Estamos nos preparando para comemorar uma das mais
importantes festividades do povo judeu. Pessach, também conhecida como
Páscoa judaica, tem para nós um significado supremo:
a liberdade. A passagem do estado da escravidão para a libertação;
dos grilhões e da opressão para o livre arbítrio
e o desprendimento. Das trevas à luz. Pessach rememora toda
a história de um passado que é transmitido de geração
para geração, procurando preservar o valor sublime
da liberdade, uma das razões maiores da existência
humana. Nesta edição o leitor pode conhecer tudo
sobre Pessach.
Os últimos acontecimentos na Espanha chocaram mundo, mas
deram aos europeus a exata medida do que é o sofrimento
pela matança de inocentes por causa da brutalidade insana
do terrorismo. O mesmo com o qual em Israel a população é obrigada
a conviver praticamente todos os dias nestes últimos anos.
O sentimento de dor é mesmo, a indignação
também. É lamentável ver vidas sendo ceifadas
inutilmente, mas talvez agora os europeus, e o resto do mundo,
sentindo as feridas na própria carne, possam despertar para
o horror de ter que sair de casa e não saber se ficará vivo
para retornar ao seio da família. Quem sabe agora enxerguem
melhor e vejam Israel com outros olhos. Com os olhos que precisam
ver que as pessoas só desejam viver em paz.
Infelizmente há ainda um longo caminho a percorrer. Veja-se
o caso terrível do Portal Terra na internet. Colocaram na
página uma matéria contendo os principais atentados
terroristas desde o fatídico 11 de setembro, por conta do
atentado de Madri. Pasmem leitores: Nem uma só menção
aos atentados perpetrados em Israel, entre os citados. Aos que
escreveram ao Portal Terra para reclamar desse comportamento acintoso,
a resposta era ainda mais revoltante.
Diziam que não consideravam os atentados em Israel, já “que
fazem parte de um conflito entre duas partes e que se estende no
tempo, como sendo da mesma natureza de atentados pontuais em partes
diferentes do mundo por grupos distintos. Por isso eles não
estão presentes em nossa lista”. Uma desculpa esfarrapada
e mentirosa. Afinal, o conflito entre Rússia e Chechênia
não é "um conflito entre duas partes e que se
estende no tempo"? Pois estão na lista pelo menos sete
atentados chechenos. E o conflito na Colômbia, que já dura
anos? Não será também "um conflito entre
duas partes e que se estende no tempo"? Mas a lista os inclui
também. E os conflitos na Índia e Paquistão,
não são o mesmo? Mas eles também estão
na lista. Estão todos lá. Menos os de Israel
O que é isto? Desdenha-se os mortos em Israel, vítimas
de homicidas cruéis que buscam a morte pela morte, o terror
pelo terror? Uma lista de atentados no mundo sem incluir nenhum
atentado em Israel é uma vergonha mentira. Ou seria anti-semitismo?
O Portal alegou ter-se baseado em informe da Agência Reuters.
Seriam verdadeiras as suspeitas sobre a agência de notícias
ter seu controle acionário nas mãos de capital saudita?
O fato é que só depois de muita pressão o
Portal terra voltou atrás e colocou a lista correta no ar.
A Redação.