Por: Yossi Groisseoign

 

Mais palestinos pedem cidadania israelense
O número de palestinos de Jerusalém Oriental que pedem a cidadania israelense aumentou de maneira notável, segundo o Ministério do Interior de Israel. De acordo com o jornal Yedioth Ahronoth, 3 mil pessoas que vivem na parte oriental de Jerusalém solicitaram nos últimos quatro meses a cidadania. A quantidade é muito superior ao registrado até então, e só 12 mil palestinos de Jerusalém Oriental — uma média de 300 por ano — obtiveram a cidadania de Israel após a Guerra dos Seis Dias (1967). A maioria das novas solicitações é de residentes de bairros que ficariam eventualmente sob controle da Autoridade Palestina no caso de se chegar a um acordo para a criação de um Estado palestino. Dos cerca de 240 mil palestinos que não são cidadãos de pleno direito de Israel e que moram em Jerusalém, a maioria goza do status de residente permanente, o que lhes permite acessar serviços sociais, médicos e municipais, e a ajuda que por família chega anualmente a US$ 770. Além disso, têm liberdade de movimentos, ao contrário dos que vivem na vizinha Cisjordânia. (EFE).

Três judeus prêmios Nobel de Economia
Foram três os judeus norte-americanos os laureados com o Prêmio Nobel de Economia de 2007. Criadores da “teoria sobre a eficácia das transações”, Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson vão dividir o premio de US$ 1,57 milhão. Hurwicz, com 90 anos, é o mais idoso laureado na história do Nobel. Nasceu na Rússia, mas teve de fugir para a Polônia quando estourou a Primeira Guerra Mundial. Chegou aos EUA em 1940 como bacharel em direito da Universidade de Varsóvia, tornando-se professor emérito da Universidade de Minnesota. Erick Maskin nasceu em Nova Iorque, em 1950, onde se formou em economia. Roger Myerson nasceu em Boston, em 1951, e é professor de economia da Universidade de Chicago. (Notícias da Rua Judaica).

“Nobel de Medicina” é sobrevivente do Holocausto
O italiano naturalizado americano Mario R. Capecchi, de 70 anos, um dos vencedores do Nobel de medicina deste ano, coroa uma vida marcada pela superação. Com apenas quatro anos, ele foi separado de sua mãe - levada pelos nazistas para o campo de concentração de Dachau. A partir daí, ele teve de viver em orfanatos ou como menino de rua, "a maior parte do tempo passando fome". A desnutrição acabou fazendo com que ele fosse parar num hospital, onde sua mãe finalmente o reencontrou quando ele tinha nove anos. Duas semanas depois, os dois partiram para os EUA, onde ele freqüentou a escola pela primeira vez. Entrou direto na terceira série, embora não soubesse inglês. Capecchi dividiu o prêmio com o britânico naturalizado americano Oliver Smithies, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, e com Martin J. Evans, britânico da Universidade de Cardiff. (Jornal Alef).

Museu do Holocausto homenageia muçulmanos
O Museu do Holocausto (Yad Vashem) de Jerusalém inaugurou exposição sobre muçulmanos que salvaram judeus durante a 2ª Guerra Mundial. São fotos de mais de uma dezena de albaneses e suas famílias, que receberam o título de ‘Justos entre as Nações’, a maior honraria concedida pelo Yad Vashem aos que arriscaram suas vidas para salvar judeus. A mostra intitula-se ‘BESA: A Code of Honor - Muslim Albanians Who Rescued Jews During the Holocaust’. Viviam na Albânia, antes da guerra, apenas duzentos judeus. Com a ascensão de Hitler para lá afluíram outros da Iugoslávia, Alemanha, Grécia, Áustria e Sérvia. Na ocupação, em 1943, a população se recusou a fornecer aos alemães as listas dos judeus. Essa ajuda salvadora no país de maioria muçulmana recebeu o codinome de Besa – um código de honra que significa ‘mantenha a promessa’. Praticamente todos os judeus residentes na Albânia foram salvos. Ao final da guerra havia mais judeus do que antes do conflito. ‘A extraordinária história da nação, na qual governo e o povo albanês agiram para resgatar os judeus é verdadeiramente incrível’, disse a curadora da exposição Yehudit Shendar. (Jerusalem Post)

Brasil pode ser sede de cúpula árabe-judaica
O secretário-geral da Organização dos Países Íbero-Americanos, Enrique Iglesias, e o presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, Jack Terpins, vão propor ao presidente Lula que o Brasil receba em 2008, a Conferência Internacional Árabe-Judaica, que discutirá entre outros assuntos, soluções para o impasse árabe-israelense e, principalmente, como "exportar" o exemplo de boa convivência entre os representantes de ambas as comunidades em nosso País. A proposta de ter o Brasil como sede para tão importante evento, surgiu durante a reunião realizada  dia 6/11, no Chile. "A América Latina é um belo  exemplo de boa convivência entre árabes (cristãos e muçulmanos) e judeus, e acabou por despertar nosso desejo em promover uma maior integração entre eles", disse Iglesias. E  completou: "Esperamos que Lula aceite nossa idéia". (Conib).

Morre fundador da rede H.Stern
Faleceu Hans Stern, fundador da rede de joalherias H.Stern, um nome presente em dezenas de países com mais de 200 filiais. Ele chegou ao Brasil em 1939 fugido do anti-semitismo na Alemanha, e era grande estudioso dos assuntos judaicos. Foi um amigo e patrocinador anônimo de diversas instituições judaicas, mas sempre se manteve no anonimato. Durante a grande crise financeira em Israel, motivada pela Intifada, Stern fez questão de manter suas mais de 10 lojas abertas, em sinal de solidariedade ao Estado de Israel. (Terra/Notícias da Rua Judaica)

Kassam via Google
Os terroristas palestinos de Gaza estão usando as imagens de satélite do Google Earth, para marcar os locais dos ataques com foguetes Kassam, em território israelense. De acordo com um relatório publicado no jornal inglês The Guardian, os terroristas localizam os detalhes de áreas sensíveis e estratégicas no site, e direcionam seus lançadores para estes pontos. Para comprovar a reportagem, Khaled Jaabari, um comandante das brigadas de Al Aksa, do movimento Fatah, mostrou ao repórter do jornal uma imagem aérea da cidade de Sderot, com pontos marcados onde ocorreram a maioria dos ataques terroristas com foguetes. (Notícias da Rua Judaica).

Um nobre exemplo
O embaixador da AP - Autoridade Palestina na Polônia visitou o campo de concentração de Auschwitz. Foi uma iniciativa inesperada de Khaled Soufan, que aceitou o convite feito pelo embaixador de Israel em Varsóvia, David Peleg. Ambos visitaram o local, incluindo todo o entorno do acampamento, por mais de duas horas. Na saída, Khaled disse ter vindo expressar sua solidariedade com o sofrimento do povo judeu durante o Holocausto. Um exemplo de boa vontade a ser seguido. (Notícias da Rua Judaica).

Crianças do Iraque em Israel
Mais duas crianças iraquianas chegaram a Israel para realizar uma cirurgia do coração de emergência. Ambas foram selecionadas por doutores israelenses da ONG Sach. Desde janeiro deste ano, o Sach operou 18 crianças iraquianas. A ONG oferece cirurgias cardiológicas de emergência para crianças independente da raça, etnia, religião, sexo ou idade. Desde sua fundação, em 1996, a Sach tratou mais de 1700 crianças de 28 países, mais da metade palestinas ou dos países árabes. (Jornal Alef).

Prefeitura do Rio institui o Dia do Perdão
O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, sancionou o Projeto de Lei nº 1.007 que Institui o Dia do Perdão – Iom Kipur e o inclui no Calendário Oficial do Município. Diz o Art. 1º Fica instituído, no Município, o Dia do Perdão – Iom Kipur a ser comemorado, anualmente, na data definida pelo Calendário Judaico. Art. 2º A Data Comemorativa ora instituída passará a constar do Calendário Oficial do Município. Art. 3º O Poder Público Municipal poderá, nos termos da lei, apoiar eventos ligados à comemoração da data ora criada, inclusive autorizando a realização de atividades culturais e religiosas. Art. 4º Os servidores públicos municipais que professam a fé judaica terão sua falta ao expediente de trabalho nesta data justificada, nos termos da Lei nº 1.410, de 21 de junho de 1989. Art. 5º As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário. Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. (Prefeitura do Rio).

São Paulo institui Dia de Jerusalém
Por iniciativa da vereadora Lenice Lemos (DEM), a Câmara Municipal de São Paulo, aprovou no dia 25 de outubro projeto de lei que institui, no âmbito do Município de São Paulo, o Dia de Jerusalém, a ser comemorado, anualmente, no dia 6 de junho. O Dia de Jerusalém poderá contar com atividades culturais e sociais voltadas à valorização da contribuição da migração e da cultura israelita para com o desenvolvimento da região de São Paulo. A vereadora disse que se “congratula com os membros da comunidade judaica paulistana através da lei 14.551 de sua autoria, publicada no Diário Oficial do Município no dia 27 de outubro de 2007”. (Câmara Municipal de São Paulo).

Comunidade Judaica iraniana é massa de manobra
É de dar pena e raiva o que está acontecendo com os judeus iranianos. A agência de notícias FARS aumentou a comunidade para 30.000 judeus nesta semana e com orgulho diz que e comunidade judaica emitiu um comunicado oficial declarando que o Dia de Al Quds é um dia de solidariedade com os muçulmanos e em defesa da nação palestina oprimida. O comunicado é assinado pelo parlamentar fantoche Morris Motammed, agora apresentado como líder da comunidade judaica do Irã. Por esse sujeito se vendeu? Em outro comunicado, Motammed critica o desrespeito mostrado pelo presidente do Irã na universidade de Columbia. (FIERJ Digital).

Uma carta de Ron Arad
O Hezbolá entregou há duas semanas uma carta do piloto israelense Ron Arad dirigida à mulher um pouco depois de sua captura, em 1986, no Líbano, informaram  fontes oficiais e a imprensa de Israel. A carta foi entregue como parte de um acordo recente entre Israel e o Hezbolá, que levou à troca de dois corpos e um preso da milícia xiita libanesa pelos restos de um israelense, informou o jornal Yediot Aharonot. A carta pessoal foi escrita há 21 anos e identificada pela mulher de Ron Arad, Tami Arad, que chorou muito ao recebê-la, contou o jornal. O Hezobolá não esclareceu totalmente o que aconteceu com Arad, desaparecido dois anos depois de sua captura. Israel sempre rejeitou proclamar oficialmente que Ron Arad estaria morto, apesar de fontes militares reconhecerem que possa ter sido executado em cativeiro. Israel acusa o Irã de deter Arad, um autêntico herói em seu país, mas Teerã nega. (Terra).