Por: Yossi Groisseoign

Imagem que não corre o mundo
Na fotografia que publicamos, pode-se observar um grupo de resgate do Exército israelense socorrendo dia 29/4 um motorista palestino e outros dois palestinos que se acidentaram quando manejavam um caminhão com produtos químicos próximo a Shchem. Um dos feridos graves foi trasladado em ambulância israelense até um hospital em Israel. Estamos certos de que esta imagem não percorrerá o mundo. Ela foi publicada no site www.es-israel.org (es-israel).

Vaticano desistiu do boicote
O embaixador do Vaticano em Israel, monsenhor Antonio Franco, compareceu à cerimônia, encerrando assim a polêmica de que não iria porque o museu exibe a legenda de uma foto do papa Pio XII que diz que "mesmo quando informes sobre os assassinatos de judeus chegaram ao Vaticano, o papa não protestou" e "manteve uma posição neutra". A porta-voz do Yad Vashem, Iris Rosenberg, elogiou a decisão: "Não era apropriado vincular uma questão de pesquisa histórica com a homenagem às vítimas do Holocausto”. Já o diretor do museu, Avner Shalev, afirmou: “a avaliação do papel do papa Pio XII durante o Holocausto traz um desafio àqueles que pretendem lidar seriamente com ele”. A questão é complexa e vamos continuar a assegurar que estamos procurando a verdade histórica mais atualizada. Gostaríamos de examinar qualquer documentação nova sobre esse assunto. declarou. (Agestado/AP).

Yad Vashem: Parem o genocídio no Sudão
O Yad Vashem, a instituição de Israel para a recordação do Holocausto, pediu à ONU que detenha o genocídio em Darfur. “Não basta que a comunidade internacional faça condenações e declarações através das Nações Unidas, enquanto o genocídio patrocinado pelo regime de Kartum segue-se perpetrando”, escreveram numa carta aberta ao secretario geral da ONU, Ban Ki-moon, o presidente do Yad Vashem, Avner Shalev e o presidente do Conselho da instituição, Yosef Lapid, ambos sobreviventes da Shoá. “É preciso adotar medidas concretas, devemos fazer tudo para assegurar que o Conselho de Segurança envie tropas ao Sudão e que sejam capazes de restaurar a normalidade”. Em outro trecho da correspondência dizem: ”Como pessoas que dirigem a organização central do povo judeu para recordar o Holocausto – um genocídio que aconteceu enquanto o mundo permanecia em silêncio —, sentimos uma obrigação especial nesta tragédia, como já manifestamos durante recente visita ao Yad Vashem”. Shalev e Lapid fazem referência ao fato de que março passado, refugiados do Sudão visitaram o Yad Vashem em Jerusalém. (Global News).

Memória às vítimas do Holocausto
Israel lembrou em 15/4 as vítimas do nazismo com um dia de luto, iniciado no Museu Yad Vashem de Jerusalém com um ato onde seis tochas foram acesas, uma para cada milhão de judeus assassinados entre 1939 e 1945. "Não há palavras que possam explicar, nem idioma com o qual compreender", disse a presidente interina de Israel e titular do Parlamento, Dalia Itzik, ao abrir o ato realizado todos os anos uma semana antes das comemorações pelo Dia da Independência de Israel. O Museu de Yad Vashem, conhecido como Museu do Holocausto, conserva os nomes de três milhões das vítimas e convocou o período de luto, sob o lema "conservar o testemunho", antes que os últimos sobreviventes morram. (Efe/AP).

Memória ás vítimas II
Segundo dados divulgados pelo jornal Yedioth Ahronoth de Israel, atualmente há cerca de 250 mil sobreviventes do Holocausto, 73% deles com idade superior a 76 anos e dos quais morrem aproximadamente 30 todos os dias. O primeiro-ministro  Ehud Olmert, exortou os sobreviventes a não ocultarem sua experiência e pediu aos que ainda não deram testemunho que contem sua história antes de morrer. "Cada vítima que se cala até seu último dia leva o testemunho para o túmulo", afirmou, ao destacar a importância da transmissão da memória para combater as teorias que negam o Holocausto e o anti-semitismo. Um relatório do Instituto para o Estudo do Anti-semitismo, mantido pela Universidade de Tel Aviv, revelou que o número de ataques contra judeus no mundo aumentou significativamente em 2006. (Efe/AP).

‘Seqüestrem os israelenses!’
As Brigadas dos Mártires de Al Aksa, o braço armado da Al Fatah, convocaram seus membros para "seqüestrar soldados e civis israelenses" com intuito de forçar sua troca por palestinos presos em Israel. "Este é um chamado aberto a todos nossos lutadores para o seqüestro de soldados e civis israelenses", diz o comunicado das Brigadas, que pertence ao Al Fatah, movimento liderado pelo presidente palestino, Mahmud Abbas. O Al Fatah tem criticado o Hamas, com quem divide o Governo palestino de unidade nacional, por excluir da lista de prisioneiros seu dirigente Marwan Barguti, preso desde 2002. (Aurora Digital).

Mortes no Rio superam Oriente Médio
O jornal Washington Post publicou uma reportagem que mostra que, entre 2002 a 2006, o número de adolescentes do Rio de Janeiro que morreram de forma violenta é mais do que o dobro dos jovens que foram vítimas fatais de guerras no Oriente Médio. De acordo com a publicação, durante este período 729 menores israelenses e palestinos morreram devido aos conflitos, enquanto outros 1.857 foram assassinados no Rio de Janeiro. (Jornal Alef).

Europa decide: negar Holocausto é crime
A União Européia aprovou uma lei que considera crime a incitação a agressões racistas e a negação de qualquer genocídio reconhecido por tribunais internacionais, como o Holocausto. Quem incentivar a violência contra indivíduos devido à origem étnica, nacional, racial ou religiosa estará sujeito a penas que variam entre um e três anos de prisão. As mesmas penas se aplicam para quem negar ou banalizar genocídios e crimes contra a humanidade. A nova lei coloca a União Européia no caminho aberto por países como França, Alemanha e Bélgica, onde negar o Holocausto já era considerado um delito. A decisão foi tomada em consenso e o acordo reserva a cada membro do bloco de 27 países o direito de limitar as punições, caso esses tipo antes de a lei ser adotada pelo bloco, alguns países ainda terão que submetê-la à aprovação parlamentar e, a partir de então, terão dois anos para incluí-la na legislação nacional. (BBC/AFP).

Fonteles acusa cientista de ter ‘viés judaico’
O procurador-geral da República Cláudio Fonteles, autor de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a lei de Biossegurança instaurou um clima de batalha ideológica no STF que resvalou para insinuações de natureza religiosa. Fonteles, que recrutou cientistas vinculados a Igreja Católica para deporem na audiência, insinuou que uma defensora das pesquisas com embriões tem viés religioso. "A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato", disse o procurador. "Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar". (Folha de S.Paulo).

Fonteles II
Em resposta, Mayana Zatz, brasileira nascida em Israel, afirmou que a argumentação de Fonteles é sectarista. "Desde o início da discussão sobre o uso de células-tronco embrionárias, apesar dos pontos de vista opostos, jamais tinha me defrontado com a tentativa de desqualificar meus argumentos com argumentos anti-semitas", disse. "Estou triste, porque isso contraria a tradição de tolerância e de respeito à diversidade religiosa que caracterizam este país. Posso garantir que minha defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias está longe de ser motivada por razões religiosas. É por meus pacientes, para minorar o sofrimento deles". Detalhe: O procurador Fonteles está enganado ao afirmar que “na religião judaica, a vida começa com o nascimento”. Ignorância ou má fé? (Folha de S.Paulo/Visão Judaica).

Relatório oficial
Um relatório oficial sobre erros do governo israelense na guerra contra o Hezbolá no Líbano no último verão foi divulgado dia 30/4, gerando um debate público em Israel sobre a capacidade de o primeiro-ministro Ehud Olmert manter-se no poder. As conclusões do relatório parcial dizem que Olmert "tomou uma decisão apressada" ao lançar a campanha por terra, mar e ar, em julho, contra o Hezbolá, e acusam-no de "uma séria falha no exercício do julgamento, da responsabilidade e da prudência". Olmert respondeu ao receber as conclusões: "Vamos definitivamente estudar seu material e garantimos que em qualquer cenário futuro de ameaça contra Israel, as dificuldades e erros citados serão corrigidos". O relatório não pediu a Olmert que renunciasse, e ele declarou que não pretende fazê-lo. (Reuters).

Livro sobre cosmologia
O cientista e membro da comunidade judaica do Paraná Marcelo Berman acaba de lançar nos Estados Unidos um livro que trata da energia no vácuo. A obra que leva o título ‘Introduction to general relativity and the cosmological constant problem’ (Introdução à relatividade geral e o problema da constante cosmológica) destina-se a estudante de pós-graduação e há pouco mais de duas semanas foi público, devendo em breve ser acrescentada às bibliotecas das principais universidades norte-americanas. Berman é membro da Academia de Ciências de Nova York, da International Society on General Relativity and Gravitation, mestre e engenheiro pelo ITA, doutor em Física Teórica pela URFJ e tem pós-doutorado na Universidade da Flórida. (O Estado do Paraná).

Hezbolá constrói área tampão no Líbano
O Hezbolá está construindo reforços ao norte do rio Litani, no que pode ser considerado uma antecipando de nova guerra potencial com Israel. Seus membros estão fora do espaço patrulhado pelas tropas da UNIFIL (ONU), mas têm o objetivo aparente de criar uma área tampão controlada pelos xitas. O grupo está sendo auxiliado pelo empresário do ramo de diamantes Ali Tajiddine, que adquiriu grandes extensões de terra de cristãos e drusos, para servir como base de operações do Hezbolá. Por outro lado ‘o estado do Hezbolá continua existindo no sul do Líbano’, conforme declarou o ministro druso libanês Walid Jumblatt. Isso coloca em dúvida a efetividade das forças da UNIFIL que se encontram no sul, em impedir novos ataques do Hezbolá contra Israel. (London Times).