Ashdod, o maior porto de Israel

Antonio Carlos Coelho *

Ashdod, situada na costa mediterrânea, entre as cidades de Rishon Lezion e Ashkelon, foi uma das mais importantes províncias dos filisteus, povos que afligiam os israelitas durante os reinados de Saul e Davi.
Sua importância se sustentou ao longo da história, desde o século 17 a.e.c, devido ao seu porto comercial. As escavações feitas por arqueólogos revelaram 22 estratos, o que comprova os inúmeros assentamos ocorridos na cidade. Entre os povos que se fixaram ali estão os canaanitas, filisteus, israelitas, gregos, romanos. Desde o tempo dos canaanitas era coletado no mar o múrix, concha da qual se extraía a tinta púrpura de grande valor para tingimento de tecidos.
Segundo conta-nos a Bíblia, durante o período dos filisteus, foi construído um templo para o deus Dagon – metade homem, metade peixe. O rei Uzias de Judá lutou contra a cidade, venceu e estabeleceu uma população israelita no local. Mais tarde, em 734 a.e.c., os assírios ocuparam a cidade transformando-a na capital de província. (Crônicas 26:6). Depois do declínio do poder assírio, a cidade tornou-se capital do reino filisteu, com o nome de Filistinia. Mais tarde Nehemias tomou a cidade, transformando-a numa cidade judaica.
Ashdod, que estava localizada na “via maris” – rota comercial ao longo do mar - e era conhecida por Ashdod Yam, devido ao importante porto. Durante o período dos Hasmoneus teve bastante importância comercial e estratégica para manutenção do território. Esta fase durou até a conquista romana no século 1 a.e.c. Após o domínio romano, a cidade sofreu sua decadência,  sendo refundada em 1956 após a Guerra da Independência. 
Atualmente Ashdod é o maior porto de Israel (inaugurado em 1965) sendo responsável por 60% do movimento portuário do país. É uma cidade moderna, planificada, com todos os serviços de uma cidade moderna. Está dividida em 17 quarteirões que abrigam de 10 a 15 mil pessoas cada. Neles há um comércio e serviços próprios que atendem a sua população.
Sua economia está baseada, além do comércio, na indústria. Há fábricas de refino de petróleo, material elétrico, de equipamentos para indústria de aviões, como: radares e equipamentos eletrônicos.
O visitante, além de conhecer uma cidade moderna, com características mediterrâneas, poder visitar escavações de ruínas dos diferentes períodos da sua história.

* Antonio Carlos Coelho é professor, membro do Instituto Ciência é Fé e colaborador do jornal Visão Judaica.