Por: Yossi Groisseoign
Câmara Federal e Israel
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, em caráter conclusivo, proposta que institui 29 de novembro como o “Dia de Celebração da Amizade Brasil-Israel". A matéria foi aprovada por unanimidade na forma do substitutivo do deputado Carlos Willian (PTC-MG) ao Projeto de Lei 6104/05, de autoria do senador Marcelo Crivella (PMR /RJ). A escolha da data refere-se ao dia 29 de novembro de 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) deliberou favoravelmente à criação do Estado de Israel. O objetivo da proposta é formalizar as comemorações da data e incentivar as relações de cooperação política, econômica e cultural entre os dois países em prol de maior solidariedade e integração. (Jornal Alef).
Leprevost lembra Gueto de Varsóvia
O deputado estadual Ney Leprevost destacou na segunda-feira, 5/5 o Iom Hashoá — Dia do Holocausto e do Heroísmo, que neste ano ocorreu em 1º de maio. “Esta data é muito significativa para a comunidade israelita. Nesse dia todos os judeus vítimas dos nazistas na Segunda Guerra Mundial são lembrados. Em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se dois minutos de silêncio, sob o lema de lembrar e recordar — jamais esquecer”, disse o parlamentar. A data marca também o fim do Levante do Gueto de Varsóvia, em 1943, quando pela primeira vez, um grupo de judeus confinados no gueto, chefiados por Mordechai Anilevicz, desafiou durante vários dias o exército nazista, que acabou assassinando todos os judeus que habitavam aquela área de confinamento. “O Holocausto foi uma das piores atrocidades cometidas pelo ser humano. É pelo respeito que tenho por todas as etnias e pela diversidade religiosa, que destaco essa data”, observou o deputado. (Assembléia Legislativa do Paraná).
Racismo na Flórida
Um condomínio praticou discriminação contra uma moradora judia por causa de uma mezuzá na sua porta, conforme decisão da Junta de Direitos Humanos da Flórida. O Port Condominium teve o direito negado de ordenar que Laurie Richter, de 29 anos, removesse a mezuzá, sob pena de pagar uma multa de mil dólares, pelo Comitê de Direitos Humanos do Condado de Broward. Richter imaginava que pudesse ser expulsa, segundo relato ao jornal South Florida Sun-Sentinel. A moradora disse aos membros do comitê que se mudou para lá em dezembro de 2006 e, após ver as ornamentações de Natal nas portas dos apartamentos, julgou que uma mezuzá não seria uma violação. Richter mudou-se do prédio e agora busca um acordo com o condomínio. Caso a mediação falhe, processará o condomínio que pode ser multado em até 11 mil dólares. A Flórida aprovou lei que torna ilegal a proibição por parte dos condomínios de pequeno objeto religioso no batente da porta. (Notícias da Rua Judaica).
OLP ainda quer judeus fora
O representante da Autoridade Palestina no Líbano, Abbas Zaki, declarou durante uma conversa gravada com estudantes libaneses que o objetivo das negociações é parte do plano junto à luta armada de tirar os judeus de Israel. A Autoridade Palestina negocia com Israel um acordo final que permitiria criar um Estado palestino, o regresso dos refugiados palestinos e a divisão de Jerusalém. Zaki deixa claro que esta política de utilizar a diplomacia e a luta armada não caducou e continua vigente ate que "a moral Israelense" seja quebrada e "os judeus colocados para fora". (Filed Ander News).
Judeus do Irã são massa de manobra
É de dar pena o que ocorre com os judeus iranianos. Meses atrás a agência de notícias Fars aumentou a comunidade para 30.000 judeus e com orgulho disse que a comunidade judaica emitiu comunicado oficial declarando que o Dia de Al Quds é um dia de solidariedade com os muçulmanos e em defesa da nação palestina oprimida. O comunicado é assinado pelo parlamentar Morris Motammed, apresentado também como líder da comunidade judaica do Irã. Em outro comunicado, Motammed critica “o desrespeito” mostrado ao presidente do Irã na Universidade de Columbia. Agora, está exibindo um ”presidente da Comissão de Judeus do Irã (CJI)”, que numa entrevista a um jornal russo disse: “O povo iraniano não reconhece como legal a existência de Israel, postura que também compartilhamos já que somos cidadãos da República Islâmica do Irã”. Aaron Ishai, seu nome, acrescentou sobre as relações entre judeus e muçulmanos no Irã: “Estudantes universitários iranianos muçulmanos acodem às nossas sinagogas para escutar nossas prédicas. Rezamos em hebraico, mas entre nós falamos o persa”. (Irna e FIERJ).
CSW critica Feira do Livro argentina
O Centro Simon Wiesenthal (CSW) enviou carta ao presidente da Fundação El Libro, Horacio García, manifestando repúdio pelo exibição de uma maquete representando cerca de segurança antiterrorista que separa o Estado de Israel da Autoridade Palestina, no stand “O Livro Árabe” da edição 2008 da Feira do Livro de Buenos Aires. A carta, assinada por Shimon Samuels, diretor de Relações Internacionais e Sergio Widder, representante para a América Latina, assinala que “esta provocação política parece ser a continuação de uma campanha iniciada em 2007 da mesma feira, quando houve uma mesa redonda convocada pela Organização Islâmica Argentina, intitulada “AMIA: um à verdade”, e que culminou com um escândalo quando os acompanhavam um dos oradores, Luis D’Elía, quiseram passar da violência verbal à física”. (CSW)
Feira do livro argentina II
“Tanto aquela atividade, como a exibição do muro na presente edição da Feria, acrescenta a carta, compartilham de um mesmo propósito: deslegitimar o Estado de Israel e louvar grupos terroristas como o Hezbolá e Hamas, responsável o primeiro pelo ataque contra a AMIA, e ambos, com seu modo de agir, da necessidade de construir uma barreira defensiva. Parece inconcebível que, mais uma vez, seja distorcido o prestigioso marco da Feira do Livro para agravar as vítimas do terrorismo fundamentalista. Pedimos aos organizadores da Feira que repudiem os que pretendem utilizar este encontro para promover uma agenda de legitimação do terror”, concluíram Samuels e Widder (CSW).
Sanções contra o Irã
O presidente de Israel, Shimon Peres, defendeu a adoção de sanções econômicas para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Segundo ele, esta medida já se revelou eficaz nos casos da Líbia, da África do Sul e da Coréia do Norte, nações que "renunciaram a suas ambições nucleares sem ter de recorrer à guerra". Questionado se Israel atuaria isoladamente contra o Irã caso o resto do mundo não demonstrasse a firmeza necessária, ele respondeu que "em nenhuma circunstância. Não somos tão imprudentes para concentrar o risco iraniano sobre Israel. Isto é um problema que o resto do mundo deve resolver". Às vésperas das comemorações do 60º aniversário da Independência de Israel, o boquirroto de Teerã, Mahmoud Ahmadinejad voltou a dizer que Israel deve ser apagado do mapa e que é “um país putrefato”. (Notícia internacional).
Discriminação feminista
A famosa revista feminista americana, Ms. Magazine esteve no centro de um furação político provocado pela recusa de um anuncio produzido pelo American Jewish Congress (AJC). Inicialmente a direção da revista aceitou publicar, após a previa exibição da peça pelo AJC, mas voltou atrás com várias alegações inconsistentes. No anuncio intitulado “Isto é Israel”, apareciam três israelenses de renome internacional: Tzipi Livni, a ministra do exterior, Dorit Beinisch, presidente da Suprema Corte de Israel e Dália Itzik, a presidente do Knesset, o parlamento israelense. O anúncio foi censurado com argumentação pueril. Questionada por lideres feministas americanas e instituições judaicas, a direção da revista saiu-se de forma ridícula, dizendo que Livni e Itzik pertencem ao partido político Kadima, e não desejavam influir na política de outra nação... Uma nova forma de discriminar a divulgação da evolução feminina na sociedade israelense, em contraste com os paises vizinhos. (Notícias da Rua Judaica).
Anti-semitismo na Venezuela
Há anti-semitismo na Venezuela com o aval do governo. Está é a conclusão de um relatório divulgado nos EUA: "Em 2006/2007 houve um preocupante aumento do vandalismo anti-semita, caricaturas, intimidações e ataques físicos contra instituições judaicas. O presidente, membros do governo e meios de comunicação próximos ao poder efetuaram numerosos comentários anti-semitas que se estenderam pelos principais canais da sociedade". O presidente Chavez qualificou o relatório de "ingerência em assuntos internos" e o chanceler Nicolás Maduro afirmou que o informe do Departamento de Estado dos EUA foi feito com "maldade, é mentiroso, não há provas" e "faz parte de uma campanha internacional contra o governo Chavez". De acordo com a B’nai B’rith, "se não há anti-semitismo na Venezuela, então, o que dizer do Canal do Estado da Venezuela, onde, no dia 5 de outubro do ano passado, o apresentador do programa de opinião "La Hojilla", acusou um líder da comunidade judaica de envolvimento em atos de corrupção e de ser agente de um "serviço de espionagem estrangeiro" Ele também já fizera comentários anti-semitas apesar dos protestos das lideranças judaicas. (B’nai B’rith).
Anti-semitismo II
Mas não é só: a Prefeitura de Caracas fez uma exposição intitulada "Palestina, 11 mil anos de história" (?), acusando os judeus de crimes contra a humanidade, e incentivando o público à "revanche". Como interpretar a convocação, com um falso convite da comunidade judaica, efetuado pelo Ministério da Comunicação e Informação da República Bolivariana da Venezuela, para que uma manifestação contra a guerra e a favor da paz acabasse em frente à Sinagoga de Maripérez? Seria um ato de paz e tolerância, ou uma intimidação aos venezuelanos de fé judaica identificados segundo sua filiação religiosa? Como qualificar um chefe de Estado que compara os soldados israelenses a "nazistas"? Existem vídeos mostrando o anti-semitismo nos programas da TV do Estado, fotos das diversas manifestações, textos das declarações. “Se o chanceler Maduro pede provas de atos anti-semitas na Venezuela, estas não faltam", afirma a instituição de defesa dos direitos humanos que tem mais de um século de existência. (B’nai B’rith).
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