O ataque contínuo aos judeus e a Israel

Durante mais de três milênios de história os judeus têm sido agredidos, caluniados, torturados e massacrados, talvez, por uma simples razão. São portadores dos valores e princípios humanitários emanados da Torá, explica o médico mineiro Marx Golgher.
Mas certamente é também a postura contra toda a espécie de idolatria, autoritarismo, tiranias e todos os totalitários da história do homem, outro dos principais fatores determinantes da perseguição aos judeus. Enquanto permanecem fiéis aos preceitos
da Torá, continuarão a ser perseguidos pelos radicais sectários de todos os matizes. Desde a acusação de deicídio, passando pelos terríveis libelos de sangue, incluindo a falsa e maligna acusação do assassinato de crianças para extrair-lhes o sangue para o pão da páscoa judaica, ou a forjada incriminação medieval do envenenamento dos poços de água, até a negação do Holocausto, repete-se a mesma maquinação racista.
O mais novo elemento dessa trágica ópera bufa atende pelo mimoso — às vezes nem tanto — nome de Clodovil. O recém eleito deputado federal por São Paulo, resolveu retirar do terrorista islâmico Bin Laden a responsabilidade pelo atentado que derrubou as Torres Gêmeas, transferindo-a para uma suposta conspiração judaica, argüindo que nenhum judeu morreu naquele ataque. Segundo Clodovil, nós, judeus, sabíamos do que iria ocorrer, e não comparecemos ao trabalho nas torres. Esta é a tese engendrada aliança do radicalismo nazi-fascista-esquerdista, abençoada pelo islã fundamentalista. Ele foi interpelado na Justiça, para confirmar ou retirar o que disse. Mas o que fez foi grave e deveria perder o mandato antes mesmo de assumi-lo. Isso faria bem ao Brasil e à humanidade.
Em Gaza, há poucos dias, em conseqüência das reações israelenses, morreram quase duas dezenas de palestinos. Certamente algo para lamentar. A mídia internacional — e parte da nacional — não perdeu tempo em assacar toda a espécie de acusações, demonizando Israel, sem explicar direito o que ocorreu. Israel tem sido atacado de forma constante e praticamente todos os dias nos últimos meses, com mísseis Kassam, lançados da Faixa de Gaza, e que caem na cidade de Sderót, nas vizinhanças de Ashkelon e na região do Neguev ocidental. Porém, disto se fala muito pouco e a imprensa não menciona quase nada. Se ocorresse em qualquer outro país, o mundo não pouparia esforços para deter as ações do agressor, condenando-as veementemente e procuraria meios, sejam diplomáticos ou sanções para evitar que estas agressões continuassem.
No entanto, quando a agressão provém do território da Autoridade Palestina e o Estado de Israel é o agredido, a questão não parece ser de interesse e o mundo a ignora. É claro que quando Israel se vê obrigado a reagir, então as manchetes do mundo inteiro falam certamente da "agressão israelense" e do "sofrimento dos palestinos". Se por um lado se fala dos problemas humanitários da população civil da Faixa de Gaza, por outro lado são muitos os que parecem ignorar, e se sabem, fazem-se de desentendidos, que para a montagem dos mísseis Kassam não faltam recursos nem ajuda econômica do exterior. Quando os israelenses se retiraram, há mais de um ano, a Faixa de Gaza poderia ter se transformado num centro industrial de primeira linha, mas a realidade é que a única indústria que os palestinos desenvolveram é a dos mísseis, por um lado, e o contrabando de armas por outro, através dos túneis.
Israel é claro, não permanece de braços cruzados e reage para desbaratar os grupos que tratam de continuar com o disparo de mísseis. Infelizmente os terroristas palestinos valem-se da população civil como escudos para lançar esses mísseis, e depois, no caso da reação israelense, os mortos convertem-se em peças de propaganda. São diabólicos com seu próprio povo.
                                   

                                                                                                            A redação