Visão Judaica Março de 2005 Artigos e Reportagens
ONU - Representantes de 40 países discursam nos 60 anos da libertação dos campos nazistas

(Sessão especial durou um dia inteiro e relembrou a maior tragédia da civilização)

A idéia da realização da sessão partiu de 30 membros em cartas dirigidas ao Secretário-geral. Elas enfatizaram a necessidade de que as Nações Unidas, como uma "rosa nascida das cinzas da Segunda Guerra Mundial e o Holocausto", deviam marcar aquela ocasião com sua importância histórica. Devido à falta de espaço publicamos um resumo dos principais discursos pronunciados.

O sobrevivente do Holocausto e laureado com o Prêmio de Nobel da Paz, Elie Wiesel, perguntou-se como foi possível manter a "vergonhosa indiferença que cercou as obscuras fábricas da morte". Ele disse na sessão especial da Assembléia Geral, que marcou o 60º aniversário da libertação dos campos de morte nazistas que, naqueles amargos dias, as vítimas não só foram torturadas e assassinadas pelo inimigo, mas também pelo silêncio do mundo. Declarou ter encontrado dificuldades para se expressar e que suas palavras se tornaram obstáculos em lugar de veículos. Não houve palavras para descrever o que as vítimas sentiam quando morte era a norma e vida era um milagre.

Wiesel disse que como adolescente, viu o que nenhum ser humano deveria ver -- o triunfo do fanatismo político e do ódio ideológico contra aqueles que eram diferentes. Ele viu multidões de seres humanos, judeus principalmente, humilhados, isolados, atormentados, torturados e assassinados.

Tanta humilhação, agonia e dor, apesar da maior parte da tragédia ter sido documentada nos anais de história -- Auschwitz ainda é um desafio à língua e a compreensão. Bebês eram usados como exercício de tiro ao alvo, adolescentes foram condenados à morte e pais viram seus filhos lançados em covas ardentes. Uma imensa solidão engolfou um povo inteiro, com um desespero que assombra os seus dias e os seus sonhos, até mesmo 60 anos depois. E indagou: o que foi Auschwitz? Uma experiência da loucura que teve o mundo como seu criador, o fim ou o início de um apocalipse das antigas centúrias, ou uma convulsão demoníaca das forças da criação humana?

Se o mundo tivesse escutado, poderia ter prevenido Darfur, Camboja, Bósnia e Ruanda.

Além de Wiesel, do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, do subsecretário Brian Urquhart, representantes da Polônia, Federação russa, Estados Unidos, Luxemburgo (pela União Européia), Itália, França, Canadá, Armênia, Republica da Macedônia (ex-Iugoslávia), Reino Unido, Noruega, Áustria, Hungria e Holanda também discursaram em nome de seus governos. E além deles, representantes dos seguintes governos também fizeram declarações: Guiné, em nome do grupo africano; Afeganistão, em nome do grupo asiático; Bulgária, em nome do Grupo Europeu Oriental; Honduras, em nome do Grupo Latino-americano e do Caribe; Portugal, em nome do Grupo Europeu Ocidental e outros Estados; China; Jordânia; Tadjiquistão; Panamá; Belarus; Gabão; Tanzânia; República da Coréia; Brasil; Japão; Romênia; Argentina; Benin; Ruanda; Turquia; Austrália; Venezuela; Quênia; Nova Zelândia e o Vaticano.

A cena no campo de Bergen-Belsen quando as primeiras Forças Aliadas chegaram era inimaginável, disse Brian Urquhart, subsecretário-geral das Nações Unidas e veterano das Forças Aliadas na 2ª Guerra Mundial, disse. Como os demais, Bergen-Belsen fora projetado para executar o assassinato deliberado e a profanação de milhões de almas em nome de uma ideologia pervertida e lunática.

O secretário-geral da ONU Kofi Annan disse aos sobreviventes e representantes que “o propósito dos campos de concentração era o de exterminar um povo inteiro. Houve outras vítimas, como deficientes, ciganos, poloneses e outros eslavos, prisioneiros de guerra soviéticos, e comprometidos mentalmente, mas a tragédia dos judeus foi sem igual. Dois terços dos judeus da Europa, incluindo de um a um e meio milhão de crianças, foram assassinados. Uma civilização inteira que contribuíra muito com o patrimônio cultural e intelectual da Europa e do mundo foi desarraigada, destruída, devastada”, disse. “Devemos estar vigilantes contra todas as ideologias baseadas no ódio e na exclusão, sempre e onde quer que apareçam", declarou

Annan destacou os bons homens e mulheres, como Oskar Schindler, Gertrude Luckner e Raoul Wallenberg, que salvaram vidas. O mundo, para sua vergonha, mais de uma vez não impediu outros genocídios desde o Holocausto — no Camboja, em Ruanda e na ex-Iugoslávia — e coisas terríveis estão acontecendo hoje em Darfur, disse.

Observando ser a sessão histórica, pois pela primeira vez a Assembléia Geral ONU comemorava a libertação daqueles odiosos campos de morte, Jean Ping (do Gabão), presidente eleito por aclamação da 28ª sessão especial, disse que a reunião era também simbólica porque a comunidade internacional pôde, finalmente, reconhecer a tragédia do Holocausto e expressar seu testemunho firme para condenar a tirania e o comportamento selvagem onde quer que exista.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, disse que o nome "Auschwitz" representa o supremo crime contra a humanidade no século 20. As tropas soviéticas que chegaram ao campo frustraram as tentativas nazistas de esconder os seus crimes contra o mundo. Não obstante, a libertação do campo não foi uma ocasião para celebração -- nem para os prisioneiros, nem os seus libertadores -- porque fora muito tarde para quase todos aqueles que tinham sido deportados para lá. Os soldados soviéticos só acharam 7.000 sobreviventes. Milhões caíram vítimas do monstruoso assassinato em massa planejado pelos nazistas.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Silvan Shalom, falou que para 6 milhões de judeus, o Estado de Israel chegara muito tarde, e as Nações Unidas chegaram muito tarde. “Porém, não é muito tarde para combater a intolerância, rejeitar o preconceito, chamar o mal pelo seu nome. Isso nunca teria sido conhecido se as Nações Unidas tivessem existido; o Holocausto poderia ter sido impedido, mas a sessão confirma a necessidade das Nações Unidas, como também que cada Estado-membro individualmente, se dedique a assegurar que nunca aconteça novamente”. Como o número de sobreviventes diminui, o mundo está à beira do momento quando aquele evento terrível mudaria da memória para a história. "Deixem que todos aqui reunidos se comprometam a nunca se esquecer das vítimas, nunca abandonar os sobreviventes, e nunca, jamais, permitir a repetição de tal evento”, disse Shalom, observando que, inclusive ele próprio perdera familiares no Holocausto.

A tragédia do Holocausto foi o ímpeto principal no restabelecimento do lar do povo judeu em sua antiga terra. Desde seu estabelecimento, Israel tornou-se um porto para judeus que enfrentam perseguição em qualquer lugar no mundo. Israel construiu uma sociedade baseada nos valores democráticos e de liberdade para todos os seus cidadãos, onde a vida judaica, a cultura, a literatura, a religião e o estudo — todas essas coisas que os nazistas queriam destruir — poderiam florescer.

Ele disse que a última década foi testemunha do aumento nas tentativas de negar o Holocausto. Incrível, há aqueles que apagariam da história 6 milhões de assassinatos. Pior que destruir um povo é sistematicamente negá-lo, tirar das vítimas, de seus filhos e netos, a legitimidade de seu sofrimento. Negar o Holocausto não só é profanar a memória das vítimas e abusar dos sobreviventes, mas também privar o mundo de suas lições — lições que foram cruciais, hoje, 60 anos depois. Hoje, uma vez mais, a pestilência do anti-semitismo está elevando sua cabeça. Quem poderia imaginar que menos de 60 anos após Auschwitz e Bergen-Belsen, os judeus e Israel seriam alvos de ataques anti-semitas, até mesmo em países que testemunharam atrocidades nazistas? É exatamente o que está acontecendo.

Bronislaw Geremek, representante especial da Polônia, disse que seu país perdeu grande parte de sua elite espiritual e política nos campos de concentração nazistas, junto com 3 milhões -- ou 90 por cento -- de seus cidadãos judeus. Foi na Polônia ocupada que a Alemanha de Hitler construiu Auschwitz, seu maior campo de concentração. Os nazistas escolheram a Polônia como lugar do massacre dos judeus europeus por duas razões. Primeiro, a maior parte dos judeus condenada à morte, na sua totalidade, vivia na Europa Central e Oriental. Segundo, os perpetradores pretendiam esconder seu crime do mundo cometendo isso longe da Europa Ocidental.

"É nosso dever preservar a memória do que aconteceu e também moldar a consciência das gerações jovens a um espírito de tolerância, respeito pelos direitos humanos e sensibilidade a qualquer manifestação discriminatória". Isso pode ser alcançado com programas educacionais, como o do Centro de Educação sobre Auschwitz e o Holocausto e do Instituto da Paz e Reconciliação.

Vladimir Lukin, comissário de Direitos Humanos da Federação Russa, disse que a reunião histórica comemora o dia que as forças aliadas, conduzidas por tropas russas, libertaram um dos campos de morte mais monstruosos que tinham sido criados sob o regime nazista. Torturaram judeus, ciganos e também cidadãos de 17 países. O extermínio selvagem e sistemático de um povo é hoje símbolo da luta global contra opressão e o racismo. A Rússia, que sofreu a desumanidade e a ilegalidade da ditadura comunista nunca esquecerá dos princípios humanitários. É dever de toda humanidade honrar a memória dos sobreviventes da 2ª Guerra Mundial e unir-se contra a possibilidade de outra guerra mundial, ou conflito, reconhecendo o papel central das Nações Unidas.

Paul Wolfowitz, secretário de Defesa dos Estados Unidos, recordou que Elie Wiesel ensinou que em situações extremas, a neutralidade é um pecado que ajuda os assassinos e fere as vítimas. Ele ensinou sobre a necessidade de falar sobre ações indizíveis, de forma que elas nunca sejam esquecidas ou repetidas. Sobretudo, ele deu seu testemunho pessoal de que, em meio àquela horrível opressão, havia sempre a esperança de que a bondade do espírito humano prevalecesse. O mundo está aqui hoje para refletir sobre aquela ocasião, quando o mal totalitário ceifou milhões de vidas preciosas. É importante que os Estados-membros afirmem sua rejeição à maldade e expressem a esperança de que o mundo não seguirá mais aquele caminho.

Jean Asselborn, primeiro-ministro de Luxemburgo, e em nome da União Européia, disse que há alguns lugares e eventos que nunca ficarão perdidos na história; e sempre permanecerão nas mentes dos homens. Auschwitz-Birkenau, Bergen-Belsen, Treblinka e outros campos de morte foram lugares emblemáticos que permanecem como "uma ferida aberta na consciência da humanidade". Eram fabricas nazistas de morte onde intencionalmente se planejou o extermínio organizado de milhões de seres humanos. “A memória das vítimas”, disse, “exigiu que a comunidade internacional buscasse entender a sucessão de causas e efeitos, e o raciocínio horroroso que conduziu milhões de seres humanos à morte que, 60 anos depois ainda permanece incompreensível”.

Michel Barnier, ministro das Relações Exteriores da França, disse que os nazistas buscaram a negação da humanidade. “A Solução Final” foi o horror da brutalidade sistematizada. Mas a libertação dos campos terminou com o sofrimento mais extremo e devolve aos deportados sua identidade e dignidade de seres humanos. As Nações Unidas nasceram se opondo à guerra, que em sua extensão geográfica, cobrou a vida de 55 milhões de pessoas, principalmente civis. As nações que se uniram contra aquela barbárie obtiveram a vitória final e criaram uma organização internacional fundada na lei e empenhada em poupar o mundo de outro cataclisma.

Apesar das muitas esperanças nos últimos 60 anos, quantas promessas foram quebradas ao redor do mundo e quantos civis foram mortos ou tiveram seus direitos pisoteados? Esta comemoração deve servir para lembrar ao mundo do penhor que cada Estado fez ao unir-se à ONU. A França, junto com todos seus membros europeus, apoiou vigorosamente a realização da sessão especial pela libertação dos campos. O gênero humano deve permanecer vigilante. "Nunca nos deixem esquecer de que quando os primeiros sinais de perseguição aos judeus anunciavam que a Shoah aconteceria, quantos se levantaram? Quantos falaram? O dever de se lembrar nos une hoje. Nos compele à vigilância. Nos dirige à ação", ele disse.

Lord Janner Braunstone, conselheiro real do Reino Unido, disse que os nazistas assassinaram sua família inteira na Lituânia e Letônia. Membro das forças armadas, ele testemunhou a máquina mortal nazista. Segundo ele, todas as pessoas, de qualquer nacionalidade, têm que fazer tudo para que as próximas gerações aprendam as lições do Holocausto e lutar contra o genocídio. O Reino Unido também faz esforços para assegurar que sejam lembrados os crimes do Holocausto. A história do Holocausto e seu resultado também são ensinados nas escolas.

Olav Kjørven, ministro das Relações Exterior da Noruega, disse ser importante lembrar, refletir e aprender o que houve 60 anos atrás. Na Noruega ocupada, como em outros países, o alvo dos nazistas foi destruir a comunidade judaica completamente. Muito poucos dos que foram presos e deportados retornaram. "Precisamos olhar para nós mesmos — ao racismo, à discriminação e ao anti-semitismo em nossos próprios países. Precisamos olhar para nossos sistemas educacionais e alertar as gerações futuras sobre o que aconteceu no passado para impedir sua repetição".

Franz Morak, secretário do chanceler da Áustria, disse da sua agonia em saber que seu país tinha perdido tantos cidadãos judeus para o Holocausto, e sentia a dor de perceber que muitos austríacos tomaram parte naquilo que foi o maior de todos os crimes. O Holocausto representou uma "fratura na civilização" e Auschwitz, as conseqüências desastrosas da tirania e do desprezo pela dignidade da vida humana. Memoriais são importantes, declarou, mas a educação é uma ferramenta mais poderosa. Devem ser ensinadas às pessoas mais jovens que nenhuma sociedade pode alcançar qualquer progresso ou desenvolvimento sem respeito aos direitos humanos e a dignidade do indivíduo. Essa é a lição e o legado de Auschwitz. A Áustria levou muito tempo para entender que não foi só vítima do regime nazista, mas que os austríacos também estavam entre os perpetradores.

Andras Barsony, da Hungria, declarou que é tempo da comunidade internacional pagar tributo aos milhões que morreram nos campos em nome de uma ideologia brutal e radical. Milhões foram julgados "inferiores" e seu assassinato foi uma perda trágica para humanidade. Ele disse que 400.000 húngaros morreram nos campos e o total de húngaros mortos durante a guerra foi de 600.000. E é uma triste verdade saber que húngaros ajudaram os nazistas.

Max Van Der Stoel, ministro da Holanda disse: “Se esquecermos as atrocidades tudo pode muito facilmente acontecer de novo. Já experimentamos, e continuamos experimentando atos sistemáticos de genocídio em outros lugares do mundo".

Ibrahima Stoed Alfa, da Guiné, em nome dos Estados africanos, disse que o extermínio de 6 milhões de judeus durante o Holocausto continuará pesando na consciência de gênero humano. O grupo africano espera que a sessão especial sirva para tirar lições do Holocausto, como também combater o genocídio, abusos de direitos humanos e discriminação racial.

Ravan A. G. Farhadi, do Afeganistão, falou pelo grupo asiático sobre a Declaração dos Direitos do Homem e a Convenção sobre Prevenção e Castigo dos Crimes de Genocídio, que são marcos principais nesses últimos 60 anos. A entrada em vigor, do Estatuto do Tribunal Criminal Internacional foi outro esforço principal para intimidar todos os tipos de atrocidades experimentadas pela humanidade durante a ascensão nazista 60 anos atrás.

Manuel Acosta Bonilla, de Honduras, falou pelo grupo Latino-americano e do Caribe. “Genocídio e crimes contra a humanidade e a lei internacional devem ser confrontados com medidas legais globais e poderosas. Não podemos deixar tais legados trágicos e obscuros para nossas crianças", disse.

João Salgueiro, de Portugal, declarou que os campos nazistas representaram os crimes mais odiosos cometidos na história de gênero humano. Seis milhões de judeus — metade da população judaica de Europa, e um terço da população judaica do mundo — pereceram nas mãos do regime nazista junto com 5 milhões de outras vítimas. A assembléia não só é uma oportunidade de render tributo à memória de todas as vítimas, mas de refletir como foi possível uma tragédia sem precedentes como aquela.

O príncipe Zeid Ra'ad Zeid Al-Hussein, da Jordânia, disse qualquer julgamento do século 20 que no futuro os historiadores façam, a soma das realizações científicas, tecnológicas e literárias será transfigurada pelo Holocausto e pela guerra de agressão empreendida pelos nazistas. Tão extremos foram seus atos, e tão extremo foi o sofrimento de tantos milhões, que não poderíamos esperar "nada menos que o desprezo dos futuros historiadores com o que aconteceu".

Ronaldo Sardenberg, do Brasil, disse que as atrocidades cometidas pelo regime nazista causam a mais profunda angústia entre todos os que se esforçam para entender como tais barbaridades puderam ser cometidas. A libertação dos campos foi o prelúdio da derrota da nazista. O Brasil enviou 25.000 soldados e um esquadrão aéreo que se uniu aos aliados no teatro de operações da Europa. Também tinha sido atacado no Atlântico Sul. No campo de batalha, centenas de brasileiros deram suas vidas pela paz e liberdade. Sessenta anos depois, países e regiões saqueadas pelo conflito global desfrutam de paz e prosperidade e contribuíram significativamente para a estabilidade internacional, disse.

O arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, disse que a comunidade internacional contempla hoje as conseqüências de intolerância, como foi recordado por todos por causa da engenharia política e social dos nazistas, que considerou impróprios para sociedade os judeus, os povos eslavos, portadores de problemas mentais, inválidos e homossexuais, entre outros marcados para o extermínio. Os que ousaram opor-se ao regime com palavras ou ações pagaram com as próprias vidas. Os campos de morte testemunharam um plano sem precedente para o extermínio deliberado, sistemática de um povo inteiro, o povo judeu.
Ele pediu aos homens e mulheres de boa vontade que aproveitassem a ocasião para dizer “nunca mais” a tais crimes, não importando sua inspiração política, de forma que todos os países, como também as Nações Unidas, possam verdadeiramente respeitar a vida, a liberdade e a dignidade de todo ser humano.

Olho
“ Temos que ensinar às próximas gerações para que aprendam as lições do Holocausto e temos que lutar contra o genocídio”