Um escândalo eclode e as pergunta são: Uma das
grandes fotografias bélicas da história ou
uma hábil montagem? Um crime do exército de
Israel contra um menino palestino ou mais um dos crimes que
os terroristas e assassinos de seu próprio povo cometem
contra sua gente para com isso danificar a imagem do Estado
judeu?
Agora a polêmica desatada na França tornou-se
pública pela jornalista Doreen Carvajal do International
Herald Tribune na segunda-feira, 7 de fevereiro. Ela informa
sobre uma suspeita possibilidade de manipulação
midiática. Doreen Carvajal lembra os seus leitores
que “desde o começo da segunda Intifada, há mais
de quatro anos, muitas crianças foram mortas nos tiroteios.
Mas é a alarmante imagem de um aterrorizado rapazinho
de 12 anos, tratando, em vão, de proteger-se atrás
do corpo de seu pai, que se converteu em um ícone.
Parte desse show tão semelhante à cultura de
carpideira e o desonesto pesar expresso nos histéricos
gritos tão presente entre os árabes que é com
segurança o que levou o Egito e a Tunísia a
imprimir selos postais com a imagem desse pobre garoto, Mohamed
al-Durra, ajoelhado contra seu genitor no meio de uma chuva
de balas em setembro de 2000. Também como o caso dos
egípcios — denominando em sua homenagem uma
rua do Cairo, não por piedade com certeza, mas para
com isso semear ainda mais entre seus habitantes um ódio
e uma sede de vingança irracional. Sabe-se que já é parte
de um ritual que os terroristas suicidas palestinos invoquem
sua recordação ante a câmera de vídeo,
antes de ir para o "sacrifício".
Mas segue narrando em seu artigo Doreen Carvajal: “Distante
das atormentadas ruas de Gaza, na França, a fotografia
provocou milhares de discussões. O debate se torna
inflamado porque muitos se perguntam se a filmagem da televisão,
da qual foi tirada esta imagem, é autêntica,
duvidosa ou — como afirma um acadêmico norte-americano — uma "engenhosa
montagem teatral".
Concordo com esta jornalista do International Herald Tribune
que qualquer fotografia de guerra tem sido há mais
de um século a mais poderosa arma de propaganda. Muitas
dessas fotografias são emblemáticas, como o
caso de “Morte de um miliciano espanhol" de Robert
Capa, citada pela jornalista.
Voltando ao caso que estão denunciando agora na França
sobre a manipulação da fotografia desse garoto
palestino que talvez seja vítima da mesma perversa
prática de fazer de seus próprios filhos mártires
para com isso satanizar Israel, com a foto hoje em julgamento
se fizeram pôsteres e se teceram sensíveis histórias
repetidas e divulgadas até o cansaço por uma
imprensa mundial que desde há muito parece haver perdido
a objetividade e estar a serviço dos que pretendem
nos impor a cultura da morte sobre o valor inviolável
do respeito à vida…
O resultado é que agora o tão condenado e “manchetado” crime
israelense contra o menino Mohamed al-Durra está rodeado
de dúvidas e grandes suspeitas… Como bem assinala
o artigo publicado por International Herald Tribune no caso
da história de Mohamed al-Durra, a polêmica
se viu estimulada por sua "exclusividade".
Mas isso não pode ficar assim, isto temos a obrigação
de denunciar, de publicar. Temos que dizer a esses que jogam à “Inocência” quando
lhes mostramos a manipulação midiática
a favor do terrorismo islâmico que este escândalo
parece deixar claro muitas falsidades… Agora devemos
dizer que quando a rede francesa de TV France 2 e seu correspondente
em Jerusalém, Charles Enderlin, propagaram a imagem,
se encheram de glória… E não é difícil
encontrar um pequeno duendezinho anti-semita em muitos grandes
defensores dos Direitos Humanos de… todo aquele que
não seja judeu, ainda que seja um terrorista, um decapitador,
um farsante.
Resulta que para a France 2 e seu correspondente em Jerusalém,
Charles Enderlin o tempo passou e com ele... também
passou a cegueira. Esse tempo que passou permitiu investigar… E
o que emerge não é bonito, nem sensível,
nem heróico…
Segundo leio, a Metula News Agency, uma minúscula
agência de notícias de Israel está divulgando
suas investigações a respeito deste caso. Segundo
resume Doreen Carvajal, a agência divulga suas notas
em francês, e até alugaram um cinema para analisar
fotograma por fotograma a filmagem da película ou
gravação de onde foi extraída a fotografia…
Ninguém tem a obrigação de calar ante
tanta manipulação e tanta cumplicidade, assim
sabemos já que o Exército israelense divulgou
até mapas e gráficos do local, demonstrando
com esses documentos que é impossível que fossem
soldados judeus os culpados.
Temos que dizer àqueles que dão como palavra
divina toda acusação vinda de terroristas e
fanáticos que já existe um documentário
alemão, que com o nome de “Três balas
para um menino: quem matou Mohamed al-Durra?", procura
comprovar se o menino palestino foi alvejado pelos israelenses
ou pelos palestinos. Ainda não há conclusões,
mas as teremos…
No início de fevereiro Daniel Leconte, ex-correspondente
da France 2, publicou no diário francês Le Figaro
um artigo colocando em dúvida a autenticidade da foto.
Leconte escreveu em dupla com Denis Jeambar, redator-chefe
do semanário L’Express. Ambos fizeram públicas
suas conclusões semanas depois que a France 2 lhes
permitiu ver os 27 minutos completos da filmagem e depois
que o diário Le Monde se negou a incluir a nota em
suas páginas.
O que acontece senhores que me lêem? O que é essa
maracutaia criminosa? Este temor reverencial de muitos em
dizer verdades sobre um bando de criminosos e sóciopatas
que são os primeiros a causar morte e desolação
a seus próprios povos?
Doreen Carvajal também assinala em sua reportagem
que durante o ano de 2000, quando se divulgaram as imagens,
a France 2 ofereceu gratuitamente o fragmento mais polêmico
a qualquer televisão que o quisesse, mas nunca facilitou
o filme completo…
Agora sabemos que essa seqüência foi captada por
um cinegrafista palestino chamado Talal Abu Rahma e o correspondente
Enderlin, que ligeiro e axiomático culpou dessa morte
o exército israelense e montou um título sensibilizante
e inquisidor, e descreveu o fato como "a morte de um
menino por disparos feitos pelos israelenses", não
esteve presente. Quanta rigorosidade jornalística!
Vamos também informar sobre Esther Schapira, a produtora
alemã que preparava um documentário sobre o
tema, e que declarou que tentou, infrutiferamente, que lhe
permitissem ver todo o filme original e também da
convicta negativa da France 2. Então… O que
escondem? O que tratam de ocultar?
Igualmente escreve Doreen Carvajal que no momento em que
apareceram artigos críticos, “…e sobretudo
um em que o norte-americano The Atlantic Monthly, Charles
Enderlin — sem estar presente no momento da morte do
menino, asseverou em seus textos e comentários que
não se havia alterado a realidade"...
O farsante Charles Enderlin declarou: "Devido ao fato
de que algumas cenas, como a agonia, eram muito fortes, tive
que cortar vários segundos". Agora, quase cinco
anos depois Richard Landes, da Universidade de Boston, estudou
outras filmagens desse dia, incluindo várias nas que
se vê o menino morto e suas conclusões são
terríveis. Diz Landes que a cena é provavelmente "falsificada".
Agora, pressionados por uma opinião pública
que deve assumir a defesa da verdade a France 2 se viu forçada
a mostrar para o The International Herald Tribune os 27 minutos
completos e a conclusão dos jornalistas que viram
essa filmagem, é que há cortes e vazios. Diante
disso, a pomposa rede France 2 responde que isso se deve
ao fato que o cinegrafista deixou de filmar em algumas ocasiões,
para "não gastar a bateria". Que cinismo!
Ninguém pôde ver o momento, o instante da morte
do garoto e a "agonia" que serviu para Enderlin
manipular a opinião pública. Isso não
existe na película… A France 2 pretende agora
processar por difamação vários personagens,
mas não dá nomes… Desrespeitosos e hipócritas
se limitam a declarar que diante deste evidente caso de impostura
e menosprezo ao público eles são “inocentes” e,
portanto, apresentarão uma ação judicial
contra "X". Sim, contra “X”… o
que é o mesmo que dizer contra ninguém…
Mohamed al-Durra talvez tenha que ser baixado dos pedestais
dos mártires terroristas e sóciopatas. O infeliz
garoto palestino talvez seja outra vítima entre as
milhares de crianças que servem de escudo a uns covardes
que os colocam na frente e os mandam para morrer enquanto
eles enganam, roubam, falseiam… Mohamed al-Durra vem
a ser a expressão gráfica daquele horror plasmado
na frase lapidar de Golda Meir:
"
Haverá paz, quando as mães árabes amarem
mais os seus filhos do que odeiam aos judeus".
D’us dê a Mohamed al-Durra, a paz e o respeito
que não lhe deram seus próprios
irmãos. Esses que agora emergem como seus possíveis
assassinos... Os que o sacrificaram nos altares da mentira.
* Eleonora Bruzual é jornalista venezuelana, diretora
da revista na Internet “Mulheres do Terceiro Milênio” e
já trabalhou na TV e em ádio, tanto como repórter,
produtora ou diretora. Recebeu diversos prêmios e homenagens
no âmbito das comunicações, escreve no
Diario El Universal, de Caracas e no Nuevo Herald, de Miami.
Atualmente participa do programa radiofônico “Tribuna
Democrática”, de Caracas. Tem formação
acadêmica nas universidades Autônoma de Barcelona
e Complutense de Madrid. É também conhecida artista
plástica com exposições nacionais e internacionais.
Ela publicou este texto em 8.2.2005. Traduzido por Szyja Lorber
para o jornal Visão Judaica.