Por: Yossi Groisseoign

Outro prêmio Nobel
Além de Robert Aumann (Economia) outro prêmio Nobel para um judeu em 2005. Trata-se de Harold Pinter (Literatura), figura de vanguarda da dramaturgia britânica. Nascido em Londres, é filho de uma costureira judia. Na Segunda Guerra Mundial foi retirado de Londres aos nove de idade e passou a estudar na escola secundária de Hackney onde atuou em Macbeth, Romeo e Julieta, entre outras peças dirigidas por Joseph Brearley, despertando sua carreira. Em 1948 foi aceito na Academia Real de Arte Dramática. Em 1950, publicou seus primeiros poemas. Em 1951 entrou para a Escola Central de Fala e Drama. Fez seus debut em 1957 com a peça “O Quarto”, em Bristol. Outras peças foram “A Festa de Aniversário” e “O Garçom Bobo” (1957), “A Vigia” (1959), “A Volta ao lar” (1964). É também um defensor dos direitos humanos, abordando, com freqüência o tema. Pinter escreveu ainda para o rádio e roteiros para cinema e televisão, dos quais os mais conhecidos são “O Criado” (1963), “O Acidente (1967)” e “A Mulher do tenente francês” (1981), baseado no romance de John Fowles. (Real Academia da Suécia).

Palestina escondia granada sob seu bebê
O Exército de Israel deteve uma palestina que escondia uma granada embaixo do bebê que carregava nos braços em uma aldeia da Cisjordânia, Fontes israelenses. informam que Aziza Jawabra, dissera não saber que tinha uma granada no bolso da jaqueta, muito perto das costas do bebê de um mês que carregava nos braços. Os policiais acharam a mulher suspeita pela forma como carregava a criança. A mulher foi detida quando tropas israelenses faziam uma incursão militar realizada em uma aldeia próxima à cidade de Nablus. Em uma da casas, as forças israelenses encontraram uma mala com dez quilos de explosivos. Cinco milicianos palestinos também foram presos. (Terra/EFE).

Paquistão aceita ajuda israelense
O Paquistão aceitou a oferta israelense de proporcionar ajuda às vitimas do terremoto que atingiu o sudoeste asiático, mesmo que os dois países não mantenham relações diplomáticas. Embora o Paquistão tivesse recusado o primeiro oferecimento, após conversações diretas entre os dois governos, a situação mudou, cerca de um mês depois que os ministros das Relações Exteriores dos dois países se reuniram pela primeira vez, em um gesto visto como um passo à frente rumo a normalização das relações entre ambos. ‘Israel quer ser parte do esforço internacional para ajudar o Paquistão’, informou um porta-voz do ministério. (EP/Iton Gadol).

Ainda são do contra
O filme israelense Le Jouet Rouge (“O brinquedo vermelho”) foi exibido “por engano” durante um festival de documentários realizado em Ismailia, no Egito. O fato provocou uma saia-justa diplomática e religiosa já que, segundo os organizadores, “isto contraria nosso repúdio a toda normalização das relações culturais entre Egito e Israel”. (Jornal Alef).

Benemerência
Arcadi Gaydamak, um líder da comunidade judaica russa, doou 500 mil dólares para um hospital infantil, para melhorar as condições de vida das crianças árabes em Jerusalém Oriental e para imigrantes da Etiópia. (Mídia Judaica Independente).

Saudação nazista leva à prisão
Um austríaco foi sentenciado a 18 meses de cadeia por ter feito a saudação nazista e gritado “Heil Hitler”. O jovem, de 20 anos de idade, foi condenado por ter violado a lei contra a glorificação de Hitler. Ele foi descrito como sendo um skinhead quando foi preso no último verão, mas seu advogado argüiu que seu cliente já havia abandonado suas crenças racistas e anti-semitas. (JTA).

AP e seu imobilismo
A Autoridade Palestina rechaçou à exortação do Quarteto (EUA, Rússia, ONU e União Européia) para o desmantelamento dos grupos terroristas armados e pediu à comunidade internacional que pare de se imiscuir nos assuntos internos dos palestinos. Esta foi a resposta do presidente da AP, Mahmoud Abbas, em entrevista coletiva aos jornalistas após a declaração conjunta dos ministros que formam o Quarteto, emitida depois da retirada dos israelenses da Faixa de Gaza. ‘Sabemos mais e somos mais capazes do que os outros para tratar com nossos irmãos’, assim afirmou Abbas. (El Reloj.Com).

Menino pego com explosivos
Durante uma ação militar israelense nas cercanias de Nablus foi interceptado um menino palestino de 14 anos, que tentava cruzar o posto de controle militar (checkpoint) ocultando granadas de morteiro e várias armas brancas. Os detectores eletrônicos instalados no local descobriram os materiais ocultos entre suas roupas. No interrogatório, o menino revelou que por um pagamento irrisório foi enviado para entregar os explosivos a terroristas que aguardavam à curta distância do posto de controle. (Radio Chai/Buenos Aires)

Nazista descoberto
O criminoso de guerra nazista Albert Heim, conhecido como “Doutor Morte” por ter feito experiências que mataram centenas de prisioneiros na Segunda Guerra Mundial, foi localizado na Espanha. Ele tem 91 anos e está foragido desde 1962, quando foi indiciado na Alemanha por crimes de guerra. Já viveu na Argentina, no Brasil e na Dinamarca, além da Espanha. (Jornal Alef).

Terror continua
Mesmo após a retirada de Gaza o terrorismo continua. Em Hadera, um suicida-bomba, membro da Jihad Islâmica, detonou 5 kg de explosivos que levava atados a seu corpo num movimentado mercado da cidade costeira. Israel reagiu com uma ofensiva em grande escala ao atentado suicida que  registrou 6 mortes e mais de 70 feridos. Pouco tempo depois, os chamados Batalhões Al Kuds, denominados assim pelo nome árabe de Jerusalém, e pertencentes à organização terrorista Jihad Islâmica, assumiram a autoria do atentado. A ofensiva resultou na morte de vários líderes terroristas e na prisão de dezenas de outros. (Agências internacionais).

Morreu Rosa Parks
Como tantos negros no Sul dos Estados Unidos, a vida da costureira do Alabama que se tornou ícone da luta contra a segregação parecia condenada ao sofrimento, se tudo não tivesse mudado em 1º de dezembro de 1955, quando se recusou a ceder lugar num ônibus a um passageiro branco. Seu exemplo provocou uma revolta popular sem precedentes, liderada por um (à época) desconhecido reverendo, Martin Luther King. “Negros e judeus estão intimamente ligados uns aos outros por uma história comum de perseguições. Se alguém, além de um negro, alguma vez cantar blues do fundo da alma, será obrigatoriamente um judeu. Os nossos dois povos sabem bem o que é ser o capacho de alguém”. A frase é de Ray Charles (1930-2004).  (Jornal Público/Rua da Judiaria.com/Portugal).

Pressão sobre a Síria
Em decorrência do assassinato de Rafik Hariri, no Líbano, a ONU está fazendo pressão sobre a Síria, acusada de ser a mandante do crime. Estados membros da organização não podem de modo algum optar por assassinar líderes políticos estrangeiros que contrariam seus interesses ou acobertar responsáveis por crimes dessa natureza. Assim, o Conselho de Segurança das Nações Unidas determinou que Damasco coopere integralmente com a comissão internacional que investiga o homicídio de Rafik Hariri, premiê libanês de 1992 a 1998 e de 2000 a 2004. Hariri foi morto em Beirute em fevereiro, e há fortes indícios de que os serviços de segurança sírios estão por trás do atentado. Um relatório preliminar da comissão da ONU, que é chefiada pelo procurador alemão Detlev Mehlis, apontou um irmão e um cunhado do presidente sírio como suspeitos. (Folha de S.Paulo).

Mudanças em Israel
A vitória de Amir Peretz sobre Shimon Peres na disputa pela liderança do Partido Trabalhista pode produzir mudanças expressivas no panorama político israelense. O efeito imediato poderá ser rompimento da coalizão que sustenta o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon. Desde que o premiê perdeu o apoio da direita devido à política de retirada de Gaza, os trabalhistas, sob a liderança do veterano Shimon Peres, passaram a integrar o gabinete. Mas durante a campanha, Peretz disse que, se fosse vitorioso, abandonaria a coalizão. Se isso de fato ocorrer, as eleições, inicialmente previstas para novembro de 2006, deverão ter lugar no início do próximo ano. Sharon, que goza de boa popularidade, não teria grande dificuldade para reeleger-se. O problema é que o Likud, agremiação do premiê, está rachado. A maioria das importantes lideranças foi contrários à retirada de Gaza. Já os trabalhistas estão, desde o fracasso da cúpula de Camp David (2000) que deveria ter selado o processo de paz com os palestinos, em busca de uma identidade. Peretz fala em retorno às origens socialistas do partido e defende um acordo de paz com os palestinos. (Das agências de notícias).

Condoleezza no Oriente Médio
A secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice esteve em visita a Israel e à Autoridade Palestina. Em Jerusalém assistiu os atos em memória do ex-primeiro ministro Itzhak Rabin e reuniu-se com o primeiro ministro Ariel Sharon, a quem cumprimentou pela retirada israelense da Faixa de Gaza. Em Ramallah, encontrou-se com o presidente palestino Abu Mazen. De volta a Jerusalém, Rice fez uma conferência durante um simpósio sobre as relações entre Washington e o Oriente Médio. Ela disse que é inevitável que os palestinos combatam os seus próprios terroristas, ao mesmo tempo em que pediu a Israel “evitar fatos consumados" nos territórios, que possam condicionar os futuros acordos de paz. Em sua alocução, ela também exortou à melhoria das condições de vida dos territórios palestinos. No mesmo simpósio, Sharon advertiu que os crescentes esforços do Irã para obter armas nucleares e apoiar diferentes grupos terroristas converte o regime de Teerã no principal fator desestabilizador do Oriente Próximo. Sharon insistiu que a corrida nuclear iraniana deve ser enfrentada pelo Conselho de Segurança da ONU. (Rádio Chai).
 
Medalha a Maurício Corrêa 

Durante a 17ª Convenção da B’nai B’rith, dia 5/11 em São Paulo, teve lugar a cerimônia de entrega da Medalha de Direitos Humanos da B`nai B´rith - 2005 ao dr. Maurício José Corrêa, por sua atuação no Supremo Tribunal Federal no julgamento do escritor e editor Siegfried Ellwanger. Foi ele, na época ministro do STF e depois presidente da instituição, que percebeu a importância histórica deste julgamento para a legislação brasileira e mundial. Ao considerar que o anti-semitismo constitui crime de racismo, o STF, escreveu uma página memorável na história da comunidade judaica mundial. A cerimônia contou com diversas personalidades da vida pública nacional e da comunidade judaica. A convenção foi encerrada dia 6/11. ( B’nai B’rith).