Os judeus e os israelenses aspiram e trabalham por um mundo
melhor. Contudo, mesmo Israel sendo uma ilha de liberdade e democracia
no Oriente Médio, nem sempre esse ideal tem sido compreendido
aqui no Brasil e no mundo. Essa incompreensão muitas vezes é causada
por desconhecimento ou falta de informação, mas às
vezes, também por puro ódio irracional.
Mitos, mentiras e estereótipos a respeito dos judeus e
de Israel fazem parte do nosso cotidiano. Para onde nos viramos,
lá está a desinformação, as acusações
monstruosas, a manipulação da mídia, a tergiversação
da linguagem e, em conseqüência, o anti-semitismo
e as agressões criminosas. Nos últimos tempos não
têm dado um só minuto de sossego às comunidades
judaicas. Dir-se-ia que parece até existir uma espécie
de conluio entre racistas e aqueles que se auto-intitulam anti-sionistas,
mas que em nada diferem dos primeiros.
Na madrugada de 11 de outubro, a Sociedade Israelita Beth Jacob
de Campinas, São Paulo, foi alvo de pichações
como ‘morte aos judeus’ (em inglês) e suásticas.
A área atingida, a fachada da sinagoga, fica na parte
interna do prédio, protegida por uma grade.
Em setembro, uma bandeira com uma suástica e inscrições
em inglês com os dizeres ‘morte aos judeus’ e ‘Viva
o Terceiro Reich’ foi encontrada amarrada à grade
da sinagoga de Erechim, no Rio Grande do Sul. Pichações
anti-semitas ocorrem esporadicamente naquele Estado, mas é a
primeira vez que uma bandeira é utilizada. Em agosto,
o Cemitério Israelita da Água Verde, em Curitiba,
também foi atacado com pichações nazistas
e suásticas foram pichadas em paredes do bairro Cabral.
Por que isso acontece? A resposta a essa pergunta é intrincada
e tem múltiplas fontes. Livros e livros explicam cada
um desses fatores e o espaço aqui seria insuficiente para
tal. Mas sem dúvida alguma, um dos vetores condicionantes é a
repulsiva reprodução, na grande e na pequena mídia,
da enganosa e virulenta propaganda árabe anti-semita que
corre o mundo nas asas dos abundantes petrodólares, que
há mais de 56 anos poderiam — mas não são — ser
utilizados em benefício da saúde, da cultura, da
educação e da infra-estrutura das áreas
palestinas. Ao invés disso, são despejados para
financiar ataques terroristas aos israelenses e campanhas anti-semitas
em todos os continentes.
Dois exemplos desse veneno instilado na imprensa aconteceram
recentemente em Curitiba. No final de setembro, o professor e
economista Omar Nasser Filho, escreveu um artigo de opinião
no semanário Curitiba Metrópole, comparando a cerca
de segurança de Israel ao extinto Muro de Berlim, cognominado “Muro
da vergonha”. Foi mero pretexto para atacar Israel e igualar
o sionismo ao racismo. E no dia 15 de outubro, no Caderno Jovem
Fun, do maior jornal de Curitiba, a Gazeta do Povo, Ricardo Sabbag,
que assina o espaço “Calúnia Social”,
com o animus abutendi indaga porque não é considerado
crime de guerra a atual ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Ambos tiveram respostas às suas objurgações
que de fato são caluniosas. Nem de longe citaram as razões
da cerca ou da ofensiva. Nos últimos 4 anos, houve 1.017
assassinatos com atentados a suicidas a bomba, 5.598 feridos
e mutilados, 13.370 ataques a tiros e 460 foguetes Kassam, que
por sinal, mataram duas crianças pequenas em Sderot.
O fato é que não podemos e não devemos deixar
que este tipo de violência anti-semita se instale no Brasil.
Precisamos estar sempre alertas e lembrar que o preço
da liberdade é a eterna vigilância.
A Redação