(Sessão especial
durou um dia inteiro e relembrou a maior tragédia
da civilização)
A idéia da realização da sessão
partiu de 30 membros em cartas dirigidas ao Secretário-geral.
Elas enfatizaram a necessidade de que as Nações
Unidas, como uma "rosa nascida das cinzas da Segunda Guerra
Mundial e o Holocausto", deviam marcar aquela ocasião
com sua importância histórica. Devido à falta
de espaço publicamos um resumo dos principais discursos
pronunciados.
O sobrevivente do Holocausto e laureado com o Prêmio
de Nobel da Paz, Elie Wiesel, perguntou-se como foi possível
manter a "vergonhosa indiferença que cercou as
obscuras fábricas da morte". Ele disse na sessão
especial da Assembléia Geral, que marcou o 60º aniversário
da libertação dos campos de morte nazistas que,
naqueles amargos dias, as vítimas não só foram
torturadas e assassinadas pelo inimigo, mas também pelo
silêncio do mundo. Declarou ter encontrado dificuldades
para se expressar e que suas palavras se tornaram obstáculos
em lugar de veículos. Não houve palavras para
descrever o que as vítimas sentiam quando morte era
a norma e vida era um milagre.
Wiesel disse que como adolescente, viu o que nenhum ser humano
deveria ver -- o triunfo do fanatismo político e do ódio
ideológico contra aqueles que eram diferentes. Ele viu
multidões de seres humanos, judeus principalmente, humilhados,
isolados, atormentados, torturados e assassinados.
Tanta humilhação, agonia e dor, apesar da maior
parte da tragédia ter sido documentada nos anais de
história -- Auschwitz ainda é um desafio à língua
e a compreensão. Bebês eram usados como exercício
de tiro ao alvo, adolescentes foram condenados à morte
e pais viram seus filhos lançados em covas ardentes.
Uma imensa solidão engolfou um povo inteiro, com um
desespero que assombra os seus dias e os seus sonhos, até mesmo
60 anos depois. E indagou: o que foi Auschwitz? Uma experiência
da loucura que teve o mundo como seu criador, o fim ou o início
de um apocalipse das antigas centúrias, ou uma convulsão
demoníaca das forças da criação
humana?
Se o mundo tivesse escutado, poderia ter prevenido Darfur,
Camboja, Bósnia e Ruanda.
Além de Wiesel, do secretário-geral da ONU, Kofi
Annan, do subsecretário Brian Urquhart, representantes
da Polônia, Federação russa, Estados Unidos,
Luxemburgo (pela União Européia), Itália,
França, Canadá, Armênia, Republica da Macedônia
(ex-Iugoslávia), Reino Unido, Noruega, Áustria,
Hungria e Holanda também discursaram em nome de seus
governos. E além deles, representantes dos seguintes
governos também fizeram declarações: Guiné,
em nome do grupo africano; Afeganistão, em nome do grupo
asiático; Bulgária, em nome do Grupo Europeu
Oriental; Honduras, em nome do Grupo Latino-americano e do
Caribe; Portugal, em nome do Grupo Europeu Ocidental e outros
Estados; China; Jordânia; Tadjiquistão; Panamá;
Belarus; Gabão; Tanzânia; República da
Coréia; Brasil; Japão; Romênia; Argentina;
Benin; Ruanda; Turquia; Austrália; Venezuela; Quênia;
Nova Zelândia e o Vaticano.
A cena no campo de Bergen-Belsen quando as primeiras Forças
Aliadas chegaram era inimaginável, disse Brian Urquhart,
subsecretário-geral das Nações Unidas
e veterano das Forças Aliadas na 2ª Guerra Mundial,
disse. Como os demais, Bergen-Belsen fora projetado para executar
o assassinato deliberado e a profanação de milhões
de almas em nome de uma ideologia pervertida e lunática.
O secretário-geral da ONU Kofi Annan disse aos sobreviventes
e representantes que “o propósito dos campos de
concentração era o de exterminar um povo inteiro.
Houve outras vítimas, como deficientes, ciganos, poloneses
e outros eslavos, prisioneiros de guerra soviéticos,
e comprometidos mentalmente, mas a tragédia dos judeus
foi sem igual. Dois terços dos judeus da Europa, incluindo
de um a um e meio milhão de crianças, foram assassinados.
Uma civilização inteira que contribuíra
muito com o patrimônio cultural e intelectual da Europa
e do mundo foi desarraigada, destruída, devastada”,
disse. “Devemos estar vigilantes contra todas as ideologias
baseadas no ódio e na exclusão, sempre e onde
quer que apareçam", declarou
Annan destacou os bons homens e mulheres, como Oskar Schindler,
Gertrude Luckner e Raoul Wallenberg, que salvaram vidas. O
mundo, para sua vergonha, mais de uma vez não impediu
outros genocídios desde o Holocausto — no Camboja,
em Ruanda e na ex-Iugoslávia — e coisas terríveis
estão acontecendo hoje em Darfur, disse.
Observando ser a sessão histórica, pois pela
primeira vez a Assembléia Geral ONU comemorava a libertação
daqueles odiosos campos de morte, Jean Ping (do Gabão),
presidente eleito por aclamação da 28ª sessão
especial, disse que a reunião era também simbólica
porque a comunidade internacional pôde, finalmente, reconhecer
a tragédia do Holocausto e expressar seu testemunho
firme para condenar a tirania e o comportamento selvagem onde
quer que exista.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha,
Joschka Fischer, disse que o nome "Auschwitz" representa
o supremo crime contra a humanidade no século 20. As
tropas soviéticas que chegaram ao campo frustraram as
tentativas nazistas de esconder os seus crimes contra o mundo.
Não obstante, a libertação do campo não
foi uma ocasião para celebração -- nem
para os prisioneiros, nem os seus libertadores -- porque fora
muito tarde para quase todos aqueles que tinham sido deportados
para lá. Os soldados soviéticos só acharam
7.000 sobreviventes. Milhões caíram vítimas
do monstruoso assassinato em massa planejado pelos nazistas.
O ministro das Relações Exteriores de Israel,
Silvan Shalom, falou que para 6 milhões de judeus, o
Estado de Israel chegara muito tarde, e as Nações
Unidas chegaram muito tarde. “Porém, não é muito
tarde para combater a intolerância, rejeitar o preconceito,
chamar o mal pelo seu nome. Isso nunca teria sido conhecido
se as Nações Unidas tivessem existido; o Holocausto
poderia ter sido impedido, mas a sessão confirma a necessidade
das Nações Unidas, como também que cada
Estado-membro individualmente, se dedique a assegurar que nunca
aconteça novamente”. Como o número de sobreviventes
diminui, o mundo está à beira do momento quando
aquele evento terrível mudaria da memória para
a história. "Deixem que todos aqui reunidos se
comprometam a nunca se esquecer das vítimas, nunca abandonar
os sobreviventes, e nunca, jamais, permitir a repetição
de tal evento”, disse Shalom, observando que, inclusive
ele próprio perdera familiares no Holocausto.
A tragédia do Holocausto foi o ímpeto principal
no restabelecimento do lar do povo judeu em sua antiga terra.
Desde seu estabelecimento, Israel tornou-se um porto para judeus
que enfrentam perseguição em qualquer lugar no
mundo. Israel construiu uma sociedade baseada nos valores democráticos
e de liberdade para todos os seus cidadãos, onde a vida
judaica, a cultura, a literatura, a religião e o estudo — todas
essas coisas que os nazistas queriam destruir — poderiam
florescer.
Ele disse que a última década foi testemunha
do aumento nas tentativas de negar o Holocausto. Incrível,
há aqueles que apagariam da história 6 milhões
de assassinatos. Pior que destruir um povo é sistematicamente
negá-lo, tirar das vítimas, de seus filhos e
netos, a legitimidade de seu sofrimento. Negar o Holocausto
não só é profanar a memória das
vítimas e abusar dos sobreviventes, mas também
privar o mundo de suas lições — lições
que foram cruciais, hoje, 60 anos depois. Hoje, uma vez mais,
a pestilência do anti-semitismo está elevando
sua cabeça. Quem poderia imaginar que menos de 60 anos
após Auschwitz e Bergen-Belsen, os judeus e Israel seriam
alvos de ataques anti-semitas, até mesmo em países
que testemunharam atrocidades nazistas? É exatamente
o que está acontecendo.
Bronislaw Geremek, representante especial da Polônia,
disse que seu país perdeu grande parte de sua elite
espiritual e política nos campos de concentração
nazistas, junto com 3 milhões -- ou 90 por cento --
de seus cidadãos judeus. Foi na Polônia ocupada
que a Alemanha de Hitler construiu Auschwitz, seu maior campo
de concentração. Os nazistas escolheram a Polônia
como lugar do massacre dos judeus europeus por duas razões.
Primeiro, a maior parte dos judeus condenada à morte,
na sua totalidade, vivia na Europa Central e Oriental. Segundo,
os perpetradores pretendiam esconder seu crime do mundo cometendo
isso longe da Europa Ocidental.
"É
nosso dever preservar a memória do que aconteceu e também
moldar a consciência das gerações jovens
a um espírito de tolerância, respeito pelos direitos
humanos e sensibilidade a qualquer manifestação
discriminatória". Isso pode ser alcançado
com programas educacionais, como o do Centro de Educação
sobre Auschwitz e o Holocausto e do Instituto da Paz e Reconciliação.
Vladimir Lukin, comissário de Direitos Humanos da Federação
Russa, disse que a reunião histórica comemora
o dia que as forças aliadas, conduzidas por tropas russas,
libertaram um dos campos de morte mais monstruosos que tinham
sido criados sob o regime nazista. Torturaram judeus, ciganos
e também cidadãos de 17 países. O extermínio
selvagem e sistemático de um povo é hoje símbolo
da luta global contra opressão e o racismo. A Rússia,
que sofreu a desumanidade e a ilegalidade da ditadura comunista
nunca esquecerá dos princípios humanitários. É dever
de toda humanidade honrar a memória dos sobreviventes
da 2ª Guerra Mundial e unir-se contra a possibilidade
de outra guerra mundial, ou conflito, reconhecendo o papel
central das Nações Unidas.
Paul Wolfowitz, secretário de Defesa dos Estados Unidos,
recordou que Elie Wiesel ensinou que em situações
extremas, a neutralidade é um pecado que ajuda os assassinos
e fere as vítimas. Ele ensinou sobre a necessidade de
falar sobre ações indizíveis, de forma
que elas nunca sejam esquecidas ou repetidas. Sobretudo, ele
deu seu testemunho pessoal de que, em meio àquela horrível
opressão, havia sempre a esperança de que a bondade
do espírito humano prevalecesse. O mundo está aqui
hoje para refletir sobre aquela ocasião, quando o mal
totalitário ceifou milhões de vidas preciosas. É importante
que os Estados-membros afirmem sua rejeição à maldade
e expressem a esperança de que o mundo não seguirá mais
aquele caminho.
Jean Asselborn, primeiro-ministro de Luxemburgo, e em nome
da União Européia, disse que há alguns
lugares e eventos que nunca ficarão perdidos na história;
e sempre permanecerão nas mentes dos homens. Auschwitz-Birkenau,
Bergen-Belsen, Treblinka e outros campos de morte foram lugares
emblemáticos que permanecem como "uma ferida aberta
na consciência da humanidade". Eram fabricas nazistas
de morte onde intencionalmente se planejou o extermínio
organizado de milhões de seres humanos. “A memória
das vítimas”, disse, “exigiu que a comunidade
internacional buscasse entender a sucessão de causas
e efeitos, e o raciocínio horroroso que conduziu milhões
de seres humanos à morte que, 60 anos depois ainda permanece
incompreensível”.
Michel Barnier, ministro das Relações Exteriores
da França, disse que os nazistas buscaram a negação
da humanidade. “A Solução Final” foi
o horror da brutalidade sistematizada. Mas a libertação
dos campos terminou com o sofrimento mais extremo e devolve
aos deportados sua identidade e dignidade de seres humanos.
As Nações Unidas nasceram se opondo à guerra,
que em sua extensão geográfica, cobrou a vida
de 55 milhões de pessoas, principalmente civis. As nações
que se uniram contra aquela barbárie obtiveram a vitória
final e criaram uma organização internacional
fundada na lei e empenhada em poupar o mundo de outro cataclisma.
Apesar das muitas esperanças nos últimos 60 anos,
quantas promessas foram quebradas ao redor do mundo e quantos
civis foram mortos ou tiveram seus direitos pisoteados? Esta
comemoração deve servir para lembrar ao mundo
do penhor que cada Estado fez ao unir-se à ONU. A França,
junto com todos seus membros europeus, apoiou vigorosamente
a realização da sessão especial pela libertação
dos campos. O gênero humano deve permanecer vigilante. "Nunca
nos deixem esquecer de que quando os primeiros sinais de perseguição
aos judeus anunciavam que a Shoah aconteceria, quantos se levantaram?
Quantos falaram? O dever de se lembrar nos une hoje. Nos compele à vigilância.
Nos dirige à ação", ele disse.
Lord Janner Braunstone, conselheiro real do Reino Unido, disse
que os nazistas assassinaram sua família inteira na
Lituânia e Letônia. Membro das forças armadas,
ele testemunhou a máquina mortal nazista. Segundo ele,
todas as pessoas, de qualquer nacionalidade, têm que
fazer tudo para que as próximas gerações
aprendam as lições do Holocausto e lutar contra
o genocídio. O Reino Unido também faz esforços
para assegurar que sejam lembrados os crimes do Holocausto.
A história do Holocausto e seu resultado também
são ensinados nas escolas.
Olav Kjørven, ministro das Relações Exterior
da Noruega, disse ser importante lembrar, refletir e aprender
o que houve 60 anos atrás. Na Noruega ocupada, como
em outros países, o alvo dos nazistas foi destruir a
comunidade judaica completamente. Muito poucos dos que foram
presos e deportados retornaram. "Precisamos olhar para
nós mesmos — ao racismo, à discriminação
e ao anti-semitismo em nossos próprios países.
Precisamos olhar para nossos sistemas educacionais e alertar
as gerações futuras sobre o que aconteceu no
passado para impedir sua repetição".
Franz Morak, secretário do chanceler da Áustria,
disse da sua agonia em saber que seu país tinha perdido
tantos cidadãos judeus para o Holocausto, e sentia a
dor de perceber que muitos austríacos tomaram parte
naquilo que foi o maior de todos os crimes. O Holocausto representou
uma "fratura na civilização" e Auschwitz,
as conseqüências desastrosas da tirania e do desprezo
pela dignidade da vida humana. Memoriais são importantes,
declarou, mas a educação é uma ferramenta
mais poderosa. Devem ser ensinadas às pessoas mais jovens
que nenhuma sociedade pode alcançar qualquer progresso
ou desenvolvimento sem respeito aos direitos humanos e a dignidade
do indivíduo. Essa é a lição e
o legado de Auschwitz. A Áustria levou muito tempo para
entender que não foi só vítima do regime
nazista, mas que os austríacos também estavam
entre os perpetradores.
Andras Barsony, da Hungria, declarou que é tempo da
comunidade internacional pagar tributo aos milhões que
morreram nos campos em nome de uma ideologia brutal e radical.
Milhões foram julgados "inferiores" e seu
assassinato foi uma perda trágica para humanidade. Ele
disse que 400.000 húngaros morreram nos campos e o total
de húngaros mortos durante a guerra foi de 600.000.
E é uma triste verdade saber que húngaros ajudaram
os nazistas.
Max Van Der Stoel, ministro da Holanda disse: “Se esquecermos
as atrocidades tudo pode muito facilmente acontecer de novo.
Já experimentamos, e continuamos experimentando atos
sistemáticos de genocídio em outros lugares do
mundo".
Ibrahima Stoed Alfa, da Guiné, em nome dos Estados africanos,
disse que o extermínio de 6 milhões de judeus
durante o Holocausto continuará pesando na consciência
de gênero humano. O grupo africano espera que a sessão
especial sirva para tirar lições do Holocausto,
como também combater o genocídio, abusos de direitos
humanos e discriminação racial.
Ravan A. G. Farhadi, do Afeganistão, falou pelo grupo
asiático sobre a Declaração dos Direitos
do Homem e a Convenção sobre Prevenção
e Castigo dos Crimes de Genocídio, que são marcos
principais nesses últimos 60 anos. A entrada em vigor,
do Estatuto do Tribunal Criminal Internacional foi outro esforço
principal para intimidar todos os tipos de atrocidades experimentadas
pela humanidade durante a ascensão nazista 60 anos atrás.
Manuel Acosta Bonilla, de Honduras, falou pelo grupo Latino-americano
e do Caribe. “Genocídio e crimes contra a humanidade
e a lei internacional devem ser confrontados com medidas legais
globais e poderosas. Não podemos deixar tais legados
trágicos e obscuros para nossas crianças",
disse.
João Salgueiro, de Portugal, declarou que os campos
nazistas representaram os crimes mais odiosos cometidos na
história de gênero humano. Seis milhões
de judeus — metade da população judaica
de Europa, e um terço da população judaica
do mundo — pereceram nas mãos do regime nazista
junto com 5 milhões de outras vítimas. A assembléia
não só é uma oportunidade de render tributo à memória
de todas as vítimas, mas de refletir como foi possível
uma tragédia sem precedentes como aquela.
O príncipe Zeid Ra'ad Zeid Al-Hussein, da Jordânia,
disse qualquer julgamento do século 20 que no futuro
os historiadores façam, a soma das realizações
científicas, tecnológicas e literárias
será transfigurada pelo Holocausto e pela guerra de
agressão empreendida pelos nazistas. Tão extremos
foram seus atos, e tão extremo foi o sofrimento de tantos
milhões, que não poderíamos esperar "nada
menos que o desprezo dos futuros historiadores com o que aconteceu".
Ronaldo Sardenberg, do Brasil, disse que as atrocidades cometidas
pelo regime nazista causam a mais profunda angústia
entre todos os que se esforçam para entender como tais
barbaridades puderam ser cometidas. A libertação
dos campos foi o prelúdio da derrota da nazista. O Brasil
enviou 25.000 soldados e um esquadrão aéreo que
se uniu aos aliados no teatro de operações da
Europa. Também tinha sido atacado no Atlântico
Sul. No campo de batalha, centenas de brasileiros deram suas
vidas pela paz e liberdade. Sessenta anos depois, países
e regiões saqueadas pelo conflito global desfrutam de
paz e prosperidade e contribuíram significativamente
para a estabilidade internacional, disse.
O arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa
Sé nas Nações Unidas, disse que a comunidade
internacional contempla hoje as conseqüências de
intolerância, como foi recordado por todos por causa
da engenharia política e social dos nazistas, que considerou
impróprios para sociedade os judeus, os povos eslavos,
portadores de problemas mentais, inválidos e homossexuais,
entre outros marcados para o extermínio. Os que ousaram
opor-se ao regime com palavras ou ações pagaram
com as próprias vidas. Os campos de morte testemunharam
um plano sem precedente para o extermínio deliberado,
sistemática de um povo inteiro, o povo judeu.
Ele pediu aos homens e mulheres de boa vontade que aproveitassem
a ocasião para dizer “nunca mais” a tais
crimes, não importando sua inspiração
política, de forma que todos os países, como
também as Nações Unidas, possam verdadeiramente
respeitar a vida, a liberdade e a dignidade de todo ser humano.
Olho
“
Temos que ensinar às próximas gerações
para que aprendam as lições do Holocausto e temos
que lutar contra o genocídio”