Visão Judaica - Edição N° 24
:. Visão Panorâmica.:

Por: Yossi Groisseoign

Juiz árabe-israelense na Corte Suprema
O Ministério da Justiça de Israel anunciou a designação do primeiro magistrado árabe israelense na corte suprema. Salim Jubran, de 57 anos, é um dos quatro novos juízes nomeados para a alta magistratura. Árabe cristão da cidade de Haifa, já atuou por ano como temporário na Corte. Vivem em Israel cerca 1,3 milhão de árabes israelenses, ou seja, 20% da população. Eles têm direito a voto e ser votados, recebem serviços sociais e quaisquer outros benefícios iguais aos cidadãos israelenses.

Argentina nega legalização a partido nazista
Foi recusada a legalização do partido nazista na Argentina. Assim, não receberá subsídios e nem poderá participar de eleições. O juiz Rodolfo Canicota Corral, emitiu sentença não reconhecendo o Partido Nuevo Triunfo (PNT) como instituição jurídico-política. A organização é liderada pelo autodenominado führer Alejandro Biondini. Também foi proibido o uso da suástica. A tentativa de legalizar o partido na Argentina já dura quase 15 anos. O PNT tentou burlar a justiça apresentando um programa fictício para obter a legalização, mas a fraude foi descoberta e o juiz declarou que a identificação do grupo com o regime instaurado por Hitler é bastante nítida, pois remete a um regime genocida e antidemocrático que de modo algum é compatível com a Constituição argentina.

Posição de Bush
Em seguida ao retorno do primeiro-ministro Ariel Sharon, de Washington, onde recebeu do presidente George W. Bush palavras de reforço ao plano de retirada das colônias israelenses de Gaza — recusado mais tarde em votação pelos membros filiados ao partido Likud —, o primeiro-ministro palestino Ahmed Korei enviou carta a Bush pedindo a ele que reconsidere o apoio dado a Israel, principalmente na manutenção de colônias judaicas na Cisjordânia. A propósito, o presidente americano disse que "o mundo deve um muito obrigado a Sharon" pelo plano dele para Gaza e Cisjordânia. E acusou a liderança palestina de ter "falhado, ano apôs ano" ao não evitar ataques terroristas contra Israel.

Kerry e israelenses
O candidato democrata à presidência dos EUA criticou os laços com a Arábia Saudita, a quem acusa de financiar terror. Foi o que bastou para que a imprensa árabe dissesse que ele estava cortejando o voto judaico norte-americano. Mas John Kerry defendeu firme apoio à relação especial entre os EUA e Israel. “Todos os presidentes do último século fizeram um trabalho de política externa melhor do que o atual", disse ele, criticando Bush por manter os laços de amizade com a Arábia Saudita.

Outra votação
Logo após a consulta ao Likud, na qual sofreu derrota, Sharon ainda foi submetido à votação de uma moção de desconfiança no Parlamento (o Knesset), apresentada pelos partidos de esquerda e árabes israelenses, acusando o governo de "fracasso socioeconômico e diplomático". Sharon venceu fácil por 62 a 46, numa mostra de que mantém o apoio da grande maioria em sua coalizão, que possui 68 deputados. Sharon anunciou mudanças em seu plano de desocupação, mas não disse quais mudanças eram elas. "Não há dúvida de que o desengajamento é inevitável e não poderá ser interrompido", disse o vice-primeiro-ministro Ehud Olmert à Rádio Israel. "No fim, será feito, porque a alternativa é mais assassinato, terrorismo e ataques, sem que nós tenhamos nenhuma resposta sábia para o que 7.500 judeus estão fazendo entre 1,2 milhão de palestinos."

Não há provas
Se por um lado Ariel Sharon sofreu um revés com a maioria do Likud se posicionando contra seu plano de desocupação de Gaza, por outro, ele obteve uma vitória. A Procuradoria-geral de Israel concluiu não haver provas suficientes para iniciar um processo por corrupção contra o primeiro-ministro, informou a TV estatal israelense. O procurador-geral Menahem Mazuz vinha investigando o papel do chefe do governo israelense no que seria um escândalo de fraude conhecido no país como "o caso da ilha grega". Mazuz queria saber até onde a posição política de Sharon influiu em supostos favores obtidos pela família dele de um empresário. Contudo, pelo que foi levantado, não há provas contra o primeiro-ministro. As acusações foram feitas por adversários.

Árabes contra nome de Herzl
A Liga Árabe protestou no início deste mês contra o projeto da Prefeitura de Viena dar o nome de Theodor Herzl, pai do sionismo, a uma das praças da cidade, no transcurso do centenário da morte dele, que ocorre em 3 de julho. "Os vereadores de Viena devem reconsiderar a decisão a fim de manter boas relações com o mundo árabe", disse a Liga Árabe. As autoridades austríacas, entretanto, reagiram destacando que a "queixa muçulmana" chegou tarde demais. Os vereadores já estavam votando a iniciativa quando o pedido de rejeição árabe foi recebido.

Formação de líderes etíopes
Cinqüenta e um estudantes de origem etíope completaram seu primeiro ano de estudo em Leis e Administração de Empresas na carreira acadêmica em Kiriat Ono, Israel. O objetivo do programa experimental é estimular os emigrantes da Etiópia a seguirem com estudos universitários, na esperança de que os graduados venham a se tornar líderes da comunidade etíope no futuro, servindo de exemplo aos demais jovens e que se envolvam na atuação social em prol de sua comunidade.

Cemitério judaico atacado na França
O governo francês disse que vai encontrar e punir os vândalos que profanaram o cemitério judaico da cidade de Colmar, onde 127 túmulos foram pichados com suásticas e inscrições com a data de 30/4, dia em que Hitler teria se suicidado. Em alguns túmulos foram pichados "Adolf" e "Hitler" e na entrada do cemitério, numa placa com uma oração, pintaram "Fora Judeus" em alemão.

Annan a Arafat: dê uma chance à paz
O secretário-geral da ONU Kofi Annan exortou o líder palestino Yasser Arafat a dar uma chance ao plano israelense de retirada de Gaza, afirmando que os palestinos deveriam conter a violência e ajudar nos esforços de paz na região. Annan também criticou Arafat por não cumprir obrigações estipuladas por um plano de paz apoiado pelos EUA, incluindo reformas de segurança e o fim dos ataques suicidas. Segundo ele, Israel tem que conduzir sua parte no plano, desmontar assentamentos judaicos e congelar a construção de outros. Mas o lado palestino também tem obrigações que não são cumpridas, reclamou, acrescentando: "a Autoridade Palestina deveria começar imediatamente a tomar medidas efetivas para conter o terrorismo e a violência."

Mais 10 na Comunidade Européia
A entrada de mais 10 nações sob a legislação da União Européia, obriga-as a adotarem as leis de combate ao racismo e ao anti-semitismo comuns a todos os membros. Com isso, revisionistas do Holocausto e neonazistas abrigados em vários destes países vão poder ser processados.

Inaugurado centro judaico em Berlim
O rabino Yudi Tiechtel, representante do Chabad-Lubavitch em Berlim, oficiou a cerimônia de colocação da mezuzá no batente da porta do Shlomo Elbaum Jewish Educational Center, o primeiro aberto na capital alemã desde a Segunda Guerra Mundial. O ex-prefeito de Nova Iorque, Ed Koch participou da inauguração.

Crowe ajuda escola de Montreal
O premiado ator Russel Crowe (Gladiador e Uma mente brilhante, entre outros), que está filmando no Canadá, afirmou ter ficado muito chocado com o ataque por coquetel molotov, que destruiu a biblioteca da escola United Talmud Torah e garantiu ajuda financeira para que a biblioteca seja reconstituída e reaberta em agosto.

A linha que não pode ser cruzada
Na conferência com representantes de 55 países realizada em Berlim, o combate ao anti-semitismo foi um dos grandes temas em discussão. Criticar Israel e sua política é anti-semitismo ou não? Para o secretário de Estado norte-americano, Collin Powell, a linha a ser cruzada para que a crítica se torne racismo é a demonização dos líderes israelenses e dos judeus, além do uso de símbolos nazistas para representar Israel. A crítica é democrática, os meios, nem sempre. Vai haver uma definição formal e um documento. Com isso, aquela camiseta do PSTU em apoio à Palestina com a gravura de um palestino com a estrela de David cravada em suas costas formando a sombra de uma suástica vai ser oficialmente considerada como uma manifestação anti-semita.

Casa de Mussolini, Museu do Holocausto
A Shoah Foundation, estabelecida há 10 anos atrás pelo diretor Steven Spielberg, e a comunidade judaica italiana vão transformar a Villa Torlonia, antiga residência do ditador fascista Benito Mussolini num memorial do Holocausto. Embaixo da vila ficam parte dos mais de 7 km de catacumbas judaicas dos séculos 3 e 4, que preservam pinturas e inscrições da comunidade judaica da época. Parte das catacumbas foi transformada num bunker para o ditador durante a Segunda Guerra Mundial.

Arnold em Israel
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, ator de O Exterminador do Futuro, esteve em Israel na semana passada. Além de se encontrar com Ariel Sharon, Arnold participou do lançamento da pedra fundamental do Centro para a Dignidade Humana—Museu da Tolerância, em Jerusalém, um projeto do Centro Simon Wiesenthal, projetado pelo arquiteto Frank Gehry e que vai custar cerca de 200 milhões de dólares.

Google e site anti-semita
Uma mobilização mundial tirou um site anti-semita da primeira posição na busca do Google. O sistema foi criticado por recusar-se a tirá-lo de seu banco de dados, dizendo que não podia negar acesso a usuários porque isso trairia o compromisso de fornecer informações imparciais, independentemente de quão detestáveis sejam. Mas o que teve efeito foi a atitude de ativistas judeus, que ao explorarem uma "fraqueza" do Google rebaixaram o site anti-semita no ranking das buscas do termo "jew". O site usava a técnica apelidada de "Google bombing", em que determinado termo é utilizado em várias páginas, remetendo ao mesmo link, para ser considerado relevante pelos algoritmos do Google e aparecer em primeiro lugar. Com conhecimento de edição de HTML, a mesma técnica foi utilizada para o rebaixamento.

Atentado com vírus da Aids é frustrado
A polícia israelense frustrou vários atentados que os palestinos preparavam, incluindo uma bomba infectada com o vírus da Aids. Investigações indicaram que por trás da intenção do atentado estavam as Brigadas Al Aqsa, organização terrorista do Al-Fatah, ligada a Arafat. A bomba conteria sangue contaminado com Aids e o objetivo dos militantes era fazê-la explodir num local muito freqüentado de Israel, provavelmente em Tel Aviv, para contagiar o maior número possível de israelenses. Fontes do Ministério da Saúde, disseram que as chances de sucesso desse intento eram escassas, dado que em um prazo de 72 horas aos infectados poder-se-ia ministrar medicamentos que anulam os efeitos do vírus.

Atentados II
A Polícia revelou que no mesmo período foram frustrados outros atentados preparados para fazê-los coincidir com as festas da Páscoa judaica. Um deles seria feito por um palestino de 19 anos, Said Salah, que ia infiltrar-se em Israel a partir do Egito, disfarçado de soldado e acompanhado de cúmplices, para cometer atentados suicidas. Outro atentado suicida seria cometido por Tahani Halil, uma jovem casada de 25 anos, do norte da Cisjordânia, que manteve relações sexuais fora do casamento. Os terroristas ofereceram a Tahani a possibilidade de escolher entre morrer como “mártir” ou ser executada por seus familiares. Tahani foi capturada num controle militar quando se dispunha a entrar em Israel com uma bomba.

O retrato da barbárie
Família Hatuel. Era uma família feliz com profundo sentimento sionista. Foi destruída pelo ódio irracional e covarde. A mãe e suas quatro filhas foram assassinadas com tiros na cabeça perto de onde moravam. Os tiros foram disparados por terroristas palestinos que abriram fogo na estrada que conduz à colônia de Gush Katif, na Faixa de Gaza, contra o veículo em que viajavam. Morreram Tali Hatuel, de 34 anos e grávida de 8 meses, e suas filhas Hila (11), Hadar (9), Roni (7) e Mirav (2). Tanto as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, afiliadas à Al-Fatah, o partido de Arafat, como a Jihad Islâmica e o Hamas reivindicaram a autoria do crime. A Anistia Internacional divulgou nota condenando veementemente o brutal assassinato, enquanto uma rádio palestina de Gaza, sem citar quem eram as vítimas glorificava os carniceiros que foram mortos a seguir por soldados do Exército israelense.

Macabi campeão da Liga Européia
O Macabi Tel Aviv passou por cima do Skipper Bolonha numa final como nunca se viu, devido à diferença entre as duas equipes, encerrando o jogo com 45 pontos de vantagem em relação aos italianos. Foi o quarto título obtido pelos israelenses na Liga Européia de basquete.

 

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