Por: Yossi Groisseoign
Político português quer medidas drásticas
Ribeiro e Castro, político em Portugal, propõe que o embaixador do Irã em Lisboa seja considerado persona non grata. O líder do CDS-PP pediu dia 18/2 ao Governo que expulse o embaixador do Irã em Portugal na seqüência das declarações que fez sobre o Holocausto. “Nós tomamos nota da reação do Governo português e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas não nos parece suficiente. Achamos que o Embaixador do Irã deve ser considerado persona non grata e deve ser reenviado para o seu país”. A posição de José Ribeiro e Castro foi assumida depois de ter visitado a Sinagoga de Lisboa, onde teve um encontro com responsáveis da comunidade judaica em Portugal. No dia 16/2, o embaixador foi chamado ao Palácio das Necessidades por Freitas do Amaral, depois de ter questionado o número de vítimas do holocausto ao afirmar que para incinerar seis milhões de pessoas seriam necessários 15 anos. (Israel Blajberg-Rio de Janeiro).
Ciganos contra negação do Holocausto
Líderes ciganos da Alemanha enviaram carta de protesto à embaixada do Irã em Berlim, por causa das declarações do presidente Ahmadinejad, que considerou o Holocausto “um mito” e se pronunciou a favor da extinção de Israel. O presidente do conselho central de ciganos, Romani Rose, disse na carta que manifestações como essa constituem “uma propaganda de ódio”. Rose considerou em sua mensagem que o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial, consumado pelo nazismo, provocou a morte de 500 mil ciganos em campos de concentração, além de 6 milhões de judeus. “O governo de Teerã deve respeitar a verdade histórica se quer fazer parte da comunidade internacional”, escreveu na carta ao embaixador iraniano na Alemanha, Seyed Shamseddin Jaregani. Na Europa vivem cerca de 10 milhões de ciganos, muitos deles de religião muçulmana. (ANSA).
Árvore em homenagem a padre
Em memória do padre Andrea Santoro, assassinado em 5/2 na Turquia, o Fundo Kerem Kaiemet LeIsrael (KKL) da Itália, plantou uma árvore em Jerusalém. A iniciativa foi de Emanuele Pacifici, membro da comunidade judaica de Roma e presidente da Associação Amigos do Yad Vashem, que, ao receber a notícia do assassinato do sacerdote contatou o KKL e escreveu uma carta de solidariedade ao cardeal Camillo Ruini, bispo vigário para a diocese de Roma. Em entrevista, Pacifici disse que experimentou uma imensa dor pelo que sucedeu ao padre Andrea Santoro, morto enquanto rezava, exatamente como sucedeu ao seu pai, rabino-chefe de Gênova, que foi preso enquanto rezava, torturado e deportado a Auschwitz, de onde nunca mais regressou. Pacifici, que quando era menino salvou-se da perseguição nazista graças às religiosas de Santa Marta em Settignano (Florença), explica que na tradição religiosa de Israel a árvore é símbolo da vida. Em memória dos que arriscaram a vida para salvar judeus desde 1962 se planta uma árvore na Avenida dos Justos, junto ao Yad Vashem, em Jerusalém. (Catholic.net).
Hagadá de 600 anos salva por muçulmanos e católicos
Réplicas de uma Hagadá (que conta a história da saída do povo judeu da escravidão no Egito) escrita há 600 anos, e que está hoje em Saravejo, na Bósnia, foram colocadas à venda. A Hagadá sobreviveu à Inquisição espanhola, à guerra da Bósnia e aos estragos do tempo. Jacob Finci, presidente da comunidade judaica local disse que decidiu imprimir 613 réplicas porque são 613 as mitzvót (preceitos) que cada judeu deve cumprir. “Serão usadas para o próximo Pêssach, (a Páscoa judaica). O original está exposto no Museu Nacional de Sarajevo, junto com manuscritos sagrados de outras religiões da Bósnia, o islã, o cristianismo ortodoxo e o catolicismo romano. Em 1492, um judeu refugiado da Espanha levou o livro à Itália, de onde chegou à Bósnia pelas mãos de um rabino, até que um descendente, Joseph Kohen, vendeu-a ao Museu Nacional em 1894. Durante a 2ª Guerra Mundial, um católico. diretor do museu e seu colega muçulmano, salvaram a Hagadá de um oficial nazista. Ficou escondida numa aldeia nas montanhas, sob do piso numa mesquita até o final da guerra. (Associated Press).
Reconhecimento à igreja búlgara
O livro ‘The Power of Civil Society in a Time of Genocide: Proceedings of the Holy Synod of the Bulgarian Orthodox Church on the Rescue of the Jews in Bulgaria 1940-1944’ [‘O Poder de Sociedade Civil no Tempo de Genocídio: Procedimentos do Sínodo Santo da Igreja Ortodoxa Búlgara no Salvamento dos judeus na Bulgária 1940-1944’] um projeto de Centro de Estudos Judaicos da Universidade de Sofia, apoiado pela B'nai B'rith Internacional, foi apresentado na reunião da Conferência de Presidentes das Maiores Organizações Judaicas, na Bulgária. A obra conta como toda a comunidade judaica daquele país, composta por 50 mil pessoas foi salva do nazismo graças à intervenção dos líderes da igreja, de parlamentares, intelectuais e dos cidadãos comuns. Lideranças judaicas norte-americanas que estiveram em contato com autoridades na Bulgária e na Romênia ficaram impressionados com o renascimento da vida judaica nestes países. (B'nai B'rith Internacional).
Auschwitz em quadrinhos
Maus, reeditado pela Companhia das Letras, com tradução de Antonio de Macedo Soares, é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. “Rato” em alemão, Maus, é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. Em 1992, o livro ganhou o Prêmio Pulitzer de literatura. Na nova tradução, a obra foi relançada com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas têm feições de gatos; poloneses são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. As ilustrações de Art Spiegelman, porém, evitam o sentimentalismo e interrompem algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável. (PublishNews).
Eliminada bitributação entre Brasil e Israel
O presidente Lula assinou o decreto nº 5.576, datado de 8/11/2005, promulgando a Convenção entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado de Israel que visa evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em relação ao imposto sobre a renda. A convenção foi celebrada em 12 de dezembro de 2002 e evitará que companhias israelenses que atuam no Brasil sejam obrigadas a pagar Imposto de Renda duas vezes; assim como as empresas barsileiras que prestam serviços não deverão pagar este mesmo imposto em Israel. Antiga reivindicação, sua promulgação por decreto será benéfica e trará resultados no incremento do intercâmbio comercial entre os dois países. (Câmara de Comércio Brasil-Israel).
China pede ajuda de Israel às Olimpíadas
O comandante da Polícia Nacional israelense, Moshé Karadi, viajou a Beijing (Pequim) para colaborar com os preparativos para os jogos de 2008, que serão realizados naquele país. O governo chinês solicitou a ajuda dos especialistas de Israel para a prevenção e luta contra o terrorismo, os distúrbios e as desordens. Karadi se entrevistou em Shanghai com os principais diretores da segurança chinesa, os quais lhe solicitaram informações sobre os métodos e técnicas utilizadas em Israel. (La Tercera de Chile).
Prefeito de Londres punido
O prefeito de Londres, Ken Livingstone, foi punido dia 3/3 com quatro semanas de suspensão do cargo por haver comparado um jornalista judeu com um guarda de um campo de concentração nazista. O Comitê de Normas de Conduta da Inglaterra, comissão disciplinar que averiguou o caso, impôs o castigo ao concluir que Livingstone atuou de forma “ofensiva” e “insensível” e, assim, manchou a reputação da Prefeitura. O advogado do prefeito, Tony Child, tachou a decisão de “muito decepcionante” e adiantou que pretende recorrer ao Tribunal Superior. O fato aconteceu em fevereiro do ano passado, quando Livingstone foi abordado pelo repórter Oliver Finegold, do vespertino londrino Evening Standard, na saída de um evento. Ao invés de responder ás perguntas do repórter, que depois se verificou ser judeu, o prefeito se incomodou a tal ponto que comparou Finegold com um “criminoso de guerra” e “um guarda de um campo de concentração” nazista. (Agência EFE).
Prefeito de Londres II
Conhecido por sua personalidade obstinada, Livingstone se recusou a apresentar desculpas apesar dos pedidos de diversos correligionários, entre eles o primeiro-ministro, Tony Blair, e dos líderes da comunidade judaica. Livingstone insistiu nos comentários que comparavam o trabalho do jornalista com o de um guarda de um campo de concentração, apesar de ter sido informado que o jornalista era judeu e considerava ofensivo que lhe perguntassem se era um criminoso de guerra alemão e argumentou que só expressou sua opinião sobre o Associated Newspapers, grupo editorial dono do Evening Standard. A diretora do Evening Standard, Veronica Wadley, celebrou a decisão do Comitê de Normas de Conduta da Inglaterra, e ressaltou que o repórter se comportou “de maneira impecável”. O Fórum Judeu de Londres também expressou sua satisfação com o veredicto. (Agencia EFE}.
Vice de Chavez: recebe Hamas 'com prazer'
O vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel, declarou que seu país receberia “com prazer” os líderes do Hamas, organização que venceu as eleições palestinas. “Qual é o problema?”, perguntou Rangel. “Eles acabam de vencer uma eleição”, disse. Os EUA, a União Européia e as Nações Unidas têm declarado que não dialogarão com o Hamas se o grupo não renunciar à violência e reconhecer a existência de Israel. A carta de fundação do Hamas prega a destruição do Estado judeu e o Hamas é considerado oficialmente uma organização terrorista pelos EUA e pela Europa, razão pela qual paira sobre os palestinos a ameaça de ser cortada a ajuda financeira internacional. O American Jewish Congress, sediado em Nova York, pediu aos países latino-americanos que não recebam o Hamas, justificando que uma recepção “prematura” não seria conveniente para a paz. (Uol).
Fantasias nazistas levam à prisão
No domingo e na segunda-feira de Carnaval, em duas ações diferentes, a Polícia Militar prendeu 47 pessoas, usando fantasias que divulgavam o nazismo, nos bairros de Bento Ribeiro e Marechal Hermes, no Rio de Janeiro. No domingo foram presas 36 pessoas com fantasias contendo desenhos de Hitler de perfil, águia nazista com suástica e cruzes gamadas. Na segunda-feira foram presas outras 11 pessoas, entre elas 5 menores de idade usando coletes com o desenho de Hitler de frente segurando um fuzil AK-47 e uma enorme suástica nas costas. Em outro caso não relacionado, no mesmo dia, foram apreendidos diversos porretes e cassetetes com outros grupos. O caso está sendo acompanhado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro e pelo Secretário de Segurança, Marcelo Zaturansky Itagiba. (FIERJ).
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