Michael Moore, o diretor do filme Fahrenheit 11 de setembro, vê com
muita má vontade Israel e sempre que pode adota uma postura anti-semita
em relação aos judeus norte-americanos e aos israelenses.
Embora o polêmico filme não trate da questão, porque
a película se destina a tentar embaçar a imagem do presidente
Bush com o objetivo de tirar dele votos nas próximas eleições
presidenciais norte-americanas, Moore não esconde sua posição
arbitrária de só ver direitos dos palestinos à terra
de Israel.
Vejam, por exemplo, as citações do livro de Michael Moore, "Dude
Where's My Country?" [Cara, onde está o meu País?} (Warner
Books, 2003) a respeito do apoio dos Estados Unidos a Israel:
* Moore dedicou seu livro "Dude Where's My Country?" para Rachel
Corrie, uma voluntária do Movimento de Solidariedade Internacional
que foi morta em 16 de março quando ela resolveu impedir que uma
retroescavadeira que destruía túneis usados por terroristas
palestinos para contrabandear armas ilegalmente do Egito para Gaza, escalando
a pá-carregadeira.
* "Claro que muitas crianças israelenses também morrem
nas mãos dos palestinos. Você poderia pensar que isso faria
com que todo israelense quisesse destruir o mundo árabe, mas o israelense
médio não teria essa reação. Por quê?
Porque em seus corações, sabem eles que estão errados,
e eles sabem que eles estariam fazendo o que os palestinos estão
fazendo se a sandália estivesse no outro pé”.
* Ei, aqui está um modo de parar com os homens-bomba suicidas — dê aos
palestinos um monte de helicópteros com mísseis Apache e
deixe-os, e os israelenses, baterem as cabeças um contra o outro.
Quatro bilhões dólares por ano para Israel — quatro
bilhões dólares por ano para os palestinos — eles podem
explodir uns aos outros e deixar o resto de nós fora desse inferno".
* "Agora eu não estou falando sobre seus anti-semitas comuns.
Não, eu estou falando sobre uma noção percebida que
nós os americanos estamos apoiando Israel em sua opressão
do povo palestino. Agora, de onde aqueles árabes propuseram uma
idéia como aquela? Talvez tenha sido quando uma criança palestina
olhou para cima e viu um helicóptero Apache americano lançando
um míssil no quarto de sua irmã bebê pouco antes dela
explodir em cem pedaços".
Atitudes registradas pela imprensa
- Em 1987, Moore foi homenageado pelo Comitê Antidiscriminação Árabe-americano
por seus “esforços corajosos no jornalismo." (ADC Times,
janeiro de 1990, página 4).
- Em 1990, falando ante o Comitê Antidiscriminação Árabe-americano,
Moore anunciou que ele se recusava a participar da exibição
de seu filme, "Roger e eu" que estava sendo organizada em Jerusalém.
A citação dizia que ele não estaria presente até que
Israel deixasse de ocupar a Margem Ocidental e Gaza. (Arab American News,
1990).
- Moore participou e falou, em 5 de junho de 1990, numa manifestação
de protesto pelo prosseguimento da ocupação israelense na
embaixada israelense em Washington D.C. (Washington Report on Middle East
Affairs, julho, 2001).
- Em outubro de 2003 Moore foi homenageado pelo Muslim American Public
Affairs Council (MPAC), o Conselho Muçulmano para Assuntos Públicos
(nos EEUA) com o prêmio de mídia. (www.mpac.org) - Em seu
livro “Stupid White Men and Other Sorry Excuses for the State of
the Nation” [não sabemos se o livro foi editado em português,
mas o título seria algo como: “Homens Brancos Estúpidos
e Outras Desculpas Miseráveis para o Estado da Nação",
Moore propôs que o Congresso [norte-americano] desse a Israel 30
dias de prazo “para acabar com o massacre que acontece em seu nome,
e se Israel não fizesse isso, os financiamentos para Israel deveriam
ser cortados”. Ele também observou que, “enquanto
o terrorismo individual é ruim, um estado patrocinando o terrorismo é verdadeiramente
maléfico”. Moore ainda propôs que “aos palestinos
seja dado o reconhecimento de seu Estado e que receba ajuda econômica
em dobro da que Israel recebe dos Estados Unidos”.
- "Em Liverpool, [Moore] fez um intervalo para contemplar os epicentros
da maldade no mundo moderno: ‘É tudo parte da mesma bola
de cera, certo? As companhias de petróleo, Israel, Halliburton".
(David Brooks, no New York Times, 26 de junho de 2004).
- Recentemente Moore não fez nenhum comentário quando indagado
sobre os rumores de que membros do Hezbollah estavam envolvidos na distribuição
do filme Fahrenheit 9/11. (http://www.moorewatch.com).
- Moore tentou impedir que o filme Fahrenheit 9/11 fosse exibido em Israel.
(New Yorker Magazine, 16 de fevereiro de 2004).
- Moore declarou: "De qualquer modo, o apoio que Bush e os Republicanos
fingem dar a Israel é porque Israel está próximo
nosso petróleo. Se o óleo não estivesse lá,
aposto que esses mesmos Republicanos não iriam [cuidar] de Israel”.
(The Los Angeles Times, 22 de junho de 2004).