Visão Judaica - Edição N° 18
:. Visão Panorâmica.:

Por: Yossi Groisseoign

Morte do garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos, garoto brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10, por uma explosão, mostra como é possível distorcer a opinião pública quando o assunto é Israel. Tanto faz ser a poderosa central de jornalismo da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista Hora do Povo, ou o partido no poder - o PT, que a desinformatzia é a mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela morte e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto ao publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa da criança era "um foguete Katiusha, do mesmo tipo normalmente utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias do norte de Israel". Uma investigação da Missão Interina da ONU - quem diria, a ONU - no Sul do Líbano (Unifil) constatou que o foguete era um Katiusha. Como se sabe, Israel não usa velhos Katiushas que não têm um mínimo de precisão em matéria de pontaria.

Garoto brasileiro II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah, que vive lançando projéteis contra residências israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG), secretário executivo de relações internacionais do partido é uma peça esdrúxula. Após manifestar consternação pela morte do garoto diz: "Há uma escalada do mal radical na região, alimentada pela irracionalidade da luta política e pela incapacidade das Nações Unidas corrigir os rumos que produziram o Estado de Israel, mas não criaram o Estado Palestino e as zonas desmilitarizadas historicamente acordadas desde o final da Segunda Guerra Mundial". Ou seja, por vias tortas, culpa também Israel. Já o Itamaraty também divulgou nota no dia 10/10, lamentando a morte da criança, mas foi mais decente. Disse que ela foi morta vítima dos conflitos na fronteira do Líbano com Israel, "atingida por um míssil que teria sido disparado de território libanês em direção a Israel". Deixou no condicional.

Argentina legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar o principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo Triunfo (PNT). O partido informa que já conseguiu as quatro mil assinaturas necessárias para sua oficialização, fato que não recebeu contestações. Tal como Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é chamado de führer (líder). Biondini é também responsável por um provedor de Internet que abriga na Argentina uma série de sites de cunho neonazista, difundindo mensagens anti-semitas e racistas. Calcula-se na Argentina que o PNT teria de 4 mil a 5 mil simpatizantes. O próprio site partido faz intensa propaganda contra o sionismo e os imigrantes, além de comemorar cada 20 de abril o aniversário de Hitler. Durante a 2ª Guerra Mundial o partido nazista argentino contou com 60 mil simpatizantes, que realizavam constantes manifestações pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina transformou-se no refúgio de milhares de criminosos de guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália, Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas colaboraram com o governo do general Juan Domingo Perón, especialmente no know-how de tortura de opositores políticos.

Neonazistas nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista 'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos às eleições em 2004 numa tentativa de promover o desenvolvimento político da organização. "Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a porta-voz Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade de Santiago. O partido fundado em 1999 e seus membros usam símbolos nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa de ganhar reconhecimento como partido político, veio depois que o presidente chileno Ricardo Largos vetou a realização de uma conferência internacional do movimento em abril de 2001.

Renúncia confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também renunciou ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei disse que pretende deixar o cargo em três semanas, afastando ainda mais as esperanças de se reviver o plano de paz conhecido por "Mapa da Estrada". A tensão entre Arafat e Korei reflete as divergências sobre a quantidade de controle que Arafat, presidente da Autoridade Palestina, quer manter sobre as Forças Armadas palestinas, assim como sobre procedimentos e questões pessoais. As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo. Arafat é quem devia renunciar, pois seu mandato de presidente eleito (indiretamente, por um congresso de representantes), terminou formalmente em 1996.

Lendas e mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de jornalistas do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas - cujo objetivo é liquidar com Israel - é financiado e subsidiado pelos Estados Unidos e por Israel para matar seus próprios cidadãos em atentados suicidas a bomba; ou de "Caros Amigos", que publicou artigo de Georges Bourdokan afirmando que Israel foi fundado pelos nazistas alemães, temos novidades. A mais nova dessas lendas é do jornal Los Angeles Times: Submarinos israelenses teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal, autoridades israelenses admitiram ter armazenado mísseis de cruzeiro Harpoon americanos, armados com ogivas nucleares. Só que o ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh, em entrevista à Rádio do Exército israelense disse que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá ser armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".

Colonos israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus a penas de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir uma escola para meninas árabes em Jerusalém Oriental. Dois deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos em abril de 2002 quando iam deixar um trailer carregado de explosivos perto da escola e de um hospital adjacente. Eles foram condenados a 15 anos de prisão; um terceiro extremista, Yarden Morag, que os ajudou no planejamento, pegou 12 anos.

Irã corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres o ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte das investigações do atentado contra a AMIA - União Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos e centenas de feridos. Há dois meses o Irã colocou em suas licitações de compra a proibição para os produtos argentinos. O Irã também acusou o 'sionismo internacional' de tentar 'impressionar e manipular' o governo de Nestor Kirchner para gerar uma ruptura em suas relações com a Argentina. Foi uma reação direta aos discursos dos dirigentes da comunidade judaica na solenidade do 9º aniversário do atentado a Amia.

Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça a extradição dos torturadores argentinos da ditadura de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación, Efraim Zaddof, representante em Israel da Associação de Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate aconteceu quando foi entregue um relatório sobre os desaparecidos e sobre o empenho da embaixada neste período, elaborado por uma comissão especial criada há dois anos, no próprio Parlamento. O relatório inclui o testemunho de familiares e vítimas de tortura que se encontram hoje na Argentina e em Israel. Entre as recomendações está a de abrir os túmulos de todas as pessoas não identificadas, que pereceram nas mãos dos militares naquele período.

A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será executada: a sentença de morte por lapidação (enterrada até o pescoço, seria apedrejada) foi suspensa depois que o tribunal de apelação islâmico de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu de adultério em função da forte campanha da Anistia Internacional, instituições judaicas de direitos humanos e grupos de discussão na internet. Amina tinha sido condenada pela lei muçulmana que determina a morte para mulheres que mantenham relações sexuais fora do casamento. Estuprada, ela engravidou. Haverá, entretanto, novo julgamento.

Solto, terrorista mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa, que resultou em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado no início do Ano Novo judaico à colônia judaica israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas, inclusive um bebê. Os disparos foram efetuados por um homem de 22 anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul da cidade de Hebron, na Cisjordânia. Hamedan saíra da prisão há três meses, após cumprir pena de 14 meses, na libertação de presos como gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo de paz conhecido como Mapa da Estrada.

Israel na comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito junto a uma Comissão da Assembléia Geral da ONU. Tal Becker foi eleito por consenso para ser um dos três vice-presidentes da Comissão de Assuntos Legais. Entre as questões tratadas nesta comissão insere-se a discussão do terrorismo internacional, imunidade nas cortes criminais internacionais e clonagem. 'Considero que este é um importante passo rumo à aceitação de Israel como membro efetivo e igual aos demais países dentro da ONU', disse Becker, afirmando que 'a ONU não diz respeito apenas ao conflito árabe-israelense'.

Regime nazista matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos no Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás, drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria, Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

Bandeira de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções Internacional de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel tremulando entre as dos principais participantes do evento anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Dubai que deseja estabelecer-se como um centro financeiro líder do Golfo Pérsico, permitiu a participação da delegação israelense, embora os Emirados Árabes Unidos não reconheçam o Estado de Israel. No entanto, o ministro israelense das Finanças, Benjamin Netanyahu, alegando razões de segurança, não quis participar do encontro, o que contrariou muitos homens de negócios, que acreditam que o país perdeu uma oportunidade de apresentar o seu ponto de vista ao mundo árabe. Já a imprensa árabe reclamou que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade Palestina é convidada apenas como observadora.

Mostrando o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi, disse que seu povo tem o direito da luta armada contra os israelenses por qualquer meio. Representante palestino na reunião da Organização da Conferência Islâmica, Kaddoumi disse que exortará os 56 outros países membros a cortarem ligações econômicas e políticas com Israel por causa da repressão aos palestinos. Alguém ainda acredita que os atuais dirigentes palestinos desejam realmente a paz?

Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e politicamente mais qualificados", disse o presidente Lula a grupo de estudantes brasileiros com os quais se encontrou durante sua recente visita a Fidel Castro, em setembro. Afora o fato de ter que ouvir isso ser uma humilhação para o povo brasileiro que ajudou a elegê-lo presidente, Cuba é o país que tem mais jornalistas presos no mundo. São cerca de 30, todos eles encarcerados por crime de opinião. Além deles há um cidadão brasileiro preso em Havana há nove meses, sem uma acusação formal. Há seis meses, três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de fazer oposição ao regime. Os estudantes vão mesmo voltar mais qualificados?

 

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