8 de maio, fim da Segunda Guerra Mundial

 

Edda Mayer Bergmann *

Uma das mais violentas crises da história, especialmente entre países que se diziam e consideravam modernos, evoluídos e civilizados, e que deixaram tudo isso para trás numa violentíssima perseguição a seres humanos inocentes, jogados em câmaras de gás e em fornos crematórios em experiências científicas mortais com seres vivos e numa carnificina jamais imaginadas ou imagináveis em pleno século XX.
Todos estes malefícios e todo horror insofismável na 2ª Guerra Mundial, não poderão jamais ser esquecidos nem imputados apenas a um louco e desequilibrado mental, que teve em seus seguidores todo um povo de líderes e a desumanidade de todo um país acalantando o que de pior a humanidade consegue imaginar.
A idéia desequilibrada de uma raça superior homogênea em suas qualificações de pureza de sangue e de cérebros deixou toda a Europa vulnerável e completamente desqualificada perante o mundo.
Os campos de morte, o gás Ziklon B, as câmaras de extermínio, os trabalhos forçados, levaram ao assassinato de milhões de crianças, de seis milhões de judeus indefesos, um milhão e meio de Testemunhas de Jeová, mais de um milhão de ciganos, deficientes físicos, homossexuais e inimigos do regime nazi-fascista, que pereceram sob as rígidas ordens de débeis mentais, aos quais não é permitido declará-los como pertencentes ao gênero humano.
Até a Itália, que parecia um país de pessoas inteligentes, de repente resolveu se declarar de raça nórdica ariana pura, baseado na incapacidade de um Mussolini e a imbecilidade do Rei Vittorio Emanuelle III, Rei da Albânia e Imperador da Etiópia, um desqualificado mental e incoerente monarca obtuso.
E o Japão, país de origens milenares, de uma cultura superior e variada, o que foi fazer no eixo Roma – Berlim - Tóquio, como co-responsável pela Segunda Guerra Mundial?
Hoje se queixa de Nagazaki, mas Nagazaki foi a resposta do mundo livre aos arbítrios do eixo e a Pearl Harbour. O Japão poderia ter pensado melhor antes de se aliar a um Hitler na sua ânsia de dominar o mundo.
Não tivesse havido as bombas atômicas, a guerra ainda teria durado mais e ceifado mais milhões de inocentes.
A Segunda Guerra Mundial foi uma hecatombe, planejada e levada à cabo com inteligência e sutileza, com sarcasmo e meios diabólicos de interferir na vida e existência de povos e de nações, foi um terremoto arrasador que não respeitou nada nem ninguém, nem nenhum compromisso histórico e moral de quem quer que seja.
O valor do mal perdurou até seu final e somente na Itália os italianos fizeram justiça com as próprias mãos, enforcaram e penduraram de cabeça para baixo Mussolini e sua amante Claretta Petacci, para mostrar ao mundo ao que levam os desequilibrados mentais, que fizeram em Piazzale Loreto expostos à execração pública.
Milão foi a cidade onde isto aconteceu e os italianos com certeza não são um povo tão intransigente e demoníaco.
Mas tudo tem limite!
Somente hoje, passados 62 anos do término da Guerra, um ministro italiano acha que os perseguidos pelas Leis Raciais deveriam receber compensações cumulativas.
Se é que alguém ainda está vivo para pleiteá-las.
O furacão da Segunda Guerra Mundial não pode e não deve ser esquecido, e muito menos devem ser toleradas vozes desapontadoras e incoerentes com a do Presidente do Irã, que vem agora ditar normas sobre o que para ele não foi o Holocausto, numa admiração intolerável para a loucura demoníaca de Hitler e seus segredos, para as monstruosas banalidades de um Mussolini e para não se esquecer de um maníaco mental como um Hiroito. Pessoas que infectaram o mundo com seus símbolos maléficos, suas manias de grandeza e sua ânsia de poder. Acreditando que o Universo lhes pertencia e o cataclisma era apenas um meio para conquistá-lo plenamente.

*Edda Mayer Bergmann é vice-presidente Internacional da B’nai B’rith.