Por: Yossi Groisseoign
Morte do
garoto brasileiro
A notícia da morte de Ali Nader Yassine, de 5 anos, garoto
brasileiro que vivia no Sul Líbano, dia 7/10, por uma explosão,
mostra como é possível distorcer a opinião
pública quando o assunto é Israel. Tanto faz ser
a poderosa central de jornalismo da rede Globo, o raivoso nazi-esquerdista
Hora do Povo, ou o partido no poder - o PT, que a desinformatzia
é a mesma. A notícia da Globo culpou Israel pela
morte e, contatada declarou que iria retificá-la, mas só
o fez cinco dias depois, não sem antes voltar à
carga. O jornal "O Estado de S. Paulo" foi correto ao
publicar dia 9/10 que o projétil que atingiu a casa da
criança era "um foguete Katiusha, do mesmo tipo normalmente
utilizado pelo Hezbollah para atacar as aldeias do norte de Israel".
Uma investigação da Missão Interina da ONU
- quem diria, a ONU - no Sul do Líbano (Unifil) constatou
que o foguete era um Katiusha. Como se sabe, Israel não
usa velhos Katiushas que não têm um mínimo
de precisão em matéria de pontaria.
Garoto brasileiro
II
Pior fez o Partido dos Trabalhadores que até hoje não
se desculpou da nota que emitiu no dia seguinte (10/10) quando
já se sabia que o menino morrera por causa do Hezbollah,
que vive lançando projéteis contra residências
israelenses e matando gente no Norte de Israel, do outro lado
da fronteira. A nota, assinada pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG),
secretário executivo de relações internacionais
do partido é uma peça esdrúxula. Após
manifestar consternação pela morte do garoto diz:
"Há uma escalada do mal radical na região,
alimentada pela irracionalidade da luta política e pela
incapacidade das Nações Unidas corrigir os rumos
que produziram o Estado de Israel, mas não criaram o Estado
Palestino e as zonas desmilitarizadas historicamente acordadas
desde o final da Segunda Guerra Mundial". Ou seja, por vias
tortas, culpa também Israel. Já o Itamaraty também
divulgou nota no dia 10/10, lamentando a morte da criança,
mas foi mais decente. Disse que ela foi morta vítima dos
conflitos na fronteira do Líbano com Israel, "atingida
por um míssil que teria sido disparado de território
libanês em direção a Israel". Deixou
no condicional.
Argentina
legalizaria neonazistas
A justiça argentina está a ponto de legalizar o
principal partido neonazista do país, o Partido Nuevo Triunfo
(PNT). O partido informa que já conseguiu as quatro mil
assinaturas necessárias para sua oficialização,
fato que não recebeu contestações. Tal como
Hitler, o líder do PNT, Alejandro Biondini, é chamado
de führer (líder). Biondini é também
responsável por um provedor de Internet que abriga na Argentina
uma série de sites de cunho neonazista, difundindo mensagens
anti-semitas e racistas. Calcula-se na Argentina que o PNT teria
de 4 mil a 5 mil simpatizantes. O próprio site partido
faz intensa propaganda contra o sionismo e os imigrantes, além
de comemorar cada 20 de abril o aniversário de Hitler.
Durante a 2ª Guerra Mundial o partido nazista argentino contou
com 60 mil simpatizantes, que realizavam constantes manifestações
pelas ruas de Buenos Aires. Depois do fim da guerra, a Argentina
transformou-se no refúgio de milhares de criminosos de
guerra nazistas e fascistas que fugiam da Alemanha, Itália,
Hungria, Croácia e França. Diversos nazistas colaboraram
com o governo do general Juan Domingo Perón, especialmente
no know-how de tortura de opositores políticos.
Neonazistas
nas eleições do Chile
O movimento neonazista no Chile terá candidatos às
eleições de Santiago em 2004. O grupo neonazista
'Sociedade Pátria Nueva' disse que terá 16 candidatos
às eleições em 2004 numa tentativa de promover
o desenvolvimento político da organização.
"Desejamos pelo menos cinco lugares", explicou a porta-voz
Alexis Lopez que esta concorrendo para a municipalidade de Santiago.
O partido fundado em 1999 e seus membros usam símbolos
nazistas e aderem a essa ideologia. A tentativa de ganhar reconhecimento
como partido político, veio depois que o presidente chileno
Ricardo Largos vetou a realização de uma conferência
internacional do movimento em abril de 2001.
Renúncia
confirmada
O novo primeiro-ministro palestino Ahmed Korei também renunciou
ao cargo por causa de atritos com Arafat. Korei disse que pretende
deixar o cargo em três semanas, afastando ainda mais as
esperanças de se reviver o plano de paz conhecido por "Mapa
da Estrada". A tensão entre Arafat e Korei reflete
as divergências sobre a quantidade de controle que Arafat,
presidente da Autoridade Palestina, quer manter sobre as Forças
Armadas palestinas, assim como sobre procedimentos e questões
pessoais. As três semanas, entretanto, deixam abertas possibilidades
para Arafat voltar atrás e Korei permanecer no cargo. Arafat
é quem devia renunciar, pois seu mandato de presidente
eleito (indiretamente, por um congresso de representantes), terminou
formalmente em 1996.
Lendas e
mais lendas
Depois da lenda divulgada pelos mentirosos fantasiados de jornalistas
do Hora do Povo, de que o grupo terrorista Hamas - cujo objetivo
é liquidar com Israel - é financiado e subsidiado
pelos Estados Unidos e por Israel para matar seus próprios
cidadãos em atentados suicidas a bomba; ou de "Caros
Amigos", que publicou artigo de Georges Bourdokan afirmando
que Israel foi fundado pelos nazistas alemães, temos novidades.
A mais nova dessas lendas é do jornal Los Angeles Times:
Submarinos israelenses teriam ogivas nucleares. Segundo o jornal,
autoridades israelenses admitiram ter armazenado mísseis
de cruzeiro Harpoon americanos, armados com ogivas nucleares.
Só que o ex-vice-ministro da Defesa de Israel, Efraim Sneh,
em entrevista à Rádio do Exército israelense
disse que "qualquer um que tenha o mínimo conhecimento
de mísseis sabe que o Harpoon jamais poderá ser
armado com ogivas nucleares. É simplesmente impossível".
Colonos
israelenses condenados
Um tribunal israelense condenou três colonos judeus a penas
de 12 a 15 anos de prisão por tentarem explodir uma escola
para meninas árabes em Jerusalém Oriental. Dois
deles, Shlomo Dvir e Ofer Gamliel, foram detidos em abril de 2002
quando iam deixar um trailer carregado de explosivos perto da
escola e de um hospital adjacente. Eles foram condenados a 15
anos de prisão; um terceiro extremista, Yarden Morag, que
os ajudou no planejamento, pegou 12 anos.
Irã
corta relações com a Argentina
O governo de Teerã rompeu relações culturais
e comerciais com a Argentina assim que foi detido em Londres o
ex-embaixador em Buenos Aires Hadi Soleimanpour, como parte das
investigações do atentado contra a AMIA - União
Mutual Israelita Argentina, que deixou 80 mortos e centenas de
feridos. Há dois meses o Irã colocou em suas licitações
de compra a proibição para os produtos argentinos.
O Irã também acusou o 'sionismo internacional' de
tentar 'impressionar e manipular' o governo de Nestor Kirchner
para gerar uma ruptura em suas relações com a Argentina.
Foi uma reação direta aos discursos dos dirigentes
da comunidade judaica na solenidade do 9º aniversário
do atentado a Amia.
Desaparecidos na ditadura argentina
O Parlamento israelense solicitou ao governo que peça a
extradição dos torturadores argentinos da ditadura
de 1976 a 1983, segundo informou ao jornal La Nación, Efraim
Zaddof, representante em Israel da Associação de
Familiares dos Judeus Desaparecidos na Argentina. O debate aconteceu
quando foi entregue um relatório sobre os desaparecidos
e sobre o empenho da embaixada neste período, elaborado
por uma comissão especial criada há dois anos, no
próprio Parlamento. O relatório inclui o testemunho
de familiares e vítimas de tortura que se encontram hoje
na Argentina e em Israel. Entre as recomendações
está a de abrir os túmulos de todas as pessoas não
identificadas, que pereceram nas mãos dos militares naquele
período.
A salvação
A nigeriana Amina Lawal, de 31 anos, não mais será
executada: a sentença de morte por lapidação
(enterrada até o pescoço, seria apedrejada) foi
suspensa depois que o tribunal de apelação islâmico
de Katsina (norte da Nigéria) a absolveu de adultério
em função da forte campanha da Anistia Internacional,
instituições judaicas de direitos humanos e grupos
de discussão na internet. Amina tinha sido condenada pela
lei muçulmana que determina a morte para mulheres que mantenham
relações sexuais fora do casamento. Estuprada, ela
engravidou. Haverá, entretanto, novo julgamento.
Solto, terrorista
mata bebê
Antes do atentado suicida da mulher-bomba, em Haifa, que resultou
em 19 mortes, dos quais quatro árabes, a Jihad Islâmica
também reivindicou a responsabilidade pelo ataque realizado
no início do Ano Novo judaico à colônia judaica
israelense de Negohot, no qual morreram duas pessoas, inclusive
um bebê. Os disparos foram efetuados por um homem de 22
anos, Mahmud Hamedan, natural de Durrah, ao sul da cidade de Hebron,
na Cisjordânia. Hamedan saíra da prisão há
três meses, após cumprir pena de 14 meses, na libertação
de presos como gesto de boa vontade de Israel em prol do acordo
de paz conhecido como Mapa da Estrada.
Israel na
comissão da ONU
Após 40 anos um representante de Israel foi eleito junto
a uma Comissão da Assembléia Geral da ONU. Tal Becker
foi eleito por consenso para ser um dos três vice-presidentes
da Comissão de Assuntos Legais. Entre as questões
tratadas nesta comissão insere-se a discussão do
terrorismo internacional, imunidade nas cortes criminais internacionais
e clonagem. 'Considero que este é um importante passo rumo
à aceitação de Israel como membro efetivo
e igual aos demais países dentro da ONU', disse Becker,
afirmando que 'a ONU não diz respeito apenas ao conflito
árabe-israelense'.
Regime nazista
matou 200 mil deficientes
Cerca de 200 mil pessoas, com problemas mentais ou portadoras
de outras deficiências, foram assassinadas pelos nazistas
num gigantesco programa de eugenia, segundo dados colhidos no
Arquivo Federal da Alemanha. O extermínio, por gás,
drogas ou inanição, estendeu-se à Áustria,
Polônia e a então Tchecoslováquia, segundo
a agência de notícias Associated Press (AP).
Bandeira
de Israel trêmula em Dubai
O forasteiro que chega ao Centro de Convenções Internacional
de Dubai pode ver a bandeira do Estado de Israel tremulando entre
as dos principais participantes do evento anual do Banco Mundial
e do Fundo Monetário Internacional. Dubai que deseja estabelecer-se
como um centro financeiro líder do Golfo Pérsico,
permitiu a participação da delegação
israelense, embora os Emirados Árabes Unidos não
reconheçam o Estado de Israel. No entanto, o ministro israelense
das Finanças, Benjamin Netanyahu, alegando razões
de segurança, não quis participar do encontro, o
que contrariou muitos homens de negócios, que acreditam
que o país perdeu uma oportunidade de apresentar o seu
ponto de vista ao mundo árabe. Já a imprensa árabe
reclamou que Israel é membro do encontro enquanto a Autoridade
Palestina é convidada apenas como observadora.
Mostrando
o jogo
Na Malásia, o chanceler palestino, Farouk Kaddoumi, disse
que seu povo tem o direito da luta armada contra os israelenses
por qualquer meio. Representante palestino na reunião da
Organização da Conferência Islâmica,
Kaddoumi disse que exortará os 56 outros países
membros a cortarem ligações econômicas e políticas
com Israel por causa da repressão aos palestinos. Alguém
ainda acredita que os atuais dirigentes palestinos desejam realmente
a paz?
Vergonha
"Vocês vão voltar ao Brasil moralmente e politicamente
mais qualificados", disse o presidente Lula a grupo de estudantes
brasileiros com os quais se encontrou durante sua recente visita
a Fidel Castro, em setembro. Afora o fato de ter que ouvir isso
ser uma humilhação para o povo brasileiro que ajudou
a elegê-lo presidente, Cuba é o país que tem
mais jornalistas presos no mundo. São cerca de 30, todos
eles encarcerados por crime de opinião. Além deles
há um cidadão brasileiro preso em Havana há
nove meses, sem uma acusação formal. Há seis
meses, três cubanos foram fuzilados sem julgamento e outras
dezenas de pessoas foram condenadas pelo hediondo crime de fazer
oposição ao regime. Os estudantes vão mesmo
voltar mais qualificados?