O jornalista Clóvis Rossi, um dos principais articulistas
do jornal Folha de S. Paulo é o responsável por
erros que vem insistindo em manter, apesar de já ter sido
contatado para corrigi-los. O assunto não é recente
e tampouco constitui novidade para aqueles que têm a saudável
mania de acompanhar a mídia e perceber os erros que esta
comete. Na verdade é um assunto que se arrasta há mais
de seis anos sem que haja a devida correção.
Os erros básicos foram causados pela falta de uma pesquisa
correta durante a elaboração de um artigo, aceitando
o autor do texto, os primeiros dados que lhe caíram nas
mãos como sendo verdadeiros. Trata-se de "Criação
de Israel faz a Palestina explodir", artigo que o membro
do conselho editor da Folha de S. Paulo, Clóvis Rossi,
assinou em 23 de abril de 1998, naquele mesmo jornal.
Apenas nos quatro primeiros parágrafos do artigo, a quantidade
de erros históricos e numéricos, aliados a uma
indisfarçável intenção em colocar
Israel como o "vilão da História" fazem
do artigo uma peça exemplar de desinformação
jornalística. E o que é pior: apoiado por um dos
grandes jornais do País. O fato está sendo agora
denunciado pelo site “De Olho na Mídia”, (www.deolhonamidia.com.br).
O artigo de Clóvis Rossi está também na
Folhaonline, Arquivos da Folha, sobre os 50 anos de Israel, de
28 de abril de 1998. Ele simplesmente multiplicou por quatro
o tamanho do Estado de Israel, registrando 89 mil quilômetros
quadrados, no lugar dos corretos 20.700 km2.
O médico mineiro Marx Golgher, há anos tenta mostrar
ao jornalista e ao ombudsman da Folha os erros cometidos, solicitando
retificação, sem sucesso algum. Mas ao invés
de corrigir imediatamente o engano, como deve fazer todo profissional
de imprensa, Rossi preferiu romper relações com
o médico em meio a insultos. Não obstante, Golgher
continua sua luta pela correção, por parte da Folha
de S. Paulo, da grotesca inflação do território
israelense.
Onde Clovis Rossi conseguiu tamanho absurdo territorial para
o pequeno Estado judeu, se os mais elementares livros de geografia,
os mais simples mapas indicam ser quatro vezes menor do que ele
registra em seu artigo? O tempo se encarregou de esclarecer:
os 89 mil km2 de Israel são itens da propaganda árabe
radical, fartamente sustentada por gordas verbas dos petrodólares,
que encontrou pleno apoio de certos autores de “esquerda”. É o
dado clássico utilizado para quem quer mostrar o “expansionismo” (?!)
israelense. Não é apenas Clovis Rossi, que diz
isso. Em pleno século 21, está também em
livros didáticos como na “História Moderna
e Contemporânea” de Alceu Pazzianato, 14ª edição,
2002. Na página 350 desse livro está registrado
que Israel tem 89 mil km2, mas duas páginas adiante (pág.
352) o mapa de Israel mostra ter 20.700 km2...
O jornalista deve ter esquecido que Israel devolveu o deserto
do Sinai ao Egito em 1982, depois do acordo de paz, retornando
em 1998, às suas fronteiras com 20.700 km2. Os 89 mil
km2 incluíam a península de Sinai devolvida há 22
anos, mas a fraude é mantida pela máquina de propaganda
islamítica radical, e endossada cegamente por professores
e jornalistas militantes da esquerda.
Dessa forma, milhões de alunos do ensino médio
no Brasil, aprendem num dos livros didáticos mais utilizados
no País, assim como milhões de leitores de um dos
maiores jornais brasileiros passam a acreditar que os números
falsos são os verdadeiros. É uma orquestração
para enganar os brasileiros, induzindo-os a erros grosseiros,
com o intuito de arrebanhá-los para causas políticas,
tais como apoiar condenações a Israel.