Por: Yossi Groisseoign
Indenização a sobreviventes
Sobreviventes do Holocausto de diferentes partes do mundo reuniram-se em 27 de fevereiro, em Varsóvia, para instar o governo polonês a estabelecer um programa de compensações pelas propriedades confiscadas pelo regime comunista. A Polônia maior país ex-comunista da União Européia, é o único do leste da Europa (além da Bielorussia) que não se mobilizou para restituir as propriedades confiscadas após a 2ª Guerra Mundial. A Polônia possuía a maior comunidade judaica da Europa, quando os nazistas assassinaram cerca de 90% dos mais de três milhões de judeus do país. Os governantes comunistas do pós-guerra ficaram com suas propriedades, assim como dos que fugiram. (Iton Gado/AJN/Reuters).
Generali fecha acordo sobre vítimas
Após quase 10 anos lutando para que a seguradora italiana Assicurazioni Generali pagasse as apólices de seguro de vida vendidas a vítimas do Holocausto, advogados que representam a maioria delas informam ter fechado um acordo que oferecerá às vítimas e seus descendentes menos dinheiro do que esperavam, mas alegam que as chances de vitória no processo pareciam cada vez mais incertas, e que muitos dos clientes eram idosos e, em certos casos, enfrentavam problemas de saúde graves. ‘É uma solução de compromisso’, disse Robert A. Swift, advogado de Filadélfia que começou a trabalhar em casos de seguros relacionados ao Holocausto em 1997. ‘Num mundo perfeito, se eu tivesse mais poder de pressão, poderia ter negociado uma fórmula melhor. Mas estou trabalhando com os recursos de que disponho’. Outros advogados dos EUA foram contrários ao acordo. (The New York Times).
Universidade de Londres contra Israel
A Universidade de Londres promoveu uma semana ‘cultural’ sobre o ‘apartheid sionista’, organizada por membros da União de Estudantes Palestinos da Escola de Estudos Orientais e Africanos. Entre eles estavam estudantes árabes israelenses que recebem subvenções governamentais, através da embaixada britânica em Israel. Ou seja, cospem e comem no mesmo prato. (Guysen.Israël.News).
‘O inimigo dos palestinos é o terrorismo’
Num encontro digital com leitores do jornal El Mundo, de Madri, o ministro da Defesa israelense Amir Peretz disse: ‘Não temos uma guerra com os palestinos. Temos uma guerra contra os terroristas’. Para ele, os terroristas também são inimigos dos palestinos. Trabalhista, com experiência na luta sindical, Peretz afirmou que o ’Oriente Médio enfrenta a cada dia uma luta estratégica entre posições divergentes, e que de um dos lados está o radicalismo, liderado pelo Irã, que exerce o terror assim como a subversão política’. ‘Acreditamos no diálogo como instrumento que demonstra ao mundo que estamos combatendo os mesmos perigos’, afirmou, relatando que Israel tem considerável experiência com parceiros para o diálogo no Mediterrâneo, assim como na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). (El Mundo).
Wiesel: negacionistas mais audaciosos
O Prêmio Nobel da Paz (1986) Elie Wiesel disse que em todo o mundo crescem os que negam o Holocausto e eles estão cada dia mais audaciosos. No dia 2 de fevereiro, Wiesel foi atacado e arrastado para fora de um elevador num hotel de São Francisco (EUA) onde participaria da conferência ‘Enfrentando a violência: justiça, religião e solução de conflitos’. ‘Até agora, usavam palavras, mas estão apelando para a violência’, constatou em entrevista ao diário italiano Corriere della Sera. Aos 78 anos, o sobrevivente da Shoá ficou chocado com o incidente e pela primeira vez desde o fim da 2ª Guerra Mundial sentiu-se pessoalmente atingido. ’Temi por minha vida, de forma que não acontecia desde 1945. O incidente mostra uma tendência global, e se a sociedade não agir imediatamente contra estes indivíduos, encorajará outros a fazer o mesmo. Em qualquer lugar do mundo onde ministro palestras sempre há um grupo de negacionistas esperando por mim’, declarou. (Associated Press)
Vôos entre o Irã e a Venezuela
O Irã anunciou que começará a operar no mês que vêm, vôos diretos entre Teerã e Caracas, em um novo avanço nas relações entre ambos países. Os aviões da Irã Air farão escalas em Damasco, na Síria, antes de chegar à capital venezuelana. Num arroubo de bajulação, o embaixador iraniano na Venezuela, Abdullah Zifan disse que o presidente Chavez ‘é tão amado em nosso país, que nosso povo quer vir conhecê-lo em sua terra’. Os lideres dos dois países assinaram diversos acordos econômicos no valor de bilhões de dólares. (El Reloj.Com).
Ressurge o ‘libelo de sangue’
A partir de matéria publicada pela imprensa, a Universidade israelense Bar-Ilan rejeitou energicamente a teoria que teria sido formulada, de que um grupo de fanáticos judeus na Idade Média teria matado crianças para usar o sangue na fabricação de bolachas e vinho para a Páscoa judaica (Pêssach). O livro, intitulado Páscoa de Sangue, gerou grande agitação em Israel e em círculos judeus italianos. A obra é de autoria do professor Ariel Toaff, um pesquisador do tema do judaísmo medieval e italiano, mais conhecido por ser filho do ex-rabino de Roma Toaff. Em um comunicado, a Universidade Bar-Ilan defendeu a liberdade acadêmica, mas ‘condenou e condenará sempre qualquer tentativa de justificar qualquer tipo de libelo de sangue contra os judeus’. (EFE).
Será realmente firmado acordo entre os palestinos?
Um assessor do presidente Mahmoud Abbas, que não foi identificado pelo nome, afirmou que ‘o Hamas apresentou várias condições inaceitáveis que não podem ser implementadas. O acordo de Meca não pode ser reinterpretado e precisa ser implementado imediatamente sem quaisquer condições’. Esse assessor disse ainda que o Hamas estava fazendo novas exigências a respeito de quem ocuparia os cargos de ministro do Interior e das Relações Exteriores, que deveriam ser destinados a indivíduos independentes aprovados pelo Hamas. Outra questão que desejam é preservar a Força Executiva do Hamas. Algumas autoridades israelenses e ocidentais continuam sem saber ao certo se um governo de união será de fato formado. (The New York Times/Reuters).
Relações entre Turquia e Israel
O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert esteve em visita à Turquia, e concordou que esse país inspecione o trabalho de construção na rampa Mughrabi, na Cidade Velha de Jerusalém, conforme informou seu colega turco Recep Tayyip Erdogan, após o encontro dos dois lideres. Durante a visita de dois dias, Olmert disse que Israel considera a Turquia como ‘uma ponte entre o país e os países islâmicos’, e ouviu que Israel e o Quarteto precisam dar uma chance ao novo governo de unidade nacional da Autoridade Palestina. (Associated Press).
Paz com a Síria, mas sem apoio ao terror
Ainda na Turquia, durante uma entrevista coletiva à imprensa, o primeiro-ministro Olmert explicou que o novo governo da Autoridade Palestina precisa ‘concordar claramente com as demandas dos negociadores do Quarteto – aceitando os acordos do passado, renunciando ao terrorismo e reconhecendo Israel’. Falou ainda que o país quer a paz com a Síria, e instou Damasco a parar de fornecer suporte ao terrorismo.
(Associated Press).
Negacionista pega cinco anos de prisão
O alemão de ultradireita Ernst Zündel foi condenado a cinco anos de prisão por negar o genocídio que foi cometido contra os judeus durante o Terceiro Reich. A Audiência Provincial de Mannnhein, Alemanha, decretou a sentença à Zündel, embora advogados de defesa tivessem pedido sua absolvição. Zündel colocou em dúvida, reiteradamente, o Holocausto por meio de uma página na internet, que era atualizada com publicidade e notícias sobre o assunto. Ele vivia no Canadá, mas foi expulso em março de 2005 e desde então estava detido na Alemanha. Antes de sua expulsão, Zündel ficara numa prisão canadense por dois anos, depois de uma operação policial contra terroristas no país. As autoridades canadenses qualificaram Zündel de "racista hipócrita" que se apresentava ao mundo como pacifista. (Jerusalem Post).
Atacado jardim de infância em Berlim
No final de fevereiro, o jardim de infância Gan-Israel, em Berlim foi atacado. Seus corredores foram pichados com suásticas e uma granada que não explodiu foi encontrada no local. Parece que a imprensa alemã quis esconder o fato do publico, pois nada foi publicado sobre o assunto nos jornais. O Comitê Judaico Americano em Berlim juntamente com o movimento Beit Chabad organizou um serviço religioso, com apoio da B’nai B’rith Europa, da Loja Frankfurt, e de diversas organizações comunitárias. O ministro do Interior Wolfgang Schaeuble, membros do Parlamento alemão, e representantes de diversos ministérios participaram do serviço religioso na Sinagoga de Berlim, mostrando seu apoio à comunidade judaica alemã. (B’nai B’rith).
Merkel: ataque é insulto à democracia
A chanceler alemã Angela Merkel condenou o ato contra o jardim de infância afirmando: ‘Qualquer ataque a um instituição judaica é um insulto à nossa democracia. Não vamos permitir que isto nos desestabilize’. Por sua vez, o rabino Yehuda Teichtal, declarou que ‘nossa comunidade precisa continuar a crescer e prosperar... Mas, precisamos trabalhar junto à população para que tais ataques contra uma sociedade pluralista possam parar’.(B’nai B’rith).
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