Visão Judaica - Edição N° 29
:. Sem um só minuto de sossego .:

Os judeus e os israelenses aspiram e trabalham por um mundo melhor. Contudo, mesmo Israel sendo uma ilha de liberdade e democracia no Oriente Médio, nem sempre esse ideal tem sido compreendido aqui no Brasil e no mundo. Essa incompreensão muitas vezes é causada por desconhecimento ou falta de informação, mas às vezes, também por puro ódio irracional.
Mitos, mentiras e estereótipos a respeito dos judeus e de Israel fazem parte do nosso cotidiano. Para onde nos viramos, lá está a desinformação, as acusações monstruosas, a manipulação da mídia, a tergiversação da linguagem e, em conseqüência, o anti-semitismo e as agressões criminosas. Nos últimos tempos não têm dado um só minuto de sossego às comunidades judaicas. Dir-se-ia que parece até existir uma espécie de conluio entre racistas e aqueles que se auto-intitulam anti-sionistas, mas que em nada diferem dos primeiros.
Na madrugada de 11 de outubro, a Sociedade Israelita Beth Jacob de Campinas, São Paulo, foi alvo de pichações como ‘morte aos judeus’ (em inglês) e suásticas. A área atingida, a fachada da sinagoga, fica na parte interna do prédio, protegida por uma grade.
Em setembro, uma bandeira com uma suástica e inscrições em inglês com os dizeres ‘morte aos judeus’ e ‘Viva o Terceiro Reich’ foi encontrada amarrada à grade da sinagoga de Erechim, no Rio Grande do Sul. Pichações anti-semitas ocorrem esporadicamente naquele Estado, mas é a primeira vez que uma bandeira é utilizada. Em agosto, o Cemitério Israelita da Água Verde, em Curitiba, também foi atacado com pichações nazistas e suásticas foram pichadas em paredes do bairro Cabral.
Por que isso acontece? A resposta a essa pergunta é intrincada e tem múltiplas fontes. Livros e livros explicam cada um desses fatores e o espaço aqui seria insuficiente para tal. Mas sem dúvida alguma, um dos vetores condicionantes é a repulsiva reprodução, na grande e na pequena mídia, da enganosa e virulenta propaganda árabe anti-semita que corre o mundo nas asas dos abundantes petrodólares, que há mais de 56 anos poderiam — mas não são — ser utilizados em benefício da saúde, da cultura, da educação e da infra-estrutura das áreas palestinas. Ao invés disso, são despejados para financiar ataques terroristas aos israelenses e campanhas anti-semitas em todos os continentes.
Dois exemplos desse veneno instilado na imprensa aconteceram recentemente em Curitiba. No final de setembro, o professor e economista Omar Nasser Filho, escreveu um artigo de opinião no semanário Curitiba Metrópole, comparando a cerca de segurança de Israel ao extinto Muro de Berlim, cognominado “Muro da vergonha”. Foi mero pretexto para atacar Israel e igualar o sionismo ao racismo. E no dia 15 de outubro, no Caderno Jovem Fun, do maior jornal de Curitiba, a Gazeta do Povo, Ricardo Sabbag, que assina o espaço “Calúnia Social”, com o animus abutendi indaga porque não é considerado crime de guerra a atual ofensiva israelense na Faixa de Gaza.
Ambos tiveram respostas às suas objurgações que de fato são caluniosas. Nem de longe citaram as razões da cerca ou da ofensiva. Nos últimos 4 anos, houve 1.017 assassinatos com atentados a suicidas a bomba, 5.598 feridos e mutilados, 13.370 ataques a tiros e 460 foguetes Kassam, que por sinal, mataram duas crianças pequenas em Sderot.
O fato é que não podemos e não devemos deixar que este tipo de violência anti-semita se instale no Brasil. Precisamos estar sempre alertas e lembrar que o preço da liberdade é a eterna vigilância.
A Redação

 

 

 


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