Ehud Olmert, vice 1º ministro interino e ministro da
Indústria, Comércio e Trabalho passa três
dias no país
O vice primeiro-ministro interino de Israel e ministro da
Indústria, Comércio e Trabalho, Ehud Olmert,
esteve no Brasil cumprindo uma visita oficial de três
dias ao país, a partir do dia 7/3, com agenda em Brasília,
São Paulo e Rio de Janeiro. A visita teve como principal
objetivo expandir e fortalecer as relações entre
os dois países, especialmente as relações
econômicas. Conversações a respeito de
um Acordo de Livre Comércio entre Israel e Mercosul
também estiveram na pauta. O Ministro liderou uma delegação
de 20 empresários israelenses dos setores de têxteis,
segurança pública, tecnologia, telecomunicações
e agricultura. Olmert encontrou-se com o presidente Lula, ministros
da área econômica, autoridades estaduais e municipais,
federações de indústrias e grandes empresas
locais. Participou de eventos da comunidade judaica e teve
encontros com lideranças judaicas.
Em Brasília, o ministro Olmert foi recebido por Lula
e pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, pela ministra das Minas e Energia,
Dilma Roussef e pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.
Em São Paulo, reuniu-se com o governador interino, Cláudio
Lembo e secretários, e participou de encontros com empresários
na Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp) e na Câmara de Comércio
Brasil-Israel. Olmert passou pelo Rio de Janeiro, onde encontrou-se
com a governadora do Estado do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho,
com o prefeito César Maia e participou de um encontro
na Federação das Indústrias do Estado
do Rio de Janeiro (Firjan).
Mercosul
Através de um possível acordo comercial com o
Mercosul, Israel e Brasil podem expandir seu comércio
e encontrar novas formas de cooperação para trazer
benefícios econômicos e prosperidade a ambos os
lados. O acordo pode incluir também cooperação
em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia. Israel é um
país pequeno, com poucos recursos naturais, porém
a economia israelense é baseada no comércio internacional
e precisa importar grandes volumes de mercadorias (a importação
per capita em Israel alcançou quase US$ 6 mil em 2004).
Como ainda não há o acordo entre Israel e o Mercosul,
Israel importa a maioria de suas matérias-primas necessárias
de países como os Estados Unidos, a União Européia
e outros com os quais o país já tem esses acordos.
Economia israelense
Israel tem uma economia liberal e competitiva, e construiu
uma reputação com um centro de excelência
nos domínios de pesquisa e tecnologia, e como um líder
mundial em diversos setores, estendendo-se desde telecomunicações,
espaço, biotecnologia, nanotecnologia até agrotecnologia.
Em relação ao Brasil, vários setores merecem
destaque, entre os quais os de telecomunicações.
Tecnologias israelenses são alinhadas com o extensivo
e rápido desenvolvimento deste setor no mercado brasileiro.
Equipamentos e serviços médicos privados são
altamente desenvolvidos no Brasil e podem usar os equipamentos
médicos sofisticados fabricados em Israel. Na área
de agrotecnologia, há uma grande demanda por produtos
israelenses e know-how especializado neste setor. As demandas
por produtos e soluções israelenses na área
de segurança pública estão crescendo rapidamente.
Israel pode oferecer ao Brasil tecnologias ambientais inovadoras
como o tratamento de resíduos sólidos e esgoto,
tecnologias para a prevenção da poluição
do ar, sistemas para dessalinização e muito mais.
Atualmente existem mais de 150 empresas israelenses operando
com sucesso no Brasil. Algumas delas: Netafim, Naan-Dan, Belmerix,
Gilat, Ituran, Mul-T-Lock e Straus Elite entre outras.
Indicadores de Israel em 2004
PIB Israel 2004: US$ 117 bilhões. Crescimento de 4,2%
em relação a 2003. PIB per capita 2004: US$ 17.200.
População de Israel em 2004: 6,8 milhões.
Total de importações de Israel do mundo: US$
40,5 bilhões. Total de exportações de
Israel para o mundo: US$ 33,7 bilhões.
Total do comércio entre Brasil e Israel: US$ 683 milhões
em 2004, frente a US$ 490 milhões em 2003. Aumento de
40% no comércio total entre os dois países. Exportações
de Israel para o Brasil: US$ 477 milhões em 2004, um
aumento de 31% quando comparado a 2003 (US$ 364 milhões).
Importações de Israel do Brasil: US$ 206 milhões
em 2004, um aumento de 60% comparado a 2003 (US$ 127 milhões).
Comércio Israel-Brasil
Os principais setores de exportação de Israel
para o Brasil em 2004 foram Químicos e Minerais, Eletrônicos
e Equipamentos Médicos (incluindo Telecomunicações
e Equipamentos de Segurança Pública). A exportação
de Israel para o Brasil cresceu em 2004, em relação
a 2003, principalmente pelo aumento da exportação
de Químicos e Minerais (15%) e de Equipamentos Eletrônicos
(mais de 100%). Esse dois últimos grupos de produtos
compõem mais de 90% do total das exportações
de Israel para o Brasil.
Os principais produtos importados por Israel do Brasil, em
2004, foram Carne, Produtos Animais, Produtos Vegetais (soja)
e Metais Base. A importação cresceu em 2004,
em relação a 2003, principalmente em função
do aumento da importação de Carne e Produtos
Animais (60%), Produtos Vegetais (soja) (113%) e Metais Base
(100%). Esses três grupos compõem mais de 60%
do total das importações do Brasil. Dados do
Instituto Central de Estatísticas de Israel, Conib,
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior do Brasil.
Ehud Olmert é vice primeiro-ministro e ministro da Indústria,
Comércio e Trabalho de Israel, além de ser o
ministro responsável pela Administração
de terras israelenses e a Autoridade de Radiofusão israelense.
Olmert foi eleito membro do 16º Knesset (Parlamento) em
2003. Ele serviu como o chefe da campanha de eleição
para o Partido Likud, e subsequentemente foi o negociador do
acordo de coalisão.
Nascido em Israel, em 1945, graduou-se pela Universidade Hebraica
de Jerusalém, em Psicologia, Filosofia e Direito, e
chegou a exercer a advocacia. Foi eleito primeiramente para
o Knesset em 1973, aos 28 anos de idade e reeleito sete vezes
seguidas. Já foi Ministro das Minorias (1988-1990) e
Ministro da Saúde (1990-1992). Entre 1981-1988 foi membro
do Comitê de Relações Exteriores e Segurança,
e também dos Comitês de Finanças, Educação
e Orçamento de Defesa.
De 1993 a 2003, exerceu por dois mandatos o cargo de Prefeito
de Jerusalém, período no qual se dedicou à iniciação
e avanços de grandes projetos na cidade, desenvolvimento
e melhorias do sistema educacional e o desenvolvimento da infra-estrutura
viária. Também desenvolveu o sistema de metrô de
superfície em Jerusalém e investiu milhões
de shekels em opções de transporte de massa para
a cidade.
Quando Prefeito de Jerusalém visitou a cidade de Curitiba,
para participar da inauguração da Fonte de Jerusalém,
uma homenagem aos 3.000 anos daquela cidade sagrada, e localizada
na Avenida Sete de Setembro, esquina com Av. Arthur Bernardes,
em dezembro 1995.