Visão Judaica - Edição N° 22
:. Editorial: Liberdade de existir .:

 

Estamos nos preparando para comemorar uma das mais importantes festividades do povo judeu. Pessach, também conhecida como Páscoa judaica, tem para nós um significado supremo: a liberdade. A passagem do estado da escravidão para a libertação; dos grilhões e da opressão para o livre arbítrio e o desprendimento. Das trevas à luz. Pessach rememora toda a história de um passado que é transmitido de geração para geração, procurando preservar o valor sublime da liberdade, uma das razões maiores da existência humana. Nesta edição o leitor pode conhecer tudo sobre Pessach.
Os últimos acontecimentos na Espanha chocaram mundo, mas deram aos europeus a exata medida do que é o sofrimento pela matança de inocentes por causa da brutalidade insana do terrorismo. O mesmo com o qual em Israel a população é obrigada a conviver praticamente todos os dias nestes últimos anos. O sentimento de dor é mesmo, a indignação também. É lamentável ver vidas sendo ceifadas inutilmente, mas talvez agora os europeus, e o resto do mundo, sentindo as feridas na própria carne, possam despertar para o horror de ter que sair de casa e não saber se ficará vivo para retornar ao seio da família. Quem sabe agora enxerguem melhor e vejam Israel com outros olhos. Com os olhos que precisam ver que as pessoas só desejam viver em paz.
Infelizmente há ainda um longo caminho a percorrer. Veja-se o caso terrível do Portal Terra na internet. Colocaram na página uma matéria contendo os principais atentados terroristas desde o fatídico 11 de setembro, por conta do atentado de Madri. Pasmem leitores: Nem uma só menção aos atentados perpetrados em Israel, entre os citados. Aos que escreveram ao Portal Terra para reclamar desse comportamento acintoso, a resposta era ainda mais revoltante.
Diziam que não consideravam os atentados em Israel, já “que fazem parte de um conflito entre duas partes e que se estende no tempo, como sendo da mesma natureza de atentados pontuais em partes diferentes do mundo por grupos distintos. Por isso eles não estão presentes em nossa lista”. Uma desculpa esfarrapada e mentirosa. Afinal, o conflito entre Rússia e Chechênia não é "um conflito entre duas partes e que se estende no tempo"? Pois estão na lista pelo menos sete atentados chechenos. E o conflito na Colômbia, que já dura anos? Não será também "um conflito entre duas partes e que se estende no tempo"? Mas a lista os inclui também. E os conflitos na Índia e Paquistão, não são o mesmo? Mas eles também estão na lista. Estão todos lá. Menos os de Israel
O que é isto? Desdenha-se os mortos em Israel, vítimas de homicidas cruéis que buscam a morte pela morte, o terror pelo terror? Uma lista de atentados no mundo sem incluir nenhum atentado em Israel é uma vergonha mentira. Ou seria anti-semitismo? O Portal alegou ter-se baseado em informe da Agência Reuters. Seriam verdadeiras as suspeitas sobre a agência de notícias ter seu controle acionário nas mãos de capital saudita? O fato é que só depois de muita pressão o Portal terra voltou atrás e colocou a lista correta no ar.
A Redação.

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