Visão Judaica - Edição N° 18
:. Israel é uma fonte de paz .:


Por: Dalton Catunda Rocha*

Todos os dias, a mídia mostra quase o mesmo de Israel. Um tiroteio na faixa de Gaza. Depois jogam umas bombas na Síria. A base de Yasser Arafat é colocada sob cerco. Outro homem-bomba ou mulher-bomba se explode em alguma rua de Israel. Quantas vezes não vimos isto?
Muitos então devem até se perguntar, se o preço do sionismo não foi e é uma guerra sem fim. Figuras famosas mesmo dos EUA, não raro exigem de Israel mais moderação com os islâmicos. Numa incrível e notória farsa transformam vítima em culpado e vice-versa. E a opinião pública mundial vai sendo convencida pela mídia, que Israel é mesmo culpado. Que Israel é assassino de islâmicos, Israel é um obstáculo à paz, etc...
A analogia que se deve fazer das mortes no eterno conflito islâmico-israelense é aquela entre a aviação comercial e os demais meios de transporte. Todos os dias, mais de dois milhões de pessoas viajam por aviões. É tão raro que algumas delas morram, que qualquer acidente aéreo comercial, mesmo que nos confins da Conchinchina será, de imediato noticiado no mundo inteiro. Mesmo que nenhum brasileiro tenha sequer falado com qualquer das vítimas deste acidente, todos os jornais brasileiros importantes darão a notícia e na primeira página.
Na verdade, como toda pessoa consciente bem sabe, corretamente, a aviação comercial salva vidas, pois caso estas pessoas que viajam de avião usassem outros meios de transporte, o número de mortos seria muito maior. Além de ser mais seguro, aviões são mais rápidos e dependendo da distância até pode ser mais barato voar. Os transatlânticos desapareceram do Atlântico, depois que seus usuários viram que voar era mais rápido, mais barato e mais seguro. Daí que aviões comerciais são uma fonte de benefícios e segurança. Aviões comerciais salvam vidas, não as abreviam. O preço que se paga com este ou aquele acidente é pequeno, pois sem aviões comerciais muito mais pessoas morreriam enquanto viajassem por outros meios.
Assim como a aviação é uma forma de salvar vidas humanas, apesar de alguns poucos acidentes, Israel é uma forma de trazer paz e segurança ao mundo. Assim como no caso da aviação, o que parece para alguns desavisados um absurdo é uma realidade indiscutível. Sim, Israel é uma fonte de paz.
A mídia sempre destaca as mortes de hoje. Alguns se enganam e pensam que foi a criação de Israel, o início do conflito entre judeus e islâmicos. Não é verdade. No início do Islamismo, Maomé mandava os islâmicos rezarem em direção à Jerusalém. Tão logo Maomé passou a mandar escravizar e matar judeus, ele afirmou ter recebido uma revelação divina, declarando que dali em diante, os islâmicos rezariam prostrados para Meca e não para Jerusalém. Por sinal isto segue até hoje. Quem afirma ser coisa recente, o conflito entre islâmicos e judeus mente.
A criação de Israel ocorreu mais de 1.200 anos após os primeiros conflitos entre islâmicos e judeus.
Uma outra lenda em que muitos acreditam é aquela que afirma ser a posse de Jerusalém pelo estado de Israel o verdadeiro problema. Uma lenda. Quando Maomé mandou massacrar os judeus, em Jerusalém não podiam viver judeus, sob pena de morte. Jerusalém vivia então, sob o domínio do Império Bizantino, não sob uma suposta ocupação israelense. E nem por isto as relações entre judeus e islâmicos era melhor, com Maomé vivo do que é hoje.
A tola idéia de ser a ocupação israelense de Gaza e Cisjordânia, a causa dos conflitos e combates é outra imbecilidade. Até 1967 estas regiões viviam sob controle respectivamente do Egito e da Jordânia. Nem por isto qualquer país árabe reconhecia Israel então. Nem por isto, os atentados de terroristas islâmicos a Israel eram menores que hoje. Nem por isto, multidões iradas de islâmicos deixavam de urrar "Morte a Israel!", "Morte a todos os judeus!" ou coisas do mesmo nível.
A causa do conflito entre islâmicos e judeus não se deve às fronteiras de Israel serem diferentes daquelas de 1966. Israel é vítima e não culpado pelo conflito com fanáticos, que insistem em querer que o mundo viva no século VII.
Uma lenda muito divulgada é aquela que diz ser Israel o maior foco do conflito entre islâmicos e o resto do mundo. De fato, Israel tem os holofotes da mídia, mas esta esquece que islâmicos estão em guerra com russos pela Chechênia, com indianos pela Cachemira, com africanos pelo sul do Chade, etc. No próprio mundo de língua portuguesa, Timor Leste foi invadido por um ditador islâmico, começando uma ocupação que duraria muitos anos e custaria, o genocídio de quase um terço da população não islâmica daquele indefeso país.
Quando um míssil de Israel mata o mais vil dos terroristas islâmicos, toda a mídia noticia. Duvido que a mídia dê a mínima para a escravização em massa de negros por islâmicos no Sudão. Procurar um jornal importante publicando que os islâmicos massacram muito mais gente que qualquer outra religião é uma tarefa inútil no Brasil.
Religiões à parte, os islâmicos são os maiores assassinos deles mesmos. Em Bangladesh morrem centenas de milhares de islâmicos todos os anos, por falta de água tratada. Nem um milésimo das mortes de islâmicos no mundo, se devem ao conflito entre árabes e judeus. Ainda assim, a mídia nem sugere a permanência de milhares de mortes de islâmicos por tifo, malária, cólera e febre amarela. Apenas a segunda doença mata mais de mil vezes mais islâmicos, que todas as Forças Armadas de Israel juntas e todos os anos. Israel não é a causa das guerras entre islâmicos. Elas seriam muito maiores se Israel não existisse.
Israel é uma fonte de paz, pois graças a este pequeno estado, o mundo viu a derrota ou o início dela, de ditadores islâmicos que queriam dominar o mundo. Um exemplo já esquecido foi o ditador do Egito, Gamal A. Nasser. Este finado ditador exigia o domínio do mundo islâmico e a destruição de Israel. Ele quebrou a cara, numa guerra que durou apenas seis dias e transformou a montanha de armas, doada pela então URSS em um monte de sucatas.
Mais recentemente o então ditador iraquiano Saddam Hussein meteu-se a usar a bilionária receita dos petrodólares de seu país, em um programa atômico. Tinha tal psicopata, a meta de ter um arsenal atômico e dominar o Oriente Médio e seu petróleo, sendo assim um líder de uma potência global. Evidentemente que seus torturadores filhos seriam seus únicos prováveis sucessores, quando ele morresse, sendo o estuprador filho, seu mais provável sucessor. Este pesadelo foi duramente atingido em 1981, quando Israel destruiu o reator de Osirak. Embora só este ano a ameaça de um Saddam atômico tivesse sido eliminada em definitivo, ainda assim, graças a Israel iniciamos a ficarmos livres de ver um psicopata anti-semita, nos ameaçar com armas atômicas. O caso do reator de Saddam é a maior prova, de que Israel é uma fonte de paz.
Na verdade, qualquer ditador ou aiatolá com planos malignos terá que levar em conta a existência de Israel. Antes de mais nada, os ditadores malignos da região pensam em Israel. Tem que ser assim, pois eles temem quebrar a cara.
O aiatolá que governa o Irã pensa em desenvolver seu arsenal atômico. Ele não teme matar mulheres por elas traírem seus maridos. Ele não teme matar algum cristâo, que ouse ensinar cristianismo a um islâmico. Ele não teme matar quem publique coisas não aprovadas por mulás e aiatolás. No entanto, todo aiatolá teme que Israel transforme em sucata, seu projeto atômico.
Ao lado dos imensos benefícios que Israel tem trazido aos judeus que o habitam, Israel tem trazido imensos benefícios também aos outros povos do mundo. Não falo dos progressos na Agronomia, Aviação, Física, Medicina, Química, Engenharia. Falo também que Israel traz paz, apesar de alguns tiroteios ocasionais, assim como o avião traz segurança, mesmo com alguns acidentes.
Os benefícios que Israel tem trazido ao mundo, desde sua criação são inúmeros, mas a paz é o maior deles. Graças a Israel, toda a vez que um fanático mulá disser que o melhor é vivermos no século VII, ele será desmentido pelo alto padrão de vida de Israel, ao lado da miséria reinante no mundo islâmico. Toda vez que um tirano quiser dominar a região, ele terá que pensar no pequeno estado de Israel.
Israel não é um obstáculo à paz no Oriente Médio, mas sua única base forte. Este minúsculo país estará sempre nos pensamentos de psicopatas, que querem escravizar o mundo. Eles mandarão seus bajuladores na mídia sempre exigirem, que Israel faça isto ou aquilo. Eles mandarão que seus mulás façam estas ou aquelas manifestações com queima de bandeiras de Israel. Enquanto Israel existir, estes pretendentes a Imperador do Mundo terão um obstáculo, a levar em conta. E este obstáculo se chama Israel. Enfim, longe ser um problema para o mundo, Israel é uma fonte de paz.

* Dalton Catunda Rocha é engenheiro agrônomo desempregado. E-mail: dalton@fortalnet.com.br

Voltar