Feira Internacional de Artesanato em Jerusalém
Por:Eva Sonnenreich e Markin Tuder *

Após uma interrupção de três anos devido à Intifada e às condições de segurança, este ano voltou a realizar-se no local denominado “As Piscinas do Sultão”, aos pés da Torre de Davi, em Jerusalém, a Feira Internacional de Artesanato. A feira estende-se por 10 dias úteis e este ano realizou-se do dia 17 ao dia 28 de agosto.

A feira já é tradicional no calendário de eventos em Jerusalém e em toda Israel. Houve um certo receio, este ano, pelo fato de ela ter-se realizado em dias dramáticos para a sociedade israelense. No entanto, pode-se afirmar que o evento foi coroado do maior sucesso, em todos os sentidos. A parte técnica e organizacional foi a melhor que poderia se esperar dentro das condições impostas pelo local. A segurança, o fluxo dos visitantes, os serviços básicos, funcionaram sem problemas. Apresentações artísticas diárias ocorreram nos vários palcos, espalhados por toda a área da feira. No palco principal, todas as noites, havia a apresentação de um expoente da música israelense. Em outro palco, apresentações corridas para crianças, e em palcos menores, a apresentação de folclore de países que enviaram grupos representativos de sua cultura e tradição. Mais de 70 mil pessoas compraram ingressos, prova do interesse e da atração que a feira despertou.

Ao lado das dezenas de artesãos israelenses, que apresentaram suas obras do mais variado tipo, estilo e materiais, em ala separada, exibiram-se quase vinte países de quatro continentes (a Oceania não teve representante). Foram apresentados trabalhos de artesanato dos mais variados, desde bijuterias da mais delicada até mobília da mais maciça, cerâmica delicada e colorida, utensílios diversos, redes de dormir, objetos variados de vidro, metal, madeira, tapeçaria e pinturas, instrumentos musicais, e uma longa lista ainda de obras artesanais.

O Brasil, como um dos mais antigos e visitados expositores, apresentou-se condignamente também neste ano. Foram apresentadas obras artesanais de diversas partes do Brasil. Cerâmica marajoara de Belém do Pará e objetos da Amazônia, obras artesanais de Estados do Nordeste como Ceará, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, artesanato de Minas Gerais e do Paraná. A apresentação brasileira foi muito elogiada e muito visitada. O estande do Brasil revelou ao público um aspecto diferente, desconhecido, da cultura e tradição brasileiras, ressaltando a grande criatividade e imaginação do artesão dos diversos Estados do Brasil. Este ano, recebemos o incentivo do Embaixador do Brasil em Israel, Sua Excelência Senhor Sérgio Moreira Lima, que pôs à nossa disposição material de divulgação do Brasil, que foi distribuído durante os dias da feira.

Este ano, a decisão sobre a realização da feira foi tomada tardiamente, deixando tempo escasso para a devida preparação. Entretanto, já começamos os nossos contatos para a participação mais ampla na feira do ano de 2006.

* Eva Sonnenreich e Markin Tuder são expositores, representantes do artesanato do Brasil e residem em Israel.