Iom
HaShoá ou Dia da Memória ao Heroísmo
e ao Holocausto, é um adição
relativamente recente no Calendário Judaico.
Suas formas de observância ainda estão
evoluindo de várias maneiras distintas
e pouca padronização sobre a melhorar
maneira de marcar esta data. Em Israel, Iom HaShoá é um
feriado oficial. Na Diáspora, cada vez
mais judeus passam a observar este dia, como
forma de aprofundar seus conhecimentos e sua
conexão com esta tragédia.
Em Israel Iom HaShoá começa no fim da tarde, conforme o Calendário
Judaico. Por toda Israel, todos os lugares de entretenimento e diversão
permanecem fechados, exceto os que promovem atividades especiais relacionadas
ao Holocausto. No fim da tarde, sirenes são soadas por todo o país,
e todos param por dois minutos de silêncio para reflexão.
O Yad Vashem, o Museu e a organização nacional para pesquisa e
educação sobre o Holocausto promovem diversos programas a cada
ano. Geralmente, as escolas oferecem atividades especiais para seus alunos, sempre
sobre temas relativos ao Holocausto.
As cerimônias usualmente incluem atos de acendimento de velas em memória
aos mortos, e palestras com sobreviventes. Algumas vezes, rezas também
são recitadas em memória aos falecidos, além de poemas,
textos e outras obras de vítimas do Holocausto são expostas. Freqüentemente
os nomes de vítimas são lidos em voz alta, além de informações
sobre as várias comunidades judaicas destruídas durante o Holocausto.
O Yad Vashem possui projetos internacionais para cadastrar e homenagear todas
as vítimas do Holocausto.
Na Diáspora
Fora de Israel, o Holocausto se tornou mais divulgado e conhecido tanto para
judeus quanto para não-judeus, através da publicação
de centenas de livros, museus e memoriais, e também através de
filmes e séries de televisão. Com a ênfase da importância
da lembrança da tragédia, cada vez mais pessoas aproveitam esta
data como momento de reflexão e aprendizado sobre o Holocausto. Muitas
comunidades judaicas organizam suas próprias cerimônias.
Para aqueles que não têm a oportunidade de participar de alguma
cerimônia comunitária, Iom HaShoá pode ser uma data para
introspecção pessoal, para o acendimento de velas, para rezas memoriais,
e para aprender a história do Holocausto.
Além de lembrar as vítimas do Holocausto podemos também
pensar em como fortalecer a vida e a comunidade judaica. O objetivo de Hitler
foi o de eliminar a vida judaica do planeta, e não devemos dar-lhe uma
vitória póstuma.
O Arco de Tito, em Roma, comemora destruição da nação
judaica e sua conquista pelos romanos. Hoje, os antigos romanos desapareceram
da face da Terra. Devemos lutar para que quando os sobreviventes do Holocausto
não estiverem mais entre nós para lembrar-nos do que passaram,
o povo judeu continue a lembrá-los com dignidade e continue fazendo seu
papel na história.
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