A brecha entre árabes e israelenses


 
Farrukh Saleem*

A Liga dos Estados Árabes é composta por 22 países. Entre eles, Arábia Saudita, Marrocos, Kuwait, os EAU, Bahrein, Qatar e Oman, que são monarquias tradicionais. As outras nações, Líbia, Síria, Sudão, Tunísia, Argélia e Somália são regimes autoritários. A Arábia Saudita, Líbia, Iraque, Síria, Sudão, Marrocos e Somália são vistas como as organizações políticas mais repressivas do mundo, segundo um informe especial da Comissão da ONU em matéria de direitos humanos. Entre os 330 milhões de muçulmanos, sob domínio árabe, só 0,15 por cento, ou seja 486.530, vivem numa democracia.
Próximo da “Liga dos Ditadores”, com quartel general no Cairo se encontra a única “democracia parlamentar” da região, que conta com eleições universais, multipartidárias, com diversos candidatos e eleições competitivas. 76% dos habitantes, 6.352.117, são judeus, e 23% não o são, sendo em sua maioria árabes.
Israel investe 110 dólares em pesquisa científica por ano per capita, enquanto que nos países árabes só chega a 2 dólares. A educação em Israel implica um crescimento de 5,2 por cento ao ano, em troca, a produção média de um trabalhador nas demais nações do Oriente Médio foi negativa, sobretudo em países produtores de petróleo durante as décadas de 80 e de 90, segundo indica um informe de desenvolvimento árabe do Banco Mundial.
O Estado de Israel agora tem seis universidades entre as melhores do mundo. A Universidade Hebraica de Jerusalém está entre as 100 melhores. E o Technion Instituto Israelense de Tecnologia, a Universidade de Tel Aviv e o Instituto Weizmann de Ciências estão entre as 200 melhores. Por sua vez, as universidades de Bar Ilan e Ben Gurion estão nas top 300. As universidades de Israel estão produzindo conhecimento, que a sociedade aplica e difunde.
Em contraste com o alto nível da educação formal israelense, a Liga Árabe não tem uma só universidade no top 400. Os números e as estatísticas indicam que o conhecimento está abandonando o mundo árabe: entre 1998 e 2000 mais de 15.000 médicos árabes emigraram. Segundo o Banco Mundial, “Cerca de 25% dos 300.000 novos graduados em universidades árabes partiram. Ao redor de 23% dos engenheiros, 50% de médicos árabes e 15% dos acionistas árabes do BSCA se expatriaram”.
Israel, por outro lado, tem mais engenheiros e cientistas per capita que qualquer outro país: para cada 10.000 israelenses há 145 engenheiros ou cientistas.
O Estado Judeu está entre os sete países de todo o mundo com maior quantidade de patentes. A companhia farmacêutica Teva de Israel, é o maior produtor de antibióticos do mundo. O Copaxone é uma medicação imuno-moduladora para o tratamento da esclerose múltipla e é a única droga non-interferon disponível.
A maior parte dos membros da Liga Árabe concede às mulheres escassos direitos, no que diz respeito à união, o divorcio, o código de vestuário, os direitos civis, a personalidade jurídica e a educação. No mundo árabe os regimes repressivos criaram barreiras religiosas, sociais e culturais à produção do conhecimento e à difusão da educação. Por isso, uma em cada duas mulheres árabes são analfabetas.
No Estado Judeu, 6 milhões de israelenses compram 12 milhões de livros todo ano, são os que mais consomem livros no mundo. Israel tem o número mais elevado de graduados universitários per capita do mundo, enquanto que os muçulmanos têm o mais baixo. Em Israel se escrevem mais informes científicos que em qualquer outro país (109 por cada 10.000 israelenses). Os árabes quase nenhum.
As inversões médias per capita em Israel são de US$ 25.000 enquanto que na Liga de Estados Árabes são US$ 5.000.
Os números são objetivos e estão aí para quem esteja disposto a analisá-los e interpretá-los.

* Farrukh Saleem é jornalista árabe muçulmano e colunista independente, e analisa as diferenças entre os avanços científicos e o desenvolvimento educacional entre Israel e o mundo árabe. Email:farrukh15@hotmail.com Fuentes: ed.sjtu.edu.cn/ranking.htm