Brasil
decepciona, diz libanês
O presidente do partido oposicionista libanês “Bloco da Resistência”,
Carlos Eddé, disse que a oposição libanesa se sentiu "abandonada
pelo Brasil e está decepcionada com as posições adotadas
pelo país” frente à crise envolvendo as tropas sírias. "Existe
no Líbano uma sensação de abandono ou de decepção.
O Brasil se absteve de votar na Resolução 1559 (do Conselho de
Segurança da ONU), e isso quase impediu que ela passasse", disse.
A resolução 1559, de setembro de 2004, pede que todas as forças
estrangeiras deixem o Líbano. "Depois, houve a visita do Celso
Amorim no mês passado ao Líbano e à Síria. A gente
não entende por que uma visita para tratar de outros assuntos no meio
desta crise", concluiu o político libanês, que é filho
de uma brasileira e morou por quase 25 anos no Brasil. (BBC).
Preces por Vasconcellos
Na sexta-feira 25 de fevereiro, em sinagogas do Rio de Janeiro judeus oraram
pela libertação do brasileiro João José Vasconcellos
Jr., seqüestrado no Iraque. Em São Paulo, aconteceu o mesmo na
Congregação Israelita Paulista. Foi um ato de solidariedade
pela libertação do engenheiro que está em poder dos
captores desde 19 de janeiro. O rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato
da CIP, que conduziu o cabalat shabat explicou que os judeus brasileiros
se uniram aos brasileiros de todos os credos, nas preces pela libertação
de Vasconcellos. Estiveram presentes lideranças do Congresso Judaico
Mundial e do Latino-Americano, da Confederação Israelita do
Brasil e da B'nai B'rith do Brasil, entre outras. (Conib).
Á rabes compram mais de Israel
Dados da Associação das Indústrias de Israel indicam o
aumento de 48% das exportações israelenses para os países árabes
no ano de 2004, em relação a 2003. As exportações
para a Autoridade Nacional Palestina cresceram 9%. O aumento é explicado
principalmente pelos acordos comerciais que Israel mantém com o Egito
e com a Jordânia, incluindo as chamadas zonas industriais preferenciais.
(Câmara de Comércio Brasil-Israel).
Irmãs se reencontram após 61 anos
Duas irmãs sobreviventes do Holocausto e que viviam separadamente em
Israel se reencontraram depois de 61 anos com a ajuda do banco de dados do
Instituto Yad Vashem. Klara Blaier, de 81 anos, e Hannah Katz, de 78 anos,
mudaram-se para Israel em 1948, cada uma sem saber que a outra havia sobrevivido
ao extermínio nazista. A última vez que se viram foi na Hungria,
em 1944, pouco após terem sido enviadas por seus pais à antiga
Tchecoslováquia para morar com familiares. No dia 3 de março
a neta de Katz procurando informações sobre sua bisavó na
Internet, entrou no banco de dados e descobriu que Blaier, irmã de sua
avó, vivia a 130 km de distância, no norte de Israel. Ambas se
encontraram no dia seguinte. O banco de dados do Yad Vashem -- o Memorial do
Holocausto de Israel—possui informações sobre 3 milhões
de vítimas do Holocausto. Em 2004 os dados foram disponibilizados no
site www.yadvashem.org
Bush nomeia juiz judeu
O presidente norte-americano, George W. Bush, nomeou um juiz de religião
judaica para chefe do Departamento de Segurança Interna (Department
of Homeland Security). Trata-se de Michael Chertoff, de 51 anos, filho de um
rabino e judeu assumido — ele e sua esposa participam ativamente da comunidade
judaica — que até ser nomeado, foi juiz da Corte de Apelações
da Terceira Instância, na Filadelfia. Dirigiu a Divisão Criminal
do Departamento de Justiça entre 2001 e 2003 e participou na redação
da “Lei Patriótica” (US Patriot Act) antiterrorista. Ao
ser confirmado no cargo pelo Senado, Chertoff é o segundo judeu designado
a nível ministerial por Bush. O outro, Josh Bolten, está a frente
do Escritório de Administração e Orçamento (Office
of Management and Budget). (JTA).
Blair: prefeito de Londres deve desculpe-se
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o prefeito de Londres,
Ken Livingstone, deve desculpar-se por ter dito a um repórter judeu
que ele agia como guarda de um campo de concentração nazista. “Às
vezes os políticos ficam irritados com a imprensa, mas, nesse caso,
o prefeito deve pedir desculpas”, falou numa entrevista à TV.
O repórter Oliver Finegold, do jornal inglês Evening Standard,
abordou o prefeito na saída de um evento. Há anos o prefeito
tem atritos com o jornal. O prefeito disse: “Você se comporta como
um guarda de campo de concentração”. Associações
judaicas exigem a retratação do prefeito, mas este diz que não
a fará. O Conselho Municipal de Londres também pediu a retratação
e o Conselho de Conduta do Reino Unido pode suspender Livingstone e proibi-lo
de ocupar cargos públicos. (BBC).
Israel, população 6,8 milhões
O escritório Central de Estatísticas de Israel anunciou os novos
dados populacionais do país. Israel tinha no início de 2005 um
total de 6.862.000 habitantes, dos quais 76%, ou seja, 5.235.000 judeus, 20%
- 1.337.000 são árabes e o restante 4% - 290.000, são
ou cristãos ou olim e seus familiares, imigrantes recém-chegados
que não estão ainda registrados como judeus. Durante o ano de
2004 a população de Israel aumentou em 114.000 pessoas, o que
constitui um crescimento de 1,7%. (Boletim De todo um poco).
Memorial em Paris
O presidente francês, Jacques Chirac, inaugurou o “Memorial do
Holocausto” no bairro histórico de Marais (centro de Paris), com
5 mil metros quadrados. Na entrada foi erguido o “Muro dos Nomes”,
que traz gravada na pedra a identificação de 76 mil judeus deportados
da França entre 1942 e 1944. (L’Arche).
Alemanha proíbe sites neonazistas
Autoridades na Alemanha têm desde 2000 o direito de bloquear sites na
internet com conteúdo extremista. Numa decisão da Corte Administrativa
de Arnsberg em 17/12, a posição foi reafirmada e mesmo o caráter
internacional da Internet foi relegado ao poder dos estados alemães.
A corte de Arnsberg não deferiu o pedido de um provedor não identificado
da cidade de Hamm contra a Autoridade Estatal de Mídia da Alemanha,
no estado de Rhine Westphalia do Norte. O provedor tentava reverter medida
que impede provedores de dar acesso a servidores norte-americanos que hospedam
sites com conteúdo neonazista. Ainda pode haver apelação à Suprema
Corte em Münster.
Alemanha proíbe II
Desde que a mais alta corte civil da Alemanha determinou, no final de 2000,
que as medidas banindo sites com este tipo de material também poderiam
atingir páginas hospedadas em outros países, o combate ao extremismo
ganhou força. Em 2002, o Estado de Rhine Westphalia do Norte, o mais
populoso da Alemanha, entrou com pedido de banimento de sites que divulgam
informações neonazista, atingindo 76 provedores. Este é o único
estado do país que adotou tal medida. A associação da
Internet alemã classificou a decisão como censura de Estado.
(IDG Now!).
ONU condena anti-semitismo
Quebrando uma longa tradição, a Assembléia Geral das Nações
Unidas aprovou uma resolução condenado o anti-semitismo como
parte de uma resolução contra a intolerância religiosa.
Na decisão aprovada, apesar dos esforços contrários dos
países árabes, o Terceiro Comitê da Assembléia Geral
da ONU “reconhece com grande preocupação o aumento da intolerância
e da violência dirigida contra membros de várias comunidades religiosas
em diversas partes do mundo, incluindo casos motivados por islamofobia, anti-semitismo
e cristianofobia”. Para o embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman,
o fato representa uma ruptura histórica. (Jerusalém Post).
Para jordanianos Israel é democracia
Uma pesquisa realizada na Jordânia mostrou que seus cidadãos não
vêem o sistema político do país como muito democrático.
Solicitados a dar uma nota de zero a dez para o nível da democracia
em vários países, os jordanianos deram ao seu próprio,
nota cinco. Essa avaliação tem variado pouco nos últimos
anos, incluindo o período após a ascensão do rei Abdullah
II, em 1999. Os jordanianos consideram Iraque, Autoridade Palestina, Arábia
Saudita e Síria como não-democráticos. Já Egito
e Jordânia são vistos como parcialmente democráticos. Israel
e EUA são considerados democracias. A Jordânia é uma monarquia
constitucional e o primeiro-ministro é nomeado pelo rei. (Israel National
News).
Morre agente que capturou Eichman
O agente do serviço secreto de Israel — Mossad — que capturou
o coronel nazista Adolf Eichman na Argentina, Tzvika Maljin, morreu aos 77
anos num hospital de Nova York, segundo informou o jornal israelense Yediot
Aharonot. Eichman, pego pelo Mossad em Buenos Aires, foi o executor do plano
do líder nazista Adolf Hitler para o extermínio sistemático
dos judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Maljin, um
dos primeiros agentes do Mossad, foi quem golpeou Eichman e o arrastou até o
carro no qual foi levado a um apartamento de Buenos Aires, onde foi identificado
antes de ser anestesiado e colocado num avião que o transportou a Israel,
onde foi julgado em 1961 e condenado a morte. (Agência EFE).
Dez países árabes abrirão
embaixadas em Israel
Um relatório do Ministério do Exterior israelense revelou que
logo depois que o plano de desconexão seja colocado em prática
cerca de 10 países árabes deverão abrir embaixadas em
Israel e estabelecer relações completas. Afirmações
similares foram proferidas pelo ministro do Exterior, Silvam Shalom. Mas, ele
disse também que após esta fase a Autoridade Palestina irá requerer
que sejam realizadas conversações para um acordo definitivo,
no que seria apoiada pelos EUA e Europa. Já para Israel seria preferível
negociar primeiro um acordo intermediário. (Haaretz).
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