1929 -- Mohamed Abdel-Raouf Arafat Al Qudwa Al Husseini nasce em uma família
de pequenos comerciantes. As biografias dizem que Arafat nasceu no Cairo.
O líder palestino afirmava ter nascido em Jerusalém, no dia
24 de agosto.
1948 -- Arafat participa dos combates entre árabes e judeus enquanto
a Grã-Bretanha retira-se da Palestina. A guerra divide a região
e centenas de milhares de palestinos vêem-se obrigados a abandonar
suas casas.
1952 -- Estudante de engenharia na Universidade Cairo, Arafat assume o comando
da Liga Palestina de Estudantes depois de o coronel egípcio Gamal
Abdel Nasser ter subido ao poder em um golpe de Estado.
1958 -- Trabalhando como engenheiro no Kuwait, Arafat e um pequeno grupo
de palestinos formam a primeira célula do movimento Fatah, defendendo
a luta armada para libertar as terras palestinas.
1964 -- É criada a Organização para a Libertação
da Palestina (OLP), com o apoio do Egito. Seu objetivo é destruir
Israel e não criar a Palestina.
1965 -- Com armas precárias e o nome de Al Asifa (A Tempestade), a
Fatah dá início a ataques terroristas contra Israel.
1967 -- Israel ocupa a Cisjordânia, Jerusalém Oriental, a Faixa
de Gaza, o Sinai (Egito) e as colinas do Golã (Síria) em meio
a uma guerra preparada pelos árabes, levando a uma radicalização
dos grupos de resistência palestinos sob a influência de Arafat.
1968 -- Forças palestinas lutam sua primeira grande batalha contra
os militares israelenses, em Karameh. Tomado pelo entusiasmo depois da retirada
das forças de Israel, Arafat une a Fatah à OLP.
1969 -- Arafat é eleito presidente da OLP.
1970 -- "Setembro Negro": as Forças Armadas jordanianas
atacam os palestinos na Jordânia depois de guerrilheiros terem seqüestrado
quatro aviões de passageiros e tentam um golpe de Estado no reinado.
A OLP é expulsa do país. Dez mil palestinos são massacrados
pelas forças jordanianas. Alguns cálculos chegam a 20 mil o
número de mortos.
1974 -- Arafat comparece diante da Organização das Nações
Unidas (ONU) "carregando um ramo de oliveira (símbolo da paz)
e a arma de um combatente da liberdade". Ele diz: "Não deixem
que o ramo de oliveira caia da minha mão."
1982 -- Israel invade o Líbano para expulsar os terroristas palestinos
que dali atacavam o Norte do país matando civis, entre eles muitos
escolares. Os israelenses chegam até Beirute e a OLP vê-se obrigada
a bater em retirada.
1983 -- Uma importante autoridade da Fatah lidera um levante contra Arafat.
Soldados sírios e rebeldes da OLP cercam as forças restantes
dele, no norte do Líbano. Arafat parte em direção à Tunísia.
1987 -- Os palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia lançam
um levante. Arafat associa-se à primeira "Intifada". (revolta).
1988 -- Arafat lê uma declaração de independência
do Estado palestino. Mais tarde, ele rejeita "todas as formas de terrorismo",
atende às condições impostas pelos EUA para participar
de negociações de paz e reconhece o direito de Israel de existir.
1990 -- Arafat alia-se ao então ditador do Iraque, Saddam Hussein,
durante a invasão do Kuwait, o que lhe custa o apoio de vários
países produtores de petróleo do Golfo Pérsico.
1991 -- Com o patrocínio dos EUA e da União Soviética,
uma conferência de paz inicia-se em Madri (capital da Espanha).
1992 -- Arafat sobrevive a um acidente de avião no deserto da Líbia.
Três membros da tripulação são mortos na queda
do aparelho.
1993 -- Na Casa Branca, Arafat e o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin,
apertam as mãos, num momento histórico, selando a concessão
de autonomia limitada para os palestinos na Cisjordânia e na Faixa
de Gaza em meio a um acordo de paz negociado secretamente em Oslo (Noruega).
1994 -- Arafat volta em triunfo para a Faixa de Gaza e assume a liderança
da Autoridade Palestina.
1995 -- Em Washington, Arafat e Rabin assinam um acordo interino prevendo
a reacomodação das forças israelenses na Cisjordânia.
Rabin é assassinado.
1996 -- Arafat é escolhido presidente da Autoridade Palestina em eleição
interina.
1997 -- Após várias postergações, os palestinos
assinam um acordo com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para
a entrega da maior parte de Hebron. Recrudescem o atentados. Depois disso,
o processo de paz quase não avança mais.
1998 -- Arafat e Netanyahu assinam o acordo do Rio Wye prevendo retiradas
israelenses da Cisjordânia. O premiê israelense o congela depois
de dois meses afirmando que Arafat não atendeu às metas de
segurança estipuladas.
1999 -- Arafat acerta com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, assinar
um acordo de paz definitivo até setembro de 2000.
2000 -- As negociações de paz entram em colapso em Camp David
porque Arafat não aceita as ofertas de Barak e de Clinton. Os palestinos
dão início a uma segunda Intifada utilizando como pretexto
o fato de Ariel Sharon, então líder da oposição
em campanha política, ter visitado a esplanada do Templo, um local
de Jerusalém sagrado para judeus e que os muçulmanos também
consideram sagrado.
2001 – Sharon é eleito primeiro-ministro de Israel.
2002 -- Arafat é cercado na sede de seu governo, em Ramallah (Cisjordânia),
por soldados israelenses em meio a uma ofensiva lançada depois de
um grande atentado suicida realizado por militantes palestinos.
2003 -- Arafat escolhe o político moderado Mahmoud Abbas para ser
primeiro-ministro em meio a pressões internacionais para dividir o
poder. O presidente palestino, porém, recusa-se a transferir parte
do controle sobre as forças de segurança e Abbas renuncia.
2004 -- Arafat depara-se com uma onda nunca antes vista de instabilidade
interna e é conclamado a adotar medidas de combate à corrupção.
O líder palestino cai doente, com problemas inicialmente descrito
como sendo do estômago. Autoridades dizem no dia 28 de outubro que
ele está "muito, muito doente".
11 de novembro de 2004 -- Arafat morre num hospital da França.