A cidade é a capital política é espiritual do povo judeu – a última, sem interrupção até o presente, através de bons e maus tempos
A conexão entre o povo judeu e a cidade de Jerusalém é um dos fatos mais bem documentados da História mundial. Em fontes judaicas tradicionais, a palavra "Jerusalém" é mencionada mais de 600 vezes, pelo menos 140 vezes no Novo Testamento, mas nenhuma vez no Corão. Há uma referência no Corão (17:7) à destruição do Primeiro e do Segundo Templos, que ficavam em Jerusalém. Há também uma referência no Corão (34:13) ao rei Davi e ao seu filho, o rei Salomão, que construiu o Primeiro Templo em Jerusalém. No entanto, o Corão, que foi escrito há aproximadamente 1.400 anos, não menciona explicitamente a palavra "Jerusalém". Levando-se em consideração que a palavra "Jerusalém" já existia por 2.000 anos quando do advento do islã, essa omissão é significativa.
Jerusalém foi fundada pelo rei Davi na antiga cidade de Jebus há aproximadamente 3.300 anos atrás, quando ele a renomeou e lhe conferiu um caráter judaico. Jerusalém foi tanto a capital política quanto espiritual do povo judeu – a última, sem interrupção até o presente, através de bons e maus tempos.
Pelos últimos 3.300 anos, Jerusalém nunca foi a capital de nenhum outro povo, nem mesmo de árabes e muçulmanos, um fato significante levando-se em conta que a cidade foi conquistada por tantos povos diferentes.
Observações de algumas pessoas célebres sobre a conexão do povo judeu com Jerusalém:
— "Para um muçulmano", observou o escritor britânico Christopher Sykes, "há uma profunda diferença entre Jerusalém e Meca ou Medina. As últimas são cidades sagradas contendo locais sagrados". Além do Domo da Rocha, ressalta ele, Jerusalém não tem qualquer significado mais importante para o islã (o Domo da Rocha foi construído sobre as ruínas do Primeiro e do Segundo Templos judeus).
— Sir Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, disse à diplomata Evelyn Shuckburgh, em 1955: "Há de se deixar os judeus terem Jerusalém – foram eles que a tornaram famosa".
— Sari Nusseibah, ex-representante da Autoridade Palestina em Jerusalém: "Seria cegueira negar a conexão judaica com Jerusalém".
Alguns registros da presença judaica em Jerusalém, de 705 d.C. a 1967 d.C.
• 705 d.C. – "Desde o tempo do califa Abdel-Malik em diante, os judeus estavam entre aqueles que guardavam os muros do Domo da Rocha. Por isso, eles não precisavam pagar o imposto cobrado de todos os não-muçulmanos. Os judeus eram encarregados de limpar o lixo da área haram (impura para muçulmanos)". Mujir al-din em seu livro History of Jerusalem and Hebron.
• 863 – "Essa é a data presumida da mudança da Yeshivat Eretz Israel de Tiberíades para Jerusalém, para que se tornasse a autoridade religiosa central de toda a região. O último dos Ga’ons (sábios) de Jerusalém foi Evyatar Ben Eliyahu Hacohen (1112)". Nathan Schur, History of Jerusalem.
• 1167 – "Duzentos desses judeus vivem em um canto da cidade, sob a Cidadela de Davi". Benjamin de Tudela em seu famoso livro Travels.
• 1395 – "Os judeus na Cidade Santa vivem em suas próprias áreas residenciais especiais". O viajante Ogier D’Anglure em Le Saint Voyage de Jerusalem.
• 1499 – "Dentre os inúmeros judeus em Jerusalém, eu encontrei diversos nativos da Lombardia, três da Alemanha e dois monges que se converteram ao judaísmo". Diário de viagem de Arnold von Harff, Die Pilgerfahrt I.
• 1546/47 – "Muitos judeus moram em Jerusalém e há uma rua especial dos judeus". Ulrich Prefat da Eslovênia em suas crônicas.
• 1611 – "E nessa Terra, eles [os judeus] vivem como estrangeiros... sujeitos a toda opressão e privação, que eles suportam com paciência incompreensível, desprezados e combalidos. Apesar de tudo isso, eu nunca vi um judeu com raiva em seu rosto". George Sandys, filho do arcebispo de York, em Travails.
• 1751 – "Quatro mil pessoas chegam por ano junto com um número semelhante de judeus que vêm de todos os cantos do mundo". O viajante sueco Frederick Hasselquist em Voyages and Travels in the Levant.
• 1860 – Primeiro bairro judeu construído fora dos muros de Jerusalém.
• 1889 – "Trinta mil das 40.000 pessoas em Jerusalém são judeus... no momento, os judeus estão vindo para cá às centenas". The Pittsburgh Dispatch, 15 de julho de 1889.
• 1925 – Universidade Hebraica inaugurada no Monte Scopus, Jerusalém.
• 1967 – Árabes derrotados em sua nova guerra contra Israel – a "Guerra dos Seis Dias". Jerusalém reunificada. Muro das Lamentações e Monte do Templo liberados.
O respeito de Israel pelos locais de adoração de todas as religiões
Com exceção do período de 1948 a 1967, Jerusalém nunca foi uma cidade fisicamente dividida. Em 1948, a Legião Árabe Jordaniana, sob o comando de Glubb Pasha (na realidade John Bagot Glubb, um inglês) invadiu e controlou, até 1967, a área que hoje é conhecida como a parte oriental de Jerusalém. Isso incluía a murada Cidade Antiga. Os jordanianos, então, expulsaram todos os judeus e tornaram a antiga Cidade de Jerusalém judenrein ("limpa dos judeus", em alemão). Sob o controle jordaniano, ocorreu o seguinte:
• Cinqüenta e oito sinagogas no antigo Bairro Judeu – algumas construídas há muitos séculos – foram destruídas e profanadas. Os jordanianos transformaram algumas delas em estábulos e galinheiros.
• A Legião Árabe Jordaniana profanou o antigo cemitério judeu, existente há mais de 2.500 anos no Monte das Oliveiras. Uma estrada foi construída através do velho cemitério para ligar o Hotel Intercontinental a uma rodovia. A Legião Árabe Jordaniana usou lápides de destacados rabinos como calçamento e na construção de latrinas.
• Apesar do acordado no Armistício de 1949 entre Israel e a Jordânia, que permitia a visita de judeus a seus lugares sagrados, os jordanianos proibiram os judeus de visitarem o Muro Ocidental (Muro das Lamentações) na Cidade Antiga ou o antigo cemitério judeu no Monte das Oliveiras. A Universidade Hebraica no Monte Scopus e o Hospital Hadassah ficaram totalmente isolados e foram reduzidos a ruínas.
• Apesar do flagrante e completo desrespeito da Jordânia pelos lugares sagrados judeus, a ONU nunca aprovou sequer uma resolução denunciando o fato. Compare isso à gama de resoluções da ONU contra Israel.
Em contraste, o tratamento que Israel deu a todos os locais sagrados em Jerusalém e cercanias desde 1967 tem sido exemplar. O ex-presidente americano Jimmy Carter disse "não haver dúvida" de que Israel foi mais competente em salvaguardar os locais sagrados da cidade que a Jordânia.
A população de Jerusalém
Muitos não têm consciência de que, desde aproximadamente 1840, os judeus têm constituído a maioria da população de Jerusalém.
Ano |
Judeus |
Muçulmanos |
Cristãos |
Total |
1844 |
7.120 |
5.000 |
3.390 |
15.510 |
1876 |
12.000 |
7.560 |
5.470 |
25.030 |
1896 |
28.112 |
8.560 |
8.748 |
45.420 |
1922 |
33.971 |
13.411 |
4.699 |
52.081 |
1931 |
51.222 |
19.894 |
19.335 |
90.451 |
1948 |
100.000 |
40.000 |
25.000 |
165.000 |
1967 |
195.700 |
54.963 |
12.646 |
263.309 |
1987 |
340.000 |
121.000 |
14.000 |
475.000 |
1990 |
378.200 |
131.800 |
14.400 |
524.400 |
2000 |
530.400 |
204.100 |
14.700 |
749.200 |
Conclusão
Quando o povo judeu defende Jerusalém como sua Cidade Eterna, ele se baseia em numerosas e sólidas evidências históricas. Nenhum outro povo pode demonstrar ligações tão fortes com Jerusalém quanto o povo judeu: a ligação judaica com a Cidade Santa é a mais longa e ininterrupta. Jerusalém é o – único – centro espiritual do judaísmo. Em toda a sua longa história, Jerusalém apenas foi a capital de um único povo: o povo judeu. Os judeus têm constituído a maioria de sua população nos últimos 160 anos. E, o que é de suma importância para a comunidade internacional: Israel tem, de longe, o melhor histórico de proteção dos lugares santos de todas as religiões – em Jerusalém eles recebem o respeito que merecem. Pela lógica, Jerusalém é a capital do Estado de Israel e todas as pessoas sinceras e de boa fé devem reconhecer esse fato. (extraído de www.infoisrael.net).
Fontes:
Bard, Mitchell G., Myths and Facts: A Guide to the Arab-Israeli Conflict, American Israeli Cooperative Enterprise Inc., 2002.
Ben Gad, Yitschak, Politics, Lies and Videotape, Shapolsky Publishers, Inc., New York, 1991.
Cohen, Saul B., Jerusalem: Bridging the Four Walls, Herzyl Press, New York, 1977.
Gilbert, Martin, Jerusalem in the Twentieth Century, Chatto and Windus Ltd., London, 1996.
Tal, Eliyahu, Whose Jerusalem, International Forum for a United Jerusalem, Tel Aviv, 1994.