Pathans
- os judeus do Paquistão
No Paquistão e também no Afeganistão
vivem os pathans que mantêm a tradição da
circuncisão no 8º dia, usam franjas nas túnicas,
respeitam o sábado, adotam a kashrut, leis sobre dieta
alimentar e têm tefilin (filactérios), etc.
Este povo soma 15 milhões de pessoas, vivendo principalmente
no Paquistão e Afeganistão, bem como no Irã
e Índia. Eles têm a tradição de serem
das Tribos Perdidas e adotam costumes judaicos.
Os muçulmanos adotam o costume da circuncisão, mas
não é feita no 8º dia, mas aos 12 anos de idade.
Já os pathans o fazem no 8º dia como os judeus. Os
pathans têm uma espécie de talit pequeno, chamado
Kafan. É uma peça com quatro pontas, amarrada por
cordões nos cantos, similares ao tsitsit usados pelos judeus.
Usam também um talit maior, que chamam Joy-Namaz. É
um xale de 2 a 3 metros quadrados, para cobrir a cabeça
e parte dos ombros, usado aberto no chão para as preces,
à maneira muçulmana. Não tem franjas.
Os pathans observam o Shabat, que é considerado um dia
de descanso, e eles não trabalham, cozinham ou assam. Preparam
12 chalót (tradicionais pães judaicos, Vayicrá
24:5), em honra ao Shabat, como era feito no Templo antigamente.
Uma das provas mais significativas da origem israelita dos pathans
é o acendimento de velas do Shabat. As velas são
acesas por uma mulher após a menopausa.
Costumes dos israelitas
Os pathans observam a cashrut, de forma similar às leis
dietéticas dos judeus. Não comem carne de cavalo
ou camelo, que é muito comum na região, mas proibidas
aos judeus. Há também alguma evidência de
não comerem carne e leite ao mesmo tempo. Têm ainda
uma tradição a respeito de diferenciar aves puras
e impuras, o que significa permitidas e não permitidas,
similar ao que está na Torá.
Alguns ainda usam uma pequena caixa semelhante ao Tefilin (filactério).
Esta caixa assemelha-se à caixa japonesa Tokin na testa
do Yamabushi.
É interessante notar que os pathans conservam nomes de
família das Tribos Perdidas, como Asher, Gad, Naftali,
Reuven, Efraim e Menashe. Há também pessoas chamadas
Israel, Samuel, e assim por diante, que jamais são encontrados
entre os muçulmanos. Também existem localidades,
vilas e bairros com nomes idênticos aos nomes na terra de
Israel.
A região tem achados arqueológicos, testemunho de
um passado hebreu, e a aparência externa dos pathans assemelha-se
aos judeus da região; sua própria língua,
o pashtu usa muitas palavras hebraicas. Os pathans são
também chamados de afegãos, ou filhos de Pashtu,
seu idioma. Porém, eram mais freqüentemente chamados
"Bnei-Israel", que significa filhos de Israel, embora
vivam agora como muçulmanos devotos.
Por este motivo, bem como por causa de seus costumes antigos e
outros aspectos, há definitivamente uma conexão
que pode ser feita às Tribos de Israel.
Os pathans somam 6 a 7 milhões no Afeganistão, e
7 a 8 milhões no Paquistão. Vivem na área
fronteiriça entre os dois países e aproximadamente
2 milhões vivem como nômades.
Leis semelhantes às da Torá
O Afeganistão é um dos países menos desenvolvidos
da Ásia e a maioria da população é
analfabeta. Trabalham de forma primária no cultivo da terra
e criação de ovelhas e outros animais domésticos.
A maioria do povo ainda vive em aldeias e alguns são mesmo
nômades. Mais de 90% da população são
muçulmanos sunitas, mas os pathans continuam sua vida tribal
na região montanhosa como o fazem há séculos.
O sistema legal, conhecido como Pashtunwali, a lei dos Pashtu,
é muito semelhante a Torá, o mais sagrado dos livros
judaicos. Há páginas e mesmo livros completos da
Torá entre os pathans, e honram enormemente o que chamam
de Tavrad El Sharif (a Torá de Moshê [Moisés]),
e se levantam à menção do nome de Moshê,
mesmo que não seja importante para o Islã.
Os pathans são muito saudáveis, altos, e têm
pele clara. São guerreiros e portam armas desde tenra idade;
são trabalhadores, sábios, confiáveis e extremamente
leais, tendo reputação de serem exemplarmente hospitaleiros.
Sua origem étnica intrigou muitos por algum tempo, porque
são diferentes, tanto externamente como nos traços
de caráter, dos outros povos à sua volta - turcos,
mongóis, iranianos e indo-iranianos. É também
difícil registrar sua história passada, numa região
na qual dezenas de nações e tribos de várias
origens têm chegado e ido embora.
A identificação das tribos pathan com sua origem
israelita expressa-se de várias maneiras. Além da
tradição oral relatada pelos anciãos da tribo,
há também interessantes testemunhos de que são
mantidos os rolos de registro da genealogia entre as tribos, remontando
até os Patriarcas da nação judaica.
Estes rolos estão bem preservados e alguns são escritos
em ouro sobre peles de gazela. Não menos interessantes
e significativos são os nomes das tribos, que guardam profunda
semelhança aos nomes das tribos de Israel. A tribo Rabbani
é na verdade Reuven, a Shinware é Shimon, a Lewani
é Levi, a tribo Daftani é Naftali, a tribo Jaji
é Gad, Ashuri é Asher, a tribo Yusefsai é
Filhos de Yossef, e a tribo Afridi é na verdade, Efraim.
São todos nomes das Dez Tribos Perdidas de Israel.
Os próprios pathans enfatizam que as diferenças
entre os nomes originais das tribos e seus nomes atuais devem-se
aos dialetos diversos dos idiomas; assim, por exemplo, Jaji era
na verdade chamado Gaji pela tribo de Gad.
A semelhança física entre os pathans e outros judeus
é exemplificada pelos britânicos que governaram o
Afeganistão por muito tempo e chamaram os pathans de judeus.
Quando não estão vestindo suas roupas tradicionais,
eles são indistinguíveis de outros judeus. Entre
as 21 nações do Afeganistão, apenas os pathans
e os judeus têm feições semíticas,
suas faces são mais longas e mais claras, e alguns têm
olhos azuis. Como os judeus, os pathans usam barbas e costeletas,
que servem mais ainda para fazê-los indistinguíveis
dos judeus.
O aspecto israelita dos pathans
Os pathans têm muitos outros aspectos como descendentes
dos israelitas. Sua cerimônia de casamento é como
a judaica. Inclui pálio e alianças, semelhante ao
costume judaico.
As mulheres dos pathans mantêm leis similares às
leis judaicas a respeito da menstruação. Durante
este período e nos sete dias que se seguem, nenhum contato
físico é permitido com o marido. Após este
período, a mulher imerge num rio ou fonte, ou numa casa
de banhos se uma fonte natural não for disponível.
Os pathans praticam o casamento levirato, que é o costume
pelo qual, quando morre o marido e não deixa filhos, seu
irmão desposa a viúva para manter o nome da família.
O mandamento de honrar os pais é mantido de maneira exemplar
nestas tribos. O filho deve obedecer os pais em todos os assuntos.
Quando o pai entra no aposento, todos se levantam e inclinam a
cabeça em sua honra.
Também seguem o costume de celebrar Iom Kipur. Sabe-se
de alguns membros da tribo dos Lewani que iam à sinagoga
em Iom Kipur todos os anos. Um destes costumava ficar lá
até o pôr-do-sol sem pronunciar uma única
palavra. Falava da tradição do Templo neste dia
e sobre o sumo sacerdote e seu trabalho lá.
Certo ano ele errou no calendário e não apareceu.
Chorou amargamente por uma semana, por perder a observância
deste dia.
Os pathans seguem ainda o costume do bode expiatório. Na
antigo Israel, colocavam todos os pecados da nação
em um bode e o mandavam ao deserto.
Eles geralmente rezam em mesquitas. Embora alguns orem na direção
de Jerusalém, isto não é o mais comum. Há
algumas sinagogas muito antigas na região e os pathans
as freqüentam em dias especiais, em épocas de grande
tensão ou tragédias, ou ainda para preces especiais.
O indivíduo que procura ajuda costuma ir lá para
tocar o cadeado e rezar. Há os que dizem que esses locais
certa vez continham rolos da Torá. Isto é interessante,
porque nos dias de hoje, eles são na verdade muçulmanos
devotos.
Um testemunho interessante fala da colocação de
um livro de Salmos embrulhado, colocado sob o travesseiro dos
doentes, para ajudar na cura da pessoa.
Há os que afirmam existir amuletos escritos em hebraico.
Alguns conteriam a frase "Shema Yisrael", escrita secretamente
pelo chefe da tribo e é proibido abri-lo.
E o símbolo da Estrela de David é encontrado em
quase todas as casas dos pathans. Os mais abastados a fazem em
metais caros, e os pobres em madeira. Pode ser visto em torres,
escolas e também em ferramentas, braceletes e jóias.
Em Minerajan, o centro do Afeganistão, há algumas
escolas que têm a Estrela de David sobre a porta ou na tabuleta
sobre a porta.
Este material foi pesquisado e coletado dos sites
do Beit Chabad do Brasil (www.chabad.org.br), uma instituição
religiosa judaica mundial e de Arimasa Kubo, um estudioso cristão
japonês (www.new-tradition.org/)