Celebrações aconteceram em toda a Europa pelos
60 anos do Dia da Vitória, que marcou o fim da Segunda
Guerra Mundial. Perto de 60 milhões de pessoas morreram
nos confrontos até a data da vitória aliada sobre
a Alemanha nazista, declarada em 8 de maio de 1945. O presidente
dos Estados Unidos, George W. Bush, comandou as celebrações
em um cemitério militar americano na Holanda, onde mais
de 8 mil militares americanos foram enterrados. Depois Bush foi à Letônia,
onde reuniu-se com os presidentes deste país e os da Lituânia
e Estônia.
Na Alemanha, a data foi marcada pelo Festival da Democracia,
com a duração de dois dias. Músicas e discursos
variados ocorreram no Portão de Brandenburgo, em Berlim.
Políticos alemães fizeram uma cerimônia no
Parlamento e participaram de um serviço religioso na Catedral
de Berlim.
Na França, o presidente, Jacques Chirac, participou de
uma cerimônia na Avenida Champs-Elysées. Em Londres,
o príncipe Charles também participou das comemorações,
que acabaram com um show no Trafalgar Square.
Em Moscou, o presidente Vladimir Putin ressaltou que os russos
foram os libertadores.
O presidente russo citou uma resolução de 1989,
ainda na era da URSS, criticando o pacto feito em 1939 entre
soviéticos e nazistas que levou à ocupação
da região do Báltico. A resolução
dizia que o pacto havia sido uma "decisão pessoal" do
líder soviético Josef Stalin que "contrariava
os interesses do povo soviético".
Moscou tem dito que foi a principal força que trouxe liberdade à Europa,
libertando o continente do domínio nazista a um alto custo:
a vida de 27 milhões de soviéticos.