reformas de segurança e o fim dos ataques suicidas. Segundo ele, Israel tem que conduzir sua parte no plano, desmontar assentamentos judaicos e congelar a construção de outros. Mas o lado palestino também tem obrigações que não são cumpridas, reclamou, acrescentando: "a Autoridade Palestina deveria começar imediatamente a tomar medidas efetivas para conter o terrorismo e a violência."

Mais 10 na Comunidade Européia
A entrada de mais 10 nações sob a legislação da União Européia, obriga-as a adotarem as leis de combate ao racismo e ao anti-semitismo comuns a todos os membros. Com isso, revisionistas do Holocausto e neonazistas abrigados em vários destes países vão poder ser processados.

Inaugurado centro judaico em Berlim
O rabino Yudi Tiechtel, representante do Chabad-Lubavitch em Berlim, oficiou a cerimônia de colocação da mezuzá no batente da porta do Shlomo Elbaum Jewish Educational Center, o primeiro aberto na capital alemã desde a Segunda Guerra Mundial. O ex-prefeito de Nova Iorque, Ed Koch participou da inauguração.

Crowe ajuda escola de Montreal
O premiado ator Russel Crowe (Gladiador e Uma mente brilhante, entre outros), que está filmando no Canadá, afirmou ter ficado muito chocado com o ataque por coquetel molotov, que destruiu a biblioteca da escola United Talmud Torah e garantiu ajuda financeira para que a biblioteca seja reconstituída e reaberta em agosto.

A linha que não pode ser cruzada
Na conferência com representantes de 55 países realizada em Berlim, o combate ao anti-semitismo foi um dos grandes temas em discussão. Criticar Israel e sua política é anti-semitismo ou não? Para o secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, a linha a ser cruzada para que a crítica se torne racismo é a demonização dos líderes israelenses e dos judeus, além do uso de símbolos nazistas para representar Israel. A crítica é democrática, os meios, nem sempre. Vai haver uma definição formal e um documento. Com isso, aquela camiseta do PSTU em apoio à Palestina com a gravura de um palestino com a estrela de David cravada em suas costas formando a sombra de uma suástica vai ser oficialmente considerada como uma manifestação anti-semita.

Casa de Mussolini, Museu do Holocausto
A Shoah Foundation, estabelecida há 10 anos atrás pelo diretor Steven Spielberg, e a comunidade judaica italiana vão transformar a Villa Torlonia, antiga residência do ditador fascista Benito Mussolini num memorial do Holocausto. Embaixo da vila ficam parte dos mais de 7 km de catacumbas judaicas dos séculos 3 e 4, que preservam pinturas e inscrições da comunidade judaica da época. Parte das catacumbas foi transformada num bunker para o ditador durante a Segunda Guerra Mundial.

Arnold em Israel
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ator de O Exterminador do Futuro, esteve em Israel na semana passada. Além de se encontrar com Ariel Sharon, Arnold participou do lançamento da pedra fundamental do Centro para a Dignidade Humana—Museu da Tolerância, em Jerusalém, um projeto do Centro Simon Wiesenthal, projetado pelo arquiteto Frank Gehry e que vai custar cerca de 200 milhões de dólares.

Google e site anti-semita
Uma mobilização mundial tirou um site anti-semita da primeira posição na busca do Google. O sistema foi criticado por recusar-se a tirá-lo de seu banco de dados, dizendo que não podia negar acesso a usuários porque isso trairia o compromisso de fornecer informações imparciais, independentemente de quão detestáveis sejam. Mas o que teve efeito foi a atitude de ativistas judeus, que ao explorarem uma "fraqueza" do Google rebaixaram o site anti-semita no ranking das buscas do termo "jew". O site usava a técnica apelidada de "Google bombing", em que determinado termo é utilizado em várias páginas, remetendo ao mesmo link, para ser considerado relevante pelos algoritmos do Google e aparecer em primeiro lugar. Com conhecimento de edição de HTML, a mesma técnica foi utilizada para o rebaixamento.

Atentado com vírus da Aids é frustrado
A polícia israelense frustrou vários atentados que os palestinos preparavam, incluindo uma bomba infectada com o vírus da Aids. Investigações indicaram que por trás da intenção do atentado estavam as Brigadas Al Aqsa, organização terrorista do Al-Fatah, ligada a Arafat. A bomba conteria sangue contaminado com Aids e o objetivo dos militantes era fazê-la explodir num local muito freqüentado de Israel, provavelmente em Tel Aviv, para contagiar o maior número possível de israelenses. Fontes do Ministério da Saúde, disseram que as chances de sucesso desse intento eram escassas, dado que em um prazo de 72 horas aos infectados poder-se-ia ministrar medicamentos que anulam os efeitos do vírus.

Atentados II
A Polícia revelou que no mesmo período foram frustrados outros atentados preparados para fazê-los coincidir com as festas da Páscoa judaica. Um deles seria feito por um palestino de 19 anos, Said Salah, que ia infiltrar-se em Israel a partir do Egito, disfarçado de soldado e acompanhado de cúmplices, para cometer atentados suicidas. Outro atentado suicida seria cometido por Tahani Halil, uma jovem casada de 25 anos, do norte da Cisjordânia, que manteve relações sexuais fora do casamento. Os terroristas ofereceram a Tahani a possibilidade de escolher entre morrer como “mártir” ou ser executada por seus familiares. Tahani foi capturada num controle militar quando se dispunha a entrar em Israel com uma bomba.

O retrato da barbárie
Família Hatuel. Era uma família feliz com profundo sentimento sionista. Foi destruída pelo ódio irracional e covarde. A mãe e suas quatro filhas foram assassinadas com tiros na cabeça perto de onde moravam. Os tiros foram disparados por terroristas palestinos que abriram fogo na estrada que conduz à colônia de Gush Katif, na Faixa de Gaza, contra o veículo em que viajavam. Morreram Tali Hatuel, de 34 anos e grávida de 8 meses, e suas filhas Hila (11), Hadar (9), Roni (7) e Mirav (2). Tanto as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, afiliadas à Al-Fatah, o partido de Arafat, como a Jihad Islâmica e o Hamas reivindicaram a autoria do crime. A Anistia Internacional divulgou nota condenando veementemente o brutal assassinato, enquanto uma rádio palestina de Gaza, sem citar quem eram as vítimas glorificava os carniceiros que foram mortos a seguir por soldados do Exército israelense.

Macabi campeão da Liga Européia
O Macabi Tel Aviv passou por cima do Skipper Bolonha numa final como nunca se viu, devido à diferença entre as duas equipes, encerrando o jogo com 45 pontos de vantagem em relação aos italianos. Foi o quarto título obtido pelos israelenses na Liga Européia de basquete.

Edição N° 23 - Abril de 2004
Por:Yossi Groisseoign

Melhor que coleção de selos?
Uma exposição de Pessach (Páscoa) no Clube Israelita do Rio de Janeiro exibiu 63 hagadot (plural de hagadah) diferentes. A mostra de 18 dias, iniciou em 30 de março e durou até 15 de abril, incluía uma hagadah (livro que relata história da libertação do povo judeu da escravidão no Egito) no formato de acordeão e escrito num idioma africano. “A exibição é importante por fazer as pessoas interessadas estudarem os vários aspectos do Êxodo e os múltiplos comentários que foram escritos pelos sábios de todas as gerações,” declarou David Gorodovits. que reuniu a coleção durante mais de 30 anos. A exibição teve o apoio do Museu Judaico do Rio de Janeiro Museu judeu e da Federação Israelita.

Medidas e pesos diferentes
O objetivo declarado do Hamas, um grupo terrorista radical é destruir Israel e criar em seu lugar um estado islâmico na região. Teriam entre 200 e 300 militantes e realizaram mais de 400 ataques causando a morte de 377 pessoas e ferindo 2.076 civis e soldados. Foram 52 ataques suicidas que mataram 288 e feriram 1646. Fazem muito barulho e ganham muito espaço na mídia européia. Seus líderes rejeitam qualquer negociação de paz e dizem com todas as letras que o objetivo é destruir Israel e matar os judeus. Israel tem o direito de defender-se e matou o líderes do grupo, sheik Ahmad Yassin dia 22 de março e Abdel–Aziz Rantissi, seu sucessor, em 17 de abril. A mídia tem denominado isso de “assassinatos seletivos”, mas quando morrem civis inocentes em atentados, não os chama de “assassinatos indiscriminados”.

MST e Hamas
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o paranaense Roberto Busato, comparou no dia 29/3 as ameaças de invasões de terras feitas pelo líder do MST João Pedro Stédile, às promessas de ataque aos Estados Unidos e Israel anunciadas pelo então novo líder do movimento fundamentalista Hamas, Abdel-Aziz Rantissi (ele ainda não tinha sido morto). Stédile havia dito que “abril vai pegar fogo”. “Hoje de manhã liguei a TV e vi o novo líder do grupo terrorista Hamas dizendo a mesma coisa, que vai transformar abril em um mês de sangue, em um abril vermelho”, comentou Busato.

Voltando atrás
Bastou o anúncio de que a Inglaterra e os Estados Unidos congelaram as conta de cinco líderes do Hamas, incluindo o do líder do grupo em Gaza, Rantissi (antes de sua morte), por envolvimento com o terrorismo para que este voltasse atrás em sua declaração de que o grupo pretendia atacar também interesses dos EUA. Os outros quatro que tiveram contas bloqueadas são Musa Abu Marzouk, Imad Khalil Al-Alami, Usama Hamdan e Khalid Mishaal.

Embaixador fala de Israel
“ Israel na Política Externa Brasileira” foi tema de palestra proferida pelo embaixador do Brasil em Israel, Sérgio Eduardo Moreira Lima, em evento promovido pela Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, Rotary Club de São Paulo-Oeste e Rotaract-Oeste. O embaixador falou para 150 empresários em 16 de março. Moreira Lima analisou o atual intercâmbio entre o Brasil e Israel, ressaltando as oportunidades ainda não exploradas pelo empresariado dos dois países.
Mostrou-se otimista com as possibilidades de ampliação da pauta das exportações do País para Israel. E destacou que, comparando o resultado da balança comercial de 2002 e 2003 entre as duas nações, houve um crescimento de 30% nas vendas do Brasil para o mercado israelense neste último ano. Em janeiro de 2004, em relação ao mesmo período de 2003, registrou-se um aumento de 70% nas exportações brasileiras para Israel. O aumento inclui componentes eletrônicos e grãos como a soja.

Rio recebe missão da Ness
A viagem da governadora do Rio, Rosinha Matheus a Israel, no inicio de 2004, já reverteu na visita ao Detran de executivos da Ness Technologies, internacionalmente reconhecida por sua excelência na área de software. Os israelenses vieram conhecer o sistema integrado de informação na área de segurança pública relacionado a roubos e furtos de automóveis. E receberam informações sobre o Registro Nacional de Veículos Automotores e Registro Nacional de Carteiras de Habilitação, conhecidos como sistemas seguros. Além da instituição, a missão da Ness visitou delegacias legais, a Coordenadoria de Recursos Especiais e o Departamento de Fiscalização de Armas e Explosivos da Polícia Civil. O Rio de Janeiro receberá, ainda no primeiro semestre, uma missão da Ormat, empresa israelense que atua no segmento de energia. O objetivo do grupo é analisar a possibilidade da usar a tecnologia desenvolvida da companhia em áreas rurais para populações de baixa renda.

Convênio com Haifa
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), através do reitor Nival de Almeida, e a Universidade de Haifa (Israel), através do reitor Aharon Ben-Zeev, assinaram um Convênio de Cooperação, cujo objetivo é estreitar relações de cooperação técnico-científica e cultural entre as partes, na área de estudos históricos. O acordo prevê, além do intercâmbio de docentes e alunos de graduação e pós-graduação, o desenvolvimento de atividades conjuntas, como cursos, seminários, pesquisas e publicações. O convênio abre mais um capítulo na história das relações entre Brasil e Israel, objetivando consolidar, pela cooperação universitária, a amizade e a integração entre os dois países. A coordenação do projeto em Israel está a cargo da professora Graciela Ben-Dror e, no Brasil, do professor Edgard Leite, do Departamento de História.

Formação de líderes etíopes
Cinqüenta e um estudantes de origem etíope completaram seu primeiro ano de estudo em Leis e Administração de Empresas na carreira acadêmica em Kiriat Ono, Israel. O objetivo do programa experimental é estimular os emigrantes da Etiópia a seguir com estudos universitários, na esperança de que os graduados venham a se tornar líderes da comunidade etíope no futuro, servindo de exemplo aos demais jovens e que se envolvam na atuação social em prol de sua comunidade.

Extradição de suspeitos da fronteira
Foi solicitada pela entidade-mãe da comunidade judaica argentina a captura e extradição de quatro libaneses de Cidade do Leste, no Paraguai, suspeitos de serem integrantes do extremismo islâmico na Tríplice Fronteira, ligados ao atentado que destruiu a Amia em julho de 1994. Conforme dados da Interpol eles seriam Assad Ahmad Barakat, Farouk Omairi, Ali Khalil Merhi e Imad Mougnieh, que estariam ligados com a “guerra santa”, através do Hezbolá, segundo informações de fontes de segurança do Mercosul.

Questão familiar no NYT
Israel suspendeu a deportação de um palestino que vive ilegalmente no país, mas tem um filho que serve no exército israelense. A Alta Corte de Justiça decidiu suspender os procedimentos contra Adel Hussein, nativo de Tulkarem, pois quando se casou com Stella Peretz, uma judia israelense eles tiveram um filho, Mohammed Hussein, que atualmente serve no batalhão beduíno do exército israelense. Hussein pai disse ao Tribunal que poderia ser morto caso fosse forçado a voltar à Margem Ocidental. A história da família foi publicada recentemente no jornal New York Times.

Uso de crianças para atentados
Soldados de Israel frustraram um ataque terrorista suicida em 16/3, quando um menino palestino de 11 anos de idade, Abdalah Kouran foi parado porque levava uma mochila contendo 10 kg de explosivos. Ele recebeu um dólar para levar a bolsa através do posto de fiscalização e foi justamente a bolsa que causou suspeita. Membros da Tanzim (que atua em atentados terroristas), da cidade de Nablus, tiraram proveito da aparência inocente do menino e sem o conhecimento dele, o usaram para transportar um dispositivo explosivo pelo posto de fiscalização. Ele iria morrer, pois os explosivos tinham um detonador acionado por telefone celular quando se aproximasse de um grupo de judeus. O jovem foi interrogado e libertado a seguir.

Crianças II
Essa atitude execrável de utilizar crianças também causa sérios danos à população palestina inocente, que atravessa os postos de fiscalização diariamente e fica cada vez mais evidente a necessidade de fazer as checagens nos postos de fiscalização. O frustrado ataque terrorista, mostra o modo pelo qual as organizações terroristas abusam das crianças palestinas e dos jovens que têm mais facilidades para passar pelos postos, e sem suspeita em áreas mais densas. Desde o começo da violência em 2000, 29 ataques suicidas foram levados a cabo por jovens com menos de 18 de idade. Desde maio de 2001, 22 ataques com disparos de armas e ataques utilizando dispositivos explosivos foram levados a efeito por garotos com menos de 18 de idade. E desde o começo de 2001, mais de 40 jovens com idade inferior a 18 anos estiveram envolvidos em tentativas frustradas de ataques terroristas suicidas a bomba, três deles durante 2004.

Spielberg contra-ataca
O diretor de cinema Steven Spielberg vai contra-atacar Mel Gibson por este abastecer o combustível do anti-semitismo no mundo com seu filme sobre Jesus. Ele fará um filme sobre as Cruzadas. Para converter judeus e muçulmanos ao cristianismo, cristãos atravessaram a Europa em direção ao Oriente Médio usando extrema violência com “os descrentes”. Ao longo do caminho eles estupraram, espancaram, mutilaram, torturaram e assassinaram centenas de milhares homens, mulheres e crianças inocentes. Será um filme sobre a brutalidade cristã de forma realista, gráfica e ensangüentada. Para Spielberg,Gibson quer acusar os judeus pela morte de uma pessoa que nós não matamos. “Mostrarei a desumana brutalidade de cristãos, contra pessoas de outras fés, tema sobre o qual historicamente não há ambigüidade sobre quem são os culpados”. Outro filme programado por Spielberg é o que vai abordar as torturas e o assassinato de judeus pela Inquisição espanhola.

Pesquisa da Super Interessante
Na sexta-feira santa, a Revista Super Interessante colocou em seu site a seguinte enquete: “Você acha que os judeus devem ser culpados pela morte de Jesus?”. No domingo de Páscoa,
com mais de 10.500 pessoas que passaram pelo site, o resultado da votação era: Sim 83,1% e
não 16,9%. A Federação Israelita de São Paulo convenceu a revista de que as pesquisa não contribui em nada para o bom relacionamento entre as comunidades cristã e judaica do Brasil, servindo apenas para alimentar o preconceito. A pesquisa foi retirada do ar dia 14/4.

Seleções e Gibson
Já a edição de abril da revista Seleções Reader’s Digest, traz entrevista exclusiva com Mel Gibson muito esclarecedora. Por ela, ficamos sabendo que não é só Hutton, o Gibson pai, que minimiza o Holocausto. O próprio Mel também. A repórter Peggy Noonan, a certa altura questiona o ator-diretor sobre as declarações do pai sobre o tema. Ele desconversa alegando que o pai nunca lhe mentiu, que lutou na 2ª Guerra Mundial em Guadalcanal contra o fascismo, foi ferido e ficou doente. A jornalista insiste. Gibson então diz: “tenho amigos e conheço pais de outros amigos que têm números marcados no braço” e que teve um professor de espanhol sobrevivente do Holocausto. Ante a pergunta se o Holocausto aconteceu, respondeu: ”Sim, é claro. Atrocidades aconteceram. A guerra é uma coisa horrível. A 2ª Guerra Mundial matou dezenas de milhões de pessoas. Alguns deles eram judeus em campos de concentração. Na Ucrânia, milhões morreram de fome entre 1932 e 1933. No século passado 20 milhões de pessoas foram dizimadas na União Soviética”. Ou seja, para Gibson, os judeus a morte dos foi uma gota no oceano...

Edição N° 22 - Março de 2004
Por:Yossi Groisseoign

Investigadas contas de Arafat e esposa
Fiscais franceses investigam a transferência de US$ 11,5 milhões da Suíça para contas bancárias na França em nome de Suha Arafat, esposa de Yasser Arafat, entre julho de 2002 e julho de 2003. A investigação teve início em outubro passado, pelo órgão governamental de combate à lavagem de dinheiro, quando o Banco da França avisou a Justiça. Vários legisladores da Autoridade Palestina se queixaram das transferências de Arafat a sua esposa, que leva uma vida luxuosa, mas ela nunca foi investigada pela AP. ‘A investigação poderá trazer muitas respostas’, disse um membro do Conselho Legislativo Palestino, explicando que a AP destina muitas verbas a Arafat e não há controle sobre como este dinheiro é gasto. Se ficar demonstrada malversação dos recursos provenientes de doações, mais uma faceta de Arafat será desmascarada.

UE confirma vínculos entre AP e o terrorismo
A Unidade Antifraude da União Européia (OLAF) acredita que os documentos que Israel possui mostrando que a Autoridade Palestina apóia o terrorismo, são autênticos. O jornal alemão Die Welt, noticiou que crescem as suspeitas do envio de dinheiro do escritório de Yasser Arafat para organizações terroristas. Isto significa que fundos da União Européia foram usados para ajudar a financiar o terrorismo nos primeiros anos do atual ciclo de violência. Desde o outono de 2000, quando começou a atual Intifada, a EU vinha financiando a AP com 10 milhões de euros por mês. Os pagamentos foram suspensos no outono de 2002 quando surgiram as suspeitas sobre como os recursos estariam sendo usados. Os documentos foram obtidos no escritório de Arafat, durante a operação realizada pelo exército israelense em março de 2002 e entregues por Israel à União Européia.

Abstenção no processo de Haia
A União Européia (UE) se absteve no processo iniciado dia 23 de fevereiro na Corte Internacional de Justiça de Haia, sobre a cerca de segurança de Israel em resposta a uma solicitação da Assembléia Geral da ONU. A petição de 8 de dezembro de 2003 solicitava às autoridades judiciais de Haia a sua opinião sobre as implicações legais da construção. A UE considera que transferir o conflito para a área legal não fará avançar o processo de paz. Para o ministro de Assuntos Europeus da EU Dick Roche, há poucas melhoras no processo de paz e as perspectivas em curto prazo não são alentadoras. Insistiu que a EU continue tendo um papel ativo no Quarteto.

‘ Arma’ para coibir atentados em ônibus

A polícia israelense está estudando a colocação de sacos cheios de banha de porco nos ônibus para dissuadir os suicidas palestinos de perpetrar atentados. Aos acionar os cinturões explosivos, eles se sujariam com a gordura do animal considerado impuro pela religião muçulmana. Segundo o jornal Maariv, a polícia obteve autorização das autoridades rabínicas para esta ‘arma revolucionária’, apesar de que o judaísmo também considera este animal impuro e não adequado para consumo. O rabino Eliezer Moshe Fisher, que dirige importante instituto de estudos talmúdicos em Jerusalém emitiu uma declaração dizendo que `a utilização de sacos com banha de porco para a proteção de lugares públicos é legítima, uma vez que estão em jogo vidas humanas`.

Katzav: ‘Sem separação de interesses’’
O presidente de Israel, Moshe Katzav declarou que ‘Não podem ser separados totalmente os interesses dos palestinos e dos israelenses. Temos interesses comuns’, durante um encontro com os representantes da Medef (Movimento de Empresas da França) e uma delegação empresarial israelense, que pediu aos seus colegas franceses que invistam na região, pois assim estarão contribuindo para a paz. ‘Nosso futuro necessita de relações estreitas com nossos vizinhos’, explicou Katzav, adiantando que no futuro seu país pacificará suas relações com todo o mundo árabe, como já fez com Egito e Jordânia. O presidente de Israel fez uma visita oficial de quatro dias à França, destinada a estreitar os laços entre os dois países.

Peres faz previsões e elogia Lula
O líder do Partido Trabalhista de Israel, Shimon Peres está convencido de que o traçado do muro Israel e a Cisjordânia será alterado nos próximos dias e até o final do ano serão dados passos importantes em direção à paz entre israelenses e palestinos porque a crise atingiu seu ápice e precisa ser resolvida com a fórmula de dois estados para dois povos. As afirmações foram feitas durante encontro de mais de uma hora com um grupo de 20 deputados e senadores brasileiros em visita a Israel. Peres elogiou Lula afirmando que ‘o Brasil é uma grande esperança do mundo socialista. O presidente carrega consigo uma grande mensagem de tolerância e, em nenhum lugar como o Brasil, é possível viver um relacionamento entre os diversos grupos de forma que sejam garantidos a todos o direito de serem iguais e os mesmos direitos a que todos sejam desiguais’. Falando em nome do grupo de parlamentares brasileiros o deputado federal Walter Pinheiro (PT-BA), informou que Lula deverá visitar Israel em data a ser ainda marcada.

Vista a museu, instituto e creche
A construção da cerca entre Israel e a Cisjordânia dominou parte dos encontros dos parlamentares brasileiros. Em discurso no Parlamento, o embaixador brasileiro em Israel, Sérgio Moreira Lima, afirmou que o Brasil não é contra a construção da cerca, mas que questiona o traçado do mesmo. Os deputados se emocionaram na visita ao Museu do Holocausto e ficaram muito impressionados com toda a tecnologia do Instituto Weizmann. As esposas dos parlamentares visitaram a creche da Na´amat em Yaffo, onde tiveram a oportunidade de conferir o tratamento oferecido tanto às crianças judias quanto às palestinas.

Gibson: uma questão de família?
Será acaso o anti-semitismo do ator, diretor e produtor Mel Gibson, como ficou expresso no recém-lançado filme ‘A Paixão de Cristo’ que estimula o preconceito aos judeus? Ou será algo já enraizado na família? O pai do ator, Hitton Gibson, nega que Osama Bin Laden possa ter qualquer relação com os ataques às torres do World Trade Center, em 11 de setembro. Ele também questiona que possam ter sido assassinados 6 milhões de judeus nos campos de extermínio nazistas, e sua mãe, Joye Gibson, disse ao jornal The Times que o Holocausto foi um “arranjo entre Hitler e ‘financistas’ para tirar os judeus da Alemanha para que fossem ao Oriente Médio, lutar contra os árabes”, ressaltando que nem havia tantos judeus assim na Europa.

Grão-Rabino pede atitude da Igreja
O grão-rabino de Israel, Iona Metzger pediu a intervenção do Papa João Paulo II na polêmica suscitada pelo filme de Gibson. Metzger esteve reunido com o papa em fevereiro e pediu uma atitude apropriada para evitar manifestações contra o povo judeu. Segundo nota oficial entregue ao núncio apostólico em Tel Aviv, o bispo Pietro Sambi, conforme o jornal Jerusalem Post. O grão-rabino destacou que quando esteve no Vaticano o papa se referiu aos judeus como ‘nossos irmãos maiores’. ‘Por isso é lamentável que um filme tendencioso arruíne o progresso das relações judaico-cristãs’, considera ele, lembrando que o Papa João XXIII determinou em 1965 que fosse retirado o estigma de povo deicida que pairava sobre os judeus, fato que motivou inúmeras perseguições e matanças na Europa.

Protesta contra anti-semitismo na Lituânia
O Ministério das Relações Exteriores de Israel protestou junto ao embaixador da Lituânia Alfonsos Eidintas contra a série de artigos anti-semitas no principal jornal daquele país, Respublika. Reclamou também de que o levou mais de uma semana para o primeiro-ministro lituano se manifestar sobre o assunto e que ele foi o único a fazê-lo. Eidintas, professor que escreveu sobre a Lituânia e o Holocausto ouviu dos israelenses o desapontamento sobre o artigo, o primeiro de uma série de três escritos pelo editor do jornal Vytas Tomkus. Há leis na Lituânia contra o incitamento a discriminação étnica e ao ódio, mas o Ministério da Justiça nada fez a respeito do caso, que é ainda mais grave porque se trata do principal jornal do país..

Kirchner quer esclarecer caso Amia
O presidente argentino Néstor Kirchner assegurou que a busca do esclarecimento dos atentados terroristas à embaixada de Israel e da entidade judaica AMIA é uma ‘questão de estado’ e ‘nos coloca em luta frontal contra o terrorismo internacional’. Lembrou seu posicionamento frente aos legisladores para impedir que os fatos fossem encobertos (como aconteceu no governo de Carlos Menem) e a sua firme disposição para a abertura total dos arquivos. A declaração foi efetuada após o cancelamento de sua reunião com o presidente do Irã, Mohamed Jatami Jatami, que seria realizada em Caracas, na Venezuela. Segundo a agência Reuters, Jatami disse que estaria ‘enojado porque Buenos Aires acusa o Irã envolvimento no atentado à Amia’.

Expedição de paz à Antártida
Quatro israelenses e quarto palestinos iniciaram uma viagem à Antártida. Eles escalarão uma montanha de cerca de 2 mil metros numa singular expedição pela paz. Os seis homens e as duas mulheres que integram a ‘missão de paz’ saíram de Puerto Williams, no extremo sul do Chile em direção às Ilhas Shetland do Sul. Ao chegar à Antártida, após uma semana de navegação no perigoso Mar de Drake, viajarão dez dias por terra para chegar à montanha, que desejam batizar com uma bandeira de Israel e outra da Palestina. Todas as etapas da viagem intitulada por seus protagonistas de `Quebrando o gelo` estão sendo filmadas.

Programa escolar para a Paz
Outra iniciativa para a Paz: Em um programa conjunto, seis institutos de ensino secundário israelenses e professores palestinos de Belém, Hebron e Jerusalém começaram a ministrar aulas abrangendo tanto a história tradicional de Israel e do sionismo, quanto a visão dos palestinos sobre o conflito do Oriente Médio. A iniciativa está causando polêmica, pois não houve uma aprovação do Ministério da Educação israelense ao projeto. O programa foi estabelecido em vários encontros conjuntos dos professores, que vêem se reunindo nos últimos anos, em Jerusalém Oriental e na Turquia, com o apoio do Instituto Prime sediado Bet Yala, distrito de Belém, na Cisjordânia, segundo o jornal Maariv.

Aliados poderiam ter poupado vidas
Fotografias tiradas por pilotos britânicos em 1944, no auge do Holocausto, revelaram a veracidade das reclamações dos judeus de que os Aliados poderiam ter bombardeado as vias férreas que conduziam os judeus aos campos de concentração nazista, e até mesmo as próprias câmaras de gás. Os arquivos de 5 milhões de fotos estão sendo disponibilizados na internet no site www.evidenceincamera.co.uk. Algumas mostram claramente as colunas de fumaça que saem do crematório de Auschwitz, enquanto outras as fossas onde foram jogados os corpos dos que não foram levados aos fornos.O diretor do Yad Vashem (O Museu do Holocausto de Jerusalém) disse que o museu tinha fotos dos pilotos norte-americanos e sul-africanos, nas quais podia ser vista a fumaça. Atualmente o site está congestionado, pois os acessos superaram as expectativas.

Edição N° 21 - Fevereiro de 2004

Por:Yossi Groisseoign

Pesquisa sugere anti-semitismo
Uma pesquisa feita em nove países europeus indica um elevado sentimento anti-semita no continente. Para 46% dos entrevistados, os judeus possuem "um estilo de vida e uma mentalidade diferente" da deles. Segundo o levantamento do instituto Ipsos encomendado pelo jornal italiano "Corriere della Sera", 35,7% dos entrevistados disseram que os judeus deveriam parar de fazer o papel "de vítimas do Holocausto", isso, um dia antes data da lembrança das vítimas do Holocausto na Europa. A pesquisa indicou que 18% acham o judaísmo uma religião intolerante e 17% não consideram os judeus "verdadeiros compatriotas". Para 40,5%, os judeus têm uma relação "particularmente especial com o dinheiro".

Pesquisa II
A pesquisa também trouxe números sobre o conflito palestino-sraelense, com 71% dos entrevistados dizendo que Israel deveria se retirar dos territórios ocupados em 1967 (Cisjordânia, faixa de Gaza e Jerusalém Oriental) e que os palestinos deveriam parar de atacar os israelenses. Para 68%, Israel tem o direito de existir (15% afirmaram o contrário). Líderes judeus expressaram preocupação com os resultados do levantamento, realizado na Itália, na França, na Bélgica, na Áustria, na Espanha, na Holanda, em Luxemburgo, na Alemanha e no Reino Unido. Para o
rabino britânico David Rosen, diretor de assuntos inter-religiosos do Comitê Judaico Americano, que vive em Israel, o crescimento do anti-semitismo se deve ao fato de a Segunda Guerra ter ocorrido há quase 60 anos.

Kaddafi mudou? Ou não?
Uma notícia publicada no jornal A-Siasa, do Kwait, diz que em breve uma comissão israelense viajará à Líbia para tratar da oferta de Muammar Kaddafi de entregar uma compensação financeira aos judeus que tiveram suas propriedades confiscadas na Revolução Líbia em 1969. A matéria, citando fontes européias disse que o primeiro encontro entre diplomatas líbios e israelenses já ocorreu no mês passado em Viena. Os acordos acertados no final de janeiro com renúncia à fabricação de armas de destruição em massa encerraram o estado de hostilidade entre a Líbia e os Estados Unidos. Os dois países estão normalizando as relações diplomáticas.

Olha ele aí de novo
Mas em se tratando de Kaddafi, todo cuidado é pouco. Ele também acusou Israel difundir drogas em uma entrevista ao jornal italiano La Repubblica, Falando um dia depois que uma delegação de advogados dos EUA chegara a Tripoli para reativar o relacionamento e por fim às sanções econômicas ao país, ele disse que Israel enche os países árabes com drogas. 'Os israelenses estes difundindo o haxixe na costa egípcia, na Síria e no Norte da África. Talvez mesmo o que chega na Líbia venha de Israel'. Entretanto, parece ter se esquecido de que o haxixe é largamente produzido e consumido nos países árabes, inclusive no Líbano, onde estão estacionadas tropas sírias, sendo muito importante na economia de alguns destes países e não em Israel.

Israelense vence concurso para monumento ao WTC
Mais de 5.200 propostas foram analisadas pelo júri para a construção do monumento onde ficavam as torres do World Trade Center em Nova York. O projeto vencedor tem a co-autoria do arquiteto israelense Mijael Arad, de 34 anos. Os trabalhos vieram do EUA e mais outros 60 países. Ao final do ano passado haviam sido escolhidos oito finalistas. O júri composto por 13 pessoas deliberou durante quase 12 horas e se decidiu pelo projeto `Refletindo a Ausência`. O arquiteto, que trabalha para a prefeitura da cidade, é filho do ex-embaixador israelense nos EUA, Moshe Arad.

Palestinos cada vez mais contra suicidas
Bilal al-Masri perdeu seu filho de 15 anos, Amjad, seu sobrinho adolescente e outro filho de 16 anos que saiu em busca de vingança e matou apenas a si mesmo. Revoltado, Masri, de 44 anos que trabalha em uma farmácia, criticou severamente os palestinos que fizeram de seu filho Iyad um homem-bomba. Numa entrevista pelo telefone, de Nablus, na Cisjordânia, disse que 'eles precisavam entender sua situação e impedi-lo de fazer isso, mesmo que pedisse', acreditando que não deviam ter explorado o sofrimento do filho, roubando mais um adolescente da mesma família. Ele se referia aos movimentos terroristas. Este sentimento é compartilhado também por muitos moradores de Nablus, um centro de militância palestina, de onde nos últimos três anos, os palestinos executaram mais de 100 ataques suicidas, matando centenas de civis israelenses. Nesse período, uma forte maioria de palestinos defendeu os atentados. Entretanto, é cada vez mais comum ouvir palestinos criticando esta prática.

Vacina contra a pólio impedida na Nigéria
Em Batakaye, uma aldeia de 3 mil habitantes na Nigéria, o mutirão final para erradicar a poliomelite da face da terra, que está lidando com os 667 últimos casos existentes no mundo, enfrenta a batalha mais difícil desde o início da campanha em 1988, quando o vírus se alastrou por 125 países e afetou 370 mil crianças. Cerca de metade dos casos remanescentes foram detectados na Nigéria, mas os clérigos muçulmanos da região obrigam os aldeões a rejeitarem a vacina contra a pólio, alegando que esta faz parte de um `complô americano`. Em centenas de aldeias eles limitaram ou interromperam de vez a vacinação domiciliar, dizendo que estavam infectadas.

Tráfico de órgãos
Em resposta às alegações na imprensa sobre o suposto envolvimento do Governo israelense com o tráfico de órgãos, a Embaixada de Israel declara oficialmente que esta prática não é permitida, de nenhum modo em Israel. Os cidadãos israelenses podem realizar transplantes, de maneira legal, e seguindo normas internacionais, fora de Israel, em caso de emergência médica, onde recebem apoio financeiro do seu Seguro Médico. Contudo, no momento em que existir a menor suspeita de tráfico de órgãos, o seguro médico israelense está proibido de efetuar qualquer tipo de pagamento, e as pessoas que praticam tal ato estão sujeitas a ser processadas.

Campanha de João Paulo II contra o anti-semitismo
Atendendo a um pedido dos grandes rabinos de Israel, Shlomo Amar e Iona Metzger, o papa João Paulo II promoverá uma campanha contra o anti-semitismo nas igrejas de todo mundo. Elas deverão dedicar um dia por ano ao combate do preconceito contra os judeus. Autoridades máximas do judaísmo e da Igreja Católica Apostólica Romana reuniram para tratar do tema. Os rabinos também solicitaram ao papa o empréstimo dos manuscritos do filósofo e médico judeu-espanhol Maimônides, em poder do Vaticano e foi pedido ao papa que fosse feita uma pesquisa sobre relíquias judaicas que podem estar no Vaticano, entre elas o candelabro de sete braços (menorá) que o imperador Tito teria levado para Roma após a destruição do Templo de Jerusalém, há 1.933 anos.

Brasileiros visitam Israel
Para aprender sobre métodos de irrigação e segurança a governadora do Rio, Rosinha Garotinho e um grupo de seus secretários esteve em Israel em 6 de fevereiro. No grupo estava seu marido, o ex-governador do Rio e secretário de Segurança Anthony Garotinho. Ainda em fevereiro segue para Israel uma caravana de empresários e congressistas
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Corte condena o Hamas
Em um julgamento exemplar, o juiz norte-americano Ronald Lagueux manteve a decisão de julho de 2003, responsabilizando o Hamas pelas mortes de Yaron Ungar, cidadão dos EUA e sua esposa israelense Efrat, por terroristas perto de Bet Shemesh ao voltarem de um casamento. Os representantes do Hamas não compareceram ao tribunal embora o advogado da família Ungar, David Strajman, afirme que os oficiais do Hamas em Gaza e em Damasco foram notificados. Uma corte de Israel acusou quatro membros do Hamas pelo ataque de 9 de junho de 1996. `Agora as vítimas têm o poder da lei federal para ajudar em sua luta`, comemorou o advogado.

Saddam financiou o MR-8
O grupo brasileiro MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) aparece na lista publicada pelo jornal Al Mada em Bagdá, de 270 entidades e políticos de 44 países aos quais Saddam Hussein teria presenteado com petróleo, em recompensa pelo apoio ao seu regime. Nelson Chaves, 59, secretário de relações internacionais do MR-8, confirmou a participação na venda de petróleo de 1990 a 2003. Por meio de seu jornal, Hora do Povo, o MR-8 sempre apoiou a ditadura iraquiana. O MR-8 surgiu como organização clandestina de esquerda durante o regime militar. Não se tornou partido político e é hoje uma tendência abrigada pelo PMDB. Seu jornal, publicou artigo de Nathaniel Braia em 30/09/2003, condenado a B´nai B´rith e a sua presidente na época Edda Bergmann, por seu artigo difundido na Revista Com.Shalom, sobre o terrorismo islâmico, por ocasião do atentado que matou o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. O jornal Hora do Povo chamou Edda Bergmann de racista, mas nunca publicou a resposta veemente da ex-presidente. Agora fica entendido que não era ideologia, mas mera questão monetária.

Cemitério vira campo de futebol
Alexander Rosenberg, líder da União de Religiosa Judaica de Bielorússia enviou carta a um jornal israelense afirmando que o antigo cemitério judaico da cidade de Rahachow, foi mais que pofanado. As pedras tumulares foram retiradas do lugar e empilhadas nos cantos abrindo espaço para um campo de futebol, com traves, redes e marcação das linhas. O último enterro neste cemitério foi nos anos 80 do século 20. Como muitas famílias judias brasileiras vieram da Bielorússia, é provável que seus antepassados estejam servindo de piso para o jogo de bola...

Praça Palestina tem mapa de Israel
Uma denúncia do Congresso Judaico Latino-americano advertiu sobre a construção de uma praça chamada "Palestina" e que contem o mapa de Israel. A prefeitura de São Salvador inaugurou a praça, em cuja placa, além do mapa de Israel aparece a legenda "Palestina, terra santa". Ela se encontra a poucos metros da Praça Estado de Israel. As autoridades da prefeitura se negam a corrigir esta tergiversação. Em março de 2004 haverá eleições presidenciais em El Salvador, e os dois principais candidatos, ambos de origem palestina apóiam o monumento. No país vivem 200 judeus e cerca de 60.000 palestinos. El Salvador e Costa Rica são os únicos países do mundo que têm suas embaixadas em Israel na cidade de Jerusalém.


Edição N° 20 - Dezembro de 2003

Por: Yossi Groisseoign

Série anti-semita é condenada
Uma minissérie anti-semita denominada 'Al-Shalat' (A Diáspora) foi exibida pela TV estatal síria durante o mês sagrado dos muçulmanos, o Ramadan. Foi uma exposição preconceituosa sobre o sionismo apresentada como baseada em fontes judaicas, mas na realidade sua inspiração é a infame falsificação conhecida como "Os Protocolos dos Sábios de Sião", muito popular hoje em dia nos países árabes. Começava com Theodor Herzl, um dos personagens principais, mostrado como judeu ambicioso que "casa com sua própria irmã e quer controlar e manipular os líderes europeus". Na série se dizia que os judeus esqueceram a Bíblia. Para o rabino Abraham Cooper do Centro Simon Wiesenthal é a continuação de uma campanha para deslegitimizar os judeus, sua terra e sua religião, seguindo os passos de outra minissérie exibida no Egito, em 2002.

Schwarzenegger inclui rabino na equipe
Quando Arnold Schwarzenegger foi atacado durante a campanha para o governo da Califórnia por acusações de vinculação com o nazismo no passado, um de seus defensores foi o Centro Simon Wiesenthal. Schwarzenegger retribuiu o apoio antes de assumir seu cargo no mês passado, ao anunciar a formação de sua equipe de transição. Entre os 68 membros da equipe está o rabino Abraham Cooper, deão do Centro que fica em Los Angeles. A instituição que trabalha na promoção da tolerância e na conscientização sobre o que foi o Holocausto sempre recebeu apoio e contribuição de Schwarzenegger.

Barreto filma imigração judaica no RS
Depois de O Quatrilho e Jacobina, ambientados nas colônias italianas e alemãs, o diretor Fábio Barreto volta ao Rio Grande do Sul para contar a história de imigrantes judeus, desta vez em parceria com o gaúcho Ricardo Zimmer. Baseado no livro de Moacyr Scliar, o filme 'O Exército de Um Homem Só' mostrará o bairro Bom Fim, em Porto Alegre, onde o idealista e visionário Mayer Guinzburg, interpretado por Luciano Szafir, sonha construir uma comunidade socialista e, ao mesmo tempo, vive a tentação de ficar rico. A trajetória de Guinzburg, de 1917 a 1970, mostrará a influência de momentos históricos, como a criação do Estado de Israel e perseguições de integralistas. O filme será lançado em 2004, ano em que se comemora o centenário da imigração judaica para o RS.

Doações sauditas investigadas
Em 2002 Khalid Mishaal, alto dirigente do Hamas, reuniu-se com o príncipe Abdala, o governante de fato da Arábia Saudita, para levantar fundos em Riad. Uma ata do encontro registra Mishaal e outros representantes do Hamas agradecendo os sauditas por continuar "a dar sua ajuda aos civis e aos organismos populares, apesar das pressões americanas". "Esta é realmente uma posição de bravura que merece nossa apreciação", disseram os dirigentes do Hamas. Mishaal, que recentemente foi incluído na lista de financiadores do terror feita pelo Departamento do Tesouro americano, está agora no controle da facção do Hamas que defende a continuação da confrontação violenta com Israel. A Arábia Saudita está agora sob nova e rigorosa investigação dos americanos e europeus para apurar detalhes de seu apoio político e financeiro ao grupo palestino. Pelo menos 50% do atual orçamento de operações do Hamas, de cerca de US$ 10 milhões, vêm da Arábia Saudita, de acordo com estimativas de funcionários judiciais dos EUA, diplomatas americanos no Oriente Médio e o governo israelense.

Geisel anti-semita
O livro "Ilusões armadas - A ditadura derrotada", de Elio Gaspari, revelou que o falecido presidente Ernesto Geisel apoiou o extermínio de militantes de esquerda e isso deve mudar significativamente a imagem que ele deixou na história. Mas também revelou seu anti-semitismo. O presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), Osias Wurman, comentou referências aos judeus feitas por Geisel em dois trechos do livro. No primeiro, ao reclamar do economista Eugênio Gudin, o general o chamou de "judeu sem-vergonha" (Gudin não era judeu). Em outro trecho, ao falar sobre os conflitos no Oriente Médio, disse que era a favor dos árabes por achar que "o judeu era um intruso". "O ódio anti-semita é cego e Geisel é uma prova disso. Ele chegou a mudar uma posição histórica do país sobre Israel ao orientar o seu chanceler, Azeredo da Silveira, a votar na ONU contra o sionismo. Ele sempre foi antipático ao judaísmo", disse Osias.

Arafat controla verbas e dá mesada de US$ 100 mil
Cerca de 34 milhões de dólares do orçamento da Autoridade Palestina são geridos apenas por Yasser Arafat, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). O relatório, publicado no jornal Há'aretz, diz que Arafat distribui os recursos para 'organizações' e 'pessoas' que não podem ser identificadas. O FMI diz que entre 1955 e 2000, cerca de US$ 900 milhões da AP 'desapareceram'. O relatório foi divulgado depois que o Programa '60 minutos' da CBS afirmou que US$ 800 milhões de ajuda monetária à Autoridade Palestina foram desviados para uma conta particular da família de Arafat em Paris. Aliás, Yasser Arafat, transfere todo mês US$ 100 mil de fundos da ANP para a sua esposa, Suha, que vive em Paris com a filha do casal. As denúncias, também foram feitas pela TV americana CBS.

Debate em Curitiba
Em novembro, no auditório das Faculdades Integradas Curitiba - FIC - houve debate sobre o conflito Israel-Palestina promovido pelo Centro Acadêmico do Curso de Relações Internacionais, dentro da Semana Temática de Relações Internacionais. Os professores Marcelo Vieira Walsh, da cadeira de Relações Internacionais da FIC, Sérgio Feldman, de História da Universidade Tuiuti e Luiz Fernando Lopes Pereira, de Antropologia Cultural, da FIC, debateram a questão, defendendo este último as posições dos palestinos. Houve diversas intervenções da platéia e Walsh considerou este o melhor da semana.

Cyla Wiesenthal
Morreu aos 95 anos de idade, em Viena, Cyla Wiesenthal, mulher do famoso caçador de nazistas Simon Wiesenthal. Estavam casados desde 1936, mas viveram separados durante grande parte da Segunda Guerra Mundial, quando ele foi prisioneiro em campos de extermínio. Com documentos falsos e graças ao cabelo ruivo e seu aspecto "ariano", foi possível a Cyla viver a partir de 1942 em Varsóvia, sob o nome de Irene Kowalska. Sua identidade judaica nunca foi descoberta pelos nazistas, mas foi enviada mais tarde pelos alemães na Polônia como trabalhadora forçada na Alemanha, onde sobreviveu a guerra. O casal só voltou a se ver em Viena em 1945, para surpresa de ambos, já que cada um acreditava que o outro havia morrido nos campos de concentração. Em 1946 nasceu em Viena a única filha do casal, Pauline. Nos últimos anos, a família vivia retirada em seu apartamento no centro da capital austríaca. Simon Wiesenthal completará no próximo 31 de dezembro 95 anos. Em 1947, ele fundou o Centro de Documentação Judaica que se dedica a esclarecer os crimes do regime nazista e a perseguir seus autores, como Adolf Eichmann, detido em 1960.

Memorial de Berlim continua
Os responsáveis pela construção do memorial do Holocausto no centro de Berlim decidiram dar prosseguimento às obras. A decisão foi tomada depois da controvérsia em torno de uma empresa subcontratada, Degussa, cuja subsidária Degesch fabricava o gás venenoso Zyklon B usado nos campos de concentração nazistas para matar milhões de pessoas. Sobreviventes do Holocausto disseram que isto os impediria de visitar o memorial.

Recessão israelense acabou
O ministro das Finanças de Israel Benjamin Netanyahu afirmou que a recessão no país acabou. A notícia foi dada após o anúncio da Central Israelense de Estatísticas de que o produto interno bruto cresceu 2,7 % no terceiro trimestre do ano. Segundo o jornal Haaretz, a Central de Estatísticas informou também que a importação de bens e serviços cresceu 27,5 % no mesmo período.

A Rede Globo de Televisão passará a contar com um correspondente em Israel, sediado em Jerusalém. Trata-se de Marcos Losekann, que atualmente está em Londres. O objetivo é ter uma cobertura local, própria e com uma característica especialíssima, através de uma testemunha ocular e confiável da história. A implantação do projeto deve ocorrer no primeiro semestre de 2004. Como profissional extremamente competente e sério, Losekann pretende ampliar a propagação da verdade, relatando com isenção os fatos históricos provindos do Oriente Médio. Independentemente de credos, política ou poder econômico, o jornalista brasileiro viverá a realidade local, os sonhos e projetos dos povos que vivem na região, com a enorme vantagem de reportar diretamente, sem intermediários.

Cruz Vermelha muda sobre Israel
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está analisando a inclusão da Maguen David Adom, instituição de atendimento de emergência israelense na federação formada pela Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, conforme informou em um encontro na Suíça o vice-presidente do comitê, Jacques Forster. Ele disse que o comitê preparou uma resolução permitindo aos países membros usar o símbolo de sua escolha, dentro de um diamante vermelho. A medida é direcionada aos muçulmanos que têm objeções em usar o símbolo da Estrela de David, do serviço israelense, em suas ambulâncias. No entanto, a questão ainda não foi resolvida devido à oposição dos muçulmanos, mas representa um importante passo rumo à inclusão dos israelenses na federação.

Aumentam os turistas
O número de turistas estrangeiros que visita Israel continua em ascensão. Segundo dados do Escritório Central de Estatísticas do país, houve um aumento de 19,2% no total de visitantes no bimestre setembro-outubro de 2003 em comparação ao mesmo período do ano passado, com um fluxo mensal de aproximadamente 113 mil pessoas. De janeiro a setembro de 2003, foi registrado um crescimento de 17,4% em comparação com o ano de 2002; e o total de pernoites nos hotéis turísticos aumentou 16,4%.

A comitiva de Lula ao Oriente Médio

A coluna do jornalista Carlos Brickmann, publicada no Diário do Grande ABC diz que "Lula prometeu abrir uma Embaixada em Ramallah, onde fica a sede da Autoridade Palestina - isso no momento em que foi cortada a luz do seu Ministério das Relações Exteriores, por falta de dinheiro para pagar a conta. Mas problemas de dinheiro não incomodam Sua Excelência: a comitiva, inchadíssima, incluiu Valéria Perillo, esposa do governador de Goiás, Marconi Perillo; Cristina Gomes, esposa do prefeito de Vitória, Paulo Hartung; e Miriam Laila, filha de Mohammed Laila, amigo do presidente".


Edição N° 19 - Novembro de 2003

Por: Yossi Groisseoign

Morte do garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos, garoto brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10, por uma explosão, mostra como é possível distorcer a opinião pública quando o assunto é Israel. Tanto faz ser a poderosa central de jornalismo da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista Hora do Povo, ou o partido no poder - o PT, que a desinformatzia é a mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela morte e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto ao publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa da criança era "um foguete Katiusha, do mesmo tipo normalmente utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias do norte de Israel". Uma investigação da Missão Interina da ONU - quem diria, a ONU - no Sul do Líbano (Unifil) constatou que o foguete era um Katiusha. Como se sabe, Israel não usa velhos Katiushas que não têm um mínimo de precisão em matéria de pontaria.

Garoto brasileiro II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah, que vive lançando projéteis contra residências israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG), secretário executivo de relações internacionais do partido é uma peça esdrúxula. Após manifestar consternação pela morte do garoto diz: "Há uma escalada do mal radical na região, alimentada pela irracionalidade da luta política e pela incapacidade das Nações Unidas corrigir os rumos que produziram o Estado de Israel, mas não criaram o Estado Palestino e as zonas desmilitarizadas historicamente acordadas desde o final da Segunda Guerra Mundial". Ou seja, por vias tortas, culpa também Israel. Já o Itamaraty também divulgou nota no dia 10/10, lamentando a morte da criança, mas foi mais decente. Disse que ela foi morta vítima dos conflitos na fronteira do Líbano com Israel, "atingida por um míssil que teria sido disparado de território libanês em direção a Israel". Deixou no condicional.

Argentina legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar o principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo Triunfo (PNT). O partido informa que já conseguiu as quatro mil assinaturas necessárias para sua oficialização, fato que não recebeu contestações. Tal como Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é chamado de führer (líder). Biondini é também responsável por um provedor de Internet que abriga na Argentina uma série de sites de cunho neonazista, difundindo mensagens anti-semitas e racistas. Calcula-se na Argentina que o PNT teria de 4 mil a 5 mil simpatizantes. O próprio site partido faz intensa propaganda contra o sionismo e os imigrantes, além de comemorar cada 20 de abril o aniversário de Hitler. Durante a 2ª Guerra Mundial o partido nazista argentino contou com 60 mil simpatizantes, que realizavam constantes manifestações pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina transformou-se no refúgio de milhares de criminosos de guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália, Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas colaboraram com o governo do general Juan Domingo Perón, especialmente no know-how de tortura de opositores políticos.

Neonazistas nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista 'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos às eleições em 2004 numa tentativa de promover o desenvolvimento político da organização. "Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a porta-voz Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade de Santiago. O partido fundado em 1999 e seus membros usam símbolos nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa de ganhar reconhecimento como partido político, veio depois que o presidente chileno Ricardo Largos vetou a realização de uma conferência internacional do movimento em abril de 2001.

Renúncia confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também renunciou ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei disse que pretende deixar o cargo em três semanas, afastando ainda mais as esperanças de se reviver o plano de paz conhecido por "Mapa da Estrada". A tensão entre Arafat e Korei reflete as divergências sobre a quantidade de controle que Arafat, presidente da Autoridade Palestina, quer manter sobre as Forças Armadas palestinas, assim como sobre procedimentos e questões pessoais. As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo. Arafat é quem devia renunciar, pois seu mandato de presidente eleito (indiretamente, por um congresso de representantes), terminou formalmente em 1996.

Lendas e mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de jornalistas do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas - cujo objetivo é liquidar com Israel - é financiado e subsidiado pelos Estados Unidos e por Israel para matar seus próprios cidadãos em atentados suicidas a bomba; ou de "Caros Amigos", que publicou artigo de Georges Bourdokan afirmando que Israel foi fundado pelos nazistas alemães, temos novidades. A mais nova dessas lendas é do jornal Los Angeles Times: Submarinos israelenses teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal, autoridades israelenses admitiram ter armazenado mísseis de cruzeiro Harpoon americanos, armados com ogivas nucleares. Só que o ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh, em entrevista à Rádio do Exército israelense disse que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá ser armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".

Colonos israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus a penas de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir uma escola para meninas árabes em Jerusalém Oriental. Dois deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos em abril de 2002 quando iam deixar um trailer carregado de explosivos perto da escola e de um hospital adjacente. Eles foram condenados a 15 anos de prisão; um terceiro extremista, Yarden Morag, que os ajudou no planejamento, pegou 12 anos.

Irã corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres o ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte das investigações do atentado contra a AMIA - União Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos e centenas de feridos. Há dois meses o Irã colocou em suas licitações de compra a proibição para os produtos argentinos. O Irã também acusou o 'sionismo internacional' de tentar 'impressionar e manipular' o governo de Nestor Kirchner para gerar uma ruptura em suas relações com a Argentina. Foi uma reação direta aos discursos dos dirigentes da comunidade judaica na solenidade do 9º aniversário do atentado a Amia.

Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça a extradição dos torturadores argentinos da ditadura de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación, Efraim Zaddof, representante em Israel da Associação de Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate aconteceu quando foi entregue um relatório sobre os desaparecidos e sobre o empenho da embaixada neste período, elaborado por uma comissão especial criada há dois anos, no próprio Parlamento. O relatório inclui o testemunho de familiares e vítimas de tortura que se encontram hoje na Argentina e em Israel. Entre as recomendações está a de abrir os túmulos de todas as pessoas não identificadas, que pereceram nas mãos dos militares naquele período.

A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será executada: a sentença de morte por lapidação (enterrada até o pescoço, seria apedrejada) foi suspensa depois que o tribunal de apelação islâmico de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu de adultério em função da forte campanha da Anistia Internacional, instituições judaicas de direitos humanos e grupos de discussão na internet. Amina tinha sido condenada pela lei muçulmana que determina a morte para mulheres que mantenham relações sexuais fora do casamento. Estuprada, ela engravidou. Haverá, entretanto, novo julgamento.

Solto, terrorista mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa, que resultou em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado no início do Ano Novo judaico à colônia judaica israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas, inclusive um bebê. Os disparos foram efetuados por um homem de 22 anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Hamedan saíra da prisão há três meses, após cumprir pena de 14 meses, na libertação de presos como gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo de paz conhecido como Mapa da Estrada.

Israel na comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito junto a uma Comissão da Assembléia Geral da ONU. Tal Becker foi eleito por consenso para ser um dos três vice-presidentes da Comissão de Assuntos Legais. Entre as questões tratadas nesta comissão insere-se a discussão do terrorismo internacional, imunidade nas cortes criminais internacionais e clonagem. 'Considero que este é um importante passo rumo à aceitação de Israel como membro efetivo e igual aos demais países dentro da ONU', disse Becker, afirmando que 'a ONU não diz respeito apenas ao conflito árabe-israelense'.

Regime nazista matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos no Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás, drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria, Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

Bandeira de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções Internacional de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel tremulando entre as dos principais participantes do evento anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Dubai que deseja estabelecer-se como um centro financeiro líder do Golfo Pérsico, permitiu a participação da delegação israelense, embora os Emirados Árabes Unidos não reconheçam o Estado de Israel. No entanto, o ministro israelense das Finanças, Benjamin Netanyahu, alegando razões de segurança, não quis participar do encontro, o que contrariou muitos homens de negócios, que acreditam que o país perdeu uma oportunidade de apresentar o seu ponto de vista ao mundo árabe. Já a imprensa árabe reclamou que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade Palestina é convidada apenas como observadora.

Mostrando o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi, disse que seu povo tem o direito da luta armada contra os israelenses por qualquer meio. Representante palestino na reunião da Organização da Conferência Islâmica, Kaddoumi disse que exortará os 56 outros países membros a cortarem ligações econômicas e políticas com Israel por causa da repressão aos palestinos. Alguém ainda acredita que os atuais dirigentes palestinos desejam realmente a paz?

Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e politicamente mais qualificados", disse o presidente Lula a grupo de estudantes brasileiros com os quais se encontrou durante sua recente visita a Fidel Castro, em setembro. Afora o fato de ter que ouvir isso ser uma humilhação para o povo brasileiro que ajudou a elegê-lo presidente, Cuba é o país que tem mais jornalistas presos no mundo. São cerca de 30, todos eles encarcerados por crime de opinião. Além deles há um cidadão brasileiro preso em Havana há nove meses, sem uma acusação formal. Há seis meses, três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de fazer oposição ao regime. Os estudantes vão mesmo voltar mais qualificados?


Edição N° 18 - Outubro de 2003

Por: Yossi Groisseoign

Morte do garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos, garoto brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10, por uma explosão, mostra como é possível distorcer a opinião pública quando o assunto é Israel. Tanto faz ser a poderosa central de jornalismo da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista Hora do Povo, ou o partido no poder - o PT, que a desinformatzia é a mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela morte e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto ao publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa da criança era "um foguete Katiusha, do mesmo tipo normalmente utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias do norte de Israel". Uma investigação da Missão Interina da ONU - quem diria, a ONU - no Sul do Líbano (Unifil) constatou que o foguete era um Katiusha. Como se sabe, Israel não usa velhos Katiushas que não têm um mínimo de precisão em matéria de pontaria.

Garoto brasileiro II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah, que vive lançando projéteis contra residências israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG), secretário executivo de relações internacionais do partido é uma peça esdrúxula. Após manifestar consternação pela morte do garoto diz: "Há uma escalada do mal radical na região, alimentada pela irracionalidade da luta política e pela incapacidade das Nações Unidas corrigir os rumos que produziram o Estado de Israel, mas não criaram o Estado Palestino e as zonas desmilitarizadas historicamente acordadas desde o final da Segunda Guerra Mundial". Ou seja, por vias tortas, culpa também Israel. Já o Itamaraty também divulgou nota no dia 10/10, lamentando a morte da criança, mas foi mais decente. Disse que ela foi morta vítima dos conflitos na fronteira do Líbano com Israel, "atingida por um míssil que teria sido disparado de território libanês em direção a Israel". Deixou no condicional.

Argentina legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar o principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo Triunfo (PNT). O partido informa que já conseguiu as quatro mil assinaturas necessárias para sua oficialização, fato que não recebeu contestações. Tal como Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é chamado de führer (líder). Biondini é também responsável por um provedor de Internet que abriga na Argentina uma série de sites de cunho neonazista, difundindo mensagens anti-semitas e racistas. Calcula-se na Argentina que o PNT teria de 4 mil a 5 mil simpatizantes. O próprio site partido faz intensa propaganda contra o sionismo e os imigrantes, além de comemorar cada 20 de abril o aniversário de Hitler. Durante a 2ª Guerra Mundial o partido nazista argentino contou com 60 mil simpatizantes, que realizavam constantes manifestações pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina transformou-se no refúgio de milhares de criminosos de guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália, Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas colaboraram com o governo do general Juan Domingo Perón, especialmente no know-how de tortura de opositores políticos.

Neonazistas nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista 'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos às eleições em 2004 numa tentativa de promover o desenvolvimento político da organização. "Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a porta-voz Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade de Santiago. O partido fundado em 1999 e seus membros usam símbolos nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa de ganhar reconhecimento como partido político, veio depois que o presidente chileno Ricardo Largos vetou a realização de uma conferência internacional do movimento em abril de 2001.

Renúncia confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também renunciou ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei disse que pretende deixar o cargo em três semanas, afastando ainda mais as esperanças de se reviver o plano de paz conhecido por "Mapa da Estrada". A tensão entre Arafat e Korei reflete as divergências sobre a quantidade de controle que Arafat, presidente da Autoridade Palestina, quer manter sobre as Forças Armadas palestinas, assim como sobre procedimentos e questões pessoais. As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo. Arafat é quem devia renunciar, pois seu mandato de presidente eleito (indiretamente, por um congresso de representantes), terminou formalmente em 1996.

Lendas e mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de jornalistas do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas - cujo objetivo é liquidar com Israel - é financiado e subsidiado pelos Estados Unidos e por Israel para matar seus próprios cidadãos em atentados suicidas a bomba; ou de "Caros Amigos", que publicou artigo de Georges Bourdokan afirmando que Israel foi fundado pelos nazistas alemães, temos novidades. A mais nova dessas lendas é do jornal Los Angeles Times: Submarinos israelenses teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal, autoridades israelenses admitiram ter armazenado mísseis de cruzeiro Harpoon americanos, armados com ogivas nucleares. Só que o ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh, em entrevista à Rádio do Exército israelense disse que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá ser armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".

Colonos israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus a penas de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir uma escola para meninas árabes em Jerusalém Oriental. Dois deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos em abril de 2002 quando iam deixar um trailer carregado de explosivos perto da escola e de um hospital adjacente. Eles foram condenados a 15 anos de prisão; um terceiro extremista, Yarden Morag, que os ajudou no planejamento, pegou 12 anos.

Irã corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres o ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte das investigações do atentado contra a AMIA - União Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos e centenas de feridos. Há dois meses o Irã colocou em suas licitações de compra a proibição para os produtos argentinos. O Irã também acusou o 'sionismo internacional' de tentar 'impressionar e manipular' o governo de Nestor Kirchner para gerar uma ruptura em suas relações com a Argentina. Foi uma reação direta aos discursos dos dirigentes da comunidade judaica na solenidade do 9º aniversário do atentado a Amia.

Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça a extradição dos torturadores argentinos da ditadura de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación, Efraim Zaddof, representante em Israel da Associação de Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate aconteceu quando foi entregue um relatório sobre os desaparecidos e sobre o empenho da embaixada neste período, elaborado por uma comissão especial criada há dois anos, no próprio Parlamento. O relatório inclui o testemunho de familiares e vítimas de tortura que se encontram hoje na Argentina e em Israel. Entre as recomendações está a de abrir os túmulos de todas as pessoas não identificadas, que pereceram nas mãos dos militares naquele período.

A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será executada: a sentença de morte por lapidação (enterrada até o pescoço, seria apedrejada) foi suspensa depois que o tribunal de apelação islâmico de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu de adultério em função da forte campanha da Anistia Internacional, instituições judaicas de direitos humanos e grupos de discussão na internet. Amina tinha sido condenada pela lei muçulmana que determina a morte para mulheres que mantenham relações sexuais fora do casamento. Estuprada, ela engravidou. Haverá, entretanto, novo julgamento.

Solto, terrorista mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa, que resultou em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado no início do Ano Novo judaico à colônia judaica israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas, inclusive um bebê. Os disparos foram efetuados por um homem de 22 anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Hamedan saíra da prisão há três meses, após cumprir pena de 14 meses, na libertação de presos como gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo de paz conhecido como Mapa da Estrada.

Israel na comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito junto a uma Comissão da Assembléia Geral da ONU. Tal Becker foi eleito por consenso para ser um dos três vice-presidentes da Comissão de Assuntos Legais. Entre as questões tratadas nesta comissão insere-se a discussão do terrorismo internacional, imunidade nas cortes criminais internacionais e clonagem. 'Considero que este é um importante passo rumo à aceitação de Israel como membro efetivo e igual aos demais países dentro da ONU', disse Becker, afirmando que 'a ONU não diz respeito apenas ao conflito árabe-israelense'.

Regime nazista matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos no Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás, drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria, Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

Bandeira de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções Internacional de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel tremulando entre as dos principais participantes do evento anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Dubai que deseja estabelecer-se como um centro financeiro líder do Golfo Pérsico, permitiu a participação da delegação israelense, embora os Emirados Árabes Unidos não reconheçam o Estado de Israel. No entanto, o ministro israelense das Finanças, Benjamin Netanyahu, alegando razões de segurança, não quis participar do encontro, o que contrariou muitos homens de negócios, que acreditam que o país perdeu uma oportunidade de apresentar o seu ponto de vista ao mundo árabe. Já a imprensa árabe reclamou que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade Palestina é convidada apenas como observadora.

Mostrando o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi, disse que seu povo tem o direito da luta armada contra os israelenses por qualquer meio. Representante palestino na reunião da Organização da Conferência Islâmica, Kaddoumi disse que exortará os 56 outros países membros a cortarem ligações econômicas e políticas com Israel por causa da repressão aos palestinos. Alguém ainda acredita que os atuais dirigentes palestinos desejam realmente a paz?

Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e politicamente mais qualificados", disse o presidente Lula a grupo de estudantes brasileiros com os quais se encontrou durante sua recente visita a Fidel Castro, em setembro. Afora o fato de ter que ouvir isso ser uma humilhação para o povo brasileiro que ajudou a elegê-lo presidente, Cuba é o país que tem mais jornalistas presos no mundo. São cerca de 30, todos eles encarcerados por crime de opinião. Além deles há um cidadão brasileiro preso em Havana há nove meses, sem uma acusação formal. Há seis meses, três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de fazer oposição ao regime. Os estudantes vão mesmo voltar mais qualificados?


Edição N° 17 - Setembro de 2003

Dois atentados num só dia
Dois atentados suicidas sacudiram Israel na terça-feira 9, matando 14 israelenses e ferindo mais de 50, numa das mais virulentas atitudes terroristas dos últimos meses.
Os ataques ocorreram perto de Tel Aviv e em Jerusalém com apenas seis horas de diferença. O grupo extremista palestino Hamas assumiu a autoria. O primeiro foi em um ponto de ônibus lotado perto da base militar do Exército de Tzifin, no subúrbio de Rishon Letzion, a Sudoeste de Tel Aviv. O segundo foi por volta das 23h20 (horário local) do lado de fora de um café na parte Oeste de Jerusalém. A explosão destruiu parte do recém-inaugurado Café Hillel, na Rua Emek Refaim, área repleta de cafés e restaurantes da colônia judaica alemã, muito popular entre jovens.

Sem Vieira de Mello
Um atentado à sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bagdá, dia 19/8, matou o embaixador Sérgio Vieira de Mello, brasileiro que chefiava a missão da ONU no Iraque. Morreram ainda outros 22 funcionários das Nações Unidas, além de dezenas de feridos. Vieira de Mello era uma das mais respeitadas figuras da diplomacia internacional e era cotado para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Ele ficou gravemente ferido no momento da explosão e resistiu por mais quatro horas sob os escombros. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas uma fonte do Pentágono afirmou que os principais suspeitos são o grupo radical Ansar al-Islam, ligada à Al-Qaeda de Osama bin Laden e os remanescentes do exército de Saddam Hussein.

Mísseis atingem Askhelon
Um dos quatro mísseis de fabricação caseira, lançados a partir da Faixa de Gaza atingiu a área industrial da cidade de Askhelon, cobrindo-a de branco. Não houve feridos nem danos à população de 116 mil pessoas, mas o clima de tensão na fronteira aumentou. Os primeiros mísseis rudimentares foram aperfeiçoados e alcançam agora 15 km, ao invés dos 5 anteriores. É a prova de que na trégua - a hudna de quase 50 dias - os grupos terroristas palestinos aproveitaram para o seu rearmamento. Fontes de Israel afirmam que no último ataque foram disparados a partir de Gaza mais de 15 projeteis de vários tipos. E, pela primeira vez foi atingida um das grandes cidades do país.

França não considera o Hamas terrorista
A França se opõem aos esforços dos EUA e de Israel de colocar os braços políticos do Hamas e da Jihad Islâmica na lista da União Européia de organizações terroristas. O país vê uma diferença entre os grupos militares e o setor político destes movimentos. O presidente Bush congelou os bens de seis membros do Hamas e de cinco instituições ligadas ao grupo, e deseja persuadir outros países a fazerem o mesmo.

Soldados, de um até 100 anos
Em uma entrevista ao Jerusalém Post, em Hebron, cidade de cerca de 100 mil palestinos, ninguém expressou simpatia pelas vítimas dos atentados suicidas ou suas famílias. Em Hebron morava Raed Abdel-Hamed Mesk, que matou 20 pessoas no recente atentado em Jerusalém. Nos últimos três anos, cerca de vinte homens bomba partiram desta cidade ou tentaram fazê-lo. Embora seja conhecido que o ataque traria mais sofrimento para a cidade, eles continuam apoiando desafiadoramente os 'mártires'. Nabil Mesk, primo do assassino, disse que a decisão fora de Abdel-Hamed, um muçulmano que conhecia o Corão de cor. Perguntado se não ficava chocado com a morte de civis, respondeu: `Em Israel todos são soldados, desde um até 100 anos`.

TV Hezbollah em Bariloche
A operadora Video Cable transmite o sinal do canal de TV do Hezbollah, denominado Al Manar, ininterruptamente em Bariloche, Argentina. A programação em árabe divulga grande quantidade de material anti-israelense e anti-judaico e estimula a violência e os atentados. Isto acontece num país vítima de dois terríveis atentados. A denúncia foi feita por um telespectador que se deteve ao ver um programa de música infantil em árabe, e em seguida estas crianças e adolescentes atirando pedras contra um alvo que não se vê, e daí aparece uma bandeira de Israel sendo pisoteada. O interessante é que o canal 72 não aparece na revista da rede de TV a Cabo. Em Bariloche há mais judeus do que muçulmanos.

Com Síndrome de Down e conquista ouro
Quando Shachar Gdalizon subiu ao pódio dos vencedores em Dublin, na Irlanda no mês passado com uma medalha de ouro orgulhosamente pendurada no pescoço seus pais riram e choraram ao mesmo tempo. Sachar de 18 anos sofre da Síndrome de Down e ganhou a competição de 100 metros de nado livre nas Olimpíadas Especiais. Em seguida conquistou uma medalha de prata nos 50 metros de nado livre. Ao voltar para Israel foi recebida com uma grande festa. Ela foi educada num kibbutz no norte do país. Ia para escola junto com as outras crianças, cujos pais consideravam que ao crescer junto com alguém como ela, as crianças se tornariam seres humanos melhores. Mas foi quando ela descobriu a natação que se realizou. Os pais estão convencidos que nunca chegaria a este ponto se não fosse a importante experiência em termos de socialização que pôde vivenciar no kibbutz.

Patrimônio histórico mundial
A Unesco, a organização educacional, cientifica e cultural da ONU, designou a "arquitetura da cidade branca" de Tel Aviv como um dos novos 24 patrimônios históricos mundiais, de "excepcional valor universal". O ministro do Turismo, Benny Elon, destacou o fato ressaltando que praticamente todos os outros locais de patrimônio histórico da Unesco são pontos da natureza ou sítios arqueológicos. "A designação de Tel Aviv é um dos poucos reconhecimentos da Unesco de um fenômeno do século 20 - e isto nos faz muito orgulhosos. A criação da cidade é um dos maiores símbolos e sucessos do movimento sionista".

Hong Hong lança roupas com suásticas
Uma empresa de moda de Hong Kong lançou uma linha de roupas com desenhos de suásticas. Autoridades israelenses e alemãs se manifestaram junto à empresa contra a nova coleção. Segundo a Associated Press, a coleção chegou a 14 lojas de Hong Kong, uma das quais projetou filmes de propaganda nazista no departamento de vendas assim que começou a comercializar as novas roupas.


Afirmações de Menem contestadas
O ex-presidente argentino Carlos Menem publicou uma nota assinada por ele no jornal `Ambito Financiero`, no dia 25 de julho, intitulada `A única verdade`. Nela, entre outras considerações, destaca que entre as condecorações e distinções que recebeu estaria uma outorgada pela Daia - Associação Israelita Argentina. A entidade rebateu esta afirmação com um comunicado, onde diz que 'o ex-presidente está faltando com a verdade. A Daia nunca lhe entregou nenhuma condecoração ou distinção'. E, que o ex-presidente se esqueceu de mencionar que na reunião que entidade teve com ele em fins de março lhe fez saber do profundo mal-estar existente na comunidade judaica pela falta de compromisso de seu governo com a investigação sobre os graves atentados à embaixada de Israel e ao edifício da Amia. 'Esta é a única verdade', diz o comunicado da Daia.

Identificado motorista que destruiu a Amia
O governo de Israel confirmou que os dados do relatório secreto enviado pelo juiz federal argentino Juan José Galeano sobre o motorista que dirigia a Traffic levando a bomba que explodiu no atentado à Amia coincidem com seus registros sobre terroristas islâmicos. O motorista seria Ibrahim Hussein Berro. Em 1994, sua família vivia no bairro de Al-OuzaI em Beirute. Seus outros oito irmãos, membros de grupos terroristas do partido libanês pró-Hezbollah, também teriam se imolado neste tipo de atentado. Em uma praça no sul do Líbano com seu nome, consta que faleceu ao integrar um comando suicida morto por israelenses, afirmação esta negada por Israel. Segundo a advogada da Daia, esta placa visa confundir as investigações. Berro teria sido trazido em 1944 do Líbano até a Tríplice Fronteira, onde contou com o apoio do comerciante libanês Assad Barakat, detido no Brasil com um pedido de extradição do Paraguai por contrabando.


Edição N° 16 - Agosto de 2003

Bélgica derruba lei polêmica
O primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, que recém assumiu o cargo eliminou a polêmica lei de "competência universal", que havia irritado os EUA e Israel. Ele disse que o objetivo era evitar abusos da lei, sob a qual foram apresentadas acusações contra o presidente americano, George W. Bush, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. A lei, de 1993, permitia aos tribunais belgas julgar autores que os belgas considerassem de crimes de guerra ou contra a humanidade e de genocídio e sem importar onde eles foram cometidos. (Reuters)

Presidente Kirchner no ato da Amia
Com o soar de sirenas, a leitura da lista dos nomes das vítimas fatais e um minuto de silêncio teve lugar no novo edifício da Asociación Mutual Israelita Argentina (Amia), o ato em recordação aos mortos no atentado que destruiu sua sede, na capital argentina, no dia 18 de julho de 1994. A cerimônia marcou 9 anos do atentado terrorista, que tirou a vida de 85 pessoas e está até hoje impune, contou com a presença do Presidente da República Argentina, Néstor Kirchner, sua esposa Cristina, senadora da República e membros do gabinete nacional.

Amia II
Estão sendo movidas várias ações judiciais contra antigos altos funcionários argentinos, envolvendo o ex-presidente Menem, pelo acobertamento dos responsáveis pelo atentado. Durante uma coletiva à imprensa, o presidente Kirchner ratificou seu compromisso de "garantir a justiça e evitar a impunidade" e sustentou que esta será "uma política de Estado, uma luta de cada minuto, de cada hora, de cada dia". Kirchner ressaltou que "é uma vergonha nacional que não se tenha esclarecido" o atentado à Amia nem tampouco o que em 1992 arrasou a embaixada de Israel.

Restrição à cidadania dos palestinos

O Knesset (Parlamento israelense) aprovou lei que nega o direito de cidadania ou de fixar residência permanente no Estado de Israel aos palestinos casados com israelenses. A lei é válida por um ano e pode ser renovada. Ao contrário do que alguns jornais noticiaram, não se trata de discriminação, mas a medida teve que ser tomada desde o atentado efetuado por um terrorista do Hamas que se tornou cidadão de Israel ao se casar com uma árabe israelense. A medida foi aprovada por 53 a 25 votos. Sob esta lei, o ministro do Interior terá direito de aprovar a concessão da cidadania para palestinos ou membros de suas famílias que "se identificam com Israel", Podem ser autorizadas visitas para tratamento médico ou trabalho. Entidades internacionais de direitos humanos se manifestaram contra a nova lei. (Jerusalém Post).

Acordo entre Maguen David Adom e Cruz Vermelha
O jornal Maariv informou que a Cruz Vermelha e sua congênere israelense Maguen David Adom assinaram um acordo de cooperação mútua. Para o diretor executivo da organização judaica, Iochanan Gur, "Este foi um dia histórico", pois durante muitos anos a instituição não teve nenhum contato com as similares católicas e muçulmanas, por interferência dos países árabes. Um dos itens do acordo é o de que a Cruz Vermelha fornecerá apoio econômico à medicação de emergência do Maguen David Adom.

Cinema brasileiro em Israel
O III Festival de Cinema Brasileiro em Israel está acontecendo de 3 a 25 de agosto nas cinematecas de Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. O filme Durval Discos, da diretora Ana Muylaert abriu a programação nos três locais. O evento conta com a presença de cineastas, atores, atrizes, jornalistas e outros membros da indústria cinematográfica brasileira. Os filmes são legendados, em sua maioria, em inglês e hebraico. O festival tem o apoio do Ministério da Cultura e da Embaixada do Brasil em Israel.

Daniela Mercury em Israel Daniela Mercury foi a principal atração dos israelenses no final de julho. Depois de ser homenageada pelo embaixador do Brasil Sergio Moreira Lima, ela se encontrou com o público numa cidade perto de Tel Aviv. "Chegou gente de todos os cantos para ouvi-la e vê-la", diz Nahum Sirotsky, que acrescentou: "botou os judeus cantando e rebolando o samba baiano. Uma loucura o que acontece. Derruba qualquer tristeza com seu trejeito". Até a policia esqueceu do horário enquanto Daniela, "embaixadora das Nações Unidas" voltava, voltava e voltava ao palco, comentou o jornalista, colaborador de Visão Judaica. (IG).

Christopher Reeve também lá
O ator americano Christopher Reeve, conhecido por protagonizar o Super-Homem no cinema, passou quatro dias em Israel, numa visita que iniciou dia 28/7 a Jerusalém. Além de se solidarizar com os inválidos do país, muitos deles por causa dos atentados terroristas, ele se informou sobre os avanços israelenses no tratamento de lesões medulares. Há oito anos, Reeve ficou tetraplégico, por causa da queda de um cavalo. Ele já investiu US$ 45 milhões na fundação que preside e que financia investigações sobre paraplegia. Para ele Israel é o centro mundial em pesquisas nesta área na qual detém a liderança assim como importante fonte de informações de novas terapias e medicamentos que poderão beneficiar milhões de pessoas que vivem com paralisia em todo o mundo. (EFE)

Com quem andamos
Incrível: o Brasil ajudou a excluir a organização Repórteres sem Fronteiras da Comissão dos Direitos Humanos da ONU e colocou-se ao lado de Cuba, Irã, Uganda, China e Líbia. O motivo foi porque a organização, que luta internacionalmente pela liberdade de imprensa protestou contra a entrega da presidência da Comissão dos Direitos Humanos da ONU a uma ditadura, a Líbia. Por que o Brasil se coloca ao lado das ditaduras contra as democracias? Cuba e Brasil foram os únicos países da América Latina que votaram pela suspensão.

Anti-semitismo em Israel
Sinagogas de B´nai Brak marcadas com suásticas? Túmulos depredados em Beit Shemesh? Um adolescente acossado por ser judeu a caminho da escola em Netivot? Todos estes fatos aconteceram em Israel. De acordo com a organização não-governamental Centro de Informação para Vítimas de Anti-semitismo em Israel, houve cerca de 500 incidentes deste tipo nos últimos três anos. "Os jornais em russo reportam uma história destas todas as semanas, e no mesmo período as delegacias de polícia no país registram pelo menos um caso de anti-semitismo` diz Zalman Gilichinsky, diretor do Centro de Informação. Algumas vítimas são imigrantes da ex-União Soviética que foram alvo de agressão por parte de anti-semitas pela primeira vez na vida. O ministro da Justiça, Yosef Lapid ordenou uma investigação sobre o assunto. (JTA)

Sharon e Bush
O primeiro ministro Ariel Sharon disse ao presidente Bush que Israel continuará a construir o muro de segurança na Cisjordânia, apesar dos EUA estarem preocupados que esta barreira possa travar o processo de paz no Oriente Médio. O prêmier israelense garantiu, no entanto, que isto terá um impacto mínimo no dia-a-dia dos palestinos, promessa que o presidente norte-americano considerou bem-vinda, embora acredite que o muro dificulte o estabelecimento da confiança mútua entre as partes envolvidas no conflito."Boas cercas fazem bons vizinhos", teria dito Sharon no encontro na Casa Branca, segundo informou um oficial. (Reuters)

Mapa antigo
O presidente americano, George W. Bush, presenteou o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, com um mapa da Terra Santa de 1678, que englobava em suas fronteiras a vários países como a Babilônia (hoje Iraque). Sharon agradeceu o presente brincando: Posso lhe assegurar, senhor presidente, que este mapa teria obtido, sem nenhum problema, a aprovação do meu governo.

O plano atômico do Irã
Ariel Sharon entregou ao presidente Bush documentos secretos sobre um suposto programa nuclear do Irã e sua possível ligação do Hezbolah com o Líbano e facções islâmicas da resistência palestina, segundo informou a imprensa israelense, citando fontes da comitiva de Sharon aos EUA. Os documentos mencionam o esforço do Irã para conseguir urânio enriquecido, e uma aparente referência a um novo míssil com alcance de 3.500 km, raio que inclui Israel, parte da Europa e bases os EUA no Oriente Médio. (Iton Gadol)

A Aliá dos judeus iraquianos
Seis dos 35 judeus remanescentes no Iraque fizeram aliá (imigração). Um avião fretado especialmente deixou Bagdá na última sexta-feira de julho chegando em Israel antes do Shabat. Todos têm idade avançada. A bordo estava também Rachel Zelon, vice-presidente da Sociedade Judaica de Ajuda aos Imigrantes (Hebrew Immigrant Aid Society - Hias) que coordenou esta operação juntamente com a Agência Judaica. De acordo com a Hias, uma mulher, a última judia da cidade de Basra, chorou quando lhe disseram que poderia ir para Israel. "Vocês são a resposta às minhas orações de muitos anos", afirmou a senhora. (Haaretz)

Judeus mortos por Saddam
Parentes dos judeus iraquianos mortos por Saddam Hussein solicitam que os restos mortaisdeles sejam enterrados em Israel. Muitos pereceram há décadas, acusados de supostas atividades sionistas. Para isto, os parentes das vítimas pediram ajuda ao Conselho Rabínico Ortodoxo dos EUA (RCA), em Nova York, conforme noticiado pelo Jerusalém Post. O presidente do RCA Rabbi Hershel Billet, disse que muitos destes familiares vivem emIsrael e que esperam que o novo regime iraquiano permita que esta expectativa se concretize.

Buscando a paz
Israelenses e palestinos operam em conjunto a nova rádio Voz da Paz, que começa a transmitir em 4 de novembro de seus estúdios em Betunia, perto de Ramallah (capital da Autoridade Palestina). O projeto nasce de um acordo entre o instituto árabe-judaico de Givat Haviva e o semanário palestino Jerusalem Times, e seu objetivo é mostrar que cidadãos dos dois povos podem trabalhar juntos, com metas comuns.

Americano liga Tríplice Fronteira ao terrorismo
O diplomata americano Steven Monblatt, secretário-executivo do Comitê Interamericano contra o Terrorismo da OEA (Organização dos Estados Americanos), declarou que a comunidade muçulmana da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) ajuda, mesmo que indiretamente, a financiar grupos terroristas islâmicos no Oriente Médio. A afirmação foi feita em Foz de Iguaçu, onde o ex-subsecretário anti-terrorismo do Departamento de Estado dos EUA na administração George Bush participou de encontro com líderes árabes locais. A comunidade árabe esperava que a presença do diplomata na região representasse um atestado de que a Tríplice Fronteira está fora da rota das atividades de grupos radicais do Oriente Médio. (Agência Estado)

Primeiros ataque após a hudna
Uma mulher de 39 anos e seus três filhos foram atingidos quando vários homens abriram fogo contra o carro em que estavam na noite domingo (3/8) na estrada do Monte Gilo, ao sul de Jerusalém. A mulher está internada em estado grave no Hospital Universitário Hadassa. Os dois filhos tiveram leves escoriações, e a menina de nove anos ferimentos moderados. Este foi o primeiro ataque na área de Belém, depois que a segurança passou para as mãos da Autoridade Palestina e que os grupos radicais palestinos declararam a hudna, ou seja uma trégua.As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo palestino extremista ligado ao movimento Fatah de Yasser Arafat, reivindicou o ataque.

A gafe diplomática de Suplicy
O senador Eduardo Suplicy cometeu uma gafe diplomática quando esteve em Israel na qualidade de presidente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso para participar de seminário de orientação sobre o conflito do Oriente Médio. Ao desembarcar, em Tel Aviv, ele não foi para o seminário para correu para Ramallah, encontrar-se com o "rais" Yasser Arafat. O governo israelense só tomou conhecimento do fato um dia após, pela imprensa brasileira e a considerou uma visita "pirata". Diante das queixas da Chancelaria israelense, Suplicy alegou que tinha uma carta do presidente Lula para entregar a Arafat e também uma para Sharon. Este se encontrava em Londres. De qualquer forma, Sharon não o receberia, pois todos sabem que qualquer autoridade estrangeira que se encontre com Arafat perde a possibilidade de ser recebido por representante oficial de Israel. (Aurora)


Edição N° 15 - Julho de 2003

Com informações das agências AP, Reuters, AFP,EFE e jornal Alef da internet
Por Yossi Groisseoign

:. Indenizações

Sobreviventes do Holocausto da Segunda Guerra Mundial, em 31 países, receberão US$ 15 milhões em ajuda, neste ano, de seguradoras alemãs. Serão dez pagamentos anuais. dinheiro deverá ser usado para pagar atendimento médico domiciliar e outros serviços para os sobreviventes do Holocausto. Do total distribuído neste ano, US$ 6 milhões irão para Israel e US$ 2,4 milhões para os Estados Unidos.

:. Ela foi ao paraíso

A Autoridade Palestina divulgou que evitou um ataque suicida. No relatório dizem que uma moça de 18 anos de idade deixou um bilhete de despedida para sua família dizendo estar a caminho um ataque suicida contra israelenses. A família chamou a polícia palestina que iniciou uma caçada de várias horas até encontrá-la no posto de fronteira de
Karni e prender a moça com o cinturão de explosivos dela. Pouco depois, a agência Reuters divulgou uma nota onde a polícia palestina soltou a coitadinha que não conseguiu se explodir e a mandou para casa.

:. Os “alvos militares”

Horas antes da entrada em vigor do “Road Map”, um atentado feriu mortalmente um motorista que dirigia seu carro na região de Jerusalém. Nele estava uma família de judeus norte-americanos da qual Tzvi Goldstein, 47 anos, pai do noivo, morreu e seu pais, idosos, com 73 anos foram gravemente feridos a bala. Mesmo ferido, Tzvi acelerou e conseguiu tirar o carro da zona de matança, salvando a vida de sua esposa e seus pais. Mas o tiro que tomou no peito foi fatal e cerca de 8 km depois Tzvi perdeu o controle do carro e capotou. Estavam a caminho do Holyland Hotel, onde além da festa do casamento, haveria a festa de 50 anos de casado de seus pais, e os 27 anos de seu próprio casamento. A emboscada covarde ocorreu perto de Ofra, ao norte de Ramallah. Os “heróis” da resistência do Hamas assumiram a autoria e disseram tratar-se de...alvos militares...

:. Quem apóia o Hamas?

Sabe quem apóia o Hamas? É o país da Igualdade, LIberdade e Fraternidade. Isso mesmo: a França. Ela se posicionou contra a União Européia quando esta quis colocar o Hamas na lista dos fora-da-lei e cortar a ajuda financeira; a França é palco dos mais violentos incidentes contra a comunidade judaica desde a década de 1930 com a perseguição na Alemanha Nazista. Nos últimos 3 anos, mais de 1.800 incidentes violentos foram registrados (desde espancamento e apedrejamento de judeus até incêndios criminosos de sinagogas que as queimaram até os alicerces); o governo francês diz que não existe anti-semitismo na França; a Meca-Cola, manobra para financiar indiretamente os grupos palestinos, ongs de apoio e anti-americanas, patrocinar manifestações anti-globalização, anti-americanas e contra a guerra no Iraque é produzida na França.

:. Palestinos anunciam “cessar-fogo”

A Fatah, organização liderada por Yasser Arafat anunciou sua adesão ao Road Map, que também foi declarada horas antes pelos grupos palestinos radicais Hamas e Jihad Islâmica. Só uma célula de um ramo da Fatah, as Brigadas dos Mártires da Al-Aksa, não aceitou o cessar-fogo e executaram um ataque no mesmo dia em que entrou em vigência, matando um trabalhador búlgaro. Além disso, foguetes continua sendo disparados e caindo em Israel. Ainda assim, Israel retirou suas tropas de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza e de Belém, dando novo impulso ao plano de paz, o chamado "mapa da estrada".
Apesar de saudarem a trégua anunciada pelos três movimentos palestinos, os EUA insistiram que o desmantelamento da infra-estrutura terrorista continua sendo necessário.
Nas declarações das três organizações responsáveis pelos atentados em Israel nenhuma palavra à eliminação do terrorismo ou mesmo de reconhecimento de Israel.

:. Aliah da Índia

Em 3 de junho foi realizada no Muro das Lamentações uma cerimônia religiosa especial pela chegada de 50 novos imigrantes que dizem ser Bnei Menashe, Filhos de Menashe, uma das 10 tribos perdidas. O grupo veio do Estado de Mizoram, na Índia. Atualmente a cerca de cinco mil integrantes deste grupo vivem como judeus no Nordeste da Índia. Com essa chegada dos novos olim (emigrantes) essa comunidade em Israel sobe para 750 pessoas.

:. Campeão europeu de judô

Arik Zeevi venceu o campeonato europeu de judô na categoria de 100 kg, derrotando o campeão holandês Elco van der Geest em 69 segundos de luta. A final aconteceu no dia 28 de maio em Weiseldorf, Alemanha.

:. Fechamento do consulado

A deputada Célia Leão, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e o vereador paulistano Gilberto Natalini, do PSDB, autor do projeto de lei estabelecendo laços de “cidades-irmãs” entre São Paulo e Tel Aviv, como forma de promover o intercâmbio no campo da saúde, da educação e da gestão dos recursos hídricos, manifestaram-se ao Ministério das Relações Exteriores de Israel contra o fechamento do consulado israelense em São Paulo. Além disso, dirigentes de entidades judaicas de todo o Brasil e abaixo-assinados percorrem as comunidades do País na tentativa de reverter a decisão do fechamento do consulado, considerado importante ponto de apoio pelos judeus brasileiros.

:. Sanções à BBC

O governo israelense anunciou ter cortado contatos com a rede de rádio e TV britânica BBC por causa do que qualificou de cobertura comparável à "propaganda nazista". A decisão foi tomada depois que um documentário da rede, intitulado "A Arma Secreta de Israel" e transmitido internacionalmente no fim de semana, acusou o país de armazenar secretamente armas químicas e nucleares. Israel considera que o documentário é o mais recente de uma série de programas da BBC que questionam o direito de Israel de existir.
A rede britânica respondeu que apoiava seu programa e lamentava qualquer resposta que imponha obstáculos a seu jornalismo. O Escritório de Imprensa, a Chancelaria e o escritório do primeiro-ministro Ariel Sharon não vão mais autorizar entrevistas exclusivas a jornalistas da BBC nem lhes oferecer serviços prestados a outros correspondentes estrangeiros. A rede britânica, entretanto, poderá continuar transmitindo de Israel e acompanhando entrevistas coletivas do governo.
E agora?

Israel saiu de Gaza e de Belé, deu autonomia aos palestinos, libertou em junho 70 presos e mais 300 na semana passada, excetoterroristas do Hamas e Jihad Islâmica. Abu Mazen foi convidado a visitar o Knesset pelo partido Shinui e, em contrapartida o que recebeu em troca? Os palestinos falam em hudna (a mídia traduz como trégua), a Jihad Islâmica quebra a “trégua” e realiza atentado em Tel Aviv e mata uma senhora de 65 anos, Arafat recebe US$ 30 milhões dos EUA e mais 10 milhões de euros da EU, Abu Mazen ameaça renunciar depois de criticado por Arafat e seu grupo Fatah. Enquanto não soltarem os terroristas do Jihad e Hamas a hudna persiste e o Irã realiza teste de mísseis e diz abertamente que é para atingir Israel. E agora? Alguém viu por a[í os pacifistas? Que tal uma manifestação na porta da casa do Arafat?

:. Pesquisas

O Instituto de Pesquisas Harry Truman para o Avanço da Paz, da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro Palestino de Pesquisas para Política publicaram os resultados de suas últimas pesquisas de opinião pública israelense e palestina, mostrando grande apoio à solução de Dois Estados para Dois Povos e ao Road Map. Israelenses e palestinos foram questionados sobre se haveria um reconhecimento mútuo: 52% dos palestinos concordaram e 46% discordaram da proposta, enquanto 65% dos israelenses concordaram e 33% discordaram. Entre os palestinos 56% querem o fim do incitamento contra Israel e 36% apóiam a prisão dos que conduzem ataques contra israelenses; 30% Entre os israelenses, 65% apóiam a retirada do exército de Israel para suas posições anteriores à Intifada e a transferência da segurança dessas áreas para a Autoridade Palestina; 54% apóia a reabertura de instituições palestinas em Jerusalém Oriental que foram fechadas; e 61% apóiam o desmantelamento de postos avançados de assentamentos.

:. É ou não é?

O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ainda estuda o pedido de extradição do governo paraguaio para Assad Ahmad Barakat, apontado por aquele país como líder do grupo xiita Hezbollah na Tríplice Fronteira. Libanês naturalizado paraguaio e residente em Foz do Iguaçu, Barakat é um embaraço ao Brasil. Na visita que fez em junho ao país, o primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, intercedeu por Barakat. E disse que o Hezbollah não é uma organização terrorista, mas um partido político, uma entidade religiosa e assistencialista. Mas não é a opinião do Departamento de Estado americano, que mantém o Hezbollah na lista das organizações terroristas. Para os EUA, Barakat é o caso mais concreto do envolvimento com terrorismo de membros da comunidade árabe da fronteira Brasil-Paraguai-Argentina. Barakat assume ter arrecadado dinheiro para entidades de assistência aos familiares de militantes mortos em ações do Hezbollah. Ou seja, além de partido político e entidade religiosa, promove “ações”. Que ações? Terroristas, evidentemente. As arrecadações teriam somado milhões de dólares por ano.

:. Museu judaico

Quando esteve em Curitiba, em junho, o rabino Simon Moguilevksy convocou a comunidade e incentivou as lideranças de Curitiba a preservar as lembranças das famílias judaicas num museu, nos moldes do existente em Buenos Aires. A idéia é que as famílias doem objetos cerimoniais e peças como candelabros, chanukiót, baixelas, toalhas de mesa toalhas que cobrem chalót trazidas da Europa, livros antigos, fotografias de época da família, passaportes etc. O Museu Judio de Buenos Aires “Dr. Salvador Kibrick” que pertence á Congregação Israelita Argentina existe desde 1967 e já tem inclusive um boletim quinzenal de notícias e funciona com voluntários sob o lema: “Museu é memória ou esquecimento — você escolhe”. Todos os visitantes, desde escolares, até universitário e pesquisadores recebem um folheto explicativo bilíngüe. Resta saber qual a escolha de Curitiba.