Por: Yossi Groisseoign
Irving pega três anos de prisão
Ao rejeitar um recurso judicial a Suprema Corte da Áustria condenou o revisionista britânico David Irving a três anos de prisão, por ter negado o Holocausto contra o povo judeu, confirmando a sentença que lhe fora imposta em fevereiro deste ano por um tribunal regional de Viena. A duração da pena, entretanto, pode ser revisada numa nova reunião do tribunal regional de Viena, que seria realizada dentro de dois meses.
Durante seu julgamento, o “historiador” Irving, de 67 anos, se declarou culpado pelo crime previsto no código penal austríaco como "negacionismo", ou seja, a negação do Holocausto e dos crimes nazistas contra a humanidade, que lhe deram popularidade nos círculos revisionistas de extrema direita. (Agência Estado).
Por que foi condenado?
A condenação se baseia em dois discursos públicos de Irving na Áustria, realizados em 1989, nos quais negou a existência das câmaras de gás no antigo campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Além disso, alegou que a "Noite dos Cristais", primeira grande perseguição violenta contra os judeus da Alemanha e da Áustria, em 1938, não foi feita pelos nazistas. Irving foi detido durante uma operação policial em uma estrada no sul da Áustria, em novembro do ano passado, e está em uma prisão de Viena desde então. (Agência Estado).
A tragédia do Holocausto
"A tragédia do Holocausto é um fato histórico triste e irrefutável. Devemos aceitar o fato e ensinar às crianças sobre o que aconteceu na 2ª Guerra Mundial para garantir que nunca se repita". A frase foi pronunciada por Kofi Annan, secretário-geral da ONU, dia 3/9 no Irã, para observar que o Holocausto é um "fato histórico inegável". O discurso foi logo depois de encontro que manteve com o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, que tem provocado polêmica ao contestar o massacre de 6 milhões de judeus. Annan também condenou uma exposição de caricaturas em Teerã sobre o Holocausto, promovida por um jornal iraniano em retaliação à publicação de charges do profeta muçulmano Maomé em jornais da Europa. (Reuters).
Registro para judeus expulsos de países árabes
Há mais de cinqüenta anos, cerca de um milhão de judeus foram obrigados a sair dos países árabes. Agora, os refugiados judeus e seus descendentes podem se registrar on line em um processo para receber reparações pelo sofrimento e pelas perdas. O programa de registro on line foi lançado pela Justice for Jews from Arab Countries (JJAC), como parte de uma Campanha de Direito e Reparações Internacionais, que será lançada em novembro de 2006. Mais de 40 entidades judaicas de todo mundo se uniram para o lançamento desta iniciativa, entre elas a Confederação Israelita do Brasil. Também é possível registrar as narrativas de familiares através do site www.justiceforjews.com. (JJAC).
Menem sofre nova acusação
Um ex-chefe dos serviços secretos da Argentina comprometeu Carlos Menem num processo que averigua as irregularidades nas investigações do atentado contra a associação judaica Amia, em 1994, ao dizer que o ex-presidente teria dado dinheiro para incriminar policiais pelo ataque. Hugo Anzorreguy, ex-chefe da Secretaria de Inteligência do Estado (Side), disse ter dado US$ 400 mil ao juiz responsável pelo caso, Juan José Galeano, que teria entregue o valor ao vendedor de automóveis Carlos Telleldín para que incriminasse policiais. "Não tinha outra opção a não ser entregar o dinheiro por três razões: a Side era um organismo colaborador da Justiça pelas leis de inteligência que regulamentavam o dever de colaboração, por disposição do juiz e pela decisão do então presidente", declarou Anzorreguy, em referência a Menem. O ataque terrorista contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 18 de julho de 1994 causou a morte de 85 pessoas e deixou mais de 200 feridas. (Agência Efe)
Menem II
Anzorreguy é acusado de peculato (desvio de dinheiro público) no processo e 22 pessoas, entre elas Telleldín e vários ex-policiais acusados de cumplicidade no atentado foram absolvidos por falta de provas em setembro de 2004. O ex-juiz Galeano, que ficou responsável pelo caso por quase uma década, foi destituído do cargo em 2005 por mau desempenho das suas funções durante a investigação. O atentado contra a Amia foi o segundo ataque terrorista contra alvos judaicos na Argentina, depois do atentado contra a Embaixada de Israel, em Buenos Aires, cometido em 17 de março de 1992 e que deixou 29 mortos. Os dois ataques foram atribuídos a organizações terroristas islâmicas, mas em nenhum dos dois casos as investigações conseguiram prender os responsáveis. (Agência Efe).
Novo embaixador do Brasil em Israel
Pedro Motta Pinto Coelho é o novo embaixador do Brasil em Israel, em substituição a Sérgio Eduardo Moreira Lima, que ocupou o cargo desde 2002. Ministro de Primeira Classe da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, Motta Pinto ocupará, cumulativamente, a função de embaixador no Chipre. Ele foi diretor-geral do Departamento de África e Oriente Próximo em 2001 e 2003, ministro-conselheiro da Embaixada em Buenos Aires em 1994; e cônsul-geral em Lisboa em 1999, além de chefiar delegações brasileiras em reuniões internacionais na área de Comércio Internacional, Meio Ambiente e outros setores. Já recebeu a Ordem do Mérito Aeronáutico, Ordem de San Martin, grau oficial; Ordem do Libertador S. Bolivar, comendador; e Ordem do Mérito de Defesa, grande-oficial. (Intercâmbio – Câmara Brasil –Israel de Comércio e Indústria).
Espanha emite selo sobre Israel
Para marcar o 20º aniversário das relações entre Espanha e Israel os correios espanhóis emitiram um selo comemorativo multicolor, com tiragem de 600 mil exemplares e valor facial de 0,78 centavos de Euro. As relações diplomáticas regulares foram estabelecidas entre os dois países em 1986. O selo estampa as fotografias de um capitel do século XIII que se encontra no Museu de Mallorca, remetendo ao período medieval e à Espanha judaica, e a fachada do Santuário do Livro, em Jerusalém. (Correos de España).
Mulher assume presidência da Suprema Corte
A juíza Dorit Beinisch é a primeira mulher a ocupar a presidência da Suprema Corte de Israel. Ela tem 64 anos, duas filhas e nasceu em Tel-Aviv. Completou seu serviço militar, chegando ao posto de primeiro-tenente, e fez mestrado pela Universidade Hebraica. Começou sua carreira trabalhando no escritório do Promotor Público em 1970, e foi indicada promotora pública em 1989. Em 1995, foi eleita juíza da Suprema Corte. (Jornal Alef).
Irã acusa o Papa de conspirar
"As declarações do papa Bento 16 sobre o islã e a violência são parte de uma cruzada EUA-Israel contra os muçulmanos", declarou Ali Khamenei, líder supremo e autoridade máxima do Irã. "Líderes dos arrogantes imperialistas já definiram as ligações da cruzada neste projeto EUA-Sionista com os ataques ao Iraque", disse Khamenei em discurso transmitido pela TV estatal. "O problema das caricaturas ofensivas e os discursos de alguns políticos sobre o islã são partes diferentes na conspiração dos cruzados e o discurso do Papa é a última parte nisto", acrescentou. O porta-voz do governo iraniano, Gholam-Hoeein Elham, afirmou que a explicação de Bento 16 após s declarações sobre o islã não foram suficientes. “Ele tem que dizer claramente que o que disse foi um erro e corrigir as declarações", acrescentou. (France Presse).
Wiesel pede a expulsão do Irã da ONU
O Prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel propôs em 17 de setembro que o Irã seja expulso da Organização das Nações Unidas (ONU). "Comecei uma campanha pela expulsão do Irã da ONU e pela qualificação de seu presidente como persona non grata em todo o mundo (...) porque ele ameaça destruir um Estado-membro". Recentemente, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou que queria que Israel "sumisse do mapa" e chamou o Holocausto nazista de mito. Wiesel, que sobreviveu aos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Buchenwald durante a 2ª Guerra Mundial, foi agraciado com o "Prêmio Nobel da Paz" em 1986. (Jornal Alef).
Prêmio Raoul Wallenberg a Colina
A Fundação Internacional Raoul Wallenberg concedeu o Prêmio Raoul Wallenberg 2006 a Jesús Colina, editor da Agência Internacional Católica de Notícias Zenith “pelo
mérito e a excelência do trabalho informativo colocado a serviço do diálogo interconfessional e à reconciliação”. O prêmio foi entregue na Cidade do Vaticano, em 2/9. O prêmio foi instituído com o objeto de distinguir as pessoas que por suas ações e por seu trabalho o mereçam e foi entregue pela primeira vez em 2000. Raoul Wallenberg é um o herói que salvou 100.000 pessoas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi capturado por tropas soviéticas e não mais foi visto. (FIRW).
Julgamento de três terroristas do Hezbolá
Três libaneses da organização terrorista Hezbolá presos por Israel tiveram seus julgamentos iniciados em setembro, no tribunal do distrito da cidade de Nazaré. São acusados de assassinato, tentativa de assassinato e participação em organização terroristas. Um deles, Hussein Suleiman, de 22 anos, especialista em foguetes antitanque, treinado no Irã, foi acusado de participar na operação comandada pelo Hezbolá que, em 12 de julho, matou oito soldados israelenses na fronteira, e seqüestrou os militares Eitan Regev e Ehud Goldwasser, os quais ainda estão em poder da organização. O segundo é Abed el Hamid Srur, de 20 anos, e o terceiro é Maher Kurani, de 30 anos, também treinado no Irã para a luta contra carros blindados e a empunhar armas antiaéreas. A operação do Hezbolá contra dois carros de uma patrulha israelense junto à fronteira entre os dois países desencadeou a reação de Israel diante da agressão que sofreu. Durante a guerra contra o Hezbolá, o norte de Israel e sua população civil foram bombardeados por cerca de 4.000 mísseis fornecidos pelo Irã, e disparados do território libanês. (Videversus).
Mais prêmio Nobel
O vencedor do Prêmio Nobel de Química deste ano, Roger Kornberg é um professor associado da Universidade Hebraica de Jerusalém. Judeu norte-americano, ele teve reconhecida sua pesquisa sobre como os genes são copiados. A universidade congratulou Roger Kornberg por sua vitória. Ele é professor de biologia estrutural da Universidade de Stanford e associado ao departamento de biologia da Universidade Hebraica. “Estamos orgulhos do professor Kornberg, que esteve trabalhando conosco por vários anos”, disse o presidente da Universidade Hebraica, Menachem Magidor. O pai do premiado, Arthur Kornberg, em 1959 ganhou o Prêmio Nobel de Medicina. Outro judeu, o israelense Amos Oz, está sendo cotado para o prêmio Nobel de Literatura. (Agências).
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