Como os palestinos produzem terroristas

Por: Itamar Marcus e Barbara Crook *


Este artigo escrito pelos diretores do Palestinian Media Watch (PMW), descreve os dois maiores componentes da promoção do terror: a demonização do grupo alvo a ser atingido e a promoção da honra e da glória dos terroristas

O que leva um jovem palestino a transformar seu corpo em uma bomba? Terroristas suicidas como o homem que matou nove pessoas em Tel Aviv esta semana não nascem odiando. É algo que eles aprendem - e a Autoridade Palestina tem sido o professor ideal. Ela tem aperfeiçoado a arte de fomentar ódio e promover o terrorismo suicida.
O primeiro passo na criação do terrorista é promover o terror dentro de sua sociedade demonizando o grupo alvo. Este grupo alvo é descrito como tão malvado e ameaçador que matar seus membros não deve ser visto como assassinato, mas como uma vingança justificada e um admirável ato de legítima defesa.
Exemplos da incessante demonização de judeus e israelenses promovida pela ANP, incluem um artigo recente no diário oficial da ANP que descreve assim as ações militares israelenses contra o lançamento de mísseis em Gaza:
"Parece que os rios de sangue em nossas cidades, vilas e campos de refugiados não satisfaz ainda a sede de sangue palestino entre os sanguessugas que existem entre os políticos e militares israelenses..."
[Al Hayat Al Jadida, 4 de Março, 2006]
A TV da ANP tem reproduzido diariamente vídeo-clipes nas últimas semanas com atores interpretando prisioneiros palestinos sofrendo horríveis torturas nas mãos de guardas israelenses. Libelos de ódio são comuns, incluindo o "libelo das drogas", que diz que Israel intencionalmente envenena e vicia jovens palestinos através da distribuição de drogas na sociedade da ANP. Este tipo de argumentação foi repetida na TV da ANP há apenas dois dias atrás pelo Mufti da ANP, Ikrima Sabri.
Outro componente desta demonização é descrever a própria existência de Israel como uma nação, sendo ilegítima e temporária. Isto também jamais parou. Um exemplo é o documentário, levado ao ar duas vezes nos últimos meses em que a cidade israelense de Yaffo é definida como "uma cidade palestina roubada". O documentário inclui o seguinte discurso:
"A Palestina foi atacada por invasores. É a hora de vocês [israelenses] irem embora. Morem onde quiserem, mas não morem entre nós (fotos de Yaffo). É tempo de vocês se mandarem. Morram do jeito que vocês quiserem, mas não morram entre nós. Nós temos nosso passado aqui. Nós temos o presente, o presente e o futuro. Portanto, abandonem nosso país, nossa terra, nosso mar, nosso trigo, nosso sal, nossas feridas. Tudo. E deixem as memórias".
A intenção desta primeira mensagem da ANP é a de transformar os israelenses no seu pior inimigo: israelenses são a representação do mal e são perigosos. Sua própria existência é ilegal, e portanto eles devem ser derrotados e destruídos Matá-los é transformado em justiça e legítima defesa.
Mas não é o suficiente estabelecer Israel como o inimigo. Os terroristas que matam israelenses devem ser vistos como heróis e líderes da sociedade - e este é o segundo componente da criação de terroristas suicidas da ANP.
Não existem heróis maiores e ídolos tão grandes na sociedade palestina quanto os terroristas. Campos de verão para crianças foram nomeados em homenagem a Wafa Idris e Ayyat Al Achras - mulheres bomba suicidas. Eventos esportivos rotineiramente são denominados pelos nomes de terroristas, incluindo um torneio de futebol para crianças de 14 anos designado pelo nome do terrorista que matou 31 israelenses quatro anos atrás em um sêder de Pêssach (jantar da páscoa judaica) em Netânia. O Ministério da Cultura da ANP recentemente produziu uma coleção de poesias em homenagem a Hanadi Jaradat, a terrorista suicida que matou 21 pessoas em um restaurante em Haifa.
E justamente mês passado, a ANP anunciou que estaria concedendo o título de cidadã honorária ao terrorista libanês Samir Quntar, que está cumprindo prisão perpétua em uma cadeia israelense. Smadar Haran, esposa e mãe das vítimas de assassinato de Quntar, escreveu no The Washington Post:
"Foi um assassinato de crueldade inimaginável. Os terroristas tomaram (marido) Danny e (filha) Einat e os levaram para a praia. Um deles atirou em Danny na frente de Einat. Então ele esmagou a cabeça da minha pequena filha contra uma pedra com a coronha do seu rifle. Este terrorista era Samir Quntar."
A mensagem que a ANP está mandando ao seu povo e as suas crianças ao honrar Quntar e outros terroristas é a de que matar israelenses é a passagem para a honra e a glória eterna.
Uma transmissão especial da TV da ANP nesta última semana mostra bem a essência desta mensagem - e a sua aceitação dentro dos mais altos níveis da liderança do governo palestino. A seguir reproduzimos parte do poema que uma jovem entoou no Dia das Crianças palestino:
"Mesmo se todos os judeus vierem (para Israel) buscar refúgio com os macacos [como os judeus são chamados normalmente na mídia árabe]... nós jamais iremos aceitar compensações por nossa terra. Não há substituto para Jerusalém!... Nossa morte é como vida, Minha pátria vai ser a cova do invasor... Eu irei caminhar mais de mil quilômetros mesmo se eu tiver que morrer como mártir neste caminho..."
[TV da ANP, 10 de abril de 2006]
Sua audiência incluía o presidente da ANP, Mamou Abbas, sentado na primeira fila junto com outros membros graduados do governo palestino. A reação deles a estas palavras de ódio vindas da boca de uma pequena jovem? Uma onda de efusivos aplausos.
Com mensagens para crianças fomentando o ódio aos israelenses e glorificando terroristas, e quando o supostamente moderado Sr. Abbas aparece na TV aplaudindo o discurso de uma jovem recheado de ódio e de desejo de martírio, existe alguma dúvida do porque jovens palestinos se tornam terroristas suicidas?

* Itamar Marcus é o diretor e Barbara Crook é a diretora associada do Palestinian Media Watch. Este artigo foi publicado no Jerusalém Post 17/4/2006, e no The Ottawa Cotizem 22/4/ 2006 do Canadá e em inúmeras outras mídias em todo o mundo após o ataque terrorista que matou nove pessoas em Tel Aviv semanas atrás.