Inaugurada a ampliação do museu do Holocausto em Jerusalém


 

Israel inaugurou no mês passado o novo museu da História do Holocausto, em Jerusalém. Os hotéis da cidade estavam lotados abrigando representantes e delegações de mais de 40 países diferentes ao redor do mundo, além de sobreviventes de campos de extermínio nazistas e dirigentes governamentais.
O Yad Vashem, a organização do memorial do Holocausto judeu, foi criado em 1953 para destacar a relação existente entre as vítimas da Shoah (Holocausto) e o novo Estado de Israel.
Mais de 2.000 pessoas estiveram presentes à cerimônia de inauguração, que teve também a participação do primeiro-ministro israelense Ariel Sharon e do presidente Moshe Katsav, além do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, que estava em visita ao Oriente Médio.
Também participaram da cerimônia da inauguração o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer e o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, além de representantes oficiais da Finlândia, Hungria, Itália, Portugal e Ucrânia. Os Estados Unidos enviaram uma delegação liderada pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.
A Polônia, antes da 2ª Guerra Mundial, possuía a maior comunidade judaica do mundo, com cerca de 3 milhões de pessoas, enraizada naquele país havia vários séculos, e que foi, sistemática e praticamente toda dizimada pela máquina nazista, como a de outros países europeus.
Por conta do forte esquema de segurança, várias ruas de Jerusalém estiveram fechadas a partir da noite anterior à inauguração.
Novo prédio
O novo museu ocupa uma galeria de 180 metros de comprimento que se estende sob uma imensa abóbada triangular voltada para uma rocha de uma colina de Jerusalém.
Com 4.200 m² é quatro vezes maior que o antigo museu, construído há 30 anos, e integra técnicas audiovisuais mais modernas.
Para chegar ao prédio, é necessário passar por uma sala escura, iluminada apenas por uma chama permanentemente acesa, cujo piso é estampado com a gravação do nome dos 22 campos de extermínio mais importantes.
Na entrada do novo museu da História do Holocausto há a "Coluna da Recordação”, com 30 metros de altura, e em cuja estrutura foi gravada a palavra Izkhor ("Recorda", em português).
O Yad Vashem possui um Centro de Pesquisa sobre o Holocausto, uma escola com alunos de diferentes idades e uma base de dados das vítimas que conta com cerca de 3 milhões de fichas atualizadas. Recentemente, esse banco de dados foi disponibilizado ao público pela internet, e desde então têm-se repetido encontros de familiares que se julgavam mortos há décadas. O endereço na internet é www.yadvashem.org e reúne arquivos referentes a cada localidade arrasada e a cada família exterminada, cuja memória alguns pretendem apagar.
A instituição é oficial, apesar de ser independente do Estado, com um orçamento anual financiado em 30% pelo governo israelense e o restante por instituições judaicas e também de fundos de indenizações das vítimas do nazismo. O museu do Yad Vashem procura resgatar a memória dos seres humanos que sucumbiram naqueles na maior catástrofe da História do Povo Judeu e da História da Humanidade..