A cidade subterrânea do Hamas


Existe a possibilidade de que Gaza se transforme num Sul do Líbano
 
O chefe do exército israelense, Dan Halutz, anunciou que grupos armados palestinos cavaram uma centena de túneis para contrabandear armas na área de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.
“Há uma cidade subterrânea cavada na Faixa de Gaza”, explicou o militar ante a Comissão de Assuntos Exteriores e Defesa do Parlamento israelense. O comandante do exército israelense acrescentou que, em três dias, “as tropas israelenses descobriram pelo menos uns cem túneis abertos na área de Rafah”, ao sul da Faixa de Gaza, segundo publicou o jornal Jerusalem Post.
Halutz explicou que até o momento não foram adotadas medidas com relação a essas galerias, mas advertiu que a área de inteligência de seu país comprovou que tanto o ritmo do contrabando de armas como a qualidade das mesmas foram incrementadas nos últimos tempos.
O militar apresentou um informe ao Parlamento hebreu onde detalhou que cada túnel cavado pelos palestinos tem uma extensão aproximada de um quilômetro e meio. Aparentemente, através dessas galerias entram em Gaza mísseis antitanque e armas ligeiras.
Halutz afirmou ainda que os grupos armados palestinos apreenderam com guerra desencadeada pela milícia xiita libanesa Hezbolá contra o exército hebreu e que tratam de imitá-la.
Por isso, o ministro da Defesa israelense, Amir Pertez, declarou que as tropas de seu país continuarão operando na Faixa de Gaza para frear a atividade dessas ações: “Não permitiremos que a Faixa de Gaza se converta no sul do Líbano e entraremos em ação para prevenir o fortalecimento das organizações terroristas”.
Entretanto, Peretz destacou que Israel não “tem intenção de reocupar os territórios de Gaza” e acrescentou que espera que o Egito aumente sua fiscalização para evitar o contrabando de armas a partir do seu território.
Nos territórios
Em operações realizadas durante em 8 localidades palestinas da Margem Ocidental, unidades especializadas israelenses capturaram 15 palestinos envolvidos em atividades terroristas. Trata-se de membros dos grupos Jihad Islâmica e Tanzim (o braço armado juvenil do Al Fatah).
Numa inspeção na aldeia de Betuna, os efetivos israelenses confiscaram uma grande quantidade de balas e explosivos escondidos na residência de uma destacada personalidade palestina dentro dos territórios.
Incidente                                
O Governo de Israel lamentou o incidente ocorrido na manhã de 8/11, em Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, que resultou na morte de civis palestinos. O ministro de Defesa de Israel Amir Peretz  ordenou que o incidente seja investigado imediatamente. Logo após o ocorrido, Israel providenciou o transporte imediato de todos os feridos a hospitais israelenses.
Beit Hanoun é uma zona de risco, usada por terroristas para o lançamento de foguetes contra a população 0civil israelense. As Forças de Defesa de Israel (FDI) cumprem a missão de atacar apenas a infra-estrutura terrorista, fazendo todo o possível para evitar danos à população civil do país. Infelizmente, a população civil palestina é usada deliberadamente pelos terroristas como escudos humanos, o que causa incidentes como este do dia 8/11.
A vice-primeira ministra e ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni fez a seguinte declaração no dia 8/11, ao ministro das Relações Exeriores da Noruega, Jonas Gahr Stoere:
“Israel saiu de Gaza para dar aos palestinos uma oportunidade de controlar o terrorismo e seguir com suas próprias vidas. Infelizmente, isso não aconteceu. Israel tem sofrido ataques constantes pelas organizações terroristas palestinas, através do lançamento indiscriminado de foguetes kassam contra os centros populacionais israelenses. Israel não deseja ferir pessoas inocentes, mas apenas defender seus cidadãos. Infelizmente, no curso da batalha, acontecem incidentes lamentáveis como o ocorrido na manhã do dia 8/11. As Missões Diplomáticas israelenses ao redor do mundo foram instruídas a explicar a posição israelense aos formadores de opinião e à mídia”.