Nações Unidas: insultos do Irã contra Israel são ‘inaceitáveis’



 
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon considerou ‘inaceitáveis’ os recentes insultos do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad contra Israel. A porta-voz das Nações Unidas, Michele Montás, disse que Ban ‘já se referiu a esse tipo de comentários no passado e seguirá fazendo o mesmo no futuro’. Ele ‘reitera que esses comentários são inaceitáveis quando usados contra outro estado membro da ONU’, agregou.
Ban se encontrou com o embaixador israelense nas Nações Unidas, Dan Gillerman, que lhe transmitiu a preocupação de seu governo sobre as últimas declarações do líder iraniano. O dirigente máximo da ONU também se manifestou quando Ahmadinejad afirmou que ‘o mundo logo veria a destruição do regime sionista’.
Em seu último ataque verbal contra Israel num discurso na cidade de Bandar Abas, o presidente do Irã disse que ‘as potências mundiais criaram um micróbio negro e asqueroso chamado regime sionista e o liberaram como um animal selvagem sobre as nações da região’. Suas declarações foram seguidas por outras como a do general Yahya Rahim Safavi, que considerou: ‘Israel assegurou sua morte com o assassinato de um histórico dirigente do movimento islâmico Hezbolá’, segundo informou a agência estatal de notícias iraniana INRA. As declarações antiisraelenses por parte de autoridades daquele país se multiplicaram nos últimos dias.
Ao mesmo tempo, seu embaixador perante a ONU, Mohamad Jazai, pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a condenação de Israel e que exigisse que pare imediatamente com suas ameaças sobre o uso da força contra o programa nuclear iraniano. Em carta ele se referiu à advertência feita no dia 14 de janeiro passado pelo primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, ao assegurar que Israel não exclui nenhuma opção para impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
Os integrantes do Conselho de Segurança estão aguardando que o Reino Unido e França entreguem a agenda sobre a resolução de uma terceira rodada de sanções contra Teerã por sua negativa em deter o enriquecimento de urânio.
Nesse sentido, Ahmadinejad, disse em seu discurso que confia em que a Organização Internacional de Energia (OIEA) destacará em seu próximo relatório que o programa nuclear iraniano é pacífico, e pediu às grandes potências que deixem de pressionar o Irã. (EFE/Iton Gadol/Jerusalem Post).