Visão Judaica Março de 2005 Artigos e Reportagens
Ministro israelense em visita ao Brasil

Ehud Olmert, vice 1º ministro interino e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho passa três dias no país

O vice primeiro-ministro interino de Israel e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho, Ehud Olmert, esteve no Brasil cumprindo uma visita oficial de três dias ao país, a partir do dia 7/3, com agenda em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A visita teve como principal objetivo expandir e fortalecer as relações entre os dois países, especialmente as relações econômicas. Conversações a respeito de um Acordo de Livre Comércio entre Israel e Mercosul também estiveram na pauta. O Ministro liderou uma delegação de 20 empresários israelenses dos setores de têxteis, segurança pública, tecnologia, telecomunicações e agricultura. Olmert encontrou-se com o presidente Lula, ministros da área econômica, autoridades estaduais e municipais, federações de indústrias e grandes empresas locais. Participou de eventos da comunidade judaica e teve encontros com lideranças judaicas.

Em Brasília, o ministro Olmert foi recebido por Lula e pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, pela ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef e pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Em São Paulo, reuniu-se com o governador interino, Cláudio Lembo e secretários, e participou de encontros com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e na Câmara de Comércio Brasil-Israel. Olmert passou pelo Rio de Janeiro, onde encontrou-se com a governadora do Estado do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, com o prefeito César Maia e participou de um encontro na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Mercosul

Através de um possível acordo comercial com o Mercosul, Israel e Brasil podem expandir seu comércio e encontrar novas formas de cooperação para trazer benefícios econômicos e prosperidade a ambos os lados. O acordo pode incluir também cooperação em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia. Israel é um país pequeno, com poucos recursos naturais, porém a economia israelense é baseada no comércio internacional e precisa importar grandes volumes de mercadorias (a importação per capita em Israel alcançou quase US$ 6 mil em 2004). Como ainda não há o acordo entre Israel e o Mercosul, Israel importa a maioria de suas matérias-primas necessárias de países como os Estados Unidos, a União Européia e outros com os quais o país já tem esses acordos.

Economia israelense
Israel tem uma economia liberal e competitiva, e construiu uma reputação com um centro de excelência nos domínios de pesquisa e tecnologia, e como um líder mundial em diversos setores, estendendo-se desde telecomunicações, espaço, biotecnologia, nanotecnologia até agrotecnologia. Em relação ao Brasil, vários setores merecem destaque, entre os quais os de telecomunicações. Tecnologias israelenses são alinhadas com o extensivo e rápido desenvolvimento deste setor no mercado brasileiro. Equipamentos e serviços médicos privados são altamente desenvolvidos no Brasil e podem usar os equipamentos médicos sofisticados fabricados em Israel. Na área de agrotecnologia, há uma grande demanda por produtos israelenses e know-how especializado neste setor. As demandas por produtos e soluções israelenses na área de segurança pública estão crescendo rapidamente. Israel pode oferecer ao Brasil tecnologias ambientais inovadoras como o tratamento de resíduos sólidos e esgoto, tecnologias para a prevenção da poluição do ar, sistemas para dessalinização e muito mais. Atualmente existem mais de 150 empresas israelenses operando com sucesso no Brasil. Algumas delas: Netafim, Naan-Dan, Belmerix, Gilat, Ituran, Mul-T-Lock e Straus Elite entre outras.

Indicadores de Israel em 2004

PIB Israel 2004: US$ 117 bilhões. Crescimento de 4,2% em relação a 2003. PIB per capita 2004: US$ 17.200. População de Israel em 2004: 6,8 milhões. Total de importações de Israel do mundo: US$ 40,5 bilhões. Total de exportações de Israel para o mundo: US$ 33,7 bilhões.

Total do comércio entre Brasil e Israel: US$ 683 milhões em 2004, frente a US$ 490 milhões em 2003. Aumento de 40% no comércio total entre os dois países. Exportações de Israel para o Brasil: US$ 477 milhões em 2004, um aumento de 31% quando comparado a 2003 (US$ 364 milhões). Importações de Israel do Brasil: US$ 206 milhões em 2004, um aumento de 60% comparado a 2003 (US$ 127 milhões).
Comércio Israel-Brasil

Os principais setores de exportação de Israel para o Brasil em 2004 foram Químicos e Minerais, Eletrônicos e Equipamentos Médicos (incluindo Telecomunicações e Equipamentos de Segurança Pública). A exportação de Israel para o Brasil cresceu em 2004, em relação a 2003, principalmente pelo aumento da exportação de Químicos e Minerais (15%) e de Equipamentos Eletrônicos (mais de 100%). Esse dois últimos grupos de produtos compõem mais de 90% do total das exportações de Israel para o Brasil.

Os principais produtos importados por Israel do Brasil, em 2004, foram Carne, Produtos Animais, Produtos Vegetais (soja) e Metais Base. A importação cresceu em 2004, em relação a 2003, principalmente em função do aumento da importação de Carne e Produtos Animais (60%), Produtos Vegetais (soja) (113%) e Metais Base (100%). Esses três grupos compõem mais de 60% do total das importações do Brasil. Dados do Instituto Central de Estatísticas de Israel, Conib, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

Ehud Olmert é vice primeiro-ministro e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel, além de ser o ministro responsável pela Administração de terras israelenses e a Autoridade de Radiofusão israelense. Olmert foi eleito membro do 16º Knesset (Parlamento) em 2003. Ele serviu como o chefe da campanha de eleição para o Partido Likud, e subsequentemente foi o negociador do acordo de coalisão.

Nascido em Israel, em 1945, graduou-se pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em Psicologia, Filosofia e Direito, e chegou a exercer a advocacia. Foi eleito primeiramente para o Knesset em 1973, aos 28 anos de idade e reeleito sete vezes seguidas. Já foi Ministro das Minorias (1988-1990) e Ministro da Saúde (1990-1992). Entre 1981-1988 foi membro do Comitê de Relações Exteriores e Segurança, e também dos Comitês de Finanças, Educação e Orçamento de Defesa.

De 1993 a 2003, exerceu por dois mandatos o cargo de Prefeito de Jerusalém, período no qual se dedicou à iniciação e avanços de grandes projetos na cidade, desenvolvimento e melhorias do sistema educacional e o desenvolvimento da infra-estrutura viária. Também desenvolveu o sistema de metrô de superfície em Jerusalém e investiu milhões de shekels em opções de transporte de massa para a cidade.

Quando Prefeito de Jerusalém visitou a cidade de Curitiba, para participar da inauguração da Fonte de Jerusalém, uma homenagem aos 3.000 anos daquela cidade sagrada, e localizada na Avenida Sete de Setembro, esquina com Av. Arthur Bernardes, em dezembro 1995.