Data: 7 a 15 de dezembro
Significa literalmente, "Inauguração". A festa
recebeu este nome em comemoração ao fato histórico
de que os macabeus "chanu" (descansaram) das batalhas no "cá" (25º dia)
de Kislev.
Por que se comemora? Antiocus, rei da Síria, governou a Terra de
Israel depois da morte de Alexandre, o Grande. Pressionou os judeus a aceitarem
a cultura greco-helenista, proibindo o cumprimento das mitsvót (preceitos)
da Torá e forçando a prática da idolatria pagã.
Antiocus foi apoiado por milhares de soldados de seu exército. Em
165 a.e.c, os macabeus, corajosos lutadores oriundos de uma família
de muita fé, os Chashmonaim, apesar do antagonismo esmagador, saíram
vitoriosos de uma batalha travada contra o inimigo. O Templo Sagrado, violado
pelos rituais greco-pagãos, foi novamente purificado e consagrado
e a Menorá (candelabro) reacesa com o azeite puro de oliva, descoberto
no Templo. A quantidade encontrada era suficiente para apenas um dia, mas
milagrosamente durou 8 dias, até que um novo óleo puro pudesse
ser produzido e trazido ao Templo. Em lembrança destes milagres
comemoramos Chanucá durante oito dias.
No período de Chanucá
Atenas derrota a Pérsia em Maratona – 490 a.e.c
Platão – Filosofia Grega – 400 a.e.c
Esparta derrota Atenas – 352 a.e.c
Filipe da Macedônia governa a Grécia – 338 a.e.c
Alexandre o Grande governa a Grécia – 336 a.e.c
Morre Alexandre
Ptolomeu controla o Egito e Israel – 323 a.e.c
Sírios selêucidas/gregos conquistam Israel – 199 a.e.c
Decretos gregos contra o Judaísmo;
Profanação do templo – 168 a.e.c
Matitiyáhu começa a revolta em Modi'in – 167 a.e.c
Matitiyáhu morre: Judah haMacabi lidera a guerra contra os Gregos – 166
a.e.c
O Templo é retomado;
Ocorre o milagre do azeite – 165 a.e.c
Guerra dos judeus contra os gregos continua – 165–140 a.e.c
Dinastia Hasmoneana – 140–36 a.e.c
Roma conquista Jerusalém – 63 a.e.c
A revolta dos macabeus abriu um precedente na história da humanidade:
nunca antes uma nação morreu por seu D-us. Esta foi a primeira
guerra religiosa e ideológica da história da civilização.
Tudo o que sabemos sobre a história de Chanucá é retirado
dos dois Livros dos Macabeus, encontrados numa coletânea chamada de
Sêfer Hachitsonim, que inclui outros livros que ficaram de fora da
Bíblia, mas são mencionados no Talmud (Torá oral).
O nome "Macabeu", apelido usado pelos cinco filhos de Matityáhu
e aqueles que lutaram com eles para defender o Judaísmo, deriva do
acrônimo "Mi camocha bae-lim Hashem", ou seja, "quem é como
Tu dentre os fortes, Ó D-us". Este era o seu lema!
Não sabemos ao certo o tamanho do exército macabeu, mas mesmo
os mais otimistas estimam que contasse com doze mil homens. Este punhado
de pessoas lutou contra uma potência militar de quarenta mil soldados,
equipados com armamentos e elefantes - os tanques da época, e... os
fracos venceram os fortes.
A maioria das batalhas entre macabeus e gregos ocorreu na região entre
as atuais cidades de Jerusalém e Tel Aviv, inclusive num local chamado
Modiin, situado a oeste de Jerusalém, que pode ser visitado pela estrada
Jerusalém-Tel Aviv.
Da maneira como conhecemos a história, pensamos que a batalha contra
os gregos foi resolvida dentro de algumas semanas. No entanto, ela durou
vinte e cinco anos! No ano 167 a.e.c o exército grego invadiu a cidade
de Modiin, e foi apenas no ano 142 a.e.c que a paz foi restabelecida.
No terceiro ano da batalha, os judeus reconquistaram a cidade de Jerusalém,
e então procuraram óleo para acender a Menorá do Templo
Sagrado, profanado pelos gregos. Foi então que ocorreu o conhecido
milagre de Chanucá.
Na sexta-feira, quando temos que acender as velas?
Na sexta-feira à tarde, logo antes de acender as velas de shabat.
Como precisamos acendê-las 18 minutos antes do início do shabat, é melhor
usar naquele dia velas maiores para a chanuquiá, para que durem pelo
menos meia hora após a saída das estrelas.
E no sábado? Acende-se antes ou depois da Havdalá (cerimônia
efetuada na noite de sábado, ao final do Shabat)?
A maioria das autoridades rabínicas recomenda acender a chanuquiá após
a Havdalá, já que esta é o término do Shabat.
Em cada lar, deve-se acender a chanuquiá depois da Havdalá.
Somente na sinagoga a chanuquiá pode ser acesa antes da Havdalá.
Como acender:
Primeiro, acende-se o shamash (vela auxiliar), depois pronunciam-se as seguintes
bênçãos: Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu
Mêlech haolam, asher kideshánu bemitsvotav, vetsivánu
lehadlic ner Chanucá. Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei
do Universo, que nos santificaste com Teus mandamentos, e nos ordenaste acender
a vela de Chanucá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, sheassá nissim
laavotênu, bayamim hahêm, bazeman hazê. Bendito sejas Tu,
A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que fizeste milagres para nossos antepassados,
naqueles dias, nesta época.
Na primeira noite, depois de recitar as duas bençãos recita-se
o shehecheyánu:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, shehecheyánu
vekiyemánu vehiguiyánu lazeman hazê. Bendito sejas Tu,
A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que nos deste vida, nos mantiveste
e nos fizeste chegar até a presente época.
Na segunda noite e em todas as outras subseqüentes recita-se:
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, asher kideshánu
bemitsvotav, vetsivánu lehadlic ner Chanucá. Bendito sejas
Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que nos santificaste com Teus
mandamentos, e nos ordenaste acender a vela de Chanucá.
Baruch Atá A-do-nai, E-lo-hê-nu Mêlech haolam, sheassá nissim
laavotênu, bayamim hahêm, bazeman hazê. Bendito sejas Tu,
A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que fizeste milagres para nossos antepassados,
naqueles dias, nesta época.
Em seguida, acendem-se as velas da chanuquiá com o shamash.
Após acender as velas, coloca-se o shamash à esquerda da chanuquiá,
de modo que fique mais alto do que as chamas da chanuquiá, e recita-se:
Hanerot halálu ánu madlikim al hanissim veal hapurkan veal
haguevurot veal hateshuot, veal haniflaot, sheassíta laavotênu,
bayamim hahêm, baeman hazê, al yedê cohanêcha hakedoshim.
Vechol shemonat yemê Chanucá, hanerot halálu côdesh
hem, veen lánu reshut lehishtamesh bahen êla lir’otan
bilvad, kedê lehodot lishmecha, al nissêcha, veal nifleotêcha,
veal yeshuotêcha. Acendemos estas luzes em virtude das redenções,
milagres e feitos maravilhosos que realizaste para nossos antepassados, naqueles
dias, nesta época, por intermédio de Teus sagrados sacerdotes.
Durante todos os oito dias de Chanucá, estas luzes são sagradas,
não nos sendo permitido fazer qualquer uso delas, apenas mirá-las,
a fim de que possamos agradecer e louvar Teu grande nome, por Teus milagres,
Teus feitos maravilhosos e Tuas salvações.