Por: Dalton Catunda Rocha*
Todos os dias, a
mídia mostra quase o mesmo de Israel. Um tiroteio na faixa
de Gaza. Depois jogam umas bombas na Síria. A base de Yasser
Arafat é colocada sob cerco. Outro homem-bomba ou mulher-bomba
se explode em alguma rua de Israel. Quantas vezes não vimos
isto?
Muitos então devem até se perguntar, se o preço
do sionismo não foi e é uma guerra sem fim. Figuras
famosas mesmo dos EUA, não raro exigem de Israel mais moderação
com os islâmicos. Numa incrível e notória
farsa transformam vítima em culpado e vice-versa. E a opinião
pública mundial vai sendo convencida pela mídia,
que Israel é mesmo culpado. Que Israel é assassino
de islâmicos, Israel é um obstáculo à
paz, etc...
A analogia que se deve fazer das mortes no eterno conflito islâmico-israelense
é aquela entre a aviação comercial e os demais
meios de transporte. Todos os dias, mais de dois milhões
de pessoas viajam por aviões. É tão raro
que algumas delas morram, que qualquer acidente aéreo comercial,
mesmo que nos confins da Conchinchina será, de imediato
noticiado no mundo inteiro. Mesmo que nenhum brasileiro tenha
sequer falado com qualquer das vítimas deste acidente,
todos os jornais brasileiros importantes darão a notícia
e na primeira página.
Na verdade, como toda pessoa consciente bem sabe, corretamente,
a aviação comercial salva vidas, pois caso estas
pessoas que viajam de avião usassem outros meios de transporte,
o número de mortos seria muito maior. Além de ser
mais seguro, aviões são mais rápidos e dependendo
da distância até pode ser mais barato voar. Os transatlânticos
desapareceram do Atlântico, depois que seus usuários
viram que voar era mais rápido, mais barato e mais seguro.
Daí que aviões comerciais são uma fonte de
benefícios e segurança. Aviões comerciais
salvam vidas, não as abreviam. O preço que se paga
com este ou aquele acidente é pequeno, pois sem aviões
comerciais muito mais pessoas morreriam enquanto viajassem por
outros meios.
Assim como a aviação é uma forma de salvar
vidas humanas, apesar de alguns poucos acidentes, Israel é
uma forma de trazer paz e segurança ao mundo. Assim como
no caso da aviação, o que parece para alguns desavisados
um absurdo é uma realidade indiscutível. Sim, Israel
é uma fonte de paz.
A mídia sempre destaca as mortes de hoje. Alguns se enganam
e pensam que foi a criação de Israel, o início
do conflito entre judeus e islâmicos. Não é
verdade. No início do Islamismo, Maomé mandava os
islâmicos rezarem em direção à Jerusalém.
Tão logo Maomé passou a mandar escravizar e matar
judeus, ele afirmou ter recebido uma revelação divina,
declarando que dali em diante, os islâmicos rezariam prostrados
para Meca e não para Jerusalém. Por sinal isto segue
até hoje. Quem afirma ser coisa recente, o conflito entre
islâmicos e judeus mente.
A criação de Israel ocorreu mais de 1.200 anos após
os primeiros conflitos entre islâmicos e judeus.
Uma outra lenda em que muitos acreditam é aquela que afirma
ser a posse de Jerusalém pelo estado de Israel o verdadeiro
problema. Uma lenda. Quando Maomé mandou massacrar os judeus,
em Jerusalém não podiam viver judeus, sob pena de
morte. Jerusalém vivia então, sob o domínio
do Império Bizantino, não sob uma suposta ocupação
israelense. E nem por isto as relações entre judeus
e islâmicos era melhor, com Maomé vivo do que é
hoje.
A tola idéia de ser a ocupação israelense
de Gaza e Cisjordânia, a causa dos conflitos e combates
é outra imbecilidade. Até 1967 estas regiões
viviam sob controle respectivamente do Egito e da Jordânia.
Nem por isto qualquer país árabe reconhecia Israel
então. Nem por isto, os atentados de terroristas islâmicos
a Israel eram menores que hoje. Nem por isto, multidões
iradas de islâmicos deixavam de urrar "Morte a Israel!",
"Morte a todos os judeus!" ou coisas do mesmo nível.
A causa do conflito entre islâmicos e judeus não
se deve às fronteiras de Israel serem diferentes daquelas
de 1966. Israel é vítima e não culpado pelo
conflito com fanáticos, que insistem em querer que o mundo
viva no século VII.
Uma lenda muito divulgada é aquela que diz ser Israel o
maior foco do conflito entre islâmicos e o resto do mundo.
De fato, Israel tem os holofotes da mídia, mas esta esquece
que islâmicos estão em guerra com russos pela Chechênia,
com indianos pela Cachemira, com africanos pelo sul do Chade,
etc. No próprio mundo de língua portuguesa, Timor
Leste foi invadido por um ditador islâmico, começando
uma ocupação que duraria muitos anos e custaria,
o genocídio de quase um terço da população
não islâmica daquele indefeso país.
Quando um míssil de Israel mata o mais vil dos terroristas
islâmicos, toda a mídia noticia. Duvido que a mídia
dê a mínima para a escravização em
massa de negros por islâmicos no Sudão. Procurar
um jornal importante publicando que os islâmicos massacram
muito mais gente que qualquer outra religião é uma
tarefa inútil no Brasil.
Religiões à parte, os islâmicos são
os maiores assassinos deles mesmos. Em Bangladesh morrem centenas
de milhares de islâmicos todos os anos, por falta de água
tratada. Nem um milésimo das mortes de islâmicos
no mundo, se devem ao conflito entre árabes e judeus. Ainda
assim, a mídia nem sugere a permanência de milhares
de mortes de islâmicos por tifo, malária, cólera
e febre amarela. Apenas a segunda doença mata mais de mil
vezes mais islâmicos, que todas as Forças Armadas
de Israel juntas e todos os anos. Israel não é a
causa das guerras entre islâmicos. Elas seriam muito maiores
se Israel não existisse.
Israel é uma fonte de paz, pois graças a este pequeno
estado, o mundo viu a derrota ou o início dela, de ditadores
islâmicos que queriam dominar o mundo. Um exemplo já
esquecido foi o ditador do Egito, Gamal A. Nasser. Este finado
ditador exigia o domínio do mundo islâmico e a destruição
de Israel. Ele quebrou a cara, numa guerra que durou apenas seis
dias e transformou a montanha de armas, doada pela então
URSS em um monte de sucatas.
Mais recentemente o então ditador iraquiano Saddam Hussein
meteu-se a usar a bilionária receita dos petrodólares
de seu país, em um programa atômico. Tinha tal psicopata,
a meta de ter um arsenal atômico e dominar o Oriente Médio
e seu petróleo, sendo assim um líder de uma potência
global. Evidentemente que seus torturadores filhos seriam seus
únicos prováveis sucessores, quando ele morresse,
sendo o estuprador filho, seu mais provável sucessor. Este
pesadelo foi duramente atingido em 1981, quando Israel destruiu
o reator de Osirak. Embora só este ano a ameaça
de um Saddam atômico tivesse sido eliminada em definitivo,
ainda assim, graças a Israel iniciamos a ficarmos livres
de ver um psicopata anti-semita, nos ameaçar com armas
atômicas. O caso do reator de Saddam é a maior prova,
de que Israel é uma fonte de paz.
Na verdade, qualquer ditador ou aiatolá com planos malignos
terá que levar em conta a existência de Israel. Antes
de mais nada, os ditadores malignos da região pensam em
Israel. Tem que ser assim, pois eles temem quebrar a cara.
O aiatolá que governa o Irã pensa em desenvolver
seu arsenal atômico. Ele não teme matar mulheres
por elas traírem seus maridos. Ele não teme matar
algum cristâo, que ouse ensinar cristianismo a um islâmico.
Ele não teme matar quem publique coisas não aprovadas
por mulás e aiatolás. No entanto, todo aiatolá
teme que Israel transforme em sucata, seu projeto atômico.
Ao lado dos imensos benefícios que Israel tem trazido aos
judeus que o habitam, Israel tem trazido imensos benefícios
também aos outros povos do mundo. Não falo dos progressos
na Agronomia, Aviação, Física, Medicina,
Química, Engenharia. Falo também que Israel traz
paz, apesar de alguns tiroteios ocasionais, assim como o avião
traz segurança, mesmo com alguns acidentes.
Os benefícios que Israel tem trazido ao mundo, desde sua
criação são inúmeros, mas a paz é
o maior deles. Graças a Israel, toda a vez que um fanático
mulá disser que o melhor é vivermos no século
VII, ele será desmentido pelo alto padrão de vida
de Israel, ao lado da miséria reinante no mundo islâmico.
Toda vez que um tirano quiser dominar a região, ele terá
que pensar no pequeno estado de Israel.
Israel não é um obstáculo à paz no
Oriente Médio, mas sua única base forte. Este minúsculo
país estará sempre nos pensamentos de psicopatas,
que querem escravizar o mundo. Eles mandarão seus bajuladores
na mídia sempre exigirem, que Israel faça isto ou
aquilo. Eles mandarão que seus mulás façam
estas ou aquelas manifestações com queima de bandeiras
de Israel. Enquanto Israel existir, estes pretendentes a Imperador
do Mundo terão um obstáculo, a levar em conta. E
este obstáculo se chama Israel. Enfim, longe ser um problema
para o mundo, Israel é uma fonte de paz.
* Dalton Catunda Rocha é engenheiro agrônomo desempregado.
E-mail: dalton@fortalnet.com.br