Por: Yossi Groisseoign

 

Criptojudeus se reúnem para lembrar um herói esquecido
Cerca de 100 descendentes de criptojudeus espanhóis e portugueses se encontraram neste último final de semana no norte de Portugal para participar de um seminário de três dias, programado pela entidade Shavei Israel, sediada em Jerusalém, que assiste aos ‘judeus perdidos’ que buscam retornar ao povo judeu. Com o tema ‘Os desafios da crença judaica no mundo pós-moderno’ o evento reuniu rabinos, professores e autores de Israel, Espanha e Portugal. O encontro foi dedicado à memória do capitão português Arthur Barros Basto, herói condecorado na Primeira Guerra Mundial pertencente a uma família criptojudia que voltou ao judaísmo e lançou um movimento para incentivar outros ‘judeus escondidos a fazer o mesmo’. Fundou um jornal judaico, uma Yeshiva (escola ortodoxa) e uma sinagoga na cidade do Porto, onde teve lugar o seminário. (O grupo da B´nai B´rith em Portugal tem o nome de Loja Barros Basto, como homenagem a quem dedicou sua vida ao judaísmo). Informações sobre este movimento pelo e-mail: office@shavei.org. (Iton Gadol).

Comércio com a Síria
Na primeira transação comercial em 37 anos, cerca de 200 quilos de maçãs do Golã serão transportadas diariamente através da fronteira entre Israel e a Síria. A transação comercial ocorre depois de o regime de Damasco expressar recentemente sua disposição a retomar as negociações de paz com Israel, interrompidas em 2000. A Síria é o único país árabe que se encontra tecnicamente em "estado de guerra" com Israel. (Jornal Alef).

Livros escolares palestinos
Mahmoud Abbas é o novo líder da Autoridade Palestina, mas muita coisa continua como antes. Um livro escolar oficial da AP traz pela primeira vez “Os Protocolos dos Sábios de Sião” (livro anti-semita forjado na Rússia no final do século 19, que fala de uma suposta conspiração dos judeus para dominar o mundo). Essa falsificação aparece no livro escolar como uma verdade histórica e afirma que foram aceitos pelo Congresso Sionista em 1897. A “obra” que transmite estes conceitos para estudantes palestinos chama-se História Moderna e Contemporânea do Mundo (2004), página 63, e faz parte do currículo de jovens de 15 anos. Há outros livros escolares palestinos que ignoram a existência do Estado de Israel, pois este não aparece nos mapas. “A liderança palestina não está se esforçando para acabar com a incitação ao ódio e mudar a mentalidade entre os dois povos... e pior, não se pode levar adiante um processo de paz enquanto isso persistir nos materiais escolares, ainda mais quando se trata de novos livros”, declarou o então ministro de Assuntos da Diáspora e Jerusalém, Natan Scharansky, dias antes de pedir demissão do governo. (jornal Yediot Aharonot).

Árabe brilha na seleção de Israel
O jogador árabe-israelense Abas Suan, tornou-se herói da seleção nacional do futebol de Israel ao marcar o gol da vitória contra a Irlanda. “Faço todo o possível para manter e melhorar a coexistência entre os dois povos”, declarou ele ao Jerusalém Post, Abas, conhecido no mundo esportivo como ‘o matador’, é de origem palestina, mas está comprometido firmemente em manter a frágil coexistência entre os dois povos e seus gols se convertem em armas poderosas para a aproximação de ambos. “Não me importa muito o que pensam de Israel no exterior. Quero ajudar no relacionamento das pessoas que vivem aqui”, disse Abas. Ele contou que outro dia caminhava em Tel Aviv e “pela primeira vez falei com soldados e policiais que se aproximaram, me perguntaram se eu era Suan e disseram que ficaram orgulhosos por minha atuação”. (jornal Clarín).

Racismo no futebol: Lição para o mundo
O esporte foi feito para unir pessoas. O futebol já conseguiu até parar guerras. No entanto, às vezes, para infelicidade da humanidade, o que deveria ser celebração e alegria, cede espaço para o ódio, a xenofobia, a intolerância e o racismo. A revista Veja denunciou semanas atrás o racismo no futebol, com suásticas, ofensas verbais, injúrias e difamações. Mas isso teve sua primeira derrota justamente aqui no Brasil, na noite de 13/4, no jogo entre o São Paulo e o Quilmes, da Argentina, no Morumbi. O caso repercutiu no todo mundo e tende a se tornar um marco na luta contra o preconceito. Assim, Grafite, jogador do São Paulo e vítima da injúria, se transformou num exemplo, que só terá paralelo na história com Jesse Owens, o negro, quadrimedalhista de ouro olímpico, que ousou desafiar Hitler, I'S", em Munique, na Alemanha. Vitória da justiça, e da polícia brasileira, que prendeu o agressor e ganha assim mais uma batalha contra este crime estúpido, intolerável e inafiançável. (De Olho na Mídia).

Racismo II
A B’nai B’rith do Brasil, como entidade de defesa dos direitos humanos e do respeito às diferentes etnias, religiões, culturas e classes sociais, não poderia deixar de se manifestar quanto ao racismo no futebol, como o já o fizera anteriormente. Por isso, enviou carta ao delegado Oswaldo Nico Gonçalves, cumprimentando-o pela ‘atitude firme dentro da plena vigência das leis brasileiras contra a discriminação e racismo ao dar voz de prisão ao jogador Leandro Desábato por entender que ele cometeu crime de injúria qualificada, com agravante de racismo contra o jogador Edinaldo Batista Libânio (o Grafite)’. Ao jogador Grafite foi entregue uma carta congratulando-o e se solidarizando com a sua iniciativa: ‘Receba os nossos parabéns, por sua atitude que está servindo de exemplo de dignidade ao futebol internacional e ao mundo’, diz a missiva assinada pelo presidente da entidade, Abraham Goldstein, e pelo diretor da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Alberto Liberman. (B’nai B’rith).

Suásticas no futebol argentino
Torcedores do Clube Atlético Talleres ostentaram em 28/4 bandeiras com suásticas no estádio Olímpico de Córdoba, Argentina, antes de um jogo de futebol. O incidente foi registrado horas após um time da província de Misiones ter escolhido como nome "Holocausto", suscitando críticas da comunidade judaica. A Argentina foi um dos países onde se refugiaram oficiais nazistas após a queda do Terceiro Reich. O prefeito de Córdoba, Luis Juez, quer os responsáveis severamente punidos e afirmou que se estivesse no lugar do árbitro ele teria encerrado a partida. A lei argentina estabelece proibição às "expressões de discriminação contra qualquer país, indivíduo ou grupo de pessoas" em estádios, sob pena de sanção para os clubes que vão de multas à expulsão da AFA. A Argentina tem uma das maiores comunidades judaicas do mundo, com 300.000 membros. A Daia levou o caso às autoridades argentinas e ao clube para que tomem providências (Daia).

Campeão da Euroliga
O Macabi Tel-Aviv, quem diria, acabou outra vez campeão da Euroleague, a Liga Européia de Basquete, quando no domingo 5/5, em partida disputada em Moscou, contra o Tau Vitoria da Espanha, venceu por 90-78. Na semi-final da sexta-feira anterior, o Macabi Tel Aviv bateu o Panathinaikos da Grécia, por 91-82. O Macabi foi o ganhador da Copa da Euroliga do ano passado e era favorito. Mas a verdadeira surpresa foram os bascos derrotarem o também favorito CZKA da Rússia por 85:78. O CZKA é a antiga equipe que representava o Exército Vermelho e que hoje está nas mãos de magnatas russos que investiram cerca de US$ 50 milhões para levar a equipe ao auge europeu. Esta foi a 11ª vez que o Macabi Tel Aviv chega à final, nas quais cinco vezes foi campeão. As vezes anteriores foram: 1977 - 78:77 contra Mobilgirgi Varese; 1981 - 80:79 contra Synudine Bolonia; 2001 - 81:67 contra Panathynaicos; e 2004 – o incrível resultado de 118:74 contra Skypper Bolonia emTel Aviv. (De todo um poco).

Judeus mostrados como ratos na Arábia Saudita
Uma caricatura publicada dias atrás na Arábia Saudita gerou fortes protestos em Israel. Um site da Internet apresentou os judeus como ratos a quem se deve exterminar, nos moldes do que era feito na propaganda nazista. O desenho mostra uma casa palestina, tendo escrito em inglês que nela entram e saem ratos, com chapéus com a Estrela de David, símbolo judaico que está no centro da bandeira do Estado de Israel. O Centro Simon Wiesenthal, protestou junto ao diretor da Comissão de Direitos Humanos da ONU. “Essa caricatura é cópia de um filme nazista, ‘O judeu Zis’, explicaram as autoridades do CSW, relatando que são difundidas quase que diariamente na imprensa dos países muçulmanos caricaturas carregadas de ódio anti-semita, inclusive em jornais que contam com apoio dos governos locais. (NFC).

Morreu o compositor Ehud Manor
Uma das maiores expressões da canção israelense, o compositor e poeta Ehud Manor, faleceu aos 64 anos vítima de uma parada cardíaca. Manor deixou mais de mil composições, algumas delas consideradas clássicas e as redes de rádio e de televisão israelenses suspenderam as programações para dedicar a ele uma série de homenagens. O artista foi enterrado na presença de numerosas personalidades no cemitério de Binyamina, sua cidade natal, ao norte de Tel-Aviv. Manor foi um prolífico escritor, poeta, tradutor e personalidade do rádio e da TV. Ele escreveu letras para mais de mil músicas, incluindo "Bashana Haba'a" e "Ein Li Eretz Acheret". Também foi um aclamado tradutor de peças teatrais (Shakespeare, Harold Pinter, Tennessee Williams) e musicais (Hair, Grease, West Side Story, Les Miserables e Oliver) Em 1998 ganhou o Prêmio israel, o mais importante do país. (Radiochai e Folha de S.Paulo).

Bens na Polônia avaliados em US$ 30 bilhões
De acordo com uma pesquisa encomendada pelo governo de Israel, os bens da comunidade judaica na Polônia antes da 2ª Guerra Mundial foram avaliados em US$ 30 bilhões, em valores atuais. Trata-se de propriedades e bens pertencentes a quase três milhões de judeus exterminados pelo Terceiro Reich, sem contar os valores dos edifícios públicos das instituições dessa comunidade. A informação foi divulgada pelo jornal israelense Haaretz por causa de um projeto de lei do governo de Varsóvia que visa indenizar os herdeiros dessas vítimas com 15% do valor das propriedades de seus parentes mortos na guerra. Antes do genocídio, o número de judeus representava 10% da população da Polônia. (Jornal Alef).

Morreu Ezer Weizman
Morreu dia 24/4 aos 80 anos o ex-presidente de Israel Ezer Weizman (1993-2000), em razão de complicações causadas por uma pneumonia. Com a saúde debilitada nos últimos dois meses, Weizman morreu em sua casa, em Cesarea (Norte de Israel). Nascido em Tel Aviv em 1924, cresceu em Haifa e fez carreira nas áreas militar e política. Era sobrinho do primeiro presidente do Estado de Israel, o cientista e líder sionista Chaim Weizman. Fez parte da Força Aérea Britânica (RAF) durante a 2ª Guerra Mundial, e a partir de 1942 serviu no Egito e na Índia. Em 1948, Weizman entrou para o Serviço Aéreo de Haganah, antecessor da Força Aérea Israelense, onde se destacou na carreira militar. Eleito presidente de Israel em 13 de maio de 1993 para um mandato de cinco anos foi reeleito em 1998, mas renunciou ao mandato em 10 de julho de 2000. (Folha de S. Paulo).

Espanha desmonta grupo neonazista
A Guarda Civil espanhola desarticulou um grupo neonazista que operava em Madri e outras cidades da Espanha e deteve 21 pessoas. Os skinheads foram presos ‘como supostos autores de delitos contra os direitos e liberdades fundamentais, apologia ao genocídio e tráfico de armas e associação ilícita. O grupo tinha vínculos claros com a organização internacional Blood&Honour (sangue e honra), presente em vários países, entre eles Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Portugal, Hungria e Alemanha. A unidade espanhola da Blood&Honour operava desde 1999 e realizava shows, reuniões e comícios, nos quais incitava a xenofobia, o racismo, o anti-semitismo e a violência extrema, afirmou a Guarda Civil. (Reuters).

Prisão para neonazista alemão
Martin Wiese, de 29 anos, chefe do grupo de extrema direita Kameradschaft Sued foi sentenciado a sete anos de prisão, acusado de conspiração para atacar a sinagoga de Munique, durante cerimônia realizada no dia 9 de novembro de 2003, na qual estiveram presentes o presidente alemão e lideranças judaicas (a solenidade era em lembrança da Noite dos Cristais, que marcou o início da perseguição aos judeus na Alemanha nazista). Wiese se considerou culpado de porte de armas perante a Corte de Justiça alemã, mas negou pertencer a uma organização terrorista. A polícia de Munique desarticulou o suposto ataque antes da cerimônia. (Jerusalem Post).