Edição N° 39
Ler
Edição N° 38
Ler
Edição N° 37
Ler
Edição N° 36
Ler
Edição N° 35
Ler
Edição N° 34
Ler
Edição N° 33

Brasil decepciona, diz libanês
O presidente do partido oposicionista libanês “Bloco da Resistência”, Carlos Eddé, disse que a oposição libanesa se sentiu "abandonada pelo Brasil e está decepcionada com as posições adotadas pelo país” frente à crise envolvendo as tropas sírias. "Existe no Líbano uma sensação de abandono ou de decepção. O Brasil se absteve de votar na Resolução 1559 (do Conselho de Segurança da ONU), e isso quase impediu que ela passasse", disse. A resolução 1559, de setembro de 2004, pede que todas as forças estrangeiras deixem o Líbano. "Depois, houve a visita do Celso Amorim no mês passado ao Líbano e à Síria. A gente não entende por que uma visita para tratar de outros assuntos no meio desta crise", concluiu o político libanês, que é filho de uma brasileira e morou por quase 25 anos no Brasil. (BBC).

Preces por Vasconcellos
Na sexta-feira 25 de fevereiro, em sinagogas do Rio de Janeiro judeus oraram pela libertação do brasileiro João José Vasconcellos Jr., seqüestrado no Iraque. Em São Paulo, aconteceu o mesmo na Congregação Israelita Paulista. Foi um ato de solidariedade pela libertação do engenheiro que está em poder dos captores desde 19 de janeiro. O rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da CIP, que conduziu o cabalat shabat explicou que os judeus brasileiros se uniram aos brasileiros de todos os credos, nas preces pela libertação de Vasconcellos. Estiveram presentes lideranças do Congresso Judaico Mundial e do Latino-Americano, da Confederação Israelita do Brasil e da B'nai B'rith do Brasil, entre outras. (Conib).

Á rabes compram mais de Israel
Dados da Associação das Indústrias de Israel indicam o aumento de 48% das exportações israelenses para os países árabes no ano de 2004, em relação a 2003. As exportações para a Autoridade Nacional Palestina cresceram 9%. O aumento é explicado principalmente pelos acordos comerciais que Israel mantém com o Egito e com a Jordânia, incluindo as chamadas zonas industriais preferenciais. (Câmara de Comércio Brasil-Israel).

Irmãs se reencontram após 61 anos
Duas irmãs sobreviventes do Holocausto e que viviam separadamente em Israel se reencontraram depois de 61 anos com a ajuda do banco de dados do Instituto Yad Vashem. Klara Blaier, de 81 anos, e Hannah Katz, de 78 anos, mudaram-se para Israel em 1948, cada uma sem saber que a outra havia sobrevivido ao extermínio nazista. A última vez que se viram foi na Hungria, em 1944, pouco após terem sido enviadas por seus pais à antiga Tchecoslováquia para morar com familiares. No dia 3 de março a neta de Katz procurando informações sobre sua bisavó na Internet, entrou no banco de dados e descobriu que Blaier, irmã de sua avó, vivia a 130 km de distância, no norte de Israel. Ambas se encontraram no dia seguinte. O banco de dados do Yad Vashem -- o Memorial do Holocausto de Israel—possui informações sobre 3 milhões de vítimas do Holocausto. Em 2004 os dados foram disponibilizados no site www.yadvashem.org

Bush nomeia juiz judeu
O presidente norte-americano, George W. Bush, nomeou um juiz de religião judaica para chefe do Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security). Trata-se de Michael Chertoff, de 51 anos, filho de um rabino e judeu assumido — ele e sua esposa participam ativamente da comunidade judaica — que até ser nomeado, foi juiz da Corte de Apelações da Terceira Instância, na Filadelfia. Dirigiu a Divisão Criminal do Departamento de Justiça entre 2001 e 2003 e participou na redação da “Lei Patriótica” (US Patriot Act) antiterrorista. Ao ser confirmado no cargo pelo Senado, Chertoff é o segundo judeu designado a nível ministerial por Bush. O outro, Josh Bolten, está a frente do Escritório de Administração e Orçamento (Office of Management and Budget). (JTA).

Blair: prefeito de Londres deve desculpe-se
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o prefeito de Londres, Ken Livingstone, deve desculpar-se por ter dito a um repórter judeu que ele agia como guarda de um campo de concentração nazista. “Às vezes os políticos ficam irritados com a imprensa, mas, nesse caso, o prefeito deve pedir desculpas”, falou numa entrevista à TV. O repórter Oliver Finegold, do jornal inglês Evening Standard, abordou o prefeito na saída de um evento. Há anos o prefeito tem atritos com o jornal. O prefeito disse: “Você se comporta como um guarda de campo de concentração”. Associações judaicas exigem a retratação do prefeito, mas este diz que não a fará. O Conselho Municipal de Londres também pediu a retratação e o Conselho de Conduta do Reino Unido pode suspender Livingstone e proibi-lo de ocupar cargos públicos. (BBC).

Israel, população 6,8 milhões
O escritório Central de Estatísticas de Israel anunciou os novos dados populacionais do país. Israel tinha no início de 2005 um total de 6.862.000 habitantes, dos quais 76%, ou seja, 5.235.000 judeus, 20% - 1.337.000 são árabes e o restante 4% - 290.000, são ou cristãos ou olim e seus familiares, imigrantes recém-chegados que não estão ainda registrados como judeus. Durante o ano de 2004 a população de Israel aumentou em 114.000 pessoas, o que constitui um crescimento de 1,7%. (Boletim De todo um poco).

Memorial em Paris
O presidente francês, Jacques Chirac, inaugurou o “Memorial do Holocausto” no bairro histórico de Marais (centro de Paris), com 5 mil metros quadrados. Na entrada foi erguido o “Muro dos Nomes”, que traz gravada na pedra a identificação de 76 mil judeus deportados da França entre 1942 e 1944. (L’Arche).

Alemanha proíbe sites neonazistas
Autoridades na Alemanha têm desde 2000 o direito de bloquear sites na internet com conteúdo extremista. Numa decisão da Corte Administrativa de Arnsberg em 17/12, a posição foi reafirmada e mesmo o caráter internacional da Internet foi relegado ao poder dos estados alemães. A corte de Arnsberg não deferiu o pedido de um provedor não identificado da cidade de Hamm contra a Autoridade Estatal de Mídia da Alemanha, no estado de Rhine Westphalia do Norte. O provedor tentava reverter medida que impede provedores de dar acesso a servidores norte-americanos que hospedam sites com conteúdo neonazista. Ainda pode haver apelação à Suprema Corte em Münster.

Alemanha proíbe II
Desde que a mais alta corte civil da Alemanha determinou, no final de 2000, que as medidas banindo sites com este tipo de material também poderiam atingir páginas hospedadas em outros países, o combate ao extremismo ganhou força. Em 2002, o Estado de Rhine Westphalia do Norte, o mais populoso da Alemanha, entrou com pedido de banimento de sites que divulgam informações neonazista, atingindo 76 provedores. Este é o único estado do país que adotou tal medida. A associação da Internet alemã classificou a decisão como censura de Estado. (IDG Now!).

ONU condena anti-semitismo
Quebrando uma longa tradição, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução condenado o anti-semitismo como parte de uma resolução contra a intolerância religiosa. Na decisão aprovada, apesar dos esforços contrários dos países árabes, o Terceiro Comitê da Assembléia Geral da ONU “reconhece com grande preocupação o aumento da intolerância e da violência dirigida contra membros de várias comunidades religiosas em diversas partes do mundo, incluindo casos motivados por islamofobia, anti-semitismo e cristianofobia”. Para o embaixador de Israel na ONU, Dan Gillerman, o fato representa uma ruptura histórica. (Jerusalém Post).

Para jordanianos Israel é democracia
Uma pesquisa realizada na Jordânia mostrou que seus cidadãos não vêem o sistema político do país como muito democrático. Solicitados a dar uma nota de zero a dez para o nível da democracia em vários países, os jordanianos deram ao seu próprio, nota cinco. Essa avaliação tem variado pouco nos últimos anos, incluindo o período após a ascensão do rei Abdullah II, em 1999. Os jordanianos consideram Iraque, Autoridade Palestina, Arábia Saudita e Síria como não-democráticos. Já Egito e Jordânia são vistos como parcialmente democráticos. Israel e EUA são considerados democracias. A Jordânia é uma monarquia constitucional e o primeiro-ministro é nomeado pelo rei. (Israel National News).

Morre agente que capturou Eichman
O agente do serviço secreto de Israel — Mossad — que capturou o coronel nazista Adolf Eichman na Argentina, Tzvika Maljin, morreu aos 77 anos num hospital de Nova York, segundo informou o jornal israelense Yediot Aharonot. Eichman, pego pelo Mossad em Buenos Aires, foi o executor do plano do líder nazista Adolf Hitler para o extermínio sistemático dos judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Maljin, um dos primeiros agentes do Mossad, foi quem golpeou Eichman e o arrastou até o carro no qual foi levado a um apartamento de Buenos Aires, onde foi identificado antes de ser anestesiado e colocado num avião que o transportou a Israel, onde foi julgado em 1961 e condenado a morte. (Agência EFE).

Dez países árabes abrirão embaixadas em Israel
Um relatório do Ministério do Exterior israelense revelou que logo depois que o plano de desconexão seja colocado em prática cerca de 10 países árabes deverão abrir embaixadas em Israel e estabelecer relações completas. Afirmações similares foram proferidas pelo ministro do Exterior, Silvam Shalom. Mas, ele disse também que após esta fase a Autoridade Palestina irá requerer que sejam realizadas conversações para um acordo definitivo, no que seria apoiada pelos EUA e Europa. Já para Israel seria preferível negociar primeiro um acordo intermediário. (Haaretz).


 
Ver anteriores