|
Por: Helena Kessel - correspondente VJ
A cada sete anos a festa de Lag Baômer e celebrada no domingo. Foi o que
aconteceu este ano. Por essa razão, todas as escolas judaicas parisienses
organizaram uma "parade" com todas as crianças. A Place de la
République foi o ponto de partida de mais de mil crianças. A prefeitura
suspendeu o tráfego nas ruas até as 13 horas. Após o desfile,
o programa continuou no parque St. Claude, para um agradável picnic, circo
e diversas atividades.
No mesmo clima de passeatas e adicionando o fato de que francês adora uma
manifestação, no dia 16 de maio aconteceu a "marcha contra
o anti-semitismo". Mais uma vez a Place de la République foi o ponto
de encontro.
A razão da passeata está estampada em diversos cartazes espalhados
por toda a cidade com os seguintes dizeres: "Túmulos profanados,
sinagogas danificadas, escolas incendiadas, pessoas agredidas, bombas colocadas...
Recentemente a França vivenciou e continua a vivenciar uma nova onda de
atos anti-semitas que particularmente nos atinge”. “A banalização
do anti-semitismo gera a banalização de todas as outras formas
de racismo e a exclusão. O anti-semitismo não é somente
problema dos judeus; todo cidadão detentor de valores anti-racistas deve
combatê-lo, em nome da liberdade, da democracia e da república”. “A
Historia nos mostrou que o avanço do anti-semitismo sempre esteve associado
a terríveis regressões políticas, morais e sociais. Nós
nos recusamos a permitir que a nova geração cresça numa
sociedade onde esses atos, sob pena de serem repetidos, se tornem indiferentes.
Nós não aceitamos o ódio contra os judeus: a França
que nos queremos é a República e o conviver pacífico”.
“
Deixando de lado nossa origem social e cultural, e nosso horizonte político,
nos devemos expressar nossa indignação e dizer NÃO ao anti-semitismo!"
A organização do evento é assinada pela União dos
Estudantes Judeus da França (UEJF), CRIF (algo como nossa Federação
Israelita), o movimento "ni putes ni soumises", LICRA, e FIDL.
O imã salafista da mesquita Al Furquan, de Vénissieux,
foi expulso. Em uma entrevista publicada no "Lyon Mag",
ele diz ser um seguidor da religião islâmica como
nos tempos de Maomé. Além disso, ele se declarou
contrário às tentações da sociedade
ocidental. Ele considera a música como pecado, pois
induz o ouvinte a pensar em mulheres. E, finalmente, ele deseja
que não só a França se torne um país
islâmico, como espera que o mundo todo assim se torne.
Com o
objetivo de estimular os franceses a fazerem alyá (imigração),
a Agência Judaica de Paris organizou, com sucesso, um
grande Salão da Alyá no domingo, 2 de maio. No
local, estavam presentes representantes de ministérios
e de organizações responsáveis pela integração
em Israel, prefeitos de algumas cidades israelenses, corretores
de imóveis e muitos visitantes.
|