Por: Yossi Groisseoign
Sobrevivente e político
Faleceu aos 80 anos o político americano Tom Lantos, único sobrevivente do Holocausto eleito na história dos EUA. Lantos era presidente da Comissão de Relações Exteriores do Congresso dos Estados Unidos. Lutou durante a II Guerra Mundial nas fileiras da resistência húngara e foi salvo da morte pelo diplomata sueco Raoul Wallenberg, junto com dezenas de milhares de pessoas. Sua luta permanente pelos direitos humanos não conhecia fronteiras e a marca de suas iniciativas ficou gravada nos cinco continentes. Lantos foi um dos fundadores da ONG educativa, criada na Argentina, que leva o nome de Fundação Internacional Raoul Wallenberg. Ao seu sepultamento compareceram importantes figuras da sociedade americana e personalidades internacionais. (Notícias da Rua Judaica)
Lula pretende visitar Israel este ano
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, confirmou em Tel-Aviv, a primeira visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel, o que deverá ocorrer ainda este ano. ‘O presidente Lula tem a firme intenção de ir à região, com certeza a Israel e aos territórios palestinos e, provavelmente, a outros países’. Amorim esteve em Jerusalém com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, em uma reunião que, segundo ele, se desenvolveu em um ‘clima muito positivo’. Foram discutidos, entre outros assuntos, as relações bilaterais, o conflito palestino e o recente acordo de livre-comércio assinado entre o Mercosul e Israel. ‘Israel é o primeiro país de fora da região com o qual o Mercosul assinou um acordo de livre-comércio. Este fato tem um significado econômico, mas também um significado político e demonstra que os países do Mercosul são muito abertos, sem preconceitos, dispostos a fazer acordos com todo o mundo’, afirmou Amorim. (Jornal Alef).
Sauditas condenam mulher morte por bruxaria
A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu ao rei Abdullah, da Arábia Saudita, que suspenda a execução de uma mulher condenada à morte no país, acusada de bruxaria. A Arábia Saudita segue rigidamente a sharia, a lei muçulmana. Para a HRW a polícia religiosa que prendeu a mulher e os juízes que a julgaram "não lhe deram em nenhum momento a possibilidade de provar sua inocência contra acusações absurdas". Fawza foi presa em maio de 2005 e condenada à morte em abril de 2006, por "suposto crime de bruxaria, recurso ao demônio e sacrifício" de animais, segundo a Human Rights Watch. "O fato de tribunais sauditas continuarem a realizar processos por crimes não verificáveis evidencia sua incapacidade de conduzir investigações criminais objetivas", comentou o responsável pela organização humanitária no Oriente Médio, Joe Stork. A associação afirmou que em 2 de novembro passado um farmacêutico egípcio, Mustafa Ibrahim, que trabalhava no norte da Arábia Saudita, foi decapitado após ser considerado culpado de práticas de bruxaria. (Ansa).
Cristão atacados em Gaza
A biblioteca da Associação Cristã de Moços em Gaza era aberta ao publico, mas foi incendiada por indivíduos não identificados que detonaram explosivos em seu interior. A YMCA, uma instituição cristã dedicada ao esporte e a cultura sofreu sérios prejuízos, embora ninguém tenha sido ferido. Entretanto, dois seguranças do local foram seqüestrados, a sede saqueada, um veiculo roubado e 8.000 livros totalmente destruídos. Mesmo que dirigentes do Hamas tenham negado a execução do crime, acredita-se que foi uma represália pela republicação das charges do profeta Maomé em jornais dinamarqueses. A YMCA, embora cristã, estava aberta a todos os moradores de Gaza, oferecendo uma escola, clube desportivo e salão de festas, sem nunca dedicar-se ao proselitismo. Os 3500 cristãos da cidade, em sua maioria seguidores do rito grego-ortodoxo, estão temerosos de que este foi mais um ato destinado a expulsá-los da Faixa de Gaza. (Notícias da Rua Judaica).
Sarkozy desiste do projeto memória
O presidente francês Nicolas Sarkozy deixou de lado seu projeto de fazer os escolares de seu país assumir a memória de crianças judias mortas pelos nazistas, idéia rejeitada por uma grande maioria da sociedade francesa. Pelo projeto, a cada aluno seria “confiada” a memória de uma das 11.000 crianças francesas vítimas do genocídio nazista, o foi motivo de polêmica no país. Sindicatos de professores criticaram duramente a decisão, enquanto a oposição socialista e a comunidade judaica aprovaram a iniciativa. A partir da volta as aulas, em setembro de 2008, cada aluno do último ano do primário teria que conhecer o nome e a vida de uma criança morta no genocídio nazista. "Alguém pensou no possível impacto sociológico nos alunos?", criticou um dos principais sindicatos de ensino. "Há o risco que o aluno tenha um sentimento de culpa pelo destino de outro aluno pelo qual não é absolutamente responsável", afirmou o sindicato dos professores. (AFP).
Judeus iranianos migram
Pela primeira vez em muitos anos, um grupo de imigrantes judeus chegou a Israel vindo do país inimigo Irã. Os imigrantes, cerca de 40 pessoas, foram recebidos por suas famílias, que vivem há muito tempo em Israel, no aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv. A comunidade judaica iraniana é uma das mais antigas do mundo. Tinha quase 100 mil membros antes da Revolução Islâmica de 1979. Hoje, com cerca de 25 mil integrantes, é a segunda maior comunidade judaica do Oriente Médio, depois da de Israel. A Agência Judaica, organização encarregada de coordenar a imigração dos judeus da diáspora, abriu recentemente um site em língua persa dirigido aos judeus do Irã — país que não autoriza seus cidadãos a viajarem a Israel — a quem promete ajudas financeiras para se instalarem no Estado hebreu. (AFP).
Centenário de Tel Aviv
Um balão amarelo com dez metros de altura, com o formato de um pato, será lançado no próximo mês no município de Tel-Aviv, Israel, na abertura das comemorações do centenário de fundação da cidade, anunciaram fontes locais. Trata-se de uma homenagem ao caricaturista Dudu Geva, que morreu anos atrás, e criou, entre outras personagens, um pato e um grilo funcionários do município. Para realizar o balão, artistas de Tel-Aviv organizaram uma campanha. A obra ficará cerca de um mês na praça da cidade, cenário de episódios dramáticos da história israelense, como a manifestação deplorando o assassinato de Yitzhak Rabin, em 1995. (ANSA)
Brasil repudia atentado
O governo brasileiro manifestou repúdio ao atentado ocorrido em Jerusalém. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores assim se pronunciou: “Ao manifestar suas mais sinceras condolências e solidarizar-se com os familiares das vítimas, o governo brasileiro reafirma seu veemente repúdio a quaisquer atos de terrorismo e reitera seu apelo para que as partes envolvidas cessem todos os atos de violência que possam comprometer o prosseguimento dos esforços de paz em curso, no âmbito dos entendimentos alcançados na Conferência de Annapolis". (MRE).
Morre inglês que esteve em Auschwitz
Leon Greenman, o único inglês enviado para Auschwitz, faleceu em um hospital de Londres, aos 97 anos. Ele nunca voltou a se casar e sofreu por toda a sua vida a morte da esposa, a holandesa Esther, e de seu filho Barney, de três anos, que morreram em Auschwitz durante a II Guerra Mundial. Greenman esteve em seis campos de concentração e, para se salvar, teve que fazer uma caminhada de 90 km. Durante sua prisão, jurou que, caso sobrevivesse, dedicaria o resto de sua vida contando ao mundo o que aconteceu. Ele cumpriu a promessa, escrevendo o livro An Englishman in Auschwitz (“Um inglês em Auschwitz”) e proferindo muitas palestras até bem pouco tempo. (Jornal Alef).
Livro sobre Hamas
Só faltava esta... já pode ser encontrado nas livrarias brasileiras o livro “Hamas - Um guia para iniciantes” (Editora Difel), de Khaled Hroub, jornalista da Al-Jazeera. Através de um formato de perguntas e respostas, a “obra” abrange questões como as atitudes do Hamas em relação a Israel e à OLP, suas crenças religiosas, seus ataques suicidas e seu programa de assistência social. De acordo com o autor, “não há qualquer intenção de promover um tratado apologético sobre o Hamas”. Ele garante que "o livro se propõe a relatar a história do 'verdadeiro Hamas', não aquele que tem sido mal compreendido ou distorcido". Mas, logo no prefácio, a parcialidade se torna totalmente explícita: “vejo o Hamas como uma conseqüência natural de uma condição de ocupação brutal e não natural. O radicalismo do Hamas deveria ser visto como um resultado completamente previsível do projeto colonial israelense em andamento na Palestina”, diz. (Jornal Alef).
Pela TV ensinam a bater nas esposas
Vídeos impressionantes gravados de TVs árabes mostram líderes religiosos ensinando maridos a surrar suas mulheres e a submetê-las aos seus impulsos sexuais. As aulas são transmitidas regularmente, via satélite, para milhões de lares em dezenas de países árabes. Assista a estes vídeos com legendas em português no site ‘Monitor da Mídia Árabe’ (www.midiaarabe.com) e denuncie esta apologia à violência contra a mulher. O ‘Monitor da Mídia Árabe’ dedica-se a informar o público brasileiro sobre a cultura disseminada atualmente pelos meios de comunicação nos países árabes. Divulgue seu conteúdo a amigos, imprensa e entidades de defesa dos direitos humanos. (Monitor da Mídia Árabe)
Ministra israelense visita o Brasil
A ministra israelense Ruhama Avraham, responsável pela ligação entre o Governo e o Parlamento e também pelas comemorações dos 60 anos de Israel, esteve no Brasil para uma rápida visita. Visitou o Colégio I. L Peretz, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Clube A Hebraica, onde proferiu uma palestra sobre a importância dos jovens no processo de paz, e também ao Centro da Cultura Judaica, quando esteve junto com a embaixadora de Israel no Brasil, Tzipora Rimon, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Jack Terpins; o vice-presidente executivo da Federação Israelita de S.Paulo, Ricardo Berkiensztat e outras lideranças. Numa rápida estada em São Paulo, Ruhama Avraham foi recebida pelo casal Jack e Denise Terpins para um almoço com a presença de ativistas e líderes da comunidade judaica brasileira, e dos secretários municipais Floriano Pesaro, Walter Feldman e Alfredo Cutait, e do prefeito Gilberto Kassab. A ministra Ruhama convidou o prefeito de São Paulo a participar das comemorações dos 60 anos de Israel no país, e ele afirmou que a cidade também irá comemorar a data, aqui. (Conib)
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