Visão Judaica - Edição N° 30
:. “Legitimidade do terrorismo” foi tema de palestra em faculdade .:

 

A palestra “A legitimidade dos atos terroristas”, nas Faculdades Curitiba encerrou dia 10/11 a Semana de Estudos Acadêmicos, coordenada pelos professores Luiz Fernando Pereira e Ângela Moreira. A gravidade do tema não foi forte o suficiente para que a direção da instituição de ensino evitasse que um professor, um advogado e uma ‘escritora’ chamada Silvia Palacio, defendessem a questão perante os acadêmicos.
Um grupo de judeus sem medo de defender Israel foi até lá se contrapor à lavagem cerebral repleta de mentiras, o que acontece também em outros centros de ensino superior de Curitiba. Dispostos a intervir nos debates, assim procederam. E diante da reclamação de que nenhum judeu participava da mesa nas discussões, foi convidado alguém e apresentou-se então Maurício Gleiser que, com clareza e farto material comprobatório defendeu Israel e povo judeu.
Silvia Palácio, professora da UFRJ e do MSIa (Movimento de Solidariedade Ibero-Americana, aparentemente uma entidade que critica os Estados Unidos e procura ridicularizar o presidente norte-americano George Bush, foi a principal oradora. Ela é mulher de Lorenzo Carrasco, representante no Brasil do grupo nazi-fascista demagogo norte-americano Lyndon La Rouche. Enquanto falava, distribuíram exemplares do Boletim Solidariedade Ibero-americana e outra publicação, “Imperium dementum”, depreciativa aos Estados Unidos. Num deles, há três artigos de Lyndon La Rouche, um político extremista e controverso dos EUA, adepto das “teorias da conspiração”, semelhantes aos ‘Protocolos dos Sábios de Sião’, e que já foi preso pelo FBI, acusado de sonegação de impostos e de fraudes. Responde a processos do governo e também é conhecido por seu anti-semitismo. É com esse tipo de gente que fazem a cabeça dos universitários.
Para Silvia Palacio, também adepta das “conspirações”, há um “arco de instabilidade” sendo criado por “alguns teóricos norte-americanos”, como Zbignew Brzezinski, ex-assessor de Segurança do governo, o professor Bernard Lewis e Henry Kissinger, que atuam como conselheiros de presidente americanos. Criando focos de tensão no mundo, segundo ela, os EUA intervêm e atacam – o que considerou terrorismo. Citou o Afeganistão e o Iraque como exemplos. Sugeriu que os tais “teóricos” citados estariam manipulando Bush para o domínio do mundo. (Não é difícil perceber que são judeus).
Ela também é partidária de outra teoria conspiratória. “Não se pode dizer que as Torres Gêmeas foram derrubadas por Bin Laden”, fazendo coro aos afirmam que foram os próprios norte-americanos — ou os judeus — que fizeram aquilo, como circula pela internet em boatos anti-semitas. Nem mesmo as freqüentes aparições de Bin Laden na TV Al-Jazeera, assumindo o ataque terrorista para a derrubada das torres a demoveram do delírio. “Bin Laden é apenas um maluco”, disse ela aos estudantes, inocentando-o.
Maurício Gleiser rebateu toda essa questão das torres, observando que há filmes, vídeos e documentos que provam quem foram os autores, além da assunção da culpabilidade. Ao surgirem vários questionamentos do público, como Sabra e Chatila, ele também esclareceu os fatos, ajudado pelos demais judeus presentes.
Já o professor Al Jedine declarou que a mídia possui grande poder manipulação, é tendenciosa, e se dedica à “continuidade do imperialismo”. Falou da Palestina, que “alguns querem chamar de Israel”, com mentiras do tipo “onde mulheres têm partos sem luz elétrica, crianças choram enquanto soldados atiram nelas”. Isso para ele é terrorismo. Falou da fome na África, que para ele também é terrorismo. Disse que há terrorismo em todas as partes do mundo e que todos acham que todos os terroristas são islâmicos, graças à imprensa. Declarou ainda que o islamismo é contra tirar a vida, mas que as agressões aos palestinos não lhes deu outra forma de defesa, pois se lhes tirou até mesmo o direito de “comer e de beber” (!). Disse ainda que o FBI norte-americano sabia do ataque às torres gêmeas em 11 de setembro e não avisou o governo... Mentiras e mais mentiras.
O advogado El Tassi disse que o terrorismo não está definido em lei no Brasil e que roubar poderia também ser considerado terrorismo, numa evidente tentativa de minimizar a gravidade do crime. Citou os tribunais de Nurenberg e de Tóquio, quando disse que esses tribunais supranacionais estavam a serviço dos vencedores que julgaram os vencidos, sem base em legislação pré-existente. Classificou esses tribunais de “farsas” e de “circos”. Exemplificou dizendo um dos acusados de Nurenberg a certa altura levantou e declarou que não sabia o porquê de estar sendo julgado, uma vez que cumprira a constituição e leis de seu país (a Alemanha). Talvez tenha com isso tentado dizer ao público presente que os nazistas não poderiam ser condenados pelo fato de que não havia lei na Alemanha que proibisse a matança de judeus (!). Falou ainda sobre o Tratado de Roma, onde foi definido o que é e o que não é crime de guerra, e que os Estados Unidos não assinaram o tratado. Depois, instado por um questionamento, reconheceu que nenhum país árabe o assinara também. Falando sobre crimes de guerra e genocídio citou o caso de Jenin, no que foi contestado, lembrando-se lhe que uma comissão da ONU atestara, e isso se tornou público, de que não houvera ali nenhum crime de guerra nem genocídio. Ele teve que concordar que a ONU dissera não ser genocídio e aí se saiu com esta: “Mas eu considero genocídio...”


 




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