Visão Judaica - Edição N° 18
:. As Dez tribos perdidas de Israel - 4

Pathans - os judeus do Paquistão

No Paquistão e também no Afeganistão vivem os pathans que mantêm a tradição da circuncisão no 8º dia, usam franjas nas túnicas, respeitam o sábado, adotam a kashrut, leis sobre dieta alimentar e têm tefilin (filactérios), etc.
Este povo soma 15 milhões de pessoas, vivendo principalmente no Paquistão e Afeganistão, bem como no Irã e Índia. Eles têm a tradição de serem das Tribos Perdidas e adotam costumes judaicos.
Os muçulmanos adotam o costume da circuncisão, mas não é feita no 8º dia, mas aos 12 anos de idade. Já os pathans o fazem no 8º dia como os judeus. Os pathans têm uma espécie de talit pequeno, chamado Kafan. É uma peça com quatro pontas, amarrada por cordões nos cantos, similares ao tsitsit usados pelos judeus. Usam também um talit maior, que chamam Joy-Namaz. É um xale de 2 a 3 metros quadrados, para cobrir a cabeça e parte dos ombros, usado aberto no chão para as preces, à maneira muçulmana. Não tem franjas.
Os pathans observam o Shabat, que é considerado um dia de descanso, e eles não trabalham, cozinham ou assam. Preparam 12 chalót (tradicionais pães judaicos, Vayicrá 24:5), em honra ao Shabat, como era feito no Templo antigamente. Uma das provas mais significativas da origem israelita dos pathans é o acendimento de velas do Shabat. As velas são acesas por uma mulher após a menopausa.

Costumes dos israelitas
Os pathans observam a cashrut, de forma similar às leis dietéticas dos judeus. Não comem carne de cavalo ou camelo, que é muito comum na região, mas proibidas aos judeus. Há também alguma evidência de não comerem carne e leite ao mesmo tempo. Têm ainda uma tradição a respeito de diferenciar aves puras e impuras, o que significa permitidas e não permitidas, similar ao que está na Torá.
Alguns ainda usam uma pequena caixa semelhante ao Tefilin (filactério). Esta caixa assemelha-se à caixa japonesa Tokin na testa do Yamabushi.
É interessante notar que os pathans conservam nomes de família das Tribos Perdidas, como Asher, Gad, Naftali, Reuven, Efraim e Menashe. Há também pessoas chamadas Israel, Samuel, e assim por diante, que jamais são encontrados entre os muçulmanos. Também existem localidades, vilas e bairros com nomes idênticos aos nomes na terra de Israel.
A região tem achados arqueológicos, testemunho de um passado hebreu, e a aparência externa dos pathans assemelha-se aos judeus da região; sua própria língua, o pashtu usa muitas palavras hebraicas. Os pathans são também chamados de afegãos, ou filhos de Pashtu, seu idioma. Porém, eram mais freqüentemente chamados "Bnei-Israel", que significa filhos de Israel, embora vivam agora como muçulmanos devotos.
Por este motivo, bem como por causa de seus costumes antigos e outros aspectos, há definitivamente uma conexão que pode ser feita às Tribos de Israel.
Os pathans somam 6 a 7 milhões no Afeganistão, e 7 a 8 milhões no Paquistão. Vivem na área fronteiriça entre os dois países e aproximadamente 2 milhões vivem como nômades.

Leis semelhantes às da Torá
O Afeganistão é um dos países menos desenvolvidos da Ásia e a maioria da população é analfabeta. Trabalham de forma primária no cultivo da terra e criação de ovelhas e outros animais domésticos. A maioria do povo ainda vive em aldeias e alguns são mesmo nômades. Mais de 90% da população são muçulmanos sunitas, mas os pathans continuam sua vida tribal na região montanhosa como o fazem há séculos.
O sistema legal, conhecido como Pashtunwali, a lei dos Pashtu, é muito semelhante a Torá, o mais sagrado dos livros judaicos. Há páginas e mesmo livros completos da Torá entre os pathans, e honram enormemente o que chamam de Tavrad El Sharif (a Torá de Moshê [Moisés]), e se levantam à menção do nome de Moshê, mesmo que não seja importante para o Islã.
Os pathans são muito saudáveis, altos, e têm pele clara. São guerreiros e portam armas desde tenra idade; são trabalhadores, sábios, confiáveis e extremamente leais, tendo reputação de serem exemplarmente hospitaleiros.
Sua origem étnica intrigou muitos por algum tempo, porque são diferentes, tanto externamente como nos traços de caráter, dos outros povos à sua volta - turcos, mongóis, iranianos e indo-iranianos. É também difícil registrar sua história passada, numa região na qual dezenas de nações e tribos de várias origens têm chegado e ido embora.
A identificação das tribos pathan com sua origem israelita expressa-se de várias maneiras. Além da tradição oral relatada pelos anciãos da tribo, há também interessantes testemunhos de que são mantidos os rolos de registro da genealogia entre as tribos, remontando até os Patriarcas da nação judaica.
Estes rolos estão bem preservados e alguns são escritos em ouro sobre peles de gazela. Não menos interessantes e significativos são os nomes das tribos, que guardam profunda semelhança aos nomes das tribos de Israel. A tribo Rabbani é na verdade Reuven, a Shinware é Shimon, a Lewani é Levi, a tribo Daftani é Naftali, a tribo Jaji é Gad, Ashuri é Asher, a tribo Yusefsai é Filhos de Yossef, e a tribo Afridi é na verdade, Efraim. São todos nomes das Dez Tribos Perdidas de Israel.
Os próprios pathans enfatizam que as diferenças entre os nomes originais das tribos e seus nomes atuais devem-se aos dialetos diversos dos idiomas; assim, por exemplo, Jaji era na verdade chamado Gaji pela tribo de Gad.
A semelhança física entre os pathans e outros judeus é exemplificada pelos britânicos que governaram o Afeganistão por muito tempo e chamaram os pathans de judeus. Quando não estão vestindo suas roupas tradicionais, eles são indistinguíveis de outros judeus. Entre as 21 nações do Afeganistão, apenas os pathans e os judeus têm feições semíticas, suas faces são mais longas e mais claras, e alguns têm olhos azuis. Como os judeus, os pathans usam barbas e costeletas, que servem mais ainda para fazê-los indistinguíveis dos judeus.

O aspecto israelita dos pathans
Os pathans têm muitos outros aspectos como descendentes dos israelitas. Sua cerimônia de casamento é como a judaica. Inclui pálio e alianças, semelhante ao costume judaico.
As mulheres dos pathans mantêm leis similares às leis judaicas a respeito da menstruação. Durante este período e nos sete dias que se seguem, nenhum contato físico é permitido com o marido. Após este período, a mulher imerge num rio ou fonte, ou numa casa de banhos se uma fonte natural não for disponível.
Os pathans praticam o casamento levirato, que é o costume pelo qual, quando morre o marido e não deixa filhos, seu irmão desposa a viúva para manter o nome da família.
O mandamento de honrar os pais é mantido de maneira exemplar nestas tribos. O filho deve obedecer os pais em todos os assuntos. Quando o pai entra no aposento, todos se levantam e inclinam a cabeça em sua honra.
Também seguem o costume de celebrar Iom Kipur. Sabe-se de alguns membros da tribo dos Lewani que iam à sinagoga em Iom Kipur todos os anos. Um destes costumava ficar lá até o pôr-do-sol sem pronunciar uma única palavra. Falava da tradição do Templo neste dia e sobre o sumo sacerdote e seu trabalho lá.
Certo ano ele errou no calendário e não apareceu. Chorou amargamente por uma semana, por perder a observância deste dia.
Os pathans seguem ainda o costume do bode expiatório. Na antigo Israel, colocavam todos os pecados da nação em um bode e o mandavam ao deserto.
Eles geralmente rezam em mesquitas. Embora alguns orem na direção de Jerusalém, isto não é o mais comum. Há algumas sinagogas muito antigas na região e os pathans as freqüentam em dias especiais, em épocas de grande tensão ou tragédias, ou ainda para preces especiais. O indivíduo que procura ajuda costuma ir lá para tocar o cadeado e rezar. Há os que dizem que esses locais certa vez continham rolos da Torá. Isto é interessante, porque nos dias de hoje, eles são na verdade muçulmanos devotos.
Um testemunho interessante fala da colocação de um livro de Salmos embrulhado, colocado sob o travesseiro dos doentes, para ajudar na cura da pessoa.
Há os que afirmam existir amuletos escritos em hebraico. Alguns conteriam a frase "Shema Yisrael", escrita secretamente pelo chefe da tribo e é proibido abri-lo.
E o símbolo da Estrela de David é encontrado em quase todas as casas dos pathans. Os mais abastados a fazem em metais caros, e os pobres em madeira. Pode ser visto em torres, escolas e também em ferramentas, braceletes e jóias. Em Minerajan, o centro do Afeganistão, há algumas escolas que têm a Estrela de David sobre a porta ou na tabuleta sobre a porta.

Este material foi pesquisado e coletado dos sites do Beit Chabad do Brasil (www.chabad.org.br), uma instituição religiosa judaica mundial e de Arimasa Kubo, um estudioso cristão japonês (www.new-tradition.org/)


 

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