Por: Yossi Groisseoign

Atentado mata nove em Tel Aviv
Um ataque suicida perto da antiga estação central de ônibus de Tel Aviv, deixou nove mortos, e mais de 50 feridos, 15 deles em estado grave. Imagens da TV mostraram pessoas com sangue em suas camisas. Ambulâncias e veículos policiais se deslocaram para o local. A explosão ocorreu na barraca de sanduíches Falafel Rosh Ha´ir, nas proximidades do local onde no dia 19 de janeiro outro homem-bomba da Jihad Islâmica realizou um ataque similar, sem no entanto deixar vítimas além de si próprio. Dois grupos militantes palestinos reivindicaram a autoria do ataque: As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, e a Jihad Islâmica. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas condenou o ataque, mas o governo do Hamas o apoiou. (Uol Notícias).

Papa condena o ataque
No dia do primeiro aniversário de seu pontificado, o Papa Bento XVI expressou sua “grande dor” pelo “terrível atentado ocorrido” em Tel Aviv, Israel. Ao finalizar a audiência geral, perante mais de sessenta mil fiéis, após saudar os peregrinos em vários idiomas, o Papa dirigiu-se ao Oriente Médio: “Sinto o dever de expressar a mais firme condenação por tal ato terrorista” — admitiu. “Não é com execráveis atos como esse que se podem tutelar os legítimos direitos de um povo”. Mencionando a “matança” — reivindicada pela Jihad islâmica —, o L’Osservatore Romano escreveu que “as declarações do Hamas que a justificaram fizeram crescer o isolamento internacional do Executivo da Autoridade Palestina”. Trata-se do atentado mais sangrento perpetrado em Israel desde o verão de 2004 e o primeiro desde a formação do governo palestino liderado pelo Hamas. O Papa Benedito XVI afirmou que irá visitar o campo de extermínio de Auschwitz entre os dias 25 e 28 de maio. (Zenit.org).

Audiência no Vaticano
Após reunião com o Papa Bento XVI no Vaticano, em 6/4, o ex-primeiro-ministro israelense Shimon Peres revelou que o pontífice visitará Israel no início de 2007 a convite do primeiro-ministro de Israel, Ehmud Olmert. Peres não poupou elogios ao papa que, segundo ele, além de mostrar "grande interesse pelo processo de paz" é também "uma voz que se levantou para separar religião e terrorismo". Durante o encontro, eles condenaram qualquer forma de terrorismo e trocaram opiniões sobre a paz no Oriente Médio. O pontífice também abordou o fortalecimento das relações entre Israel e o Vaticano. para "tentar renovar o duplo diálogo, de natureza política e financeira, e fazer uma séria tentativa de chegar a uma solução justa", se referindo às negociações existentes desde 1992 entre os dois Estados para conceder status jurídico e econômico aos edifícios da Igreja em território israelense. (Jornal Alef).

L’Osservatore faz condenação
O jornal L´Osservatore Romano, periódico oficial do Vaticano condenou dia 26/4 a queima de bandeiras israelenses realizada por participantes de uma manifestação em Milão, em repúdio ao fascismo. Durante a marcha os manifestantes deram apoio à ‘Intifada’ palestina segundo a informação. Os manifestantes protestaram contra os membros de honra do Grupo de Infantaria da Brigada Judaica, que ajudou a libertar a Itália. ‘Ofender uma bandeira é ofender o povo a que pertence e é seu símbolo e então ofende-se a todo o povo judeu’, escreveu o jornal. (El Reloj.com).

 

Haniyeh se recusa ao diálogo
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, afirmou em 8/4 que seu governo não cederá a pressões estrangeiras para reconhecer Israel e repudiar a violência apesar dos cortes nas ajudas internacionais que estão levando a Autoridade Palestina ao colapso financeiro. Desde que assumiu o posto, Haniyeh enfrentou confrontos com a comunidade internacional sobre ajuda financeira e tensão com o presidente Mahmoud Abbas sobre seus poderes. Os Estados Unidos e a Comissão Européia suspenderam a ajuda direta no dia 7/4 ao novo governo palestino, liderado pelo Hamas, até que ele abandone a violência, reconheça o direito de Israel de existir a apoie as iniciativas de paz defendidas internacionalmente no Oriente Médio. “As tentativas de abafar o governo têm um objetivo, mas elas não vão conseguir concessões políticas de nós”, afirmou Haniyeh na abertura de uma exposição de arte de crianças em Gaza. O Hamas, grupo fundamentalista islâmico que prometeu a destruição de Israel e já promoveu dezenas de ataques suicidas, obteve vitória nas eleições parlamentares em janeiro. (Reuters).

Liga Árabe pede ao Hamas paz com Israel
A Liga Árabe pediu ao governo palestino do Hamas que adote a iniciativa árabe de paz com Israel após um encontro com o secretário-geral da Liga, Amr Mussa, e os delegados dos estados membros, no Cairo. A iniciativa árabe de paz, adotada na cúpula de Beirute em 2002, prevê a normalização das relações com Israel em troca da retirada total dos israelenses dos territórios árabes ocupados em 1967 e da criação de um estado palestino. Mas em Teerã, onde participava de uma conferência internacional de apoio aos palestinos, o chefe político do Hamas, Jaled Mechaal, reafirmou que não reconhecerá Israel, apesar das pressões internacionais. A Autoridade Palestina está à beira da bancarrota desde que os EUA e a União Européia suspenderam suas ajudas. (AP).

Atraso salarial provoca revolta em Gaza
A crise financeira pelo qual atravessa a Autoridade Palestina levou a polícia da cidade de Gaza a realizar um violento protesto. Cerca de 50 policiais mascarados e mil membros do Fatah bloquearam ruas, invadiram um prédio do governo e dispararam tiros para cima, em revolta contra o atraso de duas semanas de seus salários. "Esse é apenas o primeiro passo", diz Abu Mohammed, um dos líderes do protesto. O Hamas diz que herdou uma administração com mais de US$ 1,3 bilhão de dívidas e culpa a atual crise na decisão da União Européia e dos Estados Unidos de cortar ajuda financeira aos palestinos. Os EUA proibiram ainda cidadãos americanos de fazerem negócios com o governo palestino do Hamas. (The Jerusalem Post).

Shimon Peres cobra ação da ONU
O ex-primeiro-ministro de Israel, Shimon Peres, pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) para tome medidas contra o Irã, chamando o presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, de 'lunático'. "O Irã é um país membro da ONU que está ameaçando outro Estado membro da ONU", disse ele. "As Nações Unidas têm que agir. O que o presidente iraniano diz, lembra as declarações de Saddam Hussein, e Ahmadinejad vai ter o mesmo fim. A história tem rejeitado esse tipo de lunáticos brandindo espadas". Ano passado, Ahmadinejad havia dito que Israel deveria 'sumir do mapa' e, dias trás que o país estava “em rota para ser eliminado”. O
O presidente iraniano já havia também negado o Holocausto. (AJB). 

Nazistas queriam Holocausto na Palestina
Os nazista planejavam eliminar os judeus além da Europa, na Palestina controlada pelos britânicos durante a Segunda Guerra. Em 1942 foi criada uma unidade da SS, que seria encarregada do extermínio em massa de judeus na Palestina, de forma similar à que ocorria no Leste europeu, segundo diz um novo estudo. O diretor do centro de pesquisa de Ludwigsburg, Klaus-Michael Mallman, e o historiador berlinense Martin Cueppers afirmam que o esquadrão iria à Palestina matar cerca de meio milhão de judeus que fugiram da Europa escapando de campos de concentração como os de Auschwitz e Birkenau. No estudo, publicado em março, afirmam que a unidade esperava em Atenas pronta para desembarcar na Palestina, junto com o "Afrika Korps", liderado pelo comandante Rommel. Mas, como a Alemanha não chegou a conquistar a Palestina, os planos não se concretizaram. (Reuters).

500 anos do Massacre de Lisboa
Em abril completaram-se 500 anos do episódio conhecido como o massacre de Lisboa. Durante três dias, em nome de um fanatismo sanguinário, milhares de pessoas perderam a vida numa matança sem precedentes na história de Portugal, durante o reinado de Manuel I.Tudo começou no domingo, 19 de abril de 1506, na Igreja de São Domingos, quando alguém gritou ter visto o rosto do Cristo crucificado iluminar-se inexplicavelmente no altar. Em redor, gente que rezava pelo fim da seca prolongada que assolava o país clamou que era milagre. Entre eles, um judeu convertido à força tentou explicar que a luz era apenas um reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta. Acusado de herege o marrano e seu irmão foram levados para o meio da rua e espancados até a morte e seus corpos queimados. Incitada por frades dominicanos, a multidão que se aglomerara decidiu partir em direção à judiaria, gritando “morte aos judeus” e “morram os hereges”. Acusados entre outros “males”, de deicídio e de serem a causa da seca, cerca de 4000 judeus, homens, mulheres e crianças, foram massacrados pela população católica. Foram acesas 4.000 velas na  praça do Rossio, em Lisboa. para relembrar um dos atos mais violentos contra o povo judeu (CIL/BBC Brasil).

Irã quer inspecionar Auschwitz
O Irã pediu autorização do governo polonês para inspecionar os campos de morte nazistas de Auschwitz e Birkenau como parte de sua assim chamada pesquisa sobre se o Holocausto realmente ocorreu. O jornal Jewish Forward relatou que "Com um confronto internacional rapidamente se aproximando, o Irã mais uma vez quer perturbar as organizações judaicas e levantar a ira ocidental questionando o Holocausto. Agora, propôs enviar uma equipe de ‘investigadores’ para inspecionar o local dos campos de concentração de nazista, a partir de uma conferência patrocinada por Teerã para debater a ‘escala real do Holocausto’”. A petição foi rapidamente rejeitada pelo ministro do Exterior polonês Stefan Miller. "Sob nenhuma circunstância permitiremos isso", disse Miller disse à agência de imprensa polonesa PAP. "Isto vai além de todas as normas imagináveis sobre a discussão de tal coisa”.  O museu de Auschwitz-Birkenau declarou que não permitiria que peritos iranianos conduzissem uma investigação sobre o Holocausto no campo. Recentemente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad questionou repetidamente a veracidade do Holocausto, ao mesmo tempo em que se conclamou para que Israel "fosse riscado do mapa”. (Newsmax.com).

Acordo entre Mercosul e Israel
Em março a Fiesp recebeu representantes do Mercosul e do Estado de Israel para mais uma rodada de discussões sobre a criação de um acordo de livre-comércio entre o bloco latino-americano e Israel. O acordo de intenções foi assinado no Uruguai em dezembro de 2005. Diferente do que foi acertado nos últimos acordos comerciais assinados com a Índia e África do Sul, não existe uma lista restrita de produtos beneficiados pelo acordo: as negociações com Israel prevêem taxa zero para todos os produtos exportados e importados. Para proteger os produtos mais sensíveis à abertura do mercado e à sobrevivência de suas indústrias, o Mercosul já enviou a Israel uma lista com grupos de produto que terão prazos entre cinco e dez anos para atingir a taxa de exportação zero. (Oficina de Comunicação).

Boas perspectivas
As exportações israelenses para o Brasil somaram US$ 320 milhões em 2002 e atingiram US$ 469 milhões apenas três anos depois. Para Joseph Gal, do Ministério das Relações Exteriores de Israel, a curva de crescimento se tornará ainda maior quando o acordo de livre-comércio estiver em vigor. (Oficina de Comunicação).